Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

CIRCO DA NOTíCIA > IMPRENSA PARAENSE

A verdade

Por Lúcio Flávio Pinto em 03/09/2013 na edição 762
Reproduzido do Jornal Pessoal nº 544, 1ª quinzena de setembro/2013

Se realmente respeita os a opinião pública, Jader Filho, o principal executivo do grupo RBA, devia informá-la sobre o um milhão de leitores que ele diz que o Diário do Pará possui. O dado – sabe-se – é do Ibope. Como o Ibope mede audiência, esse número absurdo demonstra o erro de recorrer a esse tipo de pesquisa para apurar tiragem e vendagem de jornais impressos.

Se cada exemplar do Diário fosse lido por três pessoas, conforme a média internacional, sua tiragem seria de inacreditáveis 330 mil exemplares. Ainda que a leitura fosse de cinco pessoas por exemplar, a tiragem ainda estaria num patamar que poucas publicações ainda têm no mundo da internet: 200 mil exemplares. E ainda que 10 pessoas lessem cada Diário (é Guiness certo), o número iria a 100 mil exemplares, o triplo da tiragem média real do jornal.

Se continuar a usar essa estatística, quando tem no seu cofre os boletins do IVC de vendagem real de jornais, Jader Filho se expõe à desmoralização. Já não chegou a hora da verdade?

 

Colunistas

Um dos anúncios da “casa” na edição de aniversário do Diário do Pará proclamava: “Um grande jornal se faz com um grande time”. E elencava 12 nomes de colunistas do jornal, nove dos quais colunistas sociais. Taí uma boa dica para quem quiser pesquisar: há outro jornal com mais colunistas sociais aqui, no Brasil ou, quiçá, no mundo? Pode render mais um prêmio internacional ao Diário.

Aliás, é bom ressaltar que os cinco prêmios obtidos em Nova York, junto ao Inma, foram concedidos em função de promoções de marketing, setor em que o jornal se tem destacado realmente.

 

Errinhos

Confesso minha inveja pela quantidade de erros que a coluna “Repórter 70” abrigou na edição de O Liberal do dia 25/8, que tornam simplórias as derrapagens deste jornal. Numa das notas em poucas linhas, informou a coluna:

“A nova escala de vagas ao desembargo no TJ começou com a aposentadoria da desembargadora Dahil Paraense, seguida pela compulsória da desembargadora Eliana Abufaiad.

“Ano que vem será a vez dos desembargadores Raimunda Gomes Noronha, atual presidente do TJ, Maria Brígido e o ex-presidente João Maroja”.

A atual presidente é a desembargadora Nadja Nascimento. Maria Brígido, até onde se sabe, relações públicas e folclorista, faleceu sem ter seguido a carreira jurídica. O desembargador João Maroja ainda não foi eleito presidente do TJE.

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Lúcio Flávio Pinto é jornalista, editor do Jornal Pessoal (Belém, PA)

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