Domingo, 22 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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Mania de imitar

Por Alberto Dines em 27/03/2009 na edição 530

Quando quer, o presidente Lula comporta-se como autêntico observador da imprensa. Na entrevista que concedeu na quinta-feira (26/3) ao lado do primeiro-ministro inglês Gordon Brown, referindo-se à decisão do governo americano de fazer um aporte de 1 trilhão de dólares para a compra de ‘ativos tóxicos’, o presidente gozou sutilmente os jornalistas brasileiros que, de repente, passaram a designar os velhos ‘ativos podres’ como ‘ativos tóxicos’ só porque esta é a terminologia adotada pela imprensa americana.


Não é a primeira vez que isso acontece. Ao longo de 30 anos, nossa imprensa designou como ‘álcool’ o combustível extraído da cana. Quando o presidente Bush veio ao Brasil da primeira vez, em 2005, empregou o termo em inglês – etanol. Imediatamente aposentamos o álcool e o Pró-Álcool e aderimos ao etanol. Talvez para fingir que falamos inglês.


Ativos tóxicos ou ativos podres significam a mesma coisa, o que importa é lembrar que este tipo de saneamento de empresas falidas através do mercado é uma invenção brasileira adotada pela primeira vez pelo Proer, em 1995. É preciso reconhecer porém, que lembrar as proezas do Proer não é de bom-tom.

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