Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CIRCO DA NOTíCIA > PROFISSÃO PERIGO

Armai-vos uns aos outros

Por Carlos Brickmann em 27/01/2009 na edição 522

Quatro jornalistas foram assassinados recentmente na Rússia: o último foi uma mulher, Anastasia Baburova. A situação é tão grave que o jornal Novaya Gazeta pediu permissão à Justiça para que seus repórteres andem armados.

Deve ser terrível viver num país com tal nível de violência! Pois é: no Brasil, embora não tenha havido quatro mortes num período de poucas semanas, temos tido assassínios constantes de jornalistas que se tornaram incômodos a pessoas acostumadas a contratar jagunços. De 1990 para cá, 22 mortos. Seria o caso de imitar a Rússia e pedir licença à Justiça para armar os jornalistas?

E as coisas estão piorando. Agora atiraram uma granada, arma militar, dentro do bravo Correio Popular, principal jornal de Campinas, SP. Um grupo de terroristas quebrou uma janela a marretadas e jogou a granada (que, por imperícia dos lançadores, não explodiu). Por que o atentado? No momento em que este colunista escreve, ainda não se sabe – mas não se pode esquecer que o Correio Popular segue a máxima de Millôr Fernandes, de que jornalismo é oposição, e o resto é armazém de secos e molhados. Jornal sério junta inimigos; e, em países onde nem tudo é tão sério, a segurança pública é insuficiente para garanti-lo.

Seria o caso de copiar os russos e pedir licença à Justiça para armar jornalistas e demais funcionários do Correio Popular? Ou seria melhor mobilizar a opinião pública e exigir que os governos, todos os governos, cumpram a tarefa de inibir pistoleiros e bandidos e proteger a vida dos bons cidadãos?

 

Obamania

O novo presidente americano sabe dançar, suas filhas fazem chapinha para alisar os cabelos, sua esposa ainda não tem um estilista preferido, ele gosta de aproximar-se de jornalistas, mas não abre mão daquilo que o ex-presidente José Sarney chamava de ‘liturgia do cargo’: entrevistas, por exemplo, só na hora de entrevistas. A imprensa brasileira cobriu Obama de maneira farta, abundante, até excessiva; dificilmente os veículos de comunicação de outros países, exceto os Estados Unidos, terão excedido o volume de cobertura dos brasileiros.

Foi uma overdose de Barack Obama. Só ficou faltando – e isso não é culpa da imprensa, brasileira ou internacional – descobrir o que o novo presidente pensa sobre cada assunto. ‘Sim, podemos’ é um belo slogan, mas não pode ser uma resposta a todas as questões. Obama trouxe uma lufada de ar fresco à política americana, mas isso não é suficiente: agora, em cada assunto importante, precisa dizer a que veio.

 

Silêncio por quê?

José Dirceu é um petista de primeiro time, homem-forte do partido, ouvido com respeito pelo governo, personagem influente, com ampla gama de serviços prestados ao presidente Lula. Pois bem: José Dirceu disse com todas as letras que a venda de parte do Banco Votorantim ao Banco do Brasil era estranha; que, se fosse um bom negócio, os bancos privados seriam candidatos à compra.

É uma dúvida grave, especialmente por partir de quem partiu. E a imprensa se cala? Este colunista pode ter falhado na leitura, mas não viu nenhum repórter pedir a Dirceu maiores esclarecimentos; não viu entrevistas do presidente do Banco do Brasil explicando as dúvidas; não viu uma só análise mostrando que, apesar das restrições de Dirceu, o negócio era bom, ou que ele tinha razão, era ruim.

Relembremos: não foi um líder oposicionista que criticou a operação. Foi um dos responsáveis por Lula estar onde está que levantou uma série de dúvidas. Por que os meios de comunicação fazem de conta que não ouviram nada?

 

Látex para a Amazônia

O Fórum Social Mundial, em Belém do Pará, merece ampla cobertura da imprensa. E, nessa cobertura, a imprensa noticia coisas espantosas com absoluta naturalidade. Divulga sem comentários, por exemplo, a iniciativa da Secretaria da Saúde do Pará de distribuir 600 mil camisinhas aos participantes do Fórum.

Façamos as contas: são esperados 20 mil jovens no evento. Imaginemos que compareçam todos, que sejam homens e mulheres em número aproximadamente igual, e que os casais se formem rapidamente. Serão dez mil casais, num evento que dura seis dias. Cada casal terá direito, portanto, a dez camisinhas por dia.

Tudo bem, são jovens, são vigorosos – mas dez por dia, todos os dias? E ainda terão fôlego para fazer colocações, lançar notas e palavras de ordem, conclamar os companheiros, marchar pela paz, defender o Irã e a Venezuela, homenagear o companheiro Oscar Niemeyer, condenar o imperialismo, o neoliberalismo, o sionismo, o consumismo, além de analisar a crise que finalmente acabou com o capitalismo e trará o bolivariano socialismo do século 21?

 

Dó, mi, sol vs. ré, fá, si

E a partidarização, quem diria, chegou à música erudita! O maestro John Neschling, incontestavelmente competente, um dos grandes responsáveis pela ascensão da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, foi demitido do cargo pela Fundação que mantém a orquestra (e que, por sua vez, sofre forte influência do governo paulista). Desde o início de seu mandato, o governador José Serra criticou o salário de Neschling, 100 mil reais mensais, e Neschling cansou de dar entrevistas atacando Serra, chamando-o até de ‘menino mimado’.

A demissão de Neschling ligou o automático dos dois lados: os fiéis seguidores de Serra, argumentando que Neschling é autoritário, prepotente, de difícil trato, além de ganhar muito e se considerar insubstituível; e os adversários de Serra, dizendo que o maestro foi demitido por implicância pessoal.

Este é um caso curioso, em que todos os lados têm alguma razão. Neschling é mesmo difícil, e tornou sua situação ainda mais complicada atacando o governador em público; e Serra (que também é de trato difícil) sempre quis afastá-lo, no início por achar seu salário muito alto, depois por se considerar ofendido pelo maestro. Mas ligar o xingador automático dos motivos partidários não é correto: Neschling é genuinamente tucano, dos tempos de Mário Covas e Ruth Cardoso.

 

Silêncio, silêncio

Primeiro, um senhor de certa idade, Italo Bacchi, saindo em alta velocidade do luxuoso Hotel DPNY, de Ilhabela, SP, atropelou e matou o empresário Ricardo Whately Thompson. Não aceitou o teste do bafômetro, rejeitou o exame de sangue para dosagem alcoólica. A comanda do bar do hotel registra grande consumo de caipirinhas. A imprensa não tocou muito no assunto: este colunista não viu entrevista com o delegado, com a família do empresário morto, com o motorista que o matou, com pessoas que fazem pesadas críticas ao Hotel DPNY, acusando-o de dar poder excessivo aos seguranças e de tratar mal os hóspedes.

O Pajero do sr. Bacchi, saindo do pátio de estacionamento, atirou Ricardo Whately longe – um homem de seus 140 quilos. Não está na hora de a imprensa verificar por que o caso vem sendo tratado tão discretamente pelos policiais locais? Não está na hora de os diretores de veículos de comunicação tentarem descobrir por que o caso vem sendo tratado tão discretamente pelos órgãos que dirigem?

 

Silêncio, silêncio, silêncio

Um tradicional clube social paulistano foi multado em pouco mais de 30 mil reais por falta de algum documento burocrático, e toda a imprensa cobriu o fato. Quatro bancos foram multados pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça por propaganda enganosa em 2,8 milhões de reais. A notícia foi publicada no Diário Oficial da União do dia 19 de janeiro. E cadê o noticiário? Este colunista só achou a informação em um só jornal, o DCI de São Paulo – talvez não tenha feito uma leitura atenta dos demais veículos. O que significa, a propósito, que se a notícia foi publicada saiu bem discreta, sem maiores atrativos visuais. Tudo bem, os meios de comunicação precisam de anúncios, mas dois pesos e duas medidas, usados de maneira tão ostensiva, acabam minando a credibilidade do jornalismo.

Em tempo: os quatro bancos são Banespa, ABN Amro, Caixa Econômica Federal e BB Administradora. Motivo da multa: ofereceram fundos de investimentos de renda fixa sem informar aos clientes que havia riscos. Os bancos ainda não anunciaram se vão recorrer à Secretaria de Direito Econômico contra as multas.

 

Silêncio, silêncio, silêncio, silêncio

Os americanos foram os primeiros a ser libertados; agora os brasileiros também estão livres. Aquele caso da Colina do Sol, que parece muito com o da Escola Base, começa a iluminar-se; está ficando claro que o grande crime que levou quatro pessoas por um ano para a cadeia é o nudismo, ou naturismo: eles gostam de viver nus, e isso os transforma em gente esquisita, que tem de ser presa imediatamente. Devem ser pedófilos, não é mesmo? Gente pelada, onde já se viu!

Só um veículo de comunicação está dando cobertura ampla ao caso: o iG. O ombudsman do iG, Mário Vitor Santos, comentou:

‘No caso de Colina do Sol, mais uma vez a imprensa associou-se aos métodos aparentemente inescrupulosos de autoridades policiais e promoveu o linchamento de inocentes, acusados dos piores crimes, sem direito a adequada defesa, sem que as suas alegações de inocência fossem registradas com correção.’

Vale a pena ler o texto completo (e excelente, como de hábito), de Mário Vitor Santos.

 

Escolas Base às mancheias

A gente fala de Escola Base, pode ser que muita gente ache que este é o único caso escandaloso de junção de imprensa com autoridades para difamar cidadãos de bem e atingir suas liberdades individuais. Não é. Há alguns anos, um empresário que vivia em Paris foi acusado por uma jovem, que morava de favor na casa dele em São Paulo, de ter posto uma câmera no banheiro para espioná-la. O delegado de plantão, de nome estranhíssimo, cansou de dar entrevistas apontando o empresário como depravado, já que além da câmera tinha vídeos pornográficos e fotos dele e de sua namorada totalmente nus. A imprensa a-do-rou: um escândalo sob medida. Só que:

1. A câmera que estava no banheiro não estava ligada a monitor nenhum. Logo, não transmitia nada (ainda mais para Paris, onde morava o dono da casa). Era velhíssima, nem funcionava mais. Tinha sido instalada anos antes, quando se desconfiou de que uma babá maltratava o bebê do casal;

2. Os vídeos pornográficos existiam. Eram legais, tinham sido comprados livremente no mercado;

3. As fotos de nu do casal também existiam. Ambos eram adultos e tiraram as fotos de livre e espontânea vontade.

Em resumo, não havia nada. Só a vontade de construir um escândalo.

 

Ninguém pergunta?

Um empresário paranaense decidiu construir um cemitério-pirâmide em Curitiba. Até aí, nada demais: ele faz o que quiser com seu dinheiro. O problema começa quando ele diz que quer incrementar o turismo em Curitiba, pois ‘50% do turismo do mundo é feito dentro dos cemitérios’, e os repórteres não lhe perguntam de onde é que tirou essa besteira. E continua falando de um tal Cemitério dos Papas, na Itália, que atrai ‘milhares de turistas’. Bom, se está falando dos subterrâneos da Basílica de São Pedro, onde há vários papas enterrados, lá não há turismo, não. Turismo existe na basílica, que aliás é uma maravilha. Se fala de uma gruta onde foram enterrados alguns dos primeiros papas, e que esteve esquecida por mil e poucos anos, também não há grande turismo por lá, não. Se o repórter está lá só para registrar o que diz o entrevistado, para que repórter? Se é só para reproduzir declarações, pode ser substituído por um gravador.

 

Como…

De um grande jornal, relatando um homicídio: ‘Ao ser rendido, os assaltantes pediram que ele se deitasse no chão, de costas, e dispararam um tiro à queima-roupa contra a nuca dele’.

Se estava deitado de costas, como é que acertaram a nuca?

 

…é…

De um grande advogado, comentando um título cheio de erros publicado na semana passada: ‘Essa história de acordos `bilateriais´ também tem outro lado. Quem botou o título queria o que: acordo multilateral entre dois países?’

 

…mesmo?

Uma grande revista nacional chama Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados americana, de ‘porta-voz’. Em inglês, ela é conhecida como speaker. E a tradução é ‘presidente da Câmara’, não ‘porta-voz’. Nem ‘locutora’.

 

E eu com isso?

Conflito, trégua, tragédias. Mas, como dizem por aí, um outro mundo é possível. Pode não ter muito a ver com nossa vida real, mas não se pode ter tudo!

** ‘Adriana Bombom corre `camuflada´ na orla de Ipanema’

** ‘Joaquin Phoenix exibe novo visual em Los Angeles’

** ‘Brad Pitt é visto com zíper da calça aberto em evento’

** ‘De pernas de fora, Ivete Sangalo grava comercial no Pelourinho’

** ‘Lily Allen quer um marido rico’

** ‘Nana Gouvea perde e saia durante ensaio da Império Serrano’

** ‘Francine corta as unhas do pé do `vovô´ do BBB’

 

O grande título

Dizem que o segredo do título jornalístico é a novidade:

** ‘Luma de Oliveira namora em baile de Carnaval’

Justo ela, quem diria!

Outro segredo é a malícia:

** ‘Jefferson Kulig pensa nas conectadas’

O melhor título junta a malícia com a dificuldade de entendimento:

** ‘BBB Ana se recusa a comer rabada no lado A’

Comer rabada no lado B certamente levaria o programa para bem tarde da noite, por ordem daquela censura que não existe mas que determina os horários.

******

Jornalista, diretor da Brickmann&Associados

Todos os comentários

  1. Comentou em 29/01/2009 Edmilson Fidelis

    Pergunto ao estudante carioca: Você não conhece nada de implantação e desenvolvimento de sistemas. Nada de mal nisto. Você sabe reconhecer se um sistema pronto disponibilizado para você é bom ou ruim?
    Pouco me importa o trabalho dado e as técnicas usadas para se fazer o sistema. Ele não me atende. Tudo bem que eu posso simplesmente não usar o tal sistema e partir para outro. Posso também aceitar calado por não saber nada de implantação e desenvolvimento de sistemas.
    Mas se existe um foro que me permite criticar o tal sistema, porque não fazê-lo?
    Imagine se o fabricante do tal sistema alegasse que o produto é ótimo e eu é que não sei nada de implantação e desenvolvimento de sistemas.
    E a discussão aqui é quanto ao conteúdo e não a forma.
    Porque oposição, ceticismo exacerbado e, principalmente, critica e contestação fazem bem ao jornalismo, mas não aos leitores?
    Ou, jornalismo é feito para jornalistas?
    Se criticas a uma versão não são aceitas o seu autor a esta considerando uma verdade.

  2. Comentou em 28/01/2009 Ederson Soares

    Como diz um prof. da faculdade: ‘O problema da Comunicação é que todo mundo acha que sabe o que é e como se faz’.

    Pelo visto, é o caso do biólogo e do analista abaixo.

    Quando Millôr afirma que ‘Jornalismo é oposição’, não está se referindo necessariamente a posições ideológicas, mas ao caráter constestador, investigativo, questionador da profissão; à busca do ‘outro lado da afirmação oficial’, ao cético natural e permanente, à duvida quanto ao que o porta-voz e assessores divulgam, a desconfiar de tudo que vem muito ‘mastigadinho, bonitinho, certinho’.

    È pensar nisso tudo rápido, pois aquele maldito relógio na redação não espera. Desnecessário lembrar da obrigação da clareza, da exatidão, do estilo no texto. Sempre.

    Criticar o trabalho de um jornalista é muito fácil, principalmente para quem desconhece o ofício.

    Recomendo, humildemente, que os profissionais que se achem especialistas e capazes, que mudem de área. Seria interessante vê-los larguando a biologia e a análise de sistemas e tentando colocar em prática o que insistem em achar que sabem.

    Dica: comecem lendo Millôr. Ajuda bastante para entender pelo menos um pouco da profissão…

  3. Comentou em 28/01/2009 Ederson Soares

    Como diz um prof. da faculdade: ‘O problema da Comunicação é que todo mundo acha que sabe o que é e como se faz’.

    Pelo visto, é o caso do biólogo e do analista abaixo.

    Quando Millôr afirma que ‘Jornalismo é oposição’, não está se referindo necessariamente a posições ideológicas, mas ao caráter constestador, investigativo, questionador da profissão; à busca do ‘outro lado da afirmação oficial’, ao cético natural e permanente, à duvida quanto ao que o porta-voz e assessores divulgam, a desconfiar de tudo que vem muito ‘mastigadinho, bonitinho, certinho’.

    È pensar nisso tudo rápido, pois aquele maldito relógio na redação não espera. Desnecessário lembrar da obrigação da clareza, da exatidão, do estilo no texto. Sempre.

    Criticar o trabalho de um jornalista é muito fácil, principalmente para quem desconhece o ofício.

    Recomendo, humildemente, que os profissionais que se achem especialistas e capazes, que mudem de área. Seria interessante vê-los larguando a biologia e a análise de sistemas e tentando colocar em prática o que insistem em achar que sabem.

    Dica: comecem lendo Millôr. Ajuda bastante para entender pelo menos um pouco da profissão…

  4. Comentou em 28/01/2009 Ibsen Marques

    O salário do maestro John Neschling, em que se considere toda sua competência e qualificação, foge em muito da realidade brasileira, principalmente considerando-se que a música erudita, apesar dos inúmeros esforços, ainda é para bem poucos e seu salário é pago por ‘bem muitos’. No restante fica no ar a pergunta: Porque os estudantes de jornalismo exigem com tanta veemência o diploma para o exercício das funções, as manchetes, a reportagem sobre o cemitério paranaense e as traduções literais que vemos acima descredenciam a exigência. Nossa imprensa ‘anda meio parada no tempo’ e em termos de qualidade compara-se ao grosso dos produtos chineses.

  5. Comentou em 28/01/2009 Ibsen Marques

    O salário do maestro John Neschling, em que se considere toda sua competência e qualificação, foge em muito da realidade brasileira, principalmente considerando-se que a música erudita, apesar dos inúmeros esforços, ainda é para bem poucos e seu salário é pago por ‘bem muitos’. No restante fica no ar a pergunta: Porque os estudantes de jornalismo exigem com tanta veemência o diploma para o exercício das funções, as manchetes, a reportagem sobre o cemitério paranaense e as traduções literais que vemos acima descredenciam a exigência. Nossa imprensa ‘anda meio parada no tempo’ e em termos de qualidade compara-se ao grosso dos produtos chineses.

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