Quarta-feira, 20 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

A namorada errada

Por Mauro Malin em 05/01/2006 | comentários

A Polícia do Rio manteve presa durante 27 dias uma mulher erroneamente acusada de participar do incêndio de um ônibus com os passageiros presos dentro. É uma ex-namorada do traficante acusado de comandar a barbaridade e foi confundida com a atual namorada. A Polícia nem se desculpou. Como em milhares de outros casos, a prisioneira permaneceu esquecida pela mídia.


Compare-se o caso com a recente prisão de Paulo Maluf. Claro, claro, Maluf é um homem público, etc. Compare-se com as doze horas de Eliana Tranchesi. Bem, a loja dela é muito badalada. Compare-se com os dois dias do jogador Viola. Ah, é jogador, ídolo da torcida.


Uma exceção a essa regra cruel foi a da mulher de 74 anos de idade, com câncer terminal, presa por tráfico de drogas. A Folha de S. Paulo fez uma verdadeira campanha até que ela fosse para casa.   


Que lições ficam desses episódio?

Todos os comentários

  1. Comentou em 06/01/2006 Joao Escobar

    A lição que fica é: a mídia precisa de noticia fresca todo dia para vender na quitanda. Ficar lembrando que a tal namorada PODIA nao ser a verdadeira não vende nada. E tambem nao vai vender muito dar espaço para ela agora. É só mais uma favelada do Rio.

  2. Comentou em 05/01/2006 Luiz Seixas

    Estendam-se essas situações de m. à crise política e entende-se que o presidente reitere apelos para que sejam apresentadas provas cabais, concretas, antes de causar prejuízos irreparáveis, quer por ‘dedução’ de um apresentador de reality show (cuja fonte legitimadora é a opinião de feirantes e taxistas!) ou por ‘indícios’ tomados como fatos por relatores de meia pataca.

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