Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CINEMA E REALIDADE SOCIAL > Desmatamento no cerrado mineiro

Um grande sertão sem as veredas

Por Giovanna Leopoldi em 28/11/2017 na edição 968

Capa de uma das primeiras edições de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. (Crédito: Editora José Olympio)

Em agosto deste ano, uma equipe da WWF-Brasil, uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, percorreu mais de dois mil quilômetros entre o norte de Minas Gerais e sudoeste da Bahia, registrando histórias de resistência, cooperativismo e a força da cultura do povo sertanejo, eternizado na obra de Guimarães Rosa: Grande Sertão Veredas. Mas no lugar dos rios e matas que servem de paisagem para o clássico da literatura, a equipe do filme “Grande Sertão”: encontrou desmatamento, queimadas e devastação.

No ritmo com que a destruição alavancada pelo agronegócio acontece na região, as veredas estão sendo destruídas — e há risco de faltar água de superfície na região dentro de vinte anos. O futuro aponta para um Grande Sertão, sem as veredas.

Mas que sertão é esse?

Entre chapadas e vales, com uma vegetação que varia entre formações florestais, campestres e savânicas, o Cerrado ocupa ¼ do território nacional, se estende por onze estados mais o Distrito Federal, abriga 5% da biodiversidade do mundo e 30% da biodiversidade brasileira.

Para fazer frente ao desafio de proteger o bioma e as águas de todo o Brasil, a ONG investe em comunidades agroextrativistas originais da região. O resultado dessa jornada está no filme Grande Sertão, que será lançado nesta semana.

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Giovanna Leopoldi é jornalista nas empresas JB Press House e RP Freela.

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