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Sábado, 18 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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As ´descobertas` de Cabral

Por Luiz Weis em 27/07/2008 | comentários

De chorar a reação do governador fluminense Sérgio Cabral à violência sofrida por repórteres-fotográficos de três jornais na Vila Cruzeiro, quando cobriam uma caminhada do candidato a prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

Situada no Complexo do Alemão, Vila Cruzeiro, lembra o Globo hoje, foi onde mataram o jornalista Tim Lopes, há seis anos.

Ontem, traficantes obrigaram os fotógrafos a apagar de suas câmaras as imagens da visita. “Mandei não tirar fotos”, falou um deles, armado com um fuzil.

Aí o governador soltou uma nota dizendo que cada vez que se impede o trabalho da imprensa “é sinal de um estado de exceção” – como se os responsáveis fossem autoridades truculentas, e não bandidos, e a nota fosse de uma associação de jornalistas. “O direito de ir e vir de candidatos e da imprensa é sagrado”, disse também, como quem acaba de descobrir a pólvora.

E arrematou: “Fatos como esse, gravíssimo, tornam evidente a necessidade de combate sem tréguas à criminalidade”.

Tornam evidente, isto sim, a necessidade de combate à criminalidade não só sem tréguas, mas com menos sangue e mais competência. Como O Globo de hoje dá na primeira página: “Polícia mata e morre muito, mas prende pouco”.

P.S.

Sobre as milícias que, entre outras coisas, dizem que candidatos podem ou não podem subir aos morros do Rio, o caderno Aliás, do Estado, publica uma bela entrevista com o escritor e jornalista Zuenir Ventura, autor de Cidade Partida.

Pena que a lamentável edição on line do jornal não traga nem a entrevista, nem o próprio Aliás.

P.S. 2 Acrescentado às 16:10 de 29/7: Leitor me adverte que o Aliás é, sim, acessível. Desde que o interessado clique em Suplementos, na página inicial da edição, e depois no link com o nome do caderno, na linha fina que aparece em seguida. A propósito, nunca pensei no Aliás como um suplemento, mas um caderno semanal. E continuo pensando que a edição on line é lamentável – não se compara com a versão original de anos atrás.

Todos os comentários

  1. Comentou em 29/07/2008 Sr. Gonzo da Silva

    Acho que o Sr. Roberto foi irônico em seu comentário…

  2. Comentou em 29/07/2008 Marcelo Thompson

    Olha, em vez de dizer que a reportagem do Zuenir é excelente, por que não reproduzi-la aqui e deixar que tirem suas próprias conclusões? Só pra dar uma palhinha, Zuenir afirma que o ‘cofrinho da funkeira’ é a solução para o Rio. Sinceramente…
    Tem é que acabar com a roubalheira que acontece para que o dinheiro da saúde e da educação possam dar outra opção de vida para a população pobre.
    E quanto a prender pouco, que se prenda quem interessa, que são esses políticos, banqueiros e juízes ladrões.

  3. Comentou em 29/07/2008 Adma Viegas

    Nas normas de publicação para os comentários do OI consta a seguinte frase: ‘Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem intolerância ou crime’. Eu me pergunto: incitação ao preconceito, frases ofensivas, discriminação e preconceito regional são permitidos por aqui? Comentários profundamente infelizes e preconceituosos, como o do Sr. Roberto passam em brancas nuvens? Acho engraçado que nordestinos se queixem tanto de preconceito vindo do ‘sul maravilha’ mas produzem uma ‘perola’ de comentário como esse.

  4. Comentou em 28/07/2008 Douglas Puodzius

    Graças a Deus moro em São Paulo, onde nada acontece, onde o Governador só aparece para avaliar o Governo Federal… E o candidato dele manda email convocando os funcionarios publicos para sua campanha e tudo fica por isso mesmo… Quer dizer, arrumaram um jeito de falar mal da Marta, com essa estoria do email Kassabi..
    Graças a Deus a imprensa é tão imparcial quanto o Observador…

  5. Comentou em 28/07/2008 Teócrito Abritta

    Como eu não acredito em meia honestidade ou meia corrupção, não está na hora de ser cobrada a responsabilidade do Governador Sérgio Cabral que deveria explicar porque a contravenção é livre em seu Estado?
    Será que um fotógrafo que tentasse fotografar o pequeno exército que fica acantonado ao lado de contraventores perto do colégio São Vicente, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro para garantir os filhos deste governador durante o horário escolar não seria agredido como foram os fotógrafos que fotografaram o Senador Crivella?

  6. Comentou em 28/07/2008 marina chaves

    está mais do que na hora do governo do rio de janeiro mudar de tatica….. pelo jeito esssa politica de enfrentamento nao vai longe…. matam pessoas inocentes…. tá na hora de oferecer a populaçao seeviços minimos, uma boa casa, ruas asfaltadas, , coleta de lixo, saude, quer dizer, o estado tomar o seu espaço na comunidade…..

  7. Comentou em 28/07/2008 Cristina Oliveira

    Nós cariocas agradecemos muito a contribuição sociológica do Sr. Roberto Ribeiro, Arqueólogo (Aracaju/SE) para solução da criminalidade no Rio. Mas, como ele deve saber, boa parte da população do Rio, não tem escolaridade, nem acesso a saúde pública ou educação e vive dominada pela criminalidade e por políticos desonestos com apoio de seitas comerciais. Infelizmente, o crescimento das cidades no sudeste não é em função do progresso e sim da pobreza e da ignorância das populações que são enxotadas do nordeste por absoluta falta de condições de sobrevivência, pois os políticos nordestinos há muito tempo são peritos em dilapidar o patrimônio público. Logo uma das soluções para o combate a criminalidade seria criar oportunidades de emprego no nosso querido nordeste, o que será possível com o banimento de seus políticos desonestos. A propósito, antes da construção da cerca que o Sr. Roberto propõe (a melhor idéia apresentada desde o descobrimento do Brasil), não seria interessante – para ninguém ser acusado de politicamente incorreto – que toda população nordestina do Rio de Janeiro, pudesse voltar para o ensolarado nordeste e em particular para a fartura de Aracaju? [ ]

  8. Comentou em 28/07/2008 Carlos Alburquerque

    Vendo o título da matéria, achei que até pudesse ser alguma coisa sobre o Serra. Mas nunca nenhuma palavra sobre ele, tão protegido pela impressa e por aqueles que observam a imprensa. Já sobre Kassab, Marta Suplicy, Cabral…

  9. Comentou em 28/07/2008 Roberto Ribeiro

    Eu não conheço o Rio, exceto a sala de espera do Galeão. Os cariocas, porém me parecem esquizofrênicos, pelo menos pelo que aparece na televisão. Matam crianças e os cariocas se vestem de preto no enterro, como se os bandidos fossem se comover com isso. Há uma chacina e lá vão os cariocas plantar cruzinhas nas praias para protestar, pois, quem sabe os senhores bandidos não amolecem seu coração e param de matar e traficar. O carioca, no geral, parece acreditar que manifestações simbólicas abrandem a criminalidade. Ou seja, usam armas como passeatas e apitaços, típicos da luta política contra problemas de segurança pública. No fim, parece que aceitam os bandidos como equivalentes do Estado. Nada mais de se esperar que o governador faça ‘oposição’ política aos bandidos. Quem sabe ele não convoque uma greve geral contra a bandidagem. Uma sugestão seria cercar o Rio com arame farpado e deixar os cariocas se matarem contemplando suas belezas naturais e lamentando o tempo em que aí ficava a capital federal.

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