Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Cade baliza Sky Brasil e Rede Globo cala

Por Mauro Malin em 26/05/2006 | comentários

O Globo Online deu na tarde de ontem:


Cade aprova por unanimidade fusão de Sky e DirectTV, com restrições


Martha Beck – O Globo


BRASÍLIA – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu o julgamento do processo de fusão entre a Sky e a DirecTV no mercado brasileiro. O relator do caso, Luís Delorme Prado, sugeriu a aprovação da operação com restrições e foi acompanhado por todos os quatro conselheiros aptos a votar – dois estavam impedidos”.


Com a fusão, a Sky Brasil terá 97% do mercado brasileiro de TV por assinatura transmitida por satélite e 34% de todo o mercado de TV paga.


A notícia não aparece no noticiário do Jornal Nacional transcrito no portal da Globo. Não foi dada no Jornal Nacional de hoje. Os sites do Bom Dia, Brasil e do Jornal Hoje desta sexta-feira não trazem nada.


O Jornal da Band deu-a agora há pouco, em tom de comemoração, com direito a editorial, lido por Joelmir Beting. A certa altura, o apresentador disse mais ou menos o seguinte: no capitalismo, monopólio já é indesejável. Pior é monopólio de concessão pública. Cito de memória porque o portal da Band na internet é tão ruim que a notícia mais recente publicada no site do Jornal da Band neste momento (21h40 do dia 26) é de 20h15 de ontem.


A notícia saiu hoje em todos os jornais: Globo, JB (Folhapress), Estado, Folha, Valor, Gazeta Mercantil.


Na Folha, as restrições foram apresentadas assim:


Principais regras que a Sky deverá obedecer para levar adiante a fusão, segundo o Cade:

1. Não poderá ter contratos de exclusividade para transmissão, no Brasil, de jogos de futebol dos campeonatos Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores da América e estaduais do Rio e de São Paulo. Duração: cinco anos.

2. Terá que oferecer o mesmo preço e os mesmos pacotes em todo o país. Duração: cinco anos.

3. Deverá transmitir os canais pagos de conteúdo nacional hoje disponíveis na plataforma da DirecTV para os assinantes que migrarem. Duração: três anos.

4. Empresas do grupo Globo não poderão vetar contratação de programas de conteúdo nacional. Sem duração.
Fonte: Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”.


No Estadão, uma explicação:


No Brasil, (….) além de haver poucos municípios cabeados, as Organizações Globo participam tanto do controle da Sky quanto da Net, a maior operadora de TV a cabo. A principal preocupação do mercado dizia respeito ao conteúdo, tanto em relação aos contratos de exclusividade no futebol – programação que não pode ser substituída por similares e é essencial na decisão de compra do consumidor – quanto ao acesso de outros canais nacionais ao meio de distribuição por satélite. Nos EUA, a fusão foi aprovada com o o fim da exclusividade de programação. O Grupo Bandeirantes havia entrado com representação contra a fusão, temendo não haver mais espaço para os seus canais, como BandNews, BandSports e Terra Viva”.


No Valor:


Por fim, o Cade impôs condições ao Grupo Globo e às companhias controladas pelo mesmo. Essas empresas deverão se abster de vetar algumas condições em seus contratos de transmissão de programação. A Globo não poderá proibir suas contratadas de realizar produções de conteúdo nacional. A empresa terá de retirar cláusulas de seus atuais contratos que prevêem isso, enfatizou [o conselheiro do Cade relator do processo, Luiz Carlos Delorme] Prado. Explicou que o objetivo dessa medida é o de incentivar a produção de conteúdo nacional na TV paga e, com isso, ampliar a competição”.


Segundo os jornais, a DirectTV e a Sky receberam bem a decisão.


Mas, em trecho da nota conjunta das duas empresas citado pela Gazeta Mercantil (por que o JB não usou o noticiário da Gazeta é algo que desafia a compreensão) talvez resida a explicação do silêncio antinoticioso da Globo. Diz a Gazeta: “A nota não explica se as empresas vão recorrer da decisão, mas informa que as operadoras irão ´analisar com mais cuidado as condições impostas´.”


A história ainda não terminou, informa a Gazeta Mercantil: “A exclusividade oferecida pela Globosat a determinadas operadoras na transmissão de campeonatos de futebol, porém, só será decidida na próxima semana”.





Todos os comentários

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem