Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

A mídia e os mortos

Por Luiz Weis em 20/05/2006 | comentários

A imprensa está fazendo serviço de gente grande na cobertura do ocultamento dos massacres que tudo indica foram cometidos pela PM paulista nas últimas noites – e cujo resultado, no momento em que este texto é redigido está apenas quatro corpos atrás dos 111 chacinados no Carandiru, em 1992.


A Folha, por exemplo, revela hoje, em reportagem de Mario Cesar Carvalho, que o secretário de Segurança Saulo de Castro Abreu Filho mandou recolher do IML todos os laudos das mortes ocorridas em ‘confrontos com a polícia’. [Confrontos, modo de dizer. Em um número indeterminado de casos, que não há de ter sido pequeno, o que houve foram execuções a sangue-frio.]


O Estado, por sua vez, se pergunta em ampla reportagem de Roberta Pennafort e Luciana Nunes Leal: ‘quantos inocentes mortos’. A dúvida, portanto, é quantos; não se houve inocentes mortos.


E no editorial ‘O papel da polícia’ o jornal condena sem meias palavras a ‘matança que choca a opinião pública’. De quebra, destaca um ponto que tem passado meio batido nos comentários sobre o horror [exceto, talvez, por uma declaração do advogado e ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, na Folha de ontem].


O ponto está na alegação de que 70% dos mortos têm ‘uma longa ficha criminal’, como pretextou o comandante-geral da PM, coronel Elizeu Eclair. O jornal não deixou barato:


‘Mas o fato de alguém ter antecedentes na polícia não basta para justificar a sua morte. E qual a explicação para os 30% restantes?’


Já o Globo atira em direções opostas. Graças aos repórteres Ricardo Gandour [este do Diário de S.Paulo, do mesmo grupo], Chico de Gois e Flávio Freire, apresenta o noticiário mais completo sobre o abafa da eliminação do que se convencionou chamar ‘suspeitos de pertencer ao PCC’. A começar da manchete de primeira página ‘Cresce pressão sobre governo de SP por listagem de mortos’ e do título pá-pum da principal matéria interna, ‘E os nomes dos mortos?’.


Em compensação, sai com um editorial intitulado ‘Valor da polícia’, que em si é perfeitamente defensável ao pedir que as forças policiais sejam tratadas como ‘um segmento nobre e respeitado do poder público’ – mesmo sem esquecer que ‘nelas também há uma banda podre’ -, mas é de uma inoportunidade a toda prova.


Hoje não é de dia de enaltecer a polícia. É dia de ressaltar, como fez o Estadão, que, ‘se ceder às vozes que clamam por vingança e empregar violência indiscriminada’, a polícia se transformará ‘num bando armado’.


Hoje, amanhã, depois e sempre será dia de a imprensa desagradar aquela parcela não propriamente minoritária de seus leitores para os quais bandido bom é bandido morto.


Apurando e contando a verdade sobre as ações policiais. E tomando claramente o partido da civilização contra a barbárie.


P.S.1 Da série ‘Na mosca’:


A nota ‘Silêncio indecente’ do colunista do Globo Jorge Bastos Moreno:


Pior, bem pior do que as declarações erráticas dos que arriscam carreiras mas tentam soluções, ainda que equivocadas, para a crise de São Paulo, é a omissão oportunista dos que querem se preservar politicamente fugindo da responsabilidade de homens públicos. É repugnante o silêncio dos candidatos à sucessão de Cláudio Lembo.’


P.S.2 Da série ‘Daquela revista’:


Na edição hoje nas bancas, a Veja se diz atacada, entre outros, por ‘editorialistas crédulos, loucos para acreditar em tudo que favoreça o governo’.


Salvo engano, o único editorial em jornais brasileiros criticando a revista por haver publicado, sem provas, que o presidente Lula tem conta bancária não declarada no exterior, saiu quarta-feira no Estado.


Ficamos entendidos, então. O Estadão, quem diria, vive louco ‘para acreditar em tudo que favoreça o governo’. 


***


Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 23/05/2006 Kleber Amorim Moreira

    Pelo jeito o Sr. Paulo Perez, advogado, morador de Santos, que comentou sobre A mídia e os mortos, esqueceu uma regra básica de sua formação em Direito. Suspeito não é sinônimo de culpado. E quem elegeu o EUA como os donos da verdade absoluta? Deus? O Sr. Perez? Talvez ele tenha esquecido também, que nos Estados Unidos as coisas funcionam e a partir daí é possível cobrar com legitimidade e talvez com mais rigor. Talvez! Pois isto é um assunto a se discutir. O Sr. Paulo Perez talvez (de novo o talvez) nunca morou em um bairro de periferia ou simplesmente presenciou a ignorância que alguns policiais praticam, nestes lugares, com cidadãos inocentes, que simplesmente são enquadrados no estereótipo de criminosos, se é que há um. E ignorância é o mínimo entre outros abusos. Quanto aos policiais mortos, também é chocante, sem dúvidas. O que não dá mais é tratar a violência e a segurança pública como fatos isolados. O problema é bem mais amplo e interligado a outros campos. E por estes outros campos que se deve buscar a solução ou alívio desta situação sem lei que nos encontramos. Bandidos matam policiais, policiais bandidos matam também! Ninguém quer isso mais! Quanto aos “pensadores de banheiro”, quero dizer que admiro muito esses caras e aprendo mais com eles, do que aprendi com alguns professores em minha passagem pela faculdade de Jornalismo.
    Salve os mestres do Observatório!

  2. Comentou em 22/05/2006 paulo perez

    As mais sábias palavras proferidas sobre as mortes de ‘suspeitos’ foram àquelas do religioso Henry Sobel: ‘na batalha entre o bem e o mal, melhor o bem pecar pelo excesso que pela omissão’. Não me venham com churumelas! Aonde estava o articulista enquanto policiais morriam como moscas no fatídico domingo? Aonde estavam os ‘próceres dos direitos humanos e do politicamente correto’? Quer dizer, a policia morrer na mão do bandido é normal, o contrário é que não pode? Pois saibam vocês ‘pensadores de banheiro’ que nos EUA, se o policial te manda parar na rua e você não para, tem ordem para te abater, custe o que custar, tenha ficha policial ou não! Aqui o bando politicamente correto pretendeu entregar a segurança pública nas mãos dos padrecos e dos direitos humanos. Deu no que deu. A Rota ficou trancada durante mais de três anos porque matava demais! Besteira! Tivessem liberado a ação dos policiais antes e PCC seria lenda! Agora leio comentários que até defendem os bandidos, alguns falam: ‘chamem o Marcola’! Isso não existe. São inimigos dos cidadãos de bem, dos pais de família. Meu Deus, preferem a bandidagem à aplicação de punições e ao controle estatal dos criminosos! Vamos seguir exemplos já testados de repressão, como os EUA e vamos parar de ‘chorar bandidos’ porque esse tipo de manifestação só existe no Brasil! No resto do mundo, bandido bom ou está morto, ou em RDD max!

  3. Comentou em 22/05/2006 SubHeaven Paulo

    Alguém ja investigou para saber se as pessoas mortas eram inocentes ou não?

    Enquanto isso não for feito não há porque acusar ou apoiar a ação.

    Algo deveria ser feito e se quem comandou a policia que resultou nesses mais de 100 mortos tiver mais que 2 neurônios ele(s) não daria um tiro no próprio pé matando inocentes.

    Há uma guerra entre assassinos e a polícia e mortes iriam acontecer mais cedo ou mais tarde.

    Não defendo a polícia pois eu também sou um dos que a acusaram de incompetente no inicio dos ataques. Mas se ela tivesse que ter feito alguma coisa, não era dando palmadas ou tirando a sobremesa que resolveria o problema.

    Quanto a questão de um passado de criminoso ser ou não motivo eu concordo realmente que não serve como desculpa para a morte mesmo.

    Mas o ser humano tem que aprender a ter a conciencia de que se ele resolve seguir o caminho do crime, ele corre riscos.

  4. Comentou em 22/05/2006 Maria Izabel Ladeira Silva Silva

    Tava demorando aparecerem os defensores dos ‘esquadrões da morte’!
    QUEM DISSE QUE A POLICIA SÓ MATA BANDIDOS? QUEM DISSE QUE A POLICIA TEM DISCERNIMENTO PARA SABER QUEM É E QUEM NÃO É BANDIDO? QUERIA QUE UM FILHO SEU FOSSE ATINGIDO ‘POR ENGANO’ PARA VOCÊ SENTIR NA PELE O QUE É UM ESTADO TERRORISTA, QUE, INCAPAZ DE COMBATER A CRIMINALIDADE, ATACA OS POBRES INDISCRIMINADAMENTE!
    Que classe média nojenta!

  5. Comentou em 22/05/2006 Euripedes Alcantara

    Por que os senhores não mudam o nome do site
    para Observatório da VEJA. Seria mais honesto
    com seus leitores e patrocinadores.

    abraços,

    Euripedes Alcantara
    Diretor de Redação
    VEJA

  6. Comentou em 22/05/2006 João Humberto Venturini

    O que dizer de um individuo chamado João Mellão Neto que só escreve asneiras no Estadão. No seu último artigo ele elogiou a polícia pelo eficiente trabalho dos ultimos dias, ou seja, a morte de mais de 100 ‘suspeitos’. Mellão Neto parecia o Maluf elogiando a Rota e tb ignorou a identidade das vítimas até agora. O pior de seu artigo reácionario e estúpido foi ele parabenizar a polícia , como se com essa matança tivesse resolvido o problema da violência em São Paulo.

  7. Comentou em 21/05/2006 douglas puodzius

    Sobre meu questionamento em relação ao último globo reporter.
    ‘Achei estranha a materia asseptica, ou diria, simplória. Vc concorda com esta observação ou viu diferente? Na sua opinão: Ela assim foi realizada por vontade ou por capacidade, ou melhor, falta de capacidade?’
    Como sua resposta foi que não assistiu. Fiz a mesma perg. para Malin
    e ele em breve comentario, que achei interessante, recomendou para aqueles que não assistiram o programa, um endereço que dá uma dimensão exata do que foi a materia.
    http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-10486-2,00.html
    Me deu a imprensão que começaram a tatica utilizada pela matriz após o ‘onze de setembro’ . Aquelas homenagens para os póliciais mortos e pouca discussão produtiva sobre o assunto.

  8. Comentou em 21/05/2006 JORGE MANFREDO

    BANDIDO BOM É MESMO BANDIDO MORTO.
    CHEGA DE DEFENDER DIREITOS HUMANOS SÓ PARA OS DELINQUENTES!CHEGA DE INÚTEIS DISCUSSOÊS ACADÊMICAS SOBRE VIOLÊNCIA.
    CHEGA DE IMPUNIDADE!

  9. Comentou em 21/05/2006 Sebastião Arlém de Oliveira

    Indaga-se, entre 107 mortes, todas ocorreram de forma legítima?
    A lógica não permite tolerar-se um Estado bandido.

  10. Comentou em 21/05/2006 Haroldo M. Cunha

    José de Souza, me permita copiar seu comentário incuindo somente uma coisa: ´Em 1862, Victor Hugo publicou ‘Les Misérables’. O personagem central, Jean Valjean, era um homem bom que se transformou, pela pobreza, num pequeno ladrão, cuja vida e dignidade foi restaurada pela confiança de um bispo e pelo seu próprio amor por uma criança que ele resgatou da miséria. Para a polícia francesa, no entanto, Jean Valjean era apenas um homem com uma ‘longa ficha criminal’. E por isso foi perseguido incansavelmente pelo competente policial Javert. No fim, o policial jogou-se no Rio Sena, suicidando-se ao perder a fé nos sistemas policial e judiciário de seu país. É querer muito que nossa polícia leia as quase 1.500 páginas do livro, para descobrir que pode haver um homem bom por trás da longa ficha criminal. Nossa polícia foi treinada, como Javert, para ser o braço armado de um sistema legal que FOI CRIADO PARA BENEFICIAR a ‘minoria branca’, como definiu o governador Cláudio Lembo a nossa burguesia. Possivelmente, em nosso meio, encontraremos mais Valjeans do que Javerts. Por isso, a maioria ‘não branca’ deste país continua gritando ‘chame o ladrão, chame o ladrão!’. Ou, mais dramaticamente, ‘chame o Marcola, chame o Marcola’, pois o tráfico significa uma esperança para milhares de jovens – uma esperança fugaz, pois são logo exterminados – de ingresso no mercado de consumo.

  11. Comentou em 20/05/2006 Rodrigo Pereira

    Qual opinião publica esta escandalizada com a mortes dos bandidos? Ficamos escandalizados com a morte dos policiais, se o Estado não reprimir com mão de ferro neste momento, perderá todo o controle, e os jornalistas novamente tentam jogar a opinião publica contra o Estado, parem de mostrar o problema e comecem a mostrar soluções é isto que queremos. Soluções para os nossos problemas e neste momento a Policia tem resolvido o problema imposto a sociedade justa pelos bandidos, a lei deve imperar e não o crime, o policial é melhor do que o bandido.
    Mas tem policial bandido? Não, tem bandido que é policial.
    Fogo neles que tem muito bandido ainda para morrer.

  12. Comentou em 20/05/2006 Philipe Versiani

    Com violência não chegaremos a lugar nehum.

  13. Comentou em 20/05/2006 Antonio Prado da Silva Prado da Silva

    Hoje, 20/05/06, O SR. Daniel Dantas soltou uma nota à imprensa desmentindo a revista VEJA em duas reportagens que no Sábado passado dizia que presidente LULA e outros mantinham contas em paraisos fiscais e na de hoje que diz que o ministro TOMÁZ BASTOS ter tido encontro secreto com Daniel Dantas.

  14. Comentou em 20/05/2006 Isabel Cristina Couri

    ESTAVA DEMORANDO PARA APARECER OS DEFENSORES DA MARGINALIDADE.ONDE ESTAVAM OS MESMOS QUANDO MÃES CHORAVAM POR SEUS FILHOS POLICIAIS QUE FORAM MASSACRADOS COVARDEMENTE PELA BANDIDAGEM.AGORA VEM MINISTRO,OAB,DIREITOS HUMANOS,COMISSÃO DISSO,DAQUILO.POR QUE NÃO MOSTRARAM A CARA NOS VELÓRIOS DAQUELE TRISTE DOMINGO?FORAM AO ENTERRO DE ALGUM PO´LICIAL?CONSOLARAM ALGUMA MÃE PELO PÉSSIMO DIA DAS MÃES QUE PASSARAM?CONSOLARAM ESPOSAS E FILHOS QUE NÃO TERÃO MAIS A COMPANHIS DE SEU ESPOSO E PAI? SABEM SE ESTÃO PASSANDO FOME?BANDIDO BOM SÃO AQUELES DA FAXINA DO CARANDIRU, NÃO VOLTAM MAIS.PARA BANDIDO TODOS OS BERROS DA SOCIEDADE PARA OS CIDADÃOS MORTOS O ESQUECIMENTO.POR ISSO ESQUADRÃO DA MORTE,FLEURY,PANTOJA OU QUEM POSSA NOS LIVRAR DESTA ESCÓRIA HUMANA,POIS QUANDO RESOLVEM MATAR ELES NÃO POSSUEM SENTIMENTO ALGUM.POR QUE NÓS CIDADÃOS DE BEM DEVEMOS NOS PREOCUPAR COM QUANTOS MORRERAM?QUANTO MAIS,MELHOR PARA NÓS.
    E AI SENHOR WEIS VAMOS CONTINUAR PREOCUPADOS COM A BANDIDAGEM QUE VAI VER A COPA COM TEVES NOVINHAS EM FOLHA? E AS CRIANÇAS ÓRFÃS QUE NÃO TERÃO SEUS PAIS PELO RESTO DA VIDA????

  15. Comentou em 20/05/2006 Nadia Chacra

    Não pode ser possível que alguém critique a polícia de São Paulo e o secretário Saulo nesse momento em que necessitam do apoio da população. Para aqueles que não conseguem se colocar no lugar desses policiais mortos de forma covarde, um desejo: que sejam alvos do PCC.
    Lógico que precisamos de maior distribuição de renda, educação etc. com referência à educação, por que a USP ainda recebe a elite para estudar gratuitamente? Somente aqueles que realmente não podem pagar deveriam estar estudando em instituição pública.

  16. Comentou em 20/05/2006 Marco Antônio Leite Leite

    Parabéns senhor José de Souza, o Brasil sente muita falta de pessoas lúcidades como vossa senhoria. O verdadeiro culpado por tudo o que esta ocorrendo tem um nome, ou seja, concentração de renda. Abraços – Marco

  17. Comentou em 20/05/2006 Jose Eduardo Camargo

    Carpideiras do politicamente correto derretei em vossas hipócritas lágrimas!.Onde estáveis vós, jornalista autor do artigo incluso, quando policiais eram covardemente assassinados e atos terroristas praticados á luz do dia?. Por acaso de arma em punho oferecendo sua face ao acaso que poderia ser mortal?.Quem irá se lamentar pelo menino de cinco anos que soluçava de dor e sofrimento ao ver seu pai, investigador de polícia ser enterrado?. Serão escritos artigos sobre ele? As organizações de direitos humanos procurarão sua família para dar apoio e conforto?O Ministério Público verificarà se o Estado estará amparando a contento sua família?.Basta de hipocrisia!Chega de lamentações baratas!Os vilões que devem ser execrados e enquadrados pela sociedade e pelo Estado certamente não estão usando farda.

  18. Comentou em 20/05/2006 Ivo Pugnaloni

    O uso político do Datafolha pela Folha de São Paulo, não é novo. Exemplo é pesquisa sobre opinião dos paulistanos sobre o PCC. Nela, em clara manipulação, a Folha dividiu em dois grupos as opiniões dos que atribuem a culpa a Alkimin e a Lembo, se com 100 dias de governo, Lembo fosse dissociado de Alkimin, há 12 anos no poder. Diz a matéria de 17.05.06 : “o presidente Lula (PT) e o ex-governador Alckmin (PSDB) aparecem em posições similares entre os que consideram que eles tiveram ‘muita responsabilidade’. Lula teve 39%; Alckmin é apontado por 37%. Já Cláudio Lembo (PFL) é citado por 30% nessa.” Ora, Somando Alkimin e Lembo o percentual é 67% e Lula 39%, ou seja, a pesquisa mostra uma clara condenação do PFL/PSDB, que a FOLHA quiz esconder. Ou seja, na pesquisa eleitoral, os votos para o PFL e PSDB são somados. Na pesquisa sobre responsabilidade, divididos! Veja mais sobre essa nova manipulação da Folha em www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u121627.shtml.Passe adiante.

    ——————————————————————————–

  19. Comentou em 20/05/2006 José de Souza Castro

    Em 1862, Victor Hugo publicou ‘Les Misérables’. O personagem central, Jean Valjean, era um homem bom que se transformou, pela pobreza, num pequeno ladrão, cuja vida e dignidade foi restaurada pela confiança de um bispo e pelo seu próprio amor por uma criança que ele resgatou da miséria. Para a polícia francesa, no entanto, Jean Valjean era apenas um homem com uma ‘longa ficha criminal’. E por isso foi perseguido incansavelmente pelo competente policial Javert. No fim, o policial jogou-se no Rio Sena, suicidando-se ao perder a fé nos sistemas policial e judiciário de seu país. É querer muito que nossa polícia leia as quase 1.500 páginas do livro, para descobrir que pode haver um homem bom por trás da longa ficha criminal. Nossa polícia foi treinada, como Javert, para ser o braço armado de um sistema legal que beneficia a ‘minoria branca’, como definiu o governador Cláudio Lembo a nossa burguesia. Possivelmente, em nosso meio, encontraremos mais Valjeans do que Javerts. Por isso, a maioria ‘não branca’ deste país continua gritando ‘chame o ladrão, chame o ladrão!’. Ou, mais dramaticamente, ‘chame o Marcola, chame o Marcola’, pois o tráfico significa uma esperança para milhares de jovens – uma esperança fugaz, pois são logo exterminados – de ingresso no mercado de consumo.

  20. Comentou em 20/05/2006 Marco Antônio Leite Leite

    Pelo que eu saiba matar não é a lei, bem como não é a solução. Mata-se 1000, porém surgem outros 1000 num piscar de olhos. Outrossim, os PCCs dos guetes sugem em função de pessoas que pensam e ajem com o lado direito da vida. Abraços – Marco

  21. Comentou em 20/05/2006 douglas puodzius

    Caro Weis, Gostaria de saber o que vc achou do ultimo globo reporter. Pelo que entendi, a proposta era de fazer um resumo do que foi a semana de terror em são paulo. No entanto, em nenhum momento mostrou o governador, o prefeito ou qualquer outro politico. Achei estranha a materia asseptica, ou diria, simplória. Vc concorda com esta observação ou viu diferente? Na sua opinão: Ela assim foi realizada por vontade ou por capacidade, ou melhor, falta de capacidade?

  22. Comentou em 20/05/2006 José Carlos dos Santos

    Concordo com o jornalista Bastos Moreno, pois o que o povo não perdoará na eleição não são os eventuais erros na gestão do estado, e sim o sumiço durante a crise e, pior, a falta de solidariedade com Claudio Lembo que por incrível que pareça encontrou mais apoio no Governo Lula do que em Alckmin e Serra ou de outro membro qualquer do PSDB. E a covardia e a ‘traíragem’, para usar linguagem do PCC, o eleitor não poerdoará.

  23. Comentou em 20/05/2006 Mauricio Lima

    Meu caro. Bandido só tem medo de uma coisa, a MORTE. A atuação da policia paulista, reprimida desde o inicio do governo Covas, é apenas para mostrar aos transgressores, que a lei existe. Se tiver que matar 1000, que sejam.

  24. Comentou em 20/05/2006 Marco Antônio Leite Laite

    Polícia não foi inventada para matar, mas para prender. Outra situação sinistra é a de que a maioria dos mortas tinham papagaios com muitas penas, como esses polícias que participaram da faxina geral sabem que este ou aquele individuo pertence ao PPC, pois essa gente não carrega a marca que indica a sua legenda. Outrossim, será que não ocorreu uma matança na sua maioria gratuita, somente para justificar para a clientela de boa indole que a polícia é eficiênte. Senhor Secretário mostre a lista dos mortos, a população espera com muita espectativa a verdade dos fatos. Marco

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem