Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CÓDIGO ABERTO > Código Aberto

A relação entre imprensa e público continua piorando

Por Carlos Castilho em 10/08/2007 | comentários

O criticismo do público em relação à imprensa já deixou de ser mera manifestação isolada de inconformismo ou divergência ideológica. Está começando a configurar um processo e, como tal, provoca uma grande preocupação porque, se por um lado, o leitor se mostra mais cético em relação à mídia, por outro crescem igualmente as evidências de que a imprensa é cada vez mais essencial na era da informação.


 


Esta é a conclusão a que se chega depois de analisar os resultados da última pesquisa sobre comportamento dos leitores diante da imprensa norte-americana, divulgada na quinta-feira (9/8) pelo Pew Research Center, um instituto sem fins lucrativos especializado em sondagens sobre tendências entre os consumidores de informação.


 


Esta é a segunda pesquisa do Pew Center sobre o criticismo do público norte-americano em relação à imprensa do país, desde 1985. O dado mais significativo, na versão 2007 da pesquisa, é o alto índice leitores de notícias pela internet que qualificaram como tendenciosas as informações publicadas pela imprensa escrita e pela TV.


 


Mais de dois terços dos que buscam notícias pela web afirmaram que os jornais e emissoras de televisão ignoram as preocupações das pessoas sobre as quais informam. Nada menos que 59% dos entrevistados, nesta mesma categoria de leitor de noticias, afirmaram que as informações publicadas não eram exatas, enquanto 64% as qualificaram como politicamente distorcidas.


 


A mesma tendência foi registrada entre os leitores de jornais impressos e entre os espectadores de programas noticiosos na televisão, mas a intensidade das críticas foi 20% menor do que na web.


 


O maior criticismo dos internautas em relação à mídia convencional é conseqüência de dois fatores cujos efeitos são cumulativos e tendem a crescer de intensidade no médio e longo prazos:


 


1)    O público na internet é bem mais jovem do que o dos jornais e da TV, o que é considerado um fator estimulante do inconformismo e criticismo;


2)    A web oferece uma maior possibilidade de comparar informações entre diferentes publicações permitindo descobrir falhas e distorções, ao mesmo tempo em que oferece a possibilidade de os leitores expressarem suas opiniões.


 


Este crescente inconformismo dos internautas pode ser facilmente percebido aqui no Brasil por meio da leitura dos comentários postados por leitores de weblogs que publicam notícias e comentários sobre a atualidade nacional.


 


Mesmo descontando que os comentaristas em blogs são uma minoria muito reduzida no conjunto da população brasileira, impressiona o fato deles serem tão sistemáticos e críticos em relação à cobertura da imprensa nacional. 


 


A web cresce a um ritmo espantoso no Brasil (680% desde 2000), o que indica que o criticismo informativo dos internautas deve continuar em alta e contagiando outros tipos de leitores, já que o público da web no Brasil também é um formador de opiniões.


 


A imprensa mundial parece estar fechada naquilo que o professor de direito da Universidade de Chicago, Cass Sunstein, chama de “bolhas informativas”. O autor do livro Infotopia, lançado no final do ano passado, define a bolha como um ambiente onde pessoas e instituições só ouvem e publicam o que lhes agrada.


 


A divulgação da pesquisa do instituto Pew Research aconteceu dias depois que o site Google News decidiu dar às pessoas citadas em notícias a possibilidade de opinar sobre o texto publicado.


 


A novidade, que será inicialmente exclusiva da edição em inglês, é uma resposta indireta às críticas dos internautas contra o que chamam de “indiferença” dos jornais, revistas e telenoticiários em relação ao público. 

Todos os comentários

  1. Comentou em 13/08/2007 Samuel Lima

    Aproveitando a deixa do sempre pertinente Cid Elias (Fortaleza/CE), e visto o silêncio do Prof. Eugênio, acrescento algumas perguntas para encerrar minha tentativa de diálogo com ele: (1) Qual o regime liberal perfeito no mundo? Seria o francês, berço do liberalismo, que mostrou suas entranhas ao mundo nos recentes episódios em que milhares de jovens franceses (negros, muçulmanos, filhos de imigrantes, cidadãos) protestaram contra a exclusão e o preconceito, o desemprego e a falta de oportunidades (igualdade?)? (2) Ou ainda, o ex-império britânico cuja mão do estado matou o jovem brasileiro Jean Charles de Menezes (e os assassinos ficaram impunes) – ah, ali parece que há desemprego, mendigos, miséria por igual…; (3) Por certo seu modelo ideal de liberalismo é o praticado nos EUA, comandados pelo ‘democrático’ senhor da guerra, Mr. George W. Bush. Ali o furacão ‘Katrina’ mostrou, em lamentável tragédia, o tamanho da nudez do ‘rei do mundo’…
    Em suma, meu caro professor, a meu juízo inexistem regimes perfeitos. Reconheçamos, a bem da reflexão, as conquistas humanas (saúde, educação) e os impasses profundos (na política e economia) experimentados pela sociedade cubana. Mas, como o Sr. prefere repetir catatonicamente a cantilena midiática da deportação, mesmo depois da própria midia refutar essa ficção, não espero nenhuma reflexão e fico por aqui.

  2. Comentou em 12/08/2007 janes pretto

    Professor Eugênio: o senhor é mesmo desinformado ou só está ‘fazendo de conta’?Não gostar de governos de esquerda, é um direito total seu, mas fazer comentários baseando-se em fofoquinhas midiáticas, me desculpa, é de pasmar.

  3. Comentou em 12/08/2007 Gustavo Morais

    Nada contra que os barões da mídia queiram expressar as suas idéias e opiniões pelos seus respectivos veículos. Certamente, devem assim fazer, á medida que representam uma determinada corrente de pensamento dentro da sociedade. O que deve ser combatido é que a veiculação fique restrita somente a esses posicionamentos, porque isso denota uma enorme arbitrariedade, ou seja, uma ditadura monopolista da informação, com potencial caráter de alienação, que pode colocar em risco os valores democráticos. Tem-se que ter a consciência que um meio de comunicação, principalmente aquele conferido por concessão pública, configura um espaço público, não pode ser usado de forma indiscriminada, ao bel prazer do interesse particular de quem o comanda. Nesse caso, o interesse privado não pode está acima do interesse público. Deve-se criar mecanismos para que a liberdade de expressão, que não é somente de quem comanda a empresa midiática, manifeste-se de forma ampla e irrestrita, garantido a diversidade de opiniões e pensamentos, sejam eles representativos da elite, do proletariado ou de quaisquer outros, seguindo critérios justos de razoabilidade. A verdade é que a grande mídia, deturpadamente, como de costume, usa a liberdade de expressão como escudo para justificar os seus arbítrios, colocando-se, convenientemente, num patamar de inatingibilidade.

  4. Comentou em 12/08/2007 Alexandra Garcia

    Atravessando o questionamento do Sr. Cid Elias, de Fortaleza, é claro que o Sr. Eugenio não leu a nota do Presidente da OAB/RJ, publicada no ‘insuspeito’ o Globo sexta passada, onde se viu que o mesmo compareceu na Polícia Federal, a fim de acompanhar o processo de repatriação dos cubanos, quando lá encontrou o representante do MP, o qual lhe informou que havia feito uma entrevista privada com os boxeadores, OFERECENDO-SE, INCLUSIVE, PARA IMPETRAR UM HABEAS CORPUS em favor dos mesmos, tendo ouvido deles, no entanto, de forma categórica e definitiva, que desejavam mesmo é voltar imediatamente para Cuba. Portanto, se o Sr. Eugenio não fosse tão mal informado; se não tivesse tanta raiva acumulada, talvez tivesse ficado sem essa. Teria nos poupado dos seus comentários nada a ver. Agora, se os cubanos e/ou respectivas famílias sofreram pressão do governo cubano, até ai morreu Neves! É outro departamento, e os simpatizantes do regime que expliquem, mas uma coisa é fato: Não houve deportação (como cansativamente explicou o Min. Tarso Genro), mas mera repatriação A PEDIDO dos próprios interessados, fato que se verificou, repita-se, na presença do MP e do presidente da OAB/RJ. Mais do que isso, só levando os cubanos no colinho…

  5. Comentou em 12/08/2007 Marco Antônio Leite

    Caro Eu-gênio, liberdade não significa poder ter liberdade de expressão, pois isso é argumento dos meios de comunicação para vender o seu produto, ou seja, a informação. Liberdade não é o tal de livre arbítrio no quesito ir e vir, isto não passa de um engodo da elite para ludibriar o povão e a classe média em decadência, a fim de usá-los como massa de manobra. Senhor Eu-gênio liberdade trata-se de ter dinheiro no bolso para que o cidadão tenha dignidade. Porém, no histórico brasileiro a grande maioria não tem dignidade e muito menos liberdade, justamente pôr falta de dinheiro. O resto é história para criança chorona dormir.

  6. Comentou em 12/08/2007 Gustavo Morais

    Fala-se muito em liberdade. Enche-se a boca para se vangloriar de uma pretensa liberdade. Por tal razão, censura-se o regime e a ideologia cubana. Entretanto, não basta, tão somente, a liberdade formalmente reconhecida, visto que dentro de uma sociedade capitalista, sob a égide da política neoliberal, há de se reconhecer que não existe, no seu aspecto material, a efetiva liberdade. Perguntem ao excluído o que fazer com a sua capacidade de autodeterminação. Haverá quem diga que é possível o individuo mudar a sua situação dentro dessa sociedade, tal qual o Sr. Lula, que de uma condição extremamente desfavorável alcançou a Presidência da República. Ocorre que, dentro de uma totalidade, a realidade não se traduz pelas raras exceções. A exceção não é a regra, e nem poderia ser. Até mesmo porque o capitalismo se baseia na espoliação de uma maioria para a garantia dos privilégios de uma minoria. A miséria de muitos é o que garante a riqueza de poucos. A lógica do Capitalismo, por essência, é perversa e extremamente cruel. A visão marxista, considerada utópica, porém tão temida e combatida, soa tão real e verdadeira…Talvez, por isso é que Cuba, com a Revolução Castrista, deixou de ser o bordel norte-americano. Portanto, o conceito de liberdade e de crueldade é extremamente relativo. Não é, Sr. Eugênio, o liberal fundamentalista ?

  7. Comentou em 12/08/2007 Cid Elias

    Grande professor eugênio, para que eu possa entender qual verdade estás a falar, gostaria, se possível, que o senhor esclarecesse: 1- o senhor usa erroneamente o termo ‘deportados’ por falta de informação ou por que costuma repetir o que sai na mírdia sem raciocinar? 2- do alto de sua sabedoria, o senhor poderia me explicar por que ‘os petistas deportaram’ SOMENTE os dois boxeadores e NÃO ‘deportaram’ o jogador de handball nem o técnico da ginástica. Será que o grande professor consegue dar uma explicação decente para o caso, sem tergiversar? O nobre leu a nota do Pres. da Oab-RJ? Ele acompanhou pessoalmente o caso, viu e ouviu o que aconteceu. Me parece que só estás informado das meias-verdades que possam encaixar no teu discurso. A verdade factual, a maneira como as coisas realmente acontecem, não despertam teu interesse?

  8. Comentou em 12/08/2007 Carlos Martins

    Caro Leonardo, a informação que eu tenho, dada por um colaborador da Carta Maior, é de que a redação ‘se dissolveu’. O ‘site, pelo menos, está fora do ar: tente acessá-lo (OK, vocês venceram, ‘acessar virou verbo, coisa que não era nem em inglês), e receberá uma mensagem de ‘A página não pode ser aberta’, sem sequer um auto-réquiem como o NoMínimo. Mas vamos aos números: para manter um blog *pessoal* (o que é diferente de um ‘site’ de informação / opinião), você precisa de, pelo menos e muito por baixo, R$ 100,00 por mês, sem contar as despesas intrínsecas em ‘hardware’ e ‘software’ e em se manter atualizado com a ‘mídia’ convencional – e o tempo livre para alimentar o blog, mesmo que seja na adolescente linha ‘meu querido diário’. Idealizar a internet é desconversar da questão real, a oligopolização da informação, a começar pelo veículo de maior alcance, a TV aberta.

  9. Comentou em 12/08/2007 Cério Santos

    A sociedade sente a necessidade de ter uma imprensa digna, honesta, e objetiva, entretanto, “os donos da mídia” estão dispostos apenas a defender seus próprios interesses e auferir lucros sejam de que ordem for. E o pior é que em nosso país a grande mídia (sobretudo a Globo) se arvora em ser detentora da marca “opinião pública” e desta se apropria com este intuito malévolo de defender seus “negócios” que não raramente são escusos e contrários aos interesses do povo brasileiro. Poderíamos aferir a fé pública deste tão decantado “mandato” da grande mídia que nunca lhe fora outorgado. Para tanto basta que formalizemos, junto ao povo, esta pesquisa proposta pelo engenheiro Fábio de Curitiba/PR. Falo em formalizar porque implicitamente todos sabem o resultado desta avaliação, ou seja, a credibilidade desta usurpadora está abaixo de zero. Carecemos de uma imprensa, mais responsável e pluralizada, que seja uma representante autêntica do povo brasileiro e não um instrumento de uso exclusivo da elite como hoje se verifica. Resta claro que esta imprensa não representa genuinamente os anseios da população brasileira que fica, neste aspecto, sem voz e sem vez. Esta situação indubitavelmente consubstancia um significativo entrave para o aprofundamento da democracia em nosso país.

  10. Comentou em 12/08/2007 Rosendo Rodriguez

    Penso q nos gov de direita desde a ditadura até FHC a imprensa tinha o problema de lutar pelo leitor a as vezes havia rachas no apoio ao governo ..ou chantagens como queiram ..o problema atual é que toda a imprensa está em sintonia ….contra o governo …. as boas noticias nao são associadas ao governo ..por ex… crescimento do emprego …isso é função da melhoria do ambiente de negócios internacional ….do mesmo jeito a melhoria das contas públicas …reservas internacionais..credibilidade … fmi …risco pais … etc… tambem é creditado ao ambiente economico internacional ..ou pior cópia do fhc …. o crescimento economico do brasil nao se compara a china ……mas se esquece que a china cresce a 8-10 ao ano desde 1980 ….e assim vai …mas quando há uma noticia ruim ..logo se tenta colar a imagem de lula ….é o caso da tragedia com o avião da tam …. a grande midia tentou de todo jeito mostrar o lula se explicando sobre a tragédia ….e deixaram de questionar a manutenção da TAM …..se tivessem ido nesse caminho teriam encontrado grande pérola … a cia visa o lucro em detrimento dos passageiros…. mas o assunto foi politizado e agora??/!!!…falta na imprensa um ente de contraponto … que não há mais ….

  11. Comentou em 12/08/2007 eugenio fonseca

    Saudações,
    Finalmente alguém resolveu admitir que: há gente boa fazendo jornalismo no Brasil, então, nem toda ‘midia que está aí’ é imprestável; finalmente alguem reconheceu que em Cuba há mazelas. Quem sabe por conta delas os tais pugilistas queriam fugir de lá? Ma nosso governo se apressou a deportá-los, talvez por achar que as nossas mazelas são piores. Reconheço o direito de todos manifestarem sua opinião com chiliques ou sem chiliques, isto é liberalismo ,com arrogância ou com humildade, pis isto é liberalismo caro professor universitário, só acho que muita gente que critica a liberdade de imprensa não sabe o que é viver sem ela, talvez tenham saudades da ditadura (ou de uma ditadura de esquerda que conheceram…)

  12. Comentou em 12/08/2007 Samuel Lima

    Caro Prof. Eugênio, não se faça de vítima. O sr. tem todo direito de assumir e professar qualquer credo, ou visão de mundo. Mas não pense que é a única, verdade absoluta, dogma. Seu relacionamento acrítico com a mídia faz com o sr. caminhe do ‘nada a lugar nenhum’, e se limite a repetir os discursos construídos – como vários de nós apontamos.
    O ‘monopólio da informação verossímel’ ao qual se referia outro comentarista, há muito, deixou de existir na relação da mídia com a sociedade. Façamos críticas ao regime de Fidel, mas tenhamos um mínimo de honestidade intelectual e histórica para contextualizar aquele País, com suas conquistas e mazelas. Seu preconceito ideológico, e visão formada preponderantemente pela mídia, o impede de raciocinar e ver, como aponta inequivocamente o ombusdman da Folha de S. Paulo (edição de hoje, 12/06/2007) que a cobertura exagerou na opinião, manipulou fatos e foi salva – afinal há gente boa nas redações fazendo jornalismo – pela reportagem do jornal ‘Extra’, do Rio. Admita isso, não venha manobras diversionistas e lenga-lengas do tipo ‘ditadura de Fidel’, ‘papai noel’ e outras sandices.
    Discuta altivamente e defenda seu credo, sem chiliques.

  13. Comentou em 12/08/2007 Fabio Passos

    Já sugeri ao Dines mais de uma vez mas fui ignorado. Sugiro então ao Carlos Castilho, que a próxima enquete da ‘Urna OI’ seja sobre a renovação ou não da concessão pública hoje explorada (literalmente!) pela Rede Globo. Será um boa evidência para medir a percepção de parte da sociedade sobre a grande mídia brasileira. De minha parte, penso que a Rede Globo é uma organização anti-democrática, que não pratica pluralidade alguma. Pelo contrário, a Rede Globo só faz apologia dos interesses da elite rica e desqualifica sistematicamente todos os que defendem os interesses do povo.

  14. Comentou em 12/08/2007 Marco Antônio Leite

    Como vivemos num sistema capitalista, como tal a imprensa se comporta, ou seja, como capitalista. Neste sistema tudo gira em torno do lucro, o qual recaia sobre a venda de bens de consumo, já a imprensa como não produz geladeira, nada mais justo que produzir informações para que os leitores leiam e tirem suas conclusões sobre o que é verdade, meias-verdades ou sofismas. No entanto, como o patrão dos meios de comunicação, também, é um capitalismo, às notícias são fabricadas para iludir o proletariado e para os bacanas do dinheiro as notícias são sempre do agrado dessa gente. Ademais, como acreditar num sistema que prega a violência entre os pobres para mante-lo preso mentalmente sob o temor de sofrer a qualquer momento uma agressão, bem como iludir o homem comum numa discussão que leva a nada do ponto de vista político ideológico. Isto porque, os meios de comunicação não prega, em momento algum, uma revolução armada para mudar esse estado de coisas nefasta que ora ocorre nos meios políticos nacionais.

  15. Comentou em 12/08/2007 Fabio Passos

    A grande mídia é o instrumento de marketing e propaganda política da elite brasileira. FSP, Veja, Estadão e Rede Globo são um lixo que reverbera os interesses econômicos de uma oligarquia que é das mais reacionárias e atrasadas do mundo. Não há como confundir esta mídia corrupta como liberal. A definição correta é serviçal. A grande mídia serve apenas para defender os privilégios de uma minoria rica, cujo comportamento é o de parasita do estado e da sociedade. A grande mídia demosntra total desprezo pela democracia quando o resultado não convém aos interesses da elite.

  16. Comentou em 12/08/2007 EUGENIO FONSECA

    Poucos se preocuparam em argumentar, infelizmente , no lugar disto me recomendaram um estágio em Cuba, esta pátria da liberdade da educação e da cultura; outros me trataram como retardado, é lógico não repetir a lenga-lenga esquerdista é ser retardado; uns tiveram pena dos meus aunos, se metendo em minha vida particular (só coloquei minha profissão porque o blog exige) a eles digo, não se preocupem a maioria dos professores é de esquerda daí o apagão citado.
    OK; o JN mente, Veja mente, porém mente muito mais o Grama (!!) o Pravda, etc, etc.
    Para que RESPONDAM:
    Eu disse que Cuba é uma ditadura cruel, você discorda?; eu disse que foi desumano deportar pessoas que tentaram fugir da ditadura cubana. Você parece discordar, talvez acredite que eles serão premiados como filhos pródigos que retornam à casa do pai-fidel…Não foi deportação? Informe-se, foi deportação sim, não há na lei brasileira outro nome para o procedimento? Você acredita em papai-noel? Pois parece acreditar que empresário do mal tentou violentar pugilistas-polianas com o vil metal (a mentalidade esquerdista antiempresarial é mesmo ridícula…). Enfim, argumente Aloísio, argumente… Diferentemente dos petistas e esquerdistas em geral, sou contra qualquer tipo de ditadura. Procurem pesquisar a origem do liberalismo e a tradição totalitária esquerdista e depois voltamos a conversar e a ARGUMENTAR…

  17. Comentou em 12/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    Caro Carlos Martins, concordo que o ‘establishment’, forte em todo o lugar, também o é na internet. O que este meio possibilita, no entanto, é a independência do pensamento (prova disto é que estamos debatendo livremente neste momento) e o surgimento de vozes dissonantes, tais como o Vermelho, Conversa Afiada, Carta Capital, Caros Amigos, Revista Fórum, entre outros. Em tempo: a Carta Maior não fechou, mas, por problemas financeiros, terá mais opinião e menos reportagens.

  18. Comentou em 12/08/2007 Calypso Escobar

    Lí os comentários,afinal deve ser o que todos fazem e daí? Essa ‘revolução’ de controvèrsias,cada um com mais razões,substimando outro,escreve aquí e grita alí é o debate certo? O dominador existe e o dominado berra,hoje,com liberdade nos blogs. Quanto ao impresso urramos sós e as paredes nem se racham,aquí há o racha. O leitor tem que encontrar no quebra-cabeça uma remota possibilidade de respostas e a solução se revela na fecundidade craniana. Há outra solução? Separar o joio do trigo.Grata

  19. Comentou em 12/08/2007 Carlos Martins

    A propósito: só nos últimos quinze dias, saíram do ar, por inviabilidade financeira, No Mínimo e Carta Maior. Muy aberta a internet, sem dúvida. Já os ‘portais’ das teracorporações midiáticas vãod e vento em popa, obrigado.

  20. Comentou em 12/08/2007 Gustavo Morais

    Pela doutrina e pelos pífios argumentos manifestados pelo Sr. Eugênio fica evidente que muito mais grave do que o alegado “apagão aéreo” é o “apagão educacional”. Decerto, a disciplina do mesmo deve ser “Enfadologia”. Coitados dos seus alunos. Recomendo ao mesmo fazer uma reciclagem em Cuba, que, notadamente, demonstra ser uma excelência no aspecto educacional.

  21. Comentou em 12/08/2007 Carlos Martins

    Vocês não estão idealizando demais a ‘blogsfera’, não? Blogs podem ser, e freqüentemente são, tão ou mais enviesados e facciosos que a ‘grandimprensa’; são, pelo menos no Brasil, restritos a um pequeno segmento que pode lhes ter acesso e a um grupo ainda menor que os pode manter; as ‘celebridades’ das demais ‘mídias’ (colunistas, comentaristas, articulistas e outros ‘istas’) têm, obviamente, muito mais visibilidade e peso; e os blogs estão longe de ser ‘espaços democráticos’: tendem a se tornar coro de iguais, lambendo-se os egos mutuamente, enquanto comentários mais discordantes do ‘dono do pedaço’ – e não estou me referindo a grosserias ou agressões pessoais – podem ser, e freqüentemente são, arbitrariamente pré-censurados ou ‘detonados’ pós-publicação, e/ou, no mínimo, singularizados para respostas furibundas, logo endossadas pela claque. Uma célebre ‘blogueira’, por exemplo, não admite que se faça a menor crítica à grandimprensa.

  22. Comentou em 12/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    O professor Eugênio Fonseca é a encarnação do protagonista da impagável ‘Classe Média’, de Max Gonzaga. Age como um ‘papagaio de todo telejornal’ e acredita na ‘imparcialidade da revista semanal’. Não chego ao ponto de afirmar que os blogs substituirão a imprensa tradicional, mas é patente que a tiragem da imprensa gorda vem caindo ano após ano e a que internet só faz crescer. Veja, Estado de São Paulo, Jornal Nacional et caterva exercem hoje mais um exercício de compatibilidade com uma parcela do público, reforçando opiniões já reacionárias, do que o de mudança na direção do humor coletivo. A receptividade à persuasão midiática baseia-se em fatores complexos, que vão desde a inadequação social e baixa auto-estima até a agressividade e o preconceito. Vide os termos com que os colunistas costumam se referir ao nosso mandatário maior. É alentador que os novos fóruns privilegiem a argumentação, em vez da demonstração irracional de ódios. Viva a comunicação alternativa!

  23. Comentou em 12/08/2007 Samuel Lima

    Caríssimo Jorge Cortás Sader, concordo integralmente quanto ao importantíssimo papel dos periódicos na circulação de idéias, informações e no debate público. Não penso que a chamada ‘blogosfera’ venha a substituir a mídia impressa. Há espaço para ambas. O que destaco, no entanto, é que hoje (segundo estimativas) acessam os blogs e portais noticiosos algo em torno de 8 a 10 milhões de pessoas, no País. Isto é um notável espaço de debate, formação e informação cidadã. Evidentemente, faltou ponderar, há milhares de pessoas, feito o Prof. Eugênio, que são envolvidas pela ‘natureza axiomática’ da notícia – na feliz expressão de Nilson Lage. Ou seja, ‘deu na imprensa (Veja, O Globo, TV Globo, Estadão, Folha et caterva) é a mais ‘pura verdade’, não importando o jogo político-midiático.
    No meu trabalho docente, tenho procurado sensibilizar meus alunos e alunas para a importância dessa sólida formação intelectual e humanística ao bom exercício da profissão.
    O papel da mídia deveria ser o de prestar serviços de qualidade à sociedade, na forma de noticiosos, entretenimento etc., tratando a informação como bem público.
    Se cumprisse esse papel, sem censura e/ou quaisquer instrumentos de constrangimento ao seu papel, a mídia estaria sem dúvida prestando um relevante serviço à democracia. Não tem sido esse caminho, notadamente de 1964 para cá.

  24. Comentou em 12/08/2007 Jorge Cortás Sader Folho

    Acho muito difícil, sem desmerecer os blogs, que eles venham a suplantar a imprensa tradicional. Os jovens têm uma visão imediatista das coisas. Já fui jovem, ora essa! E lembro muito bem como era meu comportamento. O importante era a vanguarda, fosse ela de informação, música, literaratura ou qualquer outra manisfestação do pensamento humano. Tudo com mais de vinte anos passados cheirava a mofo, ao reacionarismo. Afinal, esta é uma das principais características da juventude, que ninguém pode contestar, tem seus méritos bastante significativos. Nosso teatrólogo maior, Nelson Rodrigues, costumava dizer ‘jovens, envelheçam’, numa brincadeira que poucos souberam entender. Convém notar que a teoria geral da relatividade foi desenvolvida quando Albert Einstein tinha apenas 23 anos de idade. Esta não é a regra, mas existem fatos de pessoas de menos do que trinta anos serem bastante expressivas nas atividades que desenvolvem. Voltando à imprensa, quem vai substituir o New York Times, o Le Monde, o Der Spigel? Blog algum, sem dúvida! Uma cultura sólida não pode, sem dúvida, ficar adstrita aos jornais. Quem não tem acesso a bons livros, não pode se dizer informado convenientemente. A imprensa tem e vai continuar tendo o monopólio da informação verossímel. Tolice querer contestar tal fato.

  25. Comentou em 12/08/2007 Miguel Álvares Cardoso -

    Meu caro professor Eugênio Fonseca. Temos a percepção do mundo externo, portanto nessa dimensão, temos também o poder do raciocínio que nos torna apto para o processo de entendimento. A oposição ao governo, já jogaram a toalha quanto ao esclarecimento por parte do mesmo, por parte do Ministério Publico, da Polícia Federal, Min. da Justiça, OAB, e dos próprios atores aqui e lá em Cuba, onde se encontram. Foram interrogados por todas essas entidades. Que mais precisa? Trazê-los de volta e aplicar-lhes um pau-de-arara para confessarem, apenas o que alguns desejam? As regras da civilidade, que são também as regras da moralidade, têm a ver com o respeito pelo próximo. Portanto, não devemos deixar comover o espírito nenhuma paixão ou sofrimento que venha perturbar-nos o pensamento racional e incorruptível. A sabedoria fundada na razão, não admite as emoções gratuitas, nem as palavras impensadas, fruto apenas dos sentidos. Aceitemos a verdade e fiquemos em paz com a nossa consciência.

  26. Comentou em 12/08/2007 Samuel Lima

    Relacionar-se crítica e autonomamente com a mídia, entendendo seu permanente jogo de poder, é o mínimo que se espera de um professor. O Sr. Eugênio deve refazer imediatamente sua teoria sobre o caso dos cubanos, a julgar pelo que escreveu hoje na Folha de S. Paulo o jornalista Mário Magalhães (ombusdaman, da FSP, que me parece não é petista, castrista, nem qualquer ‘ista’). Diz Magalhães: ‘Uma admirável reportagem do jornal carioca ‘Extra’ reconstituiu, na quinta, as quase duas semanas da farra em liberdade. Além de testemunhos sobre a fartura de picanha e pistoleiras, o jornal conversou com o salva-vidas e o pescador a quem os lutadores apelaram para chamar a polícia, a fim de regressar a Cuba. Pelo que se sabe hoje, inexistiu pedido de asilo. Representantes da OAB e do Ministério Público estiveram com os estrangeiros e ouviram a vontade de ‘volver’. Os leitores ganhariam se a Folha tivesse demonstrado na apuração da história a mesma determinação que exibiu ao opinar quando os fatos ainda aconselhavam prudência’.
    O que executivos da mídia, feito Ali Kamel, não conseguem perceber é a profunda mudança de atitude dos ‘consumidores’ de informação, com os recursos advindos das novas tecnologias de informação. O leitor/ouvinte/telespectador é um receptor atento, que não engole o ‘prato feito’ ideologizado dos barões da mídia, até o limite da irresponsabilidade ao que parece.

  27. Comentou em 12/08/2007 Miguel Álvares Cardoso -

    A imprensa é assim mesmo desde os primórdios de sua invenção pelo Gutemberg. Talvez não fosse essa a intenção do seu idealizador, mas, também como Santos Dumont, a sua descoberta foi deturpada. Mas, ainda bem que podemos julgá-la, e até, acusá-la. Só o colapso total do senso crítico impede que se pratique a crítica, mesmo que desnecessária. Isso explica o argumento daqueles que não a aceitam, ou porque, talvez nenhum poder têm para tanto, quando por imposição de forças totalitárias e reacionárias como ocorreram em passado próximo, da nossa história. As considerações da imprensa deviam ser sempre subordinadas ao interesse da comunidade. Seria o ideal, mas não é isso o que acontece. A submissão ao desejo de poder político ou de divícias, não é apenas um desvio de ordem psíquica como acontece no desejo carnal, não obedece a um comando emotivo e sim a uma debilidade mental de certos donos de imprensa. Um pequeno reparo às palavras de nossa comentarista Alessandra Garcia: O único jornal que apoiou o governo de Jango, foi a Última Hora, do Samuel Wainer; quanto ao governo do Lula, é o que se vê.

  28. Comentou em 12/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    O professor Eugênio Fonseca reclama dos que tentam desqualificar o discurso alheio, mas se refere aos que discordam de suas idéias como criptopetistas. Também, como esperar coerência de um indivíduo já devidamente ideologizado pela cartilha Veja? Felizmente, é notório que a internet está submetendo a mídia a um permanente escrutínio. Só editores irresponsáveis, como o Ali Kamel, não estão atentos a episódios que podem abalar sua reputação, que aumenta ou diminui na medida em que os grandes temas são tratados de forma mais ou menos séria.

  29. Comentou em 12/08/2007 JOSE ORAIR Silva

    Segundo o grande filósofo contemporâneo Ali Kamel, a imprensa brasileira, plural, democrática e isenta, não mente, apenas testa hipóteses. É uma pena que não tenhamos no Brasil uma pesquisa eqüivalente, pois poderíamos testar a hipótese de que o nosso grande filósofo das comunicações esteja mentindo ou, para ser mais suave, esteja faltando com a verdade…

  30. Comentou em 12/08/2007 eugenio fonseca

    Saudações.
    Aloísio, pelo menos eu procurei argumentar, não fiz como você e outros criptopetistas que buscam apenas desqualificar aqueles que não pensam como vocês (coisa típica de stalinistas). Eu disse que Cuba é uma ditadura cruel, você discorda?; eu disse que foi desumano deportar pessoas que tentaram fugir da ditadura cubana. Você parece discordar, talvez acredite que eles serão premiados como filhos pródigos que retorna à casa do pai-fidel…Não foi deportação? Informe-se, foi deportação sim, não há na lei brasileira outro nome para o procedimento? Você acredita em papai-noel? Pois parece acreditar que empresário do mal tentou violentar pugilistas-polianas com o vil metal (a mentalidade esquerdista antiempresarial é mesmo ridícula…). Enfim, argumente Aloísio, argumente…
    Diferentemente dos petistas e esquerdistas em geral, sou contra qualquer tipo de ditadura. Procurem pesquisar a origem do liberalismo e a tradição totalitária esquerdista e depois voltamos a conversar e a ARGUMENTAR…

  31. Comentou em 12/08/2007 Marcelo Ramos

    Alexandra, compreendo seu ponto de vista e também acho muito legal a variação entre pontos de vista aqui. O paralelo que eu faria é com o espectro de cores. Vão do azul ao vermelho. Ah, e também vejo aqui muitas informações e referências que eu não veria em outro lugar. A questão é que a gente ‘gasta’ muito o tempo criticando a imprensa porque aqui é um observatório. E não sei se dá para fazer uma comparação com a imprensa de outros tempos, principalmente dos 12 anos imediatamente anteriores ao Lula. A desproporção é muito grande. Na verdade a imprensa, assim como a política no Brasil, ainda funciona como em cidade do interior. Eu tenho um jornal, se o prefeito é meu amigo, eu só falo dele as coisas boas. Se o prefeito é meu inimigo, eu detono. Eu acho que o Brasil está passando por um processo de crescimento em relação à essas questões. Coneço municípios do interior do Rio Grande do Norte nos quais o MP está processando prefeitos que estão ‘metendo a mão’. E os eleitores deste prefeito não o estão defendendo, muito pelo contrário. Em suma, o Brasil, como nação, está sendo ‘pressionado’ para dar um salto. A princípio, o salto vai ser de ética. Posteriormente, vai ser educacional. Eu falo de ética primeiro porque ninguém precisa ser instruído para saber o que é certo é errado.

  32. Comentou em 12/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    Um exemplo sintomático da esquizofrenia midiática é o artigo de Ali Kamel em que ele tenta justificar a cobertura do acidente da TAM. Para Kamel, a imprensa, em vez de investigar, deve testar hipóteses. É curioso que a primeira possibilidade testada foi a da pista escorregadia, que levava à responsabilização do governo. Kamel utiliza um mecanismo de defesa psicológica chamado de racionalização: ao tentar justificar seu próprio ponto de vista, busca uma legitimação de fachada para esconder a natureza verdadeira de suas intenções. Kamel e seu colega Bonner desprezam o telespectador, acham que o cidadão que assiste tevê comporta-se como Homer Simpson. Já quebraram a cara na eleição de 2006. O crescimento da internet reserva mais surpresas desagradáveis para dupla.

  33. Comentou em 12/08/2007 Andre Lago

    Muito triste é ver que a cada dia as notícias estão cada vez mais tendenciosas e mal-intencionadas. Tenho visto e analisado as notícias em veículos de comunicação em massa como a globo, revista veja e outros…a voracidade em atacar o governo federal…é triste mesmo pois não estão querendo ajudar o país, estão, em verdade, visando as eleições e se possível derrubar o Pres. Lula. Agradeço a DEUS pela oportunidade de ter estudado e ter a necessária sabedoria para discernir o que se passa hoje em nossos noticiários. É muita covardia destes em relação ao Brasil e ao seu povo humilde e desassistido por muito tempo. Eles já derrubaram , ludibriando os militares, governos democráticos no passado, VIDE GOLPE MILITAR DE 1964…NÃO SE ESQUEÇAM DESTE FATO!!!Peço à DEUS que as Forças Armadas não caiam newste golpe novamente e que tenham aprendido o seu verdadeiro papel: Defender o pais de forças estrangeiras e não atacar governos eleitos democraticamente. Muita Paz a Todos!!!

  34. Comentou em 12/08/2007 Rosa Sart

    Por gentileza, solicito que registre no meu post anterior os percentuais (%) que não sei porquê, foram apagados, dificultando a compreensão do comentário. Peço desculpas. Obrigada.

  35. Comentou em 12/08/2007 Rosa Sart

    Tive conhecimento parcial de outra pesquisa em que cerca de 8800 adultos dos EUA e mais seis países europeus opinaram sobre a credibilidade dos jornais e outras mídias (revistas, tv a cabo, rádio, online e sites). 35 dos leitores estadunidenses acreditam no que lêem nos jornais, ao contrário dos leitores da Grã-Bretanha e Itália que atingiram a 18 e 17 respectivamente. Foi revelado: leitores que compram jornal uma vez/semana chegam à média de 38 na França. As outras fontes de informação demonstraram suas diferenciações esperadas. Entretanto, apenas o jornal suplantou por pouco audição de rádios. Utilização de tv a cabo nos EUA ainda é baixa. Leitores de revistas não passam de 5 e internautas atuam na faixa de 14 a 22. Observou-se que a preferência por noticiário on line, acessando várias vezes ao dia, oscila entre 19 a 33. Como observou o professor, o acesso à internet de mais leitores possibilitará maior discernimento em escolher onde ler as notícias. O que importa é que não basta comprar jornal ou ter um aparelho de tevê desligado. A interação entre as partes se faz necessária o que não corresponde à verdade no Brasil. Diálogo é fundamental. No entanto, a nenhuma mídia cabe representar o povo.

  36. Comentou em 12/08/2007 Henry Fulfaro

    Pois é, Aloísio, mas acho que está de bom tamanho, sabia? Eu vou me preocupar é quando os reaças começarem a falar coisa com coisa, quando demonstrarem que são minimamente conscientes e informados, e dou como exemplo um cara como o ex-governador Cláudio Lembo, pessoa com a qual quase sempre discordo, mas ao qual não posso negar o devido e merecido respeito pelas colocações lúcidas e sensatas que as vezes… as vezes, ele faz (vide, por exemplo, o pensamento dele sobre a “elite branca” paulistana, e a mais perfeita definição do “Cansei” que ouvi até agora, também da autoria dele, como sendo um movimento de “dondocas entendiadas”. Portanto, enquanto entrarem aqui para falar abobrinha, apresentando argumentos toscos e visivelmente desinformados, pra mim é bom sinal. Significa que continuam se informando através dos Reinaldos Azevedo, dos Mainardi, das Dora Kramer, dos Jabores, dos Mervais Pereira, dos Jôs Soares e suas josetes, etc, enfim, não aprenderam coisíssima nenhuma depois de vinte e tantos anos de ditadura e ainda se acham no direito de criticar a ditadura dos outros!

  37. Comentou em 11/08/2007 Alexandra Garcia

    O que eu acho fascinante por aqui, além do fato de obter informações alternativas que muito dificilmente seriam levantadas pela grande mídia, é poder constatar as colocações que as pessoas fazem, não raras vezes bem mais radicais e tendenciosas do que as opiniões colocadas na imprensa que tanto criticam ou defendem. Não que a imprensa de hoje seja boa; que nada! Chega a ser mentirosa e irritantemente parcial, mas ao mesmo tempo me pergunto quando é que não foi assim. Em que época da história deste país a imprensa não adotou um comportamento a favor ou contra o governo? Sempre, claro! Então, resta saber se é mais gostoso governar com o apoio da imprensa, como aconteceu, por exemplo, com todos os governos de Jango até o Lula, ou se o prazer está no desafio de governar contra a imprensa, contra os elitistas, contra os direitistas, contra os golpistas mas, em compensação, com o apoio do povo.

  38. Comentou em 11/08/2007 Aloísio Morais Martins

    É impressionante como um professor como o Eugênio Fonseca venha a público aqui no ‘comentários’ para expor tanta desinformação sobre o caso dos lutadores cubanos. No mais, acho que ele deveria comprar um barraco e ir morar com os editores da Veja. E olha que eu não sou petista…

  39. Comentou em 11/08/2007 eugenio fonseca

    Saudações.
    Petistas continuam malhando a ‘imprensa que está aí’. Mas é melhor esta imprensa do que nenhuma, ou melhor, do que a única imprensa oficial, como em Cuba, por exemplo. O caso dos cubanos, aliás, mostra o quanto a imprensa nacional é amena com o governo mais corrupto e inerte que o Brasil já teve. O Brasil deporta cubanos para sua terra nata, uma ditadura horrorosa e não quer ser criticado e a imprensa, com seus inúmeros petistas custaram a criticar a atitude irresponsável e desumana. Na imprensa ‘livre’ cubana, os pobres pugilistas cantaram hino nacional, disseram amar Fidel, contaram uma incrível história sobre terem sido dopados por empresários(estes monstros capitalistas)… Coitados, imagino pelo que devem estar passando… Outro exemplo interessante: não fosse a Veja, não haveria caso Renan Calheiros. Esta revista está prestando valiosos serviços. Deveria ser elogiada e não perseguida. Quanto ao apagão aéreo não existir de fato, só louco ou cego petista para acreditar. Outros apagões existem, mas um não desculpa o outro, pelo contrário, demonstra a incompetência de quem nos dirige.

  40. Comentou em 11/08/2007 Gustavo Morais

    É simplesmente estarrecedor o comportamento da mídia, especialmente, no que tange ao jornalismo informativo. A irresponsabilidade e o descompromisso com a verdade têm sido a tônica nos veículos de imprensa, que se manifestam por meio de interpretações deturpadas e levianas, que configuram um verdadeiro desrespeito e descaso com a boa fé das pessoas, inclusive, confrontando, acintosamente, com a própria opinião pública, a qual é desprezada. Os meios de comunicação deveria ser um espaço público aberto à diversidade de opiniões. Todavia, o que ocorre é que o pensamento representativo de uma minoria é o que predomina maciçamente nas reportagens e nos comentários veiculados, sendo que o pensamento da maioria do povo é simplesmente assassinado, sendo motivo de chacotas. Aliás, o achincalhamento virou a especialidade dos pseudo-intelectuais. Certamente, o que falta é respeito. Respeito à inteligência das pessoas. Respeito à Democracia. Respeito à vontade popular que emergiu das urnas. Respeito ao povo brasileiro. A democratização dos meios de comunicação é necessária, significando a efetiva garantia da diversidade de opiniões e da livre manifestação de pensamentos, coibindo o uso da mídia como um perigoso instrumento de alienação, ou seja, de reprodução unilateral de idéias e pensamentos sem que se permita o devido contraponto.

  41. Comentou em 11/08/2007 Alexandre santana

    Esta pesquisa demonstra em geral o que acontec aqui no Brasil que infelismente,continua tendenciosa,e com intereses politicos em suas noticias, ao inves de expor os fatos com todos os detalhes e não colocar a sua verdade em detrimento da verdadeia informação que e o que deveria fazer lamentavel hoje a nossa imprenssa.

  42. Comentou em 11/08/2007 Marcelo Ramos

    Essa pesquisa poderia ser ‘transportada’ para o Brasil se o percentual de pessoas instruídas aqui fosse correspondente aos USA. Infelizmente, não é assim. Creio que os grupos de comunicação, que recebem poupudas ajudas de certas instituições internacionais (vide estudo do Luciano Costa) aqui no Brasil se comportam levando em conta essas diferença de públicos de seus diversos veículos. Quem lê jornal normalmente não acessa internet. Outros só lêem jornal na internet, outros ainda só vêem TV. Em artigo na revista Caros Amigo, um arquiteto comenta que essa pseudo-crise (pseudo por diversos motivos) nos aeroportos, não passa nem perto, em termos de número de mortos por dia, de uma outra crise, mais antiga, do transporte urbano brasileiro. Mas como os afetados por essa última crise são cidadãos das faixas C, D e E, a mídia finge que não vê. Em outro blog recente, aqui, um colega comentou que não sai nada na mídia sobre as chacinas que ocorreram em São Paulo, nem sobre os rios de dinheiro que correm na Câmara Estadual de SP para barrar CPIs contra Serra e Alckmin. No fundo, o que está acontecendo é uma quebra de confiança. Os grandes grupos de comunicação tem perdido cada vez mais leitores/expectadores/assinantes, mas seus donos se comportam como se realmente estivessem em uma bolha, querem continuar sua ladainha. Vai chegar uma hora que o público vai agir como na queda da Bastilha.

  43. Comentou em 11/08/2007 Carlos N Mendes

    O criticismo presente no jornalismo na internet tem muito mais a ver com a interatividade do meio – geometricamente mais favorável que jornal, rádio e televisão. Consequência do nascimento da internet : quem tem mais espírito crítico, busca o meio que mais lhe favorece. quem não se conformava com as inverdades presentes na TV e nos jornais, depois de escrever 10 cartas que nunca eram publicadas (afinal, como afirmou Roberto Civita na recente famosa entrevista, ele ‘jogam’ para a platéia), o coitado cidadão sem voz procura um lugar onde a tenha – os comentários dos blogs. Natural como a evolução.

  44. Comentou em 11/08/2007 Reginatto Rochianni

    Hoje em qualquer canal da TV aberta nos deparamos com uma mesma ladainha. A mesma tendência, o mesmo discurso. Isto se dá nos jornais, programas de entrevista, programas de entretenimento etc… Os debates que são propostos não merecem sequer esta denominação, poderiam ser chamados simplesmente de BATE (vocês sabem em quem – todos sabem) Então percebe-se que a coisa se acanalhou (infelizmente) Note-se que não é aceitável a idéia uma “verdade” única, pois esta nunca se confirma integralmente. Salutar e defensável é a existência de uma imprensa que exponha as múltiplas “verdades”, isto é, as múltiplas interpretações dos “fatos”, ou seja, em outras palavras, uma imprensa plural. Contudo, para a nossa total infelicidade e prejuízo, o que se vê na grande mídia é a postura de um pensamento único que, além de tudo, destoa do pensamento da maioria.

  45. Comentou em 11/08/2007 José Paulo Badaro

    Bem! Pelo menos num ponto estamos na frente dos norte-americanos. Se lá 59% dos leitores declarou que as informações da mídia são erradas e 64% que as notícias são politicamente distorcidas, os percentuais por aqui devem se situar na casa dos 90%, pelo menos!

  46. Comentou em 11/08/2007 ronaldo prado

    Não é necessário buscar estatísticas americanas para pautar a descrência que hoje marca a relação da imprensa com o público . Espero que os responsáveis por órgãos de imprensa e seus principais colunistas absorvam a insatisfação do público (embora continuo cético que isso aconteça) e traduza tais críticas em jornalismo imparcial.

  47. Comentou em 11/08/2007 Carlos Alberto

    É importantíssima essa ‘abertura de olhos’ por parte da Opinião Pública. Os meios midiáticos estão sofrendo uma depreciação grande pela falta de escrúpulos de muitos que lá estão e se dizem Jornalistas.

    Que as ‘Bolhas Informativas’ se explodam, pois informação de boa qualidade e isenta de parcialidades é o que precisamos.

  48. Comentou em 11/08/2007 Fernando Teixeira

    Todos nós, dos mais novos aos mais idosos, já escutamos de nossos pais (educadores) a seguinte frase: Não minta, pois ninguém acreditará em um mentiroso mesmo quando ele estiver falando uma verdade… A frase é simples, mas é o foco do que está acontecendo. Veja só então o perigo que corremos com a crescente desmoralização da imprensa. A imprensa tem um papel importante a cumprir dentro da sociedade democrática e com sua falta de credibilidade, de certa forma, perde toda a sociedade. A imprensa é importante para a consolidação e manutenção da democracia. Mas é exatamente a imprensa que deveria ter consciência disto e agir com mais desvelo no cumprimento do seu papel. Deve buscar se pautar em outros valores e perseguir outros objetivos, preferencialmente que sejam mais legítimos. Urge uma mudança no paradigma das empresas midiáticas. Vivemos uma nova era e quem não se adaptar não sobreviverá, pois a fase seguinte desta crise vai prejudicar sensivelmente estas empresas junto aos seus anunciantes.

  49. Comentou em 11/08/2007 Lau Mendes

    Sr.Castilho penso que é chegada à hora da mídia dar espaço a todas as correntes de pensamento seguindo o exemplo da Internet. Não consigo ver outra saída que tenha o mínimo de dignidade. Sei será uma guerra nas redações,mas todos lucraremos. Os jornalistas lucrarão mais. Terão eles a tão apreciada liberdade de expressão integral,sem máscaras. Podendo daí resultar o jornalismo de fatos,deixando o exercício da dramaturgia para quem de direito e capacidade.

  50. Comentou em 11/08/2007 Cério Santos

    É um cenário assaz desalentador. Há atualmente em toda cobertura midiática uma combinação dolosa entre o “fato” e a versão, o “real” e o imaginário, algo ardiloso com o intuito covarde de depreciar o governo. Este expediente parece ser pauta obrigatória na grande imprensa. Não chega a ser um despropósito quando muitos falam em conspiração e golpismo, pois muitas vezes é exatamente isso que aparenta ser. É inegável esta situação, quem não está confuso é porque não está prestando atenção. Resta claro que essa desordem é, sob todos os aspectos, perniciosa à sociedade democrática. É realmente desalentador porque a imprensa poderia estar cumprindo um valoroso papel para o aprofundamento da nossa democracia. Entretanto, desgraçadamente, ela se propõe a desempenhar uma ação justamente no sentido contrário. E diante do seu desgaste insiste no erro, parece agir inspirada dor aquele ditado que diz: Perdida por cem, perdida por mil. Acho que os profissionais sérios deveriam sair em defesa da recuperação da imagem da imprensa. Como fazer isso? Negando a verdade? NÃO. Assumindo a existência dos excessos e engrossando fileiras para impedir a evolução destes abusos. Fazendo uma autocrítica, chamando à razão, reaprendendo, por exemplo, que a opinião pública é a opinião do povo e não a da grande mídia. O poder do povo é que é a fonte primaz da soberania que vincula a todas instituições.

  51. Comentou em 11/08/2007 Zemário Santos

    Ora bolas! Quando é que nos daremos o prazer de basear comentários em fatos domésticos, sem a preocupação de abrirmos ´janelas´ para o reflexo de fora? Que o conceito da mídia norte americana está em baixa nós já sabemos há muito tempo! Interessa-nos o Brasil, é ísso!

  52. Comentou em 11/08/2007 Luiz Fernando Rosin

    A boa notícia é que o público, assim se comportando, acaba por forçar a imprensa a ter mais cuidado com o que divulga, pautando suas reportagens em informações mais objetivas e imparciais.

  53. Comentou em 11/08/2007 Miguel Farbe

    A imprensa é cada vez mais essencial na era da informação? Sim, ‘desde que’ se paute em pesquisa e informação úteis e destituída de intenções políticas. Isso está bem longe do que os leitores céticos testemunham.

  54. Comentou em 11/08/2007 Eduardo Tenório

    O que fica triste e latente é saber que a cada dia que passa o leitor e telespectador se sente mais desamparado. Descobriu-se o que já era evidente: a imprensa, ou grande parte desta imprensa, a mais poderosa, tem um lado. Ela não se parece preocupada em informar, mas em criar linhas de pensamento beneficiando uns em detrimento de outros – pior, em detrimento da verdade. É muito triste para um povo saber que não pode confiar no que dizem seus âncoras. Sim, temos órgãos corregedores, como este Observatório. Mas o que se vê nos comentários que passam por aqui é a consciência de que se trata de mais uma perna dessa mesma imprensa de pensamento corrupto. Isso é muito triste, nos tiram o chão. Todavia, percebe-se que o brasileiro está a cada dia procurando a salvação em sua própria consciência, não nas palavras dos meninos do Sr. Kamel e nem nos colegas do Sr. Dines. Isso é o lado positivo desta triste história. Isto é o ápice, a glória do pensamento humano. Busquemos nossa compreensão naquilo que se dá diante de nossos olhos, não diante de nosso ouvidos. As pessoas se dão conta – finalmente – do poder que tem a palavra e, dela se protegem – soxinhas, o que é salutar. Isso sim é salutar.

  55. Comentou em 11/08/2007 Fábio de Oliveira Ribeiro

    A função da mídia tem sido (des)informar. Leão Serva já disse isto com todas as letras em seu excepcional JORNALISMO E DESINFORMAÇÃO. A função do público, que durante muito tempo foi apenas consumir o que a imprensa produzia, mudou. Mais que isto, se transformou de maneira espetacular. O ceticismo a que refere-se o autor é uma FERRAMENTA INDISPENSÁVEL para construção de novas realidades, inclusive políticas. Imprensa e mídia sempre estiveram juntas. E agora a Internet está divorciando-as pacifica e paulatinamente Até o advento da interatividade todos precisavam de interlocutores. Assim, a mídia tradicional construia currais conceituais que os políticos exploravam (para cuidar de seus próprios interesses através do Estado). Agora que os currais estão sendo demolidos porque os cidadãos não precisam de interlocutores (ou estão redefinindo o papel dos mesmos) os mídia estão preocupados. Então estou tranquilo. Quando os políticos ficaram intranquilos, ficarei feliz.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem