Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

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A web ajuda ou atrapalha o debate pré-eleitoral?

Por Carlos Castilho em 26/07/2010 | comentários


Faltando pouco mais de 60 dias para as eleições deste ano, o que surpreende é o baixo indice de participação do público na campanha eleitoral. A reação espontânea da maioria das pessoas é ver o pleito como uma coisa dos políticos e, secundariamente, como uma obrigação cidadã.


Trata-se de uma mudança significativa em relação a eleições recentes — e como a web é um componente novo na campanha, é inevitavel a pergunta se ela tem alguma coisa a ver com este fenômeno.


Como experiência brasileira com politica digital ainda é muito recente, precisamos recorrer a dados de outros paises para procurar uma resposta tentativa; e a primeira constatação é a de que a imprensa convencional já não é mais o único canal de comunicação entre os eleitores.


Até agora, os jornais e a televisão eram hegemônicos na mediação entre os candidatos e o público. Agora, existem os blogs, o Twitter, os videos do YouTube e as comunidades do Orkut.


A web ainda é privilégio de uma minoria de brasileiros, mas ela cresce aceleradamente em dois segmentos com influência crucial nas tendências de voto: na classe A e entre os jovens. Ao contrário dos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, onde o percentual de eleitores conectados à internet já passa dos 50% da população, aqui ficamos abaixo dos 25%, o que ainda é pouco significativo em termos absolutos.


Mas a classa A tem um grande poder de inhfluência na fixação da agenda dos meios de comunicação, enquanto os jovens com menos de 25 ou 30 anos formam o maior contingente dos eleitores céticos, aqueles que estão cada vez mais distantes do processo convencional de caça ao voto e que são majoritários no universo dos blogs, twits, chats, videos amadores e comunidades sociais.


As novas ferramentas de comunicação na web têm características diferenciadas em relação à imprensa convencional e devem ser levadas em conta na avaliação de sua influência sobre a campanha eleitoral.


Os blogs, twits, fóruns e comunidades são basicamente ambientes de discussão e de troca de idéias, ao contrário dos jornais e da TV, cuja função é essencialmente a de mediação entre os partidos ou candidatos e o eleitor. Enquanto o ambiente digital é, por natureza, confuso e desordenado, o papel da imprensa é o de organizar a informação.


Esta diferença, por si só, determina papéis bem diferentes na disputa eleitoral. Enquanto os blogs favorecem a diversidade, os jornais são, por limitações espaciais e técnicas, forçados a uniformizar e padronizar a realidade eleitoral para poder levá-la até o eleitor.


A web tende a funcionar como refúgio dos desiludidos, e como grande caixa de ressonância dos eleitores apáticos, enquanto a imprensa convencional serve de foro para os participantes do jogo do poder.


São duas realidades diferentes e o fato de elas existirem já é um fato novo transcendental no processo eleitoral. Ele não está mais sendo decidido apenas na mediação da imprensa tradicional, mas também no caos dos blogs e dos twits.


Quem analisa a campanha pela ótica da mídia tradicional tende a desqualificar os canais da web como agentes perturbadores da ordem. Mas acontece que são justamente os blogs, o Twitter, os vídeos amadores e as comunidades do Orkut que tornam o debate eleitoral mais próximo da realidade social, ao espelharem minimamente a diversidade social.

Todos os comentários

  1. Comentou em 31/07/2010 Remindo Sauim

    1. Enquanto os leitores de jornais, são estes menos de 5% da
    população e os de revista menos de 0,5%, os usuários da internet
    chegam a uns 20% da população.

    2. Na internet a opinião é de quem escreve, enquanto nos jornais, TVs
    e rádios é quase sempre a opinião da empresa e dos grupos que
    apoiam.

    3. A mediação dos grupos de comunicação sempre favorecem um
    lado, mas é vendida como sem tendência partidária.

    4. TODA a mídia tradicional (95%) odeia o PT, o presidente Lula, o
    presidente Chàvez, o presidente Evo Morales .

  2. Comentou em 30/07/2010 Marcelo Ramos

    O Carlos Mendes colocou de forma muito precisa. Mas esse tema é
    mesmo surpreendente. Eu nunca imaginei que, algum dia, em curto
    prazo, eu concordaria com o camarada Bóris. Apesar de achar que
    ainda existe um tom paranóico no post dele, no geral eu concordo
    com as idéias. Quanto à ‘controle social da mídia’, vou tentar deixar
    bem claro o que entendo por essa expressão. Parece um expressão
    ampla, e infelizmente cabem interpretações. Mas o sentido principal é
    que a mídia não pode fazer tudo o que quer sem limites. Porque todos
    nós seres humanos normais, somos limitados, no que dizemos,
    fazemos, em nossas escolhas. Porque a regra que vale para todos não
    vale para esse conjunto de meios que se chama mass media? Tem
    que valer.

  3. Comentou em 30/07/2010 Carlos N Mendes

    A web é fantástica, por mais de uma dezena de motivos. O limite da web está nas pessoas, que continuam sendo pessoas, com ou sem web… Continuamos sendo preconceituosos, sofismáticos, egoístas, barraqueiros e bairristas. Atualmente, parece que procuramos apenas o colinho da mamãe na internet; o debate, a troca de ideias civilizada é quase inexistente. Se entro no blog do Paulo Henrique Amorim, lá só encontro eco nos 525 comentários diários, gente que vê em PHA um espelho ideológico. Se entro no blog do Reinaldo Avezedo, outros 471 comentários concordantes estão lá. A questão que se coloca é: a web vai nos mudar (para melhor) ou vamos continuar sendo o que sempre fomos? Acredito que melhoraremos, mesmo porque a internet é uma criança, e temos tudo para ‘educá-la’ para ser um adulto responsável. Mas por hora, ela só aprendeu a engatinhar.

  4. Comentou em 30/07/2010 Marcelo Idiarte

    O comentário que fiz no http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=600IMQ006 talvez coubesse aqui também. A preocupação de setores da velha imprensa em demonizar a internet demonstra que as ferramentas de comunicação online estão produzindo efeitos no Establishment midiático. E não são efeitos desprezíveis.

  5. Comentou em 30/07/2010 Luciano Prado

    É como beber água pura da fonte. Não há como se enganar ou se deixar enganar. Estão todos lá; os prós e os contras, as máscaras e os mascarados, os soldadinhos, os missionários, os estúpidos, os velhacos, os “espertos”, os bobos. Estão os honestos, os sérios, os responsáveis, as biografias, a história. Portanto, ao final é você com você mesmo. A web é luz.

  6. Comentou em 29/07/2010 Odracir Silva

    Caro Ibsen Marques. A questao de ser nao partidario nao foi posta por mim, mas sim pelo OI atraves do manifesto dos seus objetivos. A questao da materia do jornalista Washigton Araujo ee q nao se tratava de uma critica de uma materia da midia ou da midia, o artigo foi claramente partidario. Pelo q entendo, todas as criticas sao legitimas se nao for difamatorias ou q preguem discriminacao, porem o artigo do WA nao se justifica neste site pelos objetivos tracados pelo OI. Haa sem duvida uma tendencia pro-governista no site, principalmente c/ a saida de jornalistas mais moderados como o Weis e o Malin. E assim o OI joga p/ fora o seu historico de parcimonia e seriedade. Como haa uma ‘purificacao’ do site, e o OI toma defesas pro-governistas mais contundentes, como o controle social da midia. Qto aos comentaristas, vejo q haa um grupo (nao ee exclusividade do OI) q se auto-elogiam e q se auto-referem, e contestam outros q sao contrarios aas suas ideias, e pior… se baseiam na mesma fonte, em uma tentativa de se tornar suas opinioes em fatos.

  7. Comentou em 28/07/2010 Boris Dunas

    A internet é a fofoca superdimensionada. A diferença da fofoca de portão de antigamente é a possibilidade de falarmos a platéias gigantescas de uma só vez. Ou aprendemos a viver (e a lidar) com isso ou abrimos as portas para a pata estatal nos amassar aí também. Há gente sem escrúpulos e sem limites na rede assim como no nosso bairro, na nossa casa. E ninguém melhor do que nós mesmos para separar o essencial do supérfluo, o fato da versão. O que não deve acontecer é turvarmos o debate com “pegadinhas” que, no fim das contas, só servem para avivar a tentação do Estado em vigiar, controlar e punir. Ajudando ou atrapalhando, a internet deve continuar livre como toda fofoca sempre foi. Para lidar com os excessos já bastam os mecanismos existentes.

  8. Comentou em 28/07/2010 Imprensa Brasileira

    A elite sempre usou os meios de comunicação para distorcer informação e assim criando uma ideia unilateral para promover seus candidatos, pessoas e outros.

    Foi assim com o Fernando Collor de Mello, ele é uma criação inescrupulosa da mídia brasileira onde seus atos eram controlado pela mídia fazendo dele um fantoche da imprensa brasileira. Até que o boneco ganhou vida e sofreu Impeachment.
    Delegado Edson Moreira no caso Bruno que fez acusou sem provas e foi abandonado pela imprensa. Se depender da imprensa, o Bruno livre e delegado Edson Moreira preso.
    Não é só a imprensa, mas nós no dia a dia amamos e odiamos por ideias contrarias as nossas.
    Reflexão. Jesus Cristo foi o maior injustiçado da nossa história, amado e odiado pelo povo, ele plantou amor e colheu Crucifico.
    http://www.imprensabrasileira.com.br/

  9. Comentou em 28/07/2010 Imprensa Brasileira de oliveira silva

    Hoje damos graças a mundo da internet pela evolução da opinião. É isso mesmo, graças a informação digital é que a imprensa se tornou mais competitiva.
    Logico que falta muito a ser vencido, mas existem alguns meios de comunicação como Band e Record que faz jus as minhas palavras que lutam por uma concorrência livre.
    http://www.imprensabrasileira.com.br/

  10. Comentou em 28/07/2010 Ibsen Marques

    Caro Odracir, na minha opinião um observatório plural não significa necessariamente um observatório apartidário ou não partidário, significa apenas que é possível dar voz às mais variadas correntes de opinião e, concordo com o Marcelo, criticar o criticável não me parece panfletário. De mais a mais, o Venício em seu livro Liberdade de Expressão X Liberdade de Imprensa dá conta da censura exercida pelas empresas e que o que chamam Liberdade de Imprensa não tem passado de Liberdade de Empresa e censura de oligopólio à Liberdade de Expressão dos indivíduos ou da sociedade considerada de uma forma mais ampla. Quer me parecer que as vozes do jornalismo escrito soam sempre em coro sob os tons diferentes de uma mesma melodia. Tem, portanto, me parecido que as regras morais do jornalismo estão definidas sempre segundo esses parâmetros empresariais.

  11. Comentou em 28/07/2010 Herman Fulfaro

    “A web tende a funcionar como refúgio dos desiludidos, e como grande caixa de ressonância dos eleitores apáticos …” – Não me considero desiludido nem tampouco apático. No meu entender a web tem inúmeras utilidades, dentre elas a de mostrar que não estamos ficando loucos ou que não estamos sozinhos, isto é, que a maioria pensa como nós ou, mais exatamente, gente oito pontos acima da chamada elite branca e um amontoado de alienados que fazem companhia a ela. Até poderia ser um lugar ideal para a troca de idéias, mas na prática não é. Só para exemplificar, os que se manifestam por aqui possuem idéias formadas e visivelmente impermeáveis, de modo que a web nesse sentido serve para quase nada. Quando muito serve para troca de informações (e em matéria de informação que foge do lugar comum ou do PIG ela é praticamente insuperável), o que para mim já está de muito bom tamanho. Resumindo a ópera, especificamente quanto ao debate pré-eleitoral a web no meu entender não ajuda, nem atrapalha. Passa ao largo.

  12. Comentou em 28/07/2010 Kleber Carvalho Carvalho

    Caríssimo Carlos Castilho me desculpe por usar seu link para enviar meu protesto, entretanto, não é a 1ª vez que isto acontece, peço-lhe desculpas por ter que usar este artifício.

  13. Comentou em 28/07/2010 Marcelo Ramos

    A resposta ao Castilho é ambas. Ou melhor, como lógica fuzzy, ajuda
    e atrapalha. Porque a web é a reprodução do mundo real, do
    comportamento das pessoas. Quanto à imprensa tradicional ser
    plural, essa é uma das qualidades que certamente a imprensa não
    tem. A Folha até já teve. Atualmente, possui apenas um resquício de
    opiniões divergentes entre os articulistas. Ombudsman na Folha só
    existe no nome, e os outros intregrantes do PIG são bem piores. Eles
    dão a impressão de terem muitas opiniões, mas um coro de opiniões
    iguais não é pluralidade. Falando objetivamente, (que deveria ser a
    característica de pessoas de ciência) comparar duas coisas ou dois
    valores não significa depreciar nenhum deles. Por exemplo, se eu
    comparo Cuba e EUA as diferenças são óbvias, e ambos podem ser
    criticados pelos defeitos e virtudes, que ambos tem. Tanto os
    números do governo Lula quanto os do governo FHC não são novos,
    são antigos. Comparação de números é uma atividade muito objetiva
    em nossa cultura empresarial. É por ela que se mede o desempenho
    de um governo. As críticas políticas que podem ser feitas são muitas
    mas, no artigo do prof. Washington ele critica apenas a desfaçatez de
    Serra em tentar ‘pegar carona’ na popularidade do Lula. Ora, criticar
    algo criticável não é ser panfletário, é ser apenas… crítico.

  14. Comentou em 28/07/2010 Odracir Silva

    Caro Ibsen Marques, nunca escrevi q a midia tradicional ee isenta. O q eu acho ee q ee mais plural do q os quistos existentes na blogosfera tupiniquim, e q existe sim uma preocupacao da midia tradicional c/ uma certa etica. Estao ai os textos do Bucci, as criticas do Dines e do Venicio de Lima p/ provar isso. A partir q haa criticas entao haa regras e morais q norteam o jornalismo tradicional, do jornalismo q vive da reputacao. Jaa na blogosfera tupiniquim a etica parece ser mais frouxa. Haa uma certa relacao degenerada entre os comentaristas e o blogueiro. Mesmo aqui no OI ocorre isso, veja a repercussao do artigo (q eu considero planfetario) do Washington Araujo. Teve muito comentarista q acha isso normal p/ um site q diz ‘nao partidario’… Veja as repercussao no OI da demissao dos jornalistas na EBC, e das ‘supostas demissoes’ (o q nunca ocorreu) da TV Cultura. E por ai vai, ao inves de apurar o caso, os jornalistas e jornalistas contribuintes do OI soo aumentaram as especulacoes no caso da TV Cultura, e se omitiram sobre o caso da EBC. Alias, o se deve haver mais na web ee transparencia… e olha q OI ee um dos q tentam (ou tentavam) se equilibrar na pluralidade de ideias. Temo q infelizmente o OI esta a ir p/ o padrao de jornalismo da Tereza ‘nao-houve-mensalao’ Cruvinel, porem c/ uma tolerancia maior do q outros blogs petistas.

  15. Comentou em 28/07/2010 Wendel Anastacio

    Ibsen, como ainda continuo postando no artigo do Bucci ‘Interpretação de um têrmo controverso, do dia 23 do corrente, e por ter ele saído das primerias páginas do OI, aquí o transcrevo para que vc o leia, bem como aos amigos internautas.
    Abraços
    Ibsen; Lendo artigo na Web, sobre este mesmo tema, ‘Controle Social’, achei que o mesmo complementa o que hoje vivemos, que é o ‘Totalitarismo Invertido’, praticado pelas Corporações! Assim sendo, gostaria de compartilhar com os amigos da Rede! Por achá-lo excelente, repasso o endereço: aindaamoscaazul.blogspot.com/…/democracia-americana-e-uma-ficcao-util.html – Caso interesse, peço confirmar. Abraços PS.: Este artigo do Bucci, embora tendo sido escrito no dia 23 do corrente, já está fora das manchetes do OI, e temos que buscá-los em artigos do Bucci, e não entendo a razão!
    PS.: Srª ou Srtª Debora, por favor escreva seus comentários em letras minúsculas, pois em maiúsculas, nos sentimos agredidos.
    Abraços

  16. Comentou em 28/07/2010 Ibsen Marques

    Max Suel, ganhamos credibilidade internacional e isso não há como negar. Temos muito mais visibilidade e importância no cenário internacional hoje do que em qualquer outro momento, mesmo sob o intelecutal FHC. A questão sobre ganhar ou perder é relativa; no caso Irã, por exemplo, não fomos nós que perdemos, foi a possibilidade de um acordo com o país que foi jogada no ralo. Parece que EUA e União Européia ainda não aprenderam que com violência e invasões não há solução possível. É só observar o Afeganistão, Cazaquistão, Iraque e Palestina. Parece que, se formos medir pelos insucessos, a política externa americana e européia são bem mais desastrosas que a nossa.

  17. Comentou em 28/07/2010 Eduardo Sejanes Cezimbra

    Caros Observador@s,

    Artigo por demais oportuno este do Carlos Castilhos.

    Eu diria em poucas palavras que o fenômeno da web é transpolítico.

    Evidentemente, por ser transpolítica ,nada impede os partidos de tentarem usá-la como se TV ou rádio fosse.

    O mais interessante disto tudo é que se cria um vazio (assustador para os detentores do poder e alentador para quem sofre este poder político) no qual se consegue trazer aspectos pouco debatidos por não serem sequer aventados, como por exemplo as novas maneiras de se decidirem questões essenciais e vitais para a sobrevivência da espécie e do planeta que não cabem no leito de Procusto dos programas partidários,por mais que os políticos profissionais tentem delas se apropriarem, mutilando-as.

    Aproveito o comentário para lembrar que o voto obrigatório assim como o serviço militar nem sequer é debatido nas eleições da democracia política bruzundanga (país fictício criado pela pena afiada do anarquista negro Lima Barreto)

    Grato
    ABC (Abraço e Beijo do Cezimbra)

  18. Comentou em 28/07/2010 Ibsen Marques

    Débora, como você resolve o voto de cinco pessoas numa família com um IP variável e, como se resolve o voto dos 75% que não têm acesso a NET? O volume de invasões por Hackers poderia ser significativo. Sua colocação de que o Google sabe tudo me preocupa. Estamos começando a observar uma concentração da informação na Rede que pode ultrapassar em muito o problema da concentração da informação na grande mídia. O debate via chat seria viável no voto distrital, mas pense em colocar a Dilma num debate via chat, impossível.

  19. Comentou em 28/07/2010 Max Suel

    Acho que a WEB ajuda o debate; mas a participação do público na campanha que se avizinha aumentará com a propaganda gratuita (?) obrigatória, nas TV´s e Rádios, e nas repercuções dos debates que ocorrerão entre os postulantes aos cargos de presidente e governador. Com relação ao comentário do técnico Ibsen no que se refere ao desempenho do pres lula em suas pretensas mediações internacionais, a imprensa escrita só poderia criticar, pois a coleção de fracassos e fantástica. (não ganhamos uma)

  20. Comentou em 28/07/2010 DEBORA fernandez

    A WEB RESOLVE O DEBATE! KDE O DEBATE COM CHAT? NEM
    ESTÃO USANDO A WEB COMO MANDA O FIGURINO! A WEB
    SABE TUDO DOS CANDIDATOS. O GOOGLE SABE TUDO! QUEM
    É INTERNAUTA VOTA CONCIENTE! LAMENTÁVEL AINDA NÃO
    SERÁ DESTA VEZ QUE VOTAREMOS PELO IP CADASTRADO!
    URNA É BURLÁVEL- MAS O IP NÃO É. A WEB É O FUTURO P
    TUDO! NÃO EXISTE OUTRA FORMA DE ESTAR ATUAL SE NÃO
    FOR INTERNAUTA! A WEB É O PRESENTE, A WEB JÁ MUDOU A
    CARA DO VOTO. A WEB JÁ MANDA O DEPUTADO , O SENADOR ,
    P CASA! SÓ NÃO VOU AINDA QUEM NÃO QUER.

  21. Comentou em 27/07/2010 Ibsen Marques

    Odracir, qual a ética do jornalismo tradicional? Onde há isenção na oferta de informações? Só a grande mídia defende a idéia de isenção. Defende mas nunca praticou, porque ela é uma utopia. O importante é a pluralidade da informação e a transparência; transparência no sentido de que o jornalista, blogueiro, etc assuma publicamente suas posições políticas. Quem está acostumado a ler jornais escritos está calejado o suficiente para discernir o que é manipulação. O fato não existe, o que existe é a visão e interpretação de cada um. Não é possível criticar as verdades absolutas oferecidas pelas religiões e defendê-la em outros cantos. Só para dar um exemplo, Lula foi elogiado pela mídia internacional por seu comportamento nas visitas que fez a Israel e a Palestina, mas aqui no Brasil, inexplicavelmente, ele foi duramente criticado pela imprensa. Esse foi um comentário de uma correspondente em Israel durante visita ao país (não me recordo seu nome).

  22. Comentou em 26/07/2010 Odracir Silva

    Ai vai a reproducao de um comentario do post anterior… Entendo o seu ponto de vista, a web na sua totalidade ee isenta, pq (ainda) nao haa censura (excetuando a China). Porem, o interessante ee q em se tratando de blogs politico/sociais (principalmente na blogosfera tupiniquim) haa a formacao de ‘quistos culturais’. ou seja grupinhos q tentam propagar a info. q lhes convem. Entao haa uma certa parte dos usuarios q na verdade ficam alienados, pois somente querem ler o q lhes agrada. Alias, os propios comentaristas tentam ‘purificar’ e ‘pasteurizar’ o debate, e c/ isso haa um feed-back c/ o titular do blog. Fica uma relacao degenerada entre os leitores e o blogueiro. Entao a grande questao ee: haa uma etica dos blogueiros jornalistas? os blogueiros-jornalistas tem q seguir a etica jornalista tradicional? A importancia destas perguntas ee justamente saber quais noticias e informacoes sao isentas, ou quais sao os interesses de um certo blog. Se haa liberdade na internet, deveria haver tb transparencia. E olha q isso nao acontece somente em politica. Li em algum lugar q certos blogs fazem jabacules p/ certas companhias p/ promover os seus produtos. Abcs, Odracir.

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