Segunda-feira, 29 de Maio de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº943

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Coalizão dentro da coalizão

Por Luiz Weis em 26/03/2007 | comentários

O Estado, ontem, e a Folha, hoje, trazem substanciosas matérias sobre a disputa entre os principais sócios da coalizão do governo de Lula pelos cargos do chamado segundo escalão da administração direta e indireta – cujos titulares não raro são mais poderosos que muitos ministros.

Estão em jogo pencas de cargos de direção em potências como Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobrás, Furnas, Caixa Econômica Federal, Eletronorte, Fundação Nacional de Saúde, Casa da Moeda, Correios, Banco do Nordeste, BR Distribuidora…

É a corrida pelos melhores lugares daquilo que o presidente do PMDB, Michel Temer, citado hoje pelo colunista político Ilmar Franco, do Globo, chama, sem enrubescer, “coalizão administrativa”.

Dela, o grosso dos outros nove partidos da base lulista está praticamente alijado, com as proverbiais exceções que confirmam a regra. E a regra é que os acionistas francamente majoritários do segundo mandato se chamam PT e PMDB.

Partidos tradicionalmente lulistas, como o PSB, o PC do B e, com idas e vindas, o PDT, devem virar coadjuvantes. O PTB, informa Ilmar, não deve alimentar grandes esperanças junto ao Planalto enquanto for presidido pelo deputado cassado Roberto Jefferson.

O PR (ex-PL), que bateu recordes de crescimento na Câmara – elegeu 23 deputados em outubro e está com 40 – pode perder gás político agora que a revista IstoÉ revelou que correm processos na Justiça Eleitoral – um deles por compra de votos – contra o senador Alfredo Nascimento ex-ministro dos Transportes, na bica para voltar ao cargo.

De todo modo, o ângulo certo a partir do qual o leitor deve acompanhar o noticiário dos rumos do segundo mandato e os movimentos embrionários para a sucessão de 2010, se quiser entendê-los, é este da coalizão dentro da coalizão, que reúne, com as inevitáveis rusgas, o PT e o PMDB.

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Todos os comentários

  1. Comentou em 27/03/2007 Gláucio Costa

    O loteamento dos cargos a partidos ou a forças políticas infelizmente é praxe em nosso país. Para ter apoio é preciso conceder algo. Ajudar os aliados a se fortalecerem. É uma pena que o PT que lutava contra isso no passado, esteja agora usando essa nova forma de patrimonialismo, em vez dos apadrinhados consaguíneos, os companheiros ou os quase. Isso poderia diminuir muito se o governo lula adotasse o critério do profissionalismo, onde apenas funcionários de carreira dos órgãos pudessem ser nomeados para os cargos em comissão, deixando para a troca de favores apenas os cargos do alto escalão.

  2. Comentou em 27/03/2007 Cesar Augusto Dutra da Rosa

    Parece agora que o Pres. Lula terá que pedir aos aliados uma ficha corrida, todos os indicados do PMDB tem algum processo e de outros partidos também, antes avaliava a competência, atualmente a transparência do passado para não passar o período todo sendo processado no cargo. Ainda dissem que o povo é sabio ao votar.

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