Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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BusinessWeek pode ser vendida por 1 dólar

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 15/07/2009 na edição 546


Leia abaixo a seleção de quarta-feira para a seção Entre Aspas.


 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 15 de julho de 2009


 


MERCADO
Folha de S. Paulo


‘BusinessWeek’ pode ser vendida por US$ 1, diz ‘FT’


‘Uma das mais conhecidas publicações de negócios dos EUA, a ‘BusinessWeek’ pode ser vendida por US$ 1, um valor menor que o preço que é comercializada nas bancas, afirma o ‘Financial Times’.


Não, não se trata de apenas uma edição da revista, mas do negócio em si. A dona da ‘BusinessWeek’, McGraw-Hill, diz apenas que está buscando ‘opções estratégicas’ para a revista, mas já teria contratado o banco Evercore para encontrar um novo dono para a publicação.


O valor simbólico de US$ 1 seria reflexo do mau momento que vive a revista (as suas receitas com publicidade recuaram em sete dos últimos oito anos) e das dificuldades que vive o setor nos EUA.


Já a New York Times Company, grupo que é proprietário do jornal de mesmo nome e que também vive problemas de caixa, vendeu a sua estação de rádio de música clássica (que pertencia a ela desde 1944), em um negócio de US$ 45 milhões que inclui também a mudança de prefixo.’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


Lula & oligarquia


‘Na manchete da Folha Online no fim do dia, em Palmeira dos Índios, Alagoas, Lula elogiou ‘o comportamento do senador Collor e do senador Renan’, adversários seus, duas décadas atrás.


Logo abaixo, em audiocast, o cientista político Cláudio Couto falava da crise no Senado, cujo ‘momento dramático’ se deu quando o senador ‘Sarney disse que não poderia ser julgado’. Declarando-se ‘superior, ele apenas revela a percepção que boa parte desta oligarquia que ocupa as casas legislativas tem de si própria: uma casta, um estamento’.


PSDB X PETROBRAS


O portal UOL, logo abaixo da manchete sobre a instalação da CPI da Petrobras ‘com a base aliada no comando’, destacou no fim do dia o enunciado ‘Análise: ações caem, mas devem se estabilizar’.


Ressalta que em dois meses, desde a leitura do requerimento e desde a entrevista do senador Álvaro Dias no programa ‘Roda Viva’, da Cultura, a queda acumulada chegou a 5%. ‘Mas a CPI não deve afetar mais os papéis, segundo especialistas’, um dos quais deu como argumento que ‘o processo está todo praticamente nas mãos do governo’.


Por outro lado, sites e portais destacavam o lançamento do Petrobras Blog da CPI, pelo PSDB.


E OS JUROS CAEM?


Nas manchetes de Reuters Brasil, Agência Brasil e outros no meio do dia, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico soltou relatório sobre o país com a recomendação de que evite ‘mais medidas de estímulo’. Seria algo ‘indesejável’ para a OCDE, instituição que reúne os países industrializados.


Guido Mantega até cedeu, retoricamente, que o ‘Brasil pode cortar mais gastos’. Mas Henrique Meirelles, logo abaixo, alertou a todos que ‘os juros podem continuar caindo’ ao contrário do que já se prenuncia para a reunião do Copom, semana que vem.


OS ORCS


Na primeira notícia sobre o lucro do Goldman Sachs, o ‘New York Times’ até registrou que seus executivos são descritos em bancos rivais como ‘orcs’, as criaturas de ‘O Senhor dos Anéis’. Mas depois postou a foto acima, em reportagem saudando o resultado.


Já o ‘Financial Times’ foi direto ao ponto, na manchete on-line ‘Funcionários do Goldman Sachs vão receber bônus recorde’, até superior ao ‘nível do boom’. Sites com humor avisam que o banco ‘traz de volta aqueles banqueiros insolentes’, obnoxious.


A MÁQUINA DE BOLHA


A ‘Rolling Stone’ postou ontem, duas semanas após sair em papel, a longa e já célebre reportagem dando o Goldman Sachs como ‘polvo vampiro preso no rosto da humanidade’. Sob o título ‘A Grande Máquina Americana de Bolha’, diz que o banco de investimento criou ‘todas as manipulações de mercado desde a Grande Depressão’.


A GUERRA DO FERRO


De longe, o noticiário de maior repercussão envolvendo o Brasil nos últimos dias é o conflito crescente sobre o preço do minério de ferro. A China é importadora e pressiona os poucos fornecedores, como a anglo-australiana Rio Tinto e a brasileira Vale, por valor menor.


O lance mais recente foi a prisão de executivos da Rio Tinto. O ‘WSJ’ de hoje destaca que ‘as acusações de espionagem surgem em meio ao esforço de Pequim para fortalecer o poder de barganha’. O ‘FT’, que a Austrália estaria segurando os embarques, levando à explosão do preço no mercado interno chinês.


O estatal ‘China Daily’ dá hoje a manchete ‘Suborno é vasto no caso Rio’. No texto da manchete de ontem, sublinhou que ‘a prisão vem em momento sensível, com a China em intensa negociação com produtores australianos e brasileiros sobre preço’. E fechou com o diretor de um instituto chinês de relações externas: É hora de o governo chinês regular o comportamento de grupos de interesse estrangeiro.’


 


 


CUBA
Financial Times


Raúl usa filme para afirmar sua autoridade


‘Não é um rompimento radical, mas um vídeo de três horas que está sendo mostrado a milhares de membros do Partido Comunista nas últimas semanas mostra que nem tudo vai bem na cúpula do poder em Cuba.


As imagens foram gravadas majoritariamente numa reunião do gabinete político do partido em março, e mostram Raúl Castro, o dirigente máximo da ilha, demitindo a maioria dos ministros que herdou do irmão Fidel, entre os quais figuras proeminentes como o vice-presidente Carlos Lage e o chanceler Felipe Pérez Roque.


O vídeo oferece um raro vislumbre de Cuba sob o comando de Raúl, e a mensagem é clara, dizem pessoas que viram a fita. Raúl não vai tolerar a menor violação da disciplina partidária, qualquer contato mais estreito com estrangeiros ou qualquer fagulha de deslealdade, enquanto tenta colocar em ordem a casa revolucionária que herdou do irmão.


Os militantes do partido estão assistindo ao vídeo sob convite e o fazem sem que possam levar com eles instrumentos de gravação e nem mesmo papel e caneta. Não podem nem sequer ir ao banheiro. O público em geral e a mídia estrangeira estão proibidos de ver o vídeo.


Mas em entrevistas ao ‘Financial Times’, pessoas que assistiram à fita relataram detalhes sobre aquilo que parece ser um esforço, por parte de Raúl, para retratar alguns dos antigos assessores do irmão como desleais politicamente ou como títeres de potências estrangeiras.


Lage (que está sob prisão domiciliar) era visto por muitos como futuro presidente, e Pérez Roque (que hoje trabalha numa fábrica de produtos eletrônicos) era considerado seu provável sucessor. Os dois foram treinados por Fidel, e o expurgo intrigou muitos observadores.


No vídeo, Raúl acena com a Constituição de Cuba, exigindo que seja respeitada e alterada quando necessário. Diz que o Conselho de Estado, um órgão de 31 membros usado para confirmar as decisões do Executivo e muito empregado por Fidel, tem pouco propósito prático.


Mais adiante, Raúl analisa a reunião do gabinete político e diz que ‘agora vou falar de coisas dolorosas’, antes de revelar que um representante do governo basco em Cuba havia confessado espionar para a Espanha.


O vídeo teve impacto, mas não está claro se a mensagem pretendida foi assimilada.


‘Todas essas pessoas foram promovidas pelo partido; portanto, parte da culpa é do partido’, disse um jovem membro do Partido Comunista ao ‘Financial Times’.’


 


 


SEGURANÇA ONLINE
Rafael Garcia


Senha complicada falha em impedir roubo na internet


‘Uma empresa que obriga funcionários a trocarem senhas de seus e-mails constantemente e os impede de usar palavras simples para se conectar não está necessariamente mais protegida contra ataques de hackers. Segundo estudo de um cientista brasileiro a serviço da Microsoft, esse procedimento tende a se tornar uma prática ‘datada’ e nada oferece de sigilo contra as formas mais comuns de roubo de senhas.


O autor principal do trabalho, Dinei Florêncio -da unidade de pesquisas da gigante da informática em Redmond (EUA)-, chegou a essa conclusão após conduzir uma análise teórica considerando ataques eletrônicos a senhas com graus diferentes de complexidade.


Segundo ele e dois colegas que colaboraram no estudo, a prática de incentivar senhas difíceis tem como único resultado o aborrecimento dos usuários, que ficam com a memória sobrecarregada. A ideia de fazer a análise, aliás, surgiu daí.


‘Percebemos que muitos dos conselhos de segurança dados por ‘experts’ são baseados num modelo de risco que não corresponde mais à realidade’, disse Florêncio à Folha, ressaltando que sua conclusão é pessoal, não a ‘posição oficial’ da Microsoft. E seu trabalho também leva em conta, claro, que senhas fáceis demais -datas de aniversário, nomes de filhos etc.- são mesmo frágeis.


‘A pergunta básica é se a conveniência adicional da senha complexa vale o ‘custo’ adicional do inconveniente.’


O trabalho de Florêncio considerou apenas ataques ‘on-line’, mas com o risco ‘off-line’ -bisbilhoteiros de gavetas e porta-lápis- as senhas complicadas podem até ser um tiro pela culatra, porque incentivam o uso de lembretes em post-it soltos e cadernetas.


No estudo, os pesquisadores explicam que as combinações esdrúxulas de letras não evitam as duas formas mais comuns de roubo de senhas, o ‘phishing’ e o ‘keylogging’ (veja quadro à direita). Sites continuam obrigando ou recomendando usuários a complicar suas senhas, porém, temendo ataques eletrônicos de ‘força bruta’, com programas criados para chutar uma combinação atrás da outra, até acertar.


Nos cenários simulados no estudo de Florêncio, porém, esse tipo de ataque é facilmente barrado com a chamada ‘regra das três tentativas’, na qual o programa trava se o usuário erra os primeiros chutes. ‘O ponto básico é que, tipicamente, o acesso é limitado, e quem faz o ataque não pode tentar tantas senhas quanto quiser.’


Segundo seu estudo, o que ajuda aí é tornar a identificação do usuário mais completa, sem apelar para senha complicada.


O trabalho, disponível no site research.microsoft.com, questiona se as senhas consideradas ‘fortes’ servem para alguma coisa, afinal. ‘Senhas fortes são tão suscetíveis a roubo por ‘phishing’ ou ‘keylogging’ quanto fracas, e mudar a senha com frequência só ajuda se quem ataca é lento demais para explorar as credenciais [dados] colhidas’, diz o estudo.’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Globo cresce e comemora volta aos ‘trilhos’ no Ibope


‘Depois de dois anos e meio fora dos ‘trilhos’, a Globo deve voltar neste mês a marcar 22 pontos no PNT (Painel Nacional de Televisão), a média de audiência das principais capitais e regiões metropolitanas.


Vinte e dois pontos é a audiência nacional desejada pela Globo, ou seja, o ‘trilho’ ideal. Significa que, na média das 7h à 0h, segundo o Ibope, 22% dos domicílios no Brasil ficam sintonizados na Globo.


A última vez que a Globo teve 22 pontos no PNT foi em janeiro de 2007, quando a Record marcava 5 e o SBT, 7. Em fevereiro de 2009, com a alta da Record (8 pontos), a Globo caiu a 18. Mas se recuperou: deu 19 pontos em março, 20 em abril e maio e 21 em junho.


‘A principal notícia é a recuperação dos números de audiência pela TV Globo, em todas as capitais e faixas horárias’, comemora Octavio Florisbal, diretor-geral da emissora. ‘Confio que chegaremos nos 22 pontos em julho e agosto. Os concorrentes perderam pontos importantes’, conclui.


Em junho, a Record marcou 7 pontos, o SBT, 6 e a Band, 3. A média diária nacional de televisores ligados foi de 44% -metade deles na Globo.


Além do enfraquecimento das duas principais concorrentes (a Record, que não manteve a ascensão, e o SBT), a Globo aponta suas novelas como responsáveis pela recuperação.


Com 42 pontos em julho (até o dia 10), a novela das oito, ‘Caminho das Índias’, permanece ‘descarrilada’ (a meta é 45 para o horário), mas as das seis e das sete, com 31 e 35 pontos respectivamente, entraram nos ‘trilhos’ (30 e 35).


FERRUGEM


A Record deve estrear a segunda edição de ‘A Fazenda’ no final de outubro ou início de novembro. Setores da emissora acreditam que, assim, a fórmula do reality show estará bastante desgastada em janeiro, quando a Globo estreia ‘Big Brother Brasil 10’.


FÊNIX 1


Dezenove dos 20 participantes de ‘No Limite’, reality show que a Globo estreia no próximo dia 30, serão conhecidos hoje pela cúpula da emissora.


FÊNIX 2


O vigésimo concorrente, um homem, será escolhido em provas e em votações populares durante as duas próximas edições do ‘Fantástico’. Quatro disputam a vaga.


PIRAMIDAL


Em e-mail enviado ontem à cúpula da Record, Walter Zagari, vice-presidente comercial, anunciou crescimento de 30% no primeiro semestre, com R$ 920 milhões. ‘Nenhuma televisão do mundo teve performance semelhante’, escreveu.


CONTRA-ATAQUE


Enquanto se digladia com o SBT, a Record mantém olhos sobre a Globo. O blog de Aguinaldo Silva, onde o autor manifesta insatisfações, tem tido muita audiência na emissora.


ÁGUAS DE JULHO


Cinco ilhas de edição da Cultura foram inundadas no final de semana. A emissora diz que sofreu um acidente em obra na tubulação de ar condicionado e que não houve danos.’


 


 


Thiago Ney


‘Top Chef’ tempera reality show com humor


‘A gastronomia está na moda. A Documenta de Kassel abre espaço entre a arte contemporânea para o catalão Ferran Adrià exibir suas desconstruções culinárias; chefs como Jamie Oliver e Gordon Ramsay tornaram-se celebridades; na TV, assistimos a um sem-número de programas focados em diversos aspectos da comida. Uma das mais interessantes dessas atrações é o reality ‘Top Chef’, cuja terceira temporada entra no ar hoje no canal Sony. A estreia chega com atraso -nos EUA, já foram exibidas cinco temporadas. Em ‘Top Chef’, um grupo de aspirantes a chef competem entre si em diversas provas culinárias. Criam pratos com ingredientes escassos ou com tempo curto etc. Com humor e agilidade, o programa dribla o tédio e o formato esquemático da maioria dos realities. O júri desta temporada de ‘Top Chef’ é formado por Tom Colicchio (chef de restaurante em Nova York), Gail Simmons (crítico de gastronomia) e Ted Allen (que ficou conhecido em outro reality show, o ‘Queer Eye for the Straight Guy’). O vencedor de ‘Top Chef’ ganha US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) em dinheiro para começar seu próprio restaurante.


‘Top Chef’ x ‘Lost’


No momento, os EUA salivam com ‘Top Chef Masters’. Em vez de aspirantes a chef, a disputa aqui se dá entre cozinheiros tarimbados. O segundo episódio, ‘Lost Supper’, teve participação de Carlton Cuse e Damon Lindelof, produtores de ‘Lost’. Na prova eliminatória do programa, já exibido nos EUA, os participantes tiveram de preparar pratos com ingredientes inspirados nos alimentos da Dharma Iniciativa, de ‘Lost’.


TOP CHEF – TERCEIRA TEMPORADA


Quando: estreia hoje, às 21h, no Sony


Classificação: não indicado a menores de 12 anos’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 15 de julho de 2009


 


CORÉIA
O Estado de S. Paulo


Hackers acessam arquivos secretos


‘A polícia de Seul disse ontem que listas de documentos foram extraídas de páginas na internet dos governos dos EUA e da Coreia do Sul durante ataques de hackers realizados na semana passada. Mas os arquivos mencionados nas listas não foram roubados. O serviço de inteligência sul-coreano investiga se os ataques foram cometidos por hackers norte-coreanos.’


 


 


PESQUISA
O Estado de S. Paulo


A nova mídia, pelos olhos dos adolescentes


‘Uma análise da mídia realizada por um adolescente de 15 anos tem sido discutida e lida da City londrina a Wall Street, em Nova York. Estagiário de verão do Morgan Stanley, Matthew Robson recebeu um pedido para descrever como ‘ele e seus amigos consomem informação’, segundo seus superiores na sede do banco em Londres.


O Twitter, por exemplo, considerado uma sensação durante a eleição iraniana, não é usado pelos adolescentes, de acordo com Robson. ‘Muitos se inscreveram no site, mas desistem ao perceberem que não pretendem atualizar o status o tempo todo porque isso consome crédito . Além disso, eles notam que ninguém está vendo os seus perfis e não há sentido em manter a conta.’ Já o Facebook ‘é usado por todos com acesso à internet’, afirma.


Os jornais não são lidos por nenhum amigo de Robson. ‘Ninguém tem paciência para ler páginas e páginas de texto enquanto podem ver as notícias resumidas na TV ou na internet.’ Os tablóides, segundo o adolescente, são a única exceção. Muitos de seus amigos compram jornais como o The Sun. Analistas lembram, por outro lado, que, mesmo antes do advento da internet, poucos adolescentes liam além da parte de esportes dos jornais.


Uma das surpresas da análise é a forma como os adolescentes conversam com seus amigos. Poucos usam o telefone. A maioria utiliza videogames, que hoje são conectados à internet e possuem programas de voz. Mesmo assim, diz Robson, ‘99% dos adolescentes possuem celulares. A visão geral é a de que os da Sony Ericsson são superiores. Como regra, os adolescentes usam pré-pagos’. Ele acrescenta que, normalmente, ‘os celulares são usados para mensagem de texto’.


Na análise, o estagiário afirma ainda que os adolescentes não fazem compras online porque poucos possuem cartão de crédito e não têm muita paciência para propagandas na TV. Para finalizar, Robson diz que os adolescentes querem ‘qualquer coisa com touch-screen, celulares com capacidade para armazenar grandes quantidades de música e aparelhos portáteis com conexão à internet’. Ao mesmo tempo, querem distância de ‘cabos, celulares com telas em branco e preto e baterias com pouca duração’.’


 


 


TELEVISÃO
Gerusa Marques


Costa cobra ações para popularizar a TV digital


‘O ministro das Comunicações, Hélio Costa, cobrou das emissoras de televisão a realização de uma campanha para popularizar o sistema de TV digital no País. Em discurso feito ontem, durante cerimônia de liberação dos canais digitais para emissoras de Sorocaba e Mogi das Cruzes (SP), o ministro disse que a população ainda tem muitas dúvidas sobre o que é a TV digital e faz muita confusão sobre as características de cada equipamento, principalmente os televisores.


Segundo ele, sua cobrança também vale para o comércio varejista, que não dá explicações precisas sobre os produtos que estão à venda. ‘Isso é enganar o consumidor, que está mal informado. Quem tem que informar isso é a televisão’, afirmou Costa.


A TV digital começou a ser implantada no País no final de 2007 e, segundo as estimativas do mercado, foram vendidos até agora, um ano e meio depois, apenas 250 mil conversores, bem abaixo das estimativas iniciais do mercado. O ministro afirmou porém, contrariando esses números, que a procura por conversores é grande e que o produto estaria faltando nas prateleiras em lugares onde o sistema já está funcionando há algum tempo, como na cidade de São Paulo. Ele, no entanto, não deu números de aparelhos comercializados. No final de abril, o mesmo Costa havia dito que ainda havia 70 milhões de TVs no País sem conversores.


O ministro lembrou que, por determinação do governo, todos os televisores acima de 32 polegadas produzidos a partir de janeiro de 2010 já terão de vir com o conversor instalado. Quando essa determinação foi anunciada, em abril, o ministro informou que seria uma forma de forçar o barateamento dos conversores, então na casa dos R$ 350. Na avaliação dele, muita gente ainda está aguardando para comprar diretamente o televisor em vez de investir no conversor.


Costa disse que o governo avançou de forma ‘espetacular’ na definição do modelo de TV digital, em 2006, e na implantação do novo sistema, que estaria adiantado em pelo menos dois anos. ‘Mas não estamos sabendo popularizar a TV digital’, acrescentou, dizendo que isso compete às emissoras, que estão se beneficiando dessa mudança. Ele previu que, até o fim do ano, 21 capitais de Estados e 40 cidades do interior já terão o sistema de transmissão digital de sinais. Hoje, a TV digital está em 26 cidades. A meta é que, até 2016, o sinal digital esteja disponível em todo o País, quando o sistema analógico deverá ser desligado.


EXPANSÃO


A ambição do governo brasileiro é criar um padrão sul-americano de TV digital, tendo como base o padrão nipo-brasileiro. O País já conseguiu que o Peru adotasse esse padrão, e centra esforços agora em convencer a Argentina, o Chile e o Equador. Em um segundo momento, as investidas sobre os outros países da região seriam ampliadas. Colômbia e Uruguai já se decidiram pelo padrão europeu.’


 


 


Etienne Jacintho


BBC visita Band


‘Diretor de Novos Negócios da BBC Worldwide, Garrett William esteve anteontem na Bandeirantes. A visita faz parte da série de apresentações que a empresa vem fazendo a várias emissoras para anunciar sua parceria com a Mixer no Brasil. O acordo, a ser celebrado hoje, dá à produtora nacional o título de representante da rede britânica na realização de seus formatos por aqui..


‘Estamos (BBC e Mixer) indo às emissoras para explicar o que estamos fazendo e mostrar nossos produtos’, disse William ao Estado, por telefone, enquanto estava em reunião na Band. O diretor afirmou que o tour inclui as principais redes abertas. O catálogo da BBC conta com atrações como Esquadrão da Moda (What not to Wear) e Dancing with the Stars, que já foram negociadas aqui, antes da parceria com a Mixer. A ideia é vender principalmente reality shows.


William conta que a busca por um parceiro no Brasil começou há cerca de 18 meses. ‘O Brasil é um dos mercados mais criativos e a gente queria ter presença aqui’, diz o diretor. ‘O acordo tem duas vias. Também vamos promover as atrações da Mixer em outros países.’’


 


 


CENSURA
Efe


Ucrânia proibe Bruno, filme de Baron Cohen


‘O Ministério de Cultura e Turismo da Ucrânia proibiu a exibição e a distribuição do filme Bruno no país. O lançamento do comediante inglês Sacha Baron Cohen, previsto para 23 de julho no país europeu, arrecadou US$ 30,4 milhões nas bilheterias americanas no último fim de semana, superando os US$ 26,5 milhões levantados anteriormente por Borat. Em Bruno, Cohen vive um jornalista gay austríaco, especializado em moda. As autoridades ucranianas não informaram os motivos da proibição do filme, que tem sido duramente criticado por movimentos de direitos dos homossexuais. Bruno estreia no Brasil no dia 31.’


 


 


FOTOGRAFIA
Luiz Zanin Oricchio


Placar do jogo: fotos de goleada


‘O que seria do futebol sem as imagens que o imortalizam? É o que se pensa ao ver (e ler) o livro-álbum Craques do Futebol (Larousse do Brasil, 224 págs., R$ 129), com fotos feitas por profissionais de várias agências e textos do cronista esportivo francês Bernard Morlino. Na edição francesa, o prefácio era escrito por um desses ídolos, o atacante Eric Cantona; na tradução brasileira, o prefácio é do jornalista Milton Neves.


Boleiro fanático, torcedor do Nice, time da cidade onde nasceu, Morlino faz, em seu livro, uma verdadeira ode ao esporte que adora. Os grandes nomes, do passado e do presente, são divididos em categorias. As fotos – estupendas – vêm acompanhadas de textos breves, que não se pretendem fichas biográficas completas, mas perfis dos atletas. O livro é dividido nas seguintes categorias: os virtuoses, os pioneiros, as muralhas, os arquitetos, os rebeldes, os reis, os pit bulls e os atiradores de elite. A capa só poderia ser dedicada ao maior de todos, ele, Pelé, fotografado no esplendor dos 17 anos, quando conquistou sua primeira Copa do Mundo.


A divisão do livro mostra que Morlino pretende abarcar as várias funções e aspectos de que se compõe o jogo da bola. Nele há espaço tanto para um virtuose como Diego Maradona quanto para um pit bull como Gennaro Gattuso. Para rebeldes como George Best e Sócrates e arquitetos, como Tostão e Wolfgang Overath. E se o gol é o grande momento desse jogo, também são fundamentais os que se empenham em evitá-lo, goleiros como Dino Zoff ou zagueiros magistrais como Franco Baresi e Paolo Maldini.


Se Morlino quer contemplar a experiência do futebol em seu todo, é óbvio que seu coração balança na direção dos grandes craques. Não por acaso, o livro abre com o capítulo sobre os ‘virtuoses’, no qual se inclui Pelé. Vejam só quem ele coloca em companhia do Rei: Puskas, Di Stéfano, Eusébio, Cruyjff, Maradona, Platini, Cantona e Zidane. Atacantes, armadores…e um goleiro de gênio, que brilhou na Copa de 1958 na meta da antiga URSS e ganhou o apelido de Aranha Negra – Lev Yashin, tido como melhor de todos os tempos, titular da seleção do seu país por 13 anos e do Dínamo de Moscou por duas décadas. Uma instituição. Pelé, em seu primeiro livro de memórias, fala da dificuldade de marcar um gol em Yashin. Mesmo assim, ele tomou dois da seleção brasileira no mitológico jogo de 1958, quando Pelé e Garrincha estrearam na seleção. Dois gols de Vavá, que aliás não está no livro.


Mas o Brasil não pode se queixar. Lá estão Pelé, Tostão, Sócrates, Romário, Ronaldinho, Garrincha, Ronaldo, além de José Altafini, o Mazzola, famoso no futebol italiano, embora nascido em Piracicaba e jogador da seleção brasileira antes de emigrar para a terra dos antepassados.


Nem poderia ser diferente. Amante do jogo bonito, Morlino intitula seu artigo inicial de O futebol considerado como uma das belas artes e coloca o Brasil no topo do mundo. E sabem de quem é a epígrafe desse texto? De ninguém menos que Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha. Diz Mané: ‘O futebol não tem mistério. É você que cria o mistério.’ Grande Mané Garrincha, citado também em seu verbete em outra de suas frases imortais, aquela que dizia que a Copa do Mundo era um torneio sem graça e fácil de ganhar porque nem segundo turno tinha. Aliás, Morlino tem uma queda por esses outsiders do mundo da bola. Trata-os com toda a simpatia mesmo quando obrigado a falar de alcoolismo, como em Garrincha ou George Best, ou do vício da cocaína em Maradona.


Em alguns momentos, o estilo de Morlino lembra o do uruguaio Eduardo Galeano (autor de Futebol ao Sol e à Sombra), um dos que melhor escrevem sobre esse fascinante jogo da bola. Porque tanto a um como a outro interessa o futebol naquilo que tem de humano e mítico. Em seu aspecto de expressão cultural e, em muitos casos, redenção de condições de vida muito desfavoráveis. As fotos desses grandes boleiros olham para nós e nos interrogam. Os textos parecem tão humanísticos que algum idiota da objetividade não hesitaria em tachá-los de ‘românticos’. Esquecido de que se existe alguma coisa em falta no futebol de hoje é justamente um pouco de romantismo.’


 


 


 


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