Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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Espectro de manipulação ronda o ‘Fantástico’

Por Mauro Malin em 07/03/2013 na edição 736

 

Os participantes do Observatório da Imprensa na TV de terça-feira (5/3) – Alberto Dines, Jorge Luiz Rodrigues, Maurício Murad e Tim Vickery – fizeram vigorosa denúncia da inépcia policial e da cumplicidade de dirigentes de clubes com torcidas organizadas como a Gaviões da Fiel (leia aqui reportagem sobre o programa). Como se sabe, em Oruro, na Bolívia, no fevereiro, um adolescente foi morto por um sinalizador náutico disparado por um integrante da Gaviões.

A leniência da mídia jornalística diante do comportamento dos cartolas foi criticada. Os jornalistas expuseram também sua contrariedade diante da tentativa de proteger integrantes da torcida presos na Bolívia mediante suposta farsa de incriminação de um menor, que usou o Fantástico, da TV Globo, como canal para uma confissão que caberia à polícia ouvir.

O papel do Fantástico nesse episódio precisa ser analisado com grande atenção. Com relativa frequência, o jornalismo do programa sai dos limites do que o senso comum – traduzido ou não em legislação – admite ser comportamento lícito, legítimo e ético.

Caso se comprove que a autoincriminação do menor foi uma farsa, é inverossímil que a Globo tenha aceitado se comportar como braço midiático da mais notória facção corintiana. Mas, nesse caso, ela terá sido instrumento de manipulação. A manipulação é um dos grandes inimigos do jornalismo profissional independente.

 

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