Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1006
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

Apenas `algumas almas´

Por Luiz Weis em 06/09/2008 | comentários

Está em todos os jornais a história do juiz de Goiás que mandou soltar um motociclista preso por dirigir embriagado.


O juiz Ricardo Teixeira Lemos, de Aparecida de Goiânia, disse que não pode ser “escravo das leis” em geral – e em especial não gosta da lei que impôs a lei seca no trânsito, severa demais no seu entender.


Todos os principais diários deram também que ele fala da cerveja como a grande paixão do brasileiro – o que por uma fração de segundo poderia levar o leitor a pensar que o consumo da bebida estava proibido no Brasil. Mas passemos


No Globo, outras variações sobre o tema, tiradas da sentença do meretíssimo. Para ele, ir a um bar e não tomar cerveja é tão absurdo como fazer uma “refeição sem feijão ou dormir sem tomar banho”.


Mas só na Folha é que a coisa perde toda a graça – supondo que até aqui tivesse.


O repórter Felipe Bächtold anotou no seu relato a pensata definitiva do magistrado. Ao criticar a lei também pelos seus prejuízos “não só para as cervejarias, mas para o comércio”, ele emendou, como se respondesse a uma hipotética pergunta do tipo “E tudo para quê, afinal?”:


”Isto em troca de algumas almas que, em tese, momentaneamente foram salvas de acidentes”.


Um flagrante desses vale por um jornal inteiro.

Todos os comentários

  1. Comentou em 08/09/2008 Ivana Souza

    Pra quê Cosntituição, né? Vamos rasga-la então. Leis pra quê, Juiz pra quê? Que volte a lei de Talião, ao menos não teremos o desprazer de ver Juízecos proferirem tamanha asneira descabida. O pior, não podemos fazer NADA, é concursado e ficar ‘ad eterno’ no cargo.

  2. Comentou em 07/09/2008 Jose de Almeida Bispo

    Lembram daquele mãe(?) de BH que jogou a filhinha na lagoa e que ao ser descoberta se desesperou chamando ‘essa droga de menina’? Pois é. Nosso caro juiz é do mesmo time.
    Sobre o que alegou o Carlos N Mendes, industriário (Santos/SP): Assino embaixo com todas as letras. E tenho documentos e relatos deles o suficiente para comprovar que a Justiça brasileira, tradicionalmente foi ocupada ao longo destes últimos cinco séculos por gente do proveniente do tacanho empresariado rural do plantation como forma de empreguismo e ao mesmo tempo como meio de manutenção do poder, então em queda por quebradeira, geralmente causado por incompetência gerencial. Se tirar o DNA da maioria das cortes de Justiça do país verá a genealogia completa dos antigos escravocratas. E não pense que para a maioria deles o pensamento evoluiu.

  3. Comentou em 07/09/2008 Fabiano Mendes

    Como é que é?Não pode ser escravo das leis?Vcs tem certeza que esse senhor é juiz?Vi a reportagem no telejornal da Record e para extravasar a minha indignação,soltei um sonoro palavrão.Ainda bem que estava sozinho no meu quarto.Pensei na hora,será quanto está custando uma dúzia de ovos?Como não podemos ser escravos das leis,desperdiçar alguns ovos com certeza não nos trará transtorno algum a não ser a dor na consciência de estarmos desperdiçando alimento tão nutritivo a t ô ô ô a.

  4. Comentou em 07/09/2008 Zero da Silva

    Esse caso é tão ‘perfumaria’ quanto o do Lula, descrito em outra nota do OI. Essa interpretação
    personalíssima das leis pode gerar o caos, jamais a justiça. Baseado na notícia, espero que o juiz
    seja demitido a bem do serviço público.

  5. Comentou em 07/09/2008 Carlos N Mendes

    A magistratura brasileira é oriunda da sociedade brasileira. Vocês queriam o quê ?

  6. Comentou em 06/09/2008 Ivan Moraes

    Ninguem vai dizer o que eh visivel a olho nu da LUA? Entao digo eu: juiz brasileiro nao entende patavinas do proprio emprego, mas so faz decisao a favor de branco rico. Existe uma pessoa no mundo que acha que o motorista embriagado do caso era algum joao da silva preto?

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