Sábado, 18 de Abril de 2015
ISSN 1519-7670 - Ano 18 - nº 846

CIRCO DA NOTíCIA > CICLOATIVISMO

Do entusiasmo à ferocidade

Por Mauro Malin em 13/03/2012 na edição 685

Sob o título “Patrulha da bicicleta”, a ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer, analisa a participação de cicloativistas em redes sociais. Escreve: “Chama a atenção a ferocidade do grupo. Parece pecado criticar ciclistas”.

Trata-se de manifestações que mostram um deslizamento do entusiasmo para a ferocidade.

Ferocidade que parece confirmada pela placa colocada na Avenida Paulista antes da esquina da Pamplona, onde foi atropelada e morta, no dia 2/3, a bióloga Juliana Dias.

Depois de relatar outros casos de ativismo feito com o fígado, Singer conclui:

“É ótimo que exista vigilância sobre a grande mídia e que todos tenham espaço para protestar, mas cobranças extremadas pouco contribuem. Leitores-sem-causa dificilmente se melindram com exemplos como esses. Pode soar duro, mas é impossível fazer jornalismo sem algum potencial ofensivo”.

Será que o potencial ofensivo é inerente ao jornalismo ou as contradições e os conflitos são deste mundo, que o jornalismo ao mesmo tempo reflete e molda (para melhor e para pior, cada um escolha a ordem que lhe parecer mais fiel à realidade)?

Leia aqui o texto completo da ombudsman.

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CIRCO DA NOTíCIA > CICLOATIVISMO

Do entusiasmo à ferocidade

Por Mauro Malin em 13/03/2012 na edição 685

Sob o título “Patrulha da bicicleta”, a ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer, analisa a participação de cicloativistas em redes sociais. Escreve: “Chama a atenção a ferocidade do grupo. Parece pecado criticar ciclistas”.

Trata-se de manifestações que mostram um deslizamento do entusiasmo para a ferocidade.

Ferocidade que parece confirmada pela placa colocada na Avenida Paulista antes da esquina da Pamplona, onde foi atropelada e morta, no dia 2/3, a bióloga Juliana Dias.

Depois de relatar outros casos de ativismo feito com o fígado, Singer conclui:

“É ótimo que exista vigilância sobre a grande mídia e que todos tenham espaço para protestar, mas cobranças extremadas pouco contribuem. Leitores-sem-causa dificilmente se melindram com exemplos como esses. Pode soar duro, mas é impossível fazer jornalismo sem algum potencial ofensivo”.

Será que o potencial ofensivo é inerente ao jornalismo ou as contradições e os conflitos são deste mundo, que o jornalismo ao mesmo tempo reflete e molda (para melhor e para pior, cada um escolha a ordem que lhe parecer mais fiel à realidade)?

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