Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

A mídia e a maior matança de policiais

Por Mauro Malin em 13/05/2006 | comentários

Domingo, 14 de maio, meio-dia e trinta. Cem ataques, 52 mortos. Difícil controlar a onda, difícil a cobertura jornalística. Estou fora do alcance de emissoras noticiosas de rádio. Minha próxima etapa é o Fantástico. Leitores comparam o processo com acontecimentos em que houve clara conotação política. Os nexos políticos são indiretos. Qualquer politização forçada só deporá contra a mídia, os partidos e os atores políticos que a praticarem. Cabe valorizar no noticiário o que se revelar como caminho válido de conhecimento da realidade e reflexão, e rechaçar as mesmices de sempre: firmeza, rigor penal, justiça mais expedita, abaixo os direitos humanos, só programas sociais e educação resolvem. Cada refrão desses repetido há mais de vinte anos com o sotaque de cada meio de comunicação. Dificilmente a mídia brasileira revelará competência para cobrir um assunto como este, para o qual se revelou despreparada ao longo de tanto tempo.


————– 


Neste momento (20h50 de 13 de maio) são contabilizadas em São Paulo 30 mortes de policiais e outros agentes da lei, e de um bombeiro, em 63 atentados. Trata-se da maior matança de policiais da História do Brasil. No Jornal Nacional foram colocadas as questões essenciais: a polícia trabalha para controlar o surto de violência. A polícia cometeu erros ao colocar barreiras após os atentados, não para evitar que eles ocorressem.


Mas as declarações das autoridades, sem exceção, foram muito convencionais e ralas. A retórica da ‘firmeza contra o crime’ não convence ninguém. O noticiário da Rede Globo não analisa, só reproduz. E fala da dor, da indignação, da consternação. Mais ou menos trinta policiais militares evitaram uma catástrofe no estádio do Pacaembu dias atrás, ao controlar indivíduos da torcida organizada do Corinthians. Milhares de policiais não foram capazes de evitar o assassinato de seus 30 companheiros.   


[Segue o texto colocado originalmente no blog.]


No noticiário da CBN desta manhã toda a discussão parece centrada na situação prisional de São Paulo e do Brasil. Daqui a pouco o governador, Cláudio Lembo, o secretário de Segurança, Saulo de Castro Abreu Filho, e o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, darão entrevista coletiva. O discurso é conhecido: o estado democrático será preservado, e isso passa pela manutenção da lei e da ordem. A polícia paulista não se intimidará. Etc. A questão do estado democrático de direito é decisiva, claro, e a no limite um Estado paralelo montado por criminosos o afeta. 


Lembo parece ter mais sensibilidade do que o ex-governador Geraldo Alckmin, que sempre imaginou a possibilidade de esmagar a criminalidade com emprego da força policial. Mas Lembo não tem como fugir dos conceitos correntes. Em discurso nesta manhã, contrapôs os ataques ao estado democrático de direito, o que faz sentido, mas não basta. Os governos brasileiros não têm políticas sensatas e eficazes de segurança.


A política de segurança pública do estado de São Paulo não funciona há muitos anos. Três governadores se viram diante de episódios monstruosos: Luiz Antônio Fleury Filho, por sinal ex-oficial da Polícia Militar e ex-promotor, governava quando houve a invasão do Carandiru (outubro de 1992), da qual resultou a soma oficial de 111 presos mortos. Fleury atribuiu ao então secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, a responsabilidade. Mario Covas foi para a televisão depois do episódio da Favela Naval, em Diadema (março de 1997), quando um policial truculento matou um homem que acabara de ser revistado num bloqueio. Vergonhosamente, Covas disse diante das câmeras que tinha encaminhado o assunto ao comando da PM. Livrou-se da responsabilidade. Em fevereiro de 2001 fazia um mês que Geraldo Alckmin havia assumido o governo – a doença que mataria Covas tinha entrado em estágio terminal – quando houve rebeliões coordenadas em 29 presídios paulistas, nos quais presos foram mortos e 10 mil pessoas foram feitas reféns.


O governador Alckmin costumava apresentar como trunfo o fato de São Paulo, com vinte e poucos por cento da população brasileira, ter quase metade da população carcerária. Segundo o advogado Sérgio Mazina, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, o saldo positivo de novos presos versus presos libertados no estado de São Paulo anda pela casa dos 800 por mês, o que implicaria, dentro da lógica alucinada em vigor, a necessidade de construir, equipar e guarnecer um presídio novo a cada 15 dias. Alckmin, em diferentes ocasiões, gabou-se do tamanho dos efetivos da PM de São Paulo, que é maior, no estado, do que o das Forças Armadas.


O governo federal, desde sempre, omitiu-se na questão da criminalidade. A ditadura piorou a situação militarizando e tornando mais violentas as polícias. Após a redemocratização, nunca se percebeu que a questão, em certa dimensão, precisa ser federalizada, como foi nos Estados Unidos, por exemplo, em momento crítico de alastramento selvagem da criminalidade.


O governo de Fernando Henrique Cardoso padeceu e o de Luiz Inácio Lula da Silva padece da mesma incompreensão conceitual do fenômeno. Vamos ver se nesta crise reaparece o personagem que conseguiu realizar um dos mais notáveis sumiços dos últimos tempos, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.


A mídia é completa, cabal, visceralmente co-responsável por este estado de coisas. Ela trabalha em aliança com a polícia, cujos métodos ineficazes é incapaz de criticar, cujas dificuldades desconhece, e da qual se aproxima quase sempre com o único e exclusivo intuito de praticar a mais deslavada espetacularização.


A polícia, no Brasil, sempre é bom insistir, é parte essencial da atividade criminosa. Mídia e polícia são parceiras.


O Jornal Nacional desta noite dará um primeiro balizamento do comportamento da mídia diante dessa questão. Os jornais de domingo ampliarão essa reação. Não se esperem milagres, especialmente no fim de semana.

Todos os comentários

  1. Comentou em 08/08/2006 GILBERTO CLEMENTINO DOS SANTOS DOS SANTOS

    O desenvolvimento econômico, sem dúvida, com distribuição de renda, revelará uma minimização da violência. Acompanhado de investimento no social e ataque maciço ao campo da educação e cultura. Como os projetos e cenários demonstram grande debilidade e falta de compromissos com a verdade e a ética, resta-nos acreditar que Deus é brasileiro e, de um momento para o outro, condições internas e externas nos ajudem a salvar o País desse estado de calamidade em que nos metemos.

  2. Comentou em 15/05/2006 Dermeval Vianna Filho

    Prezado Mauro. Postei uma mensagem aqui no começo da tarde de hoje. Contudo, ainda não vi esta publicada. Gostaria de saber se ouve algum erro na postagem ou se a demora é fruto do excesso de mensagens postadas em relação ao presente texto. Obrigado.

  3. Comentou em 15/05/2006 Marcio Diniz da Silva

    Temos de fazer algo contra este descaso dos governos! Greve geral! até o exercito ir caçar esses miseráveis! Não podemos deixar que vire moda matar nossos policiais.

  4. Comentou em 15/05/2006 paulo silva

    ´A LIÇÃO DAS PENITENCIARIAS
    JÀ pensou se o povo fizesse omesmo em relação aos políticos corruptos,autoridades,Meritíssimos e os socialites que vivem dos privilégios corruptíveis a mercê de um povo semi-alfabetizado!

  5. Comentou em 15/05/2006 Alexandre Nunes

    A mídia nunca irá cobrir bem, como deveria, um evento como este de São Paulo.
    Vou te dizer o motivo: Pois nunca entrevistam os policiais que realmente lidam cara a cara com o criminoso. Estes sim podem
    definir as causas e as possíveis saídas.

  6. Comentou em 15/05/2006 Márcio Azevedo Dias Azevedo

    A podridão tomou, de vez, conta da imprensa brasileira. Salvo raríssimas exceções, o que vemos é a tragédia midiática, que começou, no Brasil, com Chatô, passou por Carlos Lacerda e segue(?) com Mainardi. São ‘empresas’ e ‘profissionais’ que mentem, agridem e difamam em nome de suposta ‘liberdade de imprensa’. Liberdade para eles conseguirem seus intentos pessoais e corporativos. E agora esse aprendiz lacerdiano, o Mainardi da VEJA, um fascista que recebeu verbas de políticos e sabe lá mais de quem, ataca frenéticamente o presidente LULA. O que querem essas ‘empresas ideológicas’? será dinheiro? Não sei responder, mas sei que mentem descaradamente. Existem bons profissionais e excelentes veículos de infomação, mas, logo são perseguidos e escluídos. Vejam o caso do Jornalista Franklin Martins, sempre primou por uma conduta profissional e faz comentários com isenção e inteligência. Agora está sendo perseguido implacavelmente pela GLOBO e por VEJA. O crime organizado não está apenas nas penitenciárias, portos e aeroportos está, também, na mídia… VEJA, GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADÃO… enfim as nove famiglias que dominam e monopolizam a informação nesse país de forma criminosa. A lama que jorra nesse nosso sofrido Brasil, também, vem da mídia. Onde estão a OAB, a ABI, onde estão todos os ‘paladinos’ da ‘moral’ e da ‘justiça’? Que vergonha!

  7. Comentou em 15/05/2006 GILBERTO CLEMENTINO DOS SANTOS

    Quando a mídia repercute os acontecimentos perpetrados pelos comandos criminosos pelo país afora, somos inclinados a, novamente, chorar pelo que poderia ser e não é, pela esperança perdida, pelo desencanto tácito.
    Enquanto as chamadas superpotências trabalham com cenários futuros, buscando a consolidação cada vez maior de campos hegemônicos de domínio, continuamos engatinhando e deixando escapar por entre os dedos oportunidade ímpar de sermos uma grande Nação, que aproveitando seus imensos recursos materiais e humanos, se afirma, fazendo com que o crescimento econônomico produza a tão almejada justiça social, com divisão de riquesas e prosperidade para todos.
    Por isso mesmo é que todos esses acontecimentos nos enojam. Urge que tenhamos um plano de metas, onde através da educação de nosso povo possamos suscitar uma nova geração de políticos, voltados não para o próprio umbigo, mas para o bem-comum. Uma geração de políticos que produzam um novo ordenamento jurídico, que dê celeridade a justiça, que respeito os cidadãos em igualdade, oferecendo oportunidades iguais para todos. Se comparados ao produto interno bruto da Noruega, gastaremos de 300 anos para chegar lá, então alguém pensou em fazer a comparação com Portugal – 150 anos – para ter uma renda per-capita parecida. Tá difícil…

    Tudo isso estava e sempre esteve escrito. A necessidade de metas, de planejamento

  8. Comentou em 15/05/2006 Adalberto Braghirolli

    O comentário do jornalista está na mesma linha que ele critica.
    Enquanto não houver uma reforma do Código Penal Brasileiro nada vai mudar.
    Todos concordamos com o profundo abismo social , porém é preciso agir enérgicamente contra aqueles que já não tem recuperação e trabalhar para educar quem ainda é recuperável.

  9. Comentou em 15/05/2006 Ivo Korytowski

    Muito fácil botar a culpa de tudo na imprensa. A culpa mesmo é de nossa legislação arcaica e da insensiblidade dos políticos que pensam mais em se locupletar que em resolver os problemas do povo. E quando falo povo, incluo a classe média que sofre agressões terríveis por parte de bandidos e não têm como se defender. A imprensa é quem menos tem culpa. Pelo contrário, não fosse a imprensa, essas agressões diárias sequer seriam registradas.

  10. Comentou em 15/05/2006 Soraia Peres

    Sai o Chuchu, entra a Lesma…

  11. Comentou em 15/05/2006 Eliane Gomes

    Nosso governador deveria se chamar Claudio Lento, ou Claudio Lesma, sai o Chuchu, entra a Lesma…

  12. Comentou em 15/05/2006 Marco Antônio Leite Costa

    Senhor Paulo Peres, será que a única solução para combater à violência que ora ocorre em São Paulo é matar os foras da lei. Sou a favor de eliminar os governantes que nada fazem para conter na fonte o crescimento desta violência, ou seja, dar e obrigar todas às criaças a permanecerem período integral numa sala de aula. Fazer do jovem verdadeiro cidadão, a fim de que construam uma nação que seja de todos de verdade. Salientamos, uma nação livre se faz com educação, cultura, trabalho e honestidade. Abraços – Marco

  13. Comentou em 15/05/2006 avany dias cardoso

    Saudações,estou estarrecida!As notícias que chegam ,hoje, são de que o povo não está conseguindo sair de casa – zona sul – ônibus parados nas garagens ou queimados nas avenidas; rodízio liberado…Não bastasse a Igreja que frequento atualmente, sou a favor do ecumenismo,fez uma grande descoberta de roubos feitos por bispo,bispas, pastores… que mundo é esse? a mídia nos apresenta uma criança pisando a Bandeira americana? quando as tropas foram enviadas, apoiaram o presidente Bush… e o que está acontecendo aquí em SP não é político? Penso que vc deve acrescentar: ‘mídia, policia e políticos são parceiros’.

  14. Comentou em 15/05/2006 Joserilson Rodrigues de Azevedo

    Já não dá pra ficar só ouvindo estes políticos e administradores públicos falando besteiras. É fácil falar quando se tem segurança particular e carro blindado para se deslocar. Eu quero é saber o que o cidadão comum pode fazer quando os seus defensores (O ESTADO), represenados pela polícia; estão sendo atacados e não sabem e não tem como se defender. AH! CADÊ OS DIREITOS HUMANOS, QUE BRADAM SEMPRE QUE UM BANDIDO LEVA AO MENOS UM TAPA; ELES LOGO MOBILIZAM TODA A IMPRENSA NACIONAL E INTERNACIONAL. Deveriam aparecer agora para confortar estas famílias e ajudarem a garantir uma indenização, já que embora alguns policiais não tenham morrido no exercíco de sua função; morreram devido a sua condição de agente público.

  15. Comentou em 15/05/2006 alfredo sternheim

    A Mídia tem sua parcela de culpa nesta tragédia. Por glamurizar a violência, como lembra aqui o advogado Raslan. ALém do programa do Fantástico que ele citou, lembro o Domingo Legal de setembro de 2003 sobre o falso PCC, os filmes de Tarantino e outros bem violentos que deslumbram nossos inteletuais,e nossa imprensa que, nesses tempos de maré anti-PT se omitiu, deiixou de apontar as falhas do governo de SP. Nos grandes jornais, raramente vi nos últimos 2 anos alguma matéria sobre as pessimas condições das nossas delegacias com cadeias super-lotadas, o risco e a falta de motivação dos PMs de SP (ganham pouco, nem 10% de um deputado e eles, policiais, botam mais a cara pra bater).O grande Mário Covas foi honesto: disse que uma de suas frustrações foi não ter resolvido o problema da segurança pública e da Feben. Não é justo partidarizar o debate, crucificar Alckmin, embora ele já esteja tendo boa oposição por conta de FHC e o governador Lembo. O primeiro disse, segundo o Painel da Folha, que ‘Serra tem planos para tudo, Alckmin não tem planos.’Era uma ironia, segundo o jornal.Uma ironia mui amiga. Lembo afirmou que o governo do estado já sabia há 20 dias dessa reação do PCC e depois, em meio a 60 ônibus destruídos e muitas mortes, afirmar que a situação está sob controle. APosto que essa retórica equivocada (troféu Magda) vai ganhar menos realce que a dança da deputada Angela.

  16. Comentou em 15/05/2006 Mauro Becker

    Lamento que o movimento também social ocorrido não seja oriundo de pessoas de bem, sem dívidas com a justiça. Com certeza não seriam estes os métodos aplicados.

  17. Comentou em 15/05/2006 rose marinho prado

    Reparem que a home do Terra traz à esquerda todas as notícias ligadas aos recentes distúrbios de São Paulo. Há pouco a manchete era ‘Onda de violência em São Paulo’. O substantivo ´onda´ impessoaliza o fato, relativiza tudo , dá a impressão de tudo não passar de um fenômeno, onda, tsunami, etc. No canto direito, escancara La Bunchen numa sainha curta. É de doer! Tudo fica no mesmo saco: sangue, idolatria à beleza, fanatismo (abaixo vem a escalação da seleção). Está na cara que o objetivo ali é mais do que comercial. Triste demais esse tipo de jornalismo. http://www.terra.com.br/capa/

  18. Comentou em 15/05/2006 paulo perez

    A policia de São Paulo é um ‘tigre de papel’. Poderosa, armada e impotente. Pergunta-se: Pode a policia usar dos meios devidos contra esses ataques terroristas? A ‘sociedade jurídica’ e o ‘meio acadêmico e de direitos humanos’ aceitariam a solução definitiva para esses problemas de rebeliões? Aceitariam a eliminação de inimigos da sociedade? Sim, porque alguém realmente acredita na ‘reabilitação’ de Marcola e outros? A resposta é clara, bastou eliminarem 111 ‘bons cidadãos’ e a Midia já fez um escandalo! O Padre Lancelloti, o Suplicy e outros [expressão insultuosa] foram correndo abraçar os presos (pergunto se a família do bombeiro assassinado foi abraçada por alguns desses párias). A solução todos conhecem mas, por interesses ou hipocrisias, ela demorará muito para ser adotada. Enquanto isso, aqueles que recebem uma miséria para garantir o futuro e a segurança da sociedade (e de seus ‘intelectuais os direitos humanos’) continuaram a sofrer e pagar com suas vidas. É revoltante.

  19. Comentou em 15/05/2006 rose marinho prado

    Não entendo muito a fundo a questão econômica.. Mas não acho que tudo que está acontecendo tenha origem lá na Ditadura. Parece que as privatizações e mais exato o neoliberalismo é a causa disso tudo. Por quê? Para o mercado o dinheiro nã tem cara. Vai daí que o crime tem mais dinheiro e, portanto, força, tanto moral quanto material.
    Há um glamour na história do crime ( vide bailes funk), isso chama adesão, dentro duma sociedade de massas. E o básico: o crime tem mais poder bélico que o nosso estado brasileiro, capenga em todo sentido.
    Não sei se escrevi bobabem. Não é minha área essa discussão.

  20. Comentou em 15/05/2006 Christina Panes

    A tendência nesta situação de violência é o agravamento. O cerne do início de uma mudança, no meu modesto ponto de vista, é a necessidade de alteração da legislação. Quanto à mídia e seu despreparo, é mais do que evidente na cobertura da rebelião da penitenciária de Campinas, onde mulheres do presidiários apedrejavam os guardas, o editor de imagens da Rede Globo mostrou a cena do guarda, com seu rosto em evidência, atirando para cima para apaziguar a situação. Quem foi exposto?

  21. Comentou em 15/05/2006 Sidinei L.

    Por falar em ‘FANTÁSTICO’, imprensa e mídia, por quê não colocar também o grande papel que essas instituições têm ao propagar o estado alienatório à população?
    A semana televisiva está repleta de novelas, onde o contexto maior são os relacionamentos afetivos, e quase ninguém trabalha nesses folhetins amadorescos. O Globo Repórter vive exibindo documentários sobre animais, pontos turísticos, assuntos esotéricos….A Record, SBT e Bandeirantes nos mostram o mundo cão sensacionalista em seus folhetins jornalísticos. O dia de domingo tem grupos musicais, gincanas, dança dos famosos, vídeo-cassetadas….
    Realmente, se o papel desse meio de comunicação se resume ao que escrevi assima, o povão fica à margem de saber o que realmente acontece ao se redor, sociologicamente falando. Não conhecemos o verdadeiramente o país e as cidades em que vivemos.
    O discurso de que falta educação e trabalho desmorona com a exuberância educacional da Europa e sua ‘surpreendente’ falta de emprego e revoltas sociais. Será que educando o povo e tentando-lhe dar emprego, a violência e o pensamento de que o crime compensa acabará?

  22. Comentou em 15/05/2006 Margarida Roman

    A eficiente logísitica do crime organizado: organizou ações globais conjuntas: planejou ataques pontuais, identificando o inimigo; coordenou ataques relâmpagos com infra-estrutura de ponta(veículos e armamentos); atacou público-alvo pré-definido inclusive rastreando hábitos e rotinas da comunidade de segurança pública.
    O crime desorganizado deve estar com inveja! Dramática e intestinal realidade brasileira.
    A inteligente perversidade do calculado megaprojeto de execução é de uma macabra sofisticação e estilo que deve estar despertando o interesse da turma do ‘ lá vou eu de bomba’ do Oriente Médio.
    Quem são esses homens que organizaram tudo isso?

  23. Comentou em 15/05/2006 ianedrumond drumond

    ao encontro do bird em belo horizonte foram feitsa manifestações com caixões pretos aonde se hospedaria o presidente lula;tendo sido abortada pela imprensa e governos locais;teria servido de alerta para a onda de desestabilização do pais pela falencia das instituições. Polícia para muitos é mal necessário ,mas o total abandono dessas instituições enfraquecem o poder constituído.Menos retórica e mais açãosão necessarias ao planos de governos federais ,estaduais e municipais neste setor. Parabens pelas reportagens!!!

  24. Comentou em 14/05/2006 Bruno César Gomes Duarte César

    Seria interessante ressaltar a decadência presidiária q nosso pais vive não apenas focalizadando o Estado de São Paulo; claro que este não poderia deixar de causar a polémica que o assunto pvoca. Salientamos que devemos lembrar a falta de uma administração responsável às necessidades do sistema presídiário, esta realidade faz com que o caos reflita não apenas no âmbito nacional, nos causando não só a sensação de pavor e abandono por parte da classe organizacional (que deveria ser a classe politica), mas também refletindo uma imagem de âmbito internacional de uma pais inerte à má administração de nossos presos, que mesmo pagando pelos erros cometidos, acabam, também, pagando pelo erro de nossos irresponsáveis representantes.

  25. Comentou em 14/05/2006 francisco latorre

    taí a linhadura tucana.
    a responsabilidade é do geraldo sim.
    os mesmos que advogam invasão da bolívia patrocinam
    o desastre em terras paulistas.
    só falta empurrar a responsabilidade ao governo federal!

  26. Comentou em 14/05/2006 Isabel Couri

    O que mais me espanta nesse caso é que não aparece um MAURICINHO dos Diretos Humanos ou melhor isto no Brasil não existe.Esta corja dos direitos humanos só apareceria se fosse o contrário SE TIVESSEM MORRIDO VAGABUNDO.Hoje mães estão chorando no seu dia e eles onde estão.O que precisamos no Brasil é de pena de morte para BANDIDO,porque para os cidadãos os bandidos já decretaram esta pena. [Incitação à violência.] PARA CHORAR AS NOSSAS MÃES QUE CHOREM AS MÃES DELES. [Incitação à violência.]

  27. Comentou em 14/05/2006 Haertel Duarte

    Na minha opinião a situação de violência que vivemos é um misto de incompetência, omissão e passividade. O crescimento da criminalidade não é um fato inesperado e imprevisível. Sendo assim falta um planejamento de longo prazo visando dar a resposta que a sociedade espera para o controle dessa situação. A omissão se dá a partir do momento em que é reconhecida por todos a fragilidade do nosso sistema carcerário que não consegue evitar que criminosos presos continuem a comandar o crime e o que é pior, não conseguem sequer manter um esquema de informações que permita abortar previamente uma operação de tal envergadura como a que ora presenciamos. E a sociedade assite passivamente a todos os acontecimentos como se o problema não fosse dela. Tal combinação nos projeta um futuro sombrio, onde, infelizmente, veremos novamente mães, esposas e filhos chorando a perda de seus entes queridos de forma tão absurda e brutal.

  28. Comentou em 14/05/2006 Aline Souza

    Acho que a real solução para o problema da violência no Brasil não passa de mera utopia, a situação chegou a um ponto incontrolável, não se pode culpar um ou dois governos pela realidade vinda de um acumulo de atitudes irracionais ao longo da história do país.
    Não só a mídia, os policiais, os politicos, e tantos outros setores da comunidade são responsáveis pelo caos em que hoje presenciamos.

  29. Comentou em 14/05/2006 Josĺe Nogueira

    Fracassos e problemas

    É curioso notar a diferença de termos que a mídia usa para se referir aos problemas das diferentes esferas de governo. Na esfera da administração federal os problemas são chamados de fracassos, já os problemas de responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo, como o poderio do PCC e sua conseqüente chacina de policiais, nunca são diagnosticados como fracasso, na maioria das vezes são fatalidades, quando muito, problemas.

  30. Comentou em 14/05/2006 Felipe Leal

    O mais assustador é que todo esse episódio de proporções inimagináveis após ser controlado vai ser esvaziado das questões sociais/educacionais – que são tanto batidas, forjadas de clichês e pouco efetivas – e vão cair na mesma ladainha de sempre dos debates e politicagem frente às eleições de 2006. É uma tremenda pena que a situação esteja tão séria a ponto de gangues terem tomado a maior cidade da América do Sul de assalto e nenhuma solução prática e efetiva venha sendo discutida. É o terceiro mundo explodindo.

  31. Comentou em 14/05/2006 MCostaSantos Santos

    XXXXXXXX CHEGA DE HIPOCRISIA XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    Há décadas que o povo vem sendo usurpado dos seus direitos civis como habitação, educação, saúde, remédios, acesso à justiça, saneamento básico, água potável etc. Vivemos num país onde os PODERES CONTITUIDOS se preocupam com o corporativismo e protecionismo criando uma elite que se preocupa únicamente com O PODER. Esquecem, que há muito tempo, um casal tem que trabalhar para se sestentar e vão deixar os filhos com quem se o ESTADO é um irresponsável. Foram-se criando bairros sem urbanização e as crianças crescendo sem o amparo do estado. Hoje, a sociedade colhe os frutos podres e para os PODERES CONSTITUIDOS altas aposentadorias mais vantagens corporativistas. Agora a melhor solução para manter a segurança é construir presídios de alta segurança máxima em detrimento de construção de escolas, hopitais, creches etc.
    Algo tem que ser feito e só será feito se a sociedade se unir com a OAB, ABI, CREA, CRM, CRC, CRE, CRA, CRO etc.
    Falta de dinheiro não é, o que falta nas pessoas que ocupam os PODERES CONSTITUIDOS deste país são: PATRIOTISMO E CIDADANIA.
    Vemos há décadas os crimes do COLARINHO BRANCO ficarem impunes e conseguem que a sociedade ache normal os roubos nos cofres públicos.
    Enfim, mal ou bem a imprensa tem feito seu papel.
    E os representantes da sociedade ?

  32. Comentou em 14/05/2006 Paula Bandarra

    Gostaria de elogiar o seu texto..e elogiar tbm o Plantão da Record…

    Fizeram uma cobertura fantástica..e diferente da Globo…
    Sobre os ataques..é tão triste isto..pessoas inocentes morrem, pessoas cúmplices também…mas e ai?? e o estado?…não adianta só falar , ontem sai aqui em Rio Preto..logo minha mãe me ligou preocupada..pq atiraram no IPA (instituto Penal Agrícola) , logo depois fomos em um bar…onde aconteceu uma briga e ligaram para polícia..cade a polícia???..a impressão que me deu..é que estão com medo..não tiro a razão desse sentimento…mas as vezes eu não sei quem é pior..se é o ladrão ou aquele policial, oficial ou sei lá quem oficial…que descem ao degrau dos bandidos..e são cumplices deles muitas vezes…não acho que as armas e os celulares nas prisão..são um malabarismo lindo das visitas..não…acho que tem muita coisa…que devia ser investigada..
    o medo toma conta a cada…sair de casa virou cuidado geral…trabalhar a semana inteira..e final de semana ter medo de relaxar..de ir para um bar..e ser assaltada, estuprada …a violência ta aí..eles estão começando a dominar..li no Estadão que já era previsto as rebeliões…e pq não tomaram uma atitude mais segura?
    enfim..
    eu, com meus 21 anos…fico completamente revoltada com toda essa situação…e principalmente com medo…nojo..dessa hipocrisia que está virando sobrenome do Brasil…

  33. Comentou em 14/05/2006 Marco Antônio Leite Costa

    O Iraque é aqui, alguém duvida. Esta onda de terror está relacionada com a falta de uma política de segurança eficiênte. Outrossim, os três poderes, juntanente com os donos do dinheiro, não estão preocupados com o que ocorre com a partilha do famoso bolo, o qual cresce, mas a divisão é feita conforme a fome dos mais fortes. Marco

  34. Comentou em 14/05/2006 Maria Helenice Carneiro

    Nestes momentos há grande número de críticas e julgamentos. A impossibilidade de resolver problema de segurança em São Paulo e de outras gdes cidades vem de vários fatores. Uma delas é a falta de apoio e desrespeito a policia. O policial estará sempre em desvantagem, pois, ele tem que respeitar normas, o bandido não, e, se em algum momento o policial não respeitar, com certeza sofrerá represálias. Num caso como esse, que as delegacias e viaturas estão todas identificadas, os bandidos não. Como fazer?
    Qdo há confronto, se a perda for de bandidos, lá vem as entidades de defesa do direitos humanos e fala-se do assunto por um longo tempo. O caso do confronto na Castelo Branco é típico. Um ônibus com bandidos que, através de informações conseguidas de maneiras ‘ditas escusas’ que haveria uma operação, que todos foram mortos, deu um oba-oba enorme, a favor dos bandidos, lógico. Como a polícia pode trabalhar, se em qq falha os segmentos midia, ongs etc, julgam e já condenam suas ações.
    Presos exigem e fazem rebelião p/ mudar o fornecedor de quentinhas e melhorar o cardápio. O pobre trabalhador tem q comer marmita c/arroz e ovo.
    Enfim, nosso país tem mania de ‘glamourizar’ os criminosos. Pessoas famosas falam c/eles ao telefone. Mantêm contato. E o pior: acham normal. É nisso que dá.
    Bandido é bandido e tem que ser tratado como tal.
    Vamos dar mais apoio a polícia.

  35. Comentou em 14/05/2006 Ricardo Meneghetti

    Esta foi colombiana! Um bogotazo da criminalidade.São Paulo sempre ocultou a natureza violenta da sua sociedade ,representada pelas suas poícias,desde que 1964 implantou todas as mazelas reacionárias próprias da tradicional elite industrial.ALguns de seus representantes até apreciaram os métodos e participaram,lembram do sr.Boislem,ou coisa parecida,que ere viciado em sessões de tortura,(como ativo).E os secretários de segurança? Erasmo Dias ,seria um excelente instrutor em Abu Grabi,qualificações não lhe faltavam.E o cel.Fleury,que não se perca pelo nome,patrono do ‘pogrom’carcerário com paralelo somente em ‘EL Fronton’,um carandirú peruano ,com baixas semelhantes e barbárie exemplar.
    Quanto ao atual ministro da justiça, atribuir omissão,é desonestidade.Não se tem lembrança, de atuação tão intensa da Polícia Federal como nessa administração.Foram desarticuladas organizações dedicadas `a fraude,malvesação,desvios,crimes virtuais,crimes fiscais, e um elênco de malfeitorias tantas e antigas.Recorde-se da quele funcionário da câmara ,que há vinte anos
    fraudava provas de admissão ,fazia parte de uma dessas máfias de fraudadores de concursos e vestibulares,etc.Concordo que discursos indignados,homenagens aos mortos, promessas vagas,referências a causas difusas,nada resolverá.Decifrar a logística dessa ação ou apagar a luz e bater a porta

  36. Comentou em 13/05/2006 Célio Mendes

    Este evento vem mais uma vez provar que o crime esta organizado ja as forças do estado a cada dia que passa demonstram mais amadorismo em lidar com a situação, é inacreditavel que criminosos consigam articular uma operação de tão grande vulto sem que nenhuma informação seja interceptada pelo serviço de intelignecia da força publica (sera que existe?), tentem imaginar a logistica envolvida nesta operação, sera que ninguem detectou nenhuma movimentação incomum no submundo do crime ?

  37. Comentou em 13/05/2006 João Roberto Gullino

    E ainda tem uma população inteira culpando a polícia pelo ‘affair’ do Carandiru. Quem são os culpados agora por esta matança? Quem vai ser julgado? – Tudo balela, tudo hipocrisia. Enquanto os milindres de uma sociedade hipócrita não forem derrubados para se instituir a pena capital, cada vez mais haverá cenas como essa. E como sempre, o cidadão que paga pela incompetência das autoridades.

  38. Comentou em 13/05/2006 Meta tron

    A mídia peca porque mantém relação incestuosa com a polícia civil, muitas vezes se omite e não investiga por conta própria (fica esperando a máteria vir pronta do delegado ou investigador da PC). O fato grave dos incidentes desse fim de semana, é que já havia uma rebelião em andamento e não foi dada a devida cobertura, a Civil agiu políticamente tentando isolar a cúpula do PCC e não avisou os PMs sobre a operação, ficaram estes então expostos a retaliação. Necessária a unificação das polícias. A imprensa deve aos cidadãos de SP também o esclarecimento das operações ilegais de infiltrações de criminosos treinados pela Civil para investigar o PCC, a boatos que vários desses criminosos tornaram-se um braço político do crime, envolvidos em assassinatos de sindicalistas, prefeitos e desenbargadores em SP.

  39. Comentou em 13/05/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Creio que está na hora da imprensa pesquisar as ligações políticas dos criminosos ou as ligações criminosas de alguns políticos.

  40. Comentou em 13/05/2006 ariovaldo pitta

    meu amigo, você só anda assistindo ao jornal nacional, da rede globo. lá, realmente, o balizamento é pela pasteurização. hoje, enquanto o jornal hoje, da rede globo, dava matéria sobre cosmética, um jornal chamado plantão, da rede record, às 13h, fazia um balanço sério do que havia acontecido. o balizamento é este: fuja da rede globo como fonte de informação. agora, a record pode ser a opção. os tempos estão mudando. ariovaldo

  41. Comentou em 13/05/2006 Gilson Raslan

    Glamurizar o crime (o caso dos Falcões) e dar mais ênfase ao criminoso do que o crime em si são formas de incrementar a criminalidade. Os criminosos querem por que querem ter seus minutos de glória perante a nação. A imprensa, sobretudo a televisionada, está propiciando esta oportunidade aos criminosos. Ante esse raciocínio, não sei se certo ou errado, será conveniente que a imprensa não dê tanto ênfase aos criminosos em seu noticiário. A propósito deste raciocínio, vou expor o seguinte fato: lá pelos anos 70, Belo Horizonte experimentava uma onda de suicídio sem tamanho, fatos que eram noticiados com destaque na imprensa. Então, as autoridades, balizadas em estudos de antropólogos, psiquiatras e cientistas sociais, reuniram-se com a imprensa para pedir moderação em notícias desta natureza. Conclusão: os suicídios na lida Capital Mineira diminuiram de maneira significativa. Penso que já é hora de uma posição da imprensa neste sentido. Com a palavra as autoridades.

  42. Comentou em 13/05/2006 eucimar oliveira

    Caro Mauro,

    o governador mudou. mas a politica de segurança é a mesma e do mesmo secretario. Ou me equivoco? A proposito, alguma novidade sobre aquela emboscada ou confronto na praça de pedagio de uma estrada paulista? Normalmente, episódios desta gravidade sao politizados pelo noticiario. Mas tenho sérias dúvidas se teremos nos telejornais as entrevistas em que os entrevistados apelam para a intervençao das forças armadas. daqui a pouco saberemos. abrs.

  43. Comentou em 13/05/2006 Leandro Benetti

    Francamente, não acho correto colocar no mesmo balaio os (ex) governadores Fleury, Covas e Alckmin. Vejamos: a polícia de Fleury era notadamente violenta e pode ser muito bem medida pelo número de execuções (o Carandiru foi apenas a ponta mais visível da política de segurança da época) cometidas por policiais. Quando assumiu o governo, Covas nomeou para a Seretaria de Segurança o Profº. José Afonso, reconhecido no Brasil e no mundo como um defensor incansável dos direitos humanos. Os resultados desta nova política também podem ser medidos pelos indicadores disponíveis. No governo Alckmin, o Carandiru foi implodido, todas as carceragens dos DPs da capital foram desativadas e a repressão contra o crime organizado endureceu na base da tecnologia e da inteligência. Tanto é que os números de homicídios despencaram em todo o estado. No caso do governo Lula, o ministro Bastos anunciou a construção de presídios federais quando o caso de Fernandinho Beira-Mar veio à tona. Isto já faz 3 anos, e até agora nada … Claro está que o tema da violência, pela sua complexidade, não pode ser tratado com simplismos, partidarismos e generalidades. Pelo contrário. As políticas implementadas devem ser analisar caso a caso, para que não se cometam injustiças.

  44. Comentou em 13/05/2006 Fabio Martins

    Quanto ao conteúdo e forma da matéria: pleno louvor. Quanto aos fatos, suas causas, nexos, efeitos, repercussão destes, do ponto de vista crônico ou agudo, estribado em lições de axiologia, de ética social e profissonal, em suma de realismo humanista, sobre as autoridades constituidas, em geral, civis, militares e religiosas, SEM COMENTÁRIOS.

  45. Comentou em 13/05/2006 Marco Antônio Leite Costa

    A criminalidade dos marginais do colarinho preto e dos de branco tomou conta do país. A única solução é uma mudança radical na Constituição, que protege a bandidagem em geral. Caso isto não ocorra, piores dias virão.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem