Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

A mídia de novo no tronco

Por Luiz Weis em 31/08/2007 | comentários

O problema do doutor Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal, é com o seu colega Eros Grau. Como não pode assumir essa verdade – ao contrário, quer vaporizá-la – resolveu transformar a imprensa no seu problema.


Eros Grau, está em todos os jornais de ontem e hoje, pensa em interpelar judicialmente Lewandowski.


O caso é conhecido, mas não custa repetir: naquela que já se tornou a mais célebre troca de e-mails entre figuras públicas da história brasileira, captada por um repórter-fotográfico do Globo no recinto do STF e divulgada pelo jornal na sexta-feira da semana passada, Lewandowski deu trela à suspeita posta em letra de forma pela colega Cármen Lúcia de que Eros Grau – a quem chamou de “Cupido” – votaria contra o recebimento da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República contra 40 suspeitos de mensalismo.


“Isso só corrobora que houve uma troca”, respondeu Lewandowski, como quem sugere, dado o contexto da correspondência, que Grau ganharia do governo, em troca, a nomeação do juiz Carlos Alberto Direito, supostamente seu preferido, para o Supremo.


Pois bem. Na noite da última terça-feira, como também se sabe, Lewandowski foi flagrado de novo – dessa vez por uma repórter da Folha que, num restaurante, o ouviu dizer ao celular coisas cabeludas como “a imprensa acuou o Supremo”, “todo mundo votou com a faca no pescoço” e “a tendência era amaciar para o Dirceu” [ver neste blog a nota de ontem ‘Sorte da repórter, azar do juiz‘].


Foi, conforme um dos mais velhos clichês do jornalismo, uma bomba. O ex-ministro José Dirceu apareceu na TV brandindo um exemplar da Folha para pôr em dúvida a lisura do julgamento que o tornou réu por formação de quadrilha e corrupção ativa. E a presidente do STF soltou uma nota em que sustenta “a absoluta independência e transparência” dos julgamentos do tribunal.


Como não poderia deixar de ser, os jornais foram em cima do ministro. Ele deu entrevistas separadas para a Folha, o Globo e o Estado.


E foi nelas que fez da imprensa seu problema. Não chegou perto da enormidade proferida por Dirceu de que “estamos caminhando quase para uma ditadura da mídia”, mas fez – atabalhoadamente, como se verá – a sua parte na Operação Põe a Mídia no Tronco, a que se dedicam também, diga-se de passagem, figuras da estatura ética do senador Renan Calheiros.


Antes, negou ter dito que “todo mundo votou com a faca no pescoço”: ele é que se sentiu assim, embora fizesse questão de afirmar que, apesar disso, votou com “absoluta independência”.


À Folha, estendeu esse atributo a todos os ministros, lembrou que os debates foram públicos – “a nação brasileira viu o alto nível técnico deles” – para logo em seguida afirmar que “o STF foi submetido a uma pressão violentíssima da mídia” [presumivelmente, para aceitar a denúncia].


Pena que as entrevistadoras Vera Magalhães e Silvana de Freitas não tivessem em seguida pedido ao ministro que explicasse detalhadamente como se deu essa violência superlativa.


Já o repórter do Estado, Felipe Recondo, deu um passo nessa direção e ouviu uma salada de sim, não, talvez: “A pressão da imprensa foi muito grande. Nós sentimos a pressão da imprensa, mas em momento algum isso pressionou os ministros a votarem dessa ou de outra forma. Isso [as pressões que não pressionaram] é uma ilação que se tira de conversas privadas que eu repilo e desautorizo.”


As jornalistas da Folha não atalharam o ministro nem mesmo quando repetiu que “as pessoas estavam extraordinariamente submetidas à mídia”, para emendar, estranhamente, no mesmo fôlego, que conhece Eros Grau há 30 anos, tem o maior apreço e admiração por ele e conhece a sua isenção.


Pena ainda que a entrevistadora Vera Magalhães, a mesma que registrou o que Lewandowski dizia ao celular, não reagiu quando ele falou que não sabia se usou a palavra “amaciar”. Aos repórteres do Globo, Bernardo Mello Franco e Carolina Brígido, também disse que achava que não usou essa expressão.


Nesta entrevista, em que disse a imprensa não respeitou os limites da sua intimidade na divulgação dos e-mails – mas “vamos deixar para lá, deixa para lá” – como que se desculpou pelo que escreveu e falou, argumentando: “Todos quando conversamos com alguém, baixamos a guarda.”


Agora, amaciar, ele amaciou mesmo com Eros Grau. Além de cobri-lo de elogios, disse ao Estado, sobre a possibilidade de ser interpelado pelo colega, que “se ele achar que precisa de mais informações, não me furtarei a dá-las”.


E ao Globo, sobre a tal da troca: “Foi troca de posição pessoal dele. Não foi uma troca do voto dele por alguma coisa.” E sobre a interpelação: “Se vier, responderei com a maior tranqüilidade. Se ele não ficar satisfeito com o que estou dizendo aqui, o farei novamente por escrito.”


Bem feitas as contas, é como escreve hoje o colunista Merval Pereira, do Globo: “Em vez de cobrarem a responsabilidade do ministro do STF pelos comentários e insinuações, cada um culpa a ‘mídia’ de acordo com seus interesses.”


P.S. Quem se opõe ao resgate da verdade


Se não, numa hipótese absurda, por nada mais, o presidente Lula entrará para a história pela coragem de levar às últimas consequências uma iniciativa do antecessor em relação às vítimas da ditadura de 1964.


Num evento literalmente histórico, que transbordava emoção por todos os lados, com a presença de membros do governo Fernando Henrique, Lula lançou na quarta-feira em palácio o relatório, em forma de livro, preparado pela secretaria de Direitos Humanos, dirigida pelo ministro Paulo Vannuchi, intitulado Direito à memória e à verdade


Trata-se, como descreveu corretamente a Folha, do “primeiro documento oficial do governo que assume como verdade histórica a versão de que a repressão política decapitou, esquartejou, estuprou, torturou e ocultou cadávares de opositores da ditadura”.


Passados dois dias, apenas o Globo, dos três grandes jornais, se manifestou sobre o acontecimento. O jornal do grupo de mídia que mais apoio deu à treva que se abateu sobre o Brasil de abril de 1964 a janeiro de 1985 foi coerente com o seu passado.


Saiu ontem com o editorial “Ato desnecessário”:


“Foi inoportuna a decisão de transformar em ato oficial no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o lançamento de um livro com o balanço do trabalho da Comissão de Mortos e Desaparecidos, da Secretaria de Direitos Humanos do próprio governo federal.


Saradas as feridas de um período nada edificante da história recente do país, a ninguém interessa esse tipo de iniciativa, potencialmente capaz de produzir tensões e de irritar tecidos sociais ainda sensíveis.


O pior que poderia acontecer, nessa altura da vida nacional, é a reabertura da discussão sobre algozes e vítimas dos porões da ditadura militar. Esta é uma ferida a se deixar cicatrizada.


No final da década de 70 e na de 80, o país soube operar a transição da ditadura para o regime democrático, sem a necessidade de pedradas, tiros e acerto de contas.


Em 1979, a Lei da Anistia cuidou de reparar a maior parte das situações de flagrante injustiça e violações dos direitos humanos cometidas durante os anos de chumbo.


Mas alguns setores, com razão, criticam o fato de não se ter tido a mesma preocupação em relação aos militares que foram vítimas de grupos armados de esquerda.


Certamente, é importante lembrar o 28º aniversário da Anistia e a relevância da atuação de 11 anos da Comissão de Mortos e Desaparecidos, criada para apurar detalhadamente o que aconteceu nos vários casos envolvendo presos políticos e vítimas da repressão.


Ressalte-se: ela não foi instituída para revanchismos.


A partir desse trabalho, a Comissão recomendou a indenização, pelo governo, de 221 famílias — ação que também não está imune a críticas, por causa de critérios discutíveis usados no cálculo das indenizações.


Seja como for, trata-se de uma atividade minuciosa, que envolve situações melindrosas e feridas dolorosas do passado. A melhor maneira de levá-la à frente é discretamente.


Espera-se, portanto, que seja apenas um equívoco do governo aproveitar o 28º aniversário da Anistia para um ato que, em vez de apaziguar espíritos, fere susceptibilidades, desenterra velhas rixas e reforça a incabível idéia de se atropelar a Lei da Anistia, que foi recíproca.


Em países menos previdentes em relação a fatos de seu passado recente, como a vizinha Argentina, essa volta no tempo tem se mostrado um poderoso fator de desestabilização interna e dificultado a consolidação da ordem democrática, duramente reconquistada.


Não é este o futuro que se quer para o Brasil.’


***


Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 04/09/2007 Cid Elias

    Não diga estudantices […]. Eu já processei sumariamente: na minha casa ninguém a vê, pronto. Agora, o Fred Godoy está processando e vai ganhar, como tb ganharam: Leonel Brizola, os donos DA ESCOLA BASE(se é que o estudante sabe do que se trata), entre outros. Esta é bem ‘fresquinha’, do mês passado, veja:’..a Rede Globo foi recentemente condenada pela Justiça de São Paulo em função da divulgação de seqüestro. Em março de 2000, o filho de 12 anos do empresário Luiz André Matarazzo foi seqüestrado e, conforme parecer do juiz Teodozio de Souza Lopes, a emissora ‘expôs de forma irresponsável e dolosa (com intenção) a vida de uma criança que estava em cativeiro…’. Foi pouco, só 1,2 Mi…

  2. Comentou em 04/09/2007 Ivan Moraes

    ‘Meu caro Cid Elias, por que você não processa a globo então?’: porque cancer tem que ser extirpado, nao processado.

  3. Comentou em 03/09/2007 Davison S. Santos

    Meu caro Cid Elias, por que você não processa a globo então? Está esperando o quê? Você não tem as provas???

  4. Comentou em 02/09/2007 cid elias

    Agora o estudante neoneo falou tudo, se dizendo incapacitado para conseguir compreender o mais que proccedente artigo do Professor Gilson aula de obeservação Caroni! Ele achou um absurdo chamar a grobo de organização ccriminosa? Como será que poderíamos chamar as muitas atitudes ilegais da grobo? Por exemplo: ter editado o debate final collor x Lula e com isto ter enganado o Brasil para eleger o caçador de maracujás. Se isto não é crime, é o quê? Para quem estiver interessado está tudo aqui http://www.youtube.com/watch?v=raRHnmif7js&mode=related&search= com depoimentos de Armando Nogueira e do diretor da grobo que não aceitou a farsa. Tem muito mais: a tentativa de fraudar a eleição do Brizola, as acusações infundadas contra o Fred Godoy, veiculadas de 15 em 15 minutos na véspera do pleito de 2006, com aquelas setinhas…Recentemente a grobo tentou fazer uma entrevista com o ‘paparazzo Maciel e ele se recusou. Sabem o que a grobo fez? Veiculou uma entrevista falsa, sabendo muito bem disto, embora depois, com a ajuda dos pares, saiu com a desculpa que o entrevistado era ‘falsário’. “Vida de paparazzi” teria entrevistado um falsário no lugar do fotógrafo agredido por Britney Spears, mentira! – podem ouvir aqui: http://bliguscultura.blig.ig.com.br/imagens/roberto_maciel.mp3.
    Grobo, a mesma que participou ativamente do golpe de 64, é o câncer do país.

  5. Comentou em 02/09/2007 Paulo Bandarra

    ‘Descer das tamancas’ é uma expressão popular, talvez de origem portuguesa, que ouço desde criança pequena lá em São Paulo! Hoje pouca gente, especialmente entre os jovens, sabem o que é um tamanco desses rústicos, toscos, comuns, sem enfeites, simples calçado muito usado em Portugal e no Brasil de tempos passados. O tamanco comum, caseiro, artefato de trabalho em hortas, pomares, quintas, jardins, sítios e locais congêneres, sumiram de circulação e só se encontra em dicionários e enciclopédias, em termos assim:
    ´TAMANCO – o mesmo de tamanca. Utensílio também conhecido por pé de pau´.
    ´TAMANCA – sapato grosseiro que em vez de sola tem uma peça de pau ou cortiça para andar pela lama´. Ou ainda: ´TAMANCO – calçado grosseiro, desprovido de talão ou com talão baixo, feito com base inteiriça de madeira ou cortiça´. Há outras acepções, mas aqui interessa o tamanco como calçado. A altura do sujeito aumentava pela espessura da madeira. Não existe conotação sexual em usar tamanco! A expressão idiomática significa apenas “acalmar-se”. “Desarmar” o espírito de violência. Confira o termo no HOUAISS ou no Aurélio! Abraços

  6. Comentou em 02/09/2007 Paulo Bandarra

    ‘Descer das tamancas’ é uma expressão popular, talvez de origem portuguesa, que ouço desde criança pequena lá em São Paulo! Hoje pouca gente, especialmente entre os jovens, sabe o que é um tamanco desses rústicos, toscos, comuns, sem enfeites, simples calçado muito usado em Portugal e no Brasil de tempos passados. O tamanco comum, caseiro, artefato de trabalho em hortas, pomares, quintas, jardins, sítios e locais congêneres, sumiram de circulação e só se encontra em dicionários e enciclopédias, em termos assim:
    ´TAMANCO – o mesmo de tamanca. Utensílio também conhecido por pé de pau´.
    ´TAMANCA – sapato grosseiro que em vez de sola tem uma peça de pau ou cortiça para andar pela lama´. Ou ainda: ´TAMANCO – calçado grosseiro, desprovido de talão ou com talão baixo, feito com base inteiriça de madeira ou cortiça´. Há outras acepções, mas aqui interessa o tamanco como calçado. A altura do sujeito aumentava pela espessura da madeira. Não existe conotação sexual em usar tamanco! A expressão idiomática significa apenas “acalmar-se”. “Desarmar” o espírito de violência. Confira o termo no HOUAISS ou no AURÉLIO! Abraços

  7. Comentou em 02/09/2007 Davison S. Santos

    Meu caro amigo Gustavo Morais, gostaria que você fosse morar em Cuba ou num país do leste europeu pra ter uma idéia do que a esquerda daquela época foi capaz. E não estou trabalhando com hipótese absurda, pois se sabe que partidos comunistas daqui eram financiados por Moscou ou por Havana. Uma democracia frágil como a nossa naqueles tempos, certamente não resistiria. Uma coisa era certa: o golpe viria de um dos dois lados. Os militares chegaram primeiro. Eu penso que naquele contexto foi um ato correto sim, e pra que isso não ocorra jamais é necessário que todos trabalhem por uma democracia sólida o suficiente, pra resistir a turbulências sociais e políticas tão intensas como aquelas. É essa a lição que vencedores e perdedores devem tirar daquela época. Não é através de um livro que narra uma meia-verdade sob a ótica dos perdedores. Militares mataram mais que os guerrilheros, mas um morto não vale menos do que centenas. E não creio ser necessário ter vivido ou dado o ouro por aquele período pra lamentar a realidade dos países que experimentaram o socialismo soviético. Quanto ao artigo de Gilson Caroni, realmente não tenho capacidade mental pra ler um artigo que chama a Globo de organização criminosa. Interessante saber que ele também é colaborador do observatório. Cúmplices e protagonistas não existem sem colaboração mútua. Se a Globo é criminosa, da imprensa, ela não está só.

  8. Comentou em 02/09/2007 Gustavo Morais

    Ao tempo em que se diz:”De médico e de louco, todo mundo tem um pouco”, acredito que tais características possam ser mais evidentes e acentuadas quando o sujeito já exerce a medicina, sendo, nesse caso, por vezes, difícil depreender qual característica dá-se numa proporção maior. Portanto, quando um médico fala de loucura, talvez o faça com toda propriedade, merecendo ser respeitado, ou melhor, não contrariado. À propósito, eu não uso tamancas, mas, não possuo nenhum preconceito relativo a opção sexual de ninguém.

  9. Comentou em 02/09/2007 Ivanilson Alves

    Todo mundo reclama da Imprensa. Ô imprensazinha essa nossa.

    Será que MÍDIA faz política como afirma a revista Carta Capital? Será? Será? rsrsrsrs!!!

  10. Comentou em 02/09/2007 Paulo Bandarra

    Gostei de ver, caro Serv. Púb. Gustavo Morais, o amigo expor a sua civilidade! Falando em diagnósticos psiquiátrico, que o senhor ensaiou, é um prato cheio para interpretação! Mas deixemos de lado, pois diz o dito popular, cada louco com a sua mania! O que me chama a atenção é que você justifica os terroristas como legítimos representantes do povo que queriam dominar sem perguntar nem mesmo se queriam! Neste momento atentados, assaltos, assassinatos, seqüestros, etc, eram justificáveis, mesmo que o objetivo fosse impor uma ditadura marxista, destas que não duram vinte anos, mas décadas e décadas, sem nunca mais o povo poder ser ouvido, com o amigo tem defendido amplamente como forma de felicidade aqui no OI! Afinal, a esquerda até hoje não conseguiu assumir o poder aqui pelo voto! Ser civilizado é saber controlar “seus instintos primitivos” em situações corriqueiras como esta, que outras pessoas possam livremente manifestar os seus pontos de vista! Desça das tamancas e discuta com argumentos!

  11. Comentou em 02/09/2007 Paulo Pereira

    O estudante fala como quem doou ouro para o bem do Brasil.
    Ele deve basear seu pensamento no exemplo dos EUA, não permitindo o retorno de Charles Chaplin, evitaram se tornar uma República Socialista.

  12. Comentou em 01/09/2007 Cério Santos

    Agradeço o sr Gustavo Morais a indicação da leitura do artigo “Sobre organizações e seus crimes” de Gilson Caroni. Realmente, sem exagero algum, é uma peça literária valiosa cuja leitura é imprescindível. Aconselho o sr. Davison a fazer o mesmo, caso tenha capacidade racional.

  13. Comentou em 01/09/2007 Gustavo Morais

    Caro Sr. Davison, quem deve tomar vergonha na cara é você!!! Deveria, sobretudo, envergonhar-se da tamanha bestialidade e da insanidade que escreveu. Uma verdadeira aberração !!! Qual o direito que legitima um individuo ou segmento a atentar contra a democracia, sob o pretexto de resguardá-la ? Que é isso ? Perdeu o juízo ? Endoidou ? Procure um tratamento psicológico, pois o seu problema é sério!!! A vontade e avaliação subjetiva de um indivíduo ou segmentos podem sobrepor e subjugar a ordem democrática, depondo um governo legitimamente eleito ??? O regime militar foi um ato necessário, o qual deveriamos agradecer ??? Isso até parece ser uma odiosa provocação. Uma postura […] como essa, merece o mais veemente repúdio, não podendo ser tolerada. Sinceramente, causa-me ojeriza. A preferência por Socialismo ou capitalismo é uma questão de escolha de cunho subjetivo-individual, que não justifica a via da arbitrariedade para impô-la aos demais. Senão, de contrário modo, havendo uma ascensão dos socialistas ao poder no Brasil, estes estariam legitimados a fuzilar e trucidar pessoas com o mesmo pensamento do Sr. Davison, tal qual, inversamente, os militares fizeram. Seria certo ? Para o inconseqüente do Sr. Davison parece que sim. A injuriosa provocação desse individuo, desperta-me instintos primitivos, os quais contenho para não me igualar ao mesmo. Mas, não abuse, viu ???

  14. Comentou em 01/09/2007 Davison S. Santos

    Tudo Bem. OFEREÇO MINHAS DESCULPAS PELO COMENTÁRIO ANTERIOR. Retiro o trecho que diz ‘você deveria ter vergonha na cara’, sem dúvida, foi uma injúria. Mas afirmo e reafirmo que a abordagem do golpe de 64 feita por você e outros jornalistas foi hipócrita. Isto não é um insulto, é meu direito a crítica. Um espaço que se autodenomina observatório da imprensa e aplaude a Comissão de Mortos e Desaparecidos, cujo trabalho ‘esquece’ os crimes cometidos pelos guerrilheros, está desprezando a inteligência dos leitores. Uma comissão oficial, instituída por um governo formado por vítimas, que traz num livro uma parte da verdade não tem compromisso com a memória deste país. Isto é revanchismo. A propósito, o editorial de O Globo não se opõe a verdade, como foi mal interpretado por você. O jornal discorda do modo como foi realizado o lançamento deste livro. Pelo o que eu entendi, O Globo se opõe a transformar este assunto delicado numa solenidade pública e faz críticas contundentes com relação ao trabalho desta comissão. Interpretar errôneamente a opinião de O Globo e associá-la ao passado do jornal é falta de compromisso jornalístico. A credibilidade de um jornal não pode ser etiquetada por um grupo de jornalistas vítimas daquele período, somente pelos leitores. Como disse Clóvis Rossi: ‘A memória só é revanchista para quem tem consciência culpada.’, essa frase serve para os dois lados.

  15. Comentou em 01/09/2007 Carlos Martins

    ‘No tronco’, LW? Que eu saiba, quem era colocado no tronco eram os escravos, não os barões e seus asseclas. Os mesmos barões e asseclas que desfrutam de espaço priviligiado neste Absolvitório da Mídia, com a reprodução integral de suas vozes editoriais. Claro, em contrapartida AD é reproduzido pela Metástase… E la nave va.

  16. Comentou em 01/09/2007 Ivan Moraes

    ‘Hoje, se você se beneficia dessa democracia, foi graças àquele período’: qual democracia? Aonde? Eu nao vi ela passando com o resto da banda e ja estou na janela ha 27 anos. Vi os brasileiros passando fome por causa de Sao Paulo, isso eu vi. Vi o dinheiro brasileiro desaparecendo todinho sem um rastro de sombra, isso eu vi. Vi a industria brasileira destruida, vi sim. Democracia aonde? Em quais bairros e em qual cidade?

  17. Comentou em 01/09/2007 Paulo Bandarra

    Impressionante a defesa da não informação como forma de atingir a felicidade! Não querem saber da nada, e a mídia deve só falar das novelas, para não perturba o Segundo Reinado, o Segundo Lulinato! Quanto ao livro, é para jogar areia nos olhos do povo, para que não seja necessário discutir o aqui e o agora! O que fazer para melhorar a vida do povo, a saúde cujas verbas desaparecem e são direcionadas para outros lados, greves e falta de remédios e equipamentos de norte ao sul do país; as estradas de ferro e de asfalto, estas últimas que matam como guerras, a segurança que virou guerra civil, déficit de emprego, falta de moradia. Mas os terroristas da época, que desejam esconder que lutavam para impor uma ditadura comunista, e não tiveram nenhuma ação democrática, em nada contribuíram para a democratização do país, apenas justificar o exército nas ruas, contam a SUA VERSÃO como verdade do estado! Esta “verdade” só poderia ser escrita por narradores independentes, e não esta comissão, que tenta a vendeta e a sua autojustificativa perante a sociedade! Nem que para isto se desvie a nação da discussão dos meliantes atuais que estão no poder lesando HOJE o patrimônio público! Os mortos inocentes estão HOJE nas ruas. Os torturados são pegos DIARIAMENTE pelos criminosos e traficantes! E seu número HOJE são MILHARES!

  18. Comentou em 01/09/2007 Ricardo Camargo

    Quanto ao caso do Min. Lewandowski, já me pronunciei anteriormente sobre o que penso do comportamento bisbilhoteiro, neste caso. De outra parte, é de se observar que, em relação aos Ministros, nenhum deles mudou de posição em função da mídia – e isto ficou bem explícito na introdução do voto do Min. Eros Roberto Grau -. Quanto à referência à Argentina, sem emitir juízo de valor, apenas recordo que a Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão judicial da OEA, com o mesmo quorum que condenou a Venezuela chavista no caso Globovisión, pronunciou, no caso específico da República Argentina, a impossibilidade de o Estado auto-anistiar-se em várias oportunidades, dentre elas, o caso Astiz. Não foi por outro motivo que o País vizinho adotou o procedimento reprovado pelo Globo.

  19. Comentou em 01/09/2007 Marco Antônio Leite

    A imprensa falada, televisiva, escrita e não oficial é a pedra mais valiosa das pedras preciosas existente neste planeta. Como sabemos, é a dona da verdade, da sabedoria, da beleza da escrita com português correto, é a mais bela das beldades que deambulam e divagam nas telinhas, papel e bancas do país. A imprensa é a Maria Imaculada da esperteza, bisbilhota aqui, acolá, clica aqui, e acolá, filma isto, aquilo e aquilo lá e nada abala o moral dessa primeira maravilha que o mundo gerou. O jornalista então, esta imune a criticas, processos, tapas e beijos da massa atrasada. A imprensa é absoluta e verdadeira naquilo que escreve, nós, zé-povinho temos que aceitar e calar perante tamanha potência chamada imprensa, a rainha de todas às notícias que envolve os famosos e não famosos, ou aqueles que conseguem 15 minutos de fama.

  20. Comentou em 01/09/2007 cid elias

    Vamos falar sério! O imprensalão jamais informará a verdade sobre o golpe, quem era quem e quais foram as consequências. Por que? Porque grobos, estadões e pares participaram do golpe. Alguns foram, além de cúmplices, agentes pró-ditadura, basta este pequeno trecho para, quem ainda consegue pensar sem ajuda do imprensalão, comprovar mais uma grande farsa protagonizada pelos midiáticos de senpre, estes que observadores do OI deveriam, de fato, observar:’…’Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo.’ (O Globo 2/04/64) E então, o discurso salvador do grobo não lhes parece ‘familiar’? Me digam se esta MENTIRA é ou não é o máximo?? ‘ERA A SORTE DA DEMOCRACIA NO BRASIL QUE ESTAVA EM JOGO…’

  21. Comentou em 01/09/2007 Davison S. Santos

    Luiz Weis, não me leve a mal. Você é pago pelo que escreve????? Você acredita realmente que havia possibilidade naquela altura(1964-1985) de superar a crise social e política, interna e externa, pela via democrática? Afinal, o que queriam os opositores? Instalar uma democracia socialista no formato da ex U.R.S.S? Se a esquerda tivesse triunfado, hoje você teria algum outro emprego? Eu imagino que hoje seríamos uma imensa Cuba onde jornalistas são livres como pássaros. Os delitos de lesa-humanidade cometidos pelos militares também não foram cometidos pelos guerrilheros? A lei da anistia não vale para os dois lados? Sim, eu também quero saber a verdade, sem revanchismo. Do contrário, teríamos que começar a punir o Estado desde 1822 por crimes como a escravidão, o massacre de canudos, a ditadura Vargas, etc. Aliás, que tal processar os portugueses e a igreja católica pela destruição da civilização indígena? Ou, de outra forma, se os paraguaios algum dia resolverem colocar Brasil no banco dos réus pelo genocídio que cometemos contra eles? Luiz Weis, você deveria ter vergonha na cara e se desfazer dessa roupagem hipócrita que contamina seus artigos quando fala do golpe de 64. Embora contraditório, o regime militar foi um ato necessário, mesmo levando em conta suas nefastas conseqüências. Hoje, se você se beneficia dessa democracia, foi graças àquele período.

  22. Comentou em 01/09/2007 ubirajara sousa

    Esse editorial de O Globo causa náuseas. Acho até, senhor Weis, que publicá-lo aqui, no OI, é um despropério. Familiares dos mortos (esquartejados, estuprados, esfolados e enterrados vivos), que chegaram a lê-lo devem ter vomitado. Trazer à tona o assunto não significa revanchismo, mais trazer luz à história nacional. Quase todos os crimes já foram prescritos. Ninguém será punido pelo que fez. Agora, manter esses algozes, torturadores sob sigilo é demais. Por que escancaram-se contas bancárias, contas telefônicas, e-mails, telefonemas de pessoas que ainda são apenas suspeitas de crimes e mantêm-se sob um manto imperscrutável tantos crimes hediondos? O Brasil precisa contar a sua história. Os brasileiros precisam saber, por exemplo, o que fez Caxias, na guerra do Paraguai, para tornar-se herói nacional. Aliás, onde está a mídia nessas horas?

  23. Comentou em 01/09/2007 nelson perez de oliveira jr

    Ô jornalista! O comentario de MERVAL poderia ser invertido sem inverter a verdade: A imprensa acusa de acordo com seus interesses. Já dizia Vicente Mateus, quem está na chuva pe pra se queimar. Liberdade de opinião tem via dupla e não há monopólio da imprensa de ter opinião e manifestá-la sob pena de por a sociedade e as instituições sob sua tutela, o que não é democracia nem no ESTADOS UNIDOS, baluarte de toda mídia. Quem fala o que quer ouve o que não quer. A mídia também, ao fazer-se de vítima a mídia exerce um S.I.O.N.I.S.M.O cínico se colocando incessantemente sob holocausto quando é criticada. Não vivemos sob o absolutismo ou sob o peso medieval, cujo manto de treva e autoritarismo marcou o nascimento da imprensa e parece deixou traumas e uma tendência a vitimização crônicas, que criou um sistema de reserva de cotas para ter a propriedade da verdade em favor das mídias, cujo, lema poderia ser, até que todos provem ao contrário, estamos absolutamente certos. Ô jornalista, respeita minha inteligencia, me respeita!

  24. Comentou em 01/09/2007 Fábio de Oliveira Ribeiro

    A questão, meu caro, não é a mídia mostrar os abusos cometidos por servidores públicos pagos pelos contribuintes (governantes, parlamentares, juizes, etc) ou ir para o tronco em razão disto (um risco necessário que deve ser corrido à bem da democracia e em proveito dos contribuintes). O problema, creio, é a sociedade não ter mecanismos para controlar os abusos. Os judiciários são os piores. Mal ou bem podemos escolher não votar nos políticos que usam seus cargos em benefício próprio. Bem ou mal o Judiciário é uma esperança de que alguns abusos serão coibidos e punidos. Mas nada disto ocorre em relação aos senhores Juizes. Eles abusam descaradamente de seus cargos, emporcalham vergonhosamente suas togas e ainda por cima são julgados pelos seus iguais. Acho que chegou a hora de mudar a Constituição para estabelecer que os Juizes (pelo menos os dos Tribunais dos Estados e da União) sejam eleitos pela população para cumprir mandato por tempo limitado sem direito à releição e com a possibilidade de destituição por improbidade, incapacidade, etc… Condições tecnológicas para tanto existem. As urnas eletrônicas estão aí e a democracia deve aumentar e não diminuir nas mãos destes malandros de toga.

  25. Comentou em 01/09/2007 Fabiana Tambellini

    Quando é que os jornalistas compreenderão que o ‘tronco’ não é só para governos, empresas, movimentos sociais etc, a mídia é parte da sociedade. É tão legítimo o jornal criticar o juiz quanto o juiz criticar o jornal. Reitero, a ‘bomba’ de Vera Magalhães foi um ‘traque’ para vender jornal. O assunto é tão ‘importante’ que já foi para o cantinho dos jornais e o JN da Globo (um termômetro nacional) não deu a mínima bola.

  26. Comentou em 01/09/2007 Gustavo Morais

    Se os leitores, efetivamente, quiserem saber o que é ser um verdadeiro observador da imprensa procurem ler o artigo do magistral Gilson Caroni Filho, cujo título é “Sobre organizações e seus crimes”, disponível ma Agência Carta Maior. O referido artigo é simplesmente magnífico, substancial e enriquecedor, que só poderia ser escrito por alguém que, ao contrário de outros, possui extrema coragem, não tendo o mínimo receio de falar a verdade. Posteriormente, fazendo uma analise comparativa, poder-se-á ver, de modo mais nítido, a mediocridade e o descompromisso de determinados artiguetes aqui postados, que somente dão azo à mera futricagem.

  27. Comentou em 01/09/2007 Luciano Prado

    A ‘imprensa’ brasileira insiste no suicídio. A opinião publica tem alertado. Mas ela está determinada.

  28. Comentou em 31/08/2007 Ivan Moraes

    Em 3 minutos eu conseguiria varias desqualificacoes ao argumento do Globo. Mas vou ficar com essa: ‘Em países menos previdentes em relação a fatos de seu passado recente, como a vizinha Argentina’ e eu ja nao preciso ler o resto da sentenca… o Brasil nao tem historia.

  29. Comentou em 31/08/2007 Fábio Carvalho

    À Merval Pereira, o autor conclui, possivelmente, que a imprensa está acima de qualquer crítica. No limite, tal assertiva depõe contra sua condição de blogueiro do sempre ótimo Verbo Solto. Vamos à frase. ‘Em vez de cobrarem [sujeito desinencial aqui traduzido como todos que criticam a publicação da troca de e-mails por O Globo] a responsabilidade do ministro do STF pelos comentários e insinuações, cada um culpa a ‘mídia’ de acordo com seus interesses”. Nada pode ser mais autoritário do que aquele que atribui a ‘interesses’ (Que interesses? São escusos? São ilegítimos? São anti-democráticos? É ético publicar a correspondência eletrônica estabelecida entre duas pessoas?) toda e qualquer crítica. O Globo e seus ‘atos desnecessários’ não são vestais e seus jornalistas não estão imunes a críticas. Come on, Weis, não concordo com isso mesmo.

  30. Comentou em 31/08/2007 Jose Paulo Badaro

    Discordo, Weis… A bronca do Lewandovisky decididamente não é só contra o Eros Grau, mas na verdade é contra pelo menos mais 3 TRÊS ministros, e em testemunho do que estou dizendo passo a palavra a sua caríssima imprensa:

    … os repórteres Silvana de Freitas e Kennedy Alencar afirmam que o relator, ministro Joaquim Barbosa já deu sinais de que vai acolher a denúncia. “Quatro ministros não veriam provas suficientes na denúncia para justificar uma ação penal contra [José] Dirceu. Seriam: Gilmar Mendes, Celso de Mello, Eros Grau e Cezar Peluso. Eles poderiam excluir outros acusados sob o mesmo argumento.” http://conjur.estadao.com.br/static/text/58726,1

    Como se vê, a indignação do Lewandovinsky não é tão despropositada quanto imaginam alguns, não sendo demais lembrar que Eros e Gilmar respondem por uma ação de improbidade proposta pelo MP (havendo, inclusive, condenação em Primeira Instância num desses casos), sem falar que Gilmar já declarou, para quem quisesse ouvir, que 80% (OITENTA POR CENTO) das denúncias propostas pelo MP são ineptas!

    Assim, deixo por conta da inteligência de cada um concluir o que teria acontecido de tão grave ou importante às vésperas do julgamento, a ponto de mudar radicalmente a opinião desses 4 coleguinhas do Lewandovisky.

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