Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

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Credibilidade na imprensa é maior nos países pobres

Por Carlos Castilho em 03/05/2006 | comentários


Uma pesquisa divulgada hoje (3/5) em Londres mostra que os habitantes da América Latina, Ásia e África confiam mais na imprensa do que nos governos de seus respectivos países.


Os resultados da pesquisa encomendada pela BBC, agência Reuters e pela ONG britânica Media Center mostram também que nos países ricos da Europa e América do Norte, os governos têm mais crédito do que os jornais, revistas, rádio e televisão.


Mas apesar de metade dos 10 países pesquisados terem dado revelado uma confiança maior na imprensa do que nos respectivos governos, a pesquisa mostrou também uma preocupante desilusão de 28% de leitores em relação aos veículos tradicionais.


O Brasil é o país onde é mais intensa a frustração dos leitores pois 44% de entrevistados se revelaram insatisfeitos com a informnação fornecida pela mídia convencional.


Globalmente, a imprensa foi considerada confiável por 61% dos entrevistados contra 52% das opiniões favoráveis aos governos. A imprensa mereceu as maiores notas na África (na Nigéria chegou a 88% contra 34% de credibilidade no governo) e na Ásia (na Índia, a imprensa merece a confiança de 82% da população enquanto o poder público tem 66%) .


Nos Estados Unidos, a confiabilidade da imprensa foi de 59% enquanto a administração Bush foi considerada confiável por 67% dos entrevistados. Na Europa, a Inglaterra registrou os seguintes índices de confiabilidade comparada: imprensa 47% e governo 51%.


No Brasil, o único país latino americano incluido na pesquisa realizada pela empresa Globe Scan, a imprensa obteve um índice de credibilidade estimado em 45% dos brasileiros consultados enquanto o governo federal foi considerado confiável por apenas 30% das pessoas ouvidas no Rio, São Paulo e Brasília.


Entre os veículos de comunicação, a televisão ganhou fácil de todos os demais em matéria de confiança do público com um índice de 82%, seguida pelos jornais de circulação nacional (75%), jornais locais e comunitários (69%) e rádios com 62%. Os weblogs foram considerados confiáveis por apenas 25% dos usuários da internet.


Caro Leitor: Serão desconsiderados os comentários ofensivos, anônimos e os que contiverem endereços eletrônicos falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 13/05/2006 wilson decastro

    E S S A M A T E R I A É T E N D E N C I O S A !!!!!!!!!!!!

  2. Comentou em 10/05/2006 Geraldo Alves S. Júnior Alves

    A imprensa confunde-se com a propaganda, pois usa dos mesmos metódos de persuassão, Armadilhas sub liminares, omissão de informações, ilações, sugestões e etc….Não há um limite mensurável, do que é informação e do que é defesa de interesses, na verdade, tem-se aquele velho debate que diz da impossibilidade de neutralidade da ciência. Tirando os aparelhos mentais críticos, é difícil realmente se formar uma ‘ideia’ aproximada dos fatos, é claro que circuncrevendo-os à história, tem-se um esboço. Eu de minha parte não assisto televisão há mais de dez anos, e tento fazer até mesmo um descondicionamento das palavras e das idéias que são difundidas. Há luz no fim do túnel ? há lampejos sim, através da interpretação dos sinais e entre linhas de tudo que é publicado, ou seja tal artigo serve a quem? qual é o objetivo imediato ?, qual o objetivo mais remoto ? e por aí vai. Ou seja ao lidar com as publicidades ou com a imprensa temos que ser extremamente malíciosos, sempre desconfiando do que aparenta ser, e esmiuçando o que intenta ser.

  3. Comentou em 09/05/2006 Samuel Firmo

    Fui estudar economia para entender um pouquinho deste espinhoso assunto. Resultado: consigo perceber melhor a ignorância oriunda de ‘autoridades’ como Miria Leitão, uma senhora com cara de suino, entre muitos outros que só escrevem e falam, com ar solene, sandices. Os sérios, conta-se nos dedos de uma mão. Um deles é o bom músico Luis Nassif.
    Vejamos: num dia criticam que o governo Lula não investe no social porque faz muito superavit. Por ordem de suas chefias, no dia seguinte desesperam-se porque o governo esta fazendo gastança eleitoreira arriscando a estabilidade. No mesmo dia o Banco Central informa que o superavit foi acima da meta no primeiro trimestre, e vai por ai. Quem não é versado em economês e tenta aprender, via midia, o mínimo para se informar esta perdido. COM RARÍSSIMAS E HONROSAS EXCEÇÕES A MÍDIA SÓ DA DESINFORMAÇÃO ECONOMICA. Poderia citar inúmeros exemplos se tivesse espaço.
    VERGONHOOOSO.

  4. Comentou em 09/05/2006 Mario Cesar Monteiro de Oliveira

    Parece que a credibilidade da imprensa em países subdesenvovidos é inversamente proporcional à educação de seus povos.

  5. Comentou em 06/05/2006 jao da silva silva

    ‘Jornalistas são fujões de situações arriscadas e LACAIOS das
    classes dominante’rb
    È muito simples qualquer jão da silva sabe que quem BANCA A
    IMPRENSA É O GRANDE CAPITAL,; por isso é que nós não
    acreditamos nesse instrumento do poder FINANCEIRO.

  6. Comentou em 06/05/2006 Fabio Martins

    Sou otimista-realista. Mas, como diria um espanhol, desgraciadamente, há anos, num crescendo, estou presente no percentual dos frustrados com a Imprensa, em suma, com os meios de comunicação no Brasil.

  7. Comentou em 05/05/2006 Walter Sotomayor

    Meu caro colega,
    Acho que a confiança das pessoas na mídia ocorre em países em que há corrupção ou denúncias de corrupção e ampla liberdade de imprensa, como no caso do Brasil. Os que mais confiam nos seus governos são os chineses, acredito por evidente falta de informação.

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