Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

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A tragédia de Congonhas e a Babel informativa contemporânea

Por Carlos Castilho em 03/08/2007 | comentários

O desastre com o Airbus da TAM no aeroporto de Congonhas é um exemplo extremo de como a notícia se tornou algo complexo, cuja compreensão passa a exigir cada vez mais tempo e paciência do leitor, ouvinte, espectador ou internauta. Ela deixou de ser um produto acima de qualquer suspeita.


 


Um mesmo acontecimento está envolvendo uma batalha político-partidária entre governo e oposição, problemas trabalhistas dos controladores de vôo, questionamentos à eficiência de órgãos controladores como a ANAC, a soberania das instituições militares, o desejo da TAM de preservar sua imagem corporativa e sua clientela, a luta de jornais, revistas e redes de TV por audiência, preocupações financeiras das seguradoras que terão que desembolsar milhões de reais em indenizações e as empresas de transporte que procuram mais espaços no quebra-cabeças da malha aérea nacional.


 


Cada um desses protagonistas tem interesses e conseqüentemente faz o possível para “torcer” a informação em seu benefício. O resultado é uma verdadeira Babel informativa, cuja maior conseqüência acaba sendo o ceticismo generalizado. Os principais envolvidos no processo perderam a noção do evento principal e passam a ter reações típicas de torcedores de futebol, como mostra o episódio dos gestos obscenos do assessor presidencial Marco Aurélio Garcia.


 


Quem sai perdendo nessa batalha de interesses é o leitor, ouvinte, espectador e internauta. Ele está cada dia mais confuso e pressionado a tomar atitudes irrefletidas porque lhe falta tempo e conhecimentos para poder descobrir no emaranhado noticioso, o que está mais perto ou mais distante da realidade.


 


Primeiro foi a discussão sobre o grooving, um termo técnico de engenharia aeronáutica que acabou entrando para o vocabulário de botequim. Surgiram as mais diversas versões sobre a contribuição da falta de grooving (ranhuras) na pista de Congonhas para que o avião ficasse fora de controle.


 


Os leitores ainda tentavam entender o que havia causado o problema, quando foram atropelados por uma seqüência de outras questões técnicas, como a dos reversores, dos manetes e finalmente da caixa-preta. Quem desejasse imunizar-se contra o tiroteio informativo das partes interessadas teria que gastar horas preciosas numa biblioteca especializada para entender o que está em discussão.


 


Como quase ninguém tem este tempo, sobrou para o leitor médio a desagradável sensação de que está sendo manipulado e usado no debate. Mesmo aqueles que tomaram uma posição sabem que são movidos por preocupações que nada têm a ver com a tragédia do vôo 3054.


 


O desastre de Congonhas é uma amostra do que os leitores podem esperar no futuro cada vez que acontecer um evento envolvendo uma grande soma de interesses. A multiplicação dos canais de transmissão de noticias dá aos interessados a possibilidade de “jogar” com dados e informações.


 


O caso da TAM está inserido neste contexto, pois a oposição decidiu explorar as vulnerabilidades e erros do governo para enfraquece-lo antes que seja tarde demais para colher resultados eleitorais. Lula, por seu lado, também está manipulando politicamente, como mostra a indicação do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que assumiu o cargo no auge da crise com os olhos postos em 2010.


 

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/08/2007 Marco da Costa

    Democracia para o Faria é assassinar pobre nos guetos da vida e crianças de inanição nas periferias das cidades. Você tem mania de grandeza e sabe-tudo, acredita que liberdade é fazer um lazer numa dessas cidades que cheira água contaminada. Senhor, democracia é pura e simplesmente distribuir eqüitativamente às riquezas que o trabalhador produz. Você sofre da moléstia do achismo, se acha o máximo, o pura, e também o sábio.

  2. Comentou em 07/08/2007 Paulo Bandarra

    Pois eu conheço, Marcelo Ramos, ótimos pilotos que fazem pousos maravilhosos, de verdade. Mas isto não exime o governo de administrar os órgãos aéreos, e muito menos de zelar pela saúde! Pode ser que faça sentido que o Brasil esteja assim desde o descobrimento, mas para mim não faz! Como ESTE governo continua CORTANDO anualmente as verbas para a saúde e desviando a CPMF criada para isto, não absolve nem um pouco! Apenas conta com o silêncio da mídia branca e golpista! E com a simpatia dos lulistas de que agora governos não precisam mais governar!

  3. Comentou em 07/08/2007 Marcelo Ramos

    Prezado Paulo Bandarra, você está fazendo que nem mau jornalista, misturando alhos com bugalhos. O governo Lula pode ser criticado por algumas coisas, não por outras. O déficit público começou no governo Lula? O déficit da previdência começou no governo Lula? Mais importante, o sistema de saúde estava bem antes e piorou no governo Lula? Que papo é esse de apagão na saúde? Acho que você sabe quais as respostas mas tenta torcer a verdade. Não sou petista e nem de nenhum outro partido, (talvez por isso eu tenha isenção e busco a verdade) mas o que você está fazendo é a mesma coisa que a imprensa marron de direita estã fazendo: misturando alhos com bugalhos, O sistema de saúde pode ser muito melhor, assim como a educação. Há problemas que são estruturais e há problemas conjunturais. Eu conheço professores que ‘dão o sangue’ pra melhorar a educação, dão ótimas aulas independente do salário que recebem. E qual a sua contribuição? Você ê do tipo que ganha seu dinheiro, vai pra casa e critica o sistema?

  4. Comentou em 07/08/2007 Luciano Pletsch Leite

    Depois que tudo aconteceu, fica claro perceber alguns motivos.
    Não foi um acidente.
    Acidente é quando estamos fazendo tudo da forma mais correta que conhecemos e algo inexplicavelmente dá errado.
    Foi uma tragédia ocasionada pelo desleixo, pela falta de valores, pela falta de firmeza das pessoas. Se os comandantes de avião da Tam sabiam que a pista estava escorregadia, se eles sabiam que o reverso estava inoperante, se eles sabiam que o avião estava lotado de combustível, se eles sabiam que Congonhas é uma pista perigosa, não tem área de escape, deviam fazer o que? Descer em Guarulhos, onde tem uma pista de 3,8 km contra os 1,9 de Congonhas! O Dobro!
    É o óbvio, mas as pessoas estão anestesiadas, perderam o sentido do que é real, fazem parte de um jogo no qual os comandantes de avião também faziam parte. Será que estavam com medo de perder o emprego? Devo acreditar que obedeciam uma determinação da Tam.
    E os operadores da Torre? Ficavam avisando ‘cuidado que a pista está escorregadia’ em vez de fechar o aeroporto até a pista secar!
    Ondes estamos? Que mundo que vivemos? As pessoas estão fracas e nos expondo à situações perigosas de forma irresponsável.
    Resumo: falta de comando, falta de comando generalizada, em todos os níveis. Também falta de valores, de respeito pela vida humana.
    Não foi um acidente, foi uma tragédia.
    Os passageiros ainda escolhem a TAM para voar?

  5. Comentou em 07/08/2007 Paulo Bandarra

    Leio que os hospitais filantrópicos do Estado estão à beira da falência. Recebem do SUS apenas 55% dos seus gastos.

    A Beneficência Portuguesa já desativou grande parte dos seus equipamentos, certamente demitiu assim uma parcela de seus funcionários, mas o déficit prossegue e racionalmente se prevê que será mais um dos hospitais que encerrarão suas atividades.

    Na Farmácia do Estado, que fornece medicamentos para portadores de doenças crônicas, faltam remédios.

    As associações médicas publicam todos os dias pelo rádio que o governo não reajusta os salários dos médicos empregados no SUS.

    Crescem cada vez mais as filas das consultas e das cirurgias, um dos maiores absurdos da dita civilização brasileira. Pois quem precisa de uma cirurgia não pode entrar na fila, tem de ser operado. É caso de urgência.

    Mas urgência no SUS se trata com fila.

    Paulo Santana ZH. Imagine se a mídia levantasse o apagão na saúde, então?

  6. Comentou em 06/08/2007 Marcelo Ramos

    Oh, galera, aos últimos comentaristas, algumas sugestões: 1) A Eliane Cantanhede não carece dessas coisas que o Luciano Prado falou. Muito pelo contrário, ela tem tudo isso de sobra. O problema é quem lhe paga o salário. Ela não escreve colocando no papel seus mais profundos sentimentos pela humanidade, ela escreve seguindo a determinação de seus editores. 2) Hoje, o único jeito de cada cidadão não ser apenas mais um número do Ibope, é acordando para a realidade. Todos os grupos de comunicação tem donos. Esses donos publicam o que melhor lhes convier. Repórteres e jornalistas trabalham para grupos de comunicação. E todos esses grupos tem interesses econômicos definidos. Resumidamente, o atual governo não só não dá espaço à esses grupos como está restringindo cada vez mais as verbas de publicidade. E o pior de tudo é que, mesmo com toda essa campanha contra o governo, o índice de aprovação do governo não cai. Hoje mesmo, um cacique do PSDB foi ‘entrevistado’ no site do Terra, referência à não-queda de popularidade do governo. O cacique de São Paulo disse que ‘é difícil fazer oposição ao governo pois a população é muito mal informada’… é risível.

  7. Comentou em 06/08/2007 Teo Ponciano

    Faltou Castilho dizer quais são os interesses da imprensa para gerarem este tamanho número de não-notícias, notícias discriminatórias, deturpações da realidade, mentiras escandalosas e por aí vai.
    Assistimos a olhos vistos o fim da credibilidade da imprensa e o que é pior , o fim da credibilidade deste OI. Triste!

  8. Comentou em 06/08/2007 Luciano Prado

    É de concluir-se que gente como a jornalista Eliena Catanhede carece de senso crítico, sensibilidade e profundo desconhecimento do fato social. Querer que a população responda de acordo com as “informações” que ela e um grupo razoável de missionários “plantam” na imprensa, é de uma total ausência de “feeling” jornalistico, arrogância e menosprezo pela inteligência do leitor. Sua indignação diante do resultado da última pesquisa de popularidade do governo e de Lula, desnudam sua face, por consegüinte, seus interesses. Fora ela atenta aos princípios que fundamentam a prática do verdadeiro jornalismo, buscaria explicar as reais razões do resultado da pesquisa. Mas ela não está interessada em informar e opinar com responsabilidade, prefere a “escola jornalística” da manipulação. Ariscaria dizer que a tal tragédia da TAN não afetou o governo por razões óbvias. A população percebeu desde logo, que as causas foram as de sempre, aqui e no mundo: erro humano e ou falha mecânica. Por outro lado, a população deixou de analisar os governantes pelo ângulo puramente sentimental. O bolso do eleitor tem sido o fiel da balança. Eliane Catanhede, bem como, um grupo razoável de jornalistas missionários, precisam urgentemente rever os ensinamentos da faculdade de jornalismo. Do “velho” jornalismo, sempre referido por Alberto Dines.

  9. Comentou em 06/08/2007 Marco Antônio Leite

    Vermelho, vermelhou, vermelhão e vemelidou, este SITE esta pintado desta cor, ou seja, corado pôr estar muito bem alimentado pela corrupção com dinheiro pilhado dos cofres públicos. A bandeira do Brasil mudou de cor, hoje ela esta vermelha e branca, com uma estrela que pouco brilha no centro de suas cores, com um hino cantado em prosa e verso em alusão a bandalheira institucionalizada. Este é o Brasil do Lullu-llá e de seus auxiliares, os quais ajudam a desgovernar este país. Se a sua popularidade continua ou melhorou junto a massa atrasada, isto em função da falta de politização e ignorância ideológica da maioria de seus eleitores. Para não ser rotulado de tucano, digo que Lulla, Serra, Alckimin, FHC, Dilma, Genro entre outros são gatos amigos do mesmo balaio.

  10. Comentou em 06/08/2007 Marco Antônio Leite

    O Lulla não é culpado de nada que ocorre de ruim, o Lulla só nos trás alegrias, visto que criou o bolsa-família, bolsa-escola-, vale-gás, vale-luz, vale-tudo e vale-todos, vale-corrupção, vale-incompetência, vale-dançar homem com homem e mulher com mulher. Senhores pitistas acordem, o homem tem administrado somente para a alta escol dominante, aquela que causa toda essa miséria que esta estabelecida a centenas de anos. Ademais, o padrasto dos pobres esta sempre alegando que não sabe o que esta acontecendo nos bastidores dos assuntos que tratam de governar o país como qualquer ‘autoridade’ deve fazer, ou seja, saber o que esta acontecendo de fato nos meandros da política nacional.

  11. Comentou em 06/08/2007 Clovis Segundo

    Pois é, Castilho, fico feliz em ve-lo observando a Mídia brasileira. O Brasil, os brasileiros precisam de um observador como você.
    [************PARAGRAFO**************]
    Eu assisti o penultimo OI na TV, foi um fiasco, uma coisa horrível, uma sucessão de mentiras.
    [************PARAGRAFO**************]
    Aí quando abrem a caixa preta, ninguém tem coragem de se retratar de ‘Uma tragédiga anunciada’, ‘ficamos três dias sem governo, mas não sem informação’ e outras mentiras.
    [************PARAGRAFO**************]
    Ficamos e estamos sem uma imprensa de qualidade, temos partidos políticos travestidos de organismos de imprensa, jornalistas se fingindo de imparciais….
    [************PARAGRAFO**************]
    A Nossa imprensa poderia ter um gande papel no avanço da nossa Democracia, mas ela tenta frear o avanço, tenta conter o progresso. Uma lastima, um verdadeiro atraso para o país!!!

  12. Comentou em 06/08/2007 Severo Soares

    Aliás, os mais inconformados continuam repetindo isso até agora, a despeito das evidencias provarem que a pista, o grooving a crise dos controladoress de vôo e o Lula nada, rigorosamente nada tiveram a ver com o acidente da TAM. Nessas, durante a implosão de ontem clamava o apresentador Faustão pela responsabilidade e pelo respeito das autoridades, expressões tão ao gosto do movimento ‘CANSEI’. De modo que, embora sem dizer claramente de que autoridade estava falando, como toda mídia culpou o Lula até o talo desde o dia do acidente, não é difícil saber que autoridade o cansativo apresentador das tardes de domingo quis atingir… Esse é o cinismo do movimento ‘cansei’, quando se diz apolítico, eis que na verdade todo nós, e a torcida do flamengo e do corithians , sabemos quem eles querem atingir.

  13. Comentou em 06/08/2007 Severo Soares

    Não vi nenhuma Babel nessa jogada, mas muito ao contrário, toda mídia golpista e reacionária falando uma só lingua, toda ela sob uma única voz de comando, repetindo: A culpa é do Lula… A culpa é do Lula!!!

  14. Comentou em 06/08/2007 Alexandra Garcia

    Quem se deu ao trabalho, literalmente ao trabalho (foi duro de ver!) de assistir o penúltimo OI na TV, onde o Dines se limitou a levar pessoas para dizer que a culpa no acidente da TAM era do governo ou do Lula, e dentre essas pessoinhas a Eliena Catanhede, vale a pena ler o artigo dela na Folha, destilando todo veneno ao saber que de nada adiantou o seu esforço, já que o prestígio do presidente não caiu um milímetro. Não sofreu um mínimo arranhão… Só que, ao contrário dos que buscam explicação no fato de que apenas 8% das pessoas utilizam transporte aéreo, ela foi buscar a explicação em sua MANICURE, isso mesmo, manicure que acabou de chegar do interior do Piauí, e onde, quem falar mal do bolsa família apanha! Que máximo… Antes de mais nada, convém notar de onde saem as pérolas destinadas a dividir o país entre pobres e ricos. Em segundo, por que será que não apanhavam quando o bolsa família era ‘praticado’ no tempo do Fernando Henrique Vaidoso?

  15. Comentou em 06/08/2007 jorge Kalil

    Pois é, seu Fúlfaro. E se o Presidente tivesse ido lá, a vovó ficaria indignada do mesmo jeito. Só que nesse caso, ela diria: ´O que esse cara veio fazer aqui?´ ´Ele não é bombeiro, não é médico, sua presença é totalmente desnecessária. Veio só para faturar sobre a desgraça alheia´.
    Por falar nisso, o que o vampiro careca foi fazer lá?

  16. Comentou em 06/08/2007 Henry Fulfaro

    Eu e mais uma pessoa abaixo devemos ser ets nesse mar de gente manipulável, pois não vi nada disso, nenhuma Torre de Babel, mas ´os de sempre´ tentando jogar a opinião pública (sem a mpinima chance, como demostram as pesquisas), contra o governo ou, mais exatamente, contra o Lula. Ontem mesmo, durante a implosão do prédio, entrevistaram uma senhora que perdeu alguém no desastre e ela repetia aquilo que leu durante todos esses dias nos jornais: Cadê o Lula? O Bush foi lá pessoalmente ver a ponte que caiu… Cadê o Lula??? Oras, esse é o retrato perfeito e acabado da manipulação: Alguém se lembrou de dizer a essa senhora que lá ninguém o culpou pelo desabamento da ponte, mas que, a despeito disso, ele não perdeu a oportunidade de aproveitar os holofotes e aparecer em todos tele-jornais americanos pousando de bonzinho e solidário? Algém se lembrou de dizer a essa senhora que o duas ou três horas depois do acidente o Lula botou a PF (instituição de maior credibilidade no momento) para apurar responsabilidades no caso??? Alguém se lembrou de dizer a essa senhora que na semana passada o presidente recebeu pessoalmente e no Palácio da Alvorada uma comissão de parentes das vítimas??? Não, né… Vai vendo! Vai vendo!

  17. Comentou em 06/08/2007 Marcelo Ramos

    Prezado Arnaldo Bocatto, agradeço pela correção. A propósito, recentemente o History Channel passou um documentário sobre esse ocorrido. Mas em relação à manipulação, os interessados sempre vão tentar, e algumas vezes conseguir. Isso porque não há apenas a diversidade de canais mas também há diversas camadas (layers) de informação. Lembre-se também que, da população brasileira, apenas algo em torno de 2 possui computador, sendo que destes 2, nem todos possuem acesso à rede.

  18. Comentou em 06/08/2007 Murilo de Paula Souza

    Essa imagem de Babel sugere que estejam a falar em várias línguas. A linguagem é uma só. Está mais para cortiço de antigamente, onde comadres espalhavam toda a sorte de inverdades sôbre vizinhos que queriam atingir. Mestre neste tipo de jornalismo era Randolph Hearst. Levou os EUA à guerra com a Espanha. A briga do Welles com Hearst era do sujo contra o mal-lavado. Lembro que recentemente, certo comunicador de TV dominical, querendo ou não, o imitou espalhando informações falsas e aterrorizantes sôbre facção criminosa.

  19. Comentou em 06/08/2007 Andre Derly

    Lamentavelmente a parcialidade da imprensa está aumentando, acho
    que é uma infeliz tendencia nos dias de hoje. Pelo menos resta a
    internet, para buscar informaçoaes razoavelmente imparciais.

  20. Comentou em 06/08/2007 edisio araújo de oliveria edisio

    vai ser preciso a globo culpar o lula pela fracasso do flamengo
    para o o.i acreditar que a imprensa está sendo parcial.

  21. Comentou em 06/08/2007 Paulo Bandarra

    Pois é, notícia de primeira página na Zero Hora de hoje: Vai faltar carros zero km pelo aquecimento das vendas! Que notícia ruim para o governo lula, não é? Como será que isto escapou da ‘conspiração’? Que bom que não existe crise aérea, assim Lula não vai precisar trocar nenhum ministro e muito menos dar carta branca e dois bilhões para o mesmo! Está tudo resolvido!

  22. Comentou em 05/08/2007 Luciano Prado

    Paulo Bandarra, Médico (Porto Alegre/RS) – Meu caro, com todo o respeito, seus argumentos são frágeis e não se sustentam. A abordagem que a grande imprensa vem fazendo sobre temas que dizem respeito direta ou indiretamente aos seus interesses, políticos ou não, guarda a marca da parcialidade e despreza princípios elementares do jornalismo. Reduzir o debate unicamente levando-se em conta governo e imprensa, evidentemente, pode levar a distorções. Mas é fato que a imprensa brasileira, há muito, perdeu o gosto (ou talvez o pudor) em cumprir o relevante papel de levar a informação ao leitor. Tem preferido a opinião e só a opinião. Campo este onde frutificam os levianos, os missionários, os “jornalistas” que abdicaram da profissão para ser apenas empregados do patrão e garantir no final no mês um polpudo salário e o sorriso do patrão. O papel que a impresna deve desempenhar é muito mais do isso que estamos assistindo cotidianamente. Quem conhece, por exemplo, a história do ‘jornalismo’ praticado pelas organizações Globo, desde o regime militar até nossos dias, reconhece o tipo de ‘escola’ que elas implantaram na imprensa brasileira. E que, lamentavelmente, guardada as raras exceções, tem dado frutos (podres).

  23. Comentou em 05/08/2007 arnaldo boccato

    Apenas para confirmar: o episódio de Orson Welles foi em 1938, tempo em que o rádio brincava com o imaginário popular – sem TV, Internet e blogosfera. A propósito, o mesmo Welles ‘biografou’ sem autorização (e não teve que recolher edição das livrarias…) William Randolph Hearst, magnata da imprensa, em Cidadão Kane (1941). É o oposto do que artigo de Carlos Castilho: um exemplo do poder de manipulação de uma ‘verdade única’, monopolizada. Hoje, a invasão de Welles ‘cairia do cavalo’ em minutos, ainda que alguns sites reproduzissem a farsa como notícia, até que algum repórter de fato fosse checar se os tais marcianos desceram mesmo em Brasília. E, apesar da concentração que perdura nas empresas de comunicação, é difícil imaginar um cenário sem tantos canais de informação. O problema do cidadão é filtrar tudo isso, mas ele não pode reclamar da quantidade.

  24. Comentou em 05/08/2007 Marcelo Ramos

    Prezado Paulo Bandarra, a gente tem que tomar cuidado com as palavras que a gente repete, principalmente se vieram da imprensa. Eu uso Congonhas pelo menos 1 vez por mês e ainda não tive essa experiência de ter um vôo atrasado ou cancelado. Talvez eu tenha sorte, não sei. Eu questiono o que a imprensa descreve. Você já ouviu falar de um acontecimento na década de 50 nos USA, no qual o escritor Orson Wells readaptou e narrou como se fosse notícia aquela história ‘A Guerra do Mundos’? Milhares de pessoas nos USA acreditaram que estavam sendo invadidos por marcianos, muitas foram para o hospital com colapso nervoso. Isso é só uma referência para o senhor comparar. Realmente, não vejo caos em aeroporto nenhum. Vejo – e já vi mais de uma vez – que algumas cias aéreas eventualmente vendem mais passagens do que lugares nos aviões. Caos eu não só não vejo, como nunca aconteceu comigo. Esses dias vim de Brasilia para Congonhas junto com um jornalista conhecido. Casualmente, ele concorda comigo nesse ponto: Caos? que caos? Tudo isso é manipulação, e da pior espécie.

  25. Comentou em 05/08/2007 Marco Antônio da Costa

    Caro Bandarra, o jogo não é esse, todos nós sabemos que o verdadeiro jogo é bruto, desigual e sanguinário. De um lado esta a classe média que joga com jogadores que acreditam serem os poderoso neste campeonato que tem como objetivo derrubar o Sr. Lulla. Do outro lado esta a equipe do proletariado que mesmo com milhões de jogadores, nesse jogo leva desvantagem quanto ao capital investido pela equipe da classe média para comprar a consciência do pobre para participar de movimentos insossos e inúteis. Um dia, com certeza, o povo pobre ira reverter esse placar, que hoje é desfavorável. Portanto, o senhor tucanildo convicto esta jogando bruto com o povo simples e marginalizado pelo sistema CAPITALLULISTA. Abraços.

  26. Comentou em 05/08/2007 Ivan Moraes

    ‘alguns elementos pareciam ser preponderantes antes da abertura das caixas-pretas – eis que, o discurso entra em “rota de colisão” com os fatos –, agora temos os discursos de cautela, de cuidado, porque agora?’: porque o Brasil foi ridicularizado e envergonhado perante o mundo -e nem por isso vai se livrar de espionagem paga, nem no governo nem na media nem na industria nem na seguranca nem…

  27. Comentou em 05/08/2007 Paulo Bandarra

    Caro Marco Antônio da Costa, não sou o dono da verdade, mas defendo as minhas posições! O fato de não serem as suas não as fazem menos ou mais verdadeiras! Este é o nome do jogo, não é de esconde-esconde! Claro, caro Leonardo Lani de Abreu que o país não é só aeroporto. Portanto a mídia não está querendo derrubar governo algum quando está denunciando apenas este setor que está um caos! Se falasse do resto, ai sim a coisa ficaria preta para o governo! E o desespero para os lulistas seria insuportável! Mesmo assim, não tira o direito das pessoas que estão prejudicadas pelo caos aéreo e amigos e familiares das vítimas de protestarem e fazer um movimento reivindicatório, por sinal muito bem sucedido, ao próprio presidente, pela primeira vez na vida, diz ele mesmo, tomou consciência do caos no setor e indicou alguém que sabe mandar, e que não tinha no seu partido! Aeroportos não são tudo, mas são um bom sintoma! Será que nas outras áreas, por exemplo, na marinha está tudo bem? Caro Luciano Prado, o problema da sã consciência é que ela é relativa! Para os lulistas e petistas a mídia, que acabou com o governo FHC foi omissa ao fazer isto, detonar o mesmo de todas as formas! Agora não pode mais informar nada nada que ofende aos lulistas!

  28. Comentou em 05/08/2007 Afonso Zurita

    Caro Castilho, parece que esta ‘babel da informação’ esta sendo salutar, pois tem sido o único antídoto contra o monopolio da informaçao (distorcida) dos grandes veiculos de informação, alem de ser mais democrático, por otro lado, esta certo, que certas megaempressas da informação, ter, de ponta a ponta do pais e ate fora, tantas emissoras de tv, radios, jornais, revistas, gravadoras, tv a cabo, etc. Constituindo quase um monopolio, e ainda assim não querendo aceitar nenhum tipo de controle ou regulamentação. E falando do triste desastre do aviao da TAM, pergunto: se ao descer o avião estava a aprox 250km/h e apos quase 2km de pista ainda estava a 170km/h quantos metros ainda a pista tería que ter para parar o aviao?? ‘grooving’ tería resolvido!!?, se o avião apresentava defeito ja em terra o piloto sería doido em tentar arremeter nestas condiçoes?? a TAM esta sendo recordista em accidentes, algo esta errado com ela e sua manutenção, e imprenssa quase calada! Meu amigo Paulo Bandarra abra um pouco sua mente!! mude um pouco! aprenda um pouco com a realidade! sempre o vejo repetir as mesmas coisas!!

  29. Comentou em 05/08/2007 Ivan Moraes

    ‘Deturpar, inventar, atribuir irresponsavelmente condutas de terceiros a outrem, sem qualquer comprovação, não é papel da imprensa’: mas eh o papel de espionagem paga.

  30. Comentou em 05/08/2007 Luciano Prado

    Paulo Bandarra, Médico (Porto Alegre/RS) – Ninguém, em sã conciência, pretende que a imprensa esconda nada. O que se espera é que ela noticie os fatos. Deturpar, inventar, atribuir irresponsavelmente condutas de terceiros a outrem, sem qualquer comprovação, não é papel da imprensa. Tal postura é compreesível à opisição. Não me consta que a imprensa deva substituir os partidos políticos.

  31. Comentou em 05/08/2007 Luciano Prado

    Considero-me um leitor de compeensão mediana e em nenhum momento fiquei confuso sobre o noticiário. Desde o início percebi, porque o comportamento da grande impresana não evoluiu, a tentativa de responsabilizar o governo. Por outro lado, compreendi perfeitamente a atitude de Marco Aurélio. Qualquer cidadão com sangue nas veias agiria como ele, portando, o compreendo. Mais, quem anda distorcendo os fatos com exagero e nítido interesse (partidário e financeiro) é parte importante da grande imprensa e que o leitor há muito identificou.

  32. Comentou em 05/08/2007 Iorgeon Haenkel

    Tá na cara que o interesse em culpar os pilotos pela tragédia é da TAM e da Airbus. As companhias aéreas superutilizaram os avioões e os pilotos, pondo em ris os seus usuários. Vocês não acham suspeito que a revista VEJA e A Folha tenham se antecipado às investigações? Logo depois vieram varias denúncias, inclusive a de falha em uma das turbinas do avião da TAM no mesmo dia antes da tragédia. Que tal algum repórter investigativo procurar saber qaual a carga horária dos pilotos e se as manutenções estão sendo feitas de acordo com as normas e especificações?

  33. Comentou em 05/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    A música abaixo, que está no You Tube, é uma foto perfeita do momento atual.

    Classe Média
    Max Gonzaga

    Sou classe média
    Papagaio de todo telejornal
    Eu acredito
    Na imparcialidade da revista semanal
    Sou classe média
    Compro roupa e gasolina no cartão
    Odeio “coletivos”
    E vou de carro que comprei a prestação
    Só pago impostos
    Estou sempre no limite do meu cheque especial
    Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
    Mais eu “to nem ai”
    Se o traficante é quem manda na favela
    Eu não “to nem aqui”
    Se morre gente ou tem enchente em itaquera
    Eu quero é que se exploda a periferia toda
    Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
    Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
    O pára-brisa ensaboado
    É camelo, biju com bala
    E as peripécias do artista malabarista do farol
    Mas se o assalto é em moema
    O assassinato é no “jardins”
    A filha do executivo é estuprada até o fim
    Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
    De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
    E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
    Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
    Porque eu não “to nem ai”
    Se o traficante é quem manda na favela
    Eu não “to nem aqui”
    Se morre gente ou tem enchente em itaquera
    Eu quero é que se exploda a periferia toda
    Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
    Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

  34. Comentou em 05/08/2007 RENE ROLDAN

    O mais triste é ver grande parte dos assíduos leitores, ouvintes e telespectadores da chamada grande mídia não só refens, como (o que é pior e grave) formadores de opinião. Tanto nas rodas que frequentam como nos redutos que imperam destilam seus venenos.

  35. Comentou em 05/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    Caro Bandarra: O Brasil não é só aeroportos. Temos estradas, universidades, sistema de saúde, justiça, parlamento, segurança pública, cada um destes setores com suas mazelas, resultantes em grande parte de um discurso neoliberal que quer desmontar o Estado a todo o custo. Como se o mercado tivesse alguma espécie de ética! A responsabilidade da TAM no overbooking do final do ano passado, estopim da cobertura do tão propalado caos aéreo, não foi devidamente esclarecida pela mídia. Temos um jornalismo interesseiro, condescendente com a iniciativa privada e rigoroso com o governo. Qual o crédito que a opinião pública dá a esta mídia? Zero. Vide a pesquisa Datafolha de hoje: a popularidade do Lula não caiu em relação ao mesmo período do ano passado. Acredito que ela tende a subir, porque a esquerda vai se unir para reagir aos ataques direitistas, num processo de esclarecimento da população. É a velha dialética: de uma tese surge a antítese, das quais nasce uma síntese. Aos que estão assanhados pelo poder, esperem 2010. Ou, muito provavelmente, 2018.

  36. Comentou em 05/08/2007 Marco Antônio da Costa

    Caro Bandarra, lamento profundamente o que vou dizer, não brinco mais de esconde, esconde com você, sabe porque, você se acha. Se acha o dono da verdade, da sabedoria, do conhecimento, da vida, da natureza e da sua simpatia pelo tucaninho reacionário da classe média em decadência.

  37. Comentou em 05/08/2007 Marcio Varella

    E é justamente essa multiplicação dos canais de informação que mais preocupa e por uam razão muito simples: não há fiscalização das informações no sentido estritamente ético. Ou seja, não existem conselhos de ética nem nos órgãos de imprensa, nem no governo, nem na sociedade. Cada um informa do jeito que bem entende. Aeroprotos e estradas assim como escolas públicas foram sucateados a poartir do primeiro governo do FHC e a cosia acabou estourando na mão do Lula. Qualquer imbecil pode ser proprietário de canal de informação. Até o Renan. Mas se olharmos bem pra dentro do Congresso descobriremos que tanto Renan como Sarney, ACM, Paulo Renato, etc etc são proprietários de escolas, rádios, tvs e jornais, Collor, principalmente. Falam do Renan mas esquecem do Collor que usa como laranja seu filho. Ninguém fiscaliza nada, muito menos as escolas de comunicação, que aprovam milhares de novos jornalistas por ano que não têm informação suficiente sequer para escrever seu próprio nome. Resultado: a mídia hoje não forma opinião. Se formasse, Alckmin teria sido eleito.

  38. Comentou em 05/08/2007 Paulo Bandarra

    Caro Marco Antônio da Costa, você talvez tenha entendido movimento proletário em vez de movimento popular! As pessoas que protestam agora são as mesmas que estão lesadas. Caro Leonardo Lani de Abreu, não sei se existe este tratado de origens de gíria por autor, mas é um termo já popular do Vosso Líder ao usar este discurso desqualificado para se justificar quando questionado em agir! Ninguém fez mais para acabar com a “raça” petista do que o Vosso Líder ao mostrar ao país o que eram e a que se propunham! A isto devemos todos os brasileiros este trabalho. Mais ainda a esquerda de verdade que se iludiu com o partido que ainda precisa ser refundado eticamente! Veja que a mídia está apenas e unicamente falando da crise aérea, imagina se ela fosse levantar a crise das estradas, da educação, da segurança pública, da saúde…. a mídia ainda está pegando é leve! Democracia serve também para os descontentes e contribuintes sairem nas ruas protestando. Servia antes e deve servir agora também. apenas que os donos do poder agora não querem mais democracia participativa. Apenas a do amem! Uma mídia que escondesse o caos aéreo!

  39. Comentou em 05/08/2007 Braulio Signorelli Amereno Amereno

    No Livro ‘ O melhor do mau humor’ de Rui castro, no verbete referente a jornalismo é citado ‘Entre o joio e o trigo, publica-se o joio’ (sic), haja paciência para aguentar os jornais brasileiros, só servem prá desinformar!. Me perdoem as publicações sérias, mas a maioria só servem prá embrulhar peixe!

  40. Comentou em 04/08/2007 Haertel Duarte

    A democracia no Brasil só serve quando o eleito é o escolhido dos eternos donos do poder. Se não for logo procuram um jeito de se livrar do problema. Quer queiram quer não queiram o presidente Lula foi reeleito para um novo mandato de 4 anos. É assim que determina a Constituição Federal que é a lei maior deste país e que tem que ser respeitada. Vamos deixar a oposição para o Congresso Nacional que é o lugar dela e cobrar dos nossos representantes eleitos que trabalhem para fiscalizar o governo eleito. Fora isso o que existe é atitude golpista de quem sente saudade de um Brasil que não existe mais quando se tirava presidente eleito do poder com campanhas sórdidas na mídia e nas ruas. Democracia é assim, o governo eleito não funcionou então elejam outro na próxima eleição. É assim que tem que funcionar.

  41. Comentou em 04/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    Caro Bandarra: Quando você usa o termo zelite (cunhado pelo saudoso Bornhausen, o que queria acabar com a ‘raça’ petista) fica implícita a intenção de desqualificar o discurso dos que empregam o termo, tachando-os como ignorantes. Daí saímos do campo das idéias para o da irracionalidade, que é bem o que a mídia está querendo provocar. E a expressão ‘vosso líder’ já ouvi em algum lugar, também. De certo da boca do Reinaldo Azevedo. A elite tem ódio de classe, prefere, como o Figueiredo, o cheiro dos cavalos ao do povo. No entanto, os pobres são maioria. Convém não provocá-los. Subserviência tem limites.

  42. Comentou em 04/08/2007 Marco Antônio da Costa

    Correção: Empunho bandeira.

  43. Comentou em 04/08/2007 Marco Antônio da Costa

    Caro Bandarra, não cultivo ídolos, mitos, muito menos um ‘estadista’ de ponta de periferia, caso especifico do não sei, não vi e tenho raiva de quem sabe, o grande Lulla. Digo mais, não sou petista, esquerdista, direitista, anarquista, socialista, comunista, democrata, ditador, ativo, passivo, não como criancinha, troglodita ou quem você deseja que eu seja. Sou um cidadão que cultivo a ideologia da distribuição eqüitativa de poderes e melhores condições de vida para o povo num geral. Porém, infelizmente, a massa atrasada elegeu um zero a esquerda, o qual se aliou as zelites dominantes e reacionárias deste quintal abandonado pêlos seus verdadeiros donos. Vale lembrar, que não empunha bandeira deste ou daquele partido político! Outrossim, a passeata do “cansei” de não trabalhar, trata-se de pessoas que gostariam de ser de fato burgueses e não são, ficam apenas na vontade e na doença do famoso desvio burguês, doença que você abomina. Abraços…

  44. Comentou em 04/08/2007 Laila Claizoni Claizoni

    Nunca se viu falar tanto em corrupção como atualmente. Sinceramente, não acredito que hoje esteja pior do que ontem, e nem muito menos que as investigações da Polícia Federal se intensificaram.
    O que há é aquele velho joguete de interesse, de um lado, a direita oligárquica, de outro, a esquerda “Populista”.
    Boa parte da imprensa segue naquele mesmo caminho, defendendo sempre aquele no qual apresenta maior poder. O nosso Brasil vive num verdadeiro bang-bang de informações, cada um que mande a batata para seu oponente, não se sabe o que é certo, apenas o incerto.
    Em termos de corrupção, o governo de FHC não fica atrás, porém os meios de comunicação foram bem mais caridosos.
    Meu caro Lula, não se engane também, a nossa história está cheia de convergências, distorção, Tiradentes morreu porque era o mais humilde, e não por não ter mentido ou traído. Quando a Vossa Excelência se compara a Tiradentes, esquece que este, na verdade, não foi nenhum mártir da nossa história em relação ao “povão”, foi um homem que estava em busca de direitos que beneficiasse o interresse da classe média. Acredito que o Sr. também não pode ser considerado como o protetor dos pobres, amigo dos trabalhadores, apesar de seu desempenho ter sido melhor do que os demais nesta área.

  45. Comentou em 04/08/2007 Paulo Bandarra

    Pois caro Marco Antônio Leite, tenho as minhas dúvidas se este movimento seja das zelites. Pode ser, pois para algumas mentalidades, só morreu gente de dinheiro, portanto, é um exagero protestar! As velhinhas aposentadas, as professoras da puc, pesquisadores da URGS, enfim, estas pessoas detestáveis para a esquerda se não são lulista de primeira hora! E isto que nem se sabe se não eram. Assim, ainda defendo o direito delas fazerem o movimento de protesto em luto pelos seus familiares, como fizeram as vítimas do Katrina! Não é válido somente jogar pedra na cabeça do Mario Covas ou quebrar o vidro do ônibus do Sarnei. O movimento FORA FHC esteve nas revistas, rádios e televisão. O PDT tinha horário diário aparecendo o Brizola pedindo o golpe! Apenas que os que hoje estão no poder é que patrocinaram aquela tentativoa de derrubar o presidente e os seus fanáticos militantes agora querem mudar o passado! Agora não se pode falar do vosso líder que não sabe nada. Pelo menos agora colocou alguém que vai mandar nas coisas que ele não sabe fazer. Procurou fora do PT alguém que sabe minimamente governar! Um homem que nunca vai dizer que “eu não sabia”!

  46. Comentou em 04/08/2007 Paulo Bandarra

    Quanto aos manes que olha vídeos das zelites colocando éter num ovo, faça o mesmo primeiro para ver o que acontece, para depois não passar de bobo acreditando em piadas! Mas como o vídeo não é do assessor do vosso líder mandando os familiares Top-Top, então é válido ser divulgado. Agora não é mais invasão de privacidade!

  47. Comentou em 04/08/2007 Rodival Rodrigues de Almeida

    Prezado Castilho.
    Tudo no Brasil virou batalha político-partidária. O que a oposição não esperava é que a maior cidade do Brasil. Politacamente administrada pela oposição ao atual governo há mais de vinte anos. Em razão do esvaziamento empresarial do Rio de Janeiro. Fosse tão falha.

  48. Comentou em 04/08/2007 Calypso Escobar

    Somos todos responsáveis por essa torre de Babel,queiran ou não…cada um fala,dita,grita,xinga,joga ovos,pratica imoralidades,badernas,assassinatos morais e o Brasil se torna o prato afásico do planeta. Somos todos culpados qté pela agressão física dos morros e do asfalto,cada qual que assuma e deixem o interêsse animal controlado.A confusão póde ser moderada e as notícias bem ou mal relatadas ficarão sedadas até que os mandantes se ocupem de tumultuar a nação como sendo,nós,espectadores cobaias.É o destino cruel dos que perderam as vidas o resto é neurose civíl. Por vêzes é bom não entender para ser civilizado.Grata Calypso

  49. Comentou em 04/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    Caro Bandarra: A diferença do ‘Fora FHC’ é que ele não figurava na primeira capa de todos os jornais e era interpretado pelos colunistas de plantão como mero radicalismo de esquerda. Não sei o que a imprensa ganha com esta campanha difamatória sórdida contra o Lula. Ele não vai deixar o poder, o povo não vai deixar. A hipocrisia da elite econômica é intolerável. Sem contar a prepotência dos filhinhos de papai espancadores de prostitutas.

  50. Comentou em 04/08/2007 José Ronaldo GONÇALVES

    Sr. Castilho:
    Numa primeira leitura o seu texto é encorajador. Começo a perceber que não estou louco/surdo/cego. O seu elegante texto. Elegante por comedido, até tímido. Comedido por abordar o problema de forma meio difusa. Na minha opinião o buraco é bem + embaixo. No início deste furdunço a Org. Globo perdeu totalmente a compostura. Meteu o pé no jacá, babou, espumou, vociferou, investigou e condenou. Tudo issso em 24 hs. O que ocorreu aqui voi vergonhoso mas não foi babélico. Ficou tudo muito claro. Ficou clara a intenção de alavancar o caos. Ficou clara a intenção de jogar povo contra povo. Povo contra Governo. Tentaram nos usaar como massa de manobrae ainda pagamos por isso!
    Sugiro ao SR. uma análise + apurada de todo o conteúdo de 2 semanas de JN/CBN et caterva. A coisa foi séria e cabe aos jornalistas mais sérios deixar o corporativismo em casa e comparar fatos com versões e atuações.
    Depois nos conte o que achou…
    Saudações.
    PS-Nomear um novo ministro + palatável para todos não é manipulação. É Agir. Errado ou certo, é ação. É movimento.

  51. Comentou em 04/08/2007 José Paulo Badaró

    Gostaria de saber quem são os piores, mais fúteis e inconsequentes…Os nossos, representados por João Dória, Hebe Camargo, D´Urso, Diretores da Abril, Nisan Guanaes, Jesus Sangalo, etc., ou os equivalentes cariocas : O vídeo “Ovos 2”, encontrado no YouTube, mostra os socialites Narcisa Tamborindeguy e Bruno Chateaubriand, além de Boninho, falando de ovos atirados e dando receitas de como deixá-los podres. “Já acertei muita vagabunda em São Paulo”, diz o diretor. Todos sabiam que estavam sendo filmados. O filme – e o original, “Ovos”, que tem Leonel Brizola Neto como protagonista – pode ser assistido no site do Extra. _____________________________________________________ http://br.youtube.com/results?search_query=ovos+elite+carioca&search=Pesquisar

  52. Comentou em 04/08/2007 Marco Antônio Leite

    Caro Bandarra, com todo respeito que vossa senhoria merece, movimento de elite branca não pode ser chamado de movimentos populares, trata-se de um movimento única e exclusivamente interesseiro, visando usar o sentimento de pena da massa atrasada pelo infausto acontecimento. Não tem nada de democrático nessa gente que tem ojeriza pelo cheiro de povo. Quanto aos movimentos comandados pela esquerda festiva, também não tem nada de democrático, visa única e exclusivamente tumultuar o sistema meio ‘democrático’. Abraços.

  53. Comentou em 04/08/2007 Cério S. dos Santos

    O Apoio do qual o Presidente precisa é o do povo e este efetivamente ele tem. E o tem cada vez mais (não se norteiem por vaias cansadas) O Sr. Luis Inácio Lula da Silva, como Presidente, sempre se pautou dentro dos preceitos da boa convivência democrática com todos os setores. Entretanto, diante da reincidência dolosa e renitente da mídia, que nosso Presidente vá em frente e faça o que tiver de ser feito, pois essa guerra onde só um lado leva tiro não pode continuar assim. O povo não tem voz nem vez nesta mídia espúria, então que ela responda sozinha por seus excessos e sua irresponsabilidade. Diante do amplo apoio da população ao presidente da República, a oposição em um conluio infame com a mídia oligárquica tenta (fazendo uso da mentira, da distorção dos fatos, da manipulação etc.) desgastar o governo e esta atitude irresponsável vem prejudicando toda a nação brasileira. Só surdo, ouvidos moucos ou seletivos não percebem o aumento do tom ameaçador que aspira subverter a ordem democrática. A chamada liberdade de expressão das empresas midiáticas merece proteção desde que venha a atender ao direito sagrado de cada cidadão a uma informação confiável, que seja isenta e responsável. O cumprimento do dever de bem informar, de forma isenta e responsável, é pressuposto de existência para o direito à liberdade de expressão por parte das empresas midiáticas.

  54. Comentou em 04/08/2007 Paulo Bandarra

    Realmente a esquerda coloca 100 mil, e já colocou no passado recente: criar um movimento ‘FORA FHC’ 40 dias após as eleições de 98 (iniciado liderado por José Dirceu e endossado pelo hoje ministro da justiça Tarso Genro, Brizola, Lula) é democrático. Não estavam nem cansados e pedindo ação do presidente. Era FORA mesmo, depois de perderem a eleição! Mas agora movimentos populares são mal vistos pela nova turma do poder. Até os trezentos picaretas mudaram de nome. Agora se chama base aliada!

  55. Comentou em 04/08/2007 Leonardo Lani de Abreu

    Qualquer criança vê que quem tenta imputar culpa ao governo no acidente da TAM é contra o Lula. Curiosamente, a TAM, pelo visto até agora a maior responsável, é poupada pelos meios de comunicação. Fazer o quê? Jornais são empresas, precisam dar lucro, estar bem com anunciantes, propagar a todo instante a ideologia liberal, que é a mais conveniente a seus interesses. Este papo de jornalismo como interesse público é romantismo da época da revolução francesa. Sou de classe média e gosto do Lula, tenho vários amigos que são da minha classe social e pensam como eu. A mídia é estúpida em achar que vai fazer a cabeça de alguém com seu trololó diuturno. O máximo que podem é atiçar o ódio, já imenso, dos direitistas, e mandar o resto de sua credibilidade (se ainda têm alguma) para o lixo. Agora inventaram umas passeatazinhas de 500 gatos-pingados, que contam com generosa divulgação. Se a esquerda quiser, bota 100 mil na avenida paulista fácil. Sejam democráticos e esperam o governo Lula cumprir seu mandato. A ninguém interessa os confrontos.

  56. Comentou em 04/08/2007 Venusto Casto Francisco López Lopez

    Não há dúvida que a esmagadora maioria da mídia, que é anti-lulista, conseguiu inventar um clima de CRISE sobre a situação da aviação civil. Todos os dias se houve a frase ‘. . . 10 meses de caos (ou crise) aéreo. . .’ Primeiro, viajo ao exterior com certa frequência de Brasília. Em dezembro, por exemplo, passei pelo aeroporto desta capital e de Guarulhos, e em fevereiro voltei na mesma rota. Todo ocorreu nomalmente (a não ser as demoras de sempre) . Não vi ‘caos’ algum nestas duas ocasiões. As palavras ’10 meses de caos’ significaria um colapso contínuo. Segundo: a tragédia do avião da GOL em setembro de 2006 foi causada por falha humana (um transponder não foi ligado); a confusão posterior nos aeroportos foi resultado do motím dos controladores; e todo indica que o acidente da TAM foi causado por falha humana e mecânica. Conclusão: nenhum destes itens tinha algo a ver com Lula. Então porque fundir três acontecimentos independentes e criar um único elemento chamado ‘CRISE’ ?. Agora, concordo que o governo tem muito a fazer para melhorar o sistema aéreo em geral, mas isto já é outra coisa.

  57. Comentou em 04/08/2007 Marcelo Ramos

    Bem, corro o risco de me repetir mas eu gostaria de incluir um componente a mais, dentre os que foram enumerados pelo Carlos: preconceito de classe. A imprensa tem donos e esse donos acreditam que só alguém da mesma classe deles está apto para governar um país como o Brasil. Essa mesma imprensa tratou o governo FHC de modo muito mais caridoso em situações muito piores como Pasta Rosa, Sivam, apagão elétrico. Só essa do apagão elétrico denunciaria uma falta de planejamento grotesca sobre um setor estratégico da eonomia. Fábricas inteiras tiveram que limitar sua produção porque o governo não fez sua parte. A imprensa minimizou e não pressionou o então presidente. Agora, as manchetes que foram produzidas com presunção de culpa do governo extrapolaram em muito todos os limites do bom senso no jogo poilítico. A Folha chegou a publicar um artigo de um psicanalista maluco dizendo que o presidente é culpado. A qeustão é que os donos desse quarto poder acham que podem fazer tudo e não tem ninguém olhando. Como diria o Sting, ‘I´m watching you’.

  58. Comentou em 04/08/2007 JOSE ORAIR Silva

    Não concordo com o eminente articulista quando afirma que ‘A multiplicação dos canais de transmissão de noticias dá aos interessados a possibilidade de “jogar” com dados e informações’. Pelo contrário, a multiplicação dos canais de transmissão de notícias impede que sejam vendidos gatos por lebres, já que todos as supostas ‘verdades’ estarão submetidas ao crivo do contraditório. Cabe ao leitor filtrar as informações, identificar os interêsses ocultos e, enfim, tirar as suas próprias conclusões. Se houvesse apenas um canal de transmissão, seria muito mais fácil jogar com os dados e informações, pois que, na ausência do contraditório, o canal monopolista poderia vender a sua verdade absoluta e inquestionável.

  59. Comentou em 04/08/2007 Paulo Bandarra

    Caro Carlos Castilhos, creio que estamos apenas vivenciando a primeira tragédia destes números! Mas para quem acompanha na TV, tanto no Discovery, como no Nat Geo, as coberturas de tragédias e erros de engenharia, sabe que as coisas são assim para pior! Veja nos EUA, até hoje, os conspiracionistas que alegam que o jato vôo 800 da TWA foi atingido por um míssil da Marinha dos EUA, ou a explosãoi de Gás Liqüefeito de Petróleo (GLP) da empresa PEMEX, localizada no bairro de San Juanico, Cidade do México. Sempre este jogo se faz presente de empurra empura, pois ninguém quer a sua parte de responsabilidade! assumi-las custa dinheiro e prestígio!

  60. Comentou em 04/08/2007 Fábio de Oliveira Ribeiro

    Pois é meu caro… Como sempre você analisou a questão com a devida acuidade. O problema Castilho não é a maneira ‘babélica’ como a sociedade lida com a informação. Isto ocorre desde tempos imemoriais. Mesmo quando a mídia era unidirecional (produzida por alguns para o consumo da maioria), cada cidadão lidava com a informação da maneira como bem entendia e eventualmente interferia produzindo ecos (discursos de legitimação do que foi divulgado) ou ruidos (distorções, contra-informação, crítica etc…). Antes da Internet, a ambiguidade informativa era pequena. Mas isto não quer dizer que ela não existisse. O que mudou, Castilho, foi a MANEIRA como as autoridades brasileiras lidam com a ambiguidade informativa. O governo está PARALIZADO e em PÂNICO. Como jornalista você sabe que vivemos num país autoritário e que nega na prática a liberdade de expressão que assegura através da legislação. Agora que a população a crítica está se EXPANDINDO o governo parace DIMINUIR e passOU a REAGIR aos fatos ao invez de PLANEJAR E EXECUTAR políticas de médio e longo prazo.. De remendo em remendo vamos para o buraco, devagar mas constantemente.

  61. Comentou em 04/08/2007 Julio Bertolin

    Prezado Carlos Castilho

    Desculpe a sinceridade, mas o Observatório da Imprensa não agiu muito diferente dos órgãos de imprensa. Também se precipitou e emitiu juízo de valor acerca dos agentes envolvidos.

    Seria bom repensar, qual tem sido a prática do Observatório para que o mesmo não se torne reprodução do seu meio e de seu objeto de análise.

  62. Comentou em 04/08/2007 Paulo Eduardo Araújo Antonechen

    Cabe saber, quais os interesses que permeiam as redações dos meios de comunicação. Nessa seara de informações e interesses, alguns elementos pareciam ser preponderantes antes da abertura das caixas-pretas – eis que, o discurso entra em “rota de colisão” com os fatos –, agora temos os discursos de cautela, de cuidado, porque agora?
    E mais uma pergunta: por que só os leitores, ouvintes e telespectadores estão perdidos ou “confusos”? Acho que os jornalistas ou alguns jornalistas – para não generalizar –, também estão perdidos ou estão vinculados a interesses outros – não ditos – que não a busca dos fatos, o interesse pela verdade, pois, nem perguntas sobre as possíveis (outras) causas foram feitas, já existia uma, uma única causa, e isso parece ser um pouco senão muito relevante, sobre o comportamento coordenado de alguns setores da mídia.
    Sei não, estou no aguardo da nova “crise” criada pela mídia, aliás, nesse aspecto temos que nos orgulhar dos meios de comunicação, a saber: o poder criativo de gerar crises, deve ser o fator ‘novela’, deve ser os novelistas que dão turno nos jornais, pois, é cada absurdo na relações dos eventos, mas tudo com o mesmo mote – a ‘crise’. Jornalista sério não faz isso, não é?
    Até,
    Paulo Eduardo

  63. Comentou em 04/08/2007 Marco Antônio da Costa

    Nesse emaranhado de itens que possivelmente contribuíram para provocar tal tragédia, os envolvidos diretamente no triste evento estão procurando tirar o deles da seringa. Como todos estão cabeludos de saber que morto não fala, isto facilita que os vivos, põe vivos nisso, com o auxilio de uma caixa-preta de conteúdo duvidoso coloquem a responsabilidade no Comandante e seu auxiliar direto pelo ocorrido. No entanto, são vários os fatores que contribuíram com o desastroso acidente que vitimou duas centenas de inocentes, entre elas relacionamos falta de ranhuras na pista, água da chuva tirando o contato do trem de pouso com o piso impermeável da pista, falta de área de escape, avião com falhas em equipamentos imprescindíveis para frenagem da aeronave, incompetência generalizada das ‘autoridades’ da área de AERONALTICA. Um presidente da República omisso com relação a melhoria dos aeroportos do país, pois anteriormente era do conhecimento de todos, inclusive do Lulla, da queda do avião da GOL e nada foi feito. Tenham certeza, a culpa recairá sobre o porteiro do aeroporto de Congonhas. Ademais, este é o nosso Brasil varonil!

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