Deputado do PT diz que mídia não forjou crise | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito
Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
Menu

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Deputado do PT diz que mídia não forjou crise

Por Mauro Malin em 07/11/2005 | comentários

O deputado José Eduardo Martins Cardozo, do PT paulista, sub-relator da CPI dos Correios, reconhece que a crise do “mensalão” é determinada por fatos produzidos pelo próprio PT e pelo governo, não por uma inexistente conspiração da mídia com setores políticos. Ele deu entrevista ao Observatório da Imprensa na sexta-feira (4/11). Cardozo critica a maneira enviesada como alguns veículos tratam o noticiário, detecta alta dose de passionalismo e não aceita que o PT seja apresentado como pior do que os outros partidos.


Eis as principais trechos da entrevista.


Existe uma teoria, várias vezes manifestada, de que na cobertura desta crise a mídia tem má vontade, está toda alinhada. Em que medida é justa ou injusta, é correta a avaliação de que há a deliberação de espremer o governo?


José Eduardo Cardozo – Evidentemente, existem fatos que infelizmente aconteceram, fatos, alguns, comprovados, alguns até confessados, que entram em linha de colisão com o que historicamente nós sempre defendemos. Querer dizer que esta crise é fruto exclusivamente de um ataque ao governo, que nós não temos responsabilidade, que nós não tivemos nada a ver com isso é tapar o sol com a peneira. Quando se está num processo de disputa, quando alguém pega fatos contundentes contra você, especialmente fatos graves que rompem com seu discurso histórico, isso, óbvio, é apropriado pelo seu adversário. Bobo seria o oposicionista que não pegasse uma brecha dessa para nos atacar de frente. O PT sempre foi conhecido como partido ético, essa foi a questão que nos levou ao nosso sucesso através dos tempos. A partir do momento em que alguém nos pega numa situação como essa, aproveita, claro, e ataca numa linha natural…. E cai na tentação, não justifico, ataco, também, de generalização. Nós vimos recentemente autoridades da oposição dizendo que o PT é formado por quadrilheiros, que no PT só tem bandido, “Temos que acabar com essa raça”. Aí tem a extrapolação da disputa política. Mas é natural que a oposição se aproveite e faça uma ofensiva contra nós.


A preocupação do Observatório da Imprensa é com a mídia.


J.E.M.C. – A mídia é regida por diversos componentes. Imaginar que um órgão de imprensa age só de acordo com um componente é muito pobre. Isso varia de órgão para órgão, num mesmo órgão há vários fatores incidindo. Não existe neutralidade na comunicação. Tem-se órgãos de imprensa que têm projeto de atendimento do seu público, precisam mostrar permanentemente um ataque aos governos para provar que não têm nenhum rabo preso com ninguém. É uma estratégia de mercado. Outros têm interesses econômicos por trás.


O órgão que pesa mais, o mais importante, é governista. É a TV Globo. Ela não é pró-PT, mas governista. Por isso, durante toda a crise ela tenta botar panos quentes. Primeiro, porque isso está no seu DNA. Segundo, porque a TV Globo é uma instância de governo. Se a mídia mais pesada do país fosse hostil, Lula teria caído.


J.E.M.C. – Sem dúvida. Agora, sem citar nomes, há segmentos da mídia que publicam matéria sem lastro, sem fundamento algum. Em alguns casos, pode até ser que exista o problema, mas falta consistência.


Existe também a ingenuidade dos repórteres, a pressa, a plantação…


J.E.M.C. – … Tem mais ainda. Quando se pega um corrupto que tem imagem de corrupto, isso não é notícia. Quando se pega uma vestal, é escândalo. E se cria um clima emocional, passional, no jornalista, no leitor, no meio político, que influencia.


O PT tinha uma grande cumplicidade nas redações e a direita reclamava disso.


J.E.M.C. – E isso deu uma reação passional nas redações, sentimos isso, o jornalista bravo conosco. Por exemplo: outro dia eu estava falando com um jornalista sobre o caso de José Dirceu. Eu disse: “Independentemente das convicções que se tenha, das suposições que se possa fazer, do ponto de vista jurídico, estritamente, não há prova. Posso achar que é impossível ele não saber, posso achar que ele é o mentor, porque os homens foram indicados por ele. São suposições. Agora, prova, do ponto de vista jurídico, não tem”. O jornalista desligou o gravador, ficou bravo: “Mas você, que é um cara sério, fala uma coisa assim!” E eu: “Como advogado, estou falando com absoluta consciência do que estou dizendo. Não tenho omitido nada, tenho colocado minhas posições com absoluta clareza. Certas coisas que eu coloco me dão até problema político”. Vê-se um clima passional. Um repórter, numa entrevista normal, ele até discorda de mim, mas não vai querer bater em mim depois. No atual momento a pessoa fica irritada. Ou então há aquele jornalista mais ligado ao PT [que pergunta]: “Você não vai pegar nada para estourar os tucanos? Vocês são uns incompetentes!” Tem-se um clima de passionalismo nesse episódio até porque boa parte dos jornalistas tinha simpatia pelo PT e se sentiram frustrados, traídos, ou acham que nós somos incompetentes para gerenciar a crise, não atacamos nossos adversários.


Isso foi decisivo para que o noticiário tivesse dedicado tanto espaço, ou foram simplesmente os fatos que surgiram?


J.E.M.C. – Os fatos, não dá para dizer que não tem. É por isso que eu fiz a minha primeira ressalva. Nada se sustenta tanto tempo sem fatos. Se se tem um fato hoje e se fica repercutindo amanhã, depois, depois… isso nenhum órgão de imprensa consegue. O problema é que semanalmente essa crise é alimentada por fatos novos, muitos dos quais têm verossimilhança. Há algumas notícias forçadas, mas se têm algumas situação conexas, que dão base material para isso. Essa base material existe, é inconteste, mas em cima se tem um conjunto de situações, de interesses políticos, econômicos, projetos específicos de certos veículos.


Marilena Chauí, numa carta a alunos da USP publicada pela Folha de S. Paulo – até de uma maneira descortês, porque ela não mandou a carta para a Folha e não autorizou previamente a publicação – parte da premissa inaceitável de que no capitalismo não pode haver mídia correta, isenta.


J.E.M.C. – Com isso eu também não concordo. Eu posso até questionar se existe isenção possível, é até uma discussão filosófica. Se em qualquer sociedade, em qualquer tempo, vai existir.


Mas pode existir uma busca de isenção.


J.E.M.C. – Uma busca de isenção, sim, parâmetros objetivos com os quais a pessoa tenta se governar no seu subjetivismo em face da notícia. Acho que isso existe na sociedade capitalista, perfeitamente. Ou, também, que em certas sociedades socialistas não vai existir e em outras, sim. Depende do grau de convivência democrática que se tenha com a manifestação da opinião. Isso também não descarta que existem interesses econômicos, existem projetos de marketing ou de consumo por parte de certos veículos…


Consumo?


J.E.M.C. – A notícia é um produto na sociedade capitalista. Então, quando se fala: “Eu vou atender meu leitor, meu público-alvo”, isso não deixa de ser um projeto de consumo e de marketing.


Aqui poderíamos voltar a tentar estabelecer um divisor de águas. O noticiário tem sido feito com essa preocupação ou tem sido guiado pelos fatos?


J.E.M.C. – Não é o noticiário que é feito com essa preocupação. É que alguns veículos têm essa preocupação. Quando surge o fato, ele segue aquela linha que ele sempre seguiu.


O senhor fez parte da comissão do PT que investigou as denúncias do economista Paulo de Tarso Venceslau irregularidades envolvendo a empresa CPEM, de um amigo do então presidente de honra do partido, Lula, e prefeituras petistas. Em texto para a revista Teoria e Debate, do PT, publicada em julho/agosto/setembro de 1997, o senhor escreveu:


“Evidentemente, alguns órgãos de imprensa buscaram de forma leviana desqualificar o resultado obtido, afirmando que as nossas investigações acabaram em ´pizza´, ou dizendo que agimos em nossa investigação ´à Stálin´absolvendo culpados e punindo os justos. Não examinaram em profundidade o relatório, não o confrontaram com as provas obtidas. (….) Limitaram-se a firmar uma sentença depreciativa irrecorrível. (….) É noção comum que em política a versão prevalece sobre o fato. E a versão que alguns setores da grande imprensa queriam impingir à sociedade é a de que o PT é ´igual aos outros´”. É sua crítica ao trabalho da mídia naquele momento.


J.E.M.C. – Isso foi real. Quando nós começamos a investigação, ninguém acreditava que fôssemos investigar a sério. Via-se o descrédito em entrevistas. Em alguns casos até ofensivo. Era uma comissão que tinha sido montada para colocar a sujeira debaixo do tapete. Quando se avança no processo de investigação, começa a haver o reconhecimento de que o trabalho era sério. Mas o resultado final passou a ter uma densidade muito menor do que a denúncia original. Não houve o mesmo espaço para divulgação da nossa conclusão. Houve mais espaço depois, quando a Executiva fez a revisão da nossa conclusão, e a Comissão de Ética decidiu outra coisa, do que quando apresentamos nossa conclusão.


Isso levaria o senhor a dizer que agora a imprensa também está enviesada? O presidente, o José Dirceu e outras pessoas fizeram um discurso muito categórico: Está enviesada, é contra nós!


J.E.M.C. – Eu acho que alguns órgãos estão enviesados. Mas dizer que a imprensa cobre esse caso de modo enviesado é injusto com a imprensa. A maior parte tem a ver com os fatos que nós mesmo produzimos. Alguns órgãos estão enviesados? Estão. Alguns órgãos exageram. Por exemplo: essa crise atinge o PT e o PSDB. Há órgãos que têm uma dificuldade imensa de ir para o PSDB, quando o modus operandi é o mesmo. Aliás, é pior: o cidadão é o mesmo. Não é nem semelhante, é igual. O Caixa Dois é o mesmo. Ganhou maior gigantismo no nosso governo. Mas é o mesmo modus operandi, os empréstimos.


Se compreende um pouco que haja mais estupefação com isso por ser o PT. Se fosse o PMDB…


J.E.M.C. – Nós somos a surpresa. Porém, quando se começa a colocar que nós somos piores do que os outros… aí não dá. E alguns órgãos de imprensa fazem isso.


O que se pode fazer para melhorar os padrões da mídia brasileira?


J.E.M.C. – A democracia é assim: não há como você estabelecer outro tipo de controle que não seja o controle social pela crítica. A mídia em si não gosta de ser observada. Geralmente, quando se faz uma crítica é como se você tivesse infringido um dogma da liberdade de expressão. Como se o criticado não tivesse também o direito de fazer a crítica que ele faz. Os órgãos de imprensa agem muito mal relativamente a isso. Seria correto que iniciativas como o Observatório da Imprensa tivessem um espaço social assegurado. Isso demanda uma evolução da sociedade. E nós temos uma cultura muito autoritária no Brasil, o leitor é muito pouco crítico, em geral. Começa a ser mais agora. Eu vi algumas coisas que eu nunca tinha visto antes. Matérias que forçam muito a barra, as pessoas reclamam. Há dez anos atrás não era assim. Matéria era lei. O desenvolvimento democrático lento e gradual vai criando essas condições. Não sei se existem mecanismos capazes de incentivar isso, fazer com que a sociedade estabeleça mecanismos de controle. Uma iniciativa como o Observatório é totalmente válida nesse sentido, mas não sei se existe algum mecanismo capaz de dar mais densidade pública ao Observatório. Seria o ideal.

Todos os comentários

  1. Comentou em 05/09/2007 Edivelton Tadeu Mendes

    Informei ao Dep.Jose Eduardo Martins Cardoso em 1998 a corrupção dos sindicalistas – Sindicato dos Motoritas de São Paulo, e o memo como seu lídre – pres.Lula, nada fez.Mesmo sendo professor universitário – PUC /SP, é farinha dos mesmo saco – daqueles que comungam -, com o ilícito da grana da viúva.

  2. Comentou em 08/11/2005 Edson Rasquel

    Vi muitos elogios ao entrevistadoe ao conteúdo da entrevista, mas deve se ressaltar aqui, também, a qualidade das peguntas feitas pelo entrevistador que permitiram o excelente nível da matéria.

    Sr. Mauro, parabéns.

  3. Comentou em 08/11/2005 Galeno de Almeida Pupo

    No momento em que a maioria dos jornalistas e da imprensa de nosso país descobre a corrupção na política brasileira, porque parece que antes não existia, ou não a viam, cumpre sugerir uma grande investigação também sobre a corrupção no meio jornalístico .
    Ela existe? Há jornalistas corruptos? É claro que há, e muitos. Favores, empregos, dinheiro, imóveis, emprestimos de carros pelas montadoras, financiamento fajuto de apartamentos.Apoio editoriais em
    campanhas políticas, patrocínio de donos de jornais em projetos políticos. Tudo é corrupção. Na grande imprensa há corrupção, desde a cobertura policial até a internacional e científica. Na pequena imprensa pelo interior do país é praticamente uma regra geral. Chego a imaginar que não existe prefeito algum em nosso país que não compre o jornal local, um ou todos. Em minha cidade chamamos os jornais de ‘Diários Oficiais’, o prefeito do PSDB é corrupto, o Ex prefeito do mesmo partido é corrupto, provado na justiça, e os jornais locas desconhecem e ignoram os fatos e os processos na justiça.
    Nunca noticiaram. Aliás é fantástico como a maioria, quase absoluta dos jornalistas, de uma origem de esquerda desde a década de 60 se tornaram lenientes com a corrupção dos tucanos nos últimos anos. Salvo raríssimas exeções, você conhece um jornalista que não seja tucano?. Não vale apontar o Clovis Rossi, que se diz não tucano e que só a esposa o é. Parece que é a esposa dele que escreve sua coluna!
    Abaixo a corrupção dos jornalistas!!!

  4. Comentou em 08/11/2005 Fabiana Tambellini

    Importante a idéia da crítica como caminho de controle social da mídia na democracia. O deputado também tem razão quando diz que a mídia não tem muito jogo de cintura quando é criticada. Exercício crítico é fundamental dos dois lados, mídia e seus leitores.

  5. Comentou em 07/11/2005 Odracir

    muito boa a entrevista. Ee uma amostra que haa pessoas serias e bem articuladas. Espero que o dep. Cardoso tenha mais voz no PT, parece que ele estava meio ostracizado depois que entrou em conflito com a Marta Suplicy.

  6. Comentou em 07/11/2005 luiz fernando carbone

    O Partido dos Trabalhadores não pode querer que a imprensa não publique matérias sobre corrupção no governo ou na campanha eleitoral se o próprio PT quando oposição usou da propria imprensa para atacar o governo anterior. A imprensa não é e jamais será isenta, mas não se pode negar a sua necessidade como um canal de informações.

  7. Comentou em 07/11/2005 Flavio Mesquita

    Muito boa e esclarecedora a entrevista de José Eduardo Cardozo. Ele dá uma exata noção de como se comporta a mídia nesta crise, é claro que se têm órgãos que defendem uma posição e outros que são independentes, é claro que uma parte da mídia adora criticar o PT, ataca sempre o PT e se esquece de outros, mas o Deputado deu a dimensão exata, não se pode generalizar a mídia.

  8. Comentou em 07/11/2005 Paulo Artur Pimentel Tavares da Silva

    Eu me lembro da emoção do dia em que o Lula estava assumindo a Presidência e em seu primeiro discurso falou que esse era um momento histórico e que não podia errar em nenhum momento. Eu acreditei nele mas o Lula e o PT erraram ao se acharem mais intocáveis, não admitirem o erro e não apontarem claramente para a população o que fazer. A população, que tem um senso crítico pequeno devido ao baixo nível de instrução que possui, não sabe identificar a complexidade da conjuntura e do problema e como este governo que a representa teve a pachorra de errar e errar feio e tão gravemente e não fazer nada. Esta é a sensação da população e simplesmente não se faz nada para se mostrar o que se está fazendo. Isso frustra muito. Eu acredito que o Lula é a nossa melhor opção, mas de nada vale achincalhar os demais que já estavam na vala comum que agora o PT se encontra pois aí só uma coisa vai valer mais nas próximas disputas de poder… Quem dá mais na hora do voto é que levará o seu quinhão e a roubalheira grassará em altos galopes.

  9. Comentou em 07/11/2005 Alexandre Jimenez

    Bem, se a mídia desse o mesmo tratamento que vem dando agora, para os escândalos do governo anterior, dava pra derrubar o FHC umas dez vezes. Havia uma quantidade muito maior de casos envolvendo assuntos muito mais graves para o país, e a imprensa não levou a fundo, nenhum. Senão, vejamos: – Caso SIVAM; -Privatizações das Teles e não só das teles, mas da Vale do Rio Doce e outras.. – Tráfico de influências; – Compra de votos para a reeleição de 1998; – Omissão da verdadeira situação do país, que simplesmente quebrou no começo de 1999; – Ilhas Cayman; – Caso do Banco Marca, Opportunity, Daniel Dantas, Cacciolla, etc., etc., etc. E o pior: justificar o maior destaque e maior virulência da imprensa com o argumento de que o PT tinha fama de ético, é muito estranho. O tratamento tem de ser igual para todos. Isso não existe…

  10. Comentou em 07/11/2005 Ivan Teixeira

    Parabéns pela entrevista com o parlamentare mais sério, lúcido, isento e equilibrado dentre aqueles que vem atuando nesta crise política. Pena que a maioria da imprensa prefira dar voz aos parlapatões valentes que vazam frases feitas e inócuas de sentido prático, permeadas de um teor polemicista incauto (à la Diogo Mainardi), com o único escopo de causar sensacionalismo e produzir manchetes questináveis e matérias de pouco ou nenhum conteúdo aproveitável.

  11. Comentou em 07/11/2005 Cristina Saraiva

    Bom esse deputado José Eduardo Cardozo … sensato,  sério, equilibrado, faz boa análise do papel da imprensa e das responsabilidades do PT. Na enorme crise em que estão mergulhados o Governo e o Congresso (aos quais aos poucos vai se somando o Judiciário) aqui e ali vão surgindo pessoas, de partidos diferentes, que fazem a gente ainda acreditar em alguma coisa. São elementos pra se pensar seriamente na hora de se apoiar a votação em listas fechadas … imaginem querer eleger o José Eduardo Cardozo e acabar elegendo compulsoriamente um João Paulo Cunha? …

  12. Comentou em 07/11/2005 Marcus Vidal

    A matéria com o deputado José Eduardo Martins Cardozo, do PT-SP, é uma prova da sobriedade, seriedade e decência que ainda temos no PT. Gostaria que outros parlamentares tivessem a mesma postura. Temos, é verdade, alguns posicionamentos mais radicais dentro do partido, o importante é que os ideais do partido continuam vivos no coração da militância, nossos sonhos de um país melhor não morreram com esta crise, vamos sair dela e mostrar ao país que somos um partido decente fazendo os expurgos que se fazem necessários, ao fim do governo mostraremos que ninguem nunca fez tanto pelo nosso povo quanto no governo do presidente LULA. À luta, companheiros, o sonho não só não acabou como está cada vez mais próximo da realidade, LULA 2006.

  13. Comentou em 07/11/2005 Neci Francisca de Araujo

    Bom Dia! Muito boa a matéria do deputado José Eduardo Martins, imparcial e correta. Porque verdadeiramente esta não é uma crise criada pela Mídia. Saudações. Neci.

  14. Comentou em 07/11/2005 marcelo rezende fernandes

    Não vejo interesse da mídia em divulgar as matérias da revista Carta Capital. Por quê? Leio a Veja e IstoÉ também. Só é notícia as publicações das duas últimas. Veja matéria de capa da Carta desta semana, não há uma só nota nos orgãos de imprensa. Por quê?

  15. Comentou em 07/11/2005 PAULO HENRIQUE BARRETO

    O deputado cita a Globo como imprensa governista, por que o sr não nomina a parte da mídia que noticia sem fundamento, não sabe ou tem medo de citar Veja, IstoÉ e etc.?

  16. Comentou em 07/11/2005 Edivelton Tadeu Mendes

    Em 1998 identifiquei a corrupção praticada – extorsões; geravam a greve para posteriormente cobrar propina para fazer a empresa voltar a funcionar; outras – por sindicalistas ligados ao PT-Sindicato dos Motoritas e Anexos de São Paulo. Levei o fato -carta com informações e fita gravada das extorsões – ao conhecimento ao então Pres.da Câmara dos Vereadores de São Paulo – Ver.ProfºJosé Eduardo Martins Cardoso. Este cidadão nada fez, alegando que eu deveria representar contra o Sindicato? Espertão!

  17. Comentou em 07/11/2005 Edson Pessoa

    Até que enfim uma matéria séria e responsável sobre o papel da mídia frente à crise política brasileira. Precisamos sim contestar os exageros tendenciosos e irresponsáveis de alguns veículos de comunicação que usam o jornalismo na tentativa de formar opinião política partidária. No meio democrático existem veículos de comunicação apropriados para esse fim e podem ser usados por todas as facções políticas – mas, por favor, usar o jornalismo para tal fim é um desrespeito ao cidadão que espera notícias limpas e fidedignas para, ele próprio, tirar suas conclusões e definir sua opção política. Parabéns.

  18. Comentou em 07/11/2005 taciana oliveira

    A mídia sempre teve um grande ego. Há jornalistas que só publicam a opinião do leitor para arrasarem com ela ou se ela lhes for favorável. O poder de quem tem um órgão de grande circulação na mão é imenso, principalmente no ‘pós-Collor’, que foi feito e desfeito por ela. O seu papel investigativo tornou-se fundamental, num país de liberalidade imensa e liberdade real pouca. Mas, o poder tem que ser exercido com parcimônia quando se trata da vida e da honra dos outros. Todo mundo agora quer revelar novos ‘watergates caboclos’, mas há que haver responsabilidade, sobretudo política, pois já sofremos demais na construção deste nosso País e a cada ciclo de ferro que vivemos, a Imprensa – nossa amiga e professora – é sempre uma das primeiras instituições a sofrer e o povão, de que ela faz parte, é o primeiro, o do meio e o último: o de sempre.

  19. Comentou em 07/11/2005 LUIZ CLAUDIO RIBEIRO SANTOS

    Senhores:

    Esse deputado sabe das coisas, falou exatamente o que penso sobre a mídia na cobertura da crise. Pena que não deu nome aos ‘BOIS COM AFTOSA’, leia-se VEJA e BORIS CASOY. Tenho acompanhado com muito interesse o desenrolar da crise, leio tudo que é notícia, assisto a todos os josrnais televizados, internet, etc… (tudo, até aqueles com os quais eu não concordo).
    Pena que o ilustre Deputado Cardoso não é de meu estado.

  20. Comentou em 07/11/2005 paulo dantas de azevedo

    O povo do PT pensa que o povo votou no PT por ser um partido que vem crescendo, votou por não ter opção, pois o povo estava cansado de ser massacrado, porém o PT não se diferenciou em nada dos outros partidos, e o povo chegando à conclusão de que não existe politico honesto, são todos iguais, sempre pensando primeiro neles própios, o resto que se dane. já é da cultura brasileiro, meu filho cresça e vá ser politico, para ganhar bastante dinheiro, para não passarmos nessecidade e nem fome no futuro.

  21. Comentou em 07/11/2005 gomez Ruy

    Eu não estou entendendo nada. O cara no final da entrevista, lançou que o problema é Caixa Dois. Disse que o Caixa Dois é o mesmo do PSDB, ou seja, a leviandade, a infração é a mesma. Ele está esquecendo, que ninguém aqui fala de caixa dois mais. Estamos falando é de dinheiro que foi desviado de empresas públicas para abastecer o caixa dois do PT. ESTAMOS FALANDO DE ROUBO!!! DE ASSALTO AOS COFRES PÚBLICOS!!! De empresa de telefonia que compra por CINCO MILHÕES DE REAIS uma 50% de uma empresa que FUNCIONAVA NO QUARTO DE DORMIR DO FILHO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA!!! Será que petista acha que todo mundo é idiota!!!

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem