Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1059
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CIRCO DA NOTíCIA >

São tantas coisinhas miúdas

Por Carlos Brickmann em 08/04/2014 na edição 793

O mensaleiro Jacinto Lamas, condenado à prisão no regime semiaberto por lavagem de dinheiro, aproveitou duas vezes a saída da Papuda para o trabalho para passar na igreja Nossa Senhora de Guadalupe. Outro mensaleiro, Valdemar Costa Neto, passou num McDonald’s drive-thru e pediu um sanduíche. Que horror!

E um grande jornal impresso, de circulação nacional, mobilizou cinco repórteres durante três semanas para apurar essas importantes violações da disciplina carcerária. Onde já se viu, ir à missa e comer no McDonald’s?

Certo: é violação das normas carcerárias. Como é violação (e mais grave) o encontro de Valdemar Costa Neto com o líder de seu partido na Câmara dos Deputados, Bernardo Santana. Mas no geral é coisa vagabunda, sem maior importância; não cabe à imprensa vigiar os detalhes da disciplina nas prisões. Dá a impressão de perseguição, de que qualquer coisinha chinfrim merece uma página com manchete de seis colunas. Bem ou mal, aceitem ou não as normas vigentes, cumprindo ou não as exigências legais de rigor carcerário, os presos estão presos, foram condenados, receberam forte marca negativa em sua reputação, deixaram claro que aproveitaram sua passagem no Governo para fins pouco republicanos. Cabe à imprensa afligir os confortáveis e, num caso como este, deixar que os aflitos enfrentem seus problemas, sem procurar agravá-los.

O cumprimento da pena dos condenados do Mensalão, sem dúvida, virou um pandemônio. O governador de Brasília, por ser governador e arrogante, arroga-se o direito de visitar seus companheiros de partido presos na Papuda na hora em que quiser (e colegas de Congresso também tentaram transformar o presídio numa grande festa, aparecendo a qualquer hora, levando convidados – só faltou mesmo a cerveja, se é que faltou). Delúbio Soares está trabalhando dentro do partido (ficou melhor do que esteve antes, quando tinha sido expulso e não podia aparecer publicamente por lá), e fazendo o que sabe: arrecadou um monte de dinheiro para pagar as multas dele, parte da multa dos outros e isso é o que se sabe. José Dirceu, segundo seu próprio companheiro petista baiano, tinha um telefone celular à disposição e o usou para conversar com ele. Prisão com telefone celular não é prisão: é escritório em que não se paga aluguel.

As desculpas são tão ridículas quanto a reportagem sobre o temerário ato de ir à missa: o líder do PR na Câmara, por exemplo, depois de negar a visita a Valdemar Costa Neto, ex-presidente do partido, acabou cedendo depois que soube que tinha sido fotografado. Mas garantiu que os dois não trataram de política.

Claro: na festa dos cartolas só não se falou de futebol.

Mas não é fazendo papel de grande irmão que a imprensa pode colaborar para que a casa da mãe Joana em que se transformou a prisão dos mensaleiros deixe de contribuir para a desmoralização da Justiça. Seria interessante saber, isso sim, se a direção do presídio é leniente, permite aos réus políticos fazer o que querem, ou é simplesmente incompetente, e não sabe o que acontece atrás de suas portas gradeadas. Terão as autoridades do presídio recebido ordens específicas para desafiar a lei e as ordens da Justiça? E o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, entre uma entrevista e outra, entre um pedido de explicações e outro, não terá condições de agir efetivamente, exemplarmente, decisivamente, para que a disciplina carcerária seja mantida, na forma da lei?

Sejamos claros: alguém acredita que uma criatura política como Valdemar Costa Neto vá trabalhar num restaurante industrial, local de ampla frequência, sem que seus antigos companheiros decidam visitá-lo? Alguém acredita que, nessas visitas, vão conversar sobre o tempo seco, lembrar histórias de Las Vegas, comentar o estilo literário de Milan Kundera ou a aposentadoria de Rivaldo? Se alguém acredita nisso, Polyana terá saído dos livros e filmes para a vida real, estará morando numa casa com paredes de bolo confeitado e telhas de chocolate, com leprechauns no jardim. E será amiga do Lobão Mau – o ministro.

Em resumo, como diria o padre Quevedo, essas coisas não ekzistem. As normas não podem ser essas. E, com relação à imprensa, nunca é demais lembrar um grande jornalista, José Carlos Del Fiol, cujo bordão imortal, para jovens jornalistas que queriam fazer reportagens absolutamente desimportantes, era “não tem serviço, não?”

Pois existe serviço, sim. Cinco repórteres de alta qualidade, trabalhando num só caso por três semanas, botam de cabeça para baixo o caso do cartel do metrô de São Paulo, decifram os motivos que levaram a Petrobras a comprar a Refinaria de Pasadena e descobrem quando é que os sonháticos de Marina Silva vão passar a apoiar, de verdade, o candidato de seu partido, Eduardo Campos. Não é falta de serviço: é vontade de afligir quem já está aflito.

 

A Novilíngua

A moda agora é dizer que todos foram contra a deposição de João Goulart. Aliás, a julgar pelos depoimentos que lemos e vemos hoje, tirando meia dúzia de milicos todo mundo era janguista fanático, doido pelas reformas de base.

Não é verdade: as marchas da família reuniram multidões (até Lula participou da marcha paulista), D. Paulo Evaristo Arns abençoou os cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras rebelados contra o presidente, a CNBB louvou o movimento militar. A tortura e a ditadura mudaram as opiniões e as tendências, mas a deposição de Jango teve amplo apoio da opinião pública. E, claro, não esqueçamos a música popular: Billy Blanco, o excelente compositor de Estatutos de Gafieira, da maravilhosa Teresa da Praia, da A Banca do Distinto (“não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho/ pra que tanta pose, doutor/ pra que tanto orgulho”), de Samba Triste,parceiro de Baden Powell, de Tom Jobim, fez também Rio do meu amor (“Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/ do grande carnaval do 1º de abril/ da Vila que desceu, do dólar que caiu”).

Mas isso é questão de História. O problema que surge é outro: o patrulhamento pesado, cinquenta anos depois. Um grande banco fez, no seu calendário, uma referência à Revolução de 31 de março; o fato foi denunciado – sim, em termos de denúncia grave –e o banco se sentiu obrigado a retirar o calendário de circulação. Dizer que a oposição armada não queria democracia, mas outra ditadura, a ditadura do proletariado, virou ofensa pessoal (e isso apesar de um dos principais participantes da luta armada, Fernando Gabeira, que participou do primeiro grande golpe na estabilidade da ditadura militar, o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, ter dito isso com todas as letras). Besteirada: revolução, quartelada, golpe, golpe militar, golpe civil-militar, ditadura, regime autoritário, todos esses nomes designam coisas diferentes nos livros de História. Mas na linguagem cotidiana vale a imortal frase de Shakespeare, em Romeu e Julieta: “Se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume”. Ou, no caso da ditadura militar, com suas atrocidades, o mesmo fedor.

O preocupante, no caso dos meios de comunicação, não é apontar os males da ditadura (que já é, em si, um mal gigantesco): é exigir a unanimidade não apenas nas opiniões, mas também nos nomes dados aos fatos. Lembra, a propósito, o que acontecia nos tempos da ditadura, quando era proibido chamar o guerrilheiro por qualquer outro nome que não “terrorista”, e o presidente Ernesto Geisel, ditador e autoritário, dizia que o regime brasileiro não era uma ditadura, mas uma “democracia relativa” – onde o presidente relativo tinha o poder de fechar o Congresso quantas vezes quisesse, e várias vezes o fez.

Fala-se muita bobagem sobre os tempos da ditadura – inclusive uma inacreditável, a de que naquela época não havia roubalheira. Havia, caro colega, havia. Basta lembrar uma certa história de pérolas. Ou procurar, perto do Litoral Norte de São Paulo, os vestígios de uma estrada que ligaria Santos ao Rio, que custou muito caro e nunca foi concluída. Nesses vestígios arqueológicos há um túnel provavelmente único no mundo, já que prescinde da habitual montanha em cima.

Ou de que, nos tempos da ditadura, era possível andar tranquilo nas ruas. Não, não era. Até 1967, aproximadamente (citando de memória, sem recorrer a pesquisas), ainda havia certa segurança nas ruas. Mas antes de 64 a segurança era muito maior. E, de 67 em diante, a insegurança só fez ampliar-se. Basta lembrar que Paulo Maluf, governador de São Paulo (e tão ligado aos generais quanto o é hoje ao PT), disse que iria combater a violência “botando a Rota na rua”. A Rota, a letal tropa de choque da Polícia Militar paulista, tinha liberdade total de ação – e, apesar disso, a insegurança continuou crescente.

Enfim, quem quiser falar bobagens sobre a ditadura que o faça: é parte da democracia. Quem quiser criticar duramente a ditadura, ou o regime militar, ou o regime civil-militar, ou seja lá o nome que se queira dar, que o faça: argumentos não lhe faltarão. São tantos argumentos, aliás, que é desnecessário patrulhar os adversários e obrigá-los a usar uma linguagem que não é a deles, com determinados nomes que eles preferem não usar.

É claro que achamos que nossos adversários estão errados; se concordássemos com eles, não seriam nossos adversários. Mas nada melhor do que enfrentá-los no debate, sem tentar impor-lhes o pensamento uniforme.

 

Vivendo e aprendendo

Um grande jornalista, Flávio Tavares, conheceu tudo sobre as ditaduras: a brasileira, na sua fase mais branda, na sua fase mais dura; a expulsão do Brasil e o banimento perpétuo, só suspenso pela anistia; a ditadura uruguaia, que o perseguiu, sequestrou e manteve preso dentro dos acordos clandestinos da Operação Condor, que unia as polícias políticas ilegais dos diversos países do Sul da América.

Flávio Tavares foi líder estudantil, ligado à ala esquerdista da igreja católica (a AP, mesma facção de José Serra, que seria presidente da UNE). Trabalhou na grande Última Hora, o excelente jornal de um jornalista de primeiro time, Samuel Wainer, que apoiava o governo Goulart. E foi um dos fundadores da Universidade de Brasília, com Darcy Ribeiro.

Em 1964, logo após a deposição de Jango, foi preso; ficou pouco tempo na prisão. “No início, a ditadura aqui foi muito branda. Nos vigiava, mas garantia a liberdade de imprensa”, diz. E, paralelamente à atividade de jornalista, entrou na luta armada contra a ditadura. Ficou preso por dois anos e conheceu a tortura; mas, em troca do embaixador americano Charles Elbrick, foi libertado e enviado para o exílio, no México. Lá trabalhou no jornal Excelsior, que o enviou como correspondente a Buenos Aires; e, com o pseudônimo Julio Delgado, foi também correspondente de O Estado de S. Paulo (que, fiel à tradição da família Mesquita, abrigava outro jornalista malvisto pela ditadura, Hermano Alves, com prisão decretada). Em 1977, foi ao Uruguai; lá, militares o sequestraram, e o mantiveram preso por 195 dias, sem acusações. O Estadão liderou a campanha por sua libertação. A pressão foi tamanha que o governo brasileiro pediu ao Uruguai que o libertasse. Mas havia um problema: ele não podia voltar ao Brasil, porque estava banido. Foi então expulso do Uruguai e asilou-se em Portugal. Só voltou ao Brasil com a anistia, em 1979.

Este sabe do que fala; e agora põe sua experiência por escrito, em 1964: O Golpe, editado pela gaúcha L&PM. Vale ler, concordando ou não com as opiniões do autor. São sempre opiniões bem embasadas, de um jornalista que viveu os fatos que descreve. Haverá dois lançamentos: o primeiro, na terça-feira (8/4), no Rio de Janeiro (Livraria Travessa do Shopping Leblon), começando às 19h, num debate com um dos jornalistas mais brilhantes do país, Zuenir Ventura; o segundo no dia 16/4, quarta-feira, em São Paulo, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional – mezanino da loja de Artes. Começa às 19h, num debate com o escritor Walcyr Carrasco, astro em ascensão da dramaturgia da Rede Globo.

Este colunista só faltará se houver um motivo de força maior. E que seja uma força efetivamente muito maior.

 

Como aconteceu?

Na entrevista de Fernando Henrique Cardoso a O Estado de S. Paulo, há uma frase interessantíssima que saiu no site do jornal e desapareceu na versão impressa. Marcelo Bairão, grande professor, ótimo jornalista, foi quem percebeu a diferença entre a versão virtual e a impressa (a frase desaparecida está em itálico):

Quando meu pai morreu, eu estava no Chile, mas já com passaporte validado, portanto voltei para o enterro. Houve uma missa com muitos oficiais e um deles chegou perto do meu irmão para dizer, referindo-se a mim: “Ou ele vai embora ou vai ser preso”. Vim para a casa do (empresário e editor) Fernando Gasparian, em São Paulo, dormi outra noite na casa do (sociólogo) Pedro Paulo Poppovic, e regressei ao Chile. Acabei não sendo preso. Houve o processo contra mim na Justiça Militar, com acusações ridículas, entre as quais aquela envolvendo o telefonema grampeado do Darcy, e outras histórias vindas da universidade, de colegas que naquele momento dedo-duraram bastante, mas depois virariam ultra-esquerdistas.

1. Cadê a frase? Por que não consta na versão impressa?

2. Quem são “os colegas que naquele momento dedo-duraram bastante, mas depois virariam ultra-esquerdistas”?

Não se trata, no caso, de criticar posições políticas da época, mas de uma questão de ética: a delação, especialmente num regime em que ser delatado podia expor a vítima a prisão, tortura e exílio, eventualmente à morte, e normalmente à perda de emprego, é absolutamente inaceitável.

Um bom trabalho de pesquisa poderia dar algumas pistas. Mas como a afirmação é grave, não pode se basear apenas em pesquisas. Não seria este o momento, em que tanto se fala em recuperar a verdade, de saber quem é quem?

 

Quem faz as pesquisas

A história do superlativo erro da pesquisa do IPEA sobre ataques sexuais a mulheres é impressionante. E por dois motivos: primeiro, porque o número apresentado pelo IPEA como sendo de pessoas que relacionavam a maneira de vestir de mulheres com ataques sexuais não batia com a percepção que se tinha do tema; deveria, portanto, ter exigido uma revisão mais cuidadosa (é como dizer que a maior parte da população brasileira detesta TV – então, como se explica que tanta gente fique grudada nos programas o dia inteiro?); segundo, porque nenhum meio de comunicação, nem mesmo os que dispõem de institutos de pesquisa, checou a informação – todos se limitaram a publicá-la e a comentá-la, com os devidos protestos de elevada indignação diante do indicativo da barbárie da população.

E resta uma questão complicada: o IPEA é quem faz as pesquisas econômicas e sociais que orientam a ação do governo federal. Serão melhores e menos suscetíveis a enganos do que suas pesquisas de comportamento?

 

Dilma imita Valeska

O político baiano Octavio Mangabeira dizia que, por mais estranho que um fato fosse, na Bahia haveria um precedente. Desta vez, com certeza, não há: o perfil oficial da presidente Dilma Rousseff no Facebook mandou “um beijinho no ombro para o recalque passar longe”. O perfil comemorava a marca de 350 mil fãs. E “beijinho no ombro” é símbolo quase oficial de Valeska Popozuda.

 

Como…

De um grande portal informativo:

** “Corregedoria vai investigar supostas viaens de ministros com conjugês”

Não se espante: é o jornalismo do corretor automático. O corretor não corrigiu “viaens”, mas em compensação botou o circunflexo no lugar errado dos cônjuges.

 

…é…

Texto de uma faculdade de comunicação, a respeito de debates sobre os 50 anos do golpe militar de 1964:

** “(Fulano) teve oseu direito caçado pela ditadura durante quatro anos”

Enfim, um texto de faculdade de jornalismo que diferencia “caçado” e “cassado”, promovendo um debate sobre uma época em que boa parte das perseguições envolvia a cassação de mandatos e a suspensão de direitos políticos.

 

…mesmo?

Um fiel leitor desta coluna manda o texto de uma grande agência internacional:

** “Em duelo entre as duas primeira colocadas do ranking da WTA, americana Serena Williams, número um do mundo, sagrou-se campeã do torneio de Miami pela sétima vez da sua carreira ao derrotar a chinesa Na Li (N.2) na final deste sábado. A tenista de 32 anos precisou 1h59 para garantir o título 59 título da sua carreira, com vitória por 7-5 e 6-1.”

Pergunta o leitor: em que língua isto foi escrito?

A resposta é simples: em língua de índio de filme americano – mas índio que, a julgar pelas concordâncias, preferia caçar e pescar a frequentar aulas.

Pois é assim.

De um anúncio:

** “A cobrança de um cheque calção não é permitida (…)”

E se for um xeque caucinha, nem pensar!

 

Frases

>> Do jornalista Palmério Dória: “Aécio diz que tanto faz enfrentar Dilma ou Lula. É muita presunção pra quem não enfrenta nem bafômetro.”

>> Do advogado Luiz Fernando Pereira, sobre os escândalos na Petrobras: “Alguns levaram muito ao pé da letra o lema ‘o petróleo é nosso’.”

>> Do jornalista Lauro Jardim: “Quer dizer que Graça Foster acumula a diretoria internacional da Petrobras por todo esse tempo e não ficou sabendo que a joint venture da refinaria de Pasadena tinha um comitê gestor?”

 

Frase perigosa

Do cineasta Glauber Rocha, em meados da década de 1970, citado pelo jornalista Palmério Dória:

** “Fernando Henrique Cardoso é apenas um neocapitalista, um kennedyano, um entreguista;”

Glauber Rocha foi o cineasta que, em meados da década de 1960, fez um filme saudando o início da revolução que ocorreria no Maranhão com a posse do novo governador José Sarney.

 

E eu com isso?

Árvores derrubadas, árvores replantadas, árvores novamente derrubadas. A madeira é moída, transformada em polpa, tratada quimicamente, transformada em celulose (empesteando com seu cheiro toda a região) e papel. Pois, sem isso, como saberíamos dessas notícias?

** “Grazi aparece com o olho roxo durante gravação”

** “Adrian Brody aposta em terno bordô da Dolce & Gabbana”

** “Debby Lagranha tatua os pés da filha nas costas”

** “David Beckham exibe corpo sarado”

** “Simone Soares exibe corpo sarado”

** “Atriz Maggie Q ousa em look em pré-estreia de filme”

** “Bruna Marquezini apresenta sua nova cachorrinha”

** “Emma Watson surge com look sensual em Berlim”

** “Mariana Rios revela que está com novo namorado”

** “Lady Gaga é vista com anel de noivado e levanta suspeitas”

** “Com look decotado, Deborah Secco curte o namorado”

** “Lilly Allen ousa com top transparente em show”

** “Luciana Gimenez abusa da transparência em evento”

** “Cantora Rihanna ousa com saia supertransparente”

 

O grande título

Há bons títulos, sem dúvida. A começar por um que precisa de longa leitura para imaginar do que é que se trata:

** “Gol é condenada após: ‘Tinha que ser preto mesmo’”

A empresa foi condenada após um de seus funcionários ter dito isso a um cliente, que processou a empresa e, passado o longo tempo regulamentar para o julgamento, acabou ganhando.

Há o título em que houve, sem dúvida, um erro de digitação. Mas saiu bem engraçado:

** “Guns n’ Roses, paixão e fedelidade”

E um belíssimo, daqueles que não dá para entender a menos que o caro colega seja o tipo de leitor que não passa sem jornal nem um dia sequer:

** “Mãe da cesárea forçada pensa em ser ativista”

******

Carlos Brickmann é jornalista, diretor da Brickmann&Associados Comunicação

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