Domingo, 23 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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CIRCO DA NOTíCIA > CRIME & ESPETÁCULO

Prender, massacrar, julgar, condenar

Por Carlos Brickmann em 08/04/2008 na edição 480

E ainda bem que as leis brasileiras não permitem a pena de morte. Senão, haveria muito jornalista tão ocupado que não teria tempo nem para descansar.

O grande tema em debate é o do assassínio da menina Isabella. Não se trata de analisar o caso do ponto de vista da investigação: os acusados podem ou não ser culpados. O inquérito, espera-se, lançará as bases para identificação e julgamento dos criminosos. Do ponto de vista jornalístico, boa parte da imprensa comprou a versão que deu audiência, e, como normalmente sucede, se baseou em suspeitas de delegados. Cria-se a comoção pública; e, em seguida, como conseqüência da comoção, surgem as cenas de jornalismo explícito, com multidões tentando agredir os suspeitos. No caso, houve até uma delegada, Maria José Figueiredo, que, em vez de investigar e enquadrar legalmente os suspeitos, com frieza e profissionalismo, gritava ‘assassino’.

Mas, se este é o grande tema, não é o único. Há o caso do Rio Grande do Sul, onde tudo indica que, com forte participação da imprensa, se transformou uma briga de condomínio num espetáculo de preconceito contra nudistas (se é nudista e de certa idade, conclui-se, tem também de ser pedófilo). Há o caso dos pilotos americanos do Legacy, que viraram culpados mesmo depois da certeza de que havia sérias deficiências no controle brasileiro de tráfego aéreo.

Na briga pela audiência, a ridicularia dominou o noticiário. Fomos informados de que o rapaz acusado de matar a filha não se alimentou à noite, e também de que o repórter, sempre alerta e a postos, aguardava a informação a respeito do que ele teria comido no café da manhã. Fomos informados do tamanho da cela, soubemos que ali não havia colchão.

E se tudo o que a imprensa noticia hoje for verdade? Não importa: noticiar não é transformar um crime em espetáculo. Noticiar exige sobriedade; noticiar exige, e exige sempre, desconfiar das informações das autoridades. As autoridades são inimigas naturais do jornalismo. E agora as autoridades descobriram que, para distorcer o noticiário à sua vontade, mais eficiente do que a censura policial é a aliança com alguns jornalistas, é o fornecimento a conta-gotas de informações e opiniões, é a disponibilidade para dar entrevistas onde quer que se acenda uma luzinha.

É o caso Escola Base? Depende: de qual dos inúmeros casos Escola Base estamos falando?



E, por falar nisso

Alex Ribeiro, o talentoso e meticuloso autor do livro Caso Escola Base: os abusos da imprensa, hoje repórter do Valor em Brasília, acha que um caso como o da menina Isabella é chocante demais para não estar na imprensa. Ele teme, entretanto, o vale-tudo, em que os jornalistas disputam uma declaração qualquer, feita num momento de dor, com a volúpia do faminto diante de um prato de comida.

Como cobrir um caso como esse? A receita de Alex Ribeiro: ‘É preciso analisar friamente o fato, sem pender para nenhum dos lados; confrontar tecnicamente e juridicamente o trabalho do delegado antes de publicar sua posição; e procurar outras fontes, parentes, amigos’. E, da maior importância, é preciso ‘colocar o delegado na parede, mesmo, antes de publicar’.



Desconfiar, jamais

O promotor do caso Isabella primeiro deu entrevista de uma hora e meia, depois foi ao local do crime, ‘para ter uma visão espacial do local do ponto de vista das testemunhas’. E estranhou que o corpo da menina não fosse tocado até que bombeiros e policiais chegassem. ‘Não foi mexido. Não houve desespero de ninguém em prestar um socorro imediato’.

E não houve um repórter que lembrasse imediatamente que, em casos de queda grave, não se deve movimentar o corpo da vítima, para evitar o agravamento dos traumas. Quem pode mexer no corpo é o médico ou o resgate – ninguém mais. Claro que o promotor deveria saber disso. Os jornalistas também.



Inflação silenciosa

O Plano Real é do final do Governo Itamar Franco. De lá para cá, houve os oito anos de Fernando Henrique, os mais de cinco anos de Lula, e a população se acostumou à inflação controlada. Controlada, mas em parte: o preço dos automóveis subiu 140% em dez anos. A inflação, no mesmo período, foi de 70%.

Quem descobriu esse manancial de aumentos não foram os grandes jornais, as redes de TV, os portais de Internet, que há alguns anos simplesmente deixaram de acompanhar os preços. Foi o excelente AutoInforme, portal automobilístico de Joel Leite. As vendas subiram, mas os preços subiram muito mais.

Agora que os grandes meios de comunicação foram deixados para trás pelo faro jornalístico de Joel Leite, que tal mobilizar-se para mostrar por que os preços subiram? Os robôs, a automação, os novos processos produtivos, tudo isso não deveria redundar em aumento da produtividade e custos mais baixos?



A boa notícia

‘Good news are no news’, costumam dizer os americanos. Mas, no Brasil, com a abundância de más notícias, as boas notícias também se transformam em notícia – no mínimo, pela raridade.

A grande imprensa noticiou muito pouco o lançamento do DVD-CD Formação Musical em São Bernardo do Campo: afinal de contas, é uma notícia boa, ocorrida fora das capitais, sem que haja comércio envolvido – e quem é, então, que vai fazer força para divulgá-la? Se fosse um novo CD de algum luxemburguês esquisito, daqueles que só fazem show se no camarim houver 64 garrafas de suco de laranja com acerola esmeralda, estaria na primeira página dos cadernos de cultura e em todas as colunas sociais do país.

A idéia é brilhante: a jornalista Andréa Brock, assessora do prefeito de São Bernardo, William Dib (PSB), reuniu 12 corporações musicais, envolvendo 450 pessoas no total – entre 7 e 80 anos. O DVD-CD é o retrato da produção musical de uma das principais cidades do ABC paulista e funciona como material de divulgação para quem quiser seguir carreira. E tudo de graça: os músicos não pagaram para gravar, o lançamento foi feito pela prefeitura. Não há gasto nem para levar o material para casa. O DVD-CD está disponível, para consulta e empréstimo gratuitos, nos Centros Culturais e bibliotecas públicas de São Bernardo.



Los vecinos

Não, nossa imprensa não está em silêncio com relação às eleições paraguaias. Mas, considerando-se a possibilidade de alguém se sentir tentado a reduzir a produção de Itaipu, tem feito pouco barulho. O que sabemos é que o padre Fernando Lugo, um dos principais candidatos, promete rever o acordo de Itaipu e multiplicar o preço da energia elétrica que o Paraguai vende ao Brasil; e que o general Lino Oviedo, seu principal concorrente, promete trabalhar em conjunto com o presidente Lula num grande plano de desenvolvimento para o Paraguai, com apoio do Brasil. E a terceira candidata, que tem o apoio do presidente Nicanor Duarte e de seu poderoso Partido Colorado? Que é que defende?

Oviedo tem dito que, tão logo inicie o governo, convocará uma reunião com Lula e a presidente argentina Cristina Kirchner para construir a usina de Corpus, de grande importância para os dois vizinhos e que levaria novos recursos para o Paraguai. Corpus seria a última da série de três grandes usinas nas fronteiras do Paraguai, completando as que já existem – Apipé-Yaciretá e Itaipu. Quem financiaria essas usinas? Há dinheiro? Qual o projeto do padre Fernando Lugo para a usina de Corpus? É parecido com o de Oviedo, é diferente?

Como dizia o título de um antigo livro de jornalistas, ‘Isso o jornal não conta’.



O refúgio da dengue

O grande problema do mosquito da dengue é que não basta que você, caro colega, faça tudo certo: é importante que seus vizinhos também o façam. Uma água limpinha e parada no vizinho é tão boa para o mosquito quanto a de sua casa; e o raio de ação do mosquito é suficiente para infectar muita gente.

Que está acontecendo no Rio de Janeiro, nas áreas controladas por traficantes? Permite-se a entrada dos agentes sanitários? Como é que se sabe que ali não há pneus velhos, água parada, essas coisas? Este colunista, certamente por não ter visto com atenção o noticiário dos jornais, rádios, tevês e internet, não achou esse tipo de informação. Não estará neste bloqueio uma das causas da epidemia de dengue? A falta de presença do Estado, tradicional em lugares mais pobres, terá de repente sido corrigida em nome da saúde pública?



Jornalista é tão bonzinho

Está nos meios de comunicação: o TSE informou que, para fazer economia, vai trocar todas as 430 mil urnas eletrônicas de que dispõe. Pois é: as novas urnas usarão o sistema operacional gratuito Linux, em vez do Windows. Claro que nenhum veículo fez as contas e verificou quanto haverá de economia, quanto haverá de novos gastos. Brasileiro é bonzinho, já ensinava Kate Lyra, e a reportagem aceitou como válidos, sem maiores discussões, os números do Tribunal: haverá economia de 3 milhões de reais a 5 milhões de reais. Em dez anos, a economia será de até 15 milhões de reais. Então, tá.



E eu com isso?

Só notícias tristes. Mas o mundo continua lindo. Veja só que coisa meiga:

1. ‘Dado Dolabella leva flores à vovó’

2. ‘Juliana Paz namora em pizzaria carioca’

3. ‘Britney perde 7 kg em 4 semanas’

Este colunista prefere a frase de Tim Maia, citada por Nélson Motta. Algo como ‘cortei gorduras, açúcar e álcool, e em duas semanas perdi 14 dias’.

E que tal esse título?

** ‘Glória Maria faz compras do mês em supermercado do Rio’

O caro leitor costuma viajar para fora de sua cidade para efetuar as compras do mês?



O grande título

** ‘Pitty e baterista do NX Zero esperam seu 1º filho juntos’

É sempre bonita a solidariedade do pai, ao lado da mãe durante todo o tempo da gravidez!

Mas o grande título vem de uma grande publicação, um veículo importante que já deve estar tentando descobrir quem é que lá não sabe conjugar um verbo:

** ‘Empresa dará passagens a quem propor o melhor nome’

E ai de quem propuser a volta dos revisores!

******

Jornalista, diretor da Brickmann&Associados

Todos os comentários

  1. Comentou em 02/09/2009 FBN/SNBP Biblioteca Nacional

    Evento FBN/SNBP 2009
    No período de 01 a 03 de dezembro serão realizados, no Auditório Machado de Assis / FBN – RJ, o IV Simpósio Latino-Americano de Bibliotecas Públicas e o XVI Encontro Nacional do Sistema de Bibliotecas Públicas, com o tema: Desafios das novas tecnologias em bibliotecas públicas. As inscrições estarão abertas de 09 a 18 de novembro. Informamos que, estando todas as vagas preenchidas, as inscrições serão encerradas. Só serão aceitas as inscrições realizadas, nesse periodo, no e-mail: cgsnbp@bn.br. Favor informar: Nome, Instituição , Telefone e E-mail . Inscrições gratuitas e limitadas.

  2. Comentou em 22/05/2009 fernando machado

    olá bom dia.
    gostari de saber quando foi publicado um artigo de Alberto Dines ‘OS DESAFIOS DA MIDIA INSTITUCIONAL’ , dia, ano e numero, no OI. Não consegui localizá-lo no site, pois, preciso colocar na bibliografia do meu TCC

  3. Comentou em 09/04/2008 Bernadete Di Giacomo

    boa tarde, gostaria de saber porque meu comentário enviado ontem não foi publicado pelos Srs, até porque o teor do mesmo era pertinente ao assunto em questão. Gostaria de uma resposta por parte dos Srs. Agradeço a atenção,Bernadete Di Giacomo

  4. Comentou em 09/04/2008 sheila miranda

    Realmente a imprensa mostra o que o publico espera que seja verdade. Acusar sem provas concretas e pior ainda a policia que deveria ser a primeira a se manter neutra nesta investigação até apuração de todas as provas contra os acusados toma partido incutindo a massa a julga – los culpados sem ao menos terem provas conclusivas a respeito do caso Isabela ainda bem que não existe pena de morte no Brasil pois o culpado poderia ficar impune. De tudo isso fica a dor de uma mãe que perdeu sua filha e ainda vem a imprensa fazer sensacionalismo o publico se satisfaz com a desgraça alheia.

  5. Comentou em 09/04/2008 Mariza Ferreira

    O Brasil é um país sui generis por reunir um eleitorado fraco, parte da imprensa é marronzista e leitores com se deliciam com as intimidades contadas sobre os suspeitos de qualquer crime. É uma lástima que na sua crônica a verdade esteja estampada desde a primeira palavra até o ponto final. Muito despreparo da polícia, dos investigadores, da mídia, e da Justiça, em um todo, de resolver um crime bárbaro com tantas contradições. Os maiores prejudicados nessa orgia de crueldade e ineficiência são os dois meninos inocentes que, se comprovar a culpabilidade de um dos pais, ficaram marcados por toda vida! Uma boa dose de misericórdia no coração não faz mal a ninguém!

  6. Comentou em 09/04/2008 neusa lopes

    Exelente artigo Carlos. Vamos parar para pensar.Já imaginou se esse casal não for culpado ? A desgraça na vida deles já está feita, á exemplo da caso escola Base, a mãe que foi acusada de por cocaina na mamadeira do filho nenhuma indenização (espero que seja alta) vai apagar tudo o que ela passou na cadeia.

  7. Comentou em 09/04/2008 LUANA LIMA

    Bom dia, Vcs nao acha que o pai da isabela nao seria tao burro alias estudou direito, e mais estranho ainda e o comportamento da mae verdadeira que nao se abala nunca, para mim ela poderia sim ter entrado do predio e cometido tal crime alias ninguem reparou que ela chegou antes da policia ? Que nao levou nem 10 minutos, e se ela tivesse saido de dentro do predio no tumulto ninguem a veria.Da mesma maneira que possa ser o pai pode ser a mae.Alias a policia nao investigou onde ela estava e porque estava tao perto . Alias ela poderia ter acesso a chave do apto, e esta fora de suspeita.Ela sim teria mais motivos nunca se casou com ele poderia ter mais ciumes que a madastra , que na imagem do mercado mostra ser cuidadosa com a menina.
    Pensem nisso

  8. Comentou em 09/04/2008 joao santos

    Sr. Carlos, eu comungo todas as sua colocações, principalmente no que diz respeito a morte tragica da inocente menina Isabela. A imprensa brasileira só fala nesse fato, é claro que o pensamento nacional é de que o caso se esclareça o mais rápido possível e todos torcemos pela ética e pela família, e não esperamos em hipotese alguma que o assassino seja o Pai. Minha observação é que esta comoção nacional deveria ser extendida para as inumeras crianças pobres no Brasil que morrem de fome, que estão fora da escola e que falecem por violencia de bala perdida nas favelas e morro das periferias. A imprensa tem que ter mais responsabilidade na veiculação das noticias tragicas, pois podem acababar com a vida de uma pessoa se ela não tiver sido realmente a autora do crime.
    Em relação ao Silencio da inflação, como trabalhador não consigo entender como se vive num pais sem inflação e que os preços aumentam mensalmente. Supermercado, serviços alimentos no geral e o pior não temos aumentos proporcionais a nada, a conta de água luz telefone aumenta um vez no ano acima da inflação e a inflação do pais nao aumenta. Tenho medo e de que isso tudo arrebente de uma vez.
    Como professor e educador acho que a saida ainda esta na educação de base, se comerçarmos hoje, talvez daqui uns 30 anos começaremos a ter uma sociedade mais conciente, com minimo de corrupção e mais solidaria

  9. Comentou em 08/04/2008 Rute Silva

    Parabéns!! Você merece um parabéns com letras garrafais, excelente matéria. Ate que enfim alguém sensato pra trazer isso até nós. Sabe, já não aguentava mais ver a Sônia Abrão falar do cara em tom de ‘ ele é o culpado’ e depois resolve aparentemente mudar de opinião e aquele cara chato, aquele tal de Aroldo que tenta insistentemente fazer ou deixar subentendido que a culpa é do pai da menina, só falta ele falar que quem matou a menina foi o pai dela. DEUS vai fazer com que o culpado por isso seja pego e se for o pai da garota ele pagara com certeza, pois nada fica em pune quando o SENHOR JESUS entra com providencias. PARABÉNS CARLOS, excelente matéria!!!

  10. Comentou em 08/04/2008 Perez Jr

    Talvez estejamos tão automatizados com o processo de ‘corporativização’ humana que, para nos sentirmos humanos de fato, nos submetemos ás tritezas alheias, ás comoções provocadas de forma segura para nós, dentro de nossos lares. Daí esse interesse voraz por detalhes que só interessariam de fato aos envolvidos e á polícia. Vivemos a vida alheia com tanta vontade que talvez deixemos de lado a nossa e tudo aquilo que nós podemos fazer para evitar outras tragédias como essa.

  11. Comentou em 08/04/2008 Dayane Toledo

    Aqui no Brasil é assim…o nome do novo protagonista da novela das oito, todos sabem, mas os direitos de cada cidadão, quem que saber?Excelente reportagem.

  12. Comentou em 08/04/2008 gisele maria paes paes

    sabe eu estou com voc, a pricipio fiquei choocada como todos mas acho que devemos ter prudncia em pre julgar alguem, em algum lugar uma pessoa me disse que isso e uma especie de preconceito, e preconceito e crime entao no meu modo de entender todos aqueles que prejulgaram deveriam ser encriminados e tambem deveriam estar presos. Acho que as pessoas devem pensar no caso de uma forma abrangente e nao se restrigir em duas pessoas apens. Devemos lembrar que eles os suspeitos estao tendo suas vidas dilaceradas e se caso forem inocentes como vao ficar os filhos deles, a vida deles???A emprensa e aprincipal responsavel por isso, afinal nos o povo so sabemos o que interessa a eles publicar, ou melhor dizendo o que mais vende para eles…..

  13. Comentou em 08/04/2008 LUIZ CLAUDIO B. LIMA

    Senhores,
    Parabéns pelos comentários, refletem o que a imensa maioria da população pensa.Ilustre Professor Othon Batista, saiba que o senhor não esta sozinho nessa linha de pensamento, vários coadunam com suas palavras, bem como com a do Sr. Carlos Brickmann ( esse um verdadeiro jornalista comprometido com a verdade e a ética).Infelizmente a nosso população na bsuca de informar-se, entender um pouco do que acontece no mundo, o faz atraves de meios de comunicação duvidosos, e nesse momento tornam-se vitimas e cumplices nesse processo de degradação do ser humano, talvez por falta de uma programação mais inteligente.Algumas emissoras, haja vista esse lamentável homicído que vitimou essa criança ( ainda não se sabe quem foi o autor – ou autores), chegaram a contratar um ‘comentarista’ que , com todo respeito, não sabe a diferença entre ‘ mandado e mandato’ , quem dirá competência para tecer comentários acerca de um caso tão complexo.Chegamos então a conculsão, ENQUANTO NÃO TIVERMOS UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO EDUCACIONAL, a imprensa de baixa qualidade seguirá obtendo altos ibopes, em detrimento do caos no lar de várias famílias.Como disse o sábio leitor: VIVA OS ABUTRES.

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