Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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Blogs e jornais diante do desafio da credibilidade

Por Carlos Castilho em 16/02/2006 | comentários


A questão da credibilidade será decisiva na definição do canal de comunicação que exercerá maior influência sobre o público nos próximos anos. Parece óbvio, mas foi justamente isto o que declarou Daniel Okrent , o ex-ombudsman do The New York Times numa palestra nesta realizada nesta segunda feira (13/2) sobre a possibilidade dos weblogs substituirem os jornais como fonte de informação para a grande maioria dos leitores.


A questão levantada por Okrent é real porque cresce o número de pessoas que passam ler blogs por acreditarem que os jornais não são mais isentos, principalmente em matéria de política. O problema é que os blogs formam um conjunto heterogêneo onde a credibilidade também é uma meta a ser alcançada.


Os processos de revalidação da credibilidade pública pelos jornais e de afirmação de confiabilidade pelos weblogs encontram o leitor numa situação bastante confusa porque estão mudando os parâmetros que ele tinha para confiar ou desconfiar numa informação. A verdade já não tem mais apenas duas caras. Tem muitas e identificar quais delas são as mais verossímeis não é um processo fácil nem muito menos rápido.


A imprensa está condicionada, há muito tempo, pela idéia do certo e do errado, do claro e do escuro, do bom e do mau, do contra e do a favor. Não há nuances e nem relativizações. O resultado é que a dicotomia tomou conta do debate público e o sectarismo acabou inevitável, como mostram as recentes polêmicas em torno do mensalão, visiveis nos comentários dos weblogs sobre política.


Aí uns se entrincheiram nos jornais enquanto outros agarram-se aos blogs como válvula de escape para expressar sua posição contrária ao establishment. O problema é que a realidade não é tão simples, pois a avalancha noticiosa produz uma tal quantidade de dados e informações que tanto o contra como o a favor já não conseguem mais sobreviver dentro da camisa de força do sectarismo. Quem não consegue conviver com a incerteza acaba contaminado pela irritação.


Mas voltando a palestra de Daniel Okrent. O argumento dele é de que os jornais ainda têm globalmente, mais credibilidade do que o conjunto dos blogs mas podem perdê-la se não corrigirem os problemas que estão minando a sua imagem diante do público e se não transferirem para seus sites na Web a confiança que ainda tem de parte dos seus leitores.


Segundo ele, na imprensa mundial existem grandes ‘marcas’ como os nomes de colunistas e articulistas que conquistaram o respeito de todos e estas marcas devem ser levadas para a internet porque o público se informa cada vez mais através da Web, numa tendência irreversível.


Okrent admitiu que os erros da imprensa norte-americana facilitaram a decisão do governo Bush de invadir o Iraque, em 2003, porque os jornais e os jornalistas não conferiram os dados e informações fornecidos pela Casa Branca, pelo Pentágono e pelo Departamento de Estado. Os jornais e até a televisão estão pagando hoje um preço alto pelos equívocos cometidos, pois o público está muito mais cético diante de tudo e de todos.


A transferência de credibilidades proposta pelo ex-ombudsman do The New York Times não parece um processo simples pois os chamados ícones da confiabilidade são, geralmente, ‘homens do papel’ cuja adpatação à web lhes obrigará a uma penosa revisão de valores e de rotinas. O maior deles será a convivência com o patrulhamento dos leitores.


Por seu lado, os blogs também tem pela frente uma série de desafios no quesito credibilidade. O maior deles será o aprendizado do manejo da informação por pessoas que não têm formação jornalística. Isto não significa que só os profissionais podem trabalhar com a notícia. Este monopólio está acabando, mas isto obriga os não profissionais de assumirem as responsabilidades decorrentes do manejo da informação, uma matéria prima pra lá de complexa e com efeitos letais. É uma exigência que será cobrada pela sociedade e não apenas pelo sindicato dos jornalistas ou pela justiça.


Aos nossos leitores: Serão desconsiderados os comentários ofensivos, anônimos e os que contiverem endereços eletrônicos falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 28/02/2006 marcos valério mannarino loures

    cada vez mais temos uma imprensa sem isenção. as manchetes e as matérias vinculadas tanto formativa como informtivamente falando são totalmente parciais, demonstrndo um ponto de vista que, na maioria das vezes, corresponde ao pensamento de uma pseudoelite cultural que é preconceituosa e, muitas vezes, distante da realidade da parte mais representativa da sociedade, a manifestação da maioria do povo povre que, agora, começou a entender que a democracia vem do povo e não somente passa por ele. temos no Brasil um exemplo clássico de que MAIS FORTES SÃO OS PODERES DO POVO, o que o profeta Glauber já preconizava em idos tempos. Agora, um aviso à essa burguesia hipócrita, os filhos do povo estão cada vez mais nas universidades e faculdades, e vão ser eles, os grandes formadores de opinião e, não como era antigamente, os filhos do dono do poder economico. é bom essa turma acordar, por que os grandes impérios jornalísticos se não olharem para isso irão, inevitavelmente à bancarrota

  2. Comentou em 20/02/2006 Marcelo Monteiro

    Os blogs só alcançam os que já são céticos da imprensa, ao menos no Brasil. A Tv continua e continuará sendo o mais poderoso portador da ‘verdade oficial’, lamentavelemente, ao menos no brasil, por muito tempo.

  3. Comentou em 20/02/2006 Isabel Silva

    Realmente, os jornalistas perderam o monopólio da notícia.Devemos defender a liberdade de imprensa mas também ter o direito de leitor respeitado.Como os jornais andam subestimando nossa inteligência,vamos procurar a verdade em outras fontes.Os blogs nem sempre satisfazem, mas a resposta do leitor é imediata.Queremos ser informados, não domesticados.

  4. Comentou em 19/02/2006 Guilherme Souza

    Não foi só a norte americana que cometeu equivocos, ou quis cometer como a nossa midía quis, bombardeou e julgou o governo Lula sem ter provas, colocando na capa qualquer depoimento, até mesmo de traficantes. E agora com a lista de furnas falam em cautela, será porque???

  5. Comentou em 19/02/2006 Aluizio Amorim

    Olá, Castilho:
    Continuo considerando seu blog os melhor dos melhores no que respeita ao debate sobre a mídia e as novas tecnologias. Sempre dou uma passada por aqui.
    Hoje fui aos comentários deste post e, para o meu espanto, vejo que muita gente continua satanizando a grande imprensa brasileira. Querem que a mídia contemporize a desfaçatez desse governo pífio e mentiroso do PT e que, se por azar, continuar mais quatro anos, fará com que o Brasil retorne ao passado. Voltaremos ao tempo do boi e do arado pela mão desses stalinistas tupiniquins. E, se gostam tanto da miséria, com certeza encontrarão algum espaço para viver nas favelas brasileiras. Aliás, são elas que hoje dão suporte político ao PT. Por isso mesmo, o PT jamais irá querer acabar com a miséria. Pelo contrário, quer eternizá-la com programas sociais paternalistas que estão longe, muito longe de promover a inclusão social.
    Vade retro, PT!
    Abs
    Aluízio Amorim
    http://oquepensaaluizio.zip.net

  6. Comentou em 18/02/2006 neif taiar

    Creio no futuro promissor e até gostaria de organizar um deles, mas como viabilizá-lo economicamante? Puro deletantismo?

  7. Comentou em 18/02/2006 Eduardo Guimarães

    Denuncismo anti-Lula é antigo. Lula sempre foi vítima de denúncias em anos eleitorais. Querem ver? Leiam reportagem da Folha de são Paulo publicada na reta final da campanha de 1998, aquela em que FHC se elegeu dizendo que se Lula ganhasse, desvalorizaria o real. acesse: http://edu.guim.blog.uol.com.br

  8. Comentou em 18/02/2006 Sergio Denicoli

    Acredito que a crise de credibilidade passa não pela questão da opinião nos blogs, mas sim pelo fato de que a mídia tradicional perde o poder de mediação com a Internet. A imprensa tem seus critérios, que não necessariamente são crediveis, mas passam a ter credibilidade a partir do momento em que entram na agenda midiática de diversos jornais. Com os blogs o leque se abre a muitos assuntos podem ser colocados em pauta. Aproveito para dizer que os links da sua lista para o Ponto de Análises e para o Intermezzo estão levando a endereços errado. Abraço Castilho!

  9. Comentou em 17/02/2006 Jose dos santos

    Parabens aos comentarios do Sr. Mario Flores, com muita sensibilidade vejo muitos brasileiros que determinaram o fim da escravidão da imprensa elitista, além da Revista Veja, o Jornal O estado de são paulo, e tambem podemos começar a incluir a Folha de São Paulo, por isso acho o Blog a melhor alternativa para um futuro proximo, enquanto não tiver as amarras do Poder.

  10. Comentou em 17/02/2006 Antonio Afif

    Prezados: seja no papel ou na internet, a questão da credibilidade de quem informa sempre será levada em conta, mas reconheço que nos blogs teremos mais problemas que no jornal, apesar do que disse o ex-ombudsman norte-americano, pois cada um pode escrever o que bem entender.

  11. Comentou em 17/02/2006 Calypso Fagundes

    Com as notícias jornalísticas inseridas pela internete,o sectarismo atrofia,as incertezas se inibirão,erros valores serão a ronda do social e ademais o aprendizado e a verdade acabarão com o maçante.Grata Calypso

  12. Comentou em 17/02/2006 Célio Oliveira

    O principal problema do veículo de comunicação impressa elitista é justamente passar ao leitor uma visão na qual o tal veículo se alinha: as idéias capitalistas. No Brasil, dá náusea ler a revista Veja, por exemplo. Ali, não sei se os jornalistas que assinam as matérias também compartilham da ideologia vigente ou apenas estão cumprindo o ‘seu papel’ a mando do proprietário da revista para escrever a uma visão linear. Também é impossível detectar a opinião da tal da outra parte, princípio básico do jornalismo. Quando leio um texto da Veja estou compreendendo que o que está escrito é exatamente a opinião do dono do veículo. Por isso, os blogs hoje pululam por toda a internet. Ninguém quer mais apenas absorver informação, ainda mais quando vem manipulada e dissumulada de uma idéia desenvolvimentista calcada nos principios capitalistas e neoliberais. Todo mundo também quer omitir a sua opinião. Seja dentro das técnicas jornalísticas ou não. Por isso o sucesso dos weblogs.

  13. Comentou em 17/02/2006 Joka Madruga

    Tenho que concordar com o Mario Flores no primeiro post. A imprensa, durante os 08 anos de FHC, foi totalmente apática mesmo durante os desmontes promovidos com as privatizações. O que nos faz pensar. A serviço de quem estão estes meios de comunicações sociais? Recentemente ouve uma denúncia de na Veja trabalhavam dois norte-americanos que poderiam estar ligados à CIA. Teoria da conspiração? Não sei dizer agora, mas que aí tem algo tem. Senão a Veja e outros meios não seriam tão raivosos com a esquerda no Brasil. Principalmente os movimentos sociais.

    Abraços!
    sem-medodeserfeliz.zip.net

  14. Comentou em 17/02/2006 Jacob Nadler Blumen

    Acabo de receber em particular um comentário relativo ao que escrevi.
    Me permito reproduzir a parte mais divertida.
    Credibilidadde:Que país é este,onde um candidato a gari é obrigado a ter o segundo grau quando para ser presidente da república não se exige sequer o primeiro grau.
    Jornalistas,ora jornalistas se formam, se compram, se vendem e até se alugam.
    Eles e seus donos são os principais responsáveis pelo descredito geral.
    A grande mídia é corrupta.
    A população é subliminarmente conduzida à alienação,ao desinteresse e à burrice crônica.
    Criam marionetes,factoides,manipulam e se locupletam.
    Triste um país onde a Mídia manda no executivo,no legislativo e no judiciário.
    As exceções não são significativas nem relevantes.

  15. Comentou em 17/02/2006 MARIO FLORES

    Caros,

    Muito oportuna a observação sobre a credibilidade dos canais de informação, aproveito para observar que a revista veja o Estado de São Paulo e o site do IG estão convergindo para Direita em todas as suas analises politicas, e carregam com ‘caneta de chumbo os erros deste governo’, coisa que nunca vimos em nossa imprensa, e que nos 8 anos de FHC nunca aconteceu nem durante as privatizações.
    A questão é quem financia este tipo de imprensa ‘acredito que o poder Economico de muitos que neste pais durante os ultimos 500 anos acostumaram a mamar na mesmice de sempre.
    Imprensa Livre sem influencia do Capital ‘Nacional ou Estrangeiro (Veja)’, e critica, doa a quem doer é o que queremos.

  16. Comentou em 17/02/2006 Jacob Nadler Blumen

    …’Por seu lado, os blogs também tem pela frente uma série de desafios no quesito credibilidade. O maior deles será o aprendizado do manejo da informação por pessoas que não têm formação jornalística. Isto não significa que só os profissionais podem trabalhar com a notícia’… Pena que o Castilho tenha convicções tão limitadas, mesmo se desdizendo se trai. Com certeza se alinha com os que defendem a profissão ‘jornalismo’ com exclusividade para os formados na especialidade. Lidar com a informação não é arte é cultura. Independe das profissões e requer sobretudo a liberdade de quem a pratica. Não existe redação livre, todas são tuteladas,ou será que o Castilho trabalha em outro mundo. A evolução dos blogs mais articulados com certeza os transformarão em sites pela necessidade de evoluir o projeto de web inicial.Os demais iraõ definhando naturalmente. Nichos e modismos irão conviver e se integrar às novas perspectivas de conectividade. Claro que figuras da mídia eletronica e até da impressa sempre terão vantagens comparativas na divulgação de seus esforços na WEB. Mas decididamente a informação será democratizada. Conviveremos com o refinamento e as baixarias dos autores,cada um terá seu público. Finalizando, lembre-se que o ‘ O único jornalista independente é o que está desempregado’ abraços Blumen

  17. Comentou em 17/02/2006 Marcos Santos

    Sobre o meu comentário postado anteriormente, espero inclusive ataques corporativistas (da classe de jornalistas, é claro).

  18. Comentou em 17/02/2006 Marcos Santos

    Sobre o meu comentário postado anteriormente, espero inclusive ataques corporativistas (da classe jornalística, é claro).

  19. Comentou em 17/02/2006 Marcos Santos

    Sinceramente, não acredito que a imprensa de hoje seja pior do que a de ontem. Mas a diversidade de informações que hoje está disponível ao leitor traz a percepção de que a muito tempo se está sendo enganado ou que parte da verdade esteja sendo omitida pela imprensa (ou mesmo que alguns jornalista queiram estabelecer a sua verdade). A internet de uma maneira geral e os blog´s em particular tem uma responsabilidade nesse processo de transformação da percepção dos consumidores de informação. Esse processo é facilitado porque o custo de informação (em termos monetários e de tempo) hoje é menor do que o de alguns anos atrás. Além disso, parte dos blog´s não se dedicam a produzir informações, mas em debater essas. Quer dizer: é o fim da informação estática, onde alguém escreve e outro lê. O que há agora são comunidades de debatedores conversando através posts. Não sou jornalista, não tenho amigos jornalistas e nunca li um livro sobre jornalismo. Mas sou consumidor de infomação. E ter diversas fontes de informações diponíveis ajuda-me a criticar as fontes de informações e a procurar a escolher melhor. E a conclusão é bem clara: os jornalistas estão na berlinda e vão precisar desenvolver um novo conjunto de habilidades para tratar com a nova dinâmica das informações. E principalmente: vão precisar aguçar o sentido da audição e aprimorar a forma de transmissão de informação.

  20. Comentou em 17/02/2006 Flavio Francino

    É notório a falta de credibilidade dos jornais ( direitistas ) desse país que atacam sistematicamente o governo aumentando a dramaticidade dos erros e abreviando ao maximo os acertos vide o CORREIO BRAZILIENSE e o JORNAL DE BRASILIA que são na verdade jornais de extrema direita que detestam destacar os numeros SUPERPOSITIVO do presidente Lula. Só para contrariar queria registrar que na minha casa há 8 pessoas que votam e são 8 votos para o prasidente Lula.

  21. Comentou em 17/02/2006 Getúlio Suarez

    Nessa disputa entre o blog e o tradicional jornal, o blog, ao meu ver, leva vantagem.
    Iss o não significa que o blog tem mais credibilidade do que o jornal escrito. Mas é exatamente o fato de que todos sabem da falta de credibilidade das informações publicadas no meio virtual que faz com que o interagente busque outras fontes para a mesma informação.

    E essa busca por outras fontes é totalmente benéfica. A mídia tradicional se faz passar como verdade absoluta e tira a capacidade crítica de seus leitores!

  22. Comentou em 17/02/2006 José Melquíades Ursi

    Há consciência generalizada de que o “estrelismo” de boa parte de profissionais da imprensa provoca asco. Tem-se a sensação de que o poder da informação é atributo exclusivo de jornalista, muitos deles tranformados em comentaristas ou até âncoras de ar “condicionado”. Pensam que são atores onipotentes, capazes de manipular e direcionar interesses dos leitores ou espectadores.
    Veja só. Esta semana o Superig convoca os internautas a interagirem com a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplcy. Três jornalistas tomam a cena, e as perguntas dos internautas são relegadas a plano inferior. Eu lhes disse isso. Por que então convocar os internautas paras as perguntas?
    Nós do povo é que sabemos onde nos dói o calo, ou onde a ética não pode ser relegada de jeito nenhum a plano inferior. A imprensa desconhece isso, tanto que alivia com o Poder Judiciário, passando a impressão de que o teme. Então dá-lhe pau no Executivo e no Legislativo. Deixa a imprensão de coragem e oferece menores riscos. É isso.

  23. Comentou em 17/02/2006 Carlos Gesteira Gesteira

    DOM HELDER CÂMARA já dizia: VOCÊ PENSA QUE O POVO NÂO PENSA???… O POVO PENSA!!!

  24. Comentou em 17/02/2006 Roberto Nogueira de Almeida

    Salve todos
    Gostaria de salientar que estamos passando por uma crise de credibilidade sem precedentes na historia moderna, tenho certeza que no futuro seremos cobrados por ter sido coniventes com isso. Sei tambem que a ‘grande imprensa’ comecara a desconstruir a imagem do Presidente Lula, para dar folego aos seus protegidos, nao tenho duvidas que apartir da divulgacao da pesquisa favoravel ao Presidente as baterias da imprensa se voltarao contra ele ate a eleicao. Infelizmente nos leitores estamos num beco sem saida, nao temos onde nos socorrer, o que ainda sobra sao blogs e outras midias independentes que noticiam os fatos como eles sao, as vezes contra o Governo e as vezes contra a oposicao. No que me toca, tomei as providencias que julguei necessarias, cancelei minhas assinaturas de jornais e revistas que considerei tendiosas e de pensamento unico. Nao posso financiar esta tragedia que a imprensa nacional se meteu.
    A imprensa quer se sobrepor ao pensamento da sociedade, que apesar dos erros do PT, tem identificado que este foi o melhor Governo dos ultimos tempos, se comparar-mos os resultados, fica ate dificil de entender o que a oposicao esta falando, eles puderam quando estiveram la e nao fizeram, como e que agora sao melhores? em que?.
    Portanto sou favoravel aos Blogueiros, penso apenas que o leitor nao deve ficar escravo apenas da opiniao de um Blog.

  25. Comentou em 17/02/2006 Sdiney Rodrigues

    Não acredito que os blogs conseguiram substituir a imprensa no quesito isenção, o que vemos, é um monte de blogueiro compromissados com política, como se estivessem ainda por detrás de um editor e da máquina de escrever! Mudou somente o modo de publicar, mas o modo de redacionar, ainda carrega consigo um editor do passado, um ‘trauma’. Os jornalistas ainda continuam de cabresto.

  26. Comentou em 17/02/2006 Vinicius Factum

    Por falar em conteúdo, não deixe de ler a matéria do meu Blog ‘Queijo coalho, CD e DVD’.
    Participe desse debate!

    Abs,

    Vinícius Factum

  27. Comentou em 17/02/2006 Eduardo Guimarães

    O fato é que a prática já secular da censura – inclusive por parte da própria imprensa contra temas e nomes de que não gosta -, acabou. A internet, os blogs vão acabar com a impossibilidade de manifestar pontos de vista. Antes, a imprensa escrita e eletrônica detinha o monopólio da opinião, imunide a críticas, enfim, um poder absoluto de determinar o que a coletividade poderia ou não saber. Agora não mais. Qualquer cidadão sem formação jornalística pode exercer o direito de opinar e reportar o que julgue importante. É claro, entretanto, que só serão levados a sério os blogueiros que se pautarem por padrão de seriedade. Aproveito também para divulgar meu próprio blog: http://edu.guim.blog.uol.com.br/

  28. Comentou em 16/02/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    O artigo do gringo é bastante engraçado. Ao mesmo tempo que reconhece a importância da inovação produzida pelos blogs o jornalista se lamenta os jornais terem perdido sua magestade e deseja ardentemente que os mesmos readquiram sua credibilidade. Como diria um jacobino na França revolucionário ‘não dá para fazer uma república preservando os poderes do rei’. A imprensa reinou absoluta desde o século XVIII. O resultado que produziu foi bastante nefasto. Os jornais ingleses legitimaram a Guerra dos Boeres e só se convenceram de que as tropas britânicas estavam cometendo abusos depois que milhares de mulheres, crianças e velhos parentes dos sul-africanos morreram de fome nos campos de concentração. Os jornais americanos legitimaram a Guerra Hispanoamericana no final do século XIX e a adoção da eugenia pela legislação no princípio do século XX (antes dos nazistas). Há bem pouco tempo a imprensa americana legitimou as guerras do Afeganistão e do Iraque. Agora lamente as atrocidades nas prisões iraquianas cometidas por marines. As empresas Globo elegeram o Collor e ele derrapou na merda. Os jornais alemães e russos competiam para ver quem escondia melhor as atrocidades de seus respectivos regimes. Tudo bem pesado é ótimo que os jornalões estejam perdendo a credibilidade. Afinal, sempre abusaram dela para satisfazer interesses escusos.

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