Terça-feira, 20 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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Chauí fez escola

Por Mauro Malin em 21/11/2005 | comentários

A professora Marilena Chauí fez escola. O presidente Lula desfechou hoje (21/11) uma crítica à mídia em novo patamar. Ela seria responsável pelos danos à imagem do Brasil. Prejudicaria a percepção do país por empresários que apesar disso se mostram dispostos a invetir na economia brasileira graças à genial política do governo. O problema não é com fatos, é com algum desígnio malévolo dos inimigos da pátria.


No horário obrigatório ocupado pelo PT paulista, a mídia foi a grande vilã. Acusada frontalmente pelas desventuras do partido. O presidente estadual, Paulo Frateschi, chegou a dizer que não defende a censura, apesar da posição empedernida dos “donos de jornais”. Como se os jornalistas fossem cãezinhos amestrados. Mas quem falou em censura, Sr. Frateschi?


Uma atriz que monotonamente encarnou diferentes personagens – a falta de Delúbio Soares, Marcos Valério e Duda Mendonça ficou patente – repetia a cada quadro que a imprensa, o rádio, a televisão, a internet só tratam da crise do “mensalão” e não denunciam problemas dos governos do PSDB no estado e na cidade de São Paulo. Mas os ataques da propaganda petista foram todos baseados em recortes de jornais. Antigamente o nome disso era oportunismo.


Onde falta transparência


Outra mania que surgiu nos últimos dias consiste em atribuir à mídia a invenção das hesitações do presidente Lula em relação à política econômica. A mídia exagera, gosta de maniqueísmo, inventa factóides, mas talvez esteja até se atrasando para perceber o tamanho da guinada que dorme nas dobras do futuro imediato.


Fala-se das interpretações da mídia como se elas fossem o ponto principal, e não a falta de transparência da mensagem presidencial. Como se não houvesse a tentação de abrir os cofres em ano eleitoral. Como se isso não representasse uma ameaça séria a um esforço de estabilização econômica que é patrimônio principalmente das grandes massas pobres. Como se não houvesse interesses poderosos por trás da expectativa de relaxamento do tripé macroeconômico: austeridade fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação. Como se não houvesse essa brecha que é a fragilidade da posição do ministro Antonio Palocci.

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