Quinta-feira, 30 de Março de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº938

CIRCO DA NOTíCIA > DISCURSO DO ÓDIO

As águas mágicas do Yang-Tsé

Por Carlos Brickmann em 23/06/2015 na edição 856

Houve quem acreditasse que o líder chinês Mao Tsé-tung, aos setenta e poucos anos, nadasse longos percursos, no rio Yang-Tsé, em velocidade maior que a do campeão olímpico Mark Spitz, muito mais jovem, em piscinas próprias e aquecidas, em provas de curta distância. Houve quem acreditasse que os réus dos Processos de Moscou, uma exemplar farsa judiciária, eram traidores do comunismo e da União Soviética desde 1917 (como havia quem acreditasse que Trotsky, por ter sido apagado das fotos oficiais, jamais tivesse participado da revolução comunista na Rússia).

Mas uma coisa é ser enganado por Mao e Stalin, figuras notáveis, com feitos gigantescos para o bem e para o mal. Outra é acreditar em Nicolás Maduro, que conversa com passarinhos e acha que está recebendo recados do falecido Hugo Chávez. Acreditar em Chávez já não é a mesma coisa que acreditar em Stalin ou Mao. Mas acreditar em Maduro já é meio muito.

Babar por Fidel Castro, vá lá: apesar de tudo, ele tem uma história, é uma lenda viva. Mas babar por Diosdado Cabello, uma espécie de sub-Maduro que andou por aqui, que nem Maduro chega a ser?

E, cá entre nós, não cabe ao jornalista babar por ninguém. Nem defender malucos que mobilizam hordas para atacar adversários. Se é defensor de quem não queria permitir que a blogueira cubana falasse no Brasil, se defende quem não aceita que presos políticos sejam visitados, jornalista não é.

O mais impressionante nesse caso de Caracas foi a exultação com que alguns jornalistas receberam a notícia de que um grupo de brasileiros – senadores eleitos, a propósito – tinha sido impedido de se locomover num país supostamente amigo. Tinha sido cercado por “red blocs” alucinados, obrigado a retornar, e sem qualquer apoio da diplomacia brasileira. A cultura do ódio aos adversários permeou o jornalismo; é péssimo para a profissão. Na medida em que o jornalista se dedica ao proselitismo político e à difusão de notícias destinadas a prejudicar seus adversários, passa a ser político. E político micho, sem voto, político sem sequer a coragem de se expor como político.

Dos senadores que viajaram a Caracas, este colunista não é adepto de nenhum. Votou num deles, uma vez, colaborando para evitar que um acusado de espancar mulheres se elegesse. Nesta coluna e em outras já publicou uma série de críticas ao senador Aécio Neves. Mas nada justifica o constrangimento físico a que foram submetidos por desordeiros que, talvez por coincidência, defendiam as mesmas posições do governo de Caracas; nada justifica a falta de firmeza do governo brasileiro em defender nossos cidadãos. E nada justifica a posição de jornalistas que, babando por Maduro, odiando os adversários de suas posições políticas pessoais, festejaram o ato de violência.

 

O caminho das pedras

A raiva que se apossou dos meios de comunicação, reais e virtuais, é triste para a convivência política entre pessoas de opiniões diferentes e é, portanto, uma ameaça real à democracia. Querer que Jô Soares encerre a carreira, que morra, que fique doente, porque não gostaram da entrevista que fez com a presidente Dilma Rousseff, isso beira a insanidade. Não gosta de uma entrevista? Mude de canal, vire a página, desligue a TV, destine o jornal à reciclagem, decida nunca mais assistir a um programa daquele cavalheiro que o irrita, ou a ler aquilo que ele escreve. Este colunista tem algumas pessoas na lista dos não acompanháveis: se estiverem na TV, se seu nome aparecer num veículo impresso, não será visto nem lido. Querer que ele morra, por que? Por pior que uma pessoa seja, servirá ao menos de mau exemplo.

Só que os ódios estão se agravando. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, já insulta publicamente, pelo Twitter, quem é contra suas iniciativas. A troca de insultos entre alguns pastores evangélicos e adversários de suas iniciativas há muito tempo ultrapassou as fronteiras da convivência entre contrários. E até que ponto os incidentes de violência contra seguidores de religiões não majoritárias estarão buscando sua força nesse ódio, tão divulgado e incrementado pelos meios de comunicação?

Em poucos dias, uma menina de 11 anos foi apedrejada porque vestia trajes típicos de sua religião, o candomblé. Um médium espírita foi apedrejado até a morte. O túmulo de Chico Xavier, líder religioso e ícone brasileiro, foi depredado. A Universidade Federal de Santa Maria abriu uma temporada de caça a estudantes e professores israelenses. Até agora, nesses crimes de intolerância, sabe-se quem são as vítimas. E os agressores? Quando um pastor conhecido, com muitos seguidores, ataca um jornalista conhecido, e recebe um palavrão no ar, como resposta, aonde estamos chegando? Já não se trata daqueles malucos eventuais que assassinam porque chegaram à conclusão de que a vítima é um demônio disfarçado. É ódio organizado. E isso, já mostrou um tirano austríaco que na primeira metade do século passado chegou ao poder na Alemanha, não pode acabar bem.

 

Imprensa sob ataque 1

Um condomínio comercial de altíssimo padrão, numa região extremamente cara de São Paulo, adotou uma nova medida de segurança, bastante original. O objetivo não é impedir a entrada de assaltantes: é dificultar ao máximo a entrada de jornalistas. Qualquer jornalista tem de ser acompanhado até o conjunto desejado por um segurança do condomínio. E é formalmente proibida a entrada de qualquer profissional de comunicação em cinco dos andares do edifício – por coincidência, aquele em que ficam os executivos da empreiteira OAS investigados na Operação Lava-Jato.

Devem ter seus motivos.

 

Imprensa sob ataque 2

O secretário dos Transportes da prefeitura paulistana, Jilmar Tatto, recebeu jornalistas da seguinte maneira: “Ué, Folha e Estadão ainda mandam repórteres para cobrir pauta? Vocês não foram demitidos?”

Se até Tatto continua no cargo, apesar das obras sem concorrência pública, por que não os jornalistas? Mas os repórteres mantiveram a calma e ninguém perguntou ao secretário se não temia uma Operação Lava Tatto.

 

Imprensa, ataques mútuos

Quando este colunista começou a trabalhar em jornal, na época em que tinha cabelo e o Renan Calheiros não tinha, já havia uma certa indisposição entre redações e assessorias de imprensa. Besteiras; e essas besteiras já deviam ter sido sepultadas, não só porque boa parte das pautas dos meios de comunicação tem as assessorias como fonte, mas também porque as assessorias são hoje a principal fonte de emprego de jornalistas no país – mais até do que os governos.

Mas a guerra continua. Eduardo Reina, que conhece os dois lados do balcão, narra três experiências interessantíssimas, agora que está em assessoria. “São três casos com o mesmo foco”, diz.

“E proponho que sejam repensadas as atitudes que temos profissionalmente. Nos últimos dias vivemos três episódios com colegas de redação que comprovam a falta de educação, a prepotência e a falta de limites de muitas pessoas.

“Uma produtora de um canal de TV enviou e-mail para reclamar que ligamos direto para a produção de um programa na central da emissora no Rio, e disse que a pessoa que nos atendeu tinha mais o que fazer do que atender a assessores de imprensa.

“Dois dias depois um repórter de rádio pediu a posição da agência onde trabalho sobre um determinado assunto. Deu até limite de horário para que enviássemos a resposta. Só que a matéria foi ao ar antes do prazo final definido pelo próprio repórter. Havia equívocos na matéria que poderiam ter sido corrigidos com a resposta solicitada. No contato com o repórter da rádio, depois de ouvirmos a sonora da notícia, ele tentou explicar que fez o que não fez. E no final disse: ‘Fala com a minha editora e não me enche o saco’.

“E um repórter ligou procurando uma pessoa que estava em horário de almoço. A assessora que o atendeu iria continuar dizendo que poderia ajudá-lo e perguntaria qual a demanda. Antes de qualquer coisa o repórter a interrompeu, dizendo asperamente: ‘E daí, eu também (estou almoçando), me passa o celular dela agora’. A pessoa que o atendia disse então que havia outras pessoas que poderiam ajudá-lo. O repórter queria apenas a informação sobre localização de uma obra, coisa simples.

“Não consigo entender o que se passa com essas pessoas. Sei que há muitas assessorias de imprensa que o reportariado não quer ver nem de longe, pois há aqueles que criam barreiras, atrapalham. Não é nosso caso aqui. Todos são respondidos e tratados com educação e o mais rápido possível. Ninguém tem o direito de maltratar uma pessoa, um interlocutor, que está fazendo o atendimento com educação e profissionalismo. Também não temos culpa do estresse sofrido nas redações ou durante as reportagens.

“Os colegas topetudos deveriam perceber que hoje eles estão num órgãos da mídia, mas amanhã poderão estar nas assessorias de imprensa que tanto criticam. Quem ofende e maltrata hoje estará amanhã no outro lado do balcão. E nada explica tanta arrogância e falta de educação. Ser rigoroso nas perguntas e procurar a verdade é questão profissional. Mas ser um bom profissional, rigoroso, não exige arrogância nem falta de educação. Se o repórter age hoje assim, imagina o dia em que, e se, ele virar chefe?”

 

O livro certo, na hora exata

Operação Erga Omnes? Odebrecht, OAS, outras empreiteiras? O jornalista Cláudio Tognolli deu sorte (aquela sorte que beneficia os bons goleiros): seu novo livro, Ex-agente abre a caixa-preta da Abin, a respeito do funcionamento da Agência Brasileira de Inteligência, toca em todos esses assuntos, vistos por dentro, por quem estava lá. O livro se baseia em depoimento do tenente-coronel André Soares, da área de informações. O prefácio é do hoje advogado Romeu Tuma Jr., que foi delegado de polícia e secretário nacional da Justiça – o homem que sabe das coisas. Lançamento nesta terça (23/6), a partir das 18h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Avenida Paulista, em São Paulo.

 

Beleza

É um espetáculo completo: uma bela história de Isaac Bashevis Singer, Prêmio Nobel de Literatura, com as belas músicas que ficaram famosas no filme Um violinista no telhado; a bela voz da bela Alessandra Maestrini. Pena que a previsão seja de um só espetáculo: Yentl, a história da menina que, para estudar, teve de se fingir de menino (e, quando se apaixona por um rapaz, enfrenta uma série de problemas), será apresentada no teatro de A Hebraica, na Rua Hungria, 1000, em São Paulo, no sábado (27/6). E por que tão pouco tempo? Porque, em seguida, começa um giro internacional. Um espetáculo ao mesmo tempo alegre e comovente.

 

O rei, o retorno

Lembra daquela biografia que Roberto Carlos conseguiu proibir? Pois bem: depois que o Supremo Tribunal Federal julgou que a liberdade de expressão não pode ser bloqueada, o autor Paulo César de Araújo lançará um novo livro sobre o Rei, pela maior editora do país, a Record. Não é a mesma biografia que foi proibida, já que na época houve acordo para suspender sua distribuição; mas de um novo texto, que inclui acontecimentos mais recentes – por exemplo, a história da escolha de “Esse cara sou eu” para a principal novela da Globo. A nova biografia de Roberto deve ser lançada no ano que vem.

 

Boa música para todos

Reserve a data: domingo (28/6), às 19h30, a Orquestra de Cordas Laetare e os corais Canticorum Jubilum e Vox Aeterna, sob a regência de Muriel Waldmann, apresentam um ótimo programa no Círculo Macabi, na Avenida Angélica, 634, em São Paulo. No programa, Carmen, de Bizet, Thais, de Massenet, Cavalleria Rusticana, de Mascagni, Sansão e Dalila, de Saint-Saëns, Nabuco, de Verdi, O Trovador, também de Verdi, Tannhaüser, de Wagner, e Moisés, de Rossini. Preço excelente: R$ 10,00.

 

É fantástico

É o que dá reduzir o número de jornalistas e jogar o trabalho todo nos que restaram. Um grande portal noticioso, ligado a um grande grupo de comunicações, chama Kim Jong Un de “líder norte-americano”. Em seguida, informa que a foto foi divulgada pela Agência de Notícias da Coreia do Norte. Mas, na correria, quem tem calma para notar o equívoco?

 

Textos estranhos

>> O noticiário sobre o casamento do príncipe Carl Phillip, herdeiro do trono sueco, com uma ex-stripper, Sofia Hellqvist, parecia coluna social: muito, muito frufru. E dos mais curiosos: informa-se, por exemplo, que a coroa da nova princesa tem diamantes e brilhantes. E um véu que tentava esconder uma tatuagem perto da nunca.

Ah, essas tatuagens modernas, aparecem em cada lugar! Mas não estranhe, caro colega: a realeza sueca é capaz de proezas mais estranhas do que usar tatuagem na nunca. Até – acredite! – respeitar as leis do país.

>> Aniversário da batalha de Waterloo, que marcou o final do poder de Napoleão Bonaparte. E, entre as histórias que se contam do imperador, está a de seu casamento com Josephine – que popularizou o branco como a cor das noivas. O casamento foi celebrado pelo papa. Segundo a história publicada nos jornais, o papa Pio 6º. Só que não: era Pio 7º. E o erro fica engraçado: em francês, Pio 7º se pronuncia pisete. Fora do contexto da história da igreja, é palavra que não fica bem publicar em jornais de família.

>> E, sendo esta uma coluna sobre imprensa, não custa relembrar a série de manchetes publicada pelo jornal parisiense Le Moniteur sobre a fuga de Napoleão Bonaparte da ilha de Elba, onde estava exilado, e sua marcha para reconquistar o poder na França, que exerceria por cem dias, até ser derrotado em Waterloo. A primeira foi publicada em 9 de março de 1815. Há várias versões sobre essas manchetes, mas o significado dos vários enunciados é o mesmo:

** “O monstro fugiu do local do exílio”

** “O ogro desembarca em Cabo Juan”

** “O tigre está em Gap”

** “O monstro avança até Grenoble”

** “O usurpador está a 60 horas da Capital”

** “Bonaparte adianta-se em marcha acelerada mas é impossível que alcance Paris”

** “Napoleão chega amanhã às portas de Paris”

** “O Imperador Napoleão Bonaparte está em Fontainebleau”

** “Sua Majestade o Imperador entra solenemente em Paris”

 

Como…

De um grande jornal impresso, de circulação nacional, discorrendo sobre a redução da maioridade penal:

** “7 em cada 10 atos infracionais em SP envolvem adolescentes de 16 a 18 anos”

Só que não é bem assim: este número não tem nada a ver com o total das infrações. Refere-se a uma análise do Ministério Público a respeito de 20% dos processos que envolvem menores na capital paulista.

 

…é…

Este branding, que ultimamente vem sendo tão citado em reportagens, não é aquilo que antigamente se chamava de “matéria paga”?

 

…mesmo?

De um grande portal de entretenimento da internet:

** “Marcos Mion pede para internautas não assistirem à Record (…)”

Não é bem assim: Mion participaria de um programa na ESPN e, pelo Twitter, pediu a seus fãs que mudassem de canal para vê-lo. Poderiam estar vendo a Record, a Globo, a RedeTV, a TV Assembleia, a TV Lula, qualquer uma.

Essa maneira de dar a notícia não é aquilo que antigamente se chamava de “forçação de barra”?

 

Frases

>> Do jornalista Celso Arnaldo Araújo, sobre a entrevista de Jô com Dilma: “A presidente que não sabe responder recebe o entrevistador que não sabe perguntar.”

>> De Jessica Alba, atriz e dona de uma empresa avaliada em US$ 1 bilhão: “Não sou só uma garota de biquíni.”

>> Do jornalista Fred Navarro: “Política é bom porque a gente aprende geografia. Agora, todo mundo sabe que a marola, quando o mar não está sereno, vira tsunami.”

>> Do jornalista Palmério Dória: “Alô, Edinho Silva! Quem muito se abaixa o Cunha aparece.”

>> Da tuiteira Andrea Ramal: “Não entendo como alguém pode cantar vitória porque venceu contra os professores. Quando perde o professor, perde o aluno, perde o país.”

>> Do jornalista José Luiz Teixeira: “Quem tem TCU tem medo.”

>> Do jornalista Sandro Vaia: “O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo diz que as prisões brasileiras são ‘escolas do crime’. As prisões estão sob responsabilidade do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.”

>> Do jornalista Sérgio Vaz: “Da série frases Polyana – Ah, pelo menos nosso futebol não está tão ruim quanto a economia.”

 

E eu com isso?

Perfeito: como esta coluna vive ressaltando, esta é a área em que as notícias mais atingem os leitores. Viram tema de conversa, são redistribuídas, transformam-se em centro de animadas e divertidas discussões. Mas pensar que se gasta eletricidade, papel, tinta, bits e bytes, que se usa uma imensa quantidade de equipamento. para divulgar esse material! Vamos combinar: é triste!

** “Santoro, Marcelo Serrado, Novaes e Eriberto Leão saem juntos”

** “Chris Brown esclarece briga com Karrueche Tran”

** “Carolina Dieckmann mostra foto de biquíni”

** “Marido de Zoe Saldana adota o sobrenome da atriz”

** “Gisele Bundchen se diverte com a família na praia”

** “Victoria Beckham não quer mais filhos”

** “Thiago Lacerda e Sophia Abrahão se encontram em aeroporto”

** “Katie Holmes se disfarça para tomar café em Los Angeles”

** “Anitta sensualiza e deixa parte do bumbum à mostra em show”

** “Matthew Perry e Lisa Kudrow se encontram em premiação”

** “Paulo Miklos posta foto vestindo pijama de ursinho”

** “Ashley Tisdale reencontra os gêmeos de Zack & Cody”

** “Fiuk mostra sua nova tatuagem no braço”

** “Sophia Abrahão, Sophie Charlotte e Chay Suede juntos em evento”

** “Paula Fernandes usa transparência em show”

** “Ex-BBB se aventura de biquíni na água e mostra demais”

** “Fernanda Souza brinca no acervo de figurinos da Globo”

** “Adriana Birolli experimenta vestidos e curte dia de compras”

** “Cavalheiro, marido de Lilia Cabral é quem leva as compras”

** “Fernanda Machado decide deixar berço do filho em seu quarto”

** “Cristiana Oliveira publica selfie após extrair o dente”

 

O grande título

A qualquer hora um empreendedor dinâmico ainda vai pensar num joguinho de Internet e ganhar dinheiro com isso. O nome do game será algo na linha de “como é que se interpreta esse título?”

** “Neném, da dupla com Pepê, casa-se com outra mulher em cerimônia de R$ 200 mil”

Estarão insinuando que Neném virou bígamo?

Uma notícia da mais alta importância, referindo-se a um empresário de grande sucesso, virou manchete de página:

** “Em visita a Dilma, homem mais rico do Brasil teve que pegar elevador comum”

Como serão os elevadores incomuns, especialmente planejados para transportar milionários em visita ao palácio?

E há um título que, mesmo gostando de futebol, mesmo acompanhando o noticiário dia a dia, este colunista não entendeu (e adoraria entender):

** “Santos negocia escondido com Danilo e Ralf para driblar a própria diretoria”

Se o negócio está sendo escondido da própria diretoria, quem é que tem poderes para negociar em nome do clube?

***

Carlos Brickmann é jornalista, diretor da Brickmann&Associados Comunicação

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