Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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A ‘nova direita’ em reportagem-biquini

Por Luiz Weis em 15/02/2006 | comentários

Boa sacada da Folha com a matéria “Direita, volver!’, de Marcos Augusto Gonçalves e Rafael Cariello, na Ilustrada de hoje.

A reportagem trata da crescente presença na mídia de representantes do que o texto chama “nova direita”.

Os personagens citados e ouvidos são Diogo Mainardi, na Veja, Reinaldo Azevedo, no Primeira Leitura, Nelson Ascher, na própria Folha, e Denis Lerrer Rosenfield, no Estado.

A posição da matéria é a seguinte:

“Antes `oprimida´ pela hegemonia cultural da esquerda – vigente no país pelo menos desde a década de 60 – a nova direita foi crescendo em desembaraço e afetação à medida que a esquerda, golpeada por crises, enfiava o rabo entre as pernas e se via representada por figuras duvidosas, como as do PT, anacrônicas, como Fidel Castro, ou patéticas, como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez (é preciso reconhecer que o material é estimulante).”

Descontadas a pouca isenção, o diagnóstico sumário e os adjetivos rombudos, o texto omite que a hegemonia cultural da esquerda praticamente deixou de existir no Brasil sob o tacão do Ato 5, quando imperavam figuras teratológicas como Gustavo Corção e Lenildo Tabosa Pessoa, sem falar no genial reacionário Nelson Rodrigues.

Antes dessa idade da treva, a tal da hegemonia esquerdista resultava em não pouca medida da existência de uma ampla variedade de importantes canais acessíveis de expressão política e cultural, como os jornais Última Hora, Correio da Manhã, Pasquim, Opinião, o caderno B do Jornal do Brasil, as revistas Senhor e Civilização Brasileira.

No mundo contemporâneo, em qualquer lugar, hegemonia é também – e muito – possibilidade de estar presente na mídia.

O que me leva à falha estrutural do “Direita, volver!”:

O fato de que em nenhum momento a reportagem encara a questão do espaço que a esquerda veio perdendo na grande mídia brasileira, por decisão de seus editores ou donos.

Já comentei aqui o caso extremo do Estado, onde, com raríssimas exceções, os artigos de opinião praticamente se confundem com os editoriais do jornal. A mesmice é confrangedora.

Pode-se argumentar que a Folha e o Globo, nesta ordem, abrigam razoável diversidade de idéias nos artigos assinados de colaboradores.

No Globo, por exemplo, o citado Reinaldo Azevedo faz das suas na mesma página em que escrevem Zuenir Ventura e Luis Fernando Verisssimo.

Mas o primeiro é da pesada, e os outros não.

Onde um Reinaldo de esquerda mordedora? Ou, valha-me o deus em quem não acredito, um Mainardi do avesso? Ou ainda um Rosenfield do PSOL?

Todos eles são doutrinários e escrevem textos de guerra na selva. Aparecem uma vez por semana nos órgãos que os publicam. Cadê, com a mesma frequência e o mesmo espaço, os seus opostos?

Não, não gostaria de ver os espaços abertos dos principais jornais brasileiros transformados em ringues enlameados para os contendores tentarem arrancar os olhos uns dos outros – resultado previsível do choque da direita raivosa com a esquerda idem.

Mas a realidade inescapável é que pela contundência dos seus textos e pela falta de um contraditório à altura, a direita brava tem mais chance de impactar a opinião pública, mesmo quando não detenha virtualmente o monopólio da palavra, como no Estado. Basta os seus porta-vozes serem lidos regularmente em órgãos de grande circulação.

Sem falar na ausência de um Jabor canhoto na Rede Globo.

Há uma crise do pensamento de esquerda? Há. Há decepções com líderes percebidos como esquerdistas? Há. E isso fez com que muito direitista deixasse de se fingir de liberal e saísse do armário? Fez. Tem razão de ser, portanto, a matéria da Folha? Tem.

Mas esquecer do papel das escolhas editoriais da mídia quando se discute o que acontece no mercado de idéias é fazer reportagem-biquini. A que mostra tudo, menos o essencial.

***

Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/08/2007 guilherme vergueiro

    surfando na Internet, à procura de artigos de um repórter muito sério (Lenildo Tabosa) deparei com ‘isto’que foi escrito por Você.
    Realmente, o Olavo de Carvalho selou o assunto. ~Pôs uma pedra no tema e em vc.
    Qualquer idiota sabe que a imprensa (qualquer uma, televisiva e radiofônica inclusive) é totalmente dominada por esquerdistas, que estão sugando a inteligência e a capacidade de julgamento dos indivíduos pelas toneladas de ideologias esquedizantes que visam a preparação de um golpe revolucionário que culminará com a implantação, no Brasil, de um governo nos moldes do cubano. ‘El jefe’ será nada menos que o JDirceu ou o Luis Inácio.
    Não há conservadores no Brasil, infelizmente – só os que conservam os valores da civilização judaico-critã com seus 4000 anos e´que poderiam por para correr os comunistas instalados na imprensa, nas universidades, em todas as esferas da administração pública e até nas elites. Elites? Bahh!
    Cuidado sr. Weiss, o país ainda não está entregue a vcs.
    GV

  2. Comentou em 14/05/2006 Cejota Beerre

    Acho que na discussao sobre a nova direita tem de ser ouvido o jornalista Ricardo Paoletti, quem prestou grandes servicos ao sindicalismo brasileiro e nos anos 80 resolveu ir morar nos EEUU. Lá estudou a fundo a nova direita. Antes, tinha feito mestrado na velha direita sindical brasileira, como assessor de Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzao. Sua voz merece ser ouvida.

  3. Comentou em 21/02/2006 Cynthia Aguiar

    Muito interessante esta matéria, é oportuna a idéia de se debater sobre a esquerda brasileira. Fui simpatizante do PT e estive nos movimentos de Anistia (Ampla, Geral e Irrestrita!) como também nas belíssimas mobilizações pelas Diretas, ativista e atuante e, não guerrilheira. Mas, impossível não refletir sobre a esquerda neste país depois que nele se instalou o que convencionamos chamar de ‘democracia burguesa’. A nossa esquerda (canhestra!)foi revelando sua suave face liberal, entrando em acordos, negociando as DIRETAS JÁ! Por quê? Porque a esquerda brasileira nunca refletiu, não escreveu, não elaborou – só fez ações e protegeu aparelhos moldada por um funcionamento militar, numa guerra sem discussões e produto apenas ordens.
    Quem sabe nesta nova geração não surja uma esquerda que goste da polêmica que a democracia nos permite gozar, não a polêmica vazia, sem propostas e atitudes, mas a ação na sociedade sacudindo e abalando a politicagem e os velhos e decrépitos políticos que insistem em editar uma ‘nova direita’ com as mesmas frases: ‘Ele rouba mas faz’ e blá blá blá.

  4. Comentou em 20/02/2006 Mario Ferreira

    Se não fosse o “tombo ético” (sic) da administração petista, conjetura o jornal, parece que Olavo de Carvalho e quejandos jamais emergiriam das trevas do anonimato onde jaziam soterrados por um decreto da justiça cósmica.

    Da minha parte, jamais vi “tombo ético” algum. Originado da promiscuidade entre o movimento sindical e a pseudo-intelectualidade uspiana, o PT é filho de um vigarista com uma prostituta. Nasceu ladrão e só evoluiu nos métodos. Exemplo da conduta de seu pai é a confissão da CUT, já em 1993, de que tinha oitocentos jornalistas na sua folha de pagamentos – uma compra de consciências por atacado que só encontra paralelo, talvez, no orçamento da KGB. (Olavo de Carvalho)

  5. Comentou em 20/02/2006 Simao Bacamarte

    Só um ignorante total ou um mal intencionado nao ve que a mídia brasileira é esquerdista em suas opinioes. Mas disfarça bem. A direita se declara direita. Por que nao citou a entrevista do Olavo de Carvalho na mesma matéria?

  6. Comentou em 20/02/2006 Claudio Peres

    Depois do Concenso de Washington, veio o
    Consenso da mídia.Ficou conscensado que a
    direita daria as cartas na mídia em sustentação a implantação do neoliberalismo.
    Quem tem boa memória lembra. Saiu numa pequena nota no JN algums anos atráz.
    Quantos aos jornalistas, muitos deles egressos do curso Master de Jornalismo(OPUS
    DEI)eles tem mesmo é que defender o seu
    emprego.A direita não perdoa independência.

  7. Comentou em 20/02/2006 Sabine

    http://insustentaveleveza.blogspot.com/

  8. Comentou em 20/02/2006 Sabine

    Dantes a informação era teoricamente objectiva. Hoje sabemos que não é. A informação tem cor e ideologia. A mim não me choca nem a informação da ‘nova direita’ nem da ‘nova esquerda’. Ambas têm desvios e defeitos.

  9. Comentou em 20/02/2006 Ricardo Paoletti

    Weis – detalhe inescapável nesta matéria sobre a ´nova direita´ é o fato da Folha tê-la pautado na Ilustrada! O assunto, assim como os biquinis deste verão, é coisa de moda, mesmo. Assunto de bar.

  10. Comentou em 20/02/2006 João Rezende

    Já de algum tempo me recuso a ler sobre as correntes de direita/esquerda mencionadas no texto. No meu entender. tal posicionamento não leva a nada que se possa dizer construtivo: aí está um país maravilhoso como o nosso se debatendo com diferenças sociais, com favelas que emolduram o Rio de Janeiro(uma das maravilhas do mundo, com verdadeiras guerras entre entre facções pelo controle da droga, latrocínio, de todo tipo de crime, e toda uma pobreza de dar mêdo/nojo. Agora falar em direita/esquerda, pergunto direita/esquerda de que?!?!?

  11. Comentou em 20/02/2006 Daniel Lopes

    Mainardi é peixe-morto, jovem rebelde a favor; quando envelhecer, se endireita. A Primeira Leitura eu compro sempre, é uma publicação de direita feita pra gente inteligente. E eu sou de esquerda, com muito orgulho.

  12. Comentou em 20/02/2006 Fernando

    Arnaldo Jabor direita? Então os textos que li por ele assinados foram fraudados.

  13. Comentou em 20/02/2006 beatriz diniz

    quem já viveu em um lugar administrado por pt vira rapidinho essa nova direita. quem conhece um pouquinho dos bastidores de um governo de pt nunca mais se declara de esquerda. adeus às ilusões! e viva o mainardi!

  14. Comentou em 20/02/2006 antônio t m de carvalho

    É alentador que o pensamento mais conservador leve seu discurso ao público e não aos quartéis. Democracia começa assim. No entanto é devida a advertência de que esquerda e direita ficam muito parecidinhas quando assumem poder. Qualquer poder. Logo surgem as taras autoritárias de controlar e querer estender a toda sociedade seu próprio modo de ver pindorama e seu sofrido povo. A mesmice é dose. A tabela do imposto de renda que o diga.

  15. Comentou em 18/02/2006 Marcos

    Caro Weis,

    Posso estar muito enganado, mas pra mim isso que a Folha chama de ´nova direita´ é aquilo que chamavamos de ´a voz do dono´. E os donos da voz são ainda os mesmos: só o país é outro e a moça morreu. No país dos bruzundangas, o meio é a mensagem.

  16. Comentou em 18/02/2006 Conrado Giacomini

    Quer dizer então que a hegemonia cultural esquerdista acabou com o AI-5? Então tá.

  17. Comentou em 18/02/2006 Eduardo Guimarães

    Denuncismo anti-Lula é antigo. Lula sempre foi vítima de denúncias em anos eleitorais. Querem ver? Leiam reportagem da Folha de são Paulo publicada na reta final da campanha de 1998, aquela em que FHC se elegeu dizendo que se Lula ganhasse, desvalorizaria o real. acesse: http://edu.guim.blog.uol.com.br

  18. Comentou em 18/02/2006 roberto de freitas freitas

    Assino embaixo, no que o senhor disse. É suficiente ver a propaganda política do PP – Celso Russomano e Cia. -, que ora passa na TV. É só aparecer uma brecha e se acaso esta não aparecer, fazem “malabarismos”, procurando nos convencer que as pessoas estão erradas do que pensam a respeito delas. Sendo hábeis em discursar, eles se travestem. Se me permitem uma sugestão, nas matérias em que se opine, saber-se a porcentagem, numa pesquisa, as pessoas que concordam, as que discordam e as muito pelo contrário. Neste sentido, também seria atendido a pessoas que, à exemplo da freqüentadora do blog, jornalista pesquisadora – Sra. Raice Caboal – que, ficando igualmente curiosas, queiram saber como anda a percepção das demais pessoas sobre um dado assunto. Iríamos nos aferindo. É a primeira vez que entro num enlace deste tipo, vejo que cada um de nós, confirma o que o outro disse, como aquele(Jorn. Jesse Fernandes) que falou da Rede Globo – sobre o Boni – e um outro(Sr. José Antônio Capellari) que falou sobre o falecido Jorn. Paulo Francis. Entrei no vosso SITE à procura do artigo da Jorn. Mônica Bergamo.

  19. Comentou em 17/02/2006 jesse fernandes

    O então todo poderoso da Globo, o Boni, uma vez disse que a Globo não era de direita porque tinha autores de ‘esquerda’ em sua dramaturgia. Ontem, li um artigo do ex-professor (Alfio Bogdan, diarioweb) que ‘não estamos no Estado de Direito e sim no estado da Direita’. De repente, o PT inaugurou a corrupção no País. Ora, se hoje o mundo é complexo e temos que relativizar as coisas, o fato é que a Direita ADORA a industria do armamento enquanto que a esquerda gosta de ver o SOL. Temos que estimular, divulgar e socializar (ops) a informação de…esquerda… Viva a Caros Amigos, Carta Capital, Vermelho.org. Fundação Perseu Abramo, Agencia Carta Maior, Brasil de Fato…
    Saudações petistas e democráticas.

  20. Comentou em 17/02/2006 João Bahia

    Um artigo muito interessante. Uma raridade nestes tempos bicudos de guerrilha tucano-jornalística. Mas acho que a questão proposta pode ser um pouco mais profunda: a decisão dos donos e editores é movida por fatores ideológicos ou financeiros?

  21. Comentou em 17/02/2006 frank brandi

    Olha Weiss, estava indo bem – a sacada de pauta da FSP foi realmente boa -, mas dizer que o AI-5 acabou com a hegemonia cultural da Esquerda foi demais. Ocorreu justamente o contrário: apesar do baque sofrido pelas figuras de proa, à época, o pensamento de Esquerda proliferou, abaixo da superfície, permeando a sociedade e cristalizando o senso-comum – ainda vigente – de que ser de Esquerda é ser ‘bom’ e ser de Direita é ser ‘mau’.

  22. Comentou em 17/02/2006 Miguel do Rosário

    Muito bem lembrado, Weis. A reportagem simplesmente omite o fato da ditadura militar, antes e depois do AI 5, ter exterminado, destroçado e assassinado a liderança de esquerda no Brasil. Somente aquelas lideranças de esquerda de classe média e alta, de boa família, sobreviveram e foram exilados. Milhares de lideranças rurais, sindicais, foram assassinadas, sem que isso tivesse repercussão na mídia. É muita cara de pau falar agora em hegemonia da esquerda nos anos 60, como se isso fosse um processo político externo

  23. Comentou em 17/02/2006 José Antonio Capellari

    Com relação ao que denominam a ‘nova direita’, acredito que precisamos lembrar – apenas para complementar o que o artigo já expõe de forma brilhante – que a ‘nova direita’ resumiu o ‘esquerdismo’ à equação ‘socialismo = totalitarismo’. Podemos incluir nessa lista os chamados ‘novos filósofos’ franceses.

    O problema é que o chamado ‘pensamento de direita’ se vale justamente da omissão (feita por eles mesmos) da crítica ao totalitarismo, realizada por parte da esquerda (incluindo Rosa Luxemburgo no período da II Internacional) e da crítica que surgiu nos anos 50 e 60 (é preciso reler os textos ‘dialéticos’ de Merleau-Ponty).

    Segundo minha opinião, o problema desta ‘nova direita’ é que ela é por demais arrogante e falastrona – justamente a imagem que colocam em Castro e Chávez. Imagino um café da tarde entre eles.

    Pois é, a direita, talvez, fora inteligente em algum momento. Isso para lembrarmos de José Guilherme Merquior. É possível compará-lo com aquele clone do Paulo Francis?

  24. Comentou em 17/02/2006 Sidnei Fontes

    O Sr. Helcio escreveu ‘queremos padres nas igrejas e não…’. Partindo desse principio o fundador do cristianismo e os apostolos, no inicio do movimento, deveriam ter permanecido apenas no interior das sinagogas ou nos patios do Templo de Jerusalem.

  25. Comentou em 16/02/2006 Raice Cabral

    Bom dia,
    Sou uma jovem pesquisadora do Celsa (Ecole d´haute études em science de l´information et communicação), Universidade Paris-Sorbonne. E estou fazendo um projeto de doutorado sobre a importancia dos blogs, como um espaço de debate publico, na atual crise do governo Lula. Gostaria de saber qual foi a audiência do Blog, nos ultimos 12 meses. Vocês acreditam que aumentou o publico com a crise politica?
    Muito obrigada pela atenção,
    Raice Cabral
    raice_cabral@hotmail.com

  26. Comentou em 16/02/2006 José Augusto Nieto

    Repetindo post anterior:

    ‘Os poucos nomes citados pela reportagem falam mais alto do que mil palavras…’

  27. Comentou em 16/02/2006 Hélcio Lunes

    O surgimento de um pensamento conservador explícito, perfeitamente razoável num ambiente plural,vem do excesso de esquerdismo’progressista’dissiminado na mídia das mais variadas formas.
    Ninguem mais aguenta as manifestações ‘progressistas’, ‘do tudo é arte’, ‘tudo é política’.Não se lê mais,se faz ‘uma releitura’,democracia não é mais um valôr definitivo e absoluto, mas ‘democracia participativa’,’democracia popular’, que p…é esta?
    Ninguem mais aguenta ongueiro, abraçador de arvores e colibris,aplaudir o por do sol foi muito legal nos anos 70, mas passou da hora,os ‘progressistas’ pensam em ‘mudar o mundo’, ‘um outro mundo é possível’, sem no entanto tentar mínimamente entender o mundo!
    Ninguem suporta mais ‘merchandising social’, o padre Lancellotti e seus mendigos de carteirinha,aliás queremos os padres nas igrejas, e não ná beira do São Francisco,ou no assentamento X, na aldeia indígenaY.
    Aborteiros,Invasores de terra,Arruaceiros, para estes a lei, será pedir demais?
    Hélcio

  28. Comentou em 16/02/2006 Vinicius de Almeida

    O que se chama de ‘direita radical’ melhor será identificada se a chamarmos de ‘colonialista racista’ (vide charges de Maomé). Quem considera bizarro o que vem ocorrendo com as lideranças à esquerda na América Latina, deve ter presente, sempre, o seguinte refrão : ‘ A América Latina só vai dar certo quando seus nativos e mestiços derem certo’. No mundo inteiro a vez do ‘branco colonialista racista’ está, cada vez mais, entalando-se no ‘estreito do apertado’. Este pessoal chamado, pelo artigo, da ‘direita’, são alienados da visão mundial que não considera asiáticos, arábes, africanos e latino-americanos ( os não-brancos e mestiços), como gente. Estes colunistas de araque, gente que escreve baratinada contra os oprimidos do mundo, pertence ao ‘bloco dos brancos fundamentalistas’.

  29. Comentou em 16/02/2006 João Humberto Venturini

    Luiz Weis esta de parabéns pelo belo texto apresentado sobre essa matéria da Folha. O q digo para as pessoas com as vezes converso sobre esse assunto é isso, pois hoje na grande imprensa com raras exceções a esquerda sumiu, ou melhor, os donos dessas empresas os botaram para fora. Isso pra mim não é uma imprensa livre e muito menos democrática, pois como disse Weis que um lunático tipo Azevedo tem espaço toda semana para escrever o que quiser mas outros já não, apesar q na Folha há um pouco de diversidade. O Estadão é o pior, pois representa a extrema-direita e não possui ninguem q escreva opiniões diferentes e até os leitores q tenham outras idéias tb geralmente são censurados pelo jornal. O problema não é ver Mainardi, Azvedo e Jabor falando as asneiras q falam, mas sim a falta de outras pessoas q pensem diferente e que possam ser tb ouvidas e lidas nos mesmos meios. Isso não acontece e a esquerda fica restrita a órgãos de imprensa de pouca circulação como as revistas Carta Capital e Caros Amigos e o jornal Brasil de Fato e tb e sites na internet. Só assim dá pra se obter uma outra visão das noticias e dos acontecimentos, mas é uma minoria como eu q tem q correr atrás desses para poder ter esse outro lado das questões. Gostaria um dia de ver o Jabor e uma outra pessoa com idéia oposta (de esquerda) expressarem suas opiniões no mesmo jornal e no mesmo dia, mas isso já é sonho.

  30. Comentou em 16/02/2006 Sérgio Piccinato

    Prezados,
    Não acredito nessa de ‘nova direita;é a mesma
    de sempre:hegemonia no Poder(financeiro,po-
    litico,militar,empresarial,etc..)de e para as
    Elites,que como nos ensinou Orwell,oprimindo
    e explorando,a grande massa acha natural um pequeno grupo se ‘sacrifique’ por eles e tenha por pagamento muito privilégios.De fato
    como já foi citado,as nações ricas têm hoje
    direitistas no Poder,mas também é verdade que
    em seu passado histórico foram sim,rechaçadas
    e também por isso,elas sim,podem ser chamadas
    de nova direita,porque aprenderam com os erros,assimilaram e se apropriaram de con-
    quistas das lutas da esquerda(alternativa de-
    mocratica,igualdade,independência,atitudes
    progressistas,enfim).O processo ainda esta em curso.Quanto aos citados colunistas,não estão sozinhos,não!Há uma terrivel e imensa
    rede de jornalistas ou não,com acesso aos
    veículos de informação(?) que,subliminarmente
    nas entrelinhas,quase ‘sem querer’,soltam um
    adjetivo aqui,um conceito ali;ex:patético e
    até assassino,para Chávez;anacronico,Fidel;
    duvidosos,para o PT em geral;etc… Acredito
    que a esquerda está crescendo na América Latina;o futuro mostrará a que veio.Muito
    triste o Pres.Lula negar que seja de esquer-da.’O Poder é uma coisa terrível!'(sen.H.Helena) e acrescento,a direita é capaz de tudo.Tema que não se esgota,como as paixões.Cordialmente,Sérgio.

  31. Comentou em 15/02/2006 Alex Silva

    O sr. Luiz Weis deve estar brincando com a cara do leitor quando afirma que o AI-5 acabou com a hegemonia esquerdista nos meios de comunicação. Os direitistas na mídia, infelizmente, são contados nos dedos até hoje. Prova disso está no seu próprio ‘Post’ que citou apenas quatro ‘direitistas’ contemporâneos e outros três da ‘Idade das Trevas’.

    Obrigado por me tratar como idiota, sr. Weis. Aliás, nem sei por que ainda perco o meu tempo em navegar no ‘Observatório’ (e no seu blog). Eu devo sofrer da ‘síndrome de Estocolmo’.

    E considerar Gustavo Corção uma figura ‘teratológica’ demonstra, provavelmente, ignorância sobre a obra desse grande escritor, ou talvez, pelo fato do sr. Weis ser mais um entre tantos canhoteiros na mídia brasileira, qualquer um que não vá escrupulosamente de encontro à cartilha vermelha será rotulado no blog como ‘teratológico’.

    É por causa dessa mentalidade estreita, que gente como Diogo Mainardi (pró-aborto e anti-religião) seja classificado como de ‘direita’ (e ‘teratológico’, por suposto).

    Concordo porém que gente como Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo (dos contemporâneos apresentados, os únicos verdadeiramente direitistas) fazem muito barulho.

    E não é por ‘opção editorial’ que eles não são refutados frontalmente: é por falta de resposta plausível dos esquerdistas mesmo. Só resta aos ‘bem-pensantes’ canhoteiros atacá-los pelas costas.

  32. Comentou em 15/02/2006 Italo de Sousa Lima Machado

    Roberto Dala Barba Filho tem a opinião mais correta sobre o tema até agora. É incrível como o texto tenta argumentar o poderio de uma direita que, ao contrário de seu oposto, tem pouquíssimos representantes na mídia!
    Como alguém disse acima, há uma incrível precisão cirúrgica no artigo comentado, principalmente em transformar uma pequena expressão da direita em perigo para o sacrossanto establishment da esquerda estadista. É claro que a tal “nova” direita supera com grande margem a esquerda, com melhores textos, com críticas melhores e com versatilidade. Mas é muito menor, muito menos lida e, assim, muito menos influente.
    Mesmo que acusada de racismo, militarismo(!) ou desrespeito (mesmo desrespeito à opinião que, apesar de “diferente”, é pura balela!), a tal onda direitista não tem mais do que potencial de, um dia, ter tanto espaço na mídia e nas mentes brasileiras quanto a esquerda estadista o tem hoje. Nada que ameace a próxima eleição, onde a decisão será eleger a esquerda do PT ou a esquerda do PSDB, ambas estadistas, ambas um atraso para o país.
    E não tentem colocar o PFL na história. Quem já leu os livrinhos publicados pelo seu instituto de pesquisa e quem já ouviu as “liberais” propostas do partido sabe que aquilo está mais para welfare state do que liberdade.

  33. Comentou em 15/02/2006 Roberto Dala Barba Filho

    Eu sei que o objetivo dos comentários é comentar o artigo, e não comentar os comentários, mas não posso deixar de me manifestar sobre uma das últimas mensagens…
    Como é que é a estória? A direita no mundo desenvolvido é ‘rechaçada’? Só se por mundo desenvolvido deve-se entender Cuba e Venezuela… A direita está, assim como esteve na maior parte do tempo, no poder na Alemanha. Está no poder na Itália. Está no poder em Portugal. Está no poder na França. Está no poder na Holanda e na Dinamarca. Está no poder com alianças mais centristas na Bélgica e na Suiça. E até pouco tempo atrás estava no poder na Espanha, até a lambança dos atentados em Madri. Está no poder há muito tempo no Japão. Acabou de assumir o Canadá. Ficou no poder muito tempo na Nova Zelândia, saindo há pouco. E governa atualmente a Austrália. Ah sim, e governa um despretensioso país chamado EUA. E é claro, para os padrões brasileiros, até a social-democracia inglesa e norueguesa podem ser consideradas de ‘direita’. E isso para não mencionar os países do leste europeu. Então, que mundo desenvolvido paralelo é esse em que a ‘direita’ é ‘rechaçada’?

  34. Comentou em 15/02/2006 Marques Neto

    É claro que tecer comentatrios neste espaço requer muita responsabilidade,afinal, aos poucos eleva-se o nivel e a discussão passa a ser somente no campo das ideias,me sinto lisongeado por no minimo ter condições de expor alguma coisa.Fala-se que somos uma nação nova,com poucas historias para enobrecer o povo e aumentar sua auto-estima. Pois bem, vejamos que os meios de comunicação com sua rapidez podem informar ‘on line’ fatos,casos provocados por qualquer ser vivo em qualquer lugar do universo.Assim sendo, não precisamos de anos,até decadas para formarmos opinião sobre quaquer coisa,basta acessar a internet e encontramos tudo.Ou não encontravamos tudo,agora com ‘inteligencia de direita’ se apresentando não falta nada.Falo isso porque o que viamos até então eram ‘paus mandados’.Que defendiam posições sem falar da onde estavam. Desta forma acredito que a democracia realmente se consolida.E então vejamos que nas nações mais desenvolvidas a direita é praticamente rechaçada,principalmente por não defender interesses de maioria, podiamos ir mais longe, mas resumindo, a direita é hipocrita porque esconde suas reais intenções com o estado politico,isso não quer dizer que alguem com historico de esquerda tambem não se locuplete com as elites e traia seu povo,sua origem.Tenho convicção que PP e PFL sejam as elites e PSDB E PMDB e outros menores os traidores. O PT esta na balança.

  35. Comentou em 15/02/2006 Alex Sotto

    O que mais me assusta é que os neodireitistas, pelo menos em seus textos, parecem ser peessedebistas de carteirinha e não vejo razão para que não se encontrem um partido de direita de verdade (Aliás, existe uma social-democracia de direita?).
    Acontece que o que é direita aqui no Brasil são verdadeiros partidos viciados em favores para as elites econômicas.
    A direita bem poderia ter um partido que a representasse com dignidade, afinal direita nem sempre tem relação direta com o fisiologismo que impera no PFL.
    Ah! O Olavo de Carvalho tá mais pra caricatura, afinal pra ser de direita não precisa defender regimes militares!

    Alex Sotto

  36. Comentou em 15/02/2006 Eduardo Guimarães

    Que beleza de artigo, Luiz! Honesto, inteligente e de uma precisão cirúrgica, sem deixar de ser instigante. É isso o que se espera de um espaço que se propões a abservar a imprensa. O leitor que se dá ao requinte de ler um veículo que se chama Observatório da Imprensa não pode ser tratado como eleitor condicionado e pau-mandado comuns dos jornais e revistas semanais. É preciso respeitá-lo, como vc fez nesse excelente texto. Parabéns!

  37. Comentou em 15/02/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Em razão de estar cansado da ineficiência estatal, da corrupção dos políticos e da impunidade, há mais ou menos 4 anos faço campanha do voto nulo. Hoje recebi uma mensagem de um brasileiro que diz morar na Alemanha. Ele afirmou que é um ‘fundamentalista cristão’ convertido recentemente ao anarquismo porque acredita que todas as instituição brasileiras precisam ser reformadas e que o cristianismo dos primeiros tempos deveria orientar estas reformas. O texto longo, bem articulado e fundamentado chamou-me a atenção. Fiquei imaginando que se trata de alguém da TFP mas não posso afirmar com certeza isto. De qualquer maneira esta história de ‘fundamentalismo cristão’ pode se coadunar com a nova direita. Nova uma ova, pois foram ‘fundamentalistas cristãos’ que fizeram a marcha da família com Deus pela propriedade que ajudaram a forjar o golpe de 64. Respondi a mensagem me dizendo anarquista e anti-religioso e cortei o papo, porque não estou a fim de alimentar nenhum golpista. Continuo com minha campanha, que é modesta e pretende apenas assustar or partidos com registro na Justiça Eleitoral.

  38. Comentou em 15/02/2006 Antonio de Padua Martins

    Congratulo-me particularmente com a opinião de Paulo de Tarso Neves Junior. Esboçou uma ‘planta conceitual’ com acuidade sobre a fatuidade de certos proceres presumidos dessa linha de atuação, que por vezes chega a invadir espaços da imprensa, onde jamais deveraim entrar.

  39. Comentou em 15/02/2006 Célio Mendes

    Weis, gostei da analogia ‘reportagem-biquini’ grande sacada ;-).

  40. Comentou em 15/02/2006 Roberto Dala Barba Filho

    Desculpe-me, mas a reportagem não precisva asequer ter se alongado significativamente para provar que há uma exclusão do pensamento de ‘direita’ (sem entrar em maiores discussões a respeito do significado da expressão) na grande mídia. O simples fato dela ser capaz de ‘identificar’ quem são seu punhado de representantes nos dias atuais já é a prova mais gritante de como esse viés ideológico efetivamente não se encontra representado na mídia brasileira. No dia em que você olha para os principais veículos de comunicação de um país gigantesco como o Brasil e tudo o que você consegue ver como representantes da ‘direita’ são meia dúzia de escritores (e mesmo que pudessemos quintuplicar esse número com outros exemplos) isso por si só já nos dá uma idéia da desproporção do equilíbrio de forças.
    E se isso vale para a ‘grande’ mídia, a dsproproção se mantém em qualquer nível em que se aprecie o desequilíbrio das forças. Tomemos como exemplo esse Observatório. Por mais que ele se declare independente, se fossemos forçados a dizer para que lado do espectro político pende a balança deste site, alguém teria dúvida da resposta? E existe algum concorrente a ele na internet com a mesma pujança, com o mesmo patrocínio e respaldo financeiro que represente o lado oposto? Parece-me que não…
    Os poucos nomes citados pela reportagem falam mais alto do que mil palavras…

  41. Comentou em 15/02/2006 Odracir Silva

    Acredito q depois do golpe de 64 a ‘direita’ ficou estigmatizada. Agora, estaa saindo do armario. Na verdade, acho atee bom, tambem acredito q havia um discurso unico na midia, ou pelo menos, uma grande maioria nestes ultimos 30 anos. Excecoes como jaa escrito no artigo, haviam. Mas eram apenas contra-pontos. O bom deste governo inePTo e o governo Bush ee que mostraram q nao haa um grupo ideologico (??) q possue todas as virtudes. A historia nos mostra q tantos os de ‘esquerda’ como os de ‘direita’ devem ser policiados (incluindo ai os jornalistas e colunistas).

  42. Comentou em 15/02/2006 Glória Rocha

    Favor incluir nesta seleção o Guilherme Fiuza do ‘No Mínimo’.

  43. Comentou em 15/02/2006 Paulo de Tarso Neves Junior

    Não conheço bem o Nelson Ascher mas se a trinca Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho representam a elite cultural da direita meus pêsames para os direitistas.

    Nos textos desses três só vejo preconceito, que não raramente descamba para o racismo, e a substituição do debate pela desqualificação de quem pensa diferente. Xingamentos, estupidez e má educação, só isso eles têm a oferecer.

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