Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1059
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CADERNO DO LEITOR >

O antes em mutação

16/03/2004 na edição 268

No Brasil, a ‘industrialização’ da notícia acontece assim: as empresas jornalísticas publicam, fazem um grande espetáculo e, logo em seguida, aparece outro ‘furo’ e pronto, o desfecho final da primeira vai para as cucuias. O antes sofre mutação, isto é, transformam em ‘história’. Por exemplo, as redações não tinham conhecimento do passado de Waldomiro Diniz?

E aquela empresa americana que em 1997 assinou um ‘contrato’ com a CEF, sob o amparo do governo FHC? Uma empresa… puxa, não me lembro o nome da dita cuja. A função da mídia é (de)formar a opinião pública, criando um circo com bastante espetáculo. E, finalmente, o ‘nosso’ aparelho jurídico não funciona. E as reportagens acabam indo para o balaio do denuncismo.

Geraldo Magela, jornalista, Campinas



O que atrapalha é o político

É preciso que alguém diga ao governo para ler jornais. O governo precisa saber o que acontece no país. O governo precisa se informar e enxergar que vivemos num país de dois brasis. Um sem políticos e outro de políticos. Este último funciona. O governo precisa saber que quem atrapalha é ele. O governo precisa saber que não é nada bom o que achamos dele e, tomara que não, dos que ainda virão. O governo precisa saber que pensamos que para ser político é preciso não ter nada mais em perspectiva. Que quer se dar bem de todas as formas. O governo precisa saber que pensamos que para ser político é preciso não ser boa gente. Ou será que alguma gente boa que já tentou ser político conseguiu fazer alguma coisa sem ser engolido ou rechaçado pelo sistema que ele próprio criou? O governo precisa saber que o colocamos lá porque ele é o nosso síndico e deveria trabalhar como tal, para o bem-estar coletivo. O governo precisa saber que ninguém deseja sonegar, roubar (a menos que seja político, parente de político ou empreiteiro do governo).

O governo precisa saber urgentemente que estamos reféns dos bandidos e dos políticos. Que não acreditamos em suas estruturas gordas, ineficientes, que pensam ser importantes, mas só sugam. O governo precisa saber que não basta fechar os bingos, arrombar as portas das lojas da rua 25 de Março. Os caça-níqueis continuam funcionando, o contrabando acontece em toda parte, lá em Brasília mesmo tem uma feira muito maior que a da 25 de março, uma tal feira dos importados. O governo precisa saber que vemos que a lei é aplicada apenas quando não há o depósito na caixinha. Amanhã estará tudo bem e com mais regalias para os bandidos. A lei está aí, só é preciso aplicá-la sempre e para todos igualmente. O governo precisa saber que o que ele vê são apenas alguns vislumbres da realidade, e que o bom exemplo deveria vir dele. Todos estamos a fim de um futuro legal. Ninguém precisa de muito pra viver, mas a coisa está tão bagunçada que os políticos, quando têm oportunidade, roubam mesmo, afinal, o exemplo vem de cima.

Nem sei por que estou aqui escrevendo isso. O sentimento de indignação é tanto de político, de governo e daquele cheiro desagradável de suborno, corrupção, empáfia, ignorância, comum a todos os políticos, que causam nojo…

Eugenio Pacelli, fotógrafo, Uberlândia, MG



Discurso inventivo

Criminosa a ‘maldade’ a que se refere Luiz Weis feita pelo Estadão. O que não se faz para chamar a atenção dos leitores… É doloroso observar jornais de renome se entregando à amoralidade pela sede do lucro. Quanto ao PT, exorbitantemente inventivo seu discurso sobre a ‘esquemática e orquestrada campanha da mídia’. Natural que se defenda, mas, pelo amor de Deus, com argumentos reais!

Felipe Blanco, estudante de Jornalismo, Salvador



Alicerce democrático

Por esta e outras análises (‘Folha editorializa título de matéria para atacar Lula’) o Observatório se destaca da imprensa ordinária, defendendo o direito e o dever à comunicação como alicerce da democracia. Gilberto Dimenstein nos alerta na edição de 7/3 a respeito do clube dos 20(%)! Com a qualidade de informação disponível ao ‘cidadão’, não é à toa que vivemos numa autocracia corrupta e excludente.

Roberto S. Chiandtti, químico, Curitiba

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