Segunda-feira, 16 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº995
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A imprensa e a naturalidade do mal

Por Luiz Weis em 12/04/2008 | comentários

Dois senhores conversam civilizadamente no balcão do cafezinho. Falam da crise na reserva indígena Raposa Serra do Sol.


 


Às tantas, um deles, sem nem sequer alçar a voz, diz que os americanos é que fizeram a coisa certa.


 


“Mataram todos eles”, explica.


 


“É, sim”, responde o outro. “Mas não pode deixar nem um, porque se não eles voltam a brotar”, adverte, como se falasse de uma erva daninha.


 


O primeiro faz que sim com a cabeça.


 


Despedem-se e cada um toma o seu rumo.


 


Aterrador não foi o fato de duas pessoas bem-educadas, trocando idéias numa manhã de sábado, defenderem a limpeza étnica das Américas, com o genocídio dos povos indígenas do continente.


 


Aterradora foi a naturalidade com que falavam do desejável extermínio.


 


É dessa naturalidade que se fazem os holocaustos: se não os seus perpetradores diretos, os demais que os consideram devidos e necessários são quase sempre “gente como a gente”, levando o que se costuma chamar vida normal, crença em deus incluída.


 


Para além do horror diante da enormidade entreouvida, fica a fascinante questão de como se formam as mentalidades – e como, ao mesmo tempo em que se constituem e consolidam, elas filtram as informações que a mídia transmite sobre os fatos da vida.


 


Às vezes, nem precisa: as informações já chegam filtradas pela própria mídia. É de se perguntar se, no caso da Raposa Serra do Sol, para o qual os cavalheiros do cafezinho já tem a solução final na ponta da língua, a imprensa cobre e comenta com equanimidade as razões e as ações das partes em confronto.


 


Nos conflitos que envolvem grupos com os quais a maioria do público se identifica, por motivos, digamos, naturais, em detrimento dos seus antagonistas, todo o cuidado haverá de ser pouco para que o jornalismo não apresente as posições da outra parte – outra em múltiplos sentidos – de modo a despertar o que a gente como a gente, de tudo quanto é gente, tem de pior.


 


Se a naturalidade do mal já está aí 24 horas por dia, à espera de qualquer pretexto para se externar, que dizer quando, mesmo não se dando conta, muito menos de caso pensado, a imprensa lhe dá alento.


 


Está para nascer o jornalismo capaz de domar os demônios da natureza humana – nem essa é a sua ambição. Mas poucas coisas hão de ser tão fáceis como abrir-lhes a jaula.

Todos os comentários

  1. Comentou em 17/04/2008 Jose Francisco Jesus

    Vejo dois pontos que considero importantes: assim como toda a sociedade, o jornalismo está também impregnado da mentalidade imediatista e/ou materialista e, portanto, pouco se importa se a jaula dos demonios será aberta ou fechada com sua ação, o que importa é ‘vender a matéria’.

    O outro ponto é que dos que são atingidos pela midia, poucos tem as defesas mentais necessárias para não se deixarem levar por qualquer tipo de pensamento, idéia ou preconceito veiculado. Ou seja, são surpreendidos em sua ingenuidade ou ignorãncia, não se detem a pensar que o que estão vendo ou ouvindo pode não ser exatamente daquela maneira, ou totalmente diferente. A maior responsabilidade penso, cabe ao jornalista, pois este tem (ou deveria ter) condições de informar os fatos e não apenas as conveniências.

  2. Comentou em 15/04/2008 Paulo Bandarra

    Caro psicólogo Ubirajara Sousa, não sou filiado a partido algum e voto em vários candidatos de partidos diversos, voto na pessoa, visto não termos partidos honestos no país. Quanto ao comentário sobre o PT que o amigo pegou no ar, por não estar acompanhando os comentários, se refere a afirmação do Sr Dante Caleffi, publicitário de que do PT não existia pessoas assim comentadas no texto! Creio que seja o seu partido, por suposto! Procure acompanhar as mensagens para ficar a par do que se comenta. Abraços!

  3. Comentou em 15/04/2008 Carlos N Mendes

    Caro Weiz, essa não-empatia pela dor alheia deve ser resquício da luta do Cro-Magnon pela sobrevivência. Algo que, apesar de 10.000 anos de processo civilizatório, se recusa a morrer no homem. É a mesma semente que Hitler regou – ninguém ache que o Nazismo foi coisa de um homem só, a Pátria-pai quase que inteira foi corrompida pelo sonho de Império. Em alguns comentários abaixo vejo gente que encara a Amazônia e os índios como entraves no nosso ‘desenvolvimento’, entendendo-se desenvolvimento como ‘ocupação completa e total do solo nacional com equipamentos de produção de capital’. Não esqueçamos que há apenas 35 anos atrás estávamos despedaçando os Cintas-largas de Mato Grosso com dinamite jogada de aviões. Hoje comemos soja adubada com esses corpos, com certeza. Uma perguntinha : por quê Fátima Bernardes no Jornal Nacional dessa noite de 14 de abril usou a frase ‘SUPOSTO massacre de Eldorado do Carajás ?’ O Ali Kamel tem alguma dúvida a respeito do que aconteceu naquele dia 17 de abril de 1996 ? No Google, ‘suposto massacre de Eldorado dos Carajás’ tem 1 resultado; ‘massacre de Eldorado dos Carajás’ dá 10.300 resultados. Vão reescrever outra história, Organizações Globo.

  4. Comentou em 15/04/2008 Ubirajara sousa

    Senhor Paulo Bandarra, ou o senhor adora holofotes, ou sofre do mal da generalização. Porventura o senhor é filiado ao psdb?

  5. Comentou em 15/04/2008 Marcelo Rodrigues

    E também são aterradores os comentaristas que ficam certezando suas obtusidades, porque aqueles que atribuem todos os males aos partidos que odeiam têm o mesmo mecanismo mental dos senhores exterminadores de índios e tomadores de cafezinho. Só muda o alvo a ser massacrado.

  6. Comentou em 14/04/2008 Luiz Domingos de Luna Luiz

    Humano é que sois

    Numa noite estrelada
    Pedaços de vida
    Não tem saída
    No chão da calçada

    Sem vestígio, sem nada
    Tão pequenina
    Garota menina
    Morte agonizada

    Qual o foi o martírio
    De tão grande dor
    Não tem mais amor
    O último suspiro

    Aonde chegamos ?
    Onde vamos chegar?
    Em quem confiar
    É só desenganos

    O convívio se esconde
    É o monstro, o drácula conde.
    Ou o novo monstro se esconde
    Ou naturalização do mal

    Senhor tende piedade
    Livrai as criancinhas
    Do ponto as linhas
    Fugi da maldade
    Um mundo ofegante
    Com luz e com fé
    Com alma humana
    A força que emana
    De uma civilização
    Exclui o ódio
    A monstruosidade
    O poder da maldade
    Semeai a luz !
    Em todos os corações

  7. Comentou em 14/04/2008 Marco Antônio Leite

    Caro Bandarra, com certeza, onde quer que seja nenhum político, governante e congênere morrem de fome, só morrem de fome o proletariado e seus filhos. A nossa querida e amada imprensa apenas noticia bandalheiras feitas pelos pobres, mas em momento algum mostra a balbúrdia que os ricos e governantes fazem com o nosso dinheiro, dinheiro surrupiado através de impostos injustos na sua maioria, sendo que quase retorna em melhorias sociais. É de vosso conhecimento que, mais de trezentas mil crianças morrem de inanição em todo território nacional, mas você não deve saber dentre esse número nunca foi computada uma criança rica sequer. Abraços socialistas livre: O pior analfabeto é o analfabeto político.
    Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
    Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
    do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
    dependem das decisões políticas.
    O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
    a política.
    não sabe o pusilânime que da sua ignorância política nasce a prostituta,
    o menor abandonado,
    e o pior de todos os bandidos que é o astuto vigarista,
    pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

  8. Comentou em 14/04/2008 Paulo Bandarra

    Caro Marco Antônio Leite. Se o capitalismo censurasse a informação como fazem os paises socialistas também não morreria ninguém no mundo livre! A ONU e o BIRD estão acusando o Brasil pelo biocombustível. Isto que não diminuímos as nossas exportações de alimentos. Acontece que a China e a Índia estão importando alimentos de modo nunca visto, mas quem leva as culpas somos nós! Moral da história. Antes o Chinês passava fome e o país não tinha como importar. Apenas com a censura ninguém morria lá de fome ou de acidente de trabalho! E para a ONU e o BIRD estes países não produzirem alimentos suficientes para as suas populações não é importante! Apenas o biocombustível que ameaça o petróleo! Liberdade liberdade, abre as asas sobre nós!

  9. Comentou em 14/04/2008 Sílvio Miguel Gomes

    O DR. PAULO BANDARRA complica demais. Eu sou filiado ao PFL (aora essa coixa de DEM) e concordo plenamente com o General Heleno. E isso não tem nada a ver com esquerda, ou PT. Tenha santa paciência!. O pessoal que invadiu a área indigena são de esquerda? Do jeito que ficou a situação é melhor deixá-los lá. Fazer o que?. Fazer uma guerra?! Ou fazer como o esquisito COLLOR DE MELLO: ´O brasil devia ter invadido a Bolívia com paraquedistas’. Vão ser loucos no raio que os parta!

  10. Comentou em 14/04/2008 Marco Antônio Leite

    Senhor Bandarra numericamente o capitalismo matou e mata muito mais que quaisquer sistemas de direita, esquerda, centro e bagunçado como o nosso, veja o senhor não estou justificando quem mata mais. Aqui no quintal Norte Americano muitas crianças morrem da fome, outras tantas são assassinadas pelas polícias nos diversos Estados do país, polícia que defende inconscientemente (a mando de alguém) os interesses da escol dos mandos e desmandos. Abraços socialistas livre dessa ditadura neoliberal, a qual poucos detêm 90% dos patrimônios nacional.

  11. Comentou em 14/04/2008 Paulo Bandarra

    É difícil acreditar que não sejam eleitores do PT. Afinal, um partido de inspiração no nacional socialismo dos trabalhadores brasileiros não os fazem imunes ao mal. Visto o apoio ao terrorismo das FARCS que seqüestra e tortura e ao culto dos atos de selvageria do comunismo internacional! Quantos “índios” Stalin não eliminou por não se adaptarem ao “admirável mundo novo socialista”? Mas interessante o texto do Luiz Weis que pode ser lembrando em todas as circunstâncias da inversão de valores. Um dele que me ocorre é a inversão propagandeada pelo PT de que as vítimas são desprezíveis, e os algozes e assassinos pessoas importantes para uma sociedade que devem ser preservadas no tecido social, seja lá quantos são mortos! Veja-se o jovenzinho no RGS que já matou 12 na sua breve carreira iniciada no crime! Quem lamenta as vítimas? Poderíamos dizer que não eleitores do PT? Quantos mais será preciso ele matar (entre tantos outros assassinos contumazes) para que alguma vítima venha a ser lamentada?

  12. Comentou em 14/04/2008 Paulo Bandarra

    Outra questão trazida ao pensamento é a questão do esquecimento histórico. Um deles visto no OI seguidamente é a alegação que o cristianismo que inventou a tolerância e a compreensão do divergente e diferente, e não o iluminismo e as revoluções americana e francesa com a criação da idéia do estado laico! Os que pregaram por mais de milhar de anos o crê ou morre hoje se atribuem a si o que eliminaram na história. A tolerância!

  13. Comentou em 14/04/2008 Thaisa Anzelucy Vieira Lobo

    Durante todo o período de universidade aprendi em todas as teorias da comunicação que não há melhor jeito de prendr o público que noticiar tragédias, isto é fato, um outro dia assistindo a uma entrevista na rede globo o entrevistador perguntou ao entrevistado, no caso Cidi moreira, qual a melhor notícia que você informou e ele disse: infelizmente as boas notícias não são veículadas.

  14. Comentou em 13/04/2008 Ivan Moraes

    ‘No enfrentamento que se avizinha na Raposa Serra do Sol todo cuidado é pouco para intervir num ambiente em ebulição’: acontece que nem o governo nem mesmo o exercito esclarecem ao povo o que ja esta rodando o Brasil ha mais de 10 anos, que eh preciso passaporte estrangeiro pra entrar no Xingu, por exigencia estrangeira, que la dentro os indios ja falam e aprendem ingles antes de jamais terem acesso ao portugues, e que Fernando de Noronha e Marajo e talvez uma duzia de outros lugares na Amazonia sao exclusivos para viagens de filhinhos de papai politico e estrangeiros. O governo ou o exercito querem falar um pouco mais alto a respeito dos precedentes juridicos, legais e -porque nao?- militares, por favor? Desde quando alguem se importou com ‘arrozeiros’ e ‘cafezeiros’ em terras indigenas no Brasil?! QUEM esta de olho naquelas terras e por que razao AGORA e nao antes? Alguma coisa ta errada nessa historia. Pra que ningue mse esqueca: a mina amapaense ‘vendida’ a centavos para estrangeiros por milionario brasileiro o ano passado nao trouxe nem sequer um centavo pra ninguem da populacao. NEM UM.

  15. Comentou em 13/04/2008 Dante Caleffi

    Por sorte ,nenhum deles é eleitor do PT.O ‘mal’,necessariamente ,não habita favelas,tampouco é pobre e raramente é educado.Basta lembrar e refinamento da elite germano-nazista::violência aristocrática e científica,um tipo de barbárie …acadêmica!

  16. Comentou em 13/04/2008 osvaldo camargo

    Nem precisa gastar tanto dinheiro, mandando um repórter para Roraima: basta ver o que os países ricos fizeram e fazem nas suas respectivas pátrias: não toleram imigrantes (nos EUA é engraçado, porque é um país de imigrantes), perseguem as minorias (Jean Charles…), acabaram com os autóctones (EUA, Austrália..). Agora querem proteger os índios da Amazônia. Engraçado: não vejo nenhuma ONG protegendo os índios em Mato Grosso, no Vale do Ribeira…
    Sabe-se que em Roraima há solo bom, muita chuva, não há mata fechada, topografia favorável ao plantio e muita riqueza mineral.
    Se prevalecer essa insanidade de se criar uma reserva contínua que faz fronteira com outros páises (do lado de lá, como fica…) vamos ter os países ricos acionando a ONU ou outros organismos que eles controlam e decretar o reconhecimento do território das ‘nações indígenas’. Depois, virão ‘auxiliar’ os índios a arar a terra, vão emprestar dinheiro e trazer suas companhias para ‘prestar assintência técnica’, etc, etc, etc…
    Para informar o que está acontecendo a imprensa pode consultar a FOLHA DE BOA VISTA, via internet..pode fazer um convênio com o pessoal desse jornal, pode entrevistar via internet quem vive na região, etc, etc. É só querer e não vai ficar caro.

  17. Comentou em 13/04/2008 Marco Antônio Leite

    No enfrentamento que se avizinha na Raposa Serra do Sol todo cuidado é pouco para intervir num ambiente em ebulição. O governo Federal tem que sentar com as partes e em conjunto ver a melhor maneira para acabar com o conflito e que todos saiam desse encontro com suas reivindicações atendidas, independente de pequenas perdes que possa envolver as partes. O Brasil necessita de paz e que os homens de boa vontade tenham calma num momento tão delicado como esse. É inadmissível saber que ainda existam pessoas que desejam o extermínio de uma raça que eles entendem ser empecilho para o desenvolvimento do homem branco. Essa postura nada heterodoxa não merece o apoio nem mesmo do homem mais tosco na forma de pensar sobre a existência de outras raças que possa existir. Todo o nosso repúdio com homens insensíveis e desumanos que não desejam a paz no campo, cidade e similares. Nem toda conduta é correta?

  18. Comentou em 13/04/2008 Marco Antônio Leite

    É inadmissível saber que ainda existam pessoas que desejam o extermínio de uma raça que eles entendem ser empecilho para o desenvolvimento do homem branco. Essa postura nada heterodoxa não merece o apoio nem mesmo do homem mais tosco na forma de pensar sobre a existência de outras raças que possa existir. Todo o nosso repúdio com homens insensíveis e desumanos que não desejam a paz no campo, cidade e similares. Nem toda conduta é correta?

  19. Comentou em 13/04/2008 Marco Antônio Leite

    Prezado senhor Luiz, para não deixá-lo em situação de tolher vossa liberdade perante os que não aceitam palavras que desencadeiam condutas hostis, autorizo suprimir a palavra aniquilamento, como outras que não forem do agrado do site. Esclareço, “Democracia é”, Governo do povo, pelo povo e para o povo”. Opõe-se à ditadura e ao totalitarismo, onde o poder reside numa elite. Digo mais, errar faz parte do jogo democrático, não sou infalível, mas não é uma simples palavra que devo ser comparado à pessoa que segundo a “história” usou de métodos desumanos para se ver livre de pessoas que não eram de seu agrado. Esclareço que vou procurar aprazer aqueles que se incomodam com a minha forma de colocar as palavras, só assim aumentarei meu circulo de amizade e admiradores, que por sinal é muito reduzido.

  20. Comentou em 13/04/2008 Marco Antônio Leite

    Senhor Luiz lamento vossa posição em não publicar meu comentário, pois esta é minha visão daquilo que ocorre no Brasil em termos de preconceito e racismo contra as minorias. Igualmente, penso dessa maneira por entender que a burguesia prega o conflito de classes e não porque duas pessoas gostariam que ocorresse esse extermínio. Sou leitor assíduo desse conceituado site, mas infelizmente acabo sendo censurado gratuitamente, estamos ou não estamos numa democracia, ou essa palavra serve apenas para a imprensa e para os poucos ricos que mandam e desmandam nesta balbúrdia. Peço clemência e solicito que o comentário seja postado independente se esse gosta e aquele não. Vale lembrar que escrevo não para agradar quem quer que seja, mas para participar de assuntos que acho interessante politicamente. Nem todo jornalista é formado? Nem todo jornalista sabe interpretar? Nem todo jornalista é democrático? Nem todo jornalista aceita a livre expressão de pensamento do comentarista. Nem todo jornalista é bondoso? Abraços democráticos livres das amarras do sistema neoliberal!

  21. Comentou em 13/04/2008 Louise Bandeira

    Sou estudante de jornalismo e concordo em parte com Alexandre, quem é o real responsável por ´mimar´ tal comportamento anti-social dos ´cidadãos´ é definitivamente o governo, a mídia é apenas mais uma das ferramentas para que isso aconteça, e o jornalista nem sempre é independente, ou seja, muitas vezes trabalha para meios de comunicação que não raro tem grande interesse em não domar essas pessoas.

  22. Comentou em 13/04/2008 Marco Davis

    Para a nossa imprensa é muito mais ‘interessante’ divulgar notícias sobre a situação do Tibet, (bem mais baratinho, pega-se tudo nas agências noticiosas ou na internet) do que mandar um repórter adentrar na selva amazônica e explicar o que está ocorrendo na reserva raposa serra do sol e dar a cobertura e destaque ideal que a notícia deve ter no Brasil. Provavelmente quando a CNN ou BBC mandar seus repórteres aí sim, teremos a cobertura por parte da nossa imprensa. Basta cortar e colar.

  23. Comentou em 13/04/2008 Marco Antônio Leite

    Para que esse extermínio tenha sucesso e um custo baixo ficam mais barato eliminar os poucos burgueses através de métodos nada ortodoxos, do que eliminar milhares de índios. Dessa forma a vida se tornará muito melhor do ponto de vista de tranqüilidade e paz.

  24. Comentou em 12/04/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Não acredito que seja o jornalismo a ferramenta social capaz de ‘minar’ o comportamento anti-social, que suscita, por exemplo, a violência urbana. Penso serem ações de Estado, não relativistas, o movimento a domar estes demônios. Sou educador e já dei aula em uma sala onde fui obrigado a por para fora um moleque (isso mesmo!) que ia de walkman e dormia nas carteiras. A pedagoga responsável pelas turmas disse que minha atitude foi cruel e desumana. Uma colega deu nota baixa a um outro aluno e no dia seguinte ele voltou à sala com um 38 na mão. Reclamando ao diretor, ele alegou que ela não se importasse, pois o ‘menino’ era sobrinho do dono do tráfico na rua. A polícia do Rio entrou com mandatos de busca e apreensão em bairros cariocas e teve que entrar em confronto com os marginais. Semanas depois alguns desocupados acharam aquilo um genocídio, como se mandar prender um bandido fosse igual à levar flores para a namorada. Ou seja, ou o Estado assume todos os seus deveres, principalmente no âmbito da Educação séria, ou vamos continuar a ver marginais ditando ordens, seja em salas de aula ou no barzinho da esquina. Na questão dessa reserva indígena, o Estado deu uma ordem e meia dúzia de fazendeiros pôs os índios como escudo e clamou pela compaixão da sociedade, para que pudessem continuar a explorar os índios.

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