Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

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A difícil transição do discurso para a conversa, no jornalismo online

Por Carlos Castilho em 11/11/2009 | comentários

Não há tema mais apaixonante nas redações de jornais e revistas do que a questão dos comentários de leitores. A divisão de opiniões e imediata e quando já existe alguma experiência anterior, o rosário de queixas e lamentações é quase interminável. Nada parece ser mais perturbador para um profissional com mais de 30 anos do que a perspectiva de ter que enfrentar leitores questionadores, insistentes quando não agressivos.


 


Ao ler o livro Citizen Journalism – Global Perspectives ( Jornalismo Cidadão – Perspectives Globais, ainda sem tradução em português) encontrei um capítulo relativo a uma pesquisa feita entre profissionais da redação do jornal inglês The Guardian, tido como um dos cinco mais webificados[1] do mundo. Surpreendentemente, a maioria dos 33 jornalistas entrevistados admite que ainda se sentem muito desconfortáveis com a interatividade online.


 


O Guardian é um dos raros grandes jornais mundiais que estimulam comentários de leitores, chegando inclusive a criar uma seção especial chamada Comment is Free. O The New York Times já permitiu comentários no final das matérias publicadas na sua versão online, mas depois suspendeu o serviço por pressão dos seus repórteres e editores.


 


Hoje o Times abre comentários só para algumas matérias específicas e mantém também uma página destinada a questões polêmicas da atualidade onde os leitores podem postar comentários.


 


A resistência as redações a uma convivência mais intensa com o público consumidor de informações tem origem no fato de que ela contradiz uma série de rotinas e valores muito entranhados no dia a dia dos profissionais, bem como numa conjuntura muito específica na qual os comentários funcionam com uma verdadeira catarse dos leitores.


 


A pesquisa do Guardian mostrou profissionais frustrados com a violência da média dos comentários recebidos, embora ressaltando que o fenômeno está diminuindo de intensidade. A observação mais freqüente foi a de que os comentários desafiam a autoridade do jornalista e argumentaram que “a credibilidade (dos jornalistas) é constantemente posta em dúvida, sem que os profissionais tenham condições de conferir a dos leitores”.


 


A análise dos dados colhidos pela pesquisadora inglesa Jane Singer e publicados no livro Citizen Journalism, mostram que em matéria de conteúdos produzidos por leitores, a maioria dos jornalistas profissionais ainda pensa em termos da divisão nós e eles, onde eles são os leitores. 


 


Três temas são os que mais dividem as opiniões dos jornalistas profissionais no item conversa com leitores: responsabilidade, autonomia e exatidão. No primeiro ponto, os entrevistados afirmam que tem a obrigação de prestar contas sobre o que foi publicado enquanto os leitores não têm esta preocupação quando produzem notícias.


 


Já com relação à autonomia, os profissionais se queixam que estão sendo patrulhados pelos leitores, o que limitaria a liberdade de ação de repórteres e editores, enquanto no quesito exatidão, as divergências são ainda maiores. Os profissionais dizem que é impossível confiar integralmente em dados e fatos fornecidos pelo público.


 


A pesquisa tem o mérito de explicitar uma série de questões que grande parte dos profissionais simplesmente prefere esquecer. São reações naturais , se levarmos em conta que é toda uma rotina que está sendo alterada e os valores profissionais não mudam da noite para o dia.


 


Mas a substituição do discurso pela conversa no exercício do jornalismo parece irreversível se levarmos um raciocínio muito simples. Se admitirmos que na complexidade da sociedade atual ninguém pode assumir que sabe tudo, então há sempre alguém que sabe o que eu não sei. No jornalismo, isto significa que não há formas de reproduzir numa notícia todas as variáveis que participam na conformação de um contexto.


 


É preciso lembrar que o jornalista faz a representação da representação, ou seja, ele reproduz aquilo que uma ou mais pessoais reproduziram sobre um fato ou sobre o depoimento de terceiras pessoas. Ao produzir o seu texto, o jornalista submete os fatos e depoimentos ao seu filtro pessoal, por mais que ele tente ser isento. Se estes fatos e depoimento já passaram por outros filtros anteriores, a distância em relação à chamada realidade pode ser grande.


 

Assim, como a função do profissional é chegar o mais perto possível daquilo que se convencionou chamar verdade, ele não pode prescindir da conversa com os leitores porque são eles que lhe proporcionarão a diversidade de representações. Por isto a atitude de resistência ao diálogo com os consumidores de informações, além de ser informativamente equivocada, também cria barreiras em relação ao público, vai na contramão da fidelização de usuários.  




[1] Webificar – neologismo criado por fanáticos da computação para expressar o grau de integração de uma empresa às rotinas e valores surgidos em torno da Web e da internet.

Todos os comentários

  1. Comentou em 24/11/2009 Wendel Anastácio

    Sr. Carlos;
    Excelente texto! Isençao na análise da matéria, digna de um grande profissional A carruagem está andando, e poucos, muito poucos de sua profissão serão lembrados pela história no momento pelo qual estamos passando! A história lhe fará justiça!
    Meus parabéns e muita saúde ao longo dos anos que o aguardam, que eu espero sejam muitos!

  2. Comentou em 17/11/2009 Ze da Silva Brasileiro

    Aparentemente o prezado Sandro Vaia não gostou da indicação do blog do seu colega jornalista e colaborador aquí do OI, Luís Nassif. Tudo bem. Gosto não se discute. Creio que eu tenho tanto direito de gostar quanto o Sandro de desgostar, ou não? Sendo assim, peço licença aos prezados leitores para fazer uma segunda indicação que, espero, não irá decepcionar tanto o nosso prezado Sandro Vaia…. Trata-se do artigo ‘Detrás das dunas do Estadão’ de autoria de do próprio Sandro Vaia, publicado em 02/10/2007 aquí mesmo no OI (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=453IMQ004). Trata-se de um interessante e até mesmo hilariante relato dos bastidores do tradicional e decadente jornal paulista. Em tempo: Não tenho dificuldades para ler e indicar textos de autores dos quais discordo, desde que escritos com engenho e arte, como foi o caso. E assim, vamos em frente pois que, em quaisquer circunstâncias, é fundamental manter a calma e o bom humor…

  3. Comentou em 17/11/2009 Cristiana Castro

    correção, ‘bem menor’.

  4. Comentou em 17/11/2009 Cristiana Castro

    Sandro Vaia ( na boa, sem ofensas, só pra argumentar), mas o fato é que estávamos vendo um governo eleito, democraticamente, ser derrubado a troco de nada, ou pior, em nome de interesses que até hoje não conhecemos e não vamos conhecer pq não temos Imprensa. Todos nós sabemos o que representa a imprensa no nosso país, mas não podemos falar, pq a própria imprensa não se publica e a web anda policiada. A população conseguiu voz e não vai perd~e-la de jeito nenhum, a imprensa, por sua vez, não se preocupa em resgatar essa voz e mais ainda, trabalha no sentido de calá-la, é só ver o editorial da FSP de domingo. A população apanhou da imprensa mas aprendeu a lidar com ela ( não somos 80% na rede) mas a imprensa parece não querer aprender a conviver com a população. Vão perder e é lamentável pq existem hábitos que se formam, todo mundo gosta de ler os jornais, ver televisão, mas não está dando mais, tá difícil e aí, no limite da ira, pq, sim, a gente vai até o limite, corre pra rede e lá está todo mundo com o mesmo sentimento. QQ jornalista pode entender isso pq é cidadão tb e, aliás, os melhores sites da web são deles e são procurados, diariamente, por milhares de leitores ávidos por informação limpa. Eu sei que o prof. Sandro Vaia vai ficar chateado mas quem trabalha com a panfletagem rasteira é a nossa imprensa e por isso ganhou o apelido de PIG e acabou rechaçada pela sociedade.

  5. Comentou em 17/11/2009 Cristiana Castro

    Castilho, antes de comentar, queria perguntar uma coisa. antes da web, os leitores já enviavam cartas àquelas seções dos leitores, em um número, talvez, bem menos, mas já enviavam, né? O fato de serem selecionadas para a publicação, não invalidava o contraditório, afinal, para haver seleção, teriam que ser lidas. Os jornalistas tinham acesso a essas cartas? Pq essa exasperação toda, por parte dos jornalistas com relação a livre manifestação popular? Estavam de acordo com a seleção? Concordavam com a manipulação ds informações? É só falta de hábito mesmo? E entendo que as empresas jornalísticas se voltem contra a população, mas os jornalistas, não. Por outro lado, entendo que a energia desprendida para atacar matérias, jornalistas, etc… está mal canalizada, o alvo é outro, mas aí eu sou ‘ chavista’. O texto, como sempre, perfeito, parece que a única pessoa na rede que consegue transitar, a vontade, entre esses dois mundos é o Castilho. Ocorre que nós nunca tivemos voz embora sempre tivéssemos imprensa, a web nos deu voz e foi só isso. É verdade o que diz o Ibsen, a mídia, no episódio do mensalão, trabalhou para derrubar o governo e com isso, acabou fortalecendo a rede. Não havia nada de concreto naquele episódio e, isso era claro para a maior parte da população. Hoje parece tranquilo, comentar que as postagens da rede partem de ideologias rasteiras, referência a postagem de

  6. Comentou em 17/11/2009 Raoni Jardim

    Muito se falou sobre a interatividade e a influência dos leitores no
    jornalismo atual. Há um consenso em quase todos os estudiosos que
    dizem que essa interatividade aumenta o campo de abrangência do
    jornalismo e traz maiores informações que podem complementar o
    texto. Porém, ainda não vi um estudo dizendo o que os jornalistas
    (que trabalham diretamente com veículos de informação, e não
    acadêmicos do tema) acham desta interação aparentemente
    inesgotável.
    Dar voz ao leitor é justo e preciso. Não me lembro de um veículo
    informacional que não reserve uma ou duas páginas para a famosa
    coluna “cartas ao leitor”. Provavelmente essas novas formas de
    interagir com o jornalismo influenciaram a decisão dos políticos que
    começaram a movimentar a queda do diploma da área. A princípio, a
    queda do diploma parece um princípio democrático, afinal, qualquer
    um pode escrever o que quer, isso é liberdade de espressão. Na
    minha opinião o problema é muito mais estrutural do que aparenta: é
    perigoso dar voz a qualquer pessoa em um país que a educação de
    base é tão precária. A educação leva a um indivíduo fazer argumentos
    lógicos, concisos e, principalmente, éticos.

  7. Comentou em 16/11/2009 Sandro Vaia

    Siga o conselho do leitor Zé da Silva Brasileiro e veja como a interatividade da web é capaz de proporcionar um debate bem informado e edificante, sem proselitismo político e sem rastejamentos ideológicos. Isso é que é o leitor proporcionando ao jornalista uma ampla ‘diversidade de representações’,…

  8. Comentou em 16/11/2009 Gabriela Machado

    A obrigação do jornalista em passar a informação verdadeira para a mídia pode colocar sua competência em dúvida, perante as opiniões dos leitores relatando uma crítica ou apoiando a forma com que o fato foi exposto. A veracidade da notícia entra em equívoco quando existem pessoas anônimas querendo dar o seu parecer tirando o lugar do autor da notícia, e até colocando-o em ‘saia justa’, assim a matéria vira um centro de comentários irreverentes. É considerável que seja uma relação de desconforto para os jornalistas, mas são opiniões que remetem certos contrapostos subjetivos e que podem ser refletidos diante do acontecimento publicado. Misturam idéias, valores, condutas e aumentam a responsabilidade do profissional. A liberdade de expressão para os repórteres e editores têm que ser limitada, pois se iguala ao profissionalismo, já os leitores não, é totalmente uma diversidade de conceitos subjetivos.

  9. Comentou em 16/11/2009 Zé da Silva Brasileiro

    Para os leitores interessados em abordagens críticas sobre a matéria do jornal ‘O Globo’ relacionada com o morro Dona Marta, objeto das considerações dos comentaristas Ibsen e Sandro Vaia, existe um post no blog do Luís Nassif (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif) de 15/11/2009 às 15:51 hs, com cerca de oitenta comentários.

  10. Comentou em 16/11/2009 Michele Amaral

    Àqueles que se negam ou se incomodam com a interatividade do webjornalismo, além de perderem boas fontes para suas repostagens, estão sendo atrasados. Henry Jenkis no seu livro Cultura da Convergência (2008) mostra que interação com o usuário, além de inevitável é a tência para o jornalismo atual. Muitos outros autores explicam como essa participação acontece e quais os benefícios dela: Palácios, Primo, Noci, Corrêa, e muitos muitos outros…
    Os comentários e participações são uma forma de implementação da inteligência coletiva citada por Lévy: várias pessoas juntas criam o que nenhuma sozinha consegue….

  11. Comentou em 16/11/2009 Frederico Rossin

    Escutar é difícil para qualquer um, quanto mais para o jornalista acostumado a ser o dono da verdade e da matéria. Estamos acostumados a receber sempre os créditos pela reportagem e não os dividimos com nossas fontes e parceiros. Dialogar com o público é complicado para nós, mas a interatividade é algo urgente e necessário nos dias atuais. Por que existe esse conflito? Pois não sabemos escutar e isso só fica provado devido aos blogs de jornalistas nos quais não existem respostas para os comentários de leitores, fazendo que o processo de comunicação não seja completo. Elucidar essa barreira é uma questão pessoal, que passa dentro de cada jornalista. Alguns não gostam de ver suas opiniões tão bem arquitetadas e elaboradas serem derrubadas por argumentos simples e fortes de leitores especialistas no assunto. É um mal do jornalismo achar que apenas nós produzimos conteúdo, já que o feedback quem nos dá são os leitores e, hoje em dia, principalmente, consumidores de notícias.

  12. Comentou em 16/11/2009 Sandro Vaia

    Caro Ibsen: o fato de o sr. considerar a matéria do Globo sobre o Morro dona Marta ´superficial e parcial´ não desqualifica o trabalho jornalistico como ´pérola´, como o sr.,genérica e depreciativamente, classificou trabalhos de quatro órgãos específicos de imprensa.Ainda assim,para dizer que uma matéria é superficial e parcial é preciso apontar onde estão a superficialidade e a parcialidade que o sr.detectou.É preciso saber se a parcialidade e a superficialidade estão em informações erradas da matéria ou apenas são baseadas no critério de sua opinão pessoal. Para qualificar de ´ditabranda´ a ditadura militar, a Folha usou um critério comparativo com outras ditaduras latino-americanas da época,objetiva e numericamente mais sangrentas e repressivas.Pode ser um critério de gosto duvidoso,mas é um critério,em cima do qual o jornal formou a sua opinião,tão legítima quanto qualquer outra opinião.Quanto ao mensalão,ao falar em ´absolvição geral´,o sr. está se antecipando ao julgamento do STF,que ainda não aconteceu.E a reunião da ex-secretária da Receita com Dilma Rousseff , foi relatada pela própria ex-secretária, que se não a comprovou documentalmente, também não a desmentiu.Claro que as suas considerações são típicas de quem está apenas interessado na verdade dos fatos e não são movidas por ideologia partidária,embora todas,coincidentemente,tenham o mesmo sotaque.

  13. Comentou em 16/11/2009 Zé da Silva Brasileiro

    Para elucidar meu comentário anterior cito um caso concreto. O veterano jornalista Mino Carta, que eu considero um dos maiores profissionais da imprensa brasileira no século XX, assumiu uma posição definida e intransigente no caso Battisti desqualificando como ‘ignorantes’ todos os que dele discordavam e esquecendo-se de ouvir o outro lado. Trata-se de um caso muito complexo onde ambos os lados esgrimem bons e fundados argumentos. Até o Supremo Tribunal Federal se dividiu mas a revista Carta Capital sustentou um posicionamento monolítico. Nós, leitores de Carta Capital, tivemos que nos socorrer aquí do OI para ter acesso ao contraditório. Pois bem. Na revista tudo correu às mil maravilhas e o Mino defendeu sua opinião com o talento de sempre. Já no blog a coisa foi totalmente diferente. A garotada questionou o Mino de vários angulos diferentes deixando o veterano jornalista em dificuldades. Em determinado momento da peleja o Mino invocou a revista Veja, o que foi uma festa para a garotada inteligente e irreverente… O Mino então, muito irritado, agiu como um menino birrento diante de um resultado adverso. Colocou a bola debaixo do braço e mandou passear todos os participantes do blog… Devo esclarecer entretanto que, a despeito dessas críticas pontuais, sou assinante antigo de Carta Capital e pretendo renovar a assinatura…

  14. Comentou em 16/11/2009 Zé da Silva Brasileiro

    Tenho a impressão de que os jovens jornalistas da era Internet terão mais facilidade no convívio com leitores críticos do que os jornalistas veteranos que tiveram uma prática de décadas na mídia impressa, um veículo de mão única onde o leitor tem basicamente três opções: Pode aceitar satisfeito, contrariado ou indiferente o que o jornalista tem a dizer… Para um jornalista veterano acostumado a ditar suas verdades durante anos sem ser contraditado deve ser realmente muito difícil ingressar na realidade plural e multifacetada da internet. Na mídia tradicional informações e opiniões transitam por uma via de mão única em que os papéis estão claramente tipificados. De um lado o jornalista, ‘formador de opinião’ de outro o leitor, uma opinião a ser formada. Já no mundo da internet informações e opiniões transitam por uma via de mão dupla. Tudo que vai volta e, o que é pior, nem sempre na forma de elogios… Os críticos às vezes até exageram e pisam sem reverência em egos longamente cultivados… Jovens irreverentes fazem questão de entrar nas enquetes de sites e blogs para votar contra a posição oficial do veículo e isso não acontece somente com os sites e blogs mais conservadores. Recentemente em, enquete da revista Carta Capital sobre o caso Cesare Battisti, 48% dos votantes se colocaram contra a posição oficial da revista…

  15. Comentou em 16/11/2009 Emilio Fonseca

    Muito interessante a questão levantada por Carlos Castilho. Hoje em dia assistimos à webificação de quase a totalidade do conteúdo jornalístico. Muitas vezes há a possibilidade de que os leitores comentem as notícias. Apesar de alguns jornalistas se sentirem desconfortáveis, vejo com bons olhos a interação proporcionada pela internet. Acredito que comentários não são interferências que desafiam a autoridade do jornalista, mas sim uma saudável interatividade entre emissor e receptor. Ninguém é dono da verdade. Então por que os jornalistas devem pensar em ‘nós e eles’? Os comentários podem apresentar novos dados, outras versões. A mesma história passa por vários filtros diferentes. O resultado (satisfatório) é uma matéria mais completa e mais próxima à realidade.

  16. Comentou em 16/11/2009 Ibsen Marques

    O Vinicius fez um comentário interessante. Como consequência do novo capitalismo, da ciência e da tecnologia, a informação passa a ser produto de consumo. Estamos ávidos e vorazes por informação, qualquer que seja. Pingamos de site em site, de blog em blog para saber das novidades e delas participar. Resta saber se nossa participação é realmente efetiva, se o que dizemos é levado em conta ou não é simplesmente é uma forma de satisfação pessoal e ponto. Quanto dessa informação é pertinente e nos acrescenta algo? É como qualquer consumo: De quantas marcas de sabão em pó, detergente ou desodorantes precisamos para lavar as roupas e as louças? De quanta informação precisamos para viver a vida? A informação que nos é oferecida realmente nos tem feito pessoas melhores, tem nos feito viver bem? Tem realmente qualidade e pertinência? Acho que estamos paralizados pela notícia, já não vivemos senão virtualmente. Esses dias prestei um concurso em que Atualidades seria tema de avaliação. Uma das perguntas feitas foi: O que Obama fez com o professor negro que tentava arrombar a porta de sua casa e com o policial que reagiu ao arrombamento (foi racista). Resposta da questão: Convidou ambos para tomar cerveja na Casa Branca. Daí a pergunta, o que é mesmo preciso saber? Qual notícia é importante e pertinente? Não seria mais importante uma discussão menos rasa sobre o problema do racismo?

  17. Comentou em 16/11/2009 Ibsen Marques

    Caro Sandro Vaia, aqui vão algumas pérolas que não fundamentei. O Globo disponibiliza no jornal do final de semana matéria sobre o morro D. Marta, considerando um gasto excessivo com a implementação e manutenção da estrutura de suporte dizendo que com esse dinheiro se poderia construir uma casa de R$ 84.000,00 para cada família do local, numa análise prá lá de parcial e superficial. A Folha de São Paulo nomeia a ditradura militar como ditabranda. Nenhum jornalista de nemhum desses jornalões se dignou a admitir publicamente a eficácia do Governo Lula no enfrentamento da crise mundial; o máximo a que se propuseram foi elogiar o presidente do Banco Central. A Veja ao publicar a denúncia do mensalão utilizou-se de arapongagem e não de jornalismo investigativo e o resultado foi uma absolvição geral. A secretária da Receita Federal deu declarações sobre uma eventual reunião secreta com a ministra Dilma que não pôde comprovar e a grande mídia sequer se dignou a investigar a veracidade das informações, foi simplesmente publicando. Às vezes somos obrigados a não pontuar essas coisas de já há muito sabidas por todos em função do pequeníssimo espaço para comentários. Em tempo, não tenho ideologia partidária, às vezes sou a favor, outras contra, mas muitas vezes a imprensa toma posição política em suas reportagens sem que o leitor seja devidamente alertado (olha eu aqui sem exemplo. falta

  18. Comentou em 16/11/2009 Fernando Kelysson

    O jornalista ainda possui o status de bacharel em Comunicação social, o que teoricamente lhe confere uma habilidade no trato com a comunicação. É ele que deve ser o moderador maduro, o mediador da heterogeneidade de opiniões, o grande organizador dos diversos discursos, ou melhor, da conversa. Isto ele já faz em debates, entrevistas e até mesmo na apuração dos fatos, quando tem de lidar com conflitos de interesses. O desafio se dá quando ele é bombardeado por toda sorte de opiniões. É realmente difícil e sufocante para o profissional da notícia, trabalhar com interpelações sem fim. É como se um engenheiro tivesse a interferência direta do pedreiro, do servente ou do mestre de obras. Vamos com calma. Esses profissionais não estão alijados do processo, nem impedidos de darem opinião, mas sob a coordenação de um profissional de conhecimento mais profundo. Sendo assim, todos podem se expressar, pois em nosso país há e deve sempre haver a liberdade de expressão, mas se expressando em jornais, ou no site da instituição a qual atua o jornalista, o conteúdo deve estar subordinado à revisão de um profissional com conhecimento mais profundo, no caso, o jornalista (comunicólogo).

    acessem emfluencia.blogspot.com

  19. Comentou em 16/11/2009 Michelle Cristina

    figura soberana jogando uma porção de palavras para uma leva de “robôs”, sendo suas funções somente a de escutar. E se esses profissionais vierem com a “conversinha” de que é injusto, pois não podem “retrucar” o que os leitores dizem, então é melhor produzirem notícias para as paredes, já que são elas que somente escutam.

  20. Comentou em 16/11/2009 Carolina Costa

    O jornalismo online ainda tem 1 dificuldade imensa d encaixar as informações dos jornalistas com as informações dos internautas.A conversa,como diz o texto,seria essencial para a participação dos leitores com notícias,ou seja,com mais representações,ñ ficando apenas com as dos profissionais.O jornalismo precisa se renovar,como os recursos da tecnologia se renovam a cada ano.Se agora os leitores exigem participação,é importante o jornalismo abrir mais as portas para o jornalismo interativo.Os jornalistas ñ podem achar q são os únicos q conseguem produzir notícias,conversar com fontes etc.Tb, se os internautas qrem mesmo participar,ñ são só os jornalistas q precisam ser questionados,os internautas participativos tb precisam,para uma notícia mais apurada e isenta.Os recursos tecnológicos estão aí transbordando,e devem ser abusados por tds,tnt pelos comunicadores como pelos leitores.A participação é muito boa p/ melhores visões sobre vários assuntos.Se houver internautas que simplesmente querem tumultuar redações,esses então devem ser banidos pelos jornalistas(os jornalistas serão tb como filtros ao perceberem que alguns leitores não estão ajudando ao participarem,mas sim atrapalhando).E outros q estão realmente contribuindo para + e melhores informações e comentários para os meios de comunicação,devem ter o direito de serem ouvidos e os jornalistas têm o dever de ouvi-los.

  21. Comentou em 16/11/2009 Michelle Cristina

    O jornalismo só existe porque existem leitores, ou melhor, consumidores da notícia, a qual foi reproduzida por jornalistas. Ignorar esse fato é uma falta de amadurecimento dos profissionais que divulgam a informação. Se não existissem pessoas que lessem os jornais, não existiria motivo para se fazer jornalismo para um público fantasma.
    E parece que é isso que os profissionais desejam ao excluir o seu público da notícia. Eles querem estar no topo, “no trono”, serem os “reis” da notícia, os mais importantes e os inquestionáveis. O problema é que eles não se lembram que nós, seres humanos, não somos perfeitos e não nascemos com todas as respostas e verdades absolutas guardadas na cabeça. Além disso, cada pessoa tem uma visão ou opinião sobre um acontecimento, e mesmo que sejam leigas sobre ele, todas tem o direito de argumentar, expor suas críticas e até ajudar na coleta de informações. Sim, muitas vezes os comentários e posts ajudam a construir uma notícia mais verdadeira e realista. Um exemplo é quando não há possibilidade do jornalista ir no local da guerra. Só é possível entender a realidade de quem vive lá, se houver a contribuição dos próprios moradores e os seus relatos.
    Se os jornalistas acham que seus leitores não tem direito de emitir opiniões, então para que se formaram na profissão de comunicadores sociais? Para mim, comunicação é sinônimo de diálogo e não de uma

  22. Comentou em 16/11/2009 Rodrigo Coimbra

    Não dá pra associar o consumidor de um jornal a um consumidor que vai a um restaurante, não se sente satisfeito com a comida, e reclama. A interatividade não chegou (com a facilitação digital) para acabar com a hierarquia, por isso eu acho que o discurso irá prevalecer, a diferença é que a conversa aumentou e as fontes aumentaram, mas o buraco está mais fundo do que nunca. Posso ser retrógrado, mas vejo o jornalismo como uma investigação particular, quando ultrapassa o “declaratório”. Creio que seja um mito fazermos análises em conjunto. O bom da internet é primeiro a publicação geral, e a capacidade de filtrá-las será a demanda por “jornalistas” no futuro. O nome continua o mesmo, e ainda faremos a tal “representação das representações”.

  23. Comentou em 16/11/2009 Jaime Hosken

    O título desse texto é um dos mais adequados que vi nos últimos tempos. A questão é justamente transitar pra conversa, saindo do discurso e também de discussões. Creio que é natural não gostar que pessoas que você nem conhece comentem seus textos, mas também é natural a vontade de comentar tudo que vemos.
    Em relação às agressões via comentário, creio que são desnecessárias, mas também devemos lembrar que vivemos em um país livre e que cabe aos jornalistas se importar ou não, e também se colocarem no lugar dos agressores, pois tenho certeza que um dia eles já foram grandes “comentaristas”.
    A verdade jornalística, nada mais é que a verdade de alguém. Cabe a nós decidir em que alguém queremos acreditar.

  24. Comentou em 16/11/2009 Daniela Souza

    Carlos Castilho soube criticar com sabedoria a situação de forma consciente e madura. O jornalista tem que estar ciente que ele escreve para alguém que não necessariamente guarda as informações sem bagagem critica do assunto, o que ainda muitos jornalistas acreditam. O leitor quer participar, quer mostrar que o jornalista não é o único a saber dos fatos. Se o leitor não mostrar o que sente, o que acha ou, até mesmo, o que sabe, como o jornalista terá seu feedback? Temor demais achar que esse espaço aberto a comentários prejudicará seu trabalho. Trata-se de que a web transformou o leitor em coadjuvante na produção da noticia mostrando que está ligado na veracidade ou não da noticia. Muitos jornalistas que produzem suas reportagens não querem a intromissão de quem não participou da produção pois possuem pensamento antiquado demais para acompanhar o tempo em que vivem. Em pleno século XXI sabemos que mais e mais o ser humano é capaz de compartilhar informações, fotos, vídeos de forma rápida e precisa, pois não é em todos os momentos que o jornalista vai estar presente para descrever o que aconteceu. Se o jornalista é inseguro a ponto de se sentir desconfortável com a idéia de abertura aos comentários, que vá caçar uma profissão que exija menos de seu cérebro.

  25. Comentou em 16/11/2009 Vitor Komura

    Com a evolução que a internet proporcionou ao jornalismo, é preciso que os profissionais se adaptem a essa tendência. Toda e qualquer tipo de opinião tem que ser levada em conta. Por mais que o jornalista busque a verdade – principio básico do bom comunicador- ele não é dono dela. Por mais que o trabalho seja colocado em check – investigação,apuração e conversa com fontes – com o que os leitores comentam, é a melhor maneira da democratização da notícia.

  26. Comentou em 16/11/2009 Gabriela Fernandes

    (Correção)*Com uma postura mais séria, os assuntos serão abordados com muito cuidado,

  27. Comentou em 16/11/2009 Ana Paula Marum

    Este texto gera certo dualismo diante da presença ou não de comentários nas notícias. Isso porque o leitor, com a nova mídia e a utilização da interatividade, tem a oportunidade de interferir no jornalismo online. Concordo que essa atitude de “não-jornalistas” participarem e, muitas vezes, fazerem o papel de jornalista cidadão prejudica o trabalho do repórter que precisa trabalhar com a imparcialidade, mesmo que o texto venha, cuidadosamente, com traços de subjetividade.
    Penso que o profissional do jornalismo carrega no seu interior resquícios de insegurança após ler os comentários dos leitores, mas, ao mesmo tempo, não podemos negar esse novo instrumento da mídia digital. Ao ver seu comentário na rede, o usuário vai sentir que ele, como qualquer pessoa, é livre e tem espaço para expressar suas idéias e opiniões sobre qualquer assunto. O que deve ser feito é uma adaptação por parte dos jornalistas a essa nova prática.

  28. Comentou em 16/11/2009 Gabriela Fernandes

    (…)Vulneráveis a críticas muitas das vezes violentas, os repórteres e editores do ciberespaço se sentem pressionados pelo grande público a escrever perfeitamente bem, caso contrário serão alvos de comentários maliciosos pelo resto de suas vidas profissionais.
    Mas o lado positivo dessa interação gigantesca é que possivelmente teremos profissionais mais conscientes e preocupados com as palavras que escolhem. Como uma postura mais séria, os assuntos serão abordados com muito cuidado, talvez assim “ofendendo” menos os leitores que se identificam grandemente com os dilemas da atualidade.

  29. Comentou em 16/11/2009 Fernanda´ Barbosa Abreu

    Com a interatividade online, os leitores ganharam o poder da indagação e o poder de confrontar os jornalistas que, antes, não imaginavam a dimensão das polêmicas que podiam causar com suas matérias. Com isso, os jornalistas perderam um pouco da sua essência, já que a grande maioria tem sido mais cautelosa ao expressar suas convicções.
    O grande medo dos jornalistas dos dias de hoje é ter sua credibilidade colocada à prova, uma vez que o leitor tem como conferir as informações de maneira quase automática através da internet. Muitos leitores, quando não concordam com o posicionamento do escritor, utilizam este espaço como válvula de escape para agredir o jornalista.
    Como leitores, temos que saber usar bem esta poderosa arma que é o ciberespaço, para que haja uma melhoria dos jornais de hoje.

  30. Comentou em 16/11/2009 Flávia Leão

    A interatividade foi uma das maiores conquistas da contemporaneidade. Poder comentar sobre o que é divulgado foi um grande avanço, e como todo avanço traz seus efeitos colaterais, devemos saber lidar com eles. Não acho que os jornalistas, americanos, ingleses ou brasileiros devam sentir medo do leitor. Se estão comentando (seja falando bem ou mal) é porque estão lendo, e não é isso que todo jornalista, articulistas, cronista quer que aconteça? Além disso, essa situação leva aos que escrevem a necessiade de um cuidado maior com o seu texto, porque sabem que serão bombardeados pela crítica. E é bom para mostra que ninguém é o dono da verdade, porque como o Carlos Castilho mesmo diz, os fatos passam por tantos filtros que acabam se afastando muito dela.

  31. Comentou em 16/11/2009 Gabriel Assunção

    O texto confirma uma sensação que já é percebida por blogueiros a tempos. A expectativa de ter exposta uma opinião contrária a que foi pensada, ou mesmo a publicação de um aspecto negativo que poderia não ter sido pensado por um autor ao escrever o texto cria um sentimento de medo e apreensão até mesmo (se não principalmente) em jornalistas. A questão da exposição já foi discutida quando foi montado o site do Presidente Lula, que não era aberto para comentários de leitores. Mais que uma barreira, que não permitia a aproximação dos leitores, era quase uma censura considerando-se os moldes de interatividade da atualidade. Para o jornalista, por mais que possam surgir comentários que o constranjam inicialmente , o retorno será positivo para um desenrolar da história, que pode até mesmo ter contribuições do leitor, se este o julgar positivo.
    Nas palavras do autor, esse incômodo ou distanciamento que pode sugerir o jornalista a princípio “além de ser informativamente equivocada, também cria barreiras em relação ao público”. É verdade que há uma muito maior liberdade dos leitores ao interferirem na notícia, por não haver com estes o retorno e as consequências que pode haver para o jornalista. Ao menos que este último tenha cometido de fato um erro em seu texto, este retorno não o prejudicará enquanto profissional, podendo apenas acrescentar na sua vida profissional como um todo.

  32. Comentou em 16/11/2009 Henrique Carvalho

    Ler e comentar, em uma sociedade capitalista nada mais que consumir notícias. O leitor hoje em dia é bombardeado por informações de todos os lados, cabe a ele filtrar o que acha importante ou não. Da mesma forma os jornalistas são afogados em informações vindas de suas fontes.
    Muitos profissionais da imprensa se acham o dono da verdade, o que publicam ou veiculam é a realidade pura e verdadeira. Como hoje tudo muda o tempo todo não podemos nos isolarmos do nosso público leitor.
    O leitor se encontra mais perto da realidade, muita das vezes ele presencia o fato. Nesta questão a participação do consumidor de notícias é fundamental para criação da mesma.
    O comentário após a publicação da reportagem é necessário para demonstrar a veracidade da notícia e até mesmo para discussão e repercussão do fato pela sociedade. O jornalista não pode se sentir constrangido quando questionado sobre uma informação postada em seu texto.
    Todos nós somos falhos e a partir do momento que assumimos o erro e jogamos junto com os nossos leitores, criamos um ambiente de interatividade e aumentamos a fidelidade daquele usuário em confiar no que escrevemos.
    Devemos quebrar essa barreira de preconceito entre jornalista e leitor. O leitor pode ser muito mais útil que muitos jornalistas pensam.

  33. Comentou em 16/11/2009 Ana Flávia Goulart

    Com o desenvolvimento tecnológico, os veículos que desejam credibilidade e visibilidade precisam acompanhar os novos recursos. As ferramentas de comunicação, principalmente – se não exclusivamente – as onlines, possibilitam a interatividade e estão cada vez mais convidativas à participação. Por isso, se os jornalistas ainda não aceitaram a mudança cultural, os leitores já estão intimamente ligados à interatividade. Quando acessam o conteúdo, já o assimilam pensando na resposta ou comentário que farão, portanto, o veículo que negar tal recurso estará frustrando grande parte dos seus leitores. Sendo assim, é necessário que se desenvolva novos critérios, padrões ou estratégias de adaptação à interatividade que deixem os jornalistas mais adaptados à nova cultura. Voltar atrás é que não será possível.

  34. Comentou em 15/11/2009 Alexandre Pastre Gonçalves

    Interessantes as considerações expostas neste artigo que pode ser considerado um parâmetro de direcionamento para os profissionais da área. É crescente a demanda por interatividade e pluralidade. Os leitores também querem fazer parte da notícia.

  35. Comentou em 14/11/2009 Samuel Lima

    Mestre Castilho, simplesmente brilhante! Sua reflexão instiga e joga luzes sobre esta relação vital aos que pretendem manter o jornalismo no patamar de relevância histórica, a duras penas conquistada, na sociedade contemporânea. É algo que nos provoca a pensar, como jornalistas e docentes, no futuro do jornalismo – ou seria no jornalismo do futuro? No caso da chamada grande mídia, a exceção à regra geral (que se pauta pelo desprezo à Sua Excia, o leitor/internauta) é o portal do Estadão de S. Paulo, que caminha claramente na direção de uma linguagem, um padrão de texto e elementos hipertextuais. Ainda que falte esse espaço para troca e construção da posição do leitor-internauta. Abraços fraternos!

  36. Comentou em 14/11/2009 galeno pupo almeida

    Muito oportuno este artigo, gostei, quero acrescentar: como alguns veículos temem seus leitores, sempre fui crítico de alguns veículos de informação e em algumas vezes expressei minha minhas duvidas e críticas a respeito deles. Apesar deste Observatório deixar um pouco de lado o jornalismno televisivo, quero comentar minhas críticas ao canal da Globo de notícias, Globo News, Recentemente consegui criticar seu comentarista economico Sandemberg, pelo seu desconhecimento total de economia, sendo apesar disso comentarista econômico, pois bem, recentemente com as mudanças no formato de seu jornal das 18 horas tentei comentar no site da GloboNews as péssimas mudanças ocorridas nas últimas semanas, com a contratação de uma jornalista chamada Leilane, que terrível!, ancora apresentadora, de uma precariedade total, pedante, arrogante , superficial em seus comentários etc , etc. para meu espanto o site da Globo Neuws não tem mais espaço para seus leitores, suprimiram os comentários dos telespectadores( como se dizia antigamente). Taí,não só teem medo da opinião do seu público , como se fazem de surdos. ‘O que pode piorar sempre piora’, este é o tema básico dos tempos atuais. O Jornal das Seis da Globo News comprova a acertiva.

    Galeno Pupo- Economista

  37. Comentou em 13/11/2009 José Paulo Badaró

    Interessante a reação, de modo geral negativa ou temerosa, do jornalista inglês ou americano diante do leitor. Mas existe alguma similitude entre situação deles e a nossa??? Em que pese o Obama ter denunciado a partidarização da Fox, existe na imprensa inglesa ou americana algo parecido com o PIG, fenômeno que força um determinado grupo de leitores a lerem somente o que publica a Folha, Estadão, Globo e Veja, e outro grupo, oposto, a buscar notícias diretamente na Internet??? Creio que não! Acredito que uma pesquisa nos mesmos moldes teria aqui resultados muito diferentes, até porque para o segundo grupo de leitores a informação disponível na Internet é mera questão de pegar, ou largar, coisa que indiretamente acaba sendo positiva para o jornalista (!), ainda mais se se tratar de jornalista blogueiro, na medida em que estará se dirigindo basicamente a pessoas receptivas as suas idéias. Em outras palavras, duvido muito que o Noblat, Nassif, PHA ou Reinaldo Azevedo vejam o leitor da maneira que os jornalistas ingleses ou americanos.

  38. Comentou em 13/11/2009 Vinícius Moraes

    No Brasil o comportamento dos leitores nos
    comentários é diferente. Se nos jornais internacionais, a reação
    comum é questionar a credibilidade do jornalista, aqui
    ocorre um fenômeno peculiar: poucos veem o
    jornalista como um mero comunicador de um fato sujeito a diversas
    interpretações ou distorções, a maioria dos leitores acolhe a notícia
    como se fosse um fato consumado e estático, sem questionar a
    confiabilidade da notícia. O resultado se vê nas caixas de
    comentários dos jornalões: comentaristas que apenas reiteram em
    um formato agressivo e autoconfiante o que foi dito pela matéria, por
    vezes resgatando da memória outros ´fatos consumados´,
    comunicados por esse mesmo meio informativo, para servir como
    fundamento de seus esboços de argumentações. Na situação atual do
    Brasil, isso é evidente nas investidas da mídia contra o governo, onde
    os leitores creem ingenuamente na interpretação unilateral feita pelo
    jornalista, e como não poderia deixar de ser, ‘ficam indignados’ com
    os ´absurdos´ presentes neste país; invocam outros ´absurdos´ que
    descobriram através da imprensa e bradam em conjunto uma série de
    clichês como ‘que pais é esse???’ e ‘acorda brasil!’, sarcasmos e
    ad hominens inúteis. Sempre culpando um ‘povo’ abstrato, pobre e
    ignorante, e é claro, os políticos da situação. E o jornalista passa
    despercebido…

  39. Comentou em 13/11/2009 Sandro Vaia

    Caro Castilho; é muito possivel que a resistência dos jornalistas à interatividade com os leitores tenha a ver com a quebra da rotina e valores caros a eles,como você diz.Os jornalistas não gostam de ser contestados,como observou,com toda razão, o ombudsman da Folha.E isso é um pecado de soberba infelizmente muito frequente entre eles.Mas é possivel também que uma boa parcela dessa resistência,aqui no Brasil,se deva à vulgarização ideológica que força um debate inútil e cansativo não em torno de fatos concretos, ou valores,mas em torno de mitos construidos pela partidarização.Como manter um diálogo profícuo e sereno com um tipe que chama a imprensa de PIG,ou como o amigo Ibsen, aí abaixo,que atribui ‘pérolas’ à Veja,Folha,Estado e Globo sem sequer se preocupar em fundamentar o que diz? A interatividade pode ser muito útil,sim, mas com a frequência com que ela descamba para a rasteirice ideológica,pode tornar-se uma monumental inutilidade.

  40. Comentou em 13/11/2009 Ibsen Marques

    O Márcio Ikuno, falando sobre jornalismo barato, me fez lembrar da máxima dos repórteres de campo: Quando estão cobrindo um acontecimento, fato, tragédia são jornalistas, já quando quem está nas proximidades do acontecimento é um popular qualquer é um ‘curioso’. O jornalismo é isso mesmo, informação aos curiosos!!! O cidadão faz ‘press release’ barato, já o jornalista profissional lança pérolas como as que costumam produzir Veja, OESP, FSP e Globo. É isso aí!! Em tempo, o que se discute aqui não são propriamente as novas mídias, mas o novo jeito de se fazer jornalismo utilizando-se dos recursos disponíveis nessas novas mídias. A internet não é somente um novo canal para a notícia/informação. É isso também, mas é muito mais o estabelecimento de uma nova maneira de se produzir informação e que exige uma relação do jornalista com o leitor mais aos moldes de um jornalismo intertativo entre jornalista/leitor e leitor/autor.

  41. Comentou em 12/11/2009 Márcio Ikuno

    Os jornalistas atuais são aqueles mesmos da velha guarda, seja na Grã-Bretanha ou no Brasil, ou onde quer que seja (os novos profissionais devem aprender com esses experientes). No entanto, a verdadeira questão é que esses ‘experientes’ não estão adaptados às novas mídias, contrariamente aos novos jornalistas. Creio que não se pode ‘desativar’ ou ‘ativar’, em notícias seletas, uma ferramenta que complementa a liberdade de expressão. Cada um comenta e abre seu ponto de vista. Democracia. Já o ´Citzen Journalism´ é um equívoco. Jornalismo é jornalismo, com toda sua formalidade. Um cidadão comum presenciar um acontecimento e fazer uma ‘matéria’ não significa jornalismo, significa um ‘press release’ barato, e isso não tira a autoridade do jornalista, a não ser que ele tenha mudado, propositalmente, alguns pontos do fato. Quem não deve não teme.

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