Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

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A era da notícia em estado bruto

Por Carlos Castilho em 07/01/2007 | comentários


A divulgação viral das imagens do enforcamento de Saddam Hussein deu dimensões planetarias ao fenômeno da notícia transmitida em estado bruto, sem nenhuma edição, contextualização ou avaliação por parte de jornalistas.


As grandes redes de televisão do mundo decidiram não mostrar as cenas chocantes dos últimos minutos de Saddam já no patíbulo, mas isto serviu mais para marcar uma posição ética das emissoras do que para condicionar a formação de percepções do público. Quem procurou pode ver as imagens da agonia do ex-homem forte do Iraque no site You Tube, sem nenhum tipo de tratamento jornalístico ou editorial.


A diminuição do papel intermediador do jornalismo na divulgação das notícias é um fenômeno cada vez mais intenso na medida em que se multiplicam as ferramentas para captação e distribuição de informações como câmeras em telefones celulares, gravadores de MP3, torpedos via celular e weblogs.


O fenômeno provoca dois tipos de reflexão: uma é sobre o papel dos jornalistas nesta nova era onde eles se tornam cada vez mais impotentes para moldar a apresentação dos fatos que serão levados ao conhecimento do público; e a segunda é a forma como as pessoas vão lidar com esta informação em estado bruto, capaz de induzir a grandes equívocos, alguns potencialmente irremediáveis.


Ao perder o papel de intermediário entre o fato e o público, o jornalista começa a ter que rever o seu papel no processo da informação. Ele já não pode mais sanitizar a informação como era comum na imprensa porque o público pode ver a realidade nua a crua através da internet. A consequência é a perda de credibilidade em jornais, revistas, emissoras de TV e rádio.


O fenômeno da notícia em estado bruto não vai acabar com o jornalismo mas certamente acelerará o processo de revisão do papel dos editores, repórteres, produtores, fotógrafos, cinegrafistas e comentaristas. Não será um processo fácil e nem rápido, e nem poderá ser feito à portas fechadas.


Por seu lado, o público pode agora ir direto aos fatos, sem a intermediação dos jornalistas, mas perde os referenciais de credibilidade. O acesso a notícia em estado bruto facilita o voyeurismo e a morbidez, como provam a disseminação exaustiva, via internet, das imagens dos corpos de passageiros do avião da Gol que se chocou com o Legacy.


A grande maioria das pessoas atraídas pela curiosidade mórbida não se deu conta de que muitas das fotografias veiculadas pela internet eram de outros desastres aéreos. Obviamente quem viu não tinha condições de julgar se eram falsas ou não e acabou acreditando, na falta de uma referência de credibilidade, que antes era dada pela imprensa convencional.


A multiplicação de notícias em estado bruto veiculadas através da internet vai gerar uma grande confusão no público consumidor de informações, que num primeiro momento pode descrer em tudo o que sair na rede, tanto quanto desconfia da imprensa.


Em determinados segmentos do público está situação já é real, especialmente no setor com maior acesso aos meios de comunicação e maior intimidade com as novas tecnologias de informação. A solução está sendo o desenvolvimento de comunidades de informação, onde as pessoas se consultam umas às outras para obter uma minima confiança no que estão lendo, vendo ou ouvindo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 11/01/2007 jah lah

    No fundo, os coleguinhas estão se ressentindo da perda de poder que isto acarreta para a imprensa ‘formadora de opinião’. O que é um rude golpe para uma categoria que começou sem profissionalizção, na base da sobrevivência, e hoje quer estender seus ‘direitos’ até dentro das universidades. Daqui a pouco, até para se escrever um livro será necessário ser jornalista, sindicalizado.
    Para nós, público pagante, a questão se resume em estender um velho aforisma a um novo meio: não acredite em tudo o que se lê/vê/ouve na internet.

  2. Comentou em 10/01/2007 Ivan Moraes

    ‘Gostaria de corrigir a informação do sem profissão Ivan Moraes’: Oi, Paulo, obrigado pela correcao. O texto da CIA informava de passagem que o maior comprador de armas do Brasil era o Iraq, isso nos meados de 80. Nao havia mencao a armamentos *de guerra*, que haveria trazido um mundo de problemas arabes e americanos pra bater nas nossas portas hoje. Em varios textos diferentes ja vi inumeras mencoes ao fornecimento de armas brasileiras a paises altamente problematicos, no entanto, e aa Taurus. Quem nao tem essa protecao toda sao os brasileiros que moram no Brasil e eh por isso que a Glok jamais deve entrar la: seria uma declaracao de guerra ao mundo da qual os brasileiros nada saberiam! (em letra bem pequenininha, nao fui honesto porque fiz uma afirmacao pela metade, consciente que alguma outra pessoa teria esclarecimentos adicionais. Obrigado.)

  3. Comentou em 10/01/2007 Paulo Bandarra

    Gostaria de corrigir a informação do sem profissão Ivan Moraes, (Union NJ –USA/MG). Realmente é correta a sua informação de que o Brasil vendeu tecnologia de mísseis e carros de combate fabricados no nosso país. Mas todo o armamento usado pelo Iraque era russo nas duas guerras. Tanques MBT T72 da Guarda Republicana, aviões MIG, fuzis de assalto Kalashnikov, mísseis de longo alcance Katyusha, lança-granadas ‘RPG 29’. No Iraque sob Saddam só faltava dinheiro para penicilina para salvar a vida das crianças, para importar mármore de Carraro para os palácios e armamentos modernos nunca faltou. Assim como todo o armamento usado pelo Afeganistão até a queda do regime Taliban, tanto pelos mesmos como pela Aliança do Norte, que venceu a guerra contra a URSS.

  4. Comentou em 09/01/2007 Francisco Bezerra

    A internet nasceu desacreditada, exatamente pelo fato de alimentar o voyerismo e a morbidez. É duvidoso supor que notiícias em estado bruto gerem essa ‘grande confusão no público consumidor de informações’. Vi nas ruas no final da campanha presidencial pessoas supostamente esclarecidas empunharem e brandirem, como a uma arma, uma matéria impressa na internet que comprovaria que o dinheiro do dossiê Serra teria vindo de uma conta extrangeira da filha de Lula. Afirmavam que quando isso fosse publicado nos Jornais Nacionais e programas políticos seria a virada pró Alkimim. Apesar de perceber que esses esclarecidos acreditavam piamente nisso, não vi um interlocutor, por mais simplório que parecesse, se abalar a dar credibilidade a tal aberração. Qualquer iletrado sabe a quantidade de montagens e armações possíveis e praticáveis na internet. Afora a morbidez e o voyerismo o que se procura lá são os fatos escamoteados pela imprensa. Como falou o Ubirajara Souza, psicólogo (slz/MA), ‘apostava-se na seriedade do subscritor da notícia’, apostava-se, no passado! Mais preocupante e mais discutível é a credibilidade da imprensa por encontrar-se em declínio vertiginoso. Hoje não há quem aposte um tostão furado na velha imprensa. ‘A gente não tem cara de panaca; a gente não tem jeito de babaca; a gente não está com a bunda exposta na janela prá passar a mão nela’ – É (Gonzaguinha)

  5. Comentou em 09/01/2007 Ivan Moraes

    Desenvolvimento mesmo eh ver Daniela Cicarelli ser responsavel por tirarem do ar de uma compania de 1.65 bilioes de dolares sem pagar um centavo por fazer sexo em publico. Eh uma cara de pau tremenda.

  6. Comentou em 08/01/2007 Patrícia Valiño

    Agora vamos por partes: 1 – O Sr. alega q o problema da notícia crua da internet é q ela não passou pelo ‘crivo’do repórter, os fatos estão tais como são. Então a ‘informação imparcial’é de fato um mito? Não existe mesmo a mínima chance de um repórter dar a notícia tal como ela é? Dar um ponto de vista: essa é a função do reporter então? 2 – O sr. cita o exemplo das fotos falsas do acidente da Gol como exemplo de situação onde o público não tem condições de julgar os fatos. E diz q por isso não é uma boa idéia dar ‘noticias cruas’. Mas e quando o assunto é mais delicado e cheio de versões, como no caso do dossiê? É justo aplicar a mesma lógica e afirmar que os repórteres têm mais condição de afirmar qual é a verdade do que seus leitores? A faculdade de jornalismo é suficiente para que sejam especialistas em qquer assunto? O q há de errado em apresentar todos os lados da questão e deixar o público decidir por si só? Acredito q a função do repórter a partir de agora será apurar com mais fidelidade os fatos antes de apresentá-los ao público, e opinar menos sobre o q escreve. E q a função do editor será escolher qual história deve entrar na edição do dia. Mas estes papéis, é claro, são os q nós leitores sempre achamos q eram exercidos por estes profissionais. Acho até q foi a percepção de que havia cada vez mais opinião e menos notícia que nos fez começar a duvidar e criticar.

  7. Comentou em 08/01/2007 Ivan Moraes

    Perdao, eu queria dizer na ‘decada dos **80**’, errei.

  8. Comentou em 08/01/2007 ubirajara sousa

    Até uma bola tem dois lados: o de dentro e o de fora. Assim, vejo o problema por um outro ângulo, que não o do autor do texto. É quase certa a desconfiança alimentada pelos ‘interneteiros’ da vida. Assim, quando lemos, ou vemos uma notícia, a primeira pergunta que nos ocorre é: isso é verdade? Com base nessa desconfiança, saímos à cata de novos dados, comprobatórios, ou não, da notícia. Com a imprensa era diferente. Apostava-se na seriedade do subscritor da notícia. Ali estava a verdade! Mas a internet possibilitou-nos desmascarar a grande farsa que era a imprensa. Trocamos idéias uns com os outros; peneiramos os ‘fatos’ até chegarmos ao mais próximo possível da verdade. Por isso, penso que a internet veio pra ficar e serão poucos os veículos da mídia capazes de fazer-lhe face. E serão poucos os atuais articulistas ‘interneteiros’ que nela permanecerão. Foi aqui, neste veículo, que conseguimos (será que fomos nós?) transformar ‘os todo-poderosos da imprensa’ em pessoas altamente questionáveis. Cairam-lhe as máscaras. Não, não somos bobocas: somos questionadores. Estamos em busca da verdade, ainda que esta seja inatingível. Por isso, vamos continuar, apesar da falta de incentivo.

  9. Comentou em 08/01/2007 Ivan Moraes

    ‘talvez o Geoge Bush Sr. também, que entopiu Saddam de armas’: essa eh so mais outra coisa que os brasileiros nao sabem: quem entupiu o Iraq de armas foi o Brasil na decada dos 90. Esta no site da CIA, num documento que eu estava lendo ontem -acidentalmente, eu tava pesquizando outra coisa. Eh documento publico.

  10. Comentou em 08/01/2007 Mantos del Questor

    Antes de mais nada, todas as circunstâncias que envolvem o caso Saddam Hussein são extremamente lamentáveis. Não justifica os massacres cometido por ele , ou quaisquer outros assasinatos cometidos naquele país. Por isso ele merecia punição. Mas nada que aproximasse seus juízos do próprio. Uma barbárie não justifica outra. E a atitude do governo norte-americano também é merecedora de um julgamento aos moldes do de Nuremberg. Não só pelo Iraque, mas por todos os outros crimes contra a humanidade comete. Tais como crime de tortura, morte de cidadãos inocentes no Afeganistão, patrocínio para Izrael, treinamento militar para Bin Laden, etc. Mas com relação a imprensa, não vejo que os filtros aplicados por ela as notícias tenham sido honestos nos últimos anos. E me refiro aqui à imprensa mundial. Venda e fabricação de matérias não são comportamento adequado para uma imprensa honesta. E já foi demonstrado em escala mundial os males que tais maquinações podem trazer. O Iraque é um exemplo recente. Sabe-se que o interesse ali é financeiro, pois os EUA querem o petróleo daquele país. E pessoal, porque Saddam Hussein desafiou Bush-pai e o mesmo nada pode fazer na época. Mas de todo o texto, com nuances coporativístas, surge algo de bom. É a criação de COMUNIDADES DE INFORMAÇÃO, que guiaram os leitores por matérias éticas e fundamentalmente verdadeiras e mão bizarras. Opinião de boboca.

  11. Comentou em 08/01/2007 Menjol Almeida

    Continuo achando que a única execução ‘justa’ para Saddam teria sido enforcá-lo nas tripas de George Bush Jr. e talvez o Geoge Bush Sr. também, que entopiu Saddam de armas e o incitou a guerras estúpidas.

  12. Comentou em 08/01/2007 Íllich Ramírez Sánches

    Penso que um dos méritos deste artigo foi mostrar, de maneira didática, o que significa a tal de intolerância, sub-produto do pensamento único que ainda cresce mais que feijão em coivara. Um exemplo disto é a pérola escrita pelo psicólogo Eduardo Mesquita, de Goiânia (um abraço à gente boa de Goiás!). Além de chamar alguém de burro (Gente burra esses que reclamam assim bobocamente) por rotular de ‘crime’ aquilo que ele sabiamente entitula de ‘assassinato’; além de rotular os leitores-comentaristas de ‘bobocas’ e ‘iluminados’, que só fazem ‘encheção de saco’ (aliás, vi um dos comentários cortados e imaginei que fosse parte do controle de ofensas do portal), ele conclui seu inspirado texto confessando que fica ‘sem entender a falta de consistência de algumas argumentações dos leitores do OI’. Com a base ‘humana’ que revela na sua ‘crítica’, não fica difícil entender a respectiva dificuldade de compreensão. Para concluir, penso que este é, acima de tudo, um espaço democrático. Lê quem quer. Se não gosta do nível, passe batido. Mas, o princípio mínimo do debate é que todos têm o direito à opinião e ao respeito. Sugiro ao leitor de Goiânia que leve suas ofensas ao divã e ao moderador do debate que fique mais atento. Abraços, Sánches.

  13. Comentou em 08/01/2007 Clovis Segundo

    Pelo menos, agora, temos acesso a ‘notícia em estado bruto’.
    A todo momento eu vejo a Imprensa conservadora tentanto nos privar de ver o mundo com nossos próprios olhos. Eles querem que nos limitemos as ‘verdades’ da tela da televisão.

  14. Comentou em 08/01/2007 Eduardo Mesquita

    Desde o processo eleitoral presidencial recente vem se potencializando esse argumento boboca de ‘manipulação’ por parte da mídia. Boboca porque isso nunca foi novidade pra ninguém mas agora alguns iluminados descobriram que a imprensa tem viés, tem opções, toma lados. E aí fica essa encheção de saco de ‘agora vocês vão ver’ como se isso fosse ameçar as tais 6 famílias ricas e os papas da imprensa. Gente burra esses que reclamam assim bobocamente.
    Agora chegaram a um outro cúmulo. Para atacar a imprensa ou o GrandeSatãEstadosUnidos conseguem a proeza de querer achar uma ‘forma digna’ de matar uma pessoa. Outro acha que foi crime matar Saddan.
    Entendam-se, gritantes. Particularmente não vejo forma digna de matar ninguém, é um assassinato e pronto. Pena de morte é a prova da desunamidade, da brutalidade, da estupidez que o ser humano consegue.
    Mas vamos que sejam aceitos os tribunais que sentenciam à pena capital. O sujeito foi condenado e enforcado. Crime aonde? Os que defendem a execução do tirano lembram dos massacres, assassínios e chacinas, e para eles essa é a justificativa.
    Eu confesso que fico sem entender a falta de consistência de algumas argumentações dos leitores do OI.

  15. Comentou em 08/01/2007 Rubenildo Silveira

    Não vi nada de ético na posição da midia americana. O problema é que a exibição das imagens da execução do ditador deixava em maus lençois o promotor-mor desse tipo de justiça. Se o condenado tivesse sido executado com um mínimo de dignidade, por parte dos promotores e carrascos a midia teria sido a primeira a inundar telas com esse material. Como o encerramento do espetáculo JUSTICIAL transcorreu de maneira nada edificante a sociedade americana, nada mais institivo senão recorrer a essa POSIÇÃO ETICA DE CONVENIÊNCIA.

  16. Comentou em 08/01/2007 Marnei Fernando

    Apenas 7% das pessoas tem acesso à internet no Brasil… Pena que somente esse público possa ver as vergonhas do PSDB e do PFL… Pena que apenas poucos possam enxergar sob a cortina de fumaça que a mídia faz em torno de tudo que envolvam os Reis da mídia Serra/FHC… Pena que a maioria ainda precisa da mídia tradicional para que saibam o que se passa… pena que a mídia tradicional esteja nas mãos de apenas 6 famílias ricas no Brasil… Pena que essa mídia esconda os abundantes fatos que depõem contra seus apadrinhados… Pena que essa mídia golpista sempre superdimensione qualquer coisa contra o governo Lula e transforme em fumaça o que pesa contra a realeza midiática… Por falar nisso… como andam as investigações sobre o Abel Pereira e os sanguessugas no governo FHC / SERRA? Não consigo achar nada a respeito na mídia…

  17. Comentou em 08/01/2007 Sandra Mackovielsky

    Concordo com alguns dos riscos apontados. No entanto, o maior risco em tudo isto é, justamente, para a própria imprensa tradicional – useira e vezeira na manipulação dos fatos. Se as fotos dos supostos mortos no acidente de avião eram falsas, o vídeo da execução de Saddan mostrou-se verdadeiro e desmontou as versões do crime apresentadas pelos seus algozes. Assim, é a imprensa forçada a correr atrás da verdade e misturá-la à notícia. O texto tenta ser polêmico sem conseguir, mas aguça a vontade de discutir. Sugiro outra leitura interessante sobre o caso Saddan: http://www.cartacapital.com.br/edicoes/2007/01/426/de-tirano-a-martir/
    Abraços,
    Sandra

  18. Comentou em 08/01/2007 Ivan Maia

    Do jeito que anda a cobertura jornalistica ultimamente, considero menor a probalidade de induzição a grandes equívocos, recebendo a noticia em estado bruto, do que sendo lapidada pela imprensa.

  19. Comentou em 08/01/2007 Marnei Fernando

    Pena que menos de 7% das pessoas tem acesso à internet no Brasil… Pena que ainda precisemos da mídia tradicional para que as pessoas em geral saibam o que se passa… pena que a mídia tradicional estaja nas mãos de apenas 6 famílias ricas no Brasil… Pena que essa mídia esconde os abundantes fatos que depõem contra seus apadrinhados… Pena que essa mídia golpista sempre superdimensine qualquer coisa contra o governo Lula… Pro falar nisso… como andam as investigações sobre o Abel e os sanguessugas no governo FHC / SERRA? Não consigo achar nada a respeito na mídia…

  20. Comentou em 08/01/2007 Hélio Vieira

    Viva a Internet, pois podemos ter acesso às informações de modo livre e democrático. O que está faltando para a maioria dos jornalistas é Ética Profissional. Nos últimos dois anos temos observado uma manipulação das informações para dominar a consciência dos cidadãos.

  21. Comentou em 08/01/2007 Paulo Bandarra

    No caso, entretanto, a ética acabou escondendo a anarquia religiosa e intolerância sectária com que foi praticado o ato de ‘justiça’. Assim como a ridícula frase de Bush de que houvera um julgamento justo! Mas é difícil um julgamento justo entre tantas mortes em tantas situações de pessoas que foram vítima da sua ditadura!

  22. Comentou em 08/01/2007 Gláucio Costa

    Prezado Castilho,
    O papel do jornalista e dos veículos de comunicação nessa era da informação rápida está mudando gradativamente para o ‘comentário especializado’ e, em alguns casos, para ‘constatação da veracidade do ocorrido’, pois aos internautas críticos é percebível a quantidade de informações incorretas e até mesmo falsas que existem na rede, tanto que quase todo mundo consulta os sites dos jornais de grande veiculação. Por outro lado a ´fast information´ e a possibilidade de maior participação do leitor estão forçando os meios de comunicação a tentarem ser mais críticos, éticos e imparciais sob pena de perderem rapidamente a credibilidade conseguida e, consequentemente, seus leitores.

  23. Comentou em 08/01/2007 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Concordo plenamente com suas palavras. Em artigo publicado na Internet (http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?cnt_id=15&art_id=5464) procurei expressar toda minha repugnância pelo prazer mórbido em torno da exibição do vídio da execução do Saddan Hussein. Não sou favorável á censura. Mas também não sou favorável à ampla difusão da informação em estado bruto sem que em algum momento ou espaço ela receba o devido tratamento. Também não acredito que o jornalismo profissonal deva ser levado à reboque pela avalanche de informação, reproduzindo o que considera notícia sem qualquer tipo de preocupação. Ao contrário, como o público pode produzir notícias em estado bruto mais do que nunca cabe aos jornalistas filtrar e interpretar este material de maneira a proprocionar ao público o equilíbrio entre o voyerismo macabro e a reflexão sobre os fatos e fatalidades do cotidiano. Em tempos passados o jornalista era o garimpeiro e o lapidador. Agora deve especializar-se em lapidar o que divulga.

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