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KAMEL vs. CONTI
Tubarões do jornalismo
Hoje me deparei com uma das coisas raras na imprensa brasileira, um "disse-que-disse" entre tubarões do jornalismo. E, é claro, senti um orgasmo visual ao ler as duas cartas. Tanto que ainda estou em êxtase.
Ufa! Nada melhor do que essa expressão ao terminar de ler o artigo do Ali Kamel, a resposta do Mario Sergio Conti, a réplica do Kamel. Como se diz, hoje, entre a turma jovem: não precisa dizer mais nada, parou tudo! Deixe eu tomar um copo d’água para retornar o fôlego. Que maestria. Como devem estar pensando os futuros diplomatas do Itamarati (ou mesmo os atuais): que diplomacia! Pelo menos nas cartas, conseguimos (nós, pobres leitores mortais) captar o que vem a ser o "bom jornalismo". Se vier a tréplica, então! E se assim continuar, em poucos meses, de comum acordo, para divisão de royalties, teremos a primeira edição de "Brasil x Paris – correspondências esclarecedoras para uma análise contemporânea do nascimento das Diretas Já!", de Ali Kamel e Mario Sergio Conti (em ordem alfa, para não estremecer os breus).
Best-seller na certa! Pensem em quantos exemplares serão vendidos?!, pois não só interessará a jornalistas (iniciantes e veteranos), como também a sociólogos, historiadores, cursinhos pré-vestibulares e preparatórios para concursos. Todos estarão nas filas das grandes livrarias, fazendo inveja a qualquer Harry Potter ou Paulo Coelho. Depois dos intelectuais, o público-alvo serão donas-de-casa, desocupados, aposentados e todos os outros mortais que possam acessar a internet: um novo conceito de reality show está no ar. Já sinto o cheiro, e os comentários nas mesas de bar (no Brasil) e, quem sabe, nas mesas dos cafés (em Paris): "Não vejo a hora de chegar amanhã, teremos uma nova resposta...", o colega pergunta: "Do Conti ou do Kamel?", "Não importa, o essencial é invisível aos olhos" (Exupéry). Por fim, com o passar dos anos, não terão tanta audiência, devido à penca de reality shows do gênero. Mas, com certeza entrarão para a história, e não duvidem, para o Guiness Book.
O que a globalização não faz, meus caros? Se o Paglia, com sua atual barba pró-Lula-lá, não comentar o assunto, ficaremos a ver navios, assim como todos os que não conseguiram ver Greta Garbo pós-Hollywood. Pelo menos nisso há um mérito em questão: nesta "democracia consolidada" (sic!), o Gerald Thomas serve de bode expiatório para exemplificar a imagem de bom moço estimulado pelas grandes redes de comunicações desse país analfabetizado. E com vocês, o rumo da pseudo-história. Ahahahahahahaha...
Demócrito José Rodrigues da Silva
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Carta a Ali Kamel – Mario Sergio Conti, no Entre Aspas
A Globo não fez campanha; fez bom jornalismo – Ali Kamel, no Entre Aspas [rolar a página]
Ali Kamel responde a Ivson Alves – Entre Aspas
A História editada – Ivson Alves, no Entre Aspas - [rolar a página]
Nota do OI: Veja no Entre Aspas desta edição as alegações finais do debate entre Ali Kamel a Mario Sergio Conti
A VOZ DA ELITE
O melhor
Acho esse Diogo Mainardi o melhor colunista da imprensa brasileira no momento. Pelo jeito, o autor gosta mesmo é desses jornalista chorões, que vivem defendendo os pobres e oprimidos, mas da boca pra fora, claro. Olha, eu não sou da elite brasileira não, mas acho a conversa desse Mainardi muito boa e a ida dele para o programa do GNT um prêmio para sua inteligência e aguda percepção das coisas. Ele vai fazer sucesso, você verá.
Pedro Ferreira de Freitas, Campinas, SP
O pior
O senhor Diogo Mainardi, como o próprio nome denuncia, é descendente de italianos. O Brasil e os brasileiros devem muito aos imigrantes (de várias nacionalidades), aqui chegados entre os séculos 19 e 20. O que alguns descendentes esquecem, ou nunca lhes foi ensinado, é que nesse interregno o Brasil não recebeu nenhum imigrante rico, muito pelo contrário. A esmagadora maioria aqui chegou com uma mão na frente e outra atrás e a pouca bagagem estourando de esperança.
Muitos, para contentamento geral, cresceram financeira e economicamente, junto com a pátria que os acolheu (alguns vieram enxotados pela guerra e pela fome). Paradoxalmente a velha Europa, berço de culturas seculares, também fez desabrochar duas das maiores tragédias impostas à humanidade, as duas guerras mundiais. Paralelamente aos grandes nomes da cultura universal (seria alongar-me desnecessariamente citá-los), essa orgulhosa Europa produziu dois dos maiores canalhas já vistos na face da terra: Hitler e Mussolini. Pois bem, se o Brasil e os brasileiros, na visão do Sr. Mainardi são essa porcaria da qual ele escreve destilando tanta ojeriza pelo menos não provocaram essas hecatombes que foram as guerras mundiais com todo o seu cortejo de misérias.
Hélio de Araújo Fontes, nordestino, aposentado
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Ressentimento premiado – Samir Thomaz
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