Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Asilo a italiano mobiliza a mídia

Por Luiz Weis em 15/01/2009 | comentários

A dura reação do governo de Roma à decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de negar a extradição do “terrorista” (segundo a Folha) ou do “acusado de terrorismo” (Estado), Cesare Battisti, dando-lhe a condição de refugiado político, ecoou amplamente nos jornais desta quinta-feira, 15. Foi também o gancho para uma cobertura circunstanciada do caso desse antigo militante da organização radical Proletários Armados pelo Comunismo, condenado em seu país à prisão perpétua por quatro assassínios cometidos nos anos 1970.


Os italianos, o ministro, os advogados de defesa, outros profissionais do direito e um que outro político, tiveram todos espaço para os seus argumentos. Nenhum jornal, naturalmente, deixou de registrar que em novembro passado o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça se opôs por 3 votos a 2 à concessão de asilo a Battisti. Mas só a Folha deu que o veto foi influenciado pela representante do Itamaraty no organismo, Gilda Santos Neves, que – diz a matéria assinada por Eliane Cantanhêde e Simone Iglesias – “considerou a pressão da Itália pela extradição”.


A mesma matéria, por sinal, foi a única a informar que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, “presa e torturada durante o regime militar”, esteve presente ao encontro em que Tarso Genro “convenceu” o presidente Lula a autorizá-lo a conceder o asilo, apesar do voto contrário do Conare – e embora o assunto já estivesse para ser julgado do Supremo Tribunal Federal (STF), com parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pela extradição.


A Folha não revela o que a ministra estava fazendo na reunião de Tarso com Lula, nem se ela opinou sobre o caso e muito menos se a sua traumática experiência a levou a defender a permanência de Battisti no Brasil.


No Estado, o que mais abriu as suas colunas ao ministro – até porque ele foi na véspera ao jornal, onde deu entrevista à “TV Estadão”, a seção de vídeos da sua edição online – Tarso comentou:




“Se fosse considerar a minha trajetória política pessoal, teria dado a extradição. Sempre deplorei esse tipo de atividade política, atentados pessoais, terrorismo, violência armada. Eu, na verdade, contrariei minha tradição política.”


O comentário aparentemente se deveu à observação do entrevistador de que um dos advogados de Battisti, o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalg, é do mesmo partido do ministro e foi por ele recebido antes da concessão do benefício. “Recebi também visitas do embaixador italiano, que manifestou o desejo do seu governo de que Battisti fosse extraditado”, atalhou Tarso.


Previsivelmente, a imprensa lembrou a história dos boxeadores cubanos Guilhermo Rignondeaux e Erislandy Lara, que abandonaram a Vila Olímpica do Rio, no decorrer do Pan, em julho último, e foram repatriados rapidamente a Cuba, “sem qualquer processo formal”, como lembra O Globo na nota “Dois pesos e duas medidas”.


Numa passagem esquisita do texto, o jornal assinala que “na época, a PF alegou que eles recusaram pedido de asilo. O procurador Leonardo Luiz Figueiredo visitou os boxeadores e fez a mesma oferta, que foi recusada’. Ora, se ele “fez a mesma oferta, que foi recusada”, não é exato escrever que a Polícia Federal “alegou” – verbo usado comumente para sugerir que a afirmação pode não ser verdadeira.


Das vantagens de ir a uma redação: no Estado, o ponto-de-vista de Tarso a respeito mereceu nada menos de 20 linhas de coluna, concluíndo com a palavra do ministro:




“Houve exploração política do episódio. Outros cubanos pediram refúgio e ficaram no Brasil, sem nenhum problema.”


Quais e quando não lhe foi perguntado.


O ministro explica que negou a extradição porque ele foi condenado à prisão perpétua “sem que pudesse se defender propriamente” – o que deixou as autoridades italianas enfurecidas. “É um insulto ao nosso sistema de Justiça e é uma vergonha para as vítimas do terrorismo e seus familiares”, indignou-se a subsecretária de Justiça Elisabetta Alberti Casellati, citada pelo Globo.


Tarso, a rigor, encampou os argumentos da defesa do italiano, que sempre negou os crimes de morte que lhe foram atribuídos. Primeiro, como disseram os advogados em nota, “chegou-se ao cúmulo de condená-lo por dois homicídios ocorridos no mesmo dia, quase na mesma hora, em cidades, Udine e Milão, separadas por centenas de quilômetros”. (No caso do assassínio de um comerciante ferido em um assalto do grupo de Battisti, a Justiça lhe atribuiu a coautoria moral, “já que ele não estava na cidade onde ocorreu o crime”, lembra o Globo.)


Segundo, uma perícia francesa concluiu que a procuração do advogado que o representava na Itália no julgamento de 1993 – ele havia fugido para a França, onde recebeu asilo, depois revogado –, foi falsificada.


Terceiro, quem o acusou dos homicídios foi apenas um companheiro que aceitou uma oferta de delação premiada e mudou de identidade – “ou seja, desapareceu”, destaca Tarso.


Quarto, quaisquer tenham sido, os delitos praticados por Battisti foram políticos — e a tradição brasileira, nesses casos, é de dar asilo.


Quinto, o Brasil não extradita fugitivos condenados em seus países ou à morte, ou à prisão perpétua.


É “um deboche cruel”, reagiu o presidente da Associação dos Parentes das Vítimas de Cesare Battisti, Adriano Sabbadin, filho de uma das supostas vítimas dele, em carta ao presidente Lula – também citada no Globo, que mais destacou os protestos italianos.


No Brasil, as mais duras críticas a Tarso, publicadas no Globo, partiram do juiz aposentado Wálter Fanganielo Maierovitch. Ele chega a dizer que, depois de “defender um assassino”, o ministro não pode mais cobrar punição para os torturadores da ditadura militar brasileira – o que pode, ou não, ter nexo.


Um ponto da maior importância – que se contrapõe à acusação da Folha de que Tarso “atropelou” o julgamento do STF, previsto para este semestre – só apareceu no Estado.


A repórter Mariângela Gallucci (ao lado do colega do Valor, Juliano Basile, a mais bem informada setorista do Judiciário em Brasília) apurou que o Supremo tenderia a rejeitar a extradição de Battisti, porque os oponentes da medida “poderiam provar que o caso tinha fundo político”. E explica:




“O Estatuto do Estrangeiro prevê que o STF não concederá a extradição quando o fato imputado ao suspeito, acusado ou condenado, constituir crime político.”


A ciclista e a turista


Questão de critérios: a Folha deu mais espaço (e com chamada na primeira página) à morte acidental de uma funcionária pública mineira em férias na Bahia, quando passeava de parasail, um tipo de paraquedas puxado por uma lancha, do que ao atropelamento fatal de uma ciclista na Avenida Paulista, vítima de um motorista de ônibus que tentava ultrapassá-la.


O Estado ignorou o infortúnio da turista. Em contrapartida, deu uma aula de jornalismo à Folha, ao cobrir exemplarmente, na primeira página inteira do caderno Metrópole, mais esse caso de barbárie urbana em São Paulo.


Essa é a cidade onde “todos os dias”, informa o competente repórter Rodrigo Brancatelli, “o trânsito mata em média 4,3 pessoas e fere com alguma gravidade pelo menos outras 72 – uma ‘epidemia’ que faz mais vítimas fatais que aids, insuficiência cardíaca e tuberculose.


A carnificina paulistana – cujas baixas a Secretaria Municipal de Transportes se recusa a revelar – tem de ser pauta permanente da mídia. É infinitamente mais importante, por exemplo, do que as caneladas entre os políticos em disputa da presidência do Senado, de que a imprensa se ocupa com zelo e regularidade.

Todos os comentários

  1. Comentou em 14/06/2009 Júlia Maria Albuquerque

    O que mais me impreciona é a facilidade que este senhor ‘Cesare’ tem de convencer as pessoas de que ele é um santo, ele foi preso no rio de janeiro, mas antes disso residiu em Poços de Caldas(MG) hospedou-se em Pouso Alegre onde contou com a ajuda de suas grandes amigas brasileiras e por ai foi viajando e escrevendo ,, levantando fundos$$$$ para pagar nosso nobre colega. Por mim esse cara já estaria na Itália.

  2. Comentou em 29/01/2009 Antonio Carlos Silva

    Percebendo a ação anti-nacionalista desta porca mídia, dos seus fiés reacionários e (infelizmente) de muitos inocentes úteis que os seguem feitos bios indo para o abate, eu já estou me precavendo contra possível reação violenta de ítalos-brasileiros, haja vista que a partir de agora (até 2011) qualquer agressão de italianos aos brasileiros, terão o apoio incondicional por parte dos quinta colunas .

  3. Comentou em 26/01/2009 Janaina Jisbrila

    Battisti é notadamente um preso político, independente de qualquer coisa é a isto que devemos nos ater, pois é o que torna legal, moral e constitucional a decisão do governo brasileiro, que não deve voltar atrás em algo que faz parte da sua SOBERANIA.
    É inadmissível curvar-se diante das ameaças do governo italiano.
    O governo brasileiro já cometeu erros gravíssimos extraditando inocentes que deveriam ter sido protegidos por nós, em nome da justiça que não tem pátria.

  4. Comentou em 19/01/2009 Ivan Moraes

    ‘Estamos quites!’: o ponto eh excelente, mas antes sesse tao simples. Nao s. Porque razao ainda nao existe lei internacional que decide previamente quais paises podem deportar pobres, quais podem deportar ricos, quais partidos podem pedir extradicao, quais nao podem, e finalmente, quais governos de direita podem pedir extradicao e quais nao podem. Do jeito que esta, fica dividindo o pais entre uma elite podre que sempre esteve do lado dos ricos e sempre atacou diretamente quem nao tem dinheiro, elite que por sinal tem controle da media, portanto da espionagem mediatica, enquanto quem quer ter uma ideia do que o Brasil deveria fazer eh forcado a tomar lado sem saber do que aconteceu na Italia com o omni-presente criminoso -que praticou dois assassinatos em duas cidades diferentes aa mesma hora. Divide por partido a nivel de lei internacional de uma vez porque esse caos ja encheu o saco… ta com cara de planejado pra favorecer os de sempre. Porque razao a falha publicou aquele artigo hoje de um dos prosecutors do italiano quando esta simultaneamente -e sem a menor ambiguidade- ao lado de Daniel Dantas? Pensando bem, da pra legalizar o terrorismo mediatico por partido, a nivel de lei internacional tambem? Simplifica tudo…

  5. Comentou em 19/01/2009 Ivan Moraes

    ‘o governo italiano,ao ser solicitado, negou o pedido de extradição do mesmo’: eh, quantos ricos nos ja vimos sendo deportados mesmo? Ah, sim, o…. nao espere, o… nem sequer um.

  6. Comentou em 19/01/2009 Carlos Cruz

    A Itália negou a extradição de Salvatore Cacciola quando solicitada pelo Brasil. Agora, baseado no mesmo princípio da Itália – respeito à Constituição – o Brasil nega a extradição de Battisti. Estamos quites!

  7. Comentou em 19/01/2009 Menjol Almeida

    Penso que o Brasil deveria ‘convidar’ todos os assassinos das ditaduras chilena, paraguaia, argentina, etc. a ter asilo político no Brasil, o império bananeiro.

  8. Comentou em 19/01/2009 Guilherme Louzada

    Tem gente misturando alhos com bugalhos. O fato de Cacciola ter dupla cidadania acabou com qualquer possibilidade de extradição, e se ele foi condenado à prisão perpétua isso somente demonstra como que a justiça italiana julgou, se ele deve ou não sofrer essa pena, compete à itália. Se ele fosse cidadão brasileiro (o que ainda bem, não é) ele poderia escapar como um [ ] que é. Agora, se o Tarso Genro (que patrolou a decisão do CONARE que votou pela sua extradição) sabe mais que a justiça italiana e se nós precisamos nos afirmar internacionalmente questionando a justiça de outro país e a escumalha fica feliz com isso, que sejam felizes. Depois não reclamem quando nossa soberania é defenestrada junto com a Odebrecht pelo cocaleiro do Moralez. Tomara que Fernandinho Beiramar consiga ir para a Itália ser refugiado político, afinal ‘ele não matou ninguém com as próprias mãos foi *só* o mandante de alguns crimes’.

  9. Comentou em 19/01/2009 Sonia Montenegro

    Para a justificativa que li em um dos comentários de que o Cacciola tem dupla cidadania, e que nesse caso a Itália, bem como o Brasil não extradita, o Battisti está condenado à prisão perpétua, pena que não existe no Brasil e foi condição para a extradição de Abadia, que não tivesse pena maior do que a pena máxima brasileira. Mas vale lembrar que o Sarcozy concedeu asilo político a uma italiana nas mesmas condições de Battisti, e nem por isso o Berlusconi deu uma de macho prá cima da França. Felizmente, não somos mais um país submisso às grandes potências, como sempre fomos no passado, e é bom que saibam muito bem disso!!!

  10. Comentou em 18/01/2009 Fernando Carvalho

    Precisamos começar uma campanha para que o governo italiano retire o direito a dupla cidadania para a família do presidemente, aí sim veremos até onde a defesa da ideologia resiste.

  11. Comentou em 18/01/2009 Guilherme Louzada

    E parem de falar bobagem sobre Cacciola. Sou estudante universitário e vejo ‘doutores’ falando asneira sobre o caso dele. Esse sujeito possui dupla cidadania. A Itália ASSIM COMO O BRASIL não extradita os seus próprios cidadãos. Como tem gente limitada nesse meu país. Gente que concluiu um curso superior e não conhece a constituição. Se não me engano vi advogados falando no caso do Cacciola nesses comentários. Por isso que a minha geração anseia por sair desse buraco, pois os nossos exemplos são esses ‘seres’ cujos comentários estão abaixo, totalmente desprovidos de informação. A geração anterior à minha (sou de 85) destruiu o meu país com hipocrisia e corrupção (sob a forma do jeitinho brasileiro) e agora arrota moralidade.

  12. Comentou em 18/01/2009 Guilherme Louzada

    Ótimo, somos o país bom que dá refúgio a refugiados políticos condenados. Podemos abrigar todos os generais assassinos das ditaduras sul-americanas. Que maravilha! E óbvio que a nossa justiça pode sobrepor-se à italiana. Somos mais desenvolvidos que eles. Podemos constatar iss no modo como lidamos com a nossa máfia e eles lidam com a deles. Agora assassino, membro de uma organização autodeclarada ARMADA virou Cristo. Tristes tempos, estamos mal de profetas…

  13. Comentou em 18/01/2009 Marcio Varella

    Só para acrescentar alguns dados ao excelente artigo do Weis. Ontem, sábado, o UOL publicou uma entrevista com o filho de uma das supostas vítimas do Cesare. O pai dele, segundo o próprio filho, foi assaltado e acabou matando um dos ladrões, que faria parte da tal organização a que o Cesare pertencia. Diz o filho que o pai foi morto na frente dele por uma suposta vingança e que o Cesare não estava entre os que mataram seu pai e que soube, não se sabe por quem e nem por onde, que o Cesare havia matado outra pessoa bem longe dali. Mesmo se apoiando em suposições, o sujeito quer vingança e elegeu o Cesare como culpado pelo fato de ser um hemiplégico. São esses e outros detalhes que são desprezados pela opinião pública de uma maneira geral e pela imprensa em particular. Não sei porque a imprensa não se interessou, mas acredito que as eleições na Itália devem estar bem próximas e a direita italiana, como sempre fez, quer agora um Cristo para combater a esquerda. E o Cristo da vez se chama Cesare Battisti.

  14. Comentou em 18/01/2009 Sílvio Miguel Gomes

    Consta nos autos que Cesare Batisti participou diretamente dos dois homicídios (pelo menos é o que se depreende), não venha com essa conversa de participação intelectual! O mais divertido é a ameaça da Itália de sabotar o Brasil. Infelizmente a Itália está definhando. A Itália não tem mais importancia nenhuma no mundo.

  15. Comentou em 17/01/2009 antonio carvalho

    Ainda há pessoas que estranham o fato de alguém participar de dois homicídios em dois lugares ao mesmo tempo. Pode ser coautoria, autoria intelectual e em outro participação direta. Isso é mais comum do que andar pra frente. O acolhimento do criminoso Batisti serve para confirmar a triste imagem colada em filmes estrangeiros de que todo criminoso bem sucedido (ou mal) vem se refugiar no Brasil. Pelo jeito tem gente que gosta.

  16. Comentou em 17/01/2009 Marcio Varella

    Se o Cesare fosse um militante da direita, com certeza todos os meios de comunicação do país estariam apoiando a Constituição brasileira, que proíbe a extradição de asilado político. Não somente os meios de comunicação, mas 80% dos políticos brasileiros. Resumindo: o preconceito contra a esquerda domina a política e os meios de comunicação. Mesmo assim, um representante da esquerda governa o país ouvindo sempre os vários e não apenas dois lados das questões e não tem medo e nem vergonha de ter ao seu lado pessoas como o presidente do STF e o procurador-geral da República, ambos supostamente ex-militantes da TFP.

  17. Comentou em 17/01/2009 Flavio Salles

    Eu tinha dúvidas, agora não mais:

    DEVEMOS ARGUIR SUSPEIÇÃO no caso Battosto, Hão adrede (EX?)terroristas na Cúpula do governo para que o caso seja julgado ao acaso.

    Lula perdeu o dedo mas não quer perder um Tarso.

    Weiss, deixa de frouxura mano ! ! !

  18. Comentou em 17/01/2009 maria de fátima araujo de morais

    A Itália não autorizou a extradição do ladrão de colarinho branco
    Salvatore Cacciola. Então, não há motivos para ‘tremer’ diante da
    Itália, que condenou alguém à prisão perpétua.
    Não podemos esquecer que Cacciola foi preso no Principado de
    Mônaco.

  19. Comentou em 17/01/2009 João Humberto Venturini

    Weis: o outro cubano q o Tarso se referiu é um jogador de handbol q apareceu até em reportagem da Globo. Esse garoto pediu asilo e conseguiu e q eu saiba está até hj aqui no Brasil e mora com outro cubano. Isso é paranóia guerra fria da imprensa.

  20. Comentou em 17/01/2009 Jorge Washington Astigarraga

    Quando o banqueiro Salvattore Cacciolla fugiu para à Itália,após ter
    uma liminar concedida pelo STF,o governo italiano,ao ser solicitado, negou o pedido de extradição do mesmo.Não se soube de nenhuma gritaria da imprensa italiana,dos seus parlamentares ou de ministros .Salvattore só foi preso,porque decidiu sair da Itália e gastar um dinheirinho nosso em Mônaco.Na vizinha Suíça,mora um assassino julgado e condenado pela morte de uma jovem,fugitivo da justiça brasileira,cujo pai,mandou-o para lá,ao saber que poderia ser condenado aqui.Também,não se soube de nenhuma gritaria.Um ex ditador paraguaio ficou asilado aqui,pelo tempo que ele julgou conveniente.Por aqui,a nossa imprensa,nem um pio.Se, o governo agiu certo ou não,se o acusado é culpado ou não,se foram crimes políticos ou não,são outros quinhentos.O que não dá pra engolir,é a tentativa de se criar um fato internacional,onde ele não existe.Tenho certeza que Brasil e Itália tem assuntos com mais prioridade do que este. Ou já esqueceram de Olga Benário,extraditada pelo Brasil,para ser morta em uma câmara de gás nazista,mesmo estando grávida e,sendo casada com um brasileiro.

  21. Comentou em 17/01/2009 Victor Schulz

    A Itália na década de 70 e 80 tinha todas suas instâncias jurídicas corrompidas pela máfia e pelos empresários como é no Brasil hoje. A extradição seria válida se um novo processo e julgamento fosse realizado e não naquelas condições onde se preseguia somente por motivação política. Esse é preço que o governo vai ter que pagar, a chiadeira da oposição.
    Olha, o nosso país vai caminhar para uma guerra civíl com essa discussão entra a direita e a esquerda.
    Saudações

  22. Comentou em 17/01/2009 Moacir Teles Maracci

    Bem, parece que há mesmo dois pesos e duas medidas nas coberturas da grande (?) imprensa. Na verdade, não cobrem nada, suas narrativas são editoriais disfarçados. A propósito do caso do ‘terrorista’ italiano, o que me chama a atenção é: a Itália abrigar um foragido da justiça brasileira como é o caso do Cacciola…poooooooooode! Já o governo brasileiro tomar a decisão soberana que lhe coube tomar no caso de Battistti….num poooooooooode! A tal grande (?) imprensa brasileira está prrecisando de um choque de vergonha na cara!. É isso. (Perdão, Pasquale).

  23. Comentou em 17/01/2009 antonio barbosa filho

    Qualquer ato deste governo empolítica internacional será sempre massacrado pela mídia cartelizada. Pretende-se desmoralizar a conduta soberana do Brasil, seja em seu bom relacionamento com governos de esquerda, seja em sua posição independente diante de governos de direita.
    Neste caso, parece que estamos lendo a mídia italiana, e não a brasileira. Declarações de autoridades italianas criticando a decisão soberana e legal do Brasil aparecem como verdades absolutas, inquestionáveis, La Veritá.
    Qual é o problema da Itália chiar contra nosso ato? Ela tb chiou quando a França fez exatamente a mesma coisa com uma condenada pelos mesmos motivos, há cerca de dois meses.
    Para a mídia brasileira, a Itália pode e deve atritar-se com o Brasil. Vá torcer contra o Lula assim lá em Piemonte…

  24. Comentou em 16/01/2009 José Carlos dos Santos

    Claro está que a imprensa prefere esquecer, que Stroessner teve o mesmo benefício, e viveu tranquilamente por aqui, não se esclarece em nenhum momento se a lei foi ou não aplicada corretamente, faz-se um chamamento vil em manchete ‘Ministro dá asilo a terrorista. E não se levanta também em nenhum momento o caso Cacciolla, que lá na bota vivia como um rei com dinheiro roubado do povo brasileiro, condenado aqui também. Quantos aos pugilistas cubanos, mostrem-me o pedido de asilo assinado por eles, todos sabem que o destino que queriam não era o Brasil, e sim os EUA.

  25. Comentou em 16/01/2009 Edward Wilson Martins

    O artigo é esclarecedor, o italiano não foi condenado porque de arma em punho, faca, revólver ou punhal, assassinou ou aleijou pessoas. Aquela da condenação por coautoria moral, “já que ele não estava na cidade onde ocorreu o crime”, é de arrepiar. Haverá uma cumplicidade do governo brasileiro se esse cara for extraditado e ficar lá, preso até o último de seus dias. Se “o Brasil não extradita fugitivos condenados em seus países ou à morte, ou à prisão perpétua.”, é PT, ponto final, não há mais o que discutir. E se houve crime político, reconhecidamente assim, como é que fica…? É difícil ficar contra ou a favor, em se tratando de cidadãos comuns, como somos todos nós, mas na posição de advogado de defesa que cada um pode assumir há carradas de argumentos a favor da NÃO EXTRADIÇÃO. Quem não se lembra daquele assaltante do “Trem Pagador” Inglês, que depois de viver no Brasil durante décadas foi terminar seus dias numa prisão inglesa…?

  26. Comentou em 16/01/2009 Renata Vieira

    Muito bom artigo. bastante esclarecedor. Acho que devemos lembrar que este é o Observatório da Imprensa. O autor fez um comparativo tão completo quanto permite o limite de espaço e deixou claras as qualidades e deficiências de cada abordagem. Quanto aos que julgam Cesare Battisti culpado ou inocente, provavelmente conhecem profundamente os autos…
    Deve ser lembrado que o ministro Genro usou das suas atribuições, não haven qualquer ‘atropelamento’ seja ao STF ou ao Conare (este um orgão a ele inferior).
    Parabenizo a intervenção nestes comentários do procurador Leonardo Luiz Figueiredo. Um servidor público dedve sempre prestar satisfações à sociedade. Foi o que ele fez concisa e sobriamente.

  27. Comentou em 16/01/2009 Paulo Cunha

    Para quem precisar de informações detalhadas sobre o historico
    deste conflito sugiro o site http://www.palestineremembered.com.
    A primeira pagina é simbolica, com um cidadão palestino mostrando
    as chaves originais de sua casa que subentende-se foi tomada por
    Israel nestes tantos anos de crimes contra a humanidade que os
    israelenses e aliados imputaram ao povo palestino. é um icone.
    È preciso entender o motor desta guerra. Não é religiosa.
    Não simplesmente uma briga territorial. Todos sabemos de onde vem
    o dinheiro para isso, para manter estes festivais de bestialidade
    tecnologica e gastos militares. O fato é que para entender realmente
    o conflito é preciso remontar ao seculo III. e seguir a linha do tempo
    ate hoje. Façamos nossa parte como cidadãos. Concordo com os
    comentarios de que Israel perdeu muito mais do que imagina neste
    conflito. Os meses que se seguem dirão, quando o apoio financeiro
    escassear fronte à crise que se espalha pelos seus financiadores.
    O povo Judeu não merece este governo, nem esta ingerencia dos
    impios que movem este macabro projeto adiante.

  28. Comentou em 16/01/2009 ubirajara sousa

    Não sei o que mais me assusta: se o partidarismo explícito do artigo, ou se alguns comentários expostos, por pessoas por demais conhecidas e que parecem possuir carimbos de suas opiniões para simplesmente estampá-las em todo e qualquer assunto. Não importam as suas profissões (declaradas): eles são doutores em tudo. Xô urubus!

  29. Comentou em 16/01/2009 Hélcio Lunes

    Nenhuma novidade em se tratando do guvernu da cumpanherada! Afinal, quem esteve envolvido na decisão de dar ‘asilo’ ao terrorista assassino Cesare Battisti, esteve envolvido até a medula com crimes ‘políticos’, mais ou menos na mesma época em que o italiano espalhou terror.
    A se lamentar ainda o fato do jornalista/colunista ter cedido à tentação de ‘julgar’ o julgamento feito na Itália, que condenou e sentenciou o terrorista a prisão perpétua.
    A Itália era, e é uma democracia, com sistema judiciário livre, sendo portanto um rematado absurdo querer em meia dúzia de linhas, questionar se o julgamento foi justo ou injusto!
    Bem típico aliás do pessoal de esquerda, para quem a ideologia se sobrepõe à lei, aos valores, à civilidade enfim.

  30. Comentou em 16/01/2009 Flavio Salles

    Grande dúvida:

    Será que sobre a decisão de Ministro Tarso Genro ( e do PT) não caberia ARGUIÇÃO DE SUSPEIÇÃO dado ao número de Ex-Terroristas na Cúpula do Atual Governo ?

    Vide este link:
    http://www.ternuma.com.br/aonde.htm

    ????????????????????????????????????????????????????/

  31. Comentou em 16/01/2009 Angelo Azevedo Queiroz

    Não costumo contraditar os comentaristas nesse espaço, até porque muitos comentários não são fruto de uma reflexão sobre o caso concreto, mas o registro de uma militância política estridente. De mais a mais, também eu não sou isento e imparcial e nem acredito em tal coisa. Porém, como todo jogo, o das divergências tem suas regras e, entre elas, está a lógica da argumentação e o respeito aos princípios gerais do estado democrático de direito. Assim, o recuso batido de reduzir a repercussão negativa de qualquer ato do Governo Federal à mera intriga da imprensa e responder a uma acusação com outras acusações (estratégia típica de campanha eleitoral. É sempre o mesmo: e o Serra, por que não falam disso e daquilo? pouco importando a relação entre o Governo de SP e o objeto em discussão) em um caso que envolve terrorismo e assassinato é de uma pobreza intelectual e moral que assusta.

  32. Comentou em 16/01/2009 ibsen Marques

    Nesse cobertura podemos notar como a parcialidade a influencia. Nenhum dos jornais foi capaz de equilibrar o jogo entre os dois lados proporcionando as mesmas possibilidades de argumentação. O Estadão claramente retribuiu a visita de Tarso à emissora. Já a folha precisava rapidamente condenar o governo que ela combate vigorosamente e assim vai. Com relação a cobertura do acidente em São Paulo, nada demais. A população já está anestesiada com eles. Não se comovem mais com a violência institucional do trânsito. Tanto isso é verdade que a imprensa ignora e os órgãos de fiscalização idem. O que interessa mesmo é a arrecadação de multas no melhor estilo industrial. Essa não enfrenta crises de mercado

  33. Comentou em 16/01/2009 Felipe Faria

    Surpresa? Nenhuma. O governo atual fez suas escolhas determinadas pelo relativismo moral em todas as oportunidades que laparecem.

  34. Comentou em 16/01/2009 Thomaz Magalhães

    A atitude do cumpanhêro Tarso Genro traz cristalina a visão do lulopetismo a respeito de ditadores e terrooristas: são gente de respeito, seu norte moral e ético. Battisti é defendido por escrito por ‘intelectuais’, pelos petistas, pelos esquerdos, pelo governo Lula. E por Lula. A presença da ministra Dilma Vânia no encontro citado aí na matéria com Tarso Genro é sintomática. Motivo de orgulho para a militância lulopetista. Essa gente está feliz, comemorando a decisão de Tarso Gento em favor do terrorista das Brigadas Vermelhas. Ou não?

  35. Comentou em 16/01/2009 Paulo Bandarra

    É um absurdo mesmo. O criminoso de morte, e não de tortura, recebe a ajuda do governo para ficar no país ao arrepio da lei e do respeito. Crimes políticos de combate a estes terroristas são alegados imprescritíveis e contra a humanidade. Matar é perdoável, torturar para combatê-los é imprescritível. Os nossos ‘progressista’ hoje no poder defendem a revanche contra os que os derrotaram, felizmente, quando intentavam impor uma ditadura perene no país. Hoje perseguem aqueles que a lei da anistia perdoara. E se locupletam do dinheiro público pelos crimes que fizeram. Saliente-se que na Itália era um regime democrático que tentavam derrubar. A mentira daqui que lutavam para recuperar a democracia. Coisa que socialistas desprezam. Coisa de burguês, de capitalista. Todas estas bobagens de liberdade de imprensa e de opinião. Dois pesos duas medidas. Nosso ministro de relações exteriores viaja para o oriente médio mas apóiam as FARCs e nunca viajou a Darfur para deter a crise humanitária onde não se lança foguetes, homens bombas, juram de morte.

  36. Comentou em 16/01/2009 Alexandre Carlos Aguiar

    Independente das repercussões, o governo brasileiro tomou uma maravilhosa bola nas costas nesse caso. Poderia passar despercebido, pois não agrega e nem retira nada. Todavia, pelo visto, há regras a ser seguidas no STF quanto aos estrangeiros e o Ministro da Justiça, parece-nos, seguiu a lei. De qualquer forma, o PIG elevará à 10a. potência o caso com todo o direito que tem em defender os interesses dos demo-tucanos.

  37. Comentou em 16/01/2009 Marcos Teodoro Figueiredo

    O comentário de Angelo Azevedo Queiroz foi direto ao ponto. Crimes políticos muitas vezes tem sido desculpa para criminosos comuns se beneficiarem de asilo e terem garantida sua impunidade, como foi o caso daquele casal canadense que participou do sequestro de Abilio Diniz e hoje vivem livres no Canadá como se nada tivessem feito.

  38. Comentou em 16/01/2009 Leonardo Luiz de Figueiredo Costa

    Perdoe-me a intromissão na exposição de um assunto que não me diz respeito: a concessão do refúgio ao Cesario. Mas, fui citado em relação aos boxeadores cubanos…
    Era uma sexta-feira de tarde e um jornalista ligou para o MPF e me contou que a PF estava com os cubanos que desertaram no PAN e que a imprensa não estava tendo acesso a eles e que a polícia dizia que eles queriam voltar para Cuba.
    Bem, achei tudo muito estranho (como toda a opinião pública) e determinei ao delegado-chefe da PF em Niterói que me apresentasse os Cubanos. Para evitar problemas com o deslocamento deles, eu fui até o hotel onde se encontravam e conversei reservadamente com eles. Tentei explicar quem eu era, o que fazia, minha independência do governo e ao mesmo tempo os poderes de minha função. Eles estavam calmos, serenos e falavam que não queriam mais ficar no Brasil. Ofereci várias vezes ajuda. Eles recusavam. Pq motivo? Não sei e acho que nunca saberei (problemas com empresários, ameaças, esperança de perdão, medo, família, saudade, arrependimento etc). O fato é que era – por algum motivo – a vontade deles, naquele momento. Não pareciam tensos, assustados, nem nada do gênero. Sem um pedido deles, eu nada podia fazer para mantê-los aqui (salvo pedir a prisão deles! O que seria absurdo…).
    Agora, o governo foi muito infeliz em providenciar com tanta rapidez a saída deles…e paga por isso até hoje.

  39. Comentou em 16/01/2009 Angelo Azevedo Queiroz

    Acho que a cobertura do Estadão diferiu da Folha apenas por dar mais espaço às desculpas esfarrapadas do Ministro, pois:
    1) o Conare já havia deliberado e só por um interesse superior da sociedade Brasileira faria sentido atropelar um parecer desse órgão.
    2) Se o voto do Itamraty teve em conta apenas circunstâncias de política externa, isso não diminui a importância do argumento, pois o Itamaraty está representado no CONARE justamente para avaliar este aspecto.
    2) A Itália é um estado democrático de Direito e não há razões para por em discussão a existência do devido processo legal. Essa desculpa , aliás, é a mais furada de todos, pois o STF estava examinando os autos e está mais habilitado do que o ministro a se pronunciar tecnicamente sobre os aspectos processuais.
    3) É falso que o Brasil não extradita condenados à morte ou à prisão perpétua. Extradita sim. Basta o requente aceitar comutar a penas.( lei6.815/80).
    4) Se se admite que assassinatos de Battisti foram políticos, admite-se que alguém tem o direito de matar por sua causa. Daí deve-se admitir que os torturadores também têm o direito de torturar pela causa em que acreditavam.
    Como vê, a cobertura da Folha foi melhor, pois falou menos e disse menos besteira.

  40. Comentou em 16/01/2009 Angelo Azevedo Queiroz

    Caro Weis sobre a informação reproduzida no seu texto :“chegou-se ao cúmulo de condená-lo por dois homicídios ocorridos no mesmo dia, quase na mesma hora, em cidades, Udine e Milão, separadas por centenas de quilômetros, não há absurdo nenhum não faz nenhum sentido como argumento de defesa, pois Battisti era o cabeça e da organização terrorista e determinava as ações do grupo, naõ havendo mesmo nenhuma razão para não culpá-los pelos dois crimes.

  41. Comentou em 15/01/2009 dante caleffi

    Munição fresca .É, tudo do que o PIG precisa ,para manter sob’fogo’ ,o perpétuamente fustigado governo Lula. Sobre as mazelas administrativas,desabamentos de metro, violência policial, assalto e arrastões por atacado,sequestros e outras barbáries em São Paulo,mutismo total! Inundações recorrentes,naufrágios urbanos, apagões, homicídios viários, cáos e engarrafamentos dignos do Guiness, a paulicéia emudece e sua imprensa nem pia. A ordem é:preservar Serra à qualquer custo. Até, quando?

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