Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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As redes sociais tornam-se um fenômeno planetário

Por Carlos Castilho em 19/08/2008 | comentários

Uma pesquisa feita pela empresa sueca Pingdom e analisada pelo especialista francês Francis Pisani no seu blog Transnets constata que o fenômeno da expansão das redes sociais online já alcança os países como Angola e Etiópia (na África), e Mianmar, no sudeste da Ásia.


 


A acelerada globalização das redes sociais — e principalmente a sua extrema diversificação — desafiam a capacidade analítica dos especialistas em Web, que até agora viam o fenômeno como uma típica manifestação de jovens afluentes da classe média de países europeus e dos Estados Unidos.


 


A pesquisa sueca, baseada em dados de acesso fornecidos pelo mecanismo de buscas Google, indicam, por exemplo, que o site Orkut, no qual os brasileiros são a esmagadora maioria, também é altamente popular no Paraguai, Paquistão, Portugal e Índia.


 


Já o MySpace, o maior de todos, tem a base de seu público nos Estados Unidos, mas é o mais acessado também em países como Porto Rico e Malásia. Outro caso curioso, o site Hi5 registra a sua maior concentração de usuários no Peru, El Salvador e Costa Rica, enquanto o site Last.fm, comunidade especializada em música, é o preferido por finlandeses, croatas, tchecos e noruegueses.


 


A comunidade dos usuários do Twitter (blog instantâneo) é esmagadoramente asiática, com forte predominância de japoneses e chineses, que superam por larga margem os norte-americanos neste tipo de site voltado para a troca de mensagens de até 150 caracteres.


 


Chama a atenção o fato de que nenhum dos 12 sites sociais monitorados pela empresa Pingdom tem uma distribuição global uniforme. Há uma tendência à localização e agrupação segundo preferências que provavelmente têm a ver com valores e culturas semelhantes.


 


Outro fato notável é que o acesso às comunidades online não é uma exclusividade dos países mais ricos, já que há numerosos exemplos de nações onde a exclusão digital é alta e que, apesar disso, registram elevados índices de interatividade online. O Quênia, Etiópia e Angola, por exemplo, têm um alto índice de usuários do Hi5.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/08/2008 Pedro Pereira Pereira

    É um fato, que o sr não tece consideraçoes.
    A internet veio para democratizar as infomaçoes e indo além, aproxima tbem as pessoas atraves dos sites de relacionamento. Com tudo isso é ainda uma novidade, os excessos podem causar revoltas e tentativas de censura.Creio que ainda teremos que entender o que está acntecendo para dar um diagnóstico claro das consequencias desta globalizaçao e são jornalistas conscientes como vc que ajudará este processo.
    Quanto ao lucro produzido pela computação ir concentrar na microsoft, brincadeira , não dá pra levar a sério isso.
    E a industria mais pirateada do mundo,a produçao de componentes piratas tanto de soft quanto de hard movimentam economias de paises com a china por exemplo.
    Nem pensa pra escrever!!!!…Destino ou opçao? não sei, só sei que não há solução

  2. Comentou em 21/08/2008 Roberto Ribeiro

    Não existe uma ‘globalização’ no sentido de haver algo que seja impossível de localizar. Existem localismos globalizados e globalismos localizados. Um exemplo de localismo globalizado é o caso da língua inglesa, que é um fenômeno de origem local, i. e., nos países anglófonos que se globalizou. Ninguém inventou o inglês para ser uma língua global, não é um Esperanto, não houve nenhuma convenção internacional, foi o acaso de países hegemônicos por duzentos anos falarem inglês que transformou esse idioma em língua da globalização. Já globalismos localizados são como os lucros das multinacionais. Toda cidade do mundo, por menor que seja, dá lucros à Microsoft, porém, este dinheiro ‘global’ converge para as mãos de uma empresa, em uma sede conhecida e nas mãos de uma pessoa conhecida e localizável. A internet, enquanto meio, parece ser o único fenômeno global não localizável, pois está espalhada pelo mundo e não se concentra em lugar algum. Porém o conteúdo da internet só pode ser um fenômeno localizável, pois depende de culturas locais, mesmo que amplas. Essas segmentações provam que existem reflexos das línguas, das religiões, dos sistemas econômicos, enfim, das culturas. Nórdicos se juntam a nórdicos, caribenhos a caribenhos, islâmicos a islâmicos. Enfim, a globalização como fenômeno unificador das culturas, não existe, se por unificação entendermos uniformidade. Ainda bem…

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