Sábado, 20 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Começou a corrida atrás da Nuvem Informativa

Por Carlos Castilho em 04/05/2008 | comentários

As empresas Google e IBM anunciaram a primeira grande ofensiva para controlar o que os especialistas chamam de nova fronteira da era digital, ou em termos técnicos, a Nuvem Informativa (Information Cloud).


 


Não é ficção científica não. É a mais pura realidade tecnológica que está deixando os laboratórios de pesquisa para ingressar no universo corporativo e pode pousar em breve nos computadores domésticos.


 


O conceito de nuvem surgiu nos anos 70 quando os cientistas perceberam que o desenvolvimento da internet e das redes de comunicação acabaria criando um espaço virtual sem dono e sem fronteiras onde circulariam softwares e informações que poderiam ser acessadas por qualquer usuário.


 


A primeira grande aposta corporativa no conceito de nuvem foi feita pela empresa Google que começou a desenvolver, em 2002, softwares de edição de textos, planilhas eletrônicas, correio eletrônico e agendas que não seriam baixados em computadores como acontece com os programas Word, Excel e o OutLook, da Microsoft, por exemplo.


 


Os programas colocados na nuvem computacional são grátis e capazes de serem acessados em qualquer lugar. Daí para o surgimento do conceito de nuvem informativa foi um passo. Informação disponível na rede, capaz de ser acessada em qualquer lugar e potencialmente livre de qualquer direito de propriedade.


 


Cientistas alemães começaram a estudar as conseqüências sociais e culturais da nuvem informativa ao desenvolver o modelo iClouds, que faz parte do projeto MUNDO (Móbile and Ubiquous Networking via Distributed Overlays – Rede Móvel e Ubíqua por meio de Camadas Distributivas).


 


A arquitetura informativa em nuvem explora as relações que as pessoas poderão estabelecer a partir do uso de sistemas pessoais de comunicação, chamados iClouds, muito semelhantes aos telefones celulares. O estudo feito na Universidade Tecnológica de Darmstadt, na Alemanha, afirma que estes aparelhos de comunicação pessoal dispensam o controle centralizado dos celulares e não dependem da internet.


 


A mais revolucionária de todas as idéias desenvolvidas pelo projeto Mundo é a de que a capacidade informativa de cada indivíduo cresce proporcionalmente ao número de pessoas ingressam na área de alcance do seu aparelhinho. Isto pode significar um novo e radical avanço na descentralização no fluxo de noticias, por exemplo.


 


O projeto Mundo ainda é um estudo inconcluso, mas a IBM e Google apostam juntas na idéia da nuvem e decidiram ocupar espaços estratégicos no ambiente virtual. O que as duas mega empresas estão costurando é uma rede planetária de computadores, do tipo servidor, capazes de rodar 90% dos aplicativos usualmente residentes no disco duro dos computadores.


 


Os usuários acessarão os aplicativos, realizarão todas as suas tarefas online e guardarão o material em arquivos digitais também na Web. Será um passo gigantesco no sentido da implantação do modelo tudo é de todos e ninguém é de ninguém.  Ou seja, a utopia socialista materializada na Web, pela mão de dois ícones do capitalismo mundial.


 


Ainda é muito cedo para saber se isto vai dar certo ou não. As coisas na internet são essencialmente fluidas e não dá para afirmar nada em caráter definitivo. Mas a corrida pela nuvem já começou nos bastidores da internet.

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