14/10/2003

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CONDOMÍNIO ASSOCIADOS
Roriz na cabeça e no coração

Ricardo Noblat (*)

Solo una voz. Foi esta a estratégia da mídia eletrônica venezuelana na cobertura do golpe militar que quase depôs no ano passado o presidente Hugo Chávez: um por todos e todos contra o presidente democraticamente eleito. Não fossem os canais de televisão de outros países, à frente deles a CNN, talvez o golpe tivesse alcançado seu objetivo. Enquanto o golpe esteve em curso, os canais privados da Venezuela massificaram a informação de que o presidente estava preso, assinara a carta de renúncia ao cargo e se preparava para desembarcar exilado em algum país da América Central, de preferência em Cuba. A única informação correta era a de que ele estava preso.

Fará um ano no próximo dia 1º de novembro que a estratégia solo una voz está sendo aplicada em Brasília – no caso, pela mídia impressa local. Com uma diferença que não a torna menos perversa do que aquela na qual se inspirou: aqui é um por todos e todos a favor da manutenção do poder por quem o detém. Quando o jornalista Paulo Cabral renunciou naquela data às presidências do Condomínio Acionários dos Diários e Emissoras Associadas e do Correio Braziliense, fechou-se o círculo de ferro dos jornais diários, semanais e episódicos de Brasília para defender a preservação do mandato ameaçado do governador Joaquim Roriz.

Correm contra Roriz vários processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – cada um mais cabeludo do que o outro. Roriz foi denunciado pelo Ministério Público e pela Procuradoria Geral da República por envolvimento com grilagem de terras públicas em Brasília e fraude eleitoral para assegurar sua reeleição. Ele governou a cidade duas outras vezes – a primeira por indicação do então presidente José Sarney, a segunda por ter sido eleito. O TSE aguarda o fim do julgamento do mérito de uma liminar obtida por Roriz no Supremo Tribunal Federal para decidir a sorte do mandato dele. O julgamento da liminar foi suspenso por um pedido de vistas. Estava 3 x 1 contra Roriz.

Do ponto de vista dos que conceberam e sustentam a versão candanga do solo una voz, há que se admitir o seu êxito. Os grandes jornais do eixo Rio-São Paulo podem publicar o que quiser contra o governador; as revistas semanais de informação estão liberadas para agir da mesma maneira – pouco importa: a mídia impressa de Brasília não lhe faz eco. Faz de conta que não leu, não ouviu e não soube de nada. Ela só cobre ou redescobre a situação de sobressalto em que vive Roriz quando é dada publicidade oficial a atos da Justiça contra ou a favor dele. E mesmo assim confere aos atos negativos divulgação mínima e rápida.

Não se investiga qualquer nova denúncia contra o governador. Não se dá seqüência a notícias que possam lhe causar embaraços – nem mesmo quando raramente tais notícias são publicadas. A ordem clara, explícita nas redações é deixar Roriz em paz. Ou melhor: se possível, deixá-lo sempre bem. O deputado José Edmar, do PMDB, amargou algumas semanas de prisão porque é acusado de integrar uma quadrilha de grileiros de terras. Ele foi líder do governo Roriz na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Roriz responde a um processo por ter oferecido lotes de graça a eleitores de Edmar em troca dos seus votos. O Correio Braziliense noticiou diariamente as agruras do deputado sem mencionar uma única vez suas ligações estreitas com o governador.

Diga-se a bem da verdade que os chamados "jornais nacionais" não estão completamente livres para publicar tudo que diga respeito ao governador de Brasília. O Jornal do Brasil, por exemplo, não está. Ele publica um caderno diário de oito páginas que circula só em Brasília com informações locais. E é o governo local quem mais anuncia ali. É por isso que assessores de Roriz não se constrangem em disparar telefonemas ou e-mails para a sucursal do JB reclamando de uma ou outra notícia que lhes aborreceu. E lembrando que o contrato de publicidade firmado com o jornal previa nas entrelinhas a preservação da figura do governador. Faz alguns meses, por sinal, que eles deixaram de reclamar.

Todos de pé

O fato é que a imprensa de fora de Brasília só tem olhos e apetite por notícias produzidas no perímetro de ouro da cidade – aquele que abrange a Esplanada dos Ministérios, onde se situam o Congresso, o Palácio do Planalto e as sedes dos tribunais superiores, e se espicha até incorporar em ponto mais distante o Palácio da Alvorada. Sempre foi assim. O que ocorre no resto da cidade não lhe interessa. Ou melhor: pode até lhe interessar caso ela seja alertada pela mídia local. Foi o Correio Braziliense nos últimos oito anos quem cumpriu o papel de mostrar a política de Brasília como ela é aos que habitam na cidade e aos que estão distantes dela. Até que... até que se calou.

Houve uma razão muito forte para que o Correio Braziliense abdicasse em 1994 da postura de jornal chapa-branca que o marcara desde sua fundação em 1960: a penetração dos maiores jornais do Rio e de São Paulo em Brasília era crescente. No ano anterior, a venda deles tinha aumentado em pouco mais de 50% se comparada com a de 1993. A mudança do Correio mais do que dobrou sua circulação a certa altura. E estancou o crescimento em Brasília dos jornais de outras cidades. A volta do Correio às suas origens resultou na perda de pouco mais de oito mil exemplares de venda nos primeiros 60 dias de sua nova/antiga fase. Quase todos os jornais brasileiros estão em queda desde dezembro último. O Correio está no bloco dos que mais perdem leitores.

A saída do jornalista Paulo Cabral da presidência do jornal teve a ver com duas coisas: a luta pelo poder dentro do Condomínio do grupo Associados e o desejo de parte dos condôminos de ver o Correio alinhado novamente com o governo de Brasília e tirando vantagens financeiras disso. As empresas do grupo em Minas Gerais foram nas últimas décadas as mais rentáveis dos Associados. Os condôminos mineiros nunca esconderam sua ambição de tomar a presidência do Condomínio que foi ocupada por Assis Chateaubriand, João Calmon e Cabral. O condômino Gilberto Chateaubriand provocou um terremoto dentro do Condomínio quando conseguiu na Justiça em setembro de 2001 o bloqueio dos bens imóveis de todos ali.

O bloqueio foi decretado porque a Justiça considerou irregular o modo como se reaplicou nas empresas do grupo a quantia de pouco mais de 220 milhões de reais paga aos Associados pela União em 1997 por conta de um precatório devido à TV Rádio Clube de Pernambuco. Eu fui eleito condômino em 1999, mas tive também meus bens bloqueados. Cabral liderou o esforço para firmar um acordo com Gilberto que levantaria o bloqueio dos bens. O acordo foi aprovado pelo Condomínio por larga maioria dos votos e assinado em seguida. Os condôminos mineiros votaram contra porque o Estado de Minas e o Correio Braziliense seriam os garantidores do acordo. Foram mais tarde à Justiça e conseguiram uma liminar suspendendo-o.

Cabral chegou a ensaiar o discurso de renúncia à presidência por ocasião de uma reunião do Condomínio em julho do ano passado. Sentiu-se duramente golpeado pelos mineiros em sua autoridade. Mas naquela ocasião, todos os condôminos de pé, entre eles os mineiros, abortaram o gesto de Cabral, renovaram sua confiança nele e o forçaram a permanecer no cargo. Treze dos 18 condôminos ali presentes ou representados assinariam três meses depois a moção de desconfiança que finalmente derrubaria Cabral – e por tabela a mim. Fui dirigir a redação do Correio a convite de Cabral. Sabia que à sua saída se seguiria a mudança da linha editorial do jornal.

Verba polpuda

O que aconteceu entre julho de 2002, quando Cabral foi forçado a continuar presidindo o Condomínio, e o 1º de novembro seguinte, quando ele renunciou ao cargo? Aconteceu que o governador Roriz, praticamente reeleito por antecipação como apontavam todas as pesquisas eleitorais, começou a ver sua vitória escapar por conta de denúncias publicadas pelo Correio. O mérito do jornal foi publicá-las. Mas não foi nenhum notável esforço de reportagem que as levantou. Elas foram entregues ao jornal por um grupo de aliados do governador inconformados com a partilha de um loteamento irregular no Lago Sul. Foi briga de gangue, nada mais do que isso, monitorada por gravações de telefonemas autorizadas pela Justiça.

O Condomínio jamais fez reparo algum à linha editorial do Correio. Somente o condômino e vice-presidente do jornal, Ari Cunha, manifestou diversas vezes seu desconforto com a linha do jornal remetendo cartas a alguns condôminos – e uma única vez a todos eles. Ari ocupou-se em escrever tais cartas quando perdeu a coluna diária que publicava no Correio desde sua fundação. Perdeu-a, por decisão de Cabral, quando a usou para se solidarizar com o colunista social Gilberto Amaral. Cabral demitiu Amaral ao receber cópia de uma carta assinada pelo colunista pedindo dinheiro a empresários para publicar seus perfis em uma edição especial da revista Vogue dedicada a Brasília. Amaral coordenava a edição.

Ari nunca escondeu suas ligações com Roriz. Sempre o defendeu em sua coluna – até mesmo depois de o governador ter pregado publicamente, no final de 1999, o boicote à leitura do Correio. Roriz sentia-se de tal maneira atingido pela postura independente do jornal que não perdia uma só oportunidade de atacá-lo. Procedeu assim antes de anunciar sua candidatura à reeleição. E depois em comícios como candidato. Em pelo menos duas ocasiões, repórteres do jornal quase foram agredidos por correligionários do governador. O Correio era a única voz dissonante no coro de jornais que exaltavam todos os atos de Roriz.

Em uma tarde do mês de agosto do ano passado, Cabral recebeu em seu gabinete de presidente do Correio a visita de Álvaro Teixeira da Costa, condômino e presidente do Estado de Minas. Conversaram sobre a crise financeira que assolava todas as empresas de comunicação do país – entre elas as do grupo Associados. A certa altura da conversa, Álvaro se ofereceu a Cabral para ajudá-lo a melhorar a situação do Correio. Disse que poderia procurar Roriz e lhe propor um acordo. Em troca de um substancial aumento na verba publicitária destinada pelo governo local ao Correio, eu deixaria o comando da redação. Cabral recusou a idéia de Álvaro.

Naquele momento, as relações entre os dois que já estavam tensas por causa do acordo frustrado pelos mineiros com Gilberto Chateaubriand se tornaram ainda mais frias. O complô para afastar Cabral foi urdido silenciosamente dentro do Condomínio por meio de telefonemas e de encontros secretos promovidos por Álvaro – mas contou com o estímulo direto do governador de Brasília. Dele também tomou conhecimento o então candidato ao governo mineiro Aécio Neves, que se elegeria com o apoio de o Estado de Minas. Aécio fez corretagem de anúncios para o Estado no finalzinho do governo Fernando Henrique Cardoso. Roriz prometeu polpuda verba publicitária para o Correio caso fosse reeleito. E, naturalmente, se o jornal mudasse de linha.

Coluna rediviva

O pino da granada que explodiu no colo de Cabral e o remeteu para o espaço juntamente comigo foi retirado durante o período de propaganda eleitoral na televisão, quando o PMDB de Roriz veiculou três programas seguidos, cada um de quase 10 minutos. Os programas foram usados para chamar Cabral e a mim de desonestos, acusar-nos de ter desviado o dinheiro do precatório da TV Rádio Clube de Pernambuco e tentar desmoralizar o Correio. O apresentador de um dos programas foi o mesmo de diversas peças publicitárias do então candidato a presidente José Serra. O publicitário Nizan Guanaes, marqueteiro de Serra, me contou que o cedera ao PMDB de Roriz sem saber que era para aquele fim.

A estrela do terceiro programa da série contra Cabral, eu e o jornal foi o vice-presidente do Correio, Ari Cunha. Ele apareceu no programa por meio de fotografias. E permitiu que um locutor de voz empostada lesse uma das cartas que escrevera para os condôminos se dizendo perseguido por Cabral e por mim e insinuando que minha mulher, dona de uma empresa de assessoria de imprensa, mandava no jornal. Cabral reagiu ao ato de Ari publicando na capa da edição seguinte do Correio uma nota onde me defendia, assumia a responsabilidade pela linha editorial do jornal e anunciava a convocação de uma assembléia geral de acionistas para destituir Ari do cargo.

De imediato, sem que Cabral soubesse, começaram a ser colhidas assinaturas de condôminos para a moção de desconfiança que o levaria à renúncia. Os 13 que a assinaram foram eleitos condôminos por indicação de Cabral. E a ele sempre prestaram cega obediência. A moção de desconfiança foi redigida pelo advogado Marcelo Pimentel, ex-ministro do Trabalho do presidente Fernando Collor e membro do Conselho Consultivo dos Associados. O Conselho é integrado por cinco juristas com mandato vitalício. É um órgão mais poderoso que o plenário do próprio Condomínio. Pimentel foi eleito conselheiro sob o patrocínio de Cabral, com quem costumava jogar cartas e fazer viagens de lazer.

Álvaro Teixeira da Costa soube compor direitinho os interesses pessoais de diversos condôminos para conseguir a defenestração de Cabral. A um deles, Joezil Barros, por exemplo, prometeu a superintendência do Diário de Pernambuco, da qual fora afastado por Cabral há muitos anos. Joezil, hoje, é superintendente do Diário de Pernambuco. A Édison Zenóbio, executivo do Estado de Minas, Álvaro garantiu a presidência futura do Condomínio. Na época, o vice-presidente do Condomínio e presidente do Jornal do Commercio, Ibanor Tartarotti, estava gravemente enfermo. Morreria poucos meses depois. Zenóbio é o atual presidente do Condomínio.

A Ari Cunha, Álvaro assegurou o pronto restabelecimento de sua coluna diária no Correio. E acenou para Ari e o condômino Evaristo de Oliveira com o comando do Correio no curto prazo. Caberia a ele, Álvaro, a vice-presidência executiva do Condomínio, cargo a ser criado, como foi. E por um breve período, acumular as presidências do Estado de Minas e do Correio. Tão logo saneasse o Correio com a ajuda de Roriz, deixaria a presidência do jornal. A coluna de Ari foi restabelecida. Evaristo assumiu funções mais relevantes no Condomínio e no Correio. Marcelo Pimentel foi recompensado com a presidência do Conselho Editorial do Correio. E seu escritório de advocacia passou a prestar serviços ao jornal.

Mudança de rumo

Uma vez deposto Cabral, e mesmo eu tendo deixado a Direção de Redação do Correio, sobrou para mim. Nunca contei com a simpatia da maioria do condomínio. Mas devo admitir que, à exceção de Ari Cunha, jamais fui hostilizado por um só condômino. Era tolerado porque Cabral me apoiava e o Correio ganhara prestígio, respeito e mais de 160 prêmios de jornalismo em oito anos. Passei a ser perseguido pelo Condomínio sob a inspiração de Álvaro menos de um mês depois do meu afastamento do jornal. No dia que fui lançar no Recife o livro A arte de fazer um jornal diário, minha sobrinha Patrícia Noblat, repórter do jornal há vários anos, foi demitida por ordem de Álvaro. E o Diário de Pernambuco foi proibido de noticiar o lançamento.

Em fevereiro passado, o senador José Sarney cogitou meu nome para ser diretor de Comunicação do Senado caso fosse eleito presidente. Várias pessoas do círculo pessoal de Sarney me informaram a respeito. Pois bem: no dia seguinte à eleição, um domingo, Sarney recebeu no seu apartamento de Brasília a visita do senador mineiro Hélio Costa, do PMDB. O senador disse a Sarney que o grupo Associados liderado por Álvaro vetava meu nome para o cargo. Talvez a expressão "veto" não tenha sido usada por Hélio ao longo da conversa. O senador Sarney não a escutaria sem se sentir ofendido. Eu sei que o encontro houve, o recado foi dado e o convite jamais foi feito. Eu dirigia a Redação de A Tarde na Bahia àquela altura.

Finalmente, em abril último, quatro condôminos formalizaram meu pedido de expulsão do Condomínio sob as seguintes acusações: a) jamais comunguei "dos ideais de Assis Chateaubriand", fundador do grupo Associados; b) partidarizei a linha editorial do Correio para beneficiar o PT em Brasília; c) o jornal fez campanha contra Roriz e por causa disso amargou pesados prejuízos econômicos; d) critiquei a nova linha editorial do Correio em artigos divulgados em sites; e) favoreci negócios da empresa de assessoria de imprensa da minha mulher. Essa última acusação foi retirada quando pedi que apontassem um só negócio que eu tivesse favorecido.

Deram-me menos de 10 dias úteis para que me defendesse. Apelei à Justiça e ganhei 30 dias prorrogáveis por até mais 60 se eu requisitasse informações para instruir melhor minha defesa. Pedi uma dezena de informações. Na véspera da reunião do Condomínio convocada apenas para decidir se eu receberia ou não as informações pedidas, desconfiei que seriam negadas. E que, incontinenti, o Condomínio aprovaria minha expulsão. Apelei novamente à Justiça e ela determinou que o Condomínio se limitasse a dar ou a negar as informações. Eu não poderia ser expulso naquela ocasião. Sequer ainda me defendera das acusações no mérito.

O Condomínio negou todas as informações que pedi. Em seguida, deixou de lado o pedido original de minha expulsão. E aprovou recomendação de sua Diretoria Executiva, apresentada naquele instante, me expulsando sob a desculpa de que não presto mais serviços a nenhuma empresa do grupo Associados. Vários condôminos também não prestam e nem por isso deixaram de ser condôminos. O direito patrimonial de alguém não pode ser subtraído por qualquer razão ou sem nenhuma. O processo de expulsão foi totalmente irregular e ainda afrontou uma decisão judicial. O caso está na órbita da Justiça que dará a palavra final.

Enquanto isso..., bem, enquanto isso o Correio Braziliense vai bem, obrigado, mesmo perdendo leitores. O dinheiro de publicidade oficial do governo Roriz tem irrigado os cofres do jornal com uma generosidade espantosa. Não falta dinheiro para patrocinar suplementos especiais, cadernos que semanalmente o jornal publica e seções de diversas editorias. Sou um leitor compulsivo de jornais. Afirmo que nenhum outro governo estadual tem anunciado tanto em jornais e na televisão quanto o de Brasília. Em meio à mais devastadora crise financeira que já atingiu a mídia nacional, a direção do Correio anunciou recentemente que pagará este ano 14º salário a seus funcionários e 15º salário aos editores do jornal.

A guinada de rumo sofrida pelo Correio desmoraliza, pelo menos a curto prazo, a certeza tão cara a todos os jornalistas e cidadãos de bem de que só sobreviverão os jornais capazes de oferecer um conteúdo de qualidade e acima de tudo honesto. O Correio está sobrevivendo muito bem às custas do governador Joaquim Roriz e de um punhado de empresários mobilizados por ele. Quando Roriz concluir seu mandato, se não for cassado antes disso, o Correio poderá, se quiser, mudar novamente de rumo e voltar a se comportar como os demais jornais que prezam sua credibilidade – é o que sinceramente desejo. Mas até lá... até lá é Roriz na cabeça e no coração.

(*) Jornalista

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