Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1014
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Carta aberta faz revelação

Por Luiz Weis em 26/07/2006 | comentários

Circula na internet a seguinte carta aberta, com uma informação relevante sobre o ínicio do novo surto de barbárie no Oriente Médio. Os seus primeiros signatários são reconhecidos internacionalmente.


 


‘O mais recente capítulo do conflito entre Israel e Palestina começou quando forças israelenses sequestraram em Gaza dois civis, um médico e seu irmão. Um incidente praticamente ignorado em toda parte, menos pela imprensa turca. No dia seguinte, os palestinos aprisionaram um soldado israelense – e propuseram uma troca negociada com prisioneiros feitos por Israel. São cerca de 10 mil.

Que esse “sequestro” tenha sido considerado um ultraje, enquanto a ocupação militar ilegal da Cisjordânia e a apropriação sistemática de seus recursos naturais – principalmente água – pelas Forças de Defesa (I) de Israel seja considerada um lamentável fato da vida real é típico do duplo padrão repetidamente adotado pelo Ocidente diante do que se abateu sobre os palestinos, no território que lhes foi adjudicado por acordos internacionais, durante os últimos setenta anos.

Hoje, os ultrajes se sucedem; mísseis de fundo de quintal cruzam com mísseis sofisticados. Estes últimos geralmente acham os seus alvos ali onde vivem os pobres, deserdados e amontoados, esperando por aquilo que outrora se chamava Justiça. As duas categorias de mísseis dilaceram corpos horrivelmente – e quem, exceto os comandantes de campo, podem perder isso de vista por um instante?

Cada provocação e contra-provocação é contestada e teorizada. Mas os argumentos subsequentes, as acusações e as promessas, tudo serve para desviar a atenção mundial de uma duradoura prática militar, econômica e geográfica cujos objetivos políticos são nada menos do que a liquidação da nação palestina.

É preciso proclamar isso em alto e bom som, porque essa prática, apenas semi-declarada e frequentemente encoberta, avança rapidamente nos dias atuais e, em nossa opinião, deve ser incessante e eternamente reconhecida pelo que é – e a ela é preciso resistir.’


 


John Berger
Noam Chomsky
Harold Pinter
José Saramago


Eduardo Galeano
Arundhati Roy
Naomi Klein
Howard Zinn
Tariq Ali
Charles Glass
W.J.T. Mitchell
Richard Falk


Gore Vidal


Russell Banks


 


***


 


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