Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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CIRCO DA NOTíCIA > CARAPUÇAS & ESPELHOS

Mainardi vai ao STF para saber quem é

Por Alberto Dines em 22/05/2006 na edição 318

Diogo Mainardi está angustiado, corroído por dúvidas existenciais: será ele o ‘bandido, mau-caráter, malfeitor e mentiroso’ referido pelo presidente Lula?


Em vez de procurar um psicanalista, psicólogo ou psiquiatra escolheu o STF para tirar as dúvidas sobre a sua índole. O caso é fascinante, tem tudo para criar jurisprudência e/ou ser relatado num colóquio científico sobre a perda de identidade.


Não é todo dia que aparece na suprema corte um cidadão que reclama um atestado de maus antecedentes e maus bofes para habilitá-lo a ganhar algumas moedinhas numa ação para defender o seu bom nome na praça. Se o STF considerar que o reclamante não é aquilo que foi dito sobre ele, perde os 38.500 dólares que pretendia cobrar do presidente. Mas se os meritíssimos forem justos e reconhecerem que o parajornalista cabe perfeitamente no retrato falado, habilita-se à uma indenização.


Bingo!


 


Onde está o colunista?


Luiz Antonio Magalhães


O colunista Diogo Mainardi escreve sempre nas páginas finais da revista Veja. A coluna fica lá porque originalmente era dedicada a variedades e assuntos culturais, material que também sai nas últimas páginas.


Desde o início do governo Lula, porém, Mainardi vem se dedicando à política. De fato, desde que assumiu, em agosto do ano passado, que a sua tarefa é a derrubada de Lula do cargo de presidente (‘Quero derrubar Lula’, coluna publicada na edição 1.916 de Veja, de 3/8/2005), Mainardi praticamente só escreve sobre política. De lá para cá, também comprou brigas com jornalistas que julga ‘lulistas’, como Luís Nassif, Franklin Martins e Alberto Dines, entre outros.


De toda maneira, mesmo quando ataca jornalistas, o pano de fundo do colunista é a política e o combate ao governo Lula. Ainda assim, os textos de Mainardi continuaram a ser editados no final da revista e não nas páginas iniciais, onde aparece o comentário político propriamente dito (até morrer, Tales Alvarenga assinava a coluna; atualmente, a tarefa cabe ao chefe da sucursal de Brasília, André Petry). Na semana passada, no entanto, a coluna de Mainardi foi ‘recuada’ para o início da revista, como já havia acontecido na edição 1.942 (de 8/2/2006).


Nos dois casos em que Diogo Mainardi ganhou espaço nas primeiras páginas de Veja, isso se deu porque ele participou da ‘apuração’ das reportagens publicadas. Na semana passada, entrevistou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, que confirmou ter conversado com o colunista de Veja, mas negou a maior parte das informações publicadas na reportagem. Na edição de fevereiro, a matéria principal era uma ‘denúncia’ da revista sobre o investidor Naji Nahas, que teria recebido 3,25 milhões de reais, em dinheiro vivo, por uma consultoria prestada à Telecom Itália. A reportagem principal não é assinada e informa que os documentos que embasaram a ‘denúncia’ foram obtidos por… Diogo Mainardi.


Campanha política


Um leitor atento vai reparar que o assunto de fevereiro é o mesmo tratado na edição da semana passada (edição nº 1956, de 17/5/ 2006). Na coluna de fevereiro, que acompanha a reportagem baseada em sua própria ‘apuração’, o parajornalista Mainardi ‘explica’ o ‘caso Nahas’ situando o pagamento que o investidor recebeu a título de consultoria como parte da guerra de bastidores travada pelo controle da Brasil Telecom – que envolve a Telecom Itália, de um lado, e o banqueiro Dantas e seu Opportunity, de outro.


Na semana passada, a coluna de Mainardi foi trazida para o início da revista para acompanhar a ‘denúncia’, esta assinada por Márcio Aith, de que Daniel Dantas teria em seu poder um dossiê com supostas contas bancárias no exterior de autoridades federais e ex-ministros do governo Lula, incluindo o presidente da República. Como pano de fundo nos dois casos, a disputa pela Brasil Telecom, as investigações da Kroll e as palavras de Daniel Dantas, com quem Mainardi esteve ‘por 4 horas’, conforme informou o colunista na semana passada.


A publicação da coluna de Mainardi nas páginas nobres da revista e a participação do parajornalista na apuração das duas reportagens – no material de Márcio Aith há indícios claros da colaboração de Diogo, além da entrevista com Dantas – revelam que Veja está levando a sério o que Mainardi tem a dizer. Enquanto sua coluna se resumia aos ataques repletos de adjetivos ao presidente Lula e sua equipe, Veja tinha a desculpa – meio esfarrapada, é verdade – de que publicava Mainardi para garantir o espaço ao contraditório, em nome da liberdade de expressão. Os leitores, por sua vez, poderiam tomar os textos do colunista pelo que realmente são – ataques gratuitos de um clown de extrema-direita, um bufão a procura de um papel.


Veja, no entanto, decidiu levar Mainardi a sério e passou a ‘comprar’ os delírios do colunista. A direção da Abril deve saber o que está fazendo. A cada dia que passa, porém, cresce a sensação de que a revista Veja perdeu o senso de realidade e se dedica não ao jornalismo, mas a uma campanha política contra Lula e o PT.

Todos os comentários

  1. Comentou em 26/05/2006 Doracino Naves

    O jornalismo brasileiro perde, a cada dia, a credibilidade conquistada com muito sacrifício. É uma pena ver a briga rasteira como a do Minardi e Dines. Pior é perceber a parcialidade escancarada de um e de outro, quando defende sua facção política.
    Melhor seria que se candidatassem à cargos eleitivos nas próximas eleições. É mais ético do que usar o escudo de jornalista para jogar lama no outro.

  2. Comentou em 26/05/2006 Thiago de Camargo

    huhuhu

    Eu me divirto muito lendo os comentários de vocês, mas quero, bem rápido, deixar minha opinião aqui.
    A discussão básica não é sobre o governo, mesmo proque, como disse um amigo mais àbaixo – não me lembro seu nome -, quem é pobre sabe muito bem que a situação do país melhorou, porque consegue trabalhar e sente no bolso que o dinheiro tá rendendo mais… o resto não interessa. FHC privatizou uma empresa enorme (Vale) a preço de banana, dinheiro esse que, aliás, ninguém sabe onde foi parar. Uma empresa enorme que implantada no país que está, não haveria nunca de gerar dívidas… asss…
    Enfim, que Veja é um panfleto é e ponto final. Se vocês quiserem tirar qualquer dúvida que ainda exista quanto a isso façam o seguinte: entrem neste site http://veja.abril.com.br/240506/p_042.html e, no menu editar, apontem pra ‘localizar’. Na caixa digitem ‘PSDB’, ‘Geraldo’, ‘Alckmin’ ou qualquer outra coisa assim… vocês verão o resultado…
    O que tem a ver isso? essa é a única matéria que Veja publicou sobre essa palhaçada que aconteceu em São Paulo e, em nenhum momento ela citou o nome do governador que colocou o nosso querido e competentíssimo secretário de segurança na cadeira que ele ocupa agora, muito menos citou o partido que governou São Paulo nesses últimos 12 (!!) anos… segurança pública? HAHAHAHA
    Porque Veja não publicou nada disso? porque será? ao contrário, preferiu tratar do assunto como se tivesse ocorrido em São Paulo um ataque terrorista de grande escala impossível de ser impedido… ah, me poupe…
    Veja panfleta, panfleta e vende bem porque panfletos vendem bem.

  3. Comentou em 26/05/2006 célia Mendes

    OH! JANICE CADÊ A FACA NA BOTA? SEU GUIA NÃO TRABALHA COM A VERDADE.OS INTERESSES DELE NÃO SÂO OS SEUS.PROCURE A VERDADE A VERDADE TE LIBERTARÁ.

  4. Comentou em 25/05/2006 Luis Fernando Herrmann

    É ridícula a postura de Diogo Marnairdi. Quem ele pensa que é? Fora do universo de leitores de Veja, vai ser difícil encontrar quem o conheça. Ataques gratuítos e comentários preconceituosos fazem parte de seu repertório. Porém, acho que ele é do tipo: Falam mal, mas falem de mim. Quer aparecer a qualquer preço.

  5. Comentou em 25/05/2006 Vitor Oliveira

    É impressionante a pobreza do debate que envolve a figura de Diogo Mainardi. Seu trabalho não merece mais que poucas linhas de comentário. O Brasil precisa de oposição preparada e não de delírios.
    Como o baixinho se esforça tanto e o presidente Lula ainda lidera as pesquisas? Talvez o eleitor seja mais esperto que os delirantes.

  6. Comentou em 25/05/2006 Vitor Oliveira

    É impressionante a pobreza do debate que envolve a figura de Diogo Mainardi. Seu trabalho não merece mais que poucas linhas de comentário. O Brasil precisa de oposição preparada e não de delírios.
    Como o baixinho se esforça tanto e o presidente Lula ainda lidera as pesquisas? Talvez o eleitor seja mais esperto que os delirantes.

  7. Comentou em 25/05/2006 Flavia Mesquita

    Uma coisa que este site escancara, pelo menos, é o inequívoco fato de que jornalistas, de maneira geral, conscientemente ou não, são servis ao projeto de poder petista, enquanto acreditam estar combatendo ‘as elites’ e as desigualdades sociais. As superadas especulações que formaram a base teórica marxista, segundo as quais toda a cultura está comprometida com os interesses burgueses, ainda são a muleta mental preferida de nossa ‘manca’ classe jornalística. E viva o nosso atraso!

  8. Comentou em 24/05/2006 Walter Galindo

    Não vou reproduzir todo o texto da jornalista Marilene Felinto , mesmo pq acho que não seria permitido já que ele está no site de outra revista, mas se o Observatório permitir vou reproduzir só o final. Acho que resume tudo o que a mídia brasileira é hoje.

    Adoro ter operário de esquerda no poder

    “ Adoro pelo simbólico que é, pela afronta que representou e representa, pelo que esfrega na cara da classe dominante, pelo desespero em que ela tem entrado diante da possibilidade de que o operário seja reeleito, desespero expresso de maneira reiterada, pela imprensa irresponsável, covarde e, ela sim, corrupta, mentirosa. A maioria da população, felizmente, não acompanha as CPIs nem acredita na imprensa. O próprio Ibope, braço armado da Rede Globo, divulgou recentemente pesquisa em que 58% dos brasileiros dizem não acreditar ou desconfiar da televisão e 56% dizem não acreditar ou desconfiar dos jornais impressos. Isso é uma maravilha! Mas é evidente que a novela de quinta categoria continuará no ar por muito tempo ainda, tentando derrubar o presidente operário, exibida em horário nobre pelas redes de TV imorais e regurgitada no dia seguinte pelos jornalões reacionários e pelo lixo das revistonas semanais. A mídia, como diz um manifesto da Universidade Nômade, sabendo que seu candidato (leia-se, homem do PSDB) deve perder nas urnas a eleição para a presidência da República, quer voltar a ganhar do jeito de sempre: no conchavo das oligarquias. “A mídia”, diz o manifesto, “pretendendo representar e sobretudo ser a ‘opinião’ pública, apenas defende seus próprios interesses, ou seja, os interesses do monopólio privado que ela representa. A mídia não foi eleita por ninguém, a não ser pelo dinheiro da publicidade que recebe por um discurso que agrada ao poder econômico. Ela já deixou, há muito tempo, de expressar a opinião pública, desde que as concessões públicas lhes foram entregues pelo Estado, em períodos históricos que estão longe de ser éticos e democráticos: a ditadura!

  9. Comentou em 24/05/2006 Flavia Mesquita

    Caro Fábio, vai me desculpar, mas o padrão de jornalismo rasteiro e calunioso sempre predominou em inúmeros panfletos sem causar nem um décimo de todo esse escarcéu, ao contrário, passarm, a cada calúnia, a ser adotados como Bíblia de um público simpatizante de um certo partido político. Acho, sinceramente, que o preconceito pelo fato de Veja ser uma publicação claramente comercial leva muitos a difamar a revista injustamente. E olha que não sou leitora de Veja, não gosto do alinhamento ideológico da publicação, mas acho que ela, embora tenha suas simpatias políticas claras, não incorreu em nenhum dos excessos que marcaram a panfletagem contra adversários políticos deste atual governo. As coisas estão muito polarizadas. Acho que Veja está sendo vítima de muito preconceito. É uma das publicações com critérios de apuração mais rigorosas que conheço. Se isso for jornalismo ‘de esgoto’, o que dizer de tantos outros semanários realmente tendenciosos que há por aí, então… Quanto ao Mainardi, em particular, posso não gostar do estilo dele, embora considere que, na atual conjuntura, ele é um mal necessário. Ao menos pega no pé, investiga, fiscaliza o governo, coisa que fica difícil para o resto da imprensa, que sempre foi tão benevolente com o PT, que viveu sob as graças de todas as redações, com exceção, claro, das óbvias, Estadão e Veja, durante anos a fio.

  10. Comentou em 24/05/2006 Fábio Carvalho

    Cara Flávia, tenho certeza de que não pretendo apalaudir jornalismo de esgoto. Falta de honestidade profissional também é um aspecto da corrupção, ora. Arapongagem, denuncismo, material inconsistente e outros recursos do semanário da Abril são o fim da picada. Ingenuidade é acreditar que isso é são ferramentas lícitas do jornalismo. Sabemos que não são.

    Penso que a revista Veja comporta-se como a mídia venezuelana e foi justamente o comportamento ostensivamente anti-chavista que provocou sérios prejuízos à credibilidade da imprensa daquele país. A coragem à Cisneros, que fraudou manchete até com falsa renúncia, encoraja bufões realmente perigosos.

    Mainardi é só um moleque, mas ele contribui para que o PT arregimente mais fanáticos a trombetear que todas as denúncias são uma conspiração da ‘da elite e da direita’. Já tem gente que diz dinheiro na cueca não PROVA nada, vê? Sem equilíbrio, Flávia, a discussão vira briga de torcida. E em jogo que dá briga, não há árbitro que consiga garantir fair play.

  11. Comentou em 23/05/2006 cid elias

    É impressionante constatar pessoas que se intitulam jornalistas postarem comentários tão distorcidos e sem vínclulo nenhum com os fatos ou, conta só a parte que lhe convém . 1 – fala do valerioduto e ESQUECE que o mentor foi um dos seus ‘éticos’ azeredoPSDB(MAIS DE 100.000.000,00 já provados), e, outros contratos foram descobertos, um deles foi roubado MISTERIOSAMENTE da cpi dos correios e ra do VICE-GOVERNADOR DE MG , sabia sabidona?? 2 – Fala do Mauricio Marinho e aquela fita MONTADA a pedido do ‘grupo do golpe’, e tenho convicção disto, pois revi aquela cena mais de 100 vezes(tenho o vídeo) e afirmo : um ‘mala’ como o marinho, que já tinha um processo por corrupção dentro dos correios NUNCA iria receber aquele dinheiro (3 mil) que parecia de posto de gasolina, todo desarrumado e em notas pequenas…a FARSA foi muito mal feita e a imprensa engoliu??! Até hoje ninguém sabe quem foi o mandante e o motivo da armação, ou tu sabe fm??? 3 – O dinheiro na cueca existiu, mas a pessoa que foi anunciada como mandante negou e até hoje não foi PROVADO NADA. Em compensação senhorita, a nobre soube que foi pego 500 kg de cocaínapura no Pará, tem uns três meses ?? Sabia que quem estava com a pequena quantia da droga era um deputado do PSDB , e quadro importante do diretório TUCCANO de tocantins ?? Sabia? Sabe onde fui ler isto ??? NO LA NACION !!! E depois mandei pro Arbex da Caros Amigos, que ficou espantado de pessoas que se intitulam ‘jornalistas’ terem SEQUESTRADO esta notícia! Se fosse do PT seria escândalo, não acha??Quanto ao Palocci e o pobrezin do caseiro me custa a crer que alguém que tem cérebro pense que foi assim como a mírdia contou, inclusive os foncionários da GLOBO/ÉPOCA que quebraram o sigilo ainda não contaram a FONTE…Tu como jornalista investigativa e competente poderia dizer para o Brasil quem passou os extratos ao filho da leitão…abçs

  12. Comentou em 23/05/2006 Eduardo Vellasques

    Caro Gilton, sou sim empregado e não almejo me tornar um empresário de sucesso. No entanto não acredito que uma economia planejata por um grupo seleto de burocratas seja a melhor opção para um assalariado como eu. Pelo menos todas as experiências do gênero fracassaram.

    Também gostaria de dizer que não sou insensível aos problemas sociais mas não acredito que o socialismo ou qualquer uma de suas vertentes vá de fato gerar inclusão social. O que gera inclusão social é acesso universal à saúde, educação e segurança aliados a um Estado de instituições sólidas.

    Basta verificar que os países com os melhores indicadores sociais são países com pouca intervenção estatal.

    Um abraço,
    Eduardo.

  13. Comentou em 23/05/2006 Osvaldo Bezerra

    A QUALIDADE DOS COMENTARIOS EH INEGAVEL, UMA LINGUAGEM CLARA E ACESSIVEL. O TEXTO PRIMA PELA LEVEZA E AUTOCRITICA QUANTO AO PAPEL DA IMPRENSA. ESCLARECE, MAIS QUE TUDO. MAIS UMA VEZ PARABENS AO ‘OBSERVATORIO DA IMPRENSA’!

  14. Comentou em 23/05/2006 Osvaldo Bezerra

    A QUALIDADE DOS COMENTARIOS EH INEGAVEL, UMA LINGUAGEM CLARA E ACESSIVEL. O TEXTO PRIMA PELA LEVEZA E AUTOCRITICA QUANTO AO PAPEL DA IMPRENSA. ESCLARECE, MAIS QUE TUDO. MAIS UMA VEZ PARABENS AO ‘OBSERVATORIO DA IMPRENSA’!

  15. Comentou em 23/05/2006 Zuhair Mohamad

    Não só Veja está levando a sério o que Mainardi tem a dizer como o senhor Luiz Antônio pensa. Tem leitores e mais leitores que tem uma leitura diferente do que vcs entendem, seria o caso de vc chamar de parapresidente o Lula. Quardada as proporções, Mainardi estaria parafazendo menos besteiras. Estude mais sr Luiz para sentenciar melhor.

  16. Comentou em 22/05/2006 PEDRO TARDELLI

    BEJA??? BLARGH!!!

  17. Comentou em 22/05/2006 edson sa sanches

    Infelizmente o sr. Mainardi não engana ninguém. A Veja é simplesmente a pior revista semanal disparada. Ele poderia oficializar como bobo da corte dos Civitas

  18. Comentou em 22/05/2006 Bruno Silveira

    Como é difícil reconhecer os erros, hein Veja? A revista tenta confundir os leitores, chamando os jornalistas que dela discordam de ingênuos. Pelo que captei até agora, as críticas feitas pelo OI (Dines principalmente) não passam pelo conteúdo das reportagens da revista sem antes atingir a forma como são feitas. A impressão que tenho é que se a Veja, por exemplo, conseguisse provar os “dólares de Cuba” ou essas contas no exterior dos petistas graúdos, dificilmente seria criticada aqui neste espaço. Mas não, em vez de apurar cautelosamente (não sou jornalista, mas acho que é isso que se espera deles), sai com umas reportagens ridículas de tão mal feitas. Talvez se a revista tivesse paciência já teria derrubado o governo. E se ela conseguisse isso, COM PROVAS, eu seria o primeiro a aplaudir. Veja está tão perdida, tão insegura, que mencionou duas vezes que o jornalista Marcio Aith foi da Folha de São Paulo (no texto da última reportagem e na coluna do Mainardi), como se quisesse dividir com o jornal o peso que sofre por suas denúncias. Ah, quando um animal se sente encurralado, o que ele faz? Ataca!

  19. Comentou em 22/05/2006 Hermano de Melo Melo

    Endosso em gênero, número e grau as observações dos jornalistas que assinam a matéria. Há tempos Diogo Mainardi e a revista ‘Veja’ tornaram-se chatos de galocha. O primeiro porque elegeu apenas Lula como alvo de suas agressões e chacotas (e olha que mais do que ninguém tenho reprovados atitudes deste governo); a segunda, porque só enxerga um lado da moeda – totalmente enviesada para a direita. Não é para menos que já não faço assinaturas desse tipo de revista faz tempo, assim como da Folha de São Paulo, que deixou de ser aquele jornal que a gente se inspirava de vez em quando nos tempos negros da ditadura militar. Parabéns Dines, parabéns Luiz Magalhães e parabéns pelas palavras de meu conterrâneo aqui de Campo Grande – MS, Ocimar Santiago Ramires.

  20. Comentou em 22/05/2006 Ricardo Fernandes

    Dizer que VEJA é contra Lula e o PT é óbvio. No que ela está muito certa. Como ser ‘isento’ em um caso de corrupção sistêmica como este? VEJA segue uma linha editorial de defesa do Estado de direito e é por isso que é a maior revista deste país, agradando em muito seus leitores. Diogo Mainardi segue o mesmo caminho, só que com mais ironia. Não dá para negar que é original. Ele tem o mérito de assumir esta posição, ao contrário de grande parte dos colunistas políticos deste país. Eles deveriam fazê-lo. Os leitores pelo menos não teriam uma análise teoricamente isenta, vindo de jornalistas simpatizantes de certas questões ideológicas. Seria mais justo. A diversidade de opinões é uma das premissas da democracia, Diogo só quer que as pessoas definam sua posição.

  21. Comentou em 22/05/2006 paulo perez

    Diogo Mainardi é a grata surpresa do jornalismo em meio a essa crise de ética que vive o Brasil. Enquanto o governo do PT chafurda na lama da corrupção e boa parte da imprensa tenta vender a imagem de que ‘está tudo bem, afinal, o PT e Lulla podem tudo’, Diogo vem ‘colocar o dedo na ferida’ do corporativismo de esquerda da imprensa brasileira. Franklin ‘companheiro’ Martins já foi ‘pro saco’ por conta de suas relações mal explicadas com o Poder. Na verdade Dines e os outros críticos de Mainardi parecem aquela ‘banda de uma nota só’. Criticam Mainardi apenas porque ele é critico. Critico dos jornalistas que ‘se negam a contar a verdade sobre outros jornalistas’, critico da corrupção organizada pelo partido que prometeu ser o ‘bastião da moral’ e critico do presidente que praticou o maior estelionato eleitoral da história da democracia ocidental. Pra boa parte da imprensa, aí incluídos Dines e outros quetais, Lulla é o Papa Doc do Brasil, Lulla pode tudo, afinal foi pobre e é do PT. Tal postura somente demonstra a necessidade cada vez mais urgente de ‘mais e mais’ Mainardis, para que se esclareçam os verdadeiros motivos e intenções dos ‘grandes jornalistas do Brasil’….

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