Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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A importância da milésima edição

Por Equipe do Observatório da Imprensa em 14/08/2018 na edição 1000

Jornalistas, professores e pesquisadores falam da importância de se chegar a milésima edição do Observatório da Imprensa

Eugênio Bucci fala sobre questões éticas ligadas ao jornalismo em um dos episódios da websérie “Cartas na Mesa”. (Foto: Fernanda Shikay)

“O Observatório da imprensa se firmou como uma iniciativa ao mesmo tempo inovadora porque foi uma das primeiras publicações periódicas jornalísticas na internet e também uma iniciativa de preservação do melhor da tradição e da cultura jornalística, uma vez que reuniu saberes e parâmetros éticos testados ao longo de toda a evolução da imprensa. Quando Alberto Dines, ao lado de Carlos Vogt, teve essa ideia e estruturou esse projeto, inaugurou um modo de olhar e criticar a imprensa baseado nos parâmetros já conhecidos e consagrados da ética jornalística, com olhos e práticas voltados integralmente para um futuro que apenas se desenhava naquele período que era o futuro das publicações digitais e da internet. Acho que essa combinação faz do Observatório da Imprensa uma instituição única na história do jornalismo brasileiro. Com essa iniciativa nós aprendemos até hoje e cultivamos a nossa cultura jornalística. Como dizia o sempre presente Alberto Dines, depois de ver, ouvir e ler o Observatório da Imprensa, você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito. Hoje a gente podia dizer que depois da experiência do Observatório da Imprensa, a gente nunca mais fez jornal do mesmo jeito. Nós aprendemos a fazer diferente dentro da mesma cultura com os velhos parâmetros , com as velhas diretrizes e valores da nossa ética profissional.”

Eugênio Bucci é jornalista e professor titular da Escola de Comunicação e Artes da USP-São Paulo.

 

Ricardo Gandour em sua participação na websérie “Cartas na Mesa”. (Foto: Marina Lahr)

O Observatório chega à sua milésima edição! Me lembro de Alberto Dines, Mauro Malin e Carlos Vogt na sala de reuniões do UOL em outubro de 1996. Vieram mostrar o Observatório e e então ele veio agregar valor ao conteúdo do portal. Já se vão 22 anos. O mais fantástico disso tudo é a existência, no Brasil, de um veículo digital puro totalmente voltado à crítica da mídia. É uma vitória extraordinária mil edições de um veículo como este. Vida longa ao Observatório.”

Caio Túlio Costa é jornalista e executivo na área de comunicação digital.

 

Carlos Eduardo Lins da Silva em um dos episódios da websérie “Cartas na Mesa” que abordou Desafios éticos, Pluralidade e Credibilidade. (Foto: Fernanda Shikay)

O Observatório da Imprensa é um baluarte do jornalismo e da democracia. Vem sendo mantido vivo e prestando inestimáveis serviços à sociedade brasileira há mil edições, graças à contribuição despojada de todos os que para ele escrevem desde a sua fundação, movidos pelo idealismo de seu criador, Alberto Dines”.

Carlos Eduardo Lins da Silva é jornalista , pesquisador e professor universitário.

 

O jornalista Ricardo Kotscho. (Foto: TV Cultura)

“Só pode ser um milagre esta grande herança do Alberto Dines chegar ao número 1.000.Acho que nem ele acreditava nisso quando lançou o número 1. Num país sem memória, com uma imprensa imperial refratária a críticas, uma classe de jornalistas totalmente desmobilizada e uma elite sem noção de cidadania, só alguém com a resiliência e a determinação do Dines seria capaz de levar adiante este projeto, junto com sua brava equipe de profissionais qualificados.Devemos ao Observatório da Imprensa e ao Dines o pouco da dignidade que resta nesta profissão tão aviltada por interesses particulares, sem compromissos com a nossa terra e a nossa gente nesta quadra triste da nossa história.Que esta herança bendita ainda sobreviva por muitos anos.”

Ricardo Kotscho é jornalista.

 

(Foto: Reprodução)

“Atingir uma marca como esta é importante não só para quem acredita que o jornalismo possa melhorar; é importante para todos aqueles que vêem como possível o jornalismo ter relações melhores com a sociedade, prestando bons serviços à democracia e à busca de um mundo mais justo. Que o Observatório da Imprensa continue a nos inspirar e a nos motivar nesse caminho”

Rogerio Christofoletti é professor de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina e criador do ObjETHOS, observatório de crítica de mídia.

 

Na foto, o jornalista José Hamilton durante a gravação da websérie “Cartas na Mesa”. (Foto:Nathalia Miranda)

Essa milésima é uma prova de que Alberto Dines é eterno. E que sua idéia, o Observatório da Imprensa, deve também ser eterna. Crítica ao jornalismo é tão necessário quanto o ar.

José Hamilton Ribeiro é jornalista.

 

 

 

 

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