Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Assessor de Lula ameaça e xinga

Por Luiz Weis em 25/11/2006 | comentários

O professor Marco Aurélio Garcia, assessor internacional do Planalto e presidente interino do PT, acaba de dar valiosa contribuição para a crispação das já mal paradas relações entre o governo e a mídia brasileira.


Ele o fez por uma combinação sulfurosa de idéias com as palavras a que recorreu para manifestá-las.


Numa alentada entrevista ao repórter Fábio Zanini, na Folha de hoje, ele fez duas afirmações que se enquadram numa coisa ou na outra.


Ele expressou a idéia de que as revistas deveriam ‘refletir’ sobre o fato, a seu ver espantoso, de estarem entupidas de propaganda oficial, mesmo depois de terem se transformado em órgãos de difamação política.


Ora, sempre que a própria mídia, que veicula a publicidade oficial, critica o aumento dos gastos do governo com essa rubrica, a resposta é que o governante tem obrigação de prestar contas à sociedade dos seus atos.


Disso decorre que a prestação de contas será tanto mais efetiva quanto mais numerosa for a parcela da sociedade que ela alcance. Se assim é, ao escolher por meio de que jornais, rádios e emissoras cumprirá a sua obrigação, deverá logicamente levar em conta o alcance de cada órgão de mídia.


Se um desses veículos se transformou num órgão de difamação política – o que é a pura verdade, no caso de uma revista que todos sabem qual é – tanto pior.


Enquanto ela for o semanário noticioso de maior circulação no país, faz todo o sentido que o governo ali compre espaço comensurável com essa realidade, para divulgar o que achar necessário e legítimo ao maior número de leitores.


O principal, porém, não é isso. Quando o professor Garcia aconselha as revistas a ‘refletir’ sobre as suas receitas publicitárias oriundas do setor público federal, não obstante a sua linha difamatória, a ameaça é inequívoca. O governo poderá diminuir, ou cortar, os seus anúncios nesses periódicos.


Sempre lembrando o apregoado caráter de utilidade pública da publicidade oficial, aquilo é tão inaceitável quanto o seu avesso – comprar apoio na mídia em troca de comerciais.


Durante décadas, na democracia e na ditadura, quando o setor estatal gastava proporcionalmente mais do que a empresa privada nesse departamento, governos puniram órgãos de comunicação desafetos (o caso do Correio da Manhã é clássico), cortando-lhes o oxigênio publicitário, e beneficiaram com toneladas de anúncios aqueles faziam o seu jogo, mais depressa do que leva para dizer Rede Globo.


Nem em pesadelo se deve voltar a esse binômio intimidação / corrupção.


Agora, às palavras – aliás uma só – do professor Garcia.


Falando dos comentaristas econômicos de ‘determinadas rádios’, ele disse que a imensa maioria deles vem da ‘mesma malta’.


Isso, malta. Sinônimo, conforme o Aurélio, de ‘conjunto ou reunião de gente de condição inferior, bando, grupo, súcia’.


Como professor, o presidente do PT deve saber que a qualidade dos debates de idéias, ainda que vigorosos, depende visceralmente das palavras que as transmitem. Como figura pública, membro de um governo eleito nas urnas, devia saber que de suas responsabilidades faz parte contribuir para a civilidade do discurso público.


Não por uma questão de boas maneiras. Mas para não deixar que se deteriore a livre manifestação do pensamento indissociável da democracia.


Marco Aurélio Garcia tem todo o direito a considerar que quase todos os comentaristas econômicos formam uma malta. Mas nem tudo que se pode dizer se deve dizer – principalmente na esfera pública.


A menos que a idéia seja chutar o pau da barraca. Se é disso que se trata, a relação entre a mídia e o governo só irá de mal a pior. Para ganho de ninguém.


***


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Todos os comentários

  1. Comentou em 28/11/2006 wilson oda

    Não se pode crucificar a carreira de um jornalista, por causa de uma matéria infeliz. Quem leu a cobertura das eleições desse ano na folha sabe que o Alencar foi um dos poucos(talvez único) jornalistas desse jornal a manter uma postura sóbria e imparcial. De longe, muito longe mesmo, o Sr. Kennedy Alencar é o melhor repórter da Folha.

  2. Comentou em 28/11/2006 Joelson Marques

    Será que não lhe passou pela cabeça que o Marco Aurélio Garcia pode ter simplesmente escolhido mal (ou bem, dependendo do ponto de vista) a palavra ‘malta’ sem com isso querer dar o significado que você forçadamente lhe atribuiu? Se você ficou tão bravo porque eu lhe corrigí, a ponto de dar uma de revisor de texto (expediente fraquinho por sinal), imagino que o Marco Aurélio tem o direito de ficar bravo com a sua tentativa de tripudiar sobre uma escolha de palavras… Para mim parece que neste texto você tentou (como se diz por aí) ‘colocar palavras na boca’ do Marco Aurélio. Aliás é o que pareceu para mim e para todos a quem eu mostrei o texto e pedí opinião. ‘Pegando no pé’ é o termo popular que me parece caber na situação. E obrigado pela revisao do texto. Tomarei mais cuidado na próxima vez, mas tenho certeza que minhas parcas habilidades com a língua não chegam aos pés das suas. Mas isso não desmerece minha opinião, ou desmerece?

  3. Comentou em 27/11/2006 ubirajara sousa

    Sr. Luiz Egypto, não acho que a sua resposta ao senhor Fernando Andrade esteja correta. Eu acho, sim, que é um caso para ser analisado. Por que não? Se a mídia pode questionar, investigar, levantar suspeitas e até ‘criar culpados’, por que nós, humildes e simples leitores, não podemos fazer (e fazer-nos) os nossos questionamentos? Seria o OI um elemento acima de qualquer suspeita? Menos senhor Luiz, menos!

  4. Comentou em 27/11/2006 José Carlos

    Sr, não teria chamado à reflexão no sentido de demonstrar que, ao contrário do exemplo citado por V.Sa. – Diários Associados – o Governo NÃO FAZ DISTINÇÃO DO VEÍCULO pela sua linha editorial? Em tempo, peço sua condescendência caso haja nestas mal-traçadas linhas algum erro, já q sempre digitamos os posts sem qqr tipo de revisão, cada um leitor tentando demonstrar sua própria opinião. E peço tb desculpas por elas não serem as mesmas que V.Sas. excelências da Imprensa, os vestais da verdade fatídica(!).

  5. Comentou em 27/11/2006 taciana oliveira

    Professor Luiz: Desculpe tocar em outro assunto, mas que tal analisar a (i)rresponsabilidade da Imprensa na divulgação de notícias ou invenções afirmando as culpas e ‘conclusões’ sobre o acidente com o avião da Gol? Estão envolvidas delicadas questões familiares, emocionais, de segurança, de Direito e mesmo de relações comerciais internacionais e parece que a aqueles senhores jornalistas(empresas?) não foi informado que publicar coisas tão açodadas, inconclusivas e irresponsáveis pode causar danos irreparáveis. Será que vender jornal(notícia) vale o preço de tantas almas e lágrimas?

  6. Comentou em 27/11/2006 Joelson Marques

    Weis, sua manchete ‘Assessor de Lula ameaça e xinga’ está errada. O Marco Aurélio Garcia não é mais acessor do Lula. É presidente do PT. O que eu não entendo é por que vocês jornalistas acham que podem escrever coisas erradas, deturpar os fatos e colocar termos agressivos e os outros não podem…
    Veja essa sua manchete, ela também está ‘chutando o pau da barraca’, mas você pode, né? Já o Marco Auréli não pode usar nem o termo ‘Malta’, que você já sai atrás de dicionário para tentar levar para o pior lado possível… Que diferença de tratamento!
    Só se explica quando notamos nos textos de alguns jornalistas, que eles tem a convicção que eles podem, mas os outros não… E ficam raivosos quando as pessoas comuns dizem: ‘vocês também não podem’ ou quando falam ‘se vocês podem, nós também podemos’…
    Fala a verdade Weis, vocês acham que são melhores que os outros?

  7. Comentou em 27/11/2006 Ruy Acquaviva

    Pois eu achei que o Sr. marco aurélio garcia foi muito brando. muito mais brando do que o tratamento que eu – como leitor – recebí do Sr. Dines, do Sr. Magoli e do Sr. mesmo Sr. Weis. Fui, na condição de leitor que postou um comentário crítico em relação à imprensa, tratado como radical, empastelador, antidemocrático, aloprado, ensandecido, infame e outros adjetivos ‘leves’ que os Srs. dirigiram a nós, leitores que postaram simpes questionamentos.
    Portanto Sr. Weis, não vejo com que moral o Sr. pretende fazer-se de ofendido com os termos do Sr. Marco Aurélio Garcia usou para dirigir-se a ‘certos jornalistas’…
    É impressinante como os jornalistas supra-citados (que não são os únicos a defender um indefensável privilégio de inquestionabilidade para sua categoria) ficam buscando detalhes de frases e palavras para satanizar o Governo e o PT.
    Isso é apenas uma cortina de fumaça para não debater as mazelas da grande imprensa e a atitude de alguns jornalistas, que felizmente não representam a maioria da categoria, mas estão entre os de maior visibilidade com apoio da grande imprensa, que se comporta como títere do poder econômico.

  8. Comentou em 27/11/2006 Cristiana Oliveira Castro

    É isso que acontece qdo um governo tem a cara do povo que o elegeu. Os representantes têm as atitudes que nós não temos oportunidade de ter. Valeu Marco Aurélio Garcia!
    Ele não chutou o pau da barraca não, chutou foi a imprensa, que o povo já havia chutada faz tempo.

  9. Comentou em 27/11/2006 Karina Ernsen

    O jornalista não é um ser intocável, e a argumentações de que devemos ser respeitados por sermos formadores de opinião, é pura balela. Os formadores de opinião são os empresários que pagam aos jornalistas, que simplesmente ‘prostituem’ seus ideais. Logo, como pode uma pessoa que vende sua idéia ao empresário, dono do jornal, ser um formador de opinião? É muita hipocrisia! E outra, o governo deveria começar a ignorar essa maldita grande imprensa, que só faz o que bem entende. O governo tem que governar para o povo e não para a mídia!

  10. Comentou em 27/11/2006 Márcia Coelho

    Weis, você disse: ‘nem tudo que se pode dizer se deve dizer – principalmente na esfera pública’. Para ser justo, com base em princípios universais, você deveria endereçar o mesmo recado aos jornalistas e às mídias. Ou será que o jornalismo e as mídias não fazem mais parte da esfera pública? Será que já se posicionaram acima dela, na estratosfera olímpico-celestial? Já que você levantou essa lebre da esfera pública, e da postura adequada que se deve ter diante dela, seria bom nos brindar com algum artigo sobre ‘jornalismo, mídias e esfera pública’, para que pudéssemos conhecer melhor seu ponto de vista. Desde já, agradeço.

  11. Comentou em 27/11/2006 Marcelo Rosseti

    O histórico do jornalista, no canto direito do site, mostra bem o seu viés. O emérito professor Marco Aurélio Garcia é um dos mais brilhantes quadros do PT. Ao criticá-lo, a grande mídia conservadora, quer na realidade atacar o PT e o presidente Lula. Na minha humilde opinião acho que um observatório de imprensa deveria, isso sim, ficar de olho nos comentários raivosos (da própria imprensa) do Mainardi, do senhor Alexandre Garcia da Rede Globo. Hoje, por exemplo, no Bom Dia Brasil, falou em alto e bom som do ‘milagre que as privatizações fizeram ao Brasil’. Sem falar na senhora Miriam Leitão, que na epopéia de FHC começava o Bom Dia Brasil assim: acabei de falar com o ministro Malan… Hoje, tece comentários sobre o governo que são de arrepiar. Observe que sou um pequeno empresário brasileiro e, principalmente, não-filiado ao PT. Haja paciência!

  12. Comentou em 27/11/2006 Marnei Fernando

    Quem chutou o pau da barraca foi a imprensa… e a lona caiu em cima de todos vocês… e só vão sair de baixo dessa lona os bons e raríssimos profissionais… aguardemos…

  13. Comentou em 27/11/2006 Fernando Andrade

    Interessante este último texto, sobre comentários do Assessor Especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, presidente também do PT, acerca da publicidade na mídia. Por exemplo, este Observatório é patrocinado pela Ford Foundation e pela construtora Norberto Odebrecht. Sabe-se que esta construtora é grande financiadora de campanhas políticas, estando também envolvida até a medula no caso PC Farias/Collor de Mello (http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11227). Não estaria, também, a Ford Foundation patrocinando para que patrocinem os interesses norte-americanos na imprensa? Ou seja, este Observatório não estaria sendo ‘contaminado’ por ‘investimentos’ de patrocinadores ‘suspeitos’? Poderia ser esta a razão deste Observatório esposar idéias, digamos, ‘direitistas’, deixando de observar o óbvio? Para pensar, para pensar…

  14. Comentou em 27/11/2006 Rogerio Martins

    ‘Mas nem tudo que se pode dizer se deve dizer – principalmente na esfera pública.’ ( Luiz Weis ).

    Pessoal da imprensa tá acostumado mal. Precisa aprender a se comportar para não levar uns ‘carões’ como esse que o professor Marco Aurélio Garcia deu nesses profissionais manés! Não está a imprensa acostumada a regorgitar tudo que bem entende? Levar uma ‘golfadas’ não lhes fará mal a egos tão inflados e vaidosos…

    IMprensa não pode tomar ‘bordoadas’? Quem disse que não pode? Vive dando…

  15. Comentou em 27/11/2006 jose carlos lima

    Sinto que estamos precisando de um Observatório da Blogosfera, uma espécie de OI dirigido à análise dos blogs. É que senti uma vi que os blogs não deram destaque à notícia veiculada site do jornalista Paulo Henrique Amorim acerca da inclusão digital, que pretende colocar um lap top nas mãos de cada estudante brasileiro de escola pública. A mídia tradicional, jornais e tvs, não deram destaque à notícia, acho que nem noticiaram. Este assunto da inclusisão digital tem que ser ponto de honra para nós blogueiros. Isto não é uma cobrança aos amigos blogueiros. Estou apenas chamando a atenção para a importância da notícia que, no caso, passou despercebida, como se a inclusão digital não fosse tão importante para a democratização da imprensa.

  16. Comentou em 27/11/2006 André Brunp

    Acho que o que o sr. Marco Aurélio expressou, tem todo o sentido. Não vejo relevância em proporcionar ganhos publicitários, a meios de comunicação, que de forma irresponsável, mentiram, caluniaram, e tentaram claramente derrubar um governo democraticamente eleito.
    O que eu acho lastimável, é que ele apenas ameaçou. Já deveria ter partido para a ação.

  17. Comentou em 26/11/2006 Luiz Guimarães

    E chamar o Presidente da República de psicopata como fez um cronista da Globo pode ? Ou será que o artigo atribuído ao autor que criou a belíssima cronica amor é prosa sexo é poesia (não sei se inverti) é apócrifo.

  18. Comentou em 26/11/2006 ildefonso lima

    Novamente: não sou petista, nem simpatizante.
    Pelo que leio nos comentários de colunistas tipo Catanhede, Clovis Rossi, editorialistas do Estadão, do Globo e da Folha de São Paulo, não devemos chamá-los apenas de mauta ou apedeutas, mas simplesmente de alcatéia.
    A propósito de tanta manchete e divulgação dos problemas dos aeroportos, como se o País inteiro estivesse num caos, quero dizer que a grande maioria do povo aqui do Ceará, ‘num tá’ muito preocupado com isso, não. Qual a percentagem da população brasileira que se locomove por avião? Muito pequena, não? Mas é gente folgada e que faz parte da minoria que pesa na opinião pública. E cadê manchetes sobre as dificuldades (que são muitas) que enfrenta o povão para se locomover diariamente para ir ao trabalho. Manchetes sobre problemas de aeroporto desestabiliza governo e tenta desqualificar ou desmoralizar ministro. E é isse que interssa a essa mídia, atualmente.

  19. Comentou em 26/11/2006 Hélio Amaral

    Impossível discordar de Weis. Mais dois ou três analistas como este, não haveria tanta grita dos petistas contra a imprensa, mesmo que, como neste caso, o pau corra solto em cima do PT.

  20. Comentou em 26/11/2006 Patrícia Valiño

    É, mas se eu estou à frente de uma revista que alega, digamos, ser moralmente ultrajante o hábito de consumir bebidas alcoólicas, terei que ter um mínimo de decência e não fazer minha receita em cima de anúncios de aguardente…
    Quanto à chutar o pau da barraca, bem – parece que eles não estão mesmo nem aí pra imprensa. Devem ter plena consciência de que esse projeto de décadas de deseducação em massa fez com que a maioria esmagadora da população votante, os eternos ‘carentes’, nem sequer entendam o ‘palavreado bonito’ que sai da boca de Bill e Fafá no JN. Então tanto faz, né? Se só meia dúzia vai se irritar…

  21. Comentou em 26/11/2006 Lica Cintra

    Os jornalistas, de modo geral, não estão suportando críticas, acostumaram-se a não serem contestados. As reações têm sido desproporcionais, ameças e xingamentos ao PT e Lula proliferam que nem chuchu. Quanto ao uso da palavra ‘malta’, sempre a ouvi com o significado de ‘grupo’, ‘turma’ (em Portugal é mais que comum – Toda malta esteve no show…) mas os jornalistas preferem, claro, escolher o sentido que lhes convêm.

  22. Comentou em 26/11/2006 Marco Costa Costa

    Senhor Ivan não espere em pé, pois ficará exausto de tanto esperar. No Brasil o rico continuará mais rico, e o pobre cada vez mais miserável. Espere sentado, ou então deitado? Não se iluda, o salário mínimo do Brasil é o mais vergonhoso do mundo.

  23. Comentou em 26/11/2006 Ivan Moraes

    ‘(…)e usa como argumento o crescimento de paises como China, India ou Argentina, sem informar que nesses países a situacao é completamente diferente, que os salarios sao aviltados, que as regioes que mais crescem sao as ricas, que o meio-ambiente está indo pras cucuias, sao ou nao sao desonestos?’ Jorge Henrique, nao estao, porque a media esta empurrando cifras de bilioes de dolares na cara dos brasileiros por uns 30 anos, entao voce sai nas ruas do Brasil e nao ve aonde eles estao! O que voce ve sao muros altos ate nos bairros pobres. O que interessa aa sociedade brasileira –nao aa media especificamente– eh o prazer de falar em bilioes de dolares. O meio ambiente brasileiro tambem esta indo pras cucuias, e as regioes mais ricas sao tambem as que mais ‘crescem’ (concentram e/ou exportam renda). O ‘crescimento’ que nao houve pouco me interessa se os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres. A redistribuicao de renda que inegavelmente esta acontecendo foi o que ‘parou’ o ‘crescimento’ medivel com bilioes e bilioes. Espere pra ver o Brasil em 10 anos e me diga se eh ou nao eh melhor. Pode ir, eu espero aqui. Mais esgotos, mais agua encanada, e menos pretensao fariam um bem enorme aa sociedade brasileira.

  24. Comentou em 26/11/2006 Tiago de Jesus

    Caro Luiz Weis, eu também o convido a refletir sobre seu artigo. Jornalistas costumam cair em um erro, o mesmo erro, constantemente: usam a edição necessária pela limitação de espaço ou pela natureza do texto, como no caso de uma manchete de jornal, para salientar seu ponto de vista ou dar um spin na notícia na interpretação que lhes convém.
    Pois veja se ASSESSOR DE LULA AMEAÇA E XINGA não é um exemplo acabado deste comportamento. O pior é que o engano apenas se desfaz quando se lê a fonte da informação e percebe-se que o assessor foi mais brando do que sugere o artigo, e teve um comportamento diametralmente oposto àquele que sugere o título do artigo. Reflita, pois, sobre todas as notícias cujas fontes não estão no alcance do leitor, e veja se não há razão na nossa extrema desconfiança com relação à iimprensa, tão tardiamente percebida pela própria.

  25. Comentou em 26/11/2006 Mirna Vieira

    Alguém aqui ainda acredita na globo, folha , estadão???
    eu não…
    falando em globo…http://www.unb.br/acs/unbagencia/ag0305-53.htm
    olha que gracinha o Bonner.
    pena que não tenho mais o link de Roberto Requião quando ele fala de todos os podres dessa rede.

  26. Comentou em 26/11/2006 Marcos Adriano Rodrigues da Silva

    Jornalista é inteligente, mas nem sempre tem hombridade.

  27. Comentou em 26/11/2006 Ivan Bispo

    ‘Não bastam que sejam puras e justas as nossas causas, mas que a pureza e a justiça existam dentre de nós’. A crispação da mídia com o presidente do PT é notória, visual, factível e etc. Qual a justiça que procuramos? Dizer que só o lado da mídia tem poder de expressão e imprensa? Que só a mídia domina o conhecimento?Que só a mídia tem sensibilidade? Não. Todos nós temos o poder de crispar e o presidente do PT tem inclusive o dever de alertar seus filiados para a crispação da mídia. Democracia na mída já! É o que queremos.

  28. Comentou em 26/11/2006 Carlos Franco

    No décimo parágrado a palavra ‘caráter’ está grafada incorretamente.

  29. Comentou em 26/11/2006 Sirio Possenti

    Caro Weis:

    Ontem eu escrevi que preferia a palavra ‘súcia’ a ‘malta’, ou seja, que concordava que os comentaristas econômicos se organizam em bandos (ou em um só bando…) para vender sua opinião como se fosse a verdade. Acabo de ler uma entrevista do Bresser Pereira no Estadão em que ele diz a mesma coisa, mas com mais detalhes. Se não tiver lido (mas acho que leu), ou se tiver pouco tempo, refiro-me à resposta dele à pertgunta ‘Haveria um pseudo-fiscalismo’? Diga, depois de ler, se não se trata mesmo de uma ‘súcia’…

  30. Comentou em 26/11/2006 Aleardo Baraldi

    Em democracia, é preciso haver confronto, sim. O presidente do PT apenas pediu reflexão à imprensa, o que sempre faltou. Quanto à identificação dos comentaristas, esse é o termo apropriado para a entrevista como o é para o momento atual.

  31. Comentou em 26/11/2006 Maria do Carmo

    Jornalista é inteligente: entende tudo direitinho, mas distorce porque acha que somos burros. Vejam:

    “FOLHA – Durante a campanha se falou que quatro anos não eram suficientes para o PT mudar o país. Quanto é preciso?

    GARCIA – Uma mudança não se faz em oito anos, ou quatro. País com um passivo social como o nosso precisa de uma geração para encontrar a embocadura do ciclo prolongado de crescimento.

    FOLHA – O sr. está repetindo o Sergio Motta, que queria o PSDB 20 anos no poder?

    GARCIA – Não estou dizendo que o PT deva ficar. Estou dizendo que precisamos do movimento de uma geração para transformar o país, e gostaria que o PT tivesse papel protagônico. Quem decide é a sociedade.

    Manchete do jornal: “GARCIA DEFENDE PT NO PODER POR UMA GERAÇÃO”.”

  32. Comentou em 26/11/2006 Luís Melo

    Sr Weis:
    Assisti no Jornal Nacional de ontem a notícia sobre o fechamento de um local de rinha de galos. O locutor disse que um dos envolvidos era um deputado. Sobre o partido dele, nenhuma palavra. Pelas regras da imprensa brasileira, deduz-se que não era do PT. Se fosse, apareceria sua imagem, e claro, várias vezes o adjetivo ´petista´.
    Como o Sr. nota pelos milhares de mails que o OI recebe, para nós, consumidores de imprensa, o que está em discussão não é a liberdade de trabalho dos jornalistas, garantidíssima. O que está em discussão, e absoluto descrédito, é a honestidade da imprensa brasileira.

    ]

  33. Comentou em 26/11/2006 Hélcio Lunes

    Engraçado, os jornalistas econômicos são uma malta. Boas são as ‘análises econômicas’ do especialista Stedille, invasor de terras e promotor de baderna no congresso. Se presta até a comentar ALCA, Taxa do dolar, política monetária do BC, etc… Marco Aurélio só livrou a cara do Nassif, e meia cara do Vinícius Torres Freire, o resto, é resto!
    Ou seja, ou se pratica jornalismo chapa branca, governista, ou você vira malta. Você já se decidiu Luiz Weis? O Portal IG, esta contratando!

  34. Comentou em 26/11/2006 Francisco Bezerra

    FOLHA – Deve haver mudança no critério para distribuição de verbas oficiais de publicidade?
    GARCIA – Deve haver um critério amplo. Confesso que fico espantado quando vejo revistas, que se transformaram em órgãos de difamação política, entupidos de propaganda oficial. As revistas deveriam refletir sobre isso.
    … Esse é o trecho da entrevista da Folha. Como garcia, incontáveis habitantes desse país sente o mesmo espanto. O que ele faz é um convite à reflexão. Quem ouve um conselho sabendo que errou tem sempre essa tendência de traduzí-lo em ameaça. E como o Weis é editor-assistente da revista Veja não é preciso dizer mais nada… Mas só para ilustrar:duas pessoas que conheço receberam exemplares da revista Veja com proposta promocional de assinatura. Uma jogou tudo do lixo. A segunda também, mas não sem antes enviar e-mail à revista desautorizando qualquer outra tentativa e ainda cancelou a assinatura já paga de outra revista da Editora Abril. E assim caminha a credibilidade da Veja.

  35. Comentou em 26/11/2006 jorge henrique cordeiro

    Só pra completar: quando um Sardenbergh ou Miriam Leitao da vida critica o governo pelo baixo crescimento do PIB e usa como argumento o crescimento de paises como China, India ou Argentina, sem informar que nesses países a situacao é completamente diferente, que os salarios sao aviltados, que as regioes que mais crescem sao as ricas, que o meio-ambiente está indo pras cucuias, sao ou nao sao desonestos? Por que será que nenhum deles se dignou a comentar o livro do ex-diretor do Bird que mostra claramente que pra China chegar ao nivel do BRasil precisará crescer 10 anos seguidos a taxas de 10% ao ano? Por que nao comentam que as regioes mais pobres do Brasil (norte e nordeste) estao crescendo bastante, o que significa claramente uma redistribuicao de renda no pais? Malta é pouco… (www.escriba.org)

  36. Comentou em 26/11/2006 jorge henrique cordeiro

    mandou muito bem. A maior parte dos comentaristas economicos vem da mesma malta. Na CBN tá cheio deles, Globo idem… (www.escriba.org)

  37. Comentou em 25/11/2006 severino borba borba

    Hoje, eu tenho restrição a TODOS os orgãos de divulgação sabem por que?
    Respeito as leis, o parlamento não respeita as leis vigentes no tocante ao que é publico e privado, estou falando aqui sob o ponto de vista da comunicação de um modo geral.
    Quantos parlamentares são DONOS de TV´e RADIOS? eu não sei, mas existem alguns e NÃO PODE.
    Onde fica a credibilidade para temas de interesse PUBLICO que efetem os seus interesses? Qual deles tem coragem de serem INDEPENDENTES (como dizem alguns) e retratarem com transparecia os temas de real interesse publico?
    Tudo para mim se confima quando nós LEMOS , em diversas fontes, a divulgação de dossiês, pastas rosa, documentos sigilosos, bla, bla, bla, e tudo isto não dá em nada.
    Isto confirma mais a falta de credibilidade que falei antes.

    Borba

  38. Comentou em 25/11/2006 Clovis Segundo

    Antes de ler uma crítica a uma entrevista, deveriamos ler antes a entrevista, eu nem deveria está dizendo isso, é óbvio demais. Publica aqui no OI a entrevista, pois tentei lar na Folha e é restrito a assinantes.
    A mídia brasileira publica a ‘resposta’ a algo (com ampla publicidade) enquanto o texto original é cheio de restições para termos acesso, neste caso nós não temos acesso.

  39. Comentou em 25/11/2006 iza souza

    Só pra não morrer de rir!!!
    Então tá!!!!!
    Ká,ká,ká,ká,ká!
    Acho que estamos vivendo num conto de fadas, só pode ser isso!!!!
    Esse “jornalista” deve viver em outro mundo ou fumou um?
    Ká,ká,ká,ká!
    O Sr. Luiz Weis precisa urgentemente visitar alguns jornais do interior, verá o que é a REALIDADE.
    O que ele acabou de postar é a maior piada que já li na minha vida!
    Ká,ká,ká,ká,ká!
    Vê se te enxerga cara, coloque-se na realidade!!!
    Marco Aurélio Garcia esta correto, não há o que contestar!

  40. Comentou em 25/11/2006 João Lisboa

    Prezado…

    Fredy Muñoz, jornalista correspondente da Telesur na Colômbia, foi preso pelos serviços de segurança acusado de terrorismo. Ele alega total inocência, bem como a emissora diz serem as acusações totalmente descabidas. Todos aqueles que defendem a liberdade de imprensa poderiam ajudar a divulgar esse caso.

    Para saber mais acesse http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/nota/index.php?ckl=3508

    Um abraço

    João Lisboa

  41. Comentou em 25/11/2006 Márcia Coelho

    Que as grandes mídias precisam refletir sobre si mesmas, isso precisa. Só acho muito difícil que isto ocorra. Não vão querer largar o osso. Além do mais, há muita gente disposta a emprestar seu discurso e autoridade para essas grandes mídias, que têm muita bala e cifrões na agulha. E temos que entender que, na base do problema, existem várias questões estruturais: a crença e a moral de tais segmentos, o processo de globalização, etc… Por alguns artigos que li aqui no OI , escritos por jornalistas alinhados com o pensamento liberal, dá pra perceber que a questão é complicada. Passa por valores, crenças e poderes muito estabelecidos na sociedade. Não acredito, por isso, na capacidade de mudança qualitativa desses segmentos. Creio que os argumentos contra o pensamento e as crenças desses setores vão ter que ser cada vez mais eficazes, a fim de construir um ambiente favorável a mudanças (ainda que pequenas de início). E é bom que se aproveite este momento em que parte expressiva dos brasileiros já começa a perceber que os lindões têm lado e compromisso muito claro com certo projeto de mundo.

  42. Comentou em 25/11/2006 Marco Costa Costa

    O correto nesta história de se fazer propaganda paga em empresas de reputação dúbia, seria o próprio estado criar seus veículos de comunicação para mostrar seus feitos e defeitos quanto a sua forma de construir meios de melhoraria das condições gerais do Brasil. Infelizmente, a imprensa privada quer ganhar fortunas com verbas destinadas a propaganda oficial e, ao mesmo tempo procura denegrir a imagem deste ou daquele governante. Para ganhar uma partida basta jogar limpo, não como faz o time da imprensa que usa o suor alheio para levar a partida a bel prazer. Se os leitores destas empresas de comunicação gostam de ver sangue de terceiros, procure acompanhar trocas de caricias entre a famigerada polícia paulista contra os bandidos de periferia, produto produzido justamento pôr este jogo sujo existente entre os poderes estatal e privado.

  43. Comentou em 25/11/2006 João Motta

    Weis, concordo com sua crítica mas acho que no caso do uso da palavra ‘malta’ você está equivocado. Além dessa acepção que você menciona a palavra também significa ‘grupo’ e é de uso corrente, com esse sentido, em Portugal.

  44. Comentou em 25/11/2006 cid elias

    Parabéns! Não ao Luiz, mas ao Professor Marco Aurélio Garcia. E aproveito para também parabenizar novamente o Governador do Paraná. Este sim merece meu respeito e minha admiração. O Marco Aurélio, pelos acontecimentos recentes, foi educado até demais. É triste constatar a seletividade dos funcionários de jornalões e revistecas. O Weiss, ligado ao Estadão, conseguiu observar instantaneamente o xingamento nas procedentes palavras do professor. Não recordo de ter lido em seus artigos qualquer recriminação ou crítica aos termos como ‘matilha, corja, chefe da máfia, bando, nazistas, nazi-fascistas, bandidos, desvairados’ e outros piores, usados à exaustão para desconstruir o Presidente Lula e seus aloprados ‘seguidores’, pelo Dines, jabores, mainardis, pela hh e psoleiros, pela colega dora kraemer e sua esticada amiga danuza(argh!) leão, também utilizados a toda hora por muitos adeptos do banho de ética, educadíssimos senhores que nunca insultaram o Presidente, não é mesmo?

  45. Comentou em 25/11/2006 Mirna Vieira

    Pra que o dramalhão barato???? Garcia já foi chamado de Bin Laden na veja , mas ele não pode reagir, tem que ser xingado calado é isso???
    O senhor viu a ultima da imprensa nativa!!!??? Depois de afirmar categoricamente que brasileiros morreram no acidente de avião no Chile sem consultar fonte nenhuma , o consulado Chileno desmentiu a afirmação e divulgou uma nota dizendo que não tinha NENHUM brasileiro no avião!!! E agora??? Vai falar disso também??? Ou vai continuar perseguindo o governo , o Garcia????
    Lembrem-se vcs são observatórios da Imprensa, não do governo!
    e depois de mais essa barrigada do acidente de avião, vcs queriam que Garcia se referisse como a nossa imprensa???

  46. Comentou em 25/11/2006 Vivian Stipp

    ‘Nem tudo que se pode dizer se deve dizer’, o sr. disse. Mas a imprensa e a mídia, de modo geral, ultrapassaram todos os limites do respieyo e da civilidade, e nunca vi o senhor tão indignado. Chamar o presidente de ‘cachaceiro, vagabundo’, ameaças de ‘surras’, etc, passaram a fazer parte das notícias com a maior naturalidade. O sr. Dines ataca a tudo e a todos e se considera ‘linchado’ porque existem leitores que discordam dele!!!! Imagine se ele estivesse no lugar do presidente! ESSE É PRINCIPAL PROBLEMA: DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS.

  47. Comentou em 25/11/2006 José Queiroz

    Por que sempre que alguém ligado ao governo ou o própio Presidente criticam à imprensa,esta reage de forma rápida?Será que aqueles que são criticados(para não dizer masacrados)também não têm o direito de criticar seus acusadores?Será que nada do que o Marco Aurélio disse nessa entrevista sobre os meios de Comunicação é verdade?Não sei se o OI está publicando poucos comentários dos que recebe,o que ví é que os textos publicados aqui estão com pouquíssimos comentários se comparados com os de semanas atrás.Acho que muitos,assim como eu,estão começando a ficar cansados com tanta defesa à imprensa.Ela deve ser elogiada quando cumpre o seu papel(todos nós aplaudiremos isso),mas não pode ser tão defendida quando erra(não somos cegos).Ultimamente o OI anda menos OI e isto parece está afastando seus leitores(eu mesmo já não o visitava há alguns dias).Eu sei que nenhum profissional gosta de ver sua profissão ser tão criticada e que muitos textos de jornalistas aqui são com tom de resposta e em defesa da profissão(o que é aceitável),mas não se deve desqualificar com tanta ênfase todos os comentários contrários a imprensa, como alguns o fazem aqui,qualificando todos como petistas uo coisas piores.Não estou criticando o autor deste texto(quem sou eu para entender de jornalismo como ele), sou leitor e vocês jornalistas, precisam nos conhecer melhor.

  48. Comentou em 25/11/2006 Sírio Possenti

    Quer dizer que Marco Aurélio não deveria usar uma palavra como ´malta´ ‘para não deixar que se deteriore a livre manifestação do pensamento indissociável da democracia´? Mas por que o debate se deterioraria com um pouco de franqueza? Eu, de fato, gosto mais de ‘súcia’. Aliás, aprendi nos jornais, lendo colunistas – não necessariamente jornalistas – que os palpiteiros econômicos servem muito menos a sua ‘ciência’ do que aos interesses que defendem – às vezes, como assessores de fortíssimas instituições. Diria até que eles se ‘assuciam’ com donos ou editores de jornais, porque são quase sempre os mesmos…

  49. Comentou em 25/11/2006 MARCUS TIKEN

    REI AZEDO, O GRANDE CENSOR DOS COMENTÁRIOS CONTRÁRIOS e O GRANDE FASCISTA CAÇADOR DE PETRALHAS, ESCREVE EM SEU BLOG

    “O PT é assim: o partido começa lançando alguma tese absurda no mercado de idéias, que a todos escandaliza. Os petistas aguardam a primeira onda de reação e acusam o “preconceito” dos adversários. Depois reiteram na proposta escandalosa. Menos gente lhes dá bola. Insistem. São quase ignorados. E, finalmente, quando a estupidez já nos parece corriqueira, então eles fazem o que bem entendem. E conseguem degradar a vida pública sempre um pouco mais.”

    MAS… GRANDE CENSOR… SEU TEXTO SERVE PRA ALGUMA COISA… A VERDADE ESTÁ ESCONDIDA NO OPOSTO EXATO DO QUE VOCÊ DIZ…

    A Mídia é assim: o PT começa lançando alguma tese no mercado de idéias, e a mídia logo se escandaliza. Só que nem explica detalhes da tese, nem debate… só bate. A mídia capricha na primeira onda de reação e acusa o “bolchevismo” dos petistas. Depois reiteram na reação escandalosa. Menos gente lhes dá bola. Insistem. São quase ignorados. Lula se reelege. E, finalmente, quando a estupidez já nos parece corriqueira, então eles, as mídias de sempre, fazem o que bem entendem. E conseguem degradar a própria mídia sempre um pouco mais.

  50. Comentou em 25/11/2006 carmen silvia fusquine

    Simplesmente maravilhosa a ‘ameaça à mídia’,vcsegundo Luiz Weis, demorou mas não tardou a resposta a altura das críticas de baixo calão recebidas pelo governo pelos ditos donos da verdade, digo e repito: NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO, O QUE AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA, estão recebendo em conta gotas ou não? Basta ler os comentários em diversos blogs, todos contra a mídia. Meus filhos, jovens – 22 anos – comentam diariamente sobre a indignação dos colegas de faculdade sobre os absurdos ditos e publicados contra os petistas, todos? e governo – Lula. Não podemos esquecer que os jovens são realmente os FORMADORES DE OPINIÃO em qualquer país portanto está na hora de uma grande reflexão por parte da imprensa brasileira ou será que os 60 milhões de brasileiros é que estão errados, são cegos, burros e ignorantes.

  51. Comentou em 25/11/2006 alfredo sternheim

    Tudo bem, Marco Garcia foi infeliz na sugestão oferecida sobre publicidade oficial. Ressoa a ameaça. Mas que a imprensa precisa fazer uma auto-reflexão, precisa. A mídia está distante da realidade. Um exemplo: enquanto se dá amplo espaço aos recentes atrasos nos aéroportos do País, não se dá o menor destaque ao freqüentes atrasos no transporte urbano de São Paulo, que está mais caótico, com empresas de ônibus prolongando de forma canhestra seus itinerários para faturar mais. ALiás, nem existe horários nos ônibus, para conhecimento do usuário. E nenhum prefeito recente e nem os vereadores, quanto menos a mídia, tratou do problema. Outro exemplo: o amplo destaque dado a morte de uma senhora rica em rua do bairro de Leblon, no Rio de Janeiro, vitima de assalto. Na mesma ocasião e de forma similar, morreu um dentista na zona norte do Rio. O fato mereceu algumas poucas linhas. Mais um exemplo: enquanto se noticia com deslumbramento o sucesso da Orquestra Sinfonica de SP (OSESP) no exterior, pouco ou nada se fala sobre os problemas da orquestra, em especial o altissimo salário do regente-titular (cerca de 60 mil por mês) que acumula funções. Uma orquestra sustentada pelo governo do estado de SP. Ha falta de equilíbrio nas pautas, nos comentários, mais voltados para a classe A. E muita ironia e desrespeito em relação ao presidente, e muita blindagem em torno de certas figuras.

  52. Comentou em 25/11/2006 Degas da Silva

    Esse Luizs Weis é um lixo! só isso!

  53. Comentou em 25/11/2006 elton titonelli

    Por que o governo deveria fornecer ‘oxigênio’ publicitário a um órgão de imprensa que pauta pela difamação ? Difamação é crime. Por que o governo deveria subsidiar os leitores desta publicação que , na maioria deles, sentem verdadeiros ‘orgasmos’ com as difamações ? Não é melhor destinar tais ‘oxigênios’ a uma imprensa séria ? Os leitores que gostam de difamação que paguem seus gostos.

  54. Comentou em 25/11/2006 Luis Prado

    So quero me ater a parte de seu texto sobre verbas publicitárias. Vc diz ‘ …Se um desses veículos se transformou num órgão de difamação política – o que é a pura verdade, no caso de uma revista que todos sabem qual é – tanto pior. Enquanto ela for o semanário noticioso de maior circulação no país, faz todo o sentido que o governo ali compre espaço comensurável com essa realidade, para divulgar o que achar necessário e legítimo ao maior número de leitores…’ Neste caso, não vejo vantagem em divulgar propaganda oficial, pois se a mídia é totalmente contrária ao governo, a tendência é que seus leitores também o sejam, portanto a eficácia desta propaganda é discutível.

  55. Comentou em 25/11/2006 Manoel Pinto

    Meu caro Weis, um consagrado poeta brasileiro, dizia em uma de suas várias fantásticas poesias que, ‘O homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera!’. Se não me engano Raymundo Corrêa, ou então, Augusto dos Anjos! Que esperar de uma civilização ou cultura política de um país em que deputados ou senadores ameaçam surrar o Presidente da República com murros na cara e a imprensa ao contrário de rpreendê-los faz do fato achincalhes?! Se essa é a linguagem cultural política do momento, que não se faça discriminação a quem quer que seja! Aliás, linguagem política muito própria daquela gente cujo, seu Presidente da República, taxou a nação brasileira de neobobinos e vagabundos! Até concordo contigo, Weis, pricipalmente após sua explicação a um dos comentaristas deste poste, mas, creio sinceramente, que diante de fatos tão reais e crueis, fica difícil colocar as coisas nos devidos lugares, como gostaria o saudoso dramaturgo e poeta Garcia Lorca: Üm lugar para cada coisa… Cada coisa no seu devido lugar…. Quem abortou Matheus…. Que cuide de enterrá-lo!

  56. Comentou em 25/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Sr. Weis, além dos maiores órgãos e empregados de mídia veicularem termos como ‘bebado, bando, ladrões, voto de grotões, voto de desinformados e outras cositas mas’, há os termos a que seu colega Dines se refere aos leitores: canibais e linchadores para ficar nos mais simples. Existe só uma classe de pessoas no Brasil que têm direito à opinião e liberdade de Expressão, proque tem liberdade de PUBLICAÇÃO:EMPREGADOS E EMPREGADORES DA MÍDIA.

  57. Comentou em 25/11/2006 Cesar Pereira

    À imprensa, com seus comentaristas, cabe-lhe, ‘de direito’, chamar os assessores de governo de ‘bando’, ‘quadrilha’, e outros elogios. Ah, tudo bem…

  58. Comentou em 25/11/2006 Marco Tognollo

    Realmente, o Marco Aurelio Garcia errou. Não deveria ter chamado a maioria dos comentaristas de malta, mas sim de apedeutas, afinal, o que tem de comentarista falando besteiras pela midia afora nao está escrito.

  59. Comentou em 25/11/2006 priscilamariapresotto presotto

    Não….Não…..Não ….
    Ameaças?Xingamentos?
    Onde?
    Quanta sensibilidade da mídia.
    Ontem estava lendo um semanário ,onde um jornal diz:A IMPRENSA É
    SAGRADA!!!!!Isso pode até ser averdade dos srs ,mas ela tem que ser
    tb responsável e verdadeira.

  60. Comentou em 25/11/2006 Ivanilson Alves

    Luiz Weis, vc explanou muito bem essa relação, é que a Parcialidade da MÍDIA é tão grande, que o ‘bom moço’ Marco Aurélio Garcia aloprou tbm rsrsrs!!
    Ele podia fazer como o FHC: ‘ Assim não dá, assim não pode’. rsrsrs!

  61. Comentou em 25/11/2006 João Carlos Casagrande

    Para exemplificar órgãos de comunicação sufocados por falta de publicidade oficial de governantes desafetos, não era necessário retornar tanto no tempo. Bastaria lembrar nosso Senador
    em pleno mandato pela Bahia. Apesar das barbaridades cometidas contra jornais de seu estado em seus tempos de prefeito e governador, conseguiu enquadrar toda a nossa mídia, hoje tão ciosa de suas liberdades fundamentais. Como foram mansos. No governo FHC, esse mesmo senhor, transformado em fiador da governabilidade, continuou truculento, arrogante e, com os recursos da ameaça e da chantagem, saiu íncolume do julgamento da grande mídia. E ele cometeu barbaridades. Álias, nunca as negou.
    Hoje, a grande mídia e seus prepostos, notadamente os jornais do Rio e de São Paulo, talvez doloridos pela derrota, reagem à qualquer sombra de crítica que o atual governo lhes faz. O velho senador, destruidor de jornais, continua incólume apesar de derrotado. As forças que o derrotarão não tiveram e não têm apoio nenhum na grande mídia. Será por isto a falta de análises aprofundadas daquilo que esta derrota significa? Será que por não ter participado da luta a mídia considera a vitória sem valor apesar de ter sido no lombo de um destruidor de jornais e de jornalistas? Será medo? Gratidão?

  62. Comentou em 25/11/2006 RICARDO VIEIRA

    A indignação do Marco Aurélio Garcia é procedente diante de tantas perseguições levadas à cabo contra o PT e o governo Lula por parte da maioria da mídia que sempre se manteve sob controle durante os desastrosos governos FHC e tantos outros que representavam os interesses das elites. E tem mais, já deu pra todo mundo perceber que a bola da mídia não anda tão cheia assim. Acho melhor ela ‘refletir’ mesmo sobre qual caminho trilhar.

  63. Comentou em 25/11/2006 Paulo Bandarra

    O incrível deste gasto astronômico em propaganda oficial e de estatais é que isto é pago pelo contribuinte e consumidor. Um governo que ameaça atacar a previdência pública e que alega não ter recursos para desenvolver o país, não deve gastar este monte de dinheiro direto ou via estatais que deveria ser do povo e não propagandear o que o mesmo não se recebe. E ainda usar estas verbas como massa de manobra para uso de interesse próprio de um projeto de poder muito peculiar. Segundo consta nos levantamentos feitos recentemente, mais de 160 mil ONGs recebem dinheiro público, da União. Foram gastos mais de R$ 14 bilhões só nos últimos quatro anos. No governo Lula. Só para esclarecer: o crescimento do número dessas instituições foi de 1180% desde 2002. Quem fiscaliza e determina a validade disto quando se alega que existe tanta fome no país? E ainda defendem mais criação de mídias públicas como se o saco de dinheiro não tem fundo!

  64. Comentou em 25/11/2006 pascale duarte duarte

    Pois não é que o professor Marcos Aurélio tem razão. Porque será que a crítica da mída está tão presente nas escolas? Tenho uma filha de 16 anos – 1 série do ensino médio, à qual está sendo solicitada a leitura do livro do Eugênio Bucci – Ética na Imprensa – na disciplina de português. Todas as boas escolas do país estão sintonizadas com a leitura crítica dos meios e é lá onde estão, também, parte dos 60 milhões de eleitores do Lula.
    Observem senhores, procurem conversar com o s adolescentes que vivem na periferia das grandes cidades. Perguntem para eles o que eles acham da mídia. Certamente, a resposta é simples. Desconhecem e acham que é uma grande mentira. Só se vêem representados nela quando vêm matérias de violência e criminalidade. Uma lástima!!!
    É para responder a esse imenso público de consumidores populares, desafetos da baixaria dos ratinhos e companhia, que o PT tem que apresentar alternativas de informação de qualidade. São esses jovens que se engajam a cada dia em projetos de inclusão digital e que procuram produzir suas próprias informações apropriando-se dos poucos instrumentos que chegam às suas mãos. Com certeza, a rádio e TV digital servirão de ponte para essa imensa população que tem sede de informações. Resta ao PT abrir na sua agenda, sem medo, a mobilização social a um movimento social crescente. Avante a democratização dos meios!!!
    Abraços, PC

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