Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Bateu – e culpou a imprensa

Por Luiz Weis em 28/09/2009 | comentários

Dizem os pesquisadores que o eleitor não gosta de ver os políticos se xingando – porque, enquanto trocam desaforos, não falam com ele, muito menos dos assuntos que lhe interessam.


Pode ser, mas está para nascer o jornal que deixe de destacar as agressões de um candidato a outro. E está para nascer o leitor das páginas políticas que não se detenha no relato das baixarias. Nesse departamento, por sinal, a notícia é antes o fato em si da ofensa do que os seus termos.


Não deu outra coisa nos diários, portanto, quando o protocandidato presidencial Ciro Gomes, do PSB, investiu contra o tucano José Serra, numa reunião com sindicalistas em São Paulo e logo depois, numa entrevista, dias atrás. É um jogo: o deputado sabe que ser desbocado o ajuda a frequentar o noticiário, assim como os repórteres que o acompanham sabem que terão o dia ganho quando ele tornar a fazer o que os acostumou a esperar.


O disparo da vez foi este:


“Eu acho ele (Serra) feio pra caramba, mais na alma do que no rosto. A conduta dele é feia, de não enfrentar o adversário com linguagem civilizada. No meu caso é uma coisa terrível, até minha conta-salário ele conseguiu que um juiz de São Paulo bloqueasse”. (Em 2006, Ciro foi condenado a pagar a Serra 100 salários mínimos por tê-lo chamado de “candidato dos grandes negócios e negociatas. O bloqueio é de 2008.)


Justiça se lhes faça, os jornais procuraram pôr em perspectiva a canelada. Para O Estado de S.Paulo, por exemplo, faz parte da tentativa de Ciro de “superar Dilma no papel de anti-Serra”.


Mas, no dia seguinte, quando Ciro culpou a imprensa pela divulgação do ataque, nenhum jornal protestou. Ele disse o seguinte:


“Faço política com humor. Não tenho nenhum desentendimento pessoal com o Serra, mas não tem jeito, trazem para os jornais essas bobagens. Aquilo foi uma brincadeira, depois de eu falar sobre diversos temas.”


Vamos nos entender. O que Ciro Gomes entende por humor, desentendimentos pessoais, bobagens e brincadeiras é problema dele. O problema do jornalismo, no caso, é não deixar barato uma crítica indevida – já bastam as que procedem. No mínimo, algum repórter deveria ter-lhe perguntado se ele realmente imaginava que, ao chamar Serra de “feio pra caramba, mais na alma do que no rosto”, a imprensa omitiria o fato. E algum editor deveria lembrar algumas das apelações que arruinaram a imagem de Ciro nas duas outras vezes em que se candidatou ao Planalto.


A grande imprensa, se sabe, está afinando os seus instrumentos para a cobertura da temporada eleitoral do ano que vem. Seria bom saber também como pretende enfrentar situações como essa, em que vira bode expiatório da incontinência verbal dos políticos. (Quando eles não podem simplesmente desmentir as suas palavras impróprias, culpam o mensageiro por ter transmitido a mensagem.)


A julgar pelo retrospecto, fazem isso com a maior naturalidade, debitando a esperteza ao “calor da campanha”.


Pois é. Jornais e revistas perdem o respeito do leitor não apenas quando publicam matérias mal apuradas ou, pior, facciosas, mas também quando levam desaforo para casa – principalmente de políticos, aos quais, desse modo, acabam igualados.


Debate viesado sobre Honduras


São verdadeiras raridades jornalísticas os artigos de opinião na imprensa brasileira que não jogam pedras na conduta do governo no caso de Honduras. A linha da maioria absoluta dos comentários encomendados ou aceitos para publicação é que o Brasil entrou – porque quis – numa fria. E deve ser responsabilizado pelo que vier a acontecer de pior em Tegucigalpa por deixar Zelaya transformar a Embaixada em centro de resistência ao governo que tomou o seu lugar há três meses.


Quanto mais o regime golpista mostra o que é, mais os articulistas a quem se permitiu ocupar o campo do que deveria ser um debate equilibrado sobre o assunto põem a culpa no Planalto e no Itamaraty. Por essa lógica, o fechamento da Rádio Globo e do Canal 36, as únicas emissoras pró-Zelaya em seu país, não é uma violência autoritária, mas uma medida explicável pelas circunstâncias.


A leitura de editoriais e colunas assinadas deixa claro que a mídia em geral também se pôs a reescrever a história da derrubada de Zelaya. Agora, o que se passou em 28 de junho em Honduras não foi um golpe, mas a deposição legal de um presidente que, ele sim, cometia uma ilegalidade – a convocação, para aquele dia, de uma consulta popular sobre uma eventual reforma da Constituição. O único “erro” dos golpistas teria sido expulsá-lo do país.


A propósito, o jornalista Sergio Leo escreveu no Valor da segunda-feira, 28: “Diplomatas estrangeiros em Brasília assustaram-se com um inusitado desdobramento, no Brasil, das críticas ao governo brasileiro durante a crise política em Honduras. O surpreendente […] é que, entre os críticos do governo brasileiro, algumas vozes vão ao ponto de defender o golpe de Estado praticado em Honduras. Assusta, porque mostra uma perigosa disposição, a de aceitar métodos condenáveis para livrar países de políticos indesejáveis.”

Todos os comentários

  1. Comentou em 30/09/2009 Neyde Helena Castro

    Sr. Luiz Weis, perfeito seu artigo. Ontem mesmo, estava conversando com um amigo e falávamos sobre como o mundo estaria vendo esta campanha da midia brasileira contra Lula e o Itamaraty. Este amigo tem um amigo francês, recém chegado ao Brasil, e ele não consegue entender esse posicionamento da mídia quase unânime, as manchetes dos jornais e revistas o deixam perplexo. ‘Se fosse a Embaixada da França’, disse ele, ‘teríamos feito a mesma coisa!’ Penso que dá para entender porque os donos de jornais e concessões de tv agem assim, concorda comigo? Um grande abraço e continue a nos brindar com sua análise tão profunda, porém simples. Muito obrigada.

  2. Comentou em 30/09/2009 David Capistrano

    O sr é hilário, seu Mario… Não sou eu quem considera a corte suprema de Honduras golpista. É a ONU, a OEA e o próprio governo brasileiro, além de outros juristas consagrados. Todos eles se baseiam na Constituição Hondurenha em vigor. Sendo assim, basta saber ler para considerar qualquer decisão, de qualquer lugar, golpista ou não.

    Caso o sr dicorde, das duas uma: ou não sabe ler ou considera a suprema corte de Honduras acima do bem e do mal, do certo e do errado… De qualquer maneira, não tem argumentos.

  3. Comentou em 30/09/2009 Max Suel

    Muito oportuno o artigo logo acima do Professor de Teoria Geral do Estado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco – a USP, Prof. Dalmo de Abreu Dallari. Vejam, aqueles que forem intelectualmente honestos, o que diz o digno Prof. Dallari, reflitam, aqueles que forem minimamente isentos,…. lá está o que deve ser dito para clarear a discussão, de forma clara, enxuta, honesta.

  4. Comentou em 30/09/2009 nilton franzoi

    a parte em que fala de Ciro ate foi entendida,mas a parte que fala de
    honduras foi uma contradiçao ao proprio que comentou,quando fala
    em golpistas,ja aceitou que foi golpe em honduras,portanto,se o
    governo brasileiro nao se opõem é porque ele tem as suas
    razões,enquanto os deficientes logisticos do PIG, implantam a ideia
    ant-PT que ja era falida desde 2006.
    É melhor estudar os fatos antes de criticar Lula,pois quando FHC
    vendia o brasil para o FMI,nunca foi surpreendido por duras
    criticas,isso fora os criminosos que o brasil ja acolheu desde o
    governo collor,voce nao sabia?é porque o PIG nao falava.

  5. Comentou em 30/09/2009 Cristiana Castro

    ( cont. ) A Lei é sempre a mesma, mas seus efeitos não são os mesmos para todos nós. Aquela velha máxima de ‘todos são iguais perante a lei mas uns são mais iguais’ e ainda a outra não se pode tratar de forma igual os desiguais é real. A proposta de Zelaya não fere em nada a Constituição, mas politicamente, era o momento, foi a chance. Não vou dizer que não funcionou mas funcionou de modo precário e por isso essa onda toda em tentar Constitucionalizar o golpe. A Imprensa, tem uma responsabilidade enorme nisso, pq forja os factóides para patrocinar golpes e para si invoca o instituto democrático da Liberdade de Imprensa, ou seja, quer democracia só para ela. O essencial é que quem decide os rumos da Nação, não é Presidente, não é Legislativo, não é Judiciário e muito menos midiático, a maioria pode tudo e sempre poderá tudo, numa democracia ou numa ditadura, é só cada um ter a consciência de que está com os outros e isso não se aprende, se sente. O que houve em Honduras foi um Golpe e vc pode apoiar ou não, mas tentar transformar um Golpe de Estado numa Revolução Democrática para justificar seus sentimentos anti- governo de A,B o C é não ser franco com vc. E, na boa, não é da minha cara que a Imprensa tá rindo, é da sua. Podem zoar com a gente em bloco, enquanto instituição mas, individualmente, cada um deles morre de vergonha de olhar na nossa cara. Vc paga por isso que recebe.

  6. Comentou em 30/09/2009 Marco Davis

    Mario Netto, lamentável seus argumentos. Sólidos como uma gelatina.
    E o comportamento é o mesmo: Quando suas ‘teses’ são desmontadas parte para a ironia, depois os xingamentos e por aí vai. Mais um cabresteado na multidão.

  7. Comentou em 30/09/2009 Cristiana Castro

    Mario Netto, muitas vezes os juízes decidem mal, e para isso, contamos com mais de uma instância. Mesmo assim, a última instância não será, necessariamente, justa ou Constitucional só pelo fato de ser a última. Até pq, as composições desses tribunais são políticas. Vou te dar um exemplo e vc vai se lembrar. O rito processual completo, impecável… Vc se lembra do processo do mensalão, não lembra? Pois bem, o MP ofereceu denúncia, o STF aceitou a denúncia, é claro que houveram divergências, mas o fato é que o STF, aceitou a denúncia. Uma denúncia gravíssima, envolvendo um número enorme de pessoas e, com um único detalhe, a ausência total de provas. Isso existe? Não. É Constitucional? Não. Vai restar em alguma condenação? Acredito que não. Mas a questão é que o órgão máximo do Poder Judiciário achou por bem, agir politicamente e não dentro dos limites da legalidade, ou o que vc preferir. QQ criança sabe, que não se acusa sem provas e vc acredita que 11 magistrados não sabiam disso? Sabiam. Mas o que ficou pra vc e para a sociedade de um modo geral? Não há necessidade de se provar acusações, e isso foi confirmado na frustração do caso Lina. Muitas pessoas acreditavam, realmente, que cabia a Min. Dilma provar sua inocência e não a Lina provar o acusado. Tudo isso é muito ruim para a sociedade, como um todo, pq o cidadão se sente legítimo para agir da mesma forma e aí a casa cai.

  8. Comentou em 29/09/2009 Mario Netto

    Caro estudante Ricardo: seu ‘furo’ jornalístico já tem seguidores! O professor David, que inclusive deve ser jurista com notório saber em matéria constitucional , também considera a Suprema Corte de Honduras GOLPISTA, pois segundo ele tomou decisão inconstitucional e sem validade alguma!! E eu achando que já tinha visto tudo nesta vida….Vivendo e aprendendo!

  9. Comentou em 29/09/2009 David Capistrano

    Sr. Mario,
    Vamos analisar se vc realmente desconstruiu os ‘meus’ argumentos. Eu refutei uma fonte na qual o sr arvorava o seu pensamento. Essa fonte dizia, segundo vc mesmo em sua resposta ao bancário Euclides, que o ‘afastamento’ de Zelaya era legítimo. Ou melhor, vc confirmava, em sua resposta, que ‘o chefe de um dos poderes legitimamente aprovado, quando praticar um ato, que no entender de um dos outro poderes seja ilegal, deve ser deposto a golpe da Tacapes pelo militares.’ Pois bem, a Constiutição hondurenha não aprova essa prática, mesmo com o apoio de Deus e o Diabo… Quem teve de reformular seus argumentos – fracos, mais uma vez – foi o senhor. Diferentemente do que o senhor afirma, qualquer um pode contestar uma decisão da suprema corte de qualquer lugar, caso essa decisão fira a Constituição em vigor. A decisão da suprema corte de Honduras foi inconstitucional, não tem validade alguma no estado democrático de direito.

  10. Comentou em 29/09/2009 Renato Silva

    Entendo que você se apóie na pseudo-ironia para responder: na falta de argumentos é o que lhe resta.

  11. Comentou em 29/09/2009 Mario Netto

    O estudante Ricardo está dando o maior ‘furo’ jornalístico dos últimos meses: Golpista não é Zelaya, nem Micheletti: é a Suprema Corte de Honduras!!!! Já fez a lição de hoje, Ricardo???Tem prova amanhã??? Vai estudar, meninão….

  12. Comentou em 29/09/2009 Renato Silva

    Mario Netto repete letra por letra os argumentos de seu mestre. Mesmíssimos argumentos que os zumbis seguidores andam repetindo por aí. O golpe está no judiciário daquele país ordenar que não se realizasse uma consulta popular que de forma nenhuma fere a constituição daquele país, já que se tratava de um questionamento sobre a realização de uma votação acerca de uma assembléia constituinte, votação essa que coincidiria com a eleição para presidente. Não há nada na constituição deles que proíba que isso aconteça. Então a decisão da suprema corte estava eivada de ilegitimidade, haja vista que não respaldada por uma legislação que apoiasse essa decisão descabida. Ah, caso volte aqui trazendo argumentos que você andou vendo por aí, do tipo ‘ah, procure notícias na imprensa hondurenha, que diziam que ele planejava mudar a constituição para se reeleger’, lembre que a imprensa nem sempre fala a verdade, como podemos ver aqui mesmo no Brasil, que às vezes divulga notícias falsas para justificar investigações, CPIs e outras formas de intimidação contra aqueles que o desagradam. Então traga uma prova factual que o Zelaya estava tramando a própria reeleição, porque qualquer outra coisa é empulhação. E se quiser argumentar não vá se escorar em ironias sobre os dados que dispus ao Observatório. Esse tipo de muleta argumentativa é entediante.

  13. Comentou em 29/09/2009 Mario Netto

    Meu caro Professor David Capistrano .Seu argumento cai por terra tão facilmente, que talvez nem devesse perder meu tempo contestando-o.Mas vamos lá: Quem fez a única e verdadeira ‘ leitura dos fatos’ foi a ‘Suprema Corte de Justicia’ de Honduras, embasada no acolhimento dos pareceres da ‘Fiscalia General’ ( MP de lá), determinando a ILEGALIDADE da Consulta Popular pretendida por Zelaya.Não existe ninguém que possa constestar uma decisão soberana da Suprema Corte de um país democrático.O sr .André Argolo está simplesmente dizendo em seu pobre arrazoado que a Suprema Corte de Honduras desconhece sua própria Constituição !!! É ridículo para dizer o mínimo.Digo mais: A decisão da Suprema Corte foi corroborada pelo Congresso Nacional e por todos os partidos políticos hondurenhos, inclusive o Partido Liberal do próprio ex-presidente Zelaya.Um abraço.

  14. Comentou em 29/09/2009 David Capistrano

    Caso tenha achado a fonte ‘tendenciosa’, Sr Mario, essa outra não poderia ser mais isenta: vem do site que o sr. mesmo utilizou: http://www.conjur.com.br/2009-set-28/constituicao-honduras-foi-usada-legitimar-golpe-estado

  15. Comentou em 29/09/2009 David Capistrano

    Sr. Mario Netto, ao se apoiar no texto do Sr. Lionel Zaclis, professor da USP, vc achou que estaria seguro. O problema é que a internet e a intensa contribuição dos leitores já não permitem que falemos apenas por nossa reputação. Temos de provar o que escrevemos. Aqui, uma outra leitura dos fatos, por André Argolo: ‘O problema do texto do Sr. Lionel Zaclir é um só: ele se baseia em artigos que foram revogados da Constituição hondurenha de 1982.
    Exemplos: o art. 205, o 279 e o 319, só para citar alguns.
    No mais, o art. 239, ainda em vigor, não é suficiente para afastar Zelaya, porque realizar uma consulta popular sobre uma eventual formação de uma assembleía constituinte, como expressão da soberania popular, jamais será o equivalente a *reformar* uma Constituição.
    Pretender interpretar o contrário é o mesmo que dizer que o povo, titular do poder e seu legítimo destinatário, não pode criar uma Nova Constituição, o que é, a toda evidência, um absurdo completo.
    O povo não é refém da Constituição e nem é para isso que ela existe.
    Portanto, nunca é demais lembrar: reforma constituicional NÃO é o mesmo que oportunizar a discussão acerca de um novo texto constitucional, do primeiro ao último artigo.’

    E aqui um outro link: http://abundacanalha.blogspot.com/2009/07/sobre-constituicao-hondurenha.html

    Abraços e boa leitura!

  16. Comentou em 29/09/2009 galeno pupo

    Pois é Cristiana, tanta gente defendendo golpes de estado! Mesmo neste progressista site crítico, como é o Obeservatório.Tente ver os comentários do UOL, sobre os textos da Folha de São Paulo. Em vinte e quatro horas, dois mil é seiscentos comentários, dos primeiros cem que pesquisei, noventa por cento apoiavam o golpe, acompanhando os editores da Folha . A maioria racistas e preconceituosos,
    ‘A luta do Povo contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento'(Milan Kundera): Que nós aqui não nos esqueçamos dos golpes de El Salvador, não nos esqueçamos de Granada, Republica Dominicana, Guatemala, Panamá, Haiti, Paraguai, Argentina, Brasil, Uruguai, Bolívia, Equador, Nicaragua, Costa Rica, Venezuela, e jamais , jamais nos esqueçamos do Chile!

    GAleno Pupo – Economista

  17. Comentou em 29/09/2009 Mario Netto

    Euclides, sua resposta está no site abaixo.Boa leitura!
    http://www.conjur.com.br/2009-set-22/apoio-zelaya-despreza-processo-constitucional-hondurenho-deposicao

  18. Comentou em 29/09/2009 Euclides Rodrigues de Moraes

    Sr. Mario Netto, Gostaria que o Senhor nos informasse, onde está escrito na Constituição Hondurenha, ou em outra qualquer do mundo, em que o o Chefe, de um dos poderes, legitimamente aprovado, quando praticar um ato, que no entender de um dos outro poderes seja ilegal, deve ser deposto a golpe da Tacapes pelo militares? e, por favor deixe de conversar bobagens sobre o plebiscito, o Zelaya nem beneficiário do seu resultado seria.

  19. Comentou em 29/09/2009 Cristiana Castro

    Eu tô que nem os estrangeiros, nunca imaginei que poderia ver tanta gente defendendo Golpes de Estado. Que a mídia nativa é golpista a gente já tá careca de saber, e até entende pq eles faturam com isso. Mas do meio do povo sair gente defendendo Golpe e ainda mais nessa quantidade… Prá mim é novidade. Começo a rever meus conceitos e acho que sim, nossa imprensa sabe a quem se dirige e tem umpúblico enorme, não vai mudar nunca.

  20. Comentou em 29/09/2009 Mario Netto

    Caro Valtrudes, esperaria um raciocínio mais lógico e cartesiano vindo de um Engenheiro.Explico: O presidente Uribe não afrontou nenhuma lei vigente em seu país, para propor a reforma da Constituição.Por este motivo foi aprovada a possibilidade de sua re-eleição.Tudo dentro da lei e do ordenamento jurídico, como deve ocorrer em qualquer país democrático que respeite sua Carta Magna.

  21. Comentou em 29/09/2009 Mario Netto

    Estudante Renato Silva, já que você encontra-se em fase de aprendizado, precisa ter mais atenção na leitura, notadamente fora do horário letivo.Se fosse mais atento perceberia que o golpista em Honduras foi o sr. Zelaya, uma vez que confrontou uma decisão soberana da Suprema Corte de seu país que proibia a realização de um Plebiscito, ordenando que o Exército usasse da força se preciso para realizar a consulta popular.Em qualquer país democrático do mundo, um presidente desautorizar uma ordem judicial da Corte Suprema utilizando-se do Exército é GOLPE !!Continue perseverando nos estudos, e principalmente filtrando melhor suas leituras.

  22. Comentou em 29/09/2009 Valtrudes Franco

    Só gostaria de lembrar que o que chamam de ‘golpe’ aconteceu recentemente na Colômbia, onde o Presidente Uribe aprovou mudança constitucional prevendo a 2ª reeleição para que pusesse ‘concorrer’ ao terceiro mandato. Cadê a imprensa? Cadê a análise dos especialistas em eleições? Cedê os democratas de plantão? Será que pelo fato de Uribe ser de direita, não há problema?

  23. Comentou em 29/09/2009 Renato Silva

    O pior é que tem vários internautas espalhando alucinadamente as mentiras emitidas por esses articulistas. Um exemplo é o rapaz aí de baixo que manda o Luiz Weiss ler a constituição hondurenha. Duvido que ele próprio tenha lido e pede para os outros lerem. É a mesma ladainha em vários sites, gente dizend opara ler a constituição de Honduras sem eles próprios terem lido. Se lessem, veriam que não há NADA na constituição que proíba que seja realizada uma consulta popular para decidir sobre uma assembléia constituinte. A acusação de que ele faria um plebiscito para se reeleger é mentirosa e não sei porque, mas provavelmente por conta de um ódio cego ao governo Lula, está sendo espalhada por gente de péssima índole. Mas não dá pra entender porque algumas pessoas até de bem não param pra pensar e ao invés de acreditar em tudo que seus ídolos jornalísticos escrevem, porque não buscam o que aconteceu realmente? E ainda temos esse agravante, de gente que só pode estar dizendo que em Honduras não houve golpe para dar espaço que algo semelhante aconteça no Brasil! Em 1964 foi exatamente a mesma coisa, inventaram um pretexto para derrubar João Goulart, setores da mídia apoiaram e o resultado todos sabemos. Gente de bem não pode compactuar com isso.

  24. Comentou em 29/09/2009 Marcelo Ramos

    Ótimo artigo do Luiz Weis. Eu acho que nem dá pra classificar mais de
    jornalismo o que fazem alguns grupos de comunicação. Literalmente,
    se jogam fora os fatos, para se priorizar a mesquinhez do embate
    político. O Brasil, neste último ano, alcança outro patamar no cenário
    internacional, a diplomacia brasileira é elogiada em diversas revistas
    internacionais, o Brasil se tornou protagonista e levou o G20 ao
    protagonismo… mas os jornais nacionais fazem o quê? Tentam
    enxergar um erro onde no lugar de cada acerto. Resumindo, todos
    viraram panfletos faz tempo. O nível de panfletagem é que piora. O
    Mauro Santayana escreveu artigo ótimo, qualificando a atual oposição
    no Brasil (inclue-se a imprensa) é a oposição que qualquer
    governante quer: incompetente e ridícula.

  25. Comentou em 29/09/2009 Carlos N Mendes

    Caro Luis, tenho que concordar com você. Desmentidos esfarrapados de barbaridades ditas na véspera deveriam ser destroçados pela mídia – dammesma forma que ela não tem o direito de maniular a opinião pública, a Ciro Gomes e semelhantes deve ser cobrado o mínimo de coerência. Isso é covarde e pueril demais para quem pretender ser presidente de uma nação. E o tratamento que o governo está recebendo de nossa imprensa só comprova o subtítulo do site do Paulo Henrique Amorim – ‘Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas…’

  26. Comentou em 29/09/2009 Michelle Ferrarez

    Infelizmente acompanhar o debate jornalístico fica cada vez menos interessante. A imprensa além de não se defender quando é necessário, ainda nos propõe uma enxurrada de informações e comentários inúteis. Depois de ver a briga entre Record e Globo por dias seguidos, quero férias!!!

  27. Comentou em 29/09/2009 Mario Netto

    Recomendo ao sr. Luis Weiss a leitura da Constiutição de Honduras antes de externar uma opinião ‘viesada’.Aceite essa recomendação apenas se for integrante da parcela do jornalismo que acredita e respeita as Constituições dos países democráticos.

  28. Comentou em 28/09/2009 jpt torres

    Debate viesado. Poisé Weis. Acho que só vc, uma meia dúzia e eu achamos isso. Até o Dine falou em ‘distanciamento analítico’ da imprensa. É desanimador. Depois acham ruim quando a chamam de PIG. A cada dia a imprensona, os grandes, se desmoralizam. A impressão que dá é que querem manter uma porta aberta para o mesmo tipo de golpe no Brasil. Se não gostarmos do presidente de plantão, é o caso, golpeamos via judiciário e chegamos lá. Já tentaram com o falso grampo do Gilmar/Demóstene, a ficha falsa da Dilma, os dossies falsos ´’validados’ na mídia. Sentem que os ventos não lhe são favoráveis. Que a massa vem perdendo o cabresto. Mas discordo de vc quanto aos ‘analistas’. Eles existem aos montes. Para todos os gostos. Quem define qual analista vai para o jornal?? Esses aquários!

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