Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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A crítica da mídia é um monopólio dos observatórios?

Por Carlos Castilho em 06/11/2006 | comentários


Até o início do século XXI os observatórios e organizações de monitoramento da imprensa eram de fato as únicas instituições que realizavam um acompanhamento sistemático da mídia impressa e audio-visual.


Mas a popularização do uso da internet, a partir do final da década de 90, deu aos leitores a possibilidade de também publicar opiniões críticas sobre o conteúdo editorial de veículos de comunicação como jornais, revistas, rádios e emissoras de televisão.


O resultado foi o aumento da pressão pública sobre a imprensa que reagiu de forma desigual em relação ao criticismo dos leitores. Alguns poucos veículos foram mais receptivos enquanto a maioria fechou-se em copas, alegando os mais variados motivos.


Com isto, os leitores passaram a procurar os observatórios como alternativa para expressar o seu criticismo em relação à mídia, como prova o aumento constante do número de comentários feitos à matérias e aos textos aqui no Observatório da Imprensa.


Nossa importância cresceu e com ela a necessidade reavaliar o papel dos leitores, ouvintes, telespectadores e internautas na crítica da mídia. Há três linhas possíveis: a da competição, a da independência total e a da parceria.


Na primeira, leitores e observatórios concorrem entre si procurando identificar o maior número possivel de erros, desvios ou meias verdades publicadas pela imprensa. Trata-se de uma opção duplamente equivocada. Primeiro, porque os leitores ganharão facilmente já que são mais numerosos e em segundo lugar, porque estarão criadas as condições para uma verdadeira caça às bruxas.


A independência total cria dois padrões de observação da mídia. Os observatórios adotam um conjunto de regras e rotinas buscando a credibilidade, enquanto a massa dos leitores age espontâneamente, sem normatização alguma e com um forte componente emotivo. Isto aumenta o trabalho de quem precisa de contextualização da informação porque torna obrigatória a consulta a várias fontes.


E por fim temos a parceria, onde leitores e observatórios colaboram entre si procurando um equilíbrio entre a quantidade e a qualidade das críticas ao trabalho da imprensa. Seria a solução perfeita se não fosse o difícil caminho para alcançá-la.


Apesar dos obstáculos, me parece a única viável porque se enquadra dentro da nova ecologia informativa criada pela internet, onde estamos irremediavelmente condenados à colaboração, incluindo neste processo também os próprios criticados.


Parece o óbvio, mas a realidade atual dá margem a algumas dúvidas. Há um forte ressentimento de uma parcela considerável do público em relação à imprensa, o que provoca surtos de radicalismo, especialmente em periodos eleitorais, quando as paixões políticas afloram com mais intensidade.


Mas a crítica da imprensa não visa destruir esta mesma imprensa porque sem informação diversificada e contextualizada é impossível o exercício da cidadania. O máximo que ela pode pretender é corrigir erros, distorções e omissões da mídia.


O aumento do número de canais e de veículos de informação sobrecarregou enormemente o trabalho dos observatórios, que são obrigados a limitar sua ação por questões administrativas e financeiras. A participação dos leitores pode atenuar estas limitações desde que ambas as partes assumam a postura de parceiros, com um objetivo comum: melhorar a informação pública da qual todos dependemos.


Quando se trata de crítica da mídia, a grande diferença entre os observatórios, como o nosso, e o público está no grau de transparência. Nossa responsabilidade é sermos totalmente translúcidos para que nossa missão possa ter a necessária credibilidade, o que não é sinônimo de unanimidade. Já o público não tem esta obrigação.


Na medida em que os leitores/ouvintes/telespectadores/internautas passaram a ser também publishers de weblogs na internet, eles tornaram-se potencialmente observáveis, ou seja, são objeto de críticas, o que implica responsabilidades dentro da nova ecologia informativa contemporânea.


O que nos coloca todos na mesma obrigação de ter que conviver com a crítica, o que é um fator novo na relação entre o público, os observatórios e a imprensa.

Todos os comentários

  1. Comentou em 27/11/2006 Aarao Guimaraes

    Nao vi nenhuma nota no OI sobre a prisao do jornalista colombiano Freddy Muñoz Altamiranda. Alguem pode me explicar o porque da omissao?

  2. Comentou em 25/11/2006 Lindberg Dias

    … responsabilidades pertinente. Tal Grau de sensibilidade só será possivel quando o senso de justiça falar mais alto.

  3. Comentou em 25/11/2006 Lindberg dias

    Lendo seu Post observo a sua preocupação ante importante tema, visto que o resumo de tudo que se ler, é o que de fato faz-se evidente: a interatividade veio pra ficar. Dito isto sugiro à quem não fez, faça: ler o post de Cstilho: A ‘ caixa de pandora'( 24-11-06), lí, gostei e comentei.
    Contudo prezado, minha discordância vai ao dito:’Há um forte ressentimento de uma parcela considerável do público em relação à imprensa, o que provoca surtos de radicalismo, especialmente em periodos eleitorais, quando as paixões políticas afloram com mais intensidade’, visto que das 3 linhas possiveis, a da parceria é a mais viável, cabe salientar que paixões afloradas à pele( de ambos os lados), terão como medianeira as partes envolvidas. Outrossim, posições julgadas unilateral, não devem ter interpretação de forte ressentimento ou surto de radicalismo, pois, creio eu, que tais posições não são de fato dirigidas às imprensas(se assim pode ser dito), mais à imprensa, esta, corporativa e tendenciosa. No EUA, é comum definição de posição politica, por este ou aquele orgão de imprensa, o que necessariamente não pode nem deve comprometer o que alguem chama de:’regra de ouro da imprensa’. Quanto à tal parceria, levada a cabo, induzir-nos-a, às

  4. Comentou em 09/11/2006 antonio agostinho o.s.santos agostinho

    Não concordo com as considerações. O problema não é a crítica. Nem o radicalismo, que existe principalmente do lado da tal ‘imprensa’. Ela é quem começou.
    Na realidade o que ocorre a omissão, a falta de notícias sobre o lado da oposição. A citação de seus erros. Isto até agora a ‘imprensa’ nem tocou, e nem tocará.
    Está apenas procurando sair do foco. É sua estratégia. Pensa que os outros são bobos. Os tempos estão mudando.
    Respeitosamente

  5. Comentou em 09/11/2006 antonio agostinho o.s.santos agostinho

    Não concordo com as considerações. O problema não é a crítica. Nem o radicalismo, que existe principalmente do lado da tal ‘imprensa’. Ela é quem começou.
    Na realidade o que ocorre a omissão, a falta de notícias sobre o lado da oposição. A citação de seus erros. Isto até agora a ‘imprensa’ nem tocou, e nem tocará.
    Está apenas procurando sair do foco. É sua estratégia. Pensa que os outros são bobos. Os tempos estão mudando.
    Respeitosamente

  6. Comentou em 09/11/2006 Pedro Lima

    Eu acredito numa parceria entre leitores-Observadores e observatórios, inclusive ‘…colaborando entre si procurando um equilíbrio entre a quantidade e a qualidade das críticas ao trabalho da imprensa.’ A Imprensa é um ‘Poder’ que não admite um ‘sistema de freio e contrapesos’. Nós, leiotores, somos o CONTROLE EXTERNO de todos da Mídia.

  7. Comentou em 09/11/2006 Clovis Segundo

    Depois dos últimos textos de Alberto Dines, já não acreditava mais na sensatez do OI. No entanto depois desta leitura, receio, com muita alegria, que eu esteja enganado. Parabéns Castilho pela sua lucidez.

  8. Comentou em 09/11/2006 Conceição Oliveira

    ‘Na medida em que os leitores/ouvintes/telespectadores/internautas passaram a ser também publishers de weblogs na internet, eles tornaram-se potencialmente observáveis, ou seja, são objeto de críticas, o que implica responsabilidades dentro da nova ecologia informativa contemporânea.’

    Castilho, bom constatar a mundança de tom (comparando ao seu último texto) de ‘patrulheiros’ massa disforme de gente que produz o ‘caos’, somos agora ‘leitores/ouvintes/telespectadores/internautas’
    Já é um avanço.

    Engraçado também perceber como a categoria jornalística critíca o termo ‘responsabilidade’ quando ele aparece no discurso do Lula e como ela exige dos ‘leitores’ a mesma atitude.

    Creio que os leitores blogueiros enfronhados nesta discussão têm muita responsabilidade, maior que a da imprensa.
    Se os comentários postados são devidamente lidos, é possível perceber que eles diferem em tom, crítica e informação entre si para um mesmo artigo e entre os dos diferentes observadores . Muitos comentários que venho lendo nas últimas semanas me parecem às vezes mais profundos, sensatos e menos viscerais do que os de alguns articulistas.

    A parceria pelo menos do nosso lado já está colocada. Acho uma pena o tom que a a expressão ‘condenados à’ sugere em seu texto. Conviver com a crítica é saudável, nos enriquece e nos faz crescer.

  9. Comentou em 09/11/2006 Alexandre Jacobina

    Carlos, concordo plenamente com a sua opinião. A imprensa e principalmente os observatórios devem abrir maior espaço para a opinião do leitor. Com isso se evitará também o uso do espaço dos observatórios por parte de jornalistas que têm não o interesse de avaliar a própria mídia mas, fazer valer a opinião hegemônica das elites. Você, com essas suas idéias, pode salvar até mesmo o OI que vem tendo um papel dúbio na discussão sobre a mídia em função de alguns colegas seus terem perdido o bom senso nas últimas eleições.

  10. Comentou em 09/11/2006 André Dantas

    Neste diálogo que está sendo travado entre os observadores da imprensa e o seu público, os comentaristas, é importante a visão do Castilho quando ele alerta para a bilateralidade da relação. Nós, os comentaristas, também temos responsabilidade sobre o que pensamos e escrevemos e, certamente, também estamos sujeitos a criticas, tanto de outros coemntaristas quanto dos observadores.
    Importante também foi a constatação de que TODOS temos que conviver com a crítica. Isto está na essência da democracia.
    Acredito que os problemas enfrentados pela mídia e pelos jornalistas em relação ao seu público e à sua consciência serão proporcionais ao seu compromisso com a verdade. Mesmo quando não estiver o profissional da imprensa simplesmente divulgando uma notícia, mas emitindo opinião, esta última deverá também estar fundada em fatos, em dados, e não só na vontade ou no interesse do veículo de comunicação.
    Parabéns Castilho. Excelente análise. Esta é a minha opinião! Viva a democratização dos meios de comunicação!

  11. Comentou em 09/11/2006 pedro junior

    é incrivel o grau de auto confiança que alguns comentários tem, o fato de acompanhar a midia deveria ser espontâneo de todo cidadao consciente, nao somente em épocas eleitorais, o acesso a informação hoje com ajuda da internet, facilita e muito este processo, mas vale lembrar que para criticar deve-se ter fundamento lógico e nao passional, e quando nao concordar ou duvidar de algo , se expressar com clareza, objetivando o conhecimento e entendimento público. O jornalista tem como principal objetivo informar o público e simultanêamente fiscalizar orgãos públicos, e a própria midia pois melhorando a qualidade da midia tambem melhora a qualidade de seus leitores (pelo menos foi assim que me ensinaram na faculdade)

  12. Comentou em 08/11/2006 Luis Santos

    Outra coisa que acho interessante é que este espaço, dos comentários do Castilho, não tem mediação e, logo que postamos algum comentário, ele já é adicionado automaticamente, sem mediação.
    Isso comprova a confiança que pode ser estabelecida entre as partes, quando se propõe um dialogo aberto, amistoso e complementar. Pois todos sabem que não serão ofendidos e não terão a necessidade de ofender. Acho que este espaço é o ‘início do fim’ da unilateralidade no OI, rumo a uma relação muito mais profícua e satisfatória. Mais uma vez PARABÉNS ao Castilho e a nós comentaristas!!!

  13. Comentou em 08/11/2006 guilherme pessanha mary

    Creio que a concorrência aqui, seria o germe da destruição. A parceria, inclusive no que tange á responsabilidade pelo pensamento que se exprime, é o melhor caminho. Seria como o antigo e esquecido ‘meio-termo’, que não tem semelhança nenhuma com indecisão, mas sim com sobriedade e moderação.
    Penso que esse é o verdadeiro sentido da expressão digital, ‘dar voz’ a quem não tem, fornecer meio de expressão.
    Os observatórios funcionariam como mediadores, tendo discernimento para não censurar, mas separar o que for fruto de ódio, intolerância racial ou política, do grito, muitas vezes contundente do cidadão indignado e maltratado pelo ‘caos’ urbano ,que, pelo menos na Internet pode criticar, reivindicar e cobrar ação honesta e diligente dos Poderes da República.
    Neste sentido as idéias,ou ideais honestos, ganham força e podem contribuir para mudar o País num processo que seja contínuo e que deve começar o ‘ontem’.
    Sei que agora saio um pouco do tema, mas penso também que a comunicação via internet do eleitor com o seu candidato eleito para fiscalizar e cobrar do ‘fiscal’ deve ser estimulada, é um meio de trazer a distante e alienada Brasília para o dia-a-dia das pessoas que não andam de carro oficial, pagam suas contas com o fruto do seu trabalho e não possuem segurança própria, aliás, não têm segurança nenhuma!

  14. Comentou em 08/11/2006 Luis Santos

    Acho interessante que lendo o seu texto me veio a sensação de que para que houvesse um desenvolvimento dessa parceria, observador/leitor, fatalmente e obviamente o formato do suporte para essa interação precisaria evoluir de forma simultânea.
    Depois de ler o seu texto, comecei a ler os comentários e identifiquei uma percepção semelhante à minha nos dois primeiros comentários de autoria de Rodrigo Siqueira.
    Certamente essa parceria exigiria uma nova configuração nos moldes dessa interatividade.
    Na verdade, se repararmos bem, o espaço dos comentários já se tornou obsoleto e é usado quase como um forum.
    Castilho, penso que a sua iniciativa de diálogo já começa a gerar frutos e a sugerir a necessidade de novos paradigmas para essa relação antes unilateral.

  15. Comentou em 08/11/2006 Rosa Sart

    A questão que se coloca é sobre a responsabilidade das partes envolvidas. De um lado, a mídia ampla de poderes; de outro, os leitores observadores. Na avaliação do professor, faltou avalizar o impacto que a mídia sofreu durante os processos pré-eleitorais. Os leitores, somos milhões, embora poucos no espaço da web, mantiveram-se atentos no desempenho da mídia, suas trapalhadas tecnológicas, sua robustez na queda de braço contra presidente candidato, e por fim, a vitória de ‘58,3 milhões de dedos que apertaram o número 13 na urna eletrônica.’ Reafirmo a inteligibilidade dos fatos e a apreensão de jornalistas sobre os modos pouco confiáveis como se relacionaram com os observadores eleitores. Parece que no pós-eleitoral, alguns ânimos se arrefeceram; mas não podemos nos descuidar porque algo indesejável está para cair sobre nossas cabeças: o controle da internet. Espero que deputado Aldo Rebelo, pessoa equilibrada e de valores democráticos, interfira a seu modo, na condução dessa legislação que ‘cheira’ a farisaica. Queremos debates na sociedade sobre este assunto. Vamos entupir as caixas de e-mails dos deputados e senadores, lembrando-lhes que a principal razão da existência deste aparato intercomunicativo mundial, é a liberdade de expressão, a democratização da comunicação que não deve ser ‘vigiada’, mas responsabilizada pelo seu mal uso, como os crimes de lesa-humanidade.

  16. Comentou em 08/11/2006 Junior bernades

    otimo texto, pois vem com a minha linha de pensamento,pois procuro varias fontes para tem o meu propria opinião sobre o assunto.

  17. Comentou em 08/11/2006 Paulo Silva

    Creio que as três vias citadas ocorrerão. A natureza da internet permite isso. A questão será: Quais receberão a devida atenção? Duvido que as opiniões emotivas em blogs, dispersos pela rede, receberão grande atenção, salvo raras exceções. A colaboração também parece difícil. Jornalistas não recebem bem as críticas de não jornalistas, então creio que os veículos principais continuarão nas mãos da profissão. O inevitável é que as pessoas continuem se expressando através da internet, o que a médio prazo pode mudar nossa interação com a mídia.

  18. Comentou em 07/11/2006 Célio Mendes

    Castilho, compreendo que para vocês a observação da imprensa é um trabalho, vocês estão observando a imprensa de um ponto de vista diferente do meu que sou um mero leitor, quando passei a freqüentar este site o que me atraiu foi a possibilidade de ler artigos e reportagens que não leria em nenhuma outra mídia, não considero ter ressentimentos em relação a imprensa tradicional o que ocorre é que ela não mostra todos os ângulos de um determinado acontecimentos, o jornalista publica suas reportagens de acordo com suas percepções, eu concordo ou discordo delas, tenho observações que gostaria que fossem levadas em consideração porem não a espaço para isso lá, com a internet isto mudou, eu agora tenho a possibilidade de expor minha opinião e ler a de outros, as vezes um ou outro internauta acrescenta informações que o artigo original não contemplava o que enriquece a informação. Não tenho a pretensão de pressionar ou encontrar erros, apenas de expor o que eu penso sobre o assunto.

  19. Comentou em 07/11/2006 NELSON PEREZ DE OLIVEIRA JUNIOR

    Que educação, sensibilidade, clareza de objetivos e respeito aos leitores. E que coragem!!! Ser impacial? Parcial apenas com a honestidade e com o direito de aceitar que a instituição da mídia não é perfeita, porque humana,
    está regida pelas mesmas leis e normas que todos os cidadãos, que não é dono da verdade e que não pode ser imune à verdade e a opinião pública de uma democracia.

  20. Comentou em 07/11/2006 Marcelo Seráfico

    Castilho, novamente te parabenizo pela serenidade e pelo empenho em compreender criticamente o que está acontecendo, como dizes, na nova ‘ecologia informativa’. Que padrões orientarão a relação entre jornalistas, empresas de comunicação e público é algo que merece cuidadosa reflexão. Os próprios jornalistas são parte do público; muitos internautas se convertem em ‘informadores’; as empresas fazem a mediação entre seus funcionários e o ‘mercado’. Sem que as grandes empresas de comunicação alterem esse padrão de relacionamento – para além das pesquisas de mercado e opinião – pouco se caminhará no sentido da ‘parceria’. Acho que a imples multiplicação de meios e fontes não é suficiente para a democratização. É necessário espaços de diálogo e conflito, como o próprio observatório.
    O fundamental é que as adjetivações sejam substituídas por descrições consistentes, densas e, por que não, seguidas de opinião. O que é inadimissível é a opinião sem descrição, que virou padrão nacional.
    Enfim, parabéns não por concrodar com quem quer que seja, mas por demonstrar real interesse em discutir questões substantivas, algo que, por razões ainda desconhecidas, não toca o Sr. Dines, outrora tão comprometido.

  21. Comentou em 07/11/2006 Marnei Fernando

    Caro Carlos,
    sua proposta de parceria é bem vinda e com certeza é a única solução… pois como você mesmo disse o público não precisa provar nada… precisamos sim das notícias… isentas… corretas… e cabe a vocês profissionais provarem que conseguem nos abastecer… aos jornalists que não conseguirem provar competência com profissionalismo sobra apenas o caminho da rua… estamos cada vez mais de olho…

  22. Comentou em 07/11/2006 Marnei Fernando

    Caro Carlos,
    sua proposta de parceria é bem vinda e com certeza é a única solução… pois como você mesmo disse o público não precisa provar nada… precisamos sim das notícias… isentas… corretas… e cabe a vocês profissionais provarem que conseguem nos abastecer… aos jornalists que não conseguirem provar competência com profissionalismo sobra apenas o caminho da rua… estamos cada vez mais de olho…

  23. Comentou em 07/11/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Você tem razão. Creio que estamos purgando os últimos resíduos do período ditatorial, que desestimulava os relacionamentos inter-profissionais e a livre manifestação do público. Os jornalistas, mais do que quaisquer outros profissionais sofreram na pele o poder onipresente da censura. Muito embora alguns tenham desenvolvido técnicas para burlar a represssão, a ‘cultura jornalistica’ brasileira ficou marcada pelos anos de chumbo. Como não havia crítica, os jornalistas acostumaram-se a não ser criticados. Agora que são sentem-se acuados, como se ainda vivessemos numa verdadeira ditadura. Serão necessáiras algumas gerações de jornalistas formados sob a égide da nova tecnologia para que o terror à critica desapareça e a cooperação se torne maior. Com o tempo os próprios cidadãos acostumarão à nova realidade e certamente começarão a criticar-se uns aos outros em razão de suas opiniões publicamente veiculadas. No fim das contas a Internet será um excelente instrumento de descompressão e de aperfeiçoamento do convívio em sociedade. Isto se nossa tendência latina à repressão político/ideológica não se fizer presente novamente, é claro.

  24. Comentou em 07/11/2006 Ronaldo Ronaldo

    Carlos será que o Alberto Dines aceitou bem as críticas que recebeu?
    Não é bem uma provocação, mas acho que todos, todos, ainda não estão preparados prara, críticas, mas não refiro apenas a jornalistas. É do ser humano, nunca estar preparado prara isso.

  25. Comentou em 06/11/2006 Rodrigo Siqueira

    Deixo, como leitor, algumas impressões que podem ser refletidas. 01. Apesar de reconhecer que há critérios, procedimentos e pontos de vista diferentes entre os próprios observadores signatários deste site, sinto falta de um embate entre estes pontos de vista, um debate mais franco intra-observatório. 02. Poderia se trabalhar para ecoar mais a participação dos leitores, da mesma forma como foi importante nas artes plásticas ‘quebrar´ os limites do quadro: romper com o quadro dos comentários, ampliar, expandir. 03. Há nos principais portais brasileiros uma conhecida ferramenta, o BATE-PAPO, que poderia ser incluída no site do Observatório para ampliar os debates e difersificar ainda mais os pontos de vista. 04. Também através do BATE-PAPO é possível criar entrevistas coletivas dos leitores com observadores, jornalistas, agentes públicos e quaisquer personagens da vida pública brasileira. Como nos portais, o Observatório mediaria estas conversas-entrevistas, e com regras e critérios claros. XXX Enfim, há muitas possibilidades e espaços para experimentar.

  26. Comentou em 06/11/2006 Rodrigo Siqueira

    Caro Carlos,
    leio o observatório desde o começo do projeto, às vezes me afasto por diferentes razões mas sempre volto ao site. Aos poucos, comecei a participar dos espaços para comentários e vez ou outra opinar/observar. No começo, me ficava a sensação de que havia cumprido meu papel simplesmente por postar um comentário sobre um assunto, havia a sensação de que estava participando do observatório. Depois essa sensação não mais me satisfazia, em alguns casos, a discordância em relação aos critérios ou pontos de vista dos observadores me instigava a partir para um confronto de opiniões (mesmo que em alguns momentos cometesse exageros ou equívocos). Mas outra vez passei a me sentir frustrado, não sei se é eficaz para ampliar o debate às ‘últimas consequências’. A sensação residual é a mesma de quando se participa de um programa de rádio e se discorda publicamente do condutor do programa. Mesmo que esteja ‘encurralado’ o poder do corte é do radialista. Por exemplo, ele pode agradecer a participação do ouvinte, desligar o telefone e fazer um comentário arrasador, ou seja, a última palavra é de quem tem o poder do corte. Não que isso tenha acontecido comigo aqui, mas é um fato que as possibilidades de exposição de idéias são muito mais amplas para os editores/observadores. E digo isso francamente, pois gosto do site, do mecanismo e sonho com uma ESFERA PÚBLICA MIDIÁTICA REAL!

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