Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Denunciando o ´kit tucano´

Por Luiz Weis em 07/06/2008 | comentários

Longa é a lista das lições de casa que a imprensa brasileira não faz como deveria – embora mande a honestidade reconhecer que já foi maior, mesmo no passado recente, o seu rol de deveres descumpridos – por exemplo, ao tratar com dois pesos e duas medidas os malfeitos das patotas políticas do governo e da oposição.


No mundo inteiro, ou pelo menos nos países importantes em que isso é possível – o que exclui de saída a Rússia liberticida de Vladimir Putin – os jornais tendem a ladrar com mais força nos calcanhares no governo do que nos dos seus adversários. E está certo, pela simples razão de que os poderosos de turno sempre têm mais condições objetivas de fazer o mal – além de ter mais o que esconder.


Mas, no Brasil, muito do que a mídia bateu no governo Lula se deveu antes à antipatia prévia dos barões da comunicação pela nova elite no poder do que por seus malfeitos – ‘erros’, na sintaxe do lulismo – e não pelo imperativo de olhar com mais cuidado para os donos da bola, qualquer que seja a cor de sua camisa, do que para o resto dos jogadores em campo.


O que dava razão aos leitores que se queixavam da leniência dos jornalões diante dos governos tucanos ou demotucanos, nos municípios e Estados.


Aos poucos, isso foi mudando. Salvo melhor juízo, a inflexão começou com o chamado mensalão mineiro – a mãe de todos os mensalões – para beneficiar a afinal fracassada campanha reeleitoral do governador Eduardo Azeredo, em 1998. Azeredo é senador pelo PSDB. Foi presidente do partido. Quem levantou na imprensa a lebre do mensalão foi o Globo, insuspeito de petismo.


Agora, os jornais não deixam barato dois outros escândalos tucanos. Um atual, é a maracutaia envolvendo o Detran gaúcho, que suja o vestido da governadora Yeda Crusius. Outro, passado, são as miliardárias comissões pagas pela empreiteira francesa Alstom por negócios com a Eletropaulo e o Metrô, no governo Mario Covas.


Depois que a primeira notícia sobre as respectivas investigações do Ministério Público suíço [por que suíço?] saiu no Wall Street Journal, de Nova York [por que no Wall Street Journal?], a Folha e o Estado, parecendo portadores de reflexos retardados, demoraram a se mexer. Mas, desde que começaram a garimpar a história, duas semanas atrás, quase não passa dia sem que um, o outro, ou os dois, tragam mercadoria nova e potencialmente desabonadora para o PSDB – que, à maneira do PT a.m. (antes do mensalão), batia o bumbo da ética na política.


Mas o dever de casa que ainda faltava, em relação a essa denúncia, a Folha fez ontem, sexta-feira. Tomou posição em editorial contra o comportamento do amigão da casa e seu ex-articulista José Serra diante do escândalo. E tomou posição com uma contundência que o leitor só estava acostumado a encontrar nos editoriais críticos do governo federal. Em algumas passagens, parece o Estadão falando de Lula, já se sabe como.


Não que a Folha não bata em governos tucanos quando discorda de suas decisões ou projetos, ou quando os seus titulares pisam no tomate. Mas quando o gancho é uma denúncia de corrupção da pesada, é a primeira vez em muito tempo – talvez por falta de outros episódios do gênero de mesma envergadura, o que é outra história.


O editorial chama-se ‘Fatos e suspeitas’. Diz o seguinte:



É o kit dos petistas em atuação. Assim reagiu o governador de São Paulo, José Serra, diante das reações que o caso Alstom começa a provocar no ambiente político. Não que seu partido, o PSDB, seja contrário a investigar as suspeitas de irregularidade nos contratos da multinacional francesa com o Metrô e a Eletropaulo. Não, de jeito nenhum. Serra prontificou-se a cooperar com as investigações, ‘se mais informações aparecerem, porque até hoje não apareceram’.


Num raro exemplo de convergência na cúpula peessedebista, o ex-governador Geraldo Alckmin acompanhou os trilhos da argumentação de seu notório rival. ‘Você tem suspeitas. Qual é o fato? Eu acho que nós vivemos um período em que se quer confundir a opinião pública.’


Confunde-se a opinião pública, é certo. A confusão começa quando Alckmin dissocia ‘fatos’ de ‘suspeitas’. Há vários fatos. E são esses fatos que despertam suspeitas a respeito das tão propaladas qualidades gerenciais e éticas do tucanato paulista.


Em maio deste ano, um órgão de imprensa insuspeito de petismo, ‘The Wall Street Journal’, publicou a notícia de que a Alstom gastou US$ 6,8 milhões em propinas para ganhar licitação com o Metrô de São Paulo. Cerca de R$ 13 milhões foram repassados pela Alstom, segundo dados do Ministério Público da Suíça (tampouco um órgão conhecido por ter petistas infiltrados em seus gabinetes), a empresas de fachada, de modo a azeitar as engrenagens do sistema.


Uma das empresas, segundo as autoridades suíças, pertence a um colaborador próximo de Robson Marinho. Este foi coordenador da campanha eleitoral de Mário Covas e chefe da Casa Civil de 1995 a 1997, em seu primeiro mandato. Marinho é hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O conselheiro admite ter tido suas despesas pagas pela Alstom quando viajou à França para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 1998. Foi também, no âmbito do TCE, o único defensor da prorrogação, por dez anos, de um contrato do Metrô com a empresa, previsto para durar três anos apenas.


Eis alguns fatos suficientes para justificar a mais rigorosa investigação. O governador José Serra declarou seu interesse em empreendê-la. Terá provavelmente esquecido de avisar seu líder na Assembléia Legislativa, o deputado Barros Munhoz. A sólida base tucana rejeita a criação de uma CPI para o caso.


Sem dúvida, é o ‘kit PSDB’ que está operando, com especial eficiência, numa Assembléia Legislativa desfibrada por longos anos de governismo. É também o ‘kit PSDB’ que, com impavidez a toda prova, se vende para a opinião pública como exemplo de modernidade gerencial.

Todos os comentários

  1. Comentou em 17/06/2008 Alexandre Weiss

    Chamamos isso de jornalismo de cabrestro ou ‘de rabo preso’, algo que já tinha a algun tempo notado, a relação prosmicua entre o Tucanato e a imprensa.

  2. Comentou em 10/06/2008 Rogério Ferraz Alencar

    A Folha a até tentou manter as aparências, com o editorial ‘Fatos e suspeitas’, mas logo, logo voltou a defender os tucanos: incrivelmente, hoje, 09/06, às 22h09, a Folha on line, na Capa, diz que PT usa denúncias para esfriar caso VarigLog, afirmando que o partido usa os casos Yeda Crusius e Alstom para desviar desviar a atenção do caso Varig Log. Isso não é legitimar o ‘kit petista’ de José Serra? Quem está em apuros? O PT, por conta de denúncia sem nenhuma prova ou indício, formulada por Denise Abreu, ou o PSDB, acusado pelo ministério público suíço, no caso Alstom, e até por fita gravada, no caso Yeda?

  3. Comentou em 09/06/2008 Rogério Ferraz Alencar

    A máscara do PIG cai rápido demais. Esse tal kit tucano foi usado, pela Folha, para rebater José Serra, que havia dito que as denúncias envolvendo tucanos e Alstom na roubalheira no metrô paulistano era coisa do PT, um kit petista, mais precisamente. Pois eis que, depois de tentar manter as aparências, criticando os tucanos, a Folha encampa o que José Serrao diz (ou manda): agora, por razões que só o PIG explica, quem está em ‘apuros’ é o PT, por conta do ‘caso’ Varig Log, e, por isso, o PT usa denúncias ‘esfriar o caso VarigLog’ É assim que está, com todas as letras, na capa da Folha online, embora a matéria (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u410521.shtml) seja intitulada por ‘PT desafia PSDB a investigar Alstom e Yeda antes de cobrar VarigLog’. É muita desfaçatez.

  4. Comentou em 08/06/2008 Jedeão Carneiro

    Chega a ser até cômico, se não fosse trágico para a mídia, a forma esfumaçada como noticiam as roubalheiras dos partidos aos quais se aliou. ‘O Metrô falou’, ‘o Consórcio disse’, ‘o Detran respondeu’, ‘a pedra, responsável pela cratera do Metrô, se defendeu’. Não espero nada da imprensa, mas se não me chamasse de otário a toda hora, agradeceria.

  5. Comentou em 08/06/2008 Rogério Ferraz Alencar

    Complementando: E é bom não esquecer: quando surgiu o caso da Alstom, Mario Carvalho, da Folha, chegou a fazer matéria em que não citava nem PSDB nem qualquer político tucano, mas citava Paulo Maluf e o PP e Palocci e o PT, que, obviamente, nada tinha a ver com a falcatrua dos tucanos.

  6. Comentou em 08/06/2008 Fábio de Oliveira Ribeiro

    Muito bem colocado. Já estava mais do que na hora da mídia perceber que seu papel não é apoiar este ou aquele lado no conflito aparente entre PT e DEMO/PSDB. O conflito verdadeiro é entre os ‘donos do estado’ (situação e oposição) e os contribuintes que pagam as contas das legalidades e ilegalidades praticadas por todos os partidos políticos. Partidos? Não… quadrilhas mesmo. Se a mídia não se colocar ao lado dos CONTRIBUINTES os mesmos ficarão à mercê dos quadrilheiros da situação e da oposição que saqueiam o Estado com a ajuda velada da imprensa. Fazendo isto os mídia criarão oportunidade para os velhos golpistas de farda sairem da somra em nome do ‘patriotismo’, da ‘defesa do interesse nacional’ e de outras bobagens semelhantes. E os primeiros a tomar [ ] serão exatamente os jornalistas. E se isto ocorrer as [ ] serão merecidas, pois os é que estão chamando subrepticiamente os milicos golpistas para a arena política.

  7. Comentou em 08/06/2008 Mauro Abdon Gabriel

    O único problema é que o escândalo Alstom parece não ter pai. Nunca citaram quem era o partido que governava São Paulo. Também não citam os envolvidos, não entrevistam o presidente do Metrô da época, não perguntam ao Alckmin, ao Serra, enfim, dessa vez só citam o corruptor.
    Quase o mesmo ocorre no Rio Grande do Sul. Yeda não tem partido. E Simon, dessa vez, não foi entrevistado. Nem Brito, Fogaça ou Rigotto.
    Já no caso Varig, ‘Compadre do`Presidente Lula’ já foi acrescentado ao sobrenome do Roberto Teixeira. Enquanto que no caso Alstom não citam as suspeitas sobre o ex-genro do FHC.
    Enfim, ainda falta muito para ser qualificada como equilibrada a cobertura.

  8. Comentou em 08/06/2008 Jose de Almeida Bispo

    É! Pelo visto, pelos comentários até aqui postados a turma não está nem aí para o jogo de aparêrncias do PIG. Como diz o Gil: Nos barracos da cidade, ninguém mais tem ilusão (…). Vai ser necessário bem mais que editoriais assépticos da Folha pra que eu, um mané, volte a acreditar em seriedade de vendedor de notícias.

  9. Comentou em 07/06/2008 Roberto Nogueira

    Salve Luiz Weis e amigos do observatório da imprensa

    Infelizmente a imprensa brasileira a meu ver não tem mais solução, impregnou-se de tal modo com os políticos que comandavam o Brasil desde sempre que nem retratar o óbvio ela consegue. Penso que caminhamos para uma venezuelização das comunicações onde as posições tendem a ficar cada vez mais antagônicas por causa do estiramento a que foi submetido os interesses da população, que por uma questão de sobrevivência tende a se tornar mais crítica com relação à imprensa em geral. A imprensa em geral não está percebendo que os Brasileiros estão mais informados, mais escolarizados, a Internet mais acessível. Será um triste fim para imprensa brasileira que não consegue se reinventar e vive apenas de apontar o dedo aos problemas do seus desafetos e aquieta-se com os seus e de seus afilhados. Vocês não perceberam ainda que não ganham mais eleição e não enganam quase ninguém, apenas aqueles que deixam se enganar.
    SDS
    Roberto Nogueira

  10. Comentou em 07/06/2008 Marcos Simões

    O autor do texto deve estar com muita febre: delirando, delirando, delirando. A imprensona não muda e nem está mudando. O que muda é a confiança perdida do leitor/telespectador na imprensona. Os jornalecos brasileiros só citam uma ou outra coisa do episódio criminoso Alstom (sete pessoas no Buraco do Alckmin) porque a polícia suiça é quem investiga e o jornal americano é quem veicula. Ah! se a tucanaria e a imprensona tivessem meios de interferir nas nvestigações suiças ou na edição do jornal americano… Deixe de defender o indefensável. A imprensona não vai falar nada que possa atrapalhar a eleição de algum tucano rasteiro em 2010. Pára com isso; deixa disso!

  11. Comentou em 07/06/2008 Rogério Ferraz Alencar

    ‘Não que a Folha não bata em governos tucanos quando discorda de suas decisões ou projetos, ou quando os seus titulares pisam no tomate. Mas quando o gancho é uma denúncia de corrupção da pesada, é a primeira vez em muito tempo – talvez por falta de outros episódios do gênero de mesma envergadura, o que é outra história.’ Qaul a envergadura necessária para se denunciar tucanos? Essa ‘merreca’ de 13 milhões da Alstom? E os 3 BILHÕES que Gilmar Mendes impediu José Serra, Pedro Parente e Pedro Malan de pagarem, arquivando o processo no qual a trinca foi condenada a devolver TRÊS BILHÕES aos cofres públicos? E é bom não esquecer: quando surgiu o caso da Alstom, Mario Carvalho, da Folha, chegou a fazer matéria em que não citava nem PSDB nem qualquer político tucano, mas citava Paulo Maluf e o PP e Palocci e o PT.

  12. Comentou em 07/06/2008 Paulo Alencar

    A SKY e NET Brasil retiraram arbitrariamente a MTV do ar.
    Talvez para garantir o monopólio do Multishow…
    Contra o conteúdo nacional na TV a Cabo.
    TV é isso?
    http://br.youtube.com/watch?v=nAtECoKSFiY

  13. Comentou em 07/06/2008 Hélio Amaral

    A Folha, perto de outros jornais, rádios e TVs, até que não é das mídias mais reacionárias. Acho que o mais intragável na Folha são as manchetes sensacionalistas, coisa que nem o anti-Lula-Estadão faz.

  14. Comentou em 07/06/2008 Rogério Ferraz Alencar

    ‘Não que a Folha não bata em governos tucanos quando discorda de suas decisões ou projetos, ou quando os seus titulares pisam no tomate. Mas quando o gancho é uma denúncia de corrupção da pesada, é a primeira vez em muito tempo – talvez por falta de outros episódios do gênero de mesma envergadura, o que é outra história.’ O que seria da mesma envergadura atual? Uma ‘merreca’ de 13 milhões, quando temos Gilmar Mendes arquivando caso em que José Serra, Pedro Parente e Pedro Malan foram condenados a devolver 3 BILHÕES aos cofres públicos? Esse caso da Alstom começou vergonhoso, na Folha. O repórter Mário Carvalho chegou a fazer matéria sem citar o PSDB nem qualquer político tucano, enquanto citava Maluf e o PP e Palocci e o PT, que não tinham a ver com a Alstom.

  15. Comentou em 07/06/2008 Rogério Ferraz Alencar

    ‘Não que a Folha não bata em governos tucanos quando discorda de suas decisões ou projetos, ou quando os seus titulares pisam no tomate. Mas quando o gancho é uma denúncia de corrupção da pesada, é a primeira vez em muito tempo – talvez por falta de outros episódios do gênero de mesma envergadura, o que é outra história.’ O que seria da mesma envergadura atual? Uma ‘merreca’ de 13 milhões, quando temos Gilmar Mendes arquivando caso em que José Serra, Pedro Parente e Pedro Malan foram condenados a devolver 3 BILHÕES aos cofres públicos? Esse caso da Alstom começou vergonhoso, na Folha. O repórter Mário Carvalho chegou a fazer matéria sem citar o PSDB nem qualquer político tucano, enquanto citava Maluf e o PP e Palocci e o PT, que não tinham a ver com a Alstom.

  16. Comentou em 07/06/2008 Luciano Prado

    O Weis é um cara centrado, até pós-graduação ele tem. Mas essas ‘tiradas’: ‘Aos poucos, isso foi mudando’, ‘Agora, os jornais não deixam barato dois outros escândalos tucanos’, ‘Mas, desde que começaram a garimpar a história, duas semanas atrás, quase não passa dia sem que um, o outro, ou os dois, tragam mercadoria nova e potencialmente desabonadora para o PSDB’.
    Ou seja, pelo que o Weis anda lendo nos jornalões parece até que temos imprensa independente e isenta. E que não existe jornalista missionário. Que a imprensa pegou no tranco e não vai mais enguiçar, nunca mais.
    Tecer comentários elogiosos a uma imprensa que só publica fatos que vão contra interesses de seus apaniguados depois de ser torturada pela contundência desses fatos, não faz bem para a inteligência, nem serve de incentivo aos que praticam o verdadeiro jornalismo.
    Não há virtude nem honradez nesse tipo de prática jornalística.
    Só teremos imprensa, se formos implacáveis com esse arremedo ruim que está ai.

  17. Comentou em 07/06/2008 Marco Antônio Leite

    Como tem gente do tucanato envolvida com esse desvio de caráter, coisas que somente pessoas inseridas nos partidos políticos fazem, porém o final já foi antecipado, acabará em pizza, com sobremesa de queijo com marmelada. Corrupção virou assunto rotineiro, o qual uma grande parcela da população já entende ser normal roubar o erário público, população que anda cansada com toda essa bandalheira. Todavia, como se trata do queridinho PSDB, a imprensa faz papel de cego, surdo e mudo (sem desmerecer os deficientes), a fim de não noticiar e insistir que os culpados sejam penalizados pelo fato consumado. CPI não resolve absolutamente nada, já sabemos seu epilogo, todos terminam dançando juntos, homem com homem, mulher com mulher e ambos os sexos. Ou seja, eles se amam e amam um cofre recheado de dólares, bem como os ‘valorizados’ REAIS. Será que encontraremos uma solução que dará uma solução, não digo definitiva, mas temporária?

  18. Comentou em 07/06/2008 cid elias

    Realmente a globo ‘não deixa barato’ o escândalo Alstom, esquemão milionário dos amigos da imprensa. Do PHA:’…o que explica o fato de o jn de ontem, sexta-feira, dia 6, exibir reportagem sobre a roubalheira dos tucanos com a Alstom e, em nenhum momento, informar que aquilo tudo se deu – e se dá ? – na iluminada gestão dos tucanos em São Paulo. Não há qualquer referência a quem governava SP quando os tucanos meteram a mão na grana. Deve ter sido coisa da Marta, diria o presidente eleito Serra. Leiam o texto da reportagem no site do jn.’ Me intriga o sr weis dizer que a folha bate no governo tucano. de onde tirou isto só Deus sabe. Considerando os valores, a repercussão internacional e a plumagem dos tucanos envolvidos, se a imprensa continuasse omitindo os crimes lesa-pátria – Alstom e Detran-RS, estaria jogando o que sobrou da credibilidade no lixo. Lembrarei o sr weis de algumas NÃO-notícias, omissões vergonhosas da imprensa, e salvo engano, tb dele: o filho do fhc com a repórter da globo – fora do casamento!; o vídeo do serrassuga e suas crias ssussuguinhas comemorando o esquema Vedoin; as imagens do serra jurando que iria cumprir o mandato de prefeito na íntegra, ou não queria mais que votassem nele; o envolvimento do sen antero e psdb-MT com o Comendador; as 70 cpis abafadas em SP; o desvio de 100 MI na Bahiatursa do acm; o plebiscito da Vale; o relatória da corrupção;

  19. Comentou em 07/06/2008 Luciano Prado

    Um editorial por si só não basta. Mais parece um ‘mea culpa’ com a cabeça debaixo das cobertas. Quando a Folha quer – e com Lula ela não titubeia – abre suas páginas para ‘o caso’. O caso isso, o caso aquilo. Mas não é o que se constata sobre esse caso da Alstom. Só agora, depois de o mundo inteiro denunciar e a população exigir é que a Folha resolveu que não podia mais esconder. Por favor, não me venham falar em dever jornalístico. Todos nós; os burros, os incautos, os fanáticos e as torcidas do Flamengo e do Corinthians sabemos sobre o “ódio” que a Folha nutre pelos tucanos. Portanto, o mundo ainda não está salvo. A Folha ainda vai ter de arrepender-se de muitos pecados e enfrentar o purgatório antes de ir para o inferno.

  20. Comentou em 07/06/2008 Marcelo Ramos

    Olha, o que me parece muito claro é que a Folha tomou um furo… mas um furo que ela nunca daria. E o editorial tenta recuperar um pouco da pseudo-imagem de imparcialidade. E só pra acentuar a diferença de tratamento, que ainda é abismal, o foco das matérias, no caso do tucanato, é em suspeitas de corrupção. Será que é preciso lembrar passado recente no qual, com menos elementos escandalosos, a Folha e outros somavam 2 + 2 e as conclusões iam para a capa em letras grandes? Como diz um ditado hindú sobre a confiança, vaso de barro não se quebra duas vezes. A tentativa da Folha de recuperar um mínimo de imparcialidade fica em tentativa. A Folha foi entrevistar os deputados petistas da Assembléia Legislativa Paulista para ver os documentos que eles têm? Essa é uma entrevista que eu gostaria de ver na Folha.

  21. Comentou em 07/06/2008 José Dalvo Santiago da Cruz

    Parabéns pelo artigo, excelente mesmo.
    A parcialidade da imprensa é tão latente que beira ao desrespeito ao leitor, ao telespectador e ao ouvinte.
    Com prazer e satisfação, durante anos li jornais e revistas; porém, atualmente os leio na internet muito en passant.

    Em vez de informar, a imprensa em geral tem proposto ao consumidor o contrário: desinformações a critérios de interesses econômicos sob a couraça de ideologias ou simpatias partidárias. A imprensa tem confudido o consumidor da informação.

    PS. Será que os donos de jornais, TVs e rádios não aprenderam a lição de 2006 em que a maioria, a grande imprensa, arregaçou as mangas contra o presidente-candidato do PT, Lula, e – mesmo assim, o eleitor o re-elegeu? Esse fato deveria – e deve – ser objeto de simpósios, de seminários; pois exclamou que o eleitor brasileiro não confia mais tanto na imprensa como ela – os jornalistas e donos de empresas de mídia – acreditaram e acreditam. Ou seja, a imprensa não tem mais o crédito intacto como há duas décadas.

    Como todos os expedientes da vida, a imprensa deve ser revista, criticada e questionada; como tem feito esse Observatório.

    Novamente, parabéns pelo artigo.

  22. Comentou em 07/06/2008 cid elias

    o sr weis só pode estar brincando ‘isso foi mudando. Salvo melhor juízo, a inflexão começou com o chamado mensalão mineiro – a mãe de todos os mensalões – para beneficiar Azeredo…Presidente psdb. Quem…do mensalão foi o Globo.’ Aos fatos: a imprensa grande segurou até que pôde o ‘mensalão mineiro'(por que não MENSALÃO TUCANO?), mas foi furada pela Istoé/relatórios da PF. Então resolveu noticiar o crime, MAS o fez com manchetes miudinhas, envergonhadas, a quilômetros da primeira página, e o PIOR. jogando a bomba no colo do Governo Lula! O sr weis não soube? ‘O Globo: Valerioduto mineiro será denunciado em breve – Estadão: Planalto teme ligação de Mares Guia e Azeredo – Folha: Ministro atuou no mensalão mineiro’. O Globo dirigiu o tema para o valerioduto (associado ao Governo Lula). A Folha diz que ministro [de Lula] atuou no mensalão. Mentirinha…quem atuou no mensalão não foi o ministro de Lula e sim o vice-governador do governo tucano MG! -tb do estadão -Mares Guia diz que não precisa deixar o cargo. Houve reportagem investigativa? Houve infográficos? Houve o quem é quem no esquema? O azeredo afirmou que parte da grana foi pra campanha do fhc, houve interesse da mídia? Será que o sr weis esqueceu como foi a cobertura do ‘mensalão petista’? Não satisfeito, o sr weis OBSERVOU ‘os jornais não deixam barato dois outros escândalos tucanos.’ Vamos fazer de conta que é verdade…

  23. Comentou em 07/06/2008 Fernando Tecema

    Ficamos esperando por isso por muito tempo. Não queríamos propaganda governista nos jornais, pois esta o governo faz por si só, mas sim que o pau que batia em Chico também batesse em Francisco. Será que estávamos pedindo muito ?

  24. Comentou em 07/06/2008 Carlos Esteves

    Detalhe: há manchetes garrafais sobre a corrupção tucana? Aí é que o bicho pega. O PSDB está no fundo do poço. São escândalos no RS, na PB, AL, SP, GO, MG… No entanto, eu pergunto: onde estão as manchetes? Manchete é exclusiva para os erros dos PT? O caso no RS é gravíssimo, onde estão as manchetes e chamadas principais dos telejornais? Ontem o Jornal da Band abriu com uma requentada e constrangedora matéria sobre a BANCOOP, tratou do caso ALSTON cheio de dedos para não citar nomes, omitiu vergonhosamente o incêndio gaúcho. A imprensa não tem mais como fugir de noticiar os fatos da corrupção e bandalheira tucanas, mas o faz cheia dedos para não comprometer o projeto midiático-oposicionista-neoliberal-privateiro de empossar José Serra em 1/1/2011. E isto, moderação e omissão de nomes, não existe quando a acusação é contra o PT. No mais, na blogosfera é possível descobrir que os tucanos já tiveram relações bem obscuras com a VARIG… O que eu quero? Quero contra o PSDB as mesmas manchetes de alto de página que são usadas contra o PT.

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