Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CIRCO DA NOTíCIA > TINTIM NO CONGO

Venda de livro cresce após acusação de racismo

19/07/2007 na edição 442

As vendas de um livro do personagem Tintim aumentaram aceleradamente desde que a Comissão pela Igualdade Racial, no Reino Unido, acusou a obra de racismo. As vendas de Tintim no Congo subiram 3,800% depois que a comissão declarou que ele continha material altamente ofensivo, informou o jornal Daily Telegraph. O livro de história em quadrinhos chegou à oitava posição no ranking dos mais populares na livraria online Amazon.


Um porta-voz da comissão admitiu que a interferência do órgão pode ter tido efeito inverso ao desejado. ‘É um equilíbrio delicado porque nós recebemos uma reclamação de um membro do público e sentimos que não tínhamos escolha’, afirmou.


Macacos imbecis


‘Este livro contém imagens e palavras de terrível preconceito racial, onde os ‘nativos selvagens’ parecem macacos e falam como imbecis’, afirmou outro representante da comissão. O órgão afirma ter sido procurado por um consumidor da rede de livrarias britânica Borders, que viu o livro à venda em Londres. A rede anunciou que restringiria a obra às seções de livros para adultos de suas lojas, retirando os exemplares das seções infantis.


Tintim no Congo é parte da série de quadrinhos As Aventuras de Tintim, do belga Hergé. Antes de virar livro e conquistar fãs em todo o mundo, as histórias do jovem e curioso repórter e seu cachorrinho eram publicadas no jornal belga Le Vingtieme Siecle, na década de 1930. O livro sobre o Congo é visto por críticos como controverso por abordar questões como colonialismo, racismo e violência contra animais. Hergé, que morreu em 1983, afirmava que a história apenas refletia as visões ingênuas da época. Informações da AFP [14/7/07].


 

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