Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

A pergunta errada do Datafolha

Por Luiz Weis em 06/05/2007 | comentários

No de outro modo excelente levantamento sobre a religiosidade brasileira, que rendeu um suculento caderno especial de 10 páginas na Folha de S.Paulo de domingo (6/5), o Datafolha, instituto de pesquisas do mesmo grupo empresarial, errou a mão num quesito da maior importância – por tratar da jamais abordada questão dos estereótipos religiosos no país [pelo menos em sondagens para divulgação na mídia].


O Datafolha perguntou aos entrevistados se concordavam ou não com cinco afirmações preconceituosas sobre grupos religiosos. Eis quatro das perguntas com as respectivas respostas:


1. ‘Umbanda é coisa do demônio’ [57% sim, 27% não, 16% nem sim, nem não ou não sabe. O sim chegou a 83% entre os pentecostais.]


2. ‘Os católicos não praticam a sua religião’ [61% sim, 28% não, 11% nem sim, nem não ou não sabe. O sim chegou a 65% entre os pentecostais.]


3. ‘Os evangélicos são enganados por seus pastores’ [61% sim, 26% não, 13% nem sim, nem não ou não sabe. O sim chegou a 37% entre os pentecostais.]


4. ‘Os muçulmanos defendem o terrorismo’ [49% sim, 27% não, 24% nem sim, nem não ou não sabe. O sim chegou a 40% entre os pentecostais.]


Agora, a quinta pergunta:


‘Os judeus só pensam em dinheiro’ [49% sim, 29% não, 23% nem sim, nem não ou não sabe. O sim chegou a 50% entre os católicos.]


Acho que todo mundo conhece aqueles quesitos nos testes de inteligência que apresentam uma série de figuras, frases, palavras ou seqüências numéricas para a pessoa identificar, caso a caso, qual a imagem, conceito ou cifra que destoa dos demais em cada conjunto.


Fazendo o mesmo com as perguntas escolhidas pelo Datafolha para avaliar a força – e haja força – dos estereótipos religiosos entre os brasileiros, salta aos olhos que a indagação que deixei de propósito para o fim não é coerente com as outras.


Umbanda ser ou não coisa do demônio, católicos praticarem ou não a sua religião, evangélicos serem enganados ou não por seus pastores, até mesmo muçulmanos defenderem o terrorismo são questões que dizem respeito primariamente às convicções, práticas e relações no âmbito fechado das quatro religiões escolhidas – à sua vida interior por assim dizer – ou aos atos dos seus fiéis no mundo secular que eles justificam por suas crenças religiosas.


O caso dos muçulmanos é limítrofe, sem dúvida. Mas considerando o componente religioso, dominante e ostensivo, do chamado terrorismo islâmico, a pergunta cabe no mesmo barco das outras.


Mas a alegação de que os judeus ‘só pensam em dinheiro’ é um estereótipo ou preconceito que nada tem a ver com a natureza da religião, com os hábitos religiosos dos estereotipados, ou com os atos que possam praticar, ou ter praticado, em nome de sua fé.


A afirmação é um preconceito contra um grupo humano, não contra uma religião, nem contra os costumes religiosos desse grupo. Atinge judeus praticantes, judeus seculares e até mesmo ateus que se identificam com o judaísmo, noves fora Jeová.


Equivale a perguntar se o entrevistado concorda ou discorda da afirmação de que os negros não gostam de trabalhar. O preconceito não distingue entre negros dessa, daquela ou de nenhuma religião.


Embora a pergunta destoante daquele trecho do questionário tenha servido para se saber que metade dos brasileiros consideram os judeus argentários – a pecha número um do anti-semitismo laico, de origem medieval, como aliás a Folha lembra apropriadamente – no estrito contexto dos estereótipos de base religiosa, a pergunta adequada deveria ser esta:


‘Concorda ou discorda da afirmação de que os judeus foram os responsáveis pela morte de Jesus?’


Salvo engano, nunca uma pesquisa fez essa pergunta aos brasileiros. Seria interessante conhecer os resultados – até porque se pode responder sim a isso e não ao estereótipo relacionado a dinheiro, ou vice-versa.


***


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Todos os comentários

  1. Comentou em 11/05/2007 Lotar Kaestner

    O maior milagre que está ocorrendo no Brasil é que….se abordou a questão das religiões que dividem e dominam a sociedade brasileira. Discutir, trocar idéias, fazer pesquisas, duvidar são exercícios tímidos para tentar acordar o ´bebezinho Brasil’. Todos se doem, se condenam por discutir. Santos, beatos, conformados…todos tentam ser isso. E a sociedade não evolui…por exemplo, temos mulheres se vestindo num calor sufocante como reprimidas por causa de interpretaçoes religiosas ‘humanas’:sobra mais dinheiro para as Igrejas. Grave prejuízo ao Ministério da Saúde porque causa doenças….Mas Deus o livre….questionar. Resultado: não trabalhar a massa significa que o ‘bolo nunca ficará pronto’.

  2. Comentou em 10/05/2007 Lotar Kaestner

    A ignorância e o estado primitivo da sociedade brasileira (a massa) favorece as religiões que obsidiam a mente do povo com superstições, temores, inseguranças. Manipulam sentimentos, são a favor da explosão demográfica para evitar a melhoria da qualidade de vida. Menos educação, menos dinheiro, menos consumo para sobrar o dinheiro e pagar o dízimo. Quanto mais rico o país, melhor nível social, educacional e espiritual, menos dinheiro para as igrejas, maior justiça social, sociedade mais unida (porque as religiões separam a sociedade em grupos antagônicos), menos corrupção, maior cobrança do eleitor, jornalista com melhor salário e emprego. No Brasil a Imprensa tem medo de abordar questões sociais porque perde o emprego (jornalistas). A maioria dos jornalistas não atingiu autonomia intelectual, espiritual, social. A grande massa precisa ser direcionada para algum lugar. Todos querem ser seu pastor, os mais espertos usam o ´espiritual´….E os jornalistas e o 4º Poder? Os jornalistas sambam de um lado para outro…apóiam este lado, o outro, o outro….de vez em quando algum é morto por políticos….ou morre do coração….Aí o juiz manda dizer que não é preciso diploma….ou que os assaltantes quizeram roubar o jornalista e ele ….reagiu?….e o Tim foi ver a fundo e aí tam….No mínimo abordar questões religiosas ajudaria a libertar o povo sem cultura dos meandros da manipulação

  3. Comentou em 10/05/2007 Lotar Kaestner

    A ignorância e o estado primitivo da sociedade brasileira (a massa) favorece as religiões que obsidiam a mente do povo com superstições, temores, inseguranças. Manipulam sentimentos, são a favor da explosão demográfica para evitar a melhoria da qualidade de vida. Menos educação, menos dinheiro, menos consumo para sobrar o dinheiro e pagar o dízimo. Quanto mais rico o país, melhor nível social, educacional e espiritual, menos dinheiro para as igrejas, maior justiça social, sociedade mais unida (porque as religiões separam a sociedade em grupos antagônicos), menos corrupção, maior cobrança do eleitor, jornalista com melhor salário e emprego. No Brasil a Imprensa tem medo de abordar questões sociais porque perde o emprego (jornalistas). A maioria dos jornalistas não atingiu autonomia intelectual, espiritual, social. A grande massa precisa ser direcionada para algum lugar. Todos querem ser seu pastor, os mais espertos usam o ´espiritual´….E os jornalistas e o 4º Poder? Os jornalistas sambam de um lado para outro…apóiam este lado, o outro, o outro….de vez em quando algum é morto por políticos….ou morre do coração….Aí o juiz manda dizer que não é preciso diploma….ou que os assaltantes quizeram roubar o jornalista e ele ….reagiu?….e o Tim foi ver a fundo e aí tam….No mínimo abordar questões religiosas ajudaria a libertar o povo sem cultura dos meandros da manipulação

  4. Comentou em 09/05/2007 Calypso Escobar

    Desisto de receber,ler e comentar no Observatório da Imprensa,vs.dasarticulam uma linha correta e dígna com o comentarista.Ninca tive o0 prazer de retomar um comentário meu,predominantemente do senhor Dines e Weis.Haverá tempo para nos encontrarmos cara a cara.Calypso Escobar

  5. Comentou em 09/05/2007 Calypso Escobar

    Um elemento sem a mínima importância ser buscada por um jornal,isto é conversa hostil e sem reparação.O Papa chega e já começam experiências irresponsáveis,se alguem matou Jesus,quem o sabe e quem quer saber?Vamos catar assuntos que despertem uma história mais abrangente para comentar.Dines é eloguente e joga com assuntos pequenos e propositais.Enfim,tema para Vaticano e seu representante vai ser topo para viver a culpa sem responsabilidade.O Brasil tem a mostrar seu orgulho até com a pobreza.Amorfa e sonolenta,grata.

  6. Comentou em 09/05/2007 Thiago Conceição

    ‘Entende-se que se faça tanta questão de se afirmar aqui que o Brasil é uma democracia racial, de credo, de sexualidade, de ideologia.’

    O Brasil pode ter os seus defeitos, mas definitivamente perseguição religiosa ou discriminação racial não estão entre eles. Hoje em dia essa febre ‘politicamente correta’ ameaça se alastrar devido a estupidez e a falta de princípios do povo brasileiro, e temo que venha a destruir as (poucas) coisas que esse país tem de bom. Em primeiro lugar o ‘preconceito’ contra cultos afro é justificado pela pouco respeito que se dão. Já viste os praticantes disso? Por um acaso são pessoas esclarecidadas e inteligentes? Na maioria das vezes mal conseguem falar o português de tão burros, e seus seguidores pedem coisas ridiculamente pequenas como ‘fazer um trabalho’ para seduzir alguém ou matá-lo. Por um acaso isso demonstra elevação espiritual? Não tenho nada contra judeus, a única coisa digna de nota é o valor que dão pra dinheiro e o caráter anti-patriótico de seu meio. Conheci um judeu uma vez, ele era o estereótipo encarnado! Mais parecia que o criador do estereóripo se baseara nele para criá-lo! O fator anti-patriótico é um grupo de pessoas que têm sua lealdade primeiramente a um grupo estrangeiro, e apenas depois ao país.

  7. Comentou em 09/05/2007 Silas davi gomes Davi Gomes

    Sou ateu gostaria que a FOLHA pesquisa-se quantos ateu tem no BRASIL, pois ñ temos infomação nenhuma sobre este movimento.

  8. Comentou em 09/05/2007 VIRGINIA Furtado

    A PERGUNTA CERTA SERIA…OS HUMANOS SERIAM RESPONSÁVEL PELA MORTE DE JESUS…E NÃO OS JUDEUS.EU VOCÊ FOMOS RESPONSÁVEIS POR ISSO .

  9. Comentou em 09/05/2007 Joel Pereira de Sá

    Do meu ponto de vista todas as questões efetuadas na pesquisa foram mal elaboradas, são perigosas e podem induzir o leitor a interpretações ou juizos errados. O candoblé, p.ex. já é a religião mais discriminada, é considerada por todas as outras -talvez com raríssimas exceçoes- como coisa do demõnio, o que não é verdade, pois a tradição afro é tão rica tanto quanto ou mais que outras. Ela contém muitos mais elementos mitólogicos do que a cristã, muçulmana etc. Quanto a considerar o islamismo como alimentadora de mentalidade terrorista é outro absurdo. Os preceitos muçulmanos não preconizam o terrorismo, muito menos o que se chama guerra santa (jihad, em árabe). Jihad quer dizer esforço para levar em frente os preceitos do corão. No entanto, creio que as questões da pesquisa já são preconceituosas por si só. Não sou religioso, não tenha nada a favor de nenhuma, nem contra. mas todos sabem que uma das grandes características do judaísmo, quer dizer, do povo judeu, é o lucro nos negócios, mesmo assim acho que a pesquisa força a barra quanto trata do assunto. Com relação aos pentencostais sabe-se que os pastores, em sua maioria ( e grande maioria) tapeiam seus fiéis. E o resultado disso é o enriquecimento rápidos de seus líderes.
    Afinal, a verdade é que as religiões são um fortíssimo instrumento de poder de que todo o ser humano dotado de cobiça quer lançar mão.

  10. Comentou em 09/05/2007 Antonio de Paula Rocha Lima

    Sou evangélico da Igreja Batista. Todavia, nenhum pastor consegue me enganar porque sou estudioso da Bíblia, ela é minha regra de fé e prática e o meu pastor tem que ser fiel as escrituras, caso contrário será contestado por mim. O grande erro das pesquisas é no quesito maior número de adeptos que sempre traz a igreja católica com o maior número de adeptos. A maioria das pessoas no Brasil que se dizem católicas, frequentam terreiros de macumba, centros de espiritismo, consultam pais de santo, videntes e acreditam na reencarnação. A maior parte da população brasileira pratica o chamado sincretismo religioso. O dia em que os pesquisadores atentarem para este fato, aqueles que afirmam ser o Brasil uma nação católica terão uma grande surpresa.

  11. Comentou em 08/05/2007 Marinilda Carvalho

    Weis, parabéns. Fiquei aliviada ao ver denunciado este viés doentio com pinta de jornalismo. Entende-se que se faça tanta questão de se afirmar aqui que o Brasil é uma democracia racial, de credo, de sexualidade, de ideologia. Somos o país mais castrador do Ocidente, mas fingimos cultivar a fantasia da liberdade. Só que a repressão a qualquer “desvio” do padrão branco/católico (que coisa insana…) é presente como a batata frita em nossa mesa.

    Só perdemos nisso para os Estados Unidos, mas pelo menos por lá a fantasia é desmascarada em todos os níveis, da sociedade organizada a Hollywood. Preconceito não sai barato para ninguém, apesar da liberdade de profissão.

    O pior de tudo é que mesmo as religiões mais combativas mundo afora aqui se tornam invertebradas. A lavagem cerebral da Globo em relação à visita do papa teria rendido marchas e protestos em qualquer país do mundo. É concessão pública de Estado laico ou não? Ah, sim, as igrejas evangélicas têm TV, então tome de beatice papal. Os Homer Simpsons do Bonner derramam lágrimas de emoção, que só interrompem ao pegar o carro, bêbados, claro, para comprar mais cerveja no mercado antes da atração seguinte — provavelmente uma novela imbecilizante ou um filme de violência braba.

    Quem se importa? O papa vem aí, oba. Ainda bem que não vem ao Rio. Pelo menos deste engarrafamento não sofreremos.

  12. Comentou em 08/05/2007 Paulo Lustoza

    A maioria das perguntas nas pesquisas,sobretudo na mídia, são muito mal formuladas e dirigidas para a ideologia de quem faz a pequisa e quer ter um resultado favorável aos seus desígnios.Vejam a questão do desarmamento,não se fez uma pergunta direta:você é contra o uso de armas (qualquer uma) para auto-defesa? Mas a perguntam:Você é a favor que as pessoas andem armadas para matar qualquer um?óbvio que essa leva-se ao resultado SIM.Mas o tiro saiu pekla culatra nessa questão.Tanto a pergunta da pesquisa Datafolha sobre os judeus como a proposta pelo sr. Weis são preconceituosas ou pelo menos ‘politicamnete incorretas’,é mais uma judiação com o povo judeu.

  13. Comentou em 08/05/2007 Marcelo Ramos

    Engraçado, porque toda vez que se discute religião a palavra ignorância aparece junto? A pergunta sugerida pelo autor aos pesquisadores, nesse contexto, seria bastante instrutiva. Os próprios Cristãos, se estudassem mais à fundo sua religião, veriam que Diabo é uma criação conforme descreveu o senhor Dalton de Barros: uma figura para ‘botar medo’ nos pais e nas crianças neandertais; se alguém estudasse a angeologia cristã, veria que os anjos cuidam da Energia (Deus é Energia) e seus complementares cuidam da Matéria. Porque não podem existir anjos que cuidam da matéria, assim como existem os que cuidam da energia? Ah, porque aí a igreja perderia sua principal fonte de fiéis: o medo. Se as pessoas não tiverem medo, para que procurar uma religião? Estou falando tudo isso porque, até hoje, a ignorância é a principal matriz das guerras e da intolerância religiosas.

  14. Comentou em 08/05/2007 Marco Costa Costa

    Católicos, Umbandistas, Evangélicos, Muçulmanos, Ateus, etc, todos tem um pé no céu, inferno, purgatório e limbo. Todas as religiões visa o lucro fácil, vendendo um espaço abstrato num desses ambientes acima. O mais interessante é a competição que existe entre as religiões, esta é melhor que aquela, estamos certos e os outros errados. Nós é quem pregamos decentemente e verdadeiramente a palavra de “Deus”, falamos a verdade e, enquanto as outras dizem somente o sofisma. Segundo os generais que comandam a mente dos freqüentadores desses templos, o fiel ou irmão que pagar religiosamente o dizimo terá um lugarzinho garantido no “céu”. Toda essa falação tem um objetivo sórdido, auferir muito dinheiro para que os comandantes dessas instituições vivam com muito conforto sem fazer o mínimo esforço. Quanto ao preconceito, isso esta arraigado na conduta do povo brasileiro que entende que o que ele faz é o certo e, os demais não estão de acordo com a sua filosofia de vida.

  15. Comentou em 08/05/2007 Ibsen Marques

    Não há o que acrescentar à crítica de Luiz Weis. Apenas que, de posse dos resultados dessa pergunata inadequada a Igreja Católica providencie um belo puxão de orelha em seus fiéis pelo preconceito (e olhe que considero esse termo extremamente questionável nos dias de hoje, pois parece que tudo virou preconceito) demonstrado.

  16. Comentou em 08/05/2007 Sérgio Haroldo Ribeiro

    A pergunta pode ter sido grosseira, mas não foi descabida. Afinal, pela tendência que os judeus demonstram ter para os negócios, é natural que o apego aos lucros, isto é, ao dinheiro, ocupe lugar de destaque entre as suas preocupações. É evidente que todo negociante não gosta de ter prejuízo em suas transações e os judeus, como negociantes natos que são, não fogem à regra. O preconceito existe, mas nenhum preconceito nasce do nada.

  17. Comentou em 08/05/2007 Silvia Borges

    Infelizmente tem-se este (pre)conceit das religioes afro evangelicas e catolicas. As afro é devido o que a educaçao cristã nos oferece e também por essa religiao ser utilizada pr alguns para causar o mau a alguem. Os católicos nao praticam sua religiao??? As pessoas generalizam demais…conheço catolicos q sao praticantes, ta vendo? Os pastores enganam suas ovelhas. Sou Crista e meu pastor nao me engana porque ele chama-se Jesus Cristo e é nele que as pessoas devem crer

  18. Comentou em 08/05/2007 wagner ribeiro

    Eu não sei se judeu só pensa em dinheiro, não sei se a pergunta é pertinente ou não, não tenho nenhuma questão com eles. tenho amigos judeus, aliás nem sei identificar um judeu, de modo geral.
    Mas é impressionante como não se pode tocar em nada relativo a judeus que vem protestos. Qualquer crítica a Israel, ou a algum judeu famoso (como Henry Sobel) é você é chamado de Hitler, etc
    Haja saco

  19. Comentou em 08/05/2007 Antonio José Lopes

    Para mim a FSP errou em mais outras partes do caderno

    Na página 10, há cinco gráficos sobre preconceitos. Realmente não entendi o porquê da
    referência aos 40% de espíritas que DISCORDAM da frase ‘Os muçulmanos defendem o terrorismo’. Foi para equilibrar as citações entre as religiões ?
    Foi para passar uma idéia de intolerância dos espíritas ? Por que o link não se relacionou com os ‘concorda’, como em todos os outros gráficos. O gráfico em questão traz um grande ruído e dá margem a preconceitos e estereótipos. A propósito, este era o mote da página

    Mas o que mais me deixou perplexo foi na página 8, onde São José é apresentado como ‘padrasto de Jesus’ (sic). Esta foi demais. Que a FSP não queira comprar brigas com o Vaticano sobre a virgindade de Maria, dá para entender, mas atribuir a condição de padastro a São José foi demais. Já não chega a total omissão da imprensa em relação às pílulas ‘curativas’ do Frei Galvão ? Alô, alô Anvisa cadê vocês ? Alô, alô imprensa crítica e séria, cadê vocês ?

  20. Comentou em 08/05/2007 Larissa Grau

    Bastante apropriado o artigo do senhor Luiz Weis. Temos que levar em consideração que é deveras complicado, para quem não conhece os meandros do judaísmo, compreender a trindade raça-religião-cultura que permeia a história do povo judeu e suas diferenças e possibilidades. Não faz muito, outra pesquisa, inclusive divulgada pelo mesmo veículo, apontou que uma percentagem semelhante a deste resultado não gostaria de ter um vizinho judeu. Triste. Ignorante. O preconceito é sutil. A pergunta foi capiciosa e preconceituosa. É a mídia letigimando o lugar mais do que comum do estereótipo. Só temos a agradecer ao senhor Weis por levantar a incômoda lebre.

  21. Comentou em 08/05/2007 Carlos N Mendes

    Asinino. E pior vai ficar para os judeus em geral se o governo israelense continuar com atitudes que dão sustentação a preconceitos como esse – muros, terrorismo disfarçado de defesa do Estado, respostas violentas a atentados estúpidos. Enquanto isso, seus líderes esquecem o que seu povo passou na Europa há 70 anos, e deixam seus inimigos pensarem que Hitler tinha razão. Quanto à nossa imprensa, essa pesquisa deve ter passado por alguns chefes de redação, e só me resta crer que eles concordaram com a formatação. Realmente asinino. Leva-se anos para se construir uma reputação, mas pena-se décadas para se destruir um preconceito.

  22. Comentou em 07/05/2007 Dalton de Barros Santos

    Weis: Excelente pesquisa que sugere muitos comentários. Quem estuda a História das Escritas sabe que as religiões só vieram a partir do Silabismo, onde homens que pensavam, localizando os medos interiores naqueles que subiam em árvores para alcançar a lua, puderam inventar os pecados em maior número que as venturas, surgindo os códigos éticos e a Educação vinda do medo. As respostas às perguntas iniciais resultam da persistência dessas condutas primatas na maioria dos entrevistados, ou seja: Ignorância Histórica. A Umbanda só vem do diabo pelo fato do candomblé associar a terra ao Exú, transformado em demônio pelo sincretismo cristão. Quanto ao judeu estar associado ao dinheiro, o motivo é o mesmo da interpretação grotesca do Exú. Sincretismo cristão e divisão interna dessa variável semita. A própria Bíblia os separa, mas quem é honesto o bastante a separar Judeu de Fariseu, se nem o primeiro, o mais prejudicado pelo segundo, ousa fazê-lo abertamente?
    Sugiro um artigo do Nahum…, cujo resto não lembro, no quadrado em destaque do Ig, que trata do cotidiano social de Israel. É semelhante ao nosso, com edifícios modernos e cortiços. Resta saber apenas o número de assassinatos por total de habitantes, uma pesquisa que lhes sugerí comparar às dos demais Estados, desconsiderando atentados e guerras. Taí ó, mais uma boa idéia para este espaço.

  23. Comentou em 06/05/2007 Ivan Moraes

    Domingo eu fui ao aquario do Brooklyn com minha filha e ela subiu no sea lion de fibra e vidro e estava puxando os meninos que nao conseguiam subir. Tudo estava bem ate dois meninos judeus israelis chegarem. Eles subiram sem a ajuda dela e ela comecou a conversar e brincar com eles. Depois de umas 4 sentencas o menino que tinha uns 6 anos virou pro menor e perguntou porque eh que ele estava *conversando* com aquela (palavra judia). Os pais olhavam. Desandei a xingar os pais de tudo quanto eh nome –e conheco todos. Eu completamente perdi a calma. Dado que a pergunta sua eh muitissimo mais justa do que a que a pesquiza perguntou, eu tambem gostaria de saber se *os outros* pensam que judeus de Israel se consideram presentes de Deus aa humanidade, porque se sim, alguem vai ter que acordar eles e nao vai ser eu. (com israelis e judeus de upstate NY nao eh a primeira vez que me acontece algo muitissimo parecido –longe disso)

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