Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Cobrindo (mal) as falas de Lula

Por Luiz Weis em 02/04/2009 | comentários

Agora que ele apareceu na primeira fila, sentado ao lado da rainha Elizabeth, na foto oficial da recepção aos líderes do G-20 no Palácio Buckingham, em Londres, e agora que a BBC flagrou o americano Barack Obama dizendo, numa roda, que “esse é o cara, eu adoro esse cara, ele é o político mais popular da Terra”, talvez a imprensa brasileira se anime a tratar com menos superficialidade, ironia, ou mesmo sarcasmo, as declarações do presidente Lula – e, no embalo, as posições do governo brasileiro sobre a crise mundial.


Falando sério. Seja quando ele sai com uma de suas tiradas de gosto duvidoso – a exemplo da “gente branca de olhos azuis”; seja quando destaca o papel de um “Estado forte” diante dos problemas da atualidade; quando adverte para o risco de um “terremoto social e político”, em decorrência da explosão do desemprego na recessão que se propaga; ou ainda quando anuncia que o Brasil desta vez não vai pedir dinheiro ao FMI, mas vai pôr dinheiro no fundo de mais de US$ 1 tri para incentivar a economia global, o tratamento que a mídia da casa lhe dá é no mínimo inconsequente.


Não se propõe que, no lugar disso, o aplaudam ou, pior, embarquem numa constrangedora louvação da importância que lá fora se atribui crescentemente ao Brasil para a recuperação econômica internacional – algo que seria reminescente da ridicularia do “mais uma vez a Europa se curva…”.


Se bem que o Brasil em alta é uma pauta à parte. Já é tempo de tratar do efeito combinado das presidências Fernando Henrique e Lula – e das suas pessoas – para a nova apreciação do país no exterior. Já são catorze anos de uma paradoxal continuidade que aqui dentro os dois lados se recusam a reconhecer, mas que lá fora é vista como um ciclo sui-generis de expansão da presença brasileira, ancorado em duas figuras incomuns, somando-se aos fortes ganhos de modernização da economia nacional. Fica o registro.


De imediato, propõe-se apenas um pouco mais de densidade jornalística, para se ir além do mero e mandatório registro das falas de Lula. Trata-se de situar, explicar, ir aos bastidores e apontar os seus eventuais pontos cifrados, ou as mudanças de ênfase do que declara. E, mais ainda, em conexão com isso, contar como vem sendo construída e com quem vem sendo articulada a política externa brasileira para a crise.


Coisa que a imprensa estrangeira de qualidade – nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha – faz sem pensar duas vezes com as manifestações dos seus líderes, mesmo, como frequentemente acontece, para criticá-los por elas.


Pelo menos dela não se poderá dizer que chuta o pau da barraca antes de erguê-la.


Nos jornais brasileiros, uma abordagem mais ambiciosa poderia aprofundar, por exemplo, a questão da aparente inconsistência de Lula quando uma hora ele insiste em expor a responsabilidade do mundo desenvolvido por isso que está aí – e do que a referência aos brancos de olhos azuis é apenas a parte mais apimentada – e outra hora, à maneira de Obama, diz que o que interessa é olhar para a frente.


“Se encontrei um cidadão moribundo, baleado, não vou ficar perguntando quem deu o tiro e onde está a bala, mas levar a vítima ao hospital para salvá-la”, comparou Lula numa entrevista a bordo do trem que o levava de Paris a Londres, na véspera da reunião do G-20. “Depois a gente discute o resto.”


Mas, na antevéspera, falando em Doha, no Catar, na reunião América do Sul-Países Árabes, ele se dedicou a perguntar “quem deu o tiro”, culpando as grandes potências econômicas não só pela crise, mas pela degradação ambiental, pelos desequilíbrios no comércio e pela insegurança coletiva.


Podia ter acrescentado que os emergentes fazem a sua parte – no deflorestamento da Amazônia, na expansão predatória do sistema de usinas hidrelétricas na China, para ficar só nisso, por enquanto.


Em compensação, na semana passada, pouco antes de apontar o dedo (em público) para os brancos de olhos azuis, o que dá no mesmo do que falar dos desenvolvidos irresponsáveis, ele citou o seu próprio comportamento em momentos diferentes para fazer um mea-culpa (em privado).


Disso não se saberia se o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, seu interlocutor na ocasião, não o entregasse, numa surpreendente inconfidência que, a propósito, ressalta o pouquíssimo que a imprensa, na grande maioria das vezes, apura do que os governantes se dizem entre quatro paredes.


O fato é que, numa coletiva, ao lado de Obama, na quarta-feira, 1, em Londres, Brown contou que, na conversa entre ambos em Brasília, Lula lhe dissera que, quando líder sindical, culpava o governo, quando líder da oposição, culpava o governo, e quando virou governo, passou a culpar a Europa e a América.


Brown usou essa confissão para dizer que também Lula reconhece que a crise é um problema global que requer uma solução global. Por que Lula se abriu assim com Brown são outros quinhentos, em cujo rastro um repórter imaginativo bem que poderia enveredar.


Castelo de Areia em três tempos


Com uma reportagem, uma entrevista e um artigo, o jornal Valor bateu a concorrência em matéria de clarear as idéias do leitor sobre a operação da Polícia Federal em cima da empreiteira Camargo Corrêa.


Assinada por Juliano Basile e Rafael Rosas, a reportagem, sobre a reação da PF à acusação de buscar deliberadamente incriminar a oposição e poupar o PT ao divulgar trechos de gravações sobre doações a políticos em campanha, foi a mais arrumada de todas quantas saíram na quarta-feira com base numa entrevista do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.


A matéria registrou mais claramente que as outras a alegação de Corrêa segundo a qual os federais não deram sequer publicidade à operação no dia em que ela ocorreu e que a responsabilidade pela divulgação foi do juiz da Sexta Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis, que, “ao autorizar delegados a agir perante as pessoas suspeitas de crimes, tornou público o seu despacho.


Incidentalmente, foi ele quem excluiu o PT, o PTB e o PV da lista de partidos citados nas conversas grampeadas de diretores da construtora. Salvo engano, nenhum jornal foi atrás dele para saber por que. [Os nomes só reaparecem na versão intregral do relatório.)


Na quinta-feira, 2, o Valor deu uma entrevista – de praticamente uma página inteira – com outro federal, o delegado Roberto Troncon, chefe da Diretoria de Combate ao Crime Organizado, da PF. E, nessa condição, responsável direto por todas as operações policiais no país contra os suspeitos de crimes financeiros.


Conduzido pelo repórter Caio Junqueira, o pingue-pongue, intitulado “Foco é o crime financeiro e não o Congresso”, revela, como a edição do texto destacou, que a Operação Satiagraha, do delegado Protógenes Queiroz, “da forma como foi conduzida, foi uma exceção absoluta” – uma em 288 investigações do gênero.


“Ela significa 0,003% do que fizemos, e a imprensa tem batido que cometemos grandes erros”, contesta Troncon. Ele é duro com Protógenes:




“A Satiagraha não foi erro de uma instituição, mas de uma pessoa que ao longo de uma determinada trajetória criou uma série de circunstâncias de modo ardiloso e muito bem pensado para criar um fundo de teoria de conspiração, que todo mundo conspirava contra a investigação para justamente manter-se for a dos controles que existem e ao final querer buscar uma plataforma política, que é o que ele está tentando fazer agora.”


Por fim, o artigo que ajudou o Valor a se sobressair no tratamento da controvérsia sobre a mais recente razzia da Polícia Federal, é da colunista Maria Inês Nassif. Chama-se “Todos partidos para o castelo de areia”.


Fique-se com os seus dois primeiros parágrafos:




‘Então, ficamos combinados: quando uma operação policial pegar um partido com a boca na botija, fazendo caixa dois com dinheiro de empreiteira, o responsável pela investigação deve acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e copiar e colar (ctrl C, ctrl V) o nome de todos os partidos registrados oficialmente. Segundo os líderes dos partidos de oposição que foram citados na Operação Castelo de Areia – uma investigação originalmente motivada por denúncias de que a empreiteira Camargo Corrêa teria cometido supostos crimes financeiros, de lavagem de dinheiro e de evasão fiscal – é pouco elegante denunciar como implicados na Operação apenas aqueles contra os quais foram levantadas provas. Não acusar o PT, o PV e o PTB é prova do partidarismo da Polícia Federal, que teria sido governista, segundo seus detratores, mesmo apontando igualmente, como beneficiários de supostas doações ilegais que teriam sido feitas pela construtora, os partidos governistas PP, PSB, PDT e PMDB.


A regra não conta, todavia, quando o PT e seus aliados são o centro da investigação. No escândalo do ‘mensalão’, o caso levado de forma mais discreta foi o do caixa dois da campanha do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que usou em 1998 o mesmo esquema que o PT e seus aliados, para arrecadar dinheiro de campanha. Não seria de bom tom, afinal, dar grande publicidade ao caso do tucano mineiro.”


Cada qual a seu modo, a reportagem, a entrevista e o artigo fizeram a diferença em relação ao que já saiu na imprensa sobre a investigação na Camargo Corrêa. Resumem, de certa forma, o que se espera de um jornal numa hora dessas: registros noticiosos de alta qualidade; entrevistas fortes e espaçosas com quem tenha de fato o que declarar sobre o rolo; e comentários na contramão das verdades embaladas às pressas em material que não resiste a um feixe de luz de crítica fundamentada.

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/04/2009 Edilson Gonçalves

    Grande matéria. Há muitas considerações a se fazer uma delas é de que os grandes Jornais de São Paulo e Rio e uma revista da editora Abril abandonaram , pelo menos por alguns momentos, a opção pelo jornalismo de qualidade. Parece consequência do desespero. Talvez por causa da opção das pessoas em trocar a banca e a assinatura de peródicos pela internet.o

  2. Comentou em 06/04/2009 Jose de Almeida Bispo

    Em ‘Cobrindo (mal) as falas de Lula’
    MAS isso seria jornalismo, meu caro Weis! E quem disse que os marqueteiros travestidos de jornalistas de Serra estão ligando pra isso? E quem disse que Serra pode deixar de cobrar isso dos seus marqueteiros travestidos de jornalistas? E quem disse que a turma da FIESP/Associação Comercial de São Paulo (raras exceções, claro), aprovaria que Serra liberasse seus marqueteiros travestidos de jornalistas para fazer… jornalismo?
    Quem lhe disse que a cabeça da elite político-econômica paulista de 2009 é diferente da de 1889 ou de 1932?
    São é “a cabeça do Brasil”… porque será que o Brasil tanta patina como bêbado quase sempre? Já viu corpo funcionar com cabeça ébria?

  3. Comentou em 06/04/2009 Fernando Gil F. Mendes Mendes

    Acho que a mídia cobre mal as falas do nosso grande líder por um único motivo. Continuar fazendo com que a grande massa ache realmente que ele é o cara. Se a mídia quisesse explicar a coisa, começaria dizendo que o Brasil não vai emprestar dinheiro algum ao FMI, por uma simples razão: o FMI é composto do dinheiro dos países e o Brasil colocou dinheiro lá, desde 1944. Além disso, explicaria que a colocação dele na fotografia oficial obedece a um protocolo que leva em consideração a antiguidade no poder. Diria, também, que não se assusta mais com as contradições dele desde o dia em que ele falou que era uma metamorfose ambulante. No mais, é reconhecer em Lula uma esperteza que poucos políticos tem. Ele fala de acordo com a platéia, agradando a todos. A única questão a se pensar é que ninguém, pelo menos até hoje, conseguiu enganar a todos por todo o tempo.

  4. Comentou em 06/04/2009 calypso escobar velloso

    caro Sr.Weiss,o homem do cartel de comendas;se é para não colocar meu comentário sôbre o G20 e suas divagações? afinal somos todos expectadores da realidade,certo? Não usem meu email para efeito real da imagem do site,tenho idade para lhe puxar as orelhas pela ofensa,explicação lógica,vs.trabalham para que eu me informe e o comentário é aberto quando não há ofensa,terrorismo e tal e qual…respeito mútuo sem ressentimentos é a trilha sonora da Imprensa.Grata calypso escobar velloso

  5. Comentou em 06/04/2009 Lau Mendes

    Sr. Weiss concordo quando diz que o caminhar da política externa se fez andando, não é de hoje nem ontem, vem de 1500 quando da “descoberta”. Mas não posso concordar quando refere que certas declarações deveriam expressar o momento, fria e cruamente. Todos sabemos da maldição que é ou seria, digamos, o presidente do FED ou qualquer outro banco central europeu coçar a têmpora quando responde oscilante a qualquer fato negativo no “mercado” que talvez nem tivesse maior conseqüência, não raro baixa na bolsa vira desgraça. Muita gente perde emprego e o senhor mercado não perdoa, aumenta o custo da empresa. O dono do capital não é mortal, é um “escolhido”. Não pode, não quer sofrer qualquer decréscimo no seu patrimônio. Não esta nem aí para o “excluído”. Agora se é de bom gosto dizer “o gato subiu no telhado”, “é marolinha”, sinceramente não me diz nada, já ouvi muita gente dizer muita m…. com palavreado bem colocado e nem por isso… Quanto ao “blue yeys”, parece que o mundo entendeu, menos alguns brasileiros preocupados com o “preconceito racial” E entendeu pelo simples fato de que não foram aborígines, índios ou nativos africanos que colonizaram, espoliaram e traficaram escravos. Simples, dominaram e fizeram as regras. Estas mesmas que nos derrubam quando algum “deles” coça a têmpora.

  6. Comentou em 06/04/2009 Ricardo Pereira

    O delegado Troncon e outros, como o corregedor Amaro, sao a parte Serrista da PF, aliados do Itagiba. Satiagraha pra estes é tabu. Nao adianta criticar, o Protogenes investigou e provou o que tinha que provar. E se nao houver açao de quintas-colunas dentro da PF, o inquerito apontará sem duvidas a culpa dos acusados. Dai em diante é que é o busilis, como diz o Maierovitch

  7. Comentou em 06/04/2009 Ibsen Marques

    Todos diferenciamos o governo FHC do governo Lula, exceto os grandes banqueiros, esses ainda não sentiram a troca de comando.

  8. Comentou em 06/04/2009 calypso escobar velloso

    lula estabelece um dialogo no espelho de sua casa,com o ‘staff’ que o está abrilhantando para ficar mais distante da realidade…não é o brasileiro que abre o espaço para lula se reconciliar com sua arte boçal,são vocês que comentam e atingem o mundimho dos que sabem da crise e não comentam…ele não favoreceu classe pobre e nem a média, e sim, os ladróes que o santificam tirando proveitos,aquí no asfalto está tudo inspirando o nada do desvalorizamento de vidas.Só a revolta dos cegos e surdos,,contudo a História sempre foi a mesma desde que o mundo foi habitado. SALEM, grata calypso escobar

  9. Comentou em 06/04/2009 Go Oliveria

    Se o começo é o Real (porque o fim da era FHC foi o afundamento que todos sabemos, o mérito não é dele, mas de ITAMAR FRANCO que era o preseidente do Brasil quando o Real foi implantado. Fernando Henrique era o ministro. Nunca entendi porque todos falam como se o Cardoso fosse o presidente. E ele é tão desavewrgonhado e tão contemplativo do próprio umbigo, que não passa os créditos a quem de direito.
    Até as pessoas detentoras de informações teimam em falsear a História…

  10. Comentou em 05/04/2009 Edisio Araújo de Oliveira araujo

    Não é o que LULA fala,
    Nem mesmo o que diz Barack Obama,
    Nem o que a imprensa diz,
    O País NÃO se desenvolve com falatórios,
    Se fosse a oratória mola de desenvolvimento econômico
    o Sociólogo FHC iria reinar no poder.
    O que muda um País, é
    isso que o presidente Lula tem feito.
    São seus programas,seus projetos,
    Seus princípios, suas idéias,e suas atitudes
    Ai sim , comparando-se a um jogar
    de futebol após marcar um gol
    e ser entrevistado após o feito,
    tudo que ele dizer vai ser glorificado pela torcida.
    Perna de pau não fala abrobrinhas, porque ele
    não dá entrevista.
    Resumindo Lula está colhendo o que Plantou
    Em sua vida política e no maior cargo
    administrativo do Paìs.
    Lula não ganhou ainda a partida,
    Mas ele é o autor dos melhores gol
    Da História,
    Dessa seleção chamada BRASIL.

  11. Comentou em 05/04/2009 Giovani de Morais e Silva

    Para a imprensa imbecil deste Pais, o Obama está sempre certo. Agora eles roeram a corda…. Obama e Lula…. ‘O Cara’ e ‘O Cara do Cara’…. Saravá, Obama!!!!!

  12. Comentou em 05/04/2009 eden marinello

    A regra de imprensa atual , ja aponto para algum norte não muito distante, mas no entanto, não conseguem separar o joio do trigo, acho que este é o papel que a imprensa nuna ira alcançar, p pois o que vende e a ‘Manchete’, não importando de que forma, mas a acessoria do Lula deve ser boa, para fazer a sua defesa e ataque….
    No mais é a fase cultural e social em que vivemos.

  13. Comentou em 04/04/2009 Francisca Strabawa

    Cara de palhaço, pinta de palhaço, roupa de palhaço
    Foi esse o meu amargo fim…
    Cara de gaiato, pinta de gaiato, roupa de gaiato…
    foi o que eu arranjei ‘pra’ mim…

    Estavas roxa por um ‘trouxa’
    ‘pra’ fazer cartaz.
    Na tua lista de golpista,
    tem um bobo a mais…

    Quando a chanchada deu em nada,
    eu até gostei.
    A fantasia foi aquela que esperei.

    Cara de palhaço, pinta de palhaço, roupa de palhaço
    Pela mulher que não me quer…
    Mas, se ela quiser voltar ‘pra’ mim,
    vai ser assim….
    cara de palhaço, pinta de palhaço…
    até o fim…
    (Haroldo Barbosa e Luiz Reis, 1961).

    ***

    E vai ver que Obama nunca ouviu nosso samba, entretanto, como bom norte-americando, ele não perdeu tempo!

  14. Comentou em 04/04/2009 Gregório Guerra

    “Viva Lula!” Este é o cara que governa o que vem abaixo:
    “O distinto público anda até meio atordoado com a cobertura da imprensa brasileira sobre o cenário político do país. Dia sim, dia não, tem denúncia nova saindo do forno. O cardápio anda variado, tem para todos os gostos: deputado democrata usa verba de gabinete para pagar a faxineira; dez partidos políticos levam uma boa graninha de empreiteiros, intermediados pela Fiesp, que ficam discutindo como mandar a ‘tulipa’, se era para fazer a coisa ‘por dentro’ ou ‘por fora’; um nobre senador filiado ao PT empresta o telefone celular funcional para a filhota viajar ao exterior; tudo isto sem falar dos cento e tantos diretores para assuntos aleatórios do Senado Federal ou na inacreditável história da filha de um ex-presidente, contratada por outro senador, este integrante do DEM, que revela não dar expediente no gabinete do parlamentar e confessa, até com certo deboche, não saber se recebeu horas extras pelos dias (não) trabalhados durante o recesso legislativo…” Por Luiz Antonio Magalhães em 1/4/2009, neste Observatório. E não deu para Magalhães contar mais sobre nossa história.

    Nada é mais fácil que governar um povo que além de ser sem memória é também indiferente e indefeso.
    Cada um elogia o governo que deseja!
    Outros elogiam o governo que merecem!

  15. Comentou em 04/04/2009 Gregório Guerra

    Nada como um elogio ou uma pequena recompensa para conseguir obediência de um…(ponto)
    Quantas palavras ao vento! Quanta basbaquice e… (ponto)
    Os brasileiros adoram se enganados, e até mesmo aqueles que estão desempregados são obrigados a colaborar para pagar esta conta, pois como é do conhecimento de todos, “nada cai do céu” e muito menos dos elogios. Continuem felizes e dormindo neste imenso berço esplendido! “Viva o Lula!!!…” Sugiro um carnaval fora de época, mas, recomendo que pelo menos, deixem passar a semana santa!

  16. Comentou em 04/04/2009 alire prates

    Ex-mecanico sem diploma superior + de uma inteligencia e astucia incomparavel superior ,sabe o que pensa e onde pisa.,foi o unico presidente que elevou nossa altoestima(como nação),temos que respeita-lo(critica só alto construtiva).Não se pode agradar a todos,e sim usar a inteligencia diplomatica é o que ele faz.(devemos ser aceito e respeitado como somos).Todos temos nosso defeito.de terno/gravata,sapato ou chinelo somos humanos temos que nos respeitar!

  17. Comentou em 04/04/2009 João Humberto Venturini

    Caro Weis: Imagine q isso q ocorreu com o Lula no G 20 tivesse ocorrido com FHC ou Serra?? Como vc acha q seria a repercussão aqui na mídia? Com certeza iriam exaltar a pose de estadista dos tucanos e choveria editoriais bajulando-os. A mídia aqui no Brasil é extremamente parcial, então devemos considerar isso na análise dela em relação ao Lula e ao PT. O mesmo vale para o crescimento do Brasil nesses ultimos anos e sua inserção internacional q para a imprensa é tudo obra de FHC. A Operação da PF tb se trata disso, pois se essa operação envolvesse de cara o PT, ai ninguem iria estar duvidando e provavelmente omotiriam os partidos de oposição. Weis, qdo sai esses escândalos na mídia, tente imaginar se fosse em governos tucanos se iria ter a mesma repercussão. É só olhar aqui em SP, onde Serra faz e aprova o q quiser q a mídia não investiga, não cobra e ainda só elogia.

  18. Comentou em 03/04/2009 Jorge Luiz luiz

    Dá-lhe LULA!!!!
    VIVA LULA. VIVA O BRASIL. VIVA O POVO BRASILEIRO.
    O que dizer, agora, a mídia e a oposição a respeito do LULA. O presidente da nação mais poderosa do mundo, disse tudo aquilo, que o povo brasileiro já vinha dizendo a muito tempo, a despeito da mídia.
    Imagino a dor de cotovelo do PSDB, da revista VEJA, do DEM.
    Esse LULA é demais. É O CARA!!!!!!!!!.

  19. Comentou em 03/04/2009 José Mariano

    Luiz Weiss; você também acha chique emprestar dinheiro ao FMI? Eu acho tudo isto de uma aparência fictícia atroz. Como dizem as Chavez: é dinheiro para abutres. Precisamos ver tudo isto de um ponto de vista mais dialético: Lula representa toda a ponderação que os chamados ‘desenvolvidos’ esperam. Sem radicalismos! Uma maneira dócil, com metáforas e piadas bem parecidas: ‘blue eyes’. A representatividade de Lula é muito mais uma construção de interesses para anular os mais ariscos da América do Sul. Evo Morales é um deles.
    Como se não bastasse, temos a dengue e a febre amarela, bem na ponta do nosso nariz. Você não vê? Mas, sem nenhum paradoxo, somos a décima economia do mundo. Haja concentração de renda!
    Isto não significa dizer, a partir mesmo de 1994, que não tenhamos algum avanço em áreas sociais. Mas é muito pouco. Ainda temos milhões na indigência.
    Portanto, cum grano salis, pois o santo é de barro, o centro gravitacional ainda está ao norte. O dólar e a libra esterlina ainda são os pais do capitalismo.
    A favela do alemão continua lá. A Cidade de deus também. A correlação de forças não mudou muito. Ou você acha que do canto do nosso gabinete de trabalho, do nosso computador, dos nossos artigos, vamos enxergar o rabo alheio?
    Não, não vemos, não sentimos. A água está longe de bater nuestra bunda.
    E a imprensa está também, a par da crise, no mesmo lugar…

  20. Comentou em 03/04/2009 Gilberto M de Almeida

    Curto e grosso!

    Muito blá, blá, blá e ninguém fala da real importância do Brasil na atual conjuntura mundial.
    É degradante para a ‘grande imprensa’ brasileira que um fato destes passe despercebido, ou será que ninguém viu ou ouviu dizer algo sobre os BRICs, que os chineses chamam de os quatro ‘tijolos dourados’.
    Então vamos lêr um pouquinho:
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090403_chinanalise_ji.shtml

    Para os críticos do PRESIDENTE LULA, rasguem-se de inveja ou o que o valha.
    Não é mesmo professor colega do fhc.

  21. Comentou em 03/04/2009 Ney José Pereira

    Pô, foi o próprio juiz ‘federal’ o tal De Sanctis (legitimamente designado para o caso, afirme-se) quem mandou retirar os nomes de PT e PTB e PV!. Mesmo assim a nassifete (é irmã?) -‘a melhor analista política da imprensa brasileira, segundo o tal Nassif’- insiste que o tais PT e PTB e PV são ‘inocentes!, rarará’. Pô, o que não era de bom tom nem de boa ética nem de boa moral nem de bom escrúpulo foi o tal PT (Partido dos Trabalhadores) reproduzir o malfeito e a malandragem e a ‘maracutaia’ do tal ‘tucano mineiro’ Eduardo Azeredo. Pô, nunca mais ouvi o tal Lula (Líder Único Latino-Americano), o cara, (de pau, rarará) pronunciar a palavra ‘maracutaia’ deste governo!. É por que não há mais ‘maracutaias’ no governo?. Nem no tal PT?. Pô!. Observação: Enquanto a economia lulática estava ‘bombando’ à base de anabolizantes (ilegais) o cafuzo era só alegria. Agora teve de confessar suas bravatas. Mas, continua sendo o cara. De pau!. Concordo que tanto a imprensa quanto a ‘política’ podem e (devem) fazer muito mais (seriamente) a favor do Brasil. Até mesmo os ‘comentaristas’ deste Observatório da Imprensa têm o dever que ‘comentar’ melhormente. Mas, para isso é necessário alterar o regulamento. Saem os caras-de-pau e ficam somente ‘os caras’!. Principalmente os de Valor. Não só Econômico!.

  22. Comentou em 03/04/2009 Ney José Pereira

    Esse é o cara!. De Pau!!. Pô, se o tal Lula quer mesmo manter a economia deste país em crescimento uma das primeiras coisas a fazer é: Reformular a Previdência Social Pública Brasileira!. Se todos os trabalhadores brasileiros (e todas a trabalhadoras brasileiras, ufa!) passarem a contribuir ao INSS num regime de capitalização (embora público e coletivo e solidário e igualitário, mas, ca-pi-ta-li-za-do), o Brasil teria uma poupança interna pública de longo prazo a juros baixos equivalente a 7,5% anual do PIB para ser amortizada em 35 anos em parcelas mensais!. E a alíquota individual, independentemente das relações trabalhistas, seria de apenas 15% sobre cada quota. As quotas variariam de 1 a 10 salários mínimos nacional. Atualmente as alíquotas são: de 8% a 11% para o ‘trabalhador’ limitado a aproxidamente 7 salários mínimos. E de 20% para o ‘empregador’ sem limite de faixa salarial. Essas alíquotas ‘encarecem’ muito o preço da mão-de-obra!. E que tal incluir o funcionalismo público neste modelo ‘único’ de Previdência Social Pública Brasileira?. Num país com uma população economicamente ativa de 90 milhões de pessaos como pode só 30 milhões contribuir à Previdência Social Pública Brasileira?. E as outras 60 milhões de pessoas como sobreviverão na velhice?. Pô, em vez do tal Lula, o cara, tentar resolver o problema do FMI, por que ele não resolve o problema do INSS?. Tem mais!.

  23. Comentou em 03/04/2009 Pedro de Oliviera Teixeira

    Dureza ter que reescrever um post passado, post esse que o comparou ao Capo de tutti Capi e a Hitler, e tudo isso por causa do comentario do Barack. Ate o mais comentado dos presidentes, no momento, rendeu-se.

  24. Comentou em 03/04/2009 alfredo sternheim

    O poder legislativo desce ladeira abaixo vertiginosamente na sua credibilidade. O desperdício de dinheiro público no senado (passagens, programas de de jazz por jornalistas, horas extras indevidas, etc) e em outras áreas do legislativo, assim como o fechamento de revistas e editoras (várias) no último mês, merecem, mais atenção da imprensa do que as falas de Lula. Os artigos aqui publicados de Adriano Faria sobre a relação empregaticia Noblat-Senado, a conduta predatória de algumas empresas da mídia impressa tanto no conteúdo como na relação com os jornalistas
    não estão tendo o devido impacto. A cobertura a respeito está sendo tímida. Mesmo assim, alguns insistem em usar o precioso espaço do Observatório para textos que, de uma forma ou e outra respinguem negativamente em Lula.
    Nunca o povo precisou ser mobilizado como agora para, de uma vez por todas, moralizar o poder legislativo (Senado, Câmara Federal, etc) E essa mobilização tem que partir da imprensa. Mas, pelo jeito, os jornalistas não parecem interessados, muito menos escrever contra colegas que recebem do Congresso e fazem comentários políticos. As falas de Lula são mais importantes. Direito do jornalista optar pelo tema. Democracia é isso. Enquanto uns se empenham em desconstruir Lula apesar de seus méritos e do reconhecimento internacional, aqui a esbornia impera sob as vistas da imprensa.

  25. Comentou em 03/04/2009 carlos alberto cordella

    Lula sentou ao lado da rainha apenas por exigência protocolar por ser um dos presidentes, presentes, a mais tempo no cargo. Conferir a Lula ou Fernando Henrique a recuperação da economia brasileira desconsiderando a infra estrutura deixada durante o regime militar é falsear a verdade.
    Quando a história verdadeira deste país, for escrita sem paixões ideológicas, o povo verá que o Brasil não foi descoberto a partir de 1994.
    O próprio Lula já reconheceu isto publicamente, e nesse momento vi o estadista e não o petista fantoche.
    Uma coisa que o séquito de Lula precisa entender é que não cabe ao presidente espargir sua verborréia porque os intelectuais gostam de suas tiradas chulas.
    Também não se pode apagar ou separar de Lula a corrupção que reina em seu governo, onde nenhum corrupto foi parar na cadeia.
    De que partido eram mesmo os corruptos?
    Se vamos elogiar Lula, por analogia, o Maluf tem que embarcar nesse carrossel.

  26. Comentou em 03/04/2009 Ruy Acquaviva

    Lula é o cara…

    Por mais que a imprensa não goste, por mais que a oposição estrebuche, por mais que os recalcados desdenhem, LULA É O CARA!

    Obama pode falar hoje, mas o que interessa mesmo é que o povo brasileiro está falando isso a muito tempo…

  27. Comentou em 03/04/2009 Lucas Artur

    Engraçado por que o governo do presidente Lula, foi o que mais beneficiou os banqueiros em toda a história deste país. E agora ele culpa os banqueiros de olhos azuis pela crise economica; banqueiro é banqueiro aqui ou em qualquer parte deste planeta, ou não? A responsabilidade desta crise é somente de um homem, ele se chama George W Bush que para silenciar a massa da classe média americana, e continuar com suas guerras ideológicas, fingiu não olhar para o buraco negro imbiliário que se formava durante seu governo. O Lula é extraordinário, mais peca ao dar algumas declarações, pensando mais como um militante do que como um presidente

  28. Comentou em 03/04/2009 sergio ferreira ferreira

    Que tal ajudar a conseguir que a TV Câmara transmita ao vivo a entrevista do Protógenes.
    Tanto a TV , como os gabinetes do Nelson Pelgrino e do Itagiba respondem que o plenário tem prioridade nas transmissões ao vivo.
    Vai enganar!
    Esse critério foi relevado várias vezes!

    Esse observatorio esse blogueiroe esses comentaristas não consideram absurdo que o depoimento não seja transmitido?

    A tv câmara diz que transmitirá pela internet, mas essa mídia já se mostrou problemática quando a Tv câmara tentou utilizá-la (sistema trava…)

    abçs

  29. Comentou em 03/04/2009 Cério Santos

    É inegável que’nunca na história deste país’ um presidente brasileiro teve a respeitabilidade mundial e a visibilidade internacional que Lula possui. O nosso presidente, ao contrário do que o FHC fez, assumiu o papel de protagonista das decisões internacionais, estabelecendo uma politica internacional ampla (e não voltada especialmente para os EUA, como fazia o subserviente governo tucano) tornando-se um lider carismático, um interlocutor, um espetacular estadista, admirado e respeitado globalmente. Lula é um mito…Um retirante nordestino, ex-engraxate e operário que se tornou o maior e melhor presidente da história deste país. Lula, para a contrariedade de alguns, é um patrimônio e representante fidedigno do povo brasileiro, sendo motivo de orgulho nacional.

  30. Comentou em 03/04/2009 Ivanilde Ribeiro

    Muito boa a matéria, eu tava lendo jornal hoje pensando que o Obama e os EUA se soubesse o que a imprensa (grande) brasileira demonstra de preconceito contra um operário que virou presidente, e como desrespita e humilha este presidente, eles também ririam e tirariam sarro da imprensa brasileira, que pode ser grande aqui, mas é minuscula para o mundo.
    O dó desses empresários da Folha, Veja e Cia…
    Poderiam se dar ao luxo de serem mais criticos, menos ‘apaixonados’ em suas matérias, e assim, terem mais credibilidade.

  31. Comentou em 03/04/2009 Ivan Moraes

    ‘A Satiagraha não foi erro de uma instituição, mas de uma pessoa que ao longo de uma determinada trajetória criou uma série de circunstâncias de modo ardiloso e muito bem pensado para criar um fundo de teoria de conspiração, que todo mundo conspirava contra a investigação’: infelizmente pra ele, a conspiracao eh visivel da Lua sem problema algum. Ela nao precisou de ajuda de ninguem e muito menos de Protogenes. Alias, se eh somente 3 milionesimos do que a PF fez, eh tambem critico, e o judiciario somente falha em pontos criticos. Ele eh feito pra falhar aa hora certa, estruturado pra falhar aa hora certa, e muitissimo bem pago pra falhar aa hora certa. (Lembrando mais uma vez: a operacao foi deflagrada fora da hora porque tinha sido vazada pra media, mais precisamente pra falha de SP, e nao dava pra esperar documentos desaparecerem.)

  32. Comentou em 03/04/2009 Alexandre Carlos Aguiar

    Os FHCistas de plantão adoraram e fizeram festa quando Obama subiu ao poder e o estão renegando agora, por absoluta dor de cotovelo, pelas declarações sobre Lula. Quanto a ele, a imprensa brasileira tem má vontade. É isso! Não analisam o fato, mas criticam o protagonista de antemão. Ninguém está pedindo para que a imprensa assine filiação no partido de Lula. nada disso! Mas que analise a cunjuntura e reconheça, mesmo não gostando da personalidade e de suas metáforas, que ele é a personalidade mítica mais forte deste lado ocidental do planeta. Pela sua trajetória e por aquilo que representa o seu governo.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem