Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

CÓDIGO ABERTO > Desativado

A palavra zen de Gushiken

Por Luiz Weis em 13/11/2006 | comentários

A mais suscinta e serena análise dos problemas do PT e do governo Lula com a imprensa está nas 16 linhas de coluna que contêm a resposta do ex-ministro Luiz Gushiken a uma pergunta do repórter Kennedy Alencar sobre o assunto, na Folha de hoje:

É natural no ambiente democrático a vigilância da imprensa sobre os governantes, criticando-os e fiscalizando-os. Isso leva a um relacionamento naturalmente tenso, mas que ajuda o próprio governo a se corrigir. Por outro lado, quando a mídia comete erros de julgamento, nem sempre se percebe esforço adequado de reparação para restabelecer a verdade. Isso talvez tenha contribuído para a postura defensiva, ainda que não seja a recomendável.

Críticos da mídia, críticos dos críticos da mídia, críticos dos críticos dos críticos da mídia teremos todos a ganhar se, em nome do interesse público, fizessemos um esforço para enquadrar o problema que envenena o nosso relacionamento nos termos formulados por Gushiken.

É mais do que tempo de parar de jogar combustível no fogo, atribuíndo-nos uns aos outros motivações cavilosas para as opiniões das quais discordamos. Precisamos, isso sim, de bombeiros. Não para afogar as divergências, mas para evitar transformá-las numa guerra em que seremos todos perdedores.

Longa vida, portanto, à cabeça zen de Gushiken.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 15/11/2006 Maria Turci

    Que tal começar pelo próprio OI? Tá passando da hora do Dines parar de dar ataques nervosos. A obrigação de vocês, se é que estão observando mesmo alguma coisa, seria encabeçar a auto-crítica da mídia que até agora não veio.
    Ao invés disto, virou a grande vítima da hora. Nos poupem, já mostramos que não somos imbecis.

  2. Comentou em 15/11/2006 Maria Turci

    Que tal começar pelo próprio OI? Tá passando da hora do Dines parar de dar ataques nervosos. A obrigação de vocês, se é que estão observando mesmo alguma coisa, seria encabeçar a auto-crítica da mídia que até agora não veio.
    Ao invés disto, virou a grande vítima da hora. Nos poupem, já mostramos que não somos imbecis.

  3. Comentou em 14/11/2006 Katia Almeida

    Sr. Weiss, mais devagar com o andor, impossível. Eu disse que o senhor PARECE sujeito, baseada no conteúdo do que tem escrito. Além de usar como referência os dados que o senhor próprio fornece em seus textos, eu não fiz nenhuma afirmação categórica, como fica implícito pelo verbo ‘parecer’…

  4. Comentou em 14/11/2006 Katia Almeida

    Caro sr. Weis, se erros a mídia comete e cometeu, certamente não foram maiores neste atual governo. Muito pelo contrário. Graças a uma identidade de longa data entre diversos setores do jornalismo e o PT, outros governos sofreram forte pressão que o pensamento de simpatizantes petistas, atuando ou infuenciando redações, exerceram sobre a mídia.

    O que me parece perigoso é que todos os erros acumulados da mídia no passado venham agora a tona, para validar as tendências autoritárias do petismo que não são paranóia ‘burguesa’, como às vz o senhor parece sujeito a acreditar, por força talvez do pensamento predominante entre o público de seu Observatório. Há atitudes concretas deste governo que recomendam cautela, no sentido e preservar os únicos mecanismos com os quais contamos para fiscalizar o poder central.

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