Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Astral mais alto na segundona

Por Luiz Weis em 20/02/2006 | comentários

Duas entrevistas, com quem sabe das coisas, devem injetar uma fundamentada dose de otimismo em quem as tiver lido.


Ontem, no Estado, o sociólogo, economista e ex-presidente do IBGE,Simon Schwartzman, saudou o que chamou de cerco ao nepotismo no serviço público, iniciado com a decisão do Supremo mandando demitir a parentela nomeada por juízes, desembargadores e ministros nos tribunais do país.


“A decisão do STF mostra que a sociedade está mais atenta. E, na medida em que está mais atenta, esse tipo de comportamento vai perdendo espaço”, disse Schwartzman.

Hoje, na Folha, a cientista política especializada em Judiciário, Maria Tereza Sadek, da USP, chama a atenção para outro ângulo positivo: a decisão do Supremo, além de tudo, reforçou o Conselho Nacional de Justiça, do qual partira a iniciativa legal para as demissões. Para ela, foi “um ato de coragem”.


Olhando o retrospecto, Teka, como a chamam os colegas, pergunta: “Quando você imaginaria um percentual tão alto da magistratura fazendo críticas ao seu próprio desempenho?”


Boas leituras para virar o domingo e encarar uma segundona com outro astral.


***

Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/02/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Pela primeira vez fiquei satisfeito com a decisão do STF. Agora só falta extender o princípio ao Executivo e Legislativo, onde verdadeiros ‘circulos de vassalagem’ e ‘cortes de parentes’ são remuneradas às custas do contribuinte. Mas não basta só isto É PRECISO COMEÇAR A PUNIR OS VIGARISTAS QUE USAM O ESTADO COMO UMA PRIVADA ÀS CUSTAS DA POPULAÇÃO.

  2. Comentou em 21/02/2006 Haroldo M. Cunha

    Caro Luiz, pra começar vou dizendo que sou um admirador do Lula, portanto seu eleitor também. Não fazendo juizo de valor quanto à sua administração, pois uns dirão que é uma drgoa, outros o contrário e assim não se chega a lugar algum. Mas tenho uma pergunta. Por quê esses fatos não aconteceram no governo do sociólogo e ultra-democrata FHC (doutor honoris causa em vários pontos do planeta)? Dizer que não havia condições é de extrema desfaçatez! Vejo agora concretizada uma suposição anterior: como é bom para o país uma maioria da oposição no congresso! As coisas parecem andar mais depressa, mesmos que isso não seja, nem de perto, a verdade dos fatos. Se tudo falhar no atual governo, em se tratando de gerência, ao menos veremos surgir a democracia nesse nosso pindorama descoberto pelo Cabral!?

  3. Comentou em 20/02/2006 Líbero Badaró

    Pergunto ao preclaro blogueiro: teria o irmão do ‘genial Bussunda’ mudado de nome? Até prova em contrário, o sobrenome do humorista – e de seu irmão – é Besserman.
    (Viu só como não estou aqui apenas para maldizer os adoráveis tucanos?)

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