Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
Menu

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Duas namoradas e uma mídia tonta

Por Mauro Malin em 07/01/2006 | comentários

A versão de que ao passar 28 dias presa por engano Sabrina Aparecida Marques ficou protegida de uma possível represália de traficantes, dada ontem pela inspetora Marina Maggessi, é mais um ponto na sucessão de histórias mal contadas pela Polícia carioca no caso do ônibus da linha 350 incendiado com passageiros presos dentro. E mais um episódio em que a mídia mostrou seu desnorteamento.


 


É um caso em que não faltam confusões: o homem acusado de mandar incendiar o ônibus, Anderson Gonçalves dos Santos, o Lorde, se entregou, apavorado, e sua namorada, Brenda Liser dos Santos da Silva, se apresentou e convenceu a polícia de que não participara do ataque.


 


A mídia ainda não conseguiu ter nesse episódio – como em tantos outros – um quadro claro dos conflitos entre facções de bandidos e da maneira como a polícia se coloca diante deles. Recebe as informações da polícia e as reproduz como chegam, o que deixa as chamadas autoridades livres para dizer, e principalmente não dizer, o que querem.


 


Uma das perguntas que não foram feitas, nem na época, nem agora, é: por que foram ignoradas, no depoimento dado por uma adolescente que teria participado do ataque, as técnicas mais elementares requeridas em sessões de reconhecimento? Ela viu uma fotografia e apontou Sabrina. Aconteceu há um mês. Anteontem (5/1), a versão dada no Globo foi assim:


 


“Ontem a inspetora Marina Maggessi, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, explicou que, depois de afirmar por duas vezes que Sabrina era Brenda, a menor voltou atrás, ao ver a foto de Brenda Lizer dos Santos da Silva, a verdadeira Brenda, que segundo testemunhas estaria namorando o traficante há pelo menos dois meses”.


 


Agora não existe mais a “verdadeira Brenda”. A inspetora Maggessi chegou à conclusão de que sua testemunha privilegiada, a menina, pela qual mostra enternecimento em reportagem apologética publicada no site No mínimo (“A dama de ferro da polícia”), nem participou do ataque. Mesmo assim, o Globo de hoje noticia que “devido à falsa confissão no crime, X. foi condenada a três anos de medida sócio-educativa”. Já foi condenada? Por quem?



 


Em busca de “soluções” rápidas



 


A mídia trabalha da mão para a boca, no dia-a-dia. Se se tratar de crime que mexa com as emoções do público, usa-se principalmente o critério da contagem de tempo: é necessário dar uma “solução” rápida. Quem transmite essa “resposta” é a mídia, sem nem mesmo conseguir fazer antes todas as perguntas necessárias. Embarca o tempo todo em canoas furadas.


 


Resta saber se faz isso só por incompetência, ou se também porque não consegue se desvencilhar do emaranhado entre crime, polícia e política partidária no Rio (não só no Rio, mas mais visível no Rio).


 


Só para dar uma idéia da confusão armada hoje, é pré-candidato a deputado federal o secretário de Segurança Pública do Rio, Marcelo Itagiba, e também são pré-candidatos, a deputado estadual, o subsecretário de Integração Operacional, Paulo Souto (José Paulo Pereira Souto, não confundir com o governador da Bahia), e o chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins (não confundir com o ilustre crítico literário que ocupou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras).


 


Quem imagina que as ações públicas desses três personagens da cúpula policial são regidas exclusivamente pela lógica da defesa da lei? Aparentemente, só as criancinhas e a mídia, se é que se pode acusá-la de tamanha ingenuidade e despreparo. 

Todos os comentários

  1. Comentou em 08/01/2006 Adilson Alves dos Santos

    Nosso articulista trata com muita propriedade o assunto. É tamanha a confusão e a pasmaceira diante dos fatos que sinto uma ojeriza de acompanhar as informações. Aparecem tantos personagens e depois desaparecem e aparecem outros que não sabemos se se trata do mesmo assunto. A mídia precisava ser mais incisiva, constante referente a um assunto e principalmente se desnudar de sensacionalismo e respostas urgentes. A sociedade precisa de conclusões verdadeiras, ainda que demorem um pouco.

  2. Comentou em 08/01/2006 Carlos Wagner Coutinho Campos

    É triste e desalentador certificar-nos de que um dos tripés de nossa sociedade republicana, o Poder Legislativo, fique muitas vezes tão dependente de políticos que, em seus cargos públicos, portanto, no outro pé da ‘trilogia’ republicana, o Executivo, exercem suas funções com finalidades pessoais, de forma estudada e estratégica, e com objetivos que não representam um mínimo de qualificação ou de perfil para os mandatos representativos para os quais se elegem. Com certeza, essa fragilidade é o ponto a ser atacado como um importante foco da ‘doença social’ que aflige todo homem e toda mulher de bem desse nosso país. Acho que a imprensa também deveria ser mais precisa, mais cuidadosa e mais autocrítica, quanda aborda o problema da representação política em nosso Poder Legislativo. A meu ver, ela também se mistura nessa intricada rede de interesses e, em muitos momentos, toma os louros e os lucros das reportagens como sendo o objetivo de seu fazer diário, deixando escapar a essência do problema que está tentando denunciar ou desvendar, trabalhando numa linha de senso comum.

  3. Comentou em 08/01/2006 paulo carvalho

    A polícia carioca e facçôes;hoje existe cinco facçôes a saber,ADA{AMIGO DOS AMIGOS}CV{COMANDO VERMELHO}TC{TERCEIRO COMANDO},TCP{TERCEIRO COMANDO PURO}E A PM{COMANDO AZUL}ESTE ÚLTIMO A SERVIÇO DOS DONOS DO PODER .

  4. Comentou em 08/01/2006 douglas valiense

    Acredito que a mídia tem uma parcela de culpa nesta história, no Brasil o que vende é manchete sensacionalista em breve teremos a namorada do tal traficante na capa da playboy.Agora a polícia do Rio de Janeiro faça-me o favor que despreparo.Aproveitando a oportunidade, tenho uma história verídica acontecida no ano passado para mostrar como a polícia do Rio precisa de uma reciclagem.Fui ao Rio a trabalho com uma cia de dança onde nos apresentamos no Sesc Tijuca, na estréia houve um coquetel onde eu exagerei um pouco na bebiba, por empolgação por estar perto de algumas pessoas que eu admirava o trabalho, na volta para o hotel pegamos um táxi eu e um colega carioca,onde logo depois de um certo tempo fomos parado por uma viadura policial,qdo eu sair do táxi o policial já me falou ‘bebeu todas em alemão’, ai verificação de costume tudo bem,expliquei que estava saindo de um coquetel, ai ele me perguntou quanto que eu tinha na carteira. eu respondi 50 reais.ele falou para eu pagar o táxi que o papo iria demorar. O motorista do táxi foi embora, ai na segunda averiguação na minha bolsa saiu um saquinho de cocaína.Eu falei que não era meu , mas ele retrucou num tom de gozação:Você bêbado contra a palavra de quatro policiais em quem que o delegado vai acreditar. Finalizando já passava da meia noite eu só tinha cartão de creditofui convidado a ir ao bingo retirar 400 reais para eles.

  5. Comentou em 08/01/2006 ronaldo pereira

    PELO AMOR DE DEUS !! MIDIAS A PARTE ,QUE [….] DE CIDADE É ESSE RIO DE JANEIRO ?? PARECE QUE SÓ BANDIDO MANDA NESSA PORRA !! NÃO VAMOS DEIXAR QUE SÃO PAULO FIQUE ASSIM ,POIS JA TEM BANDIDO DEMAIS AQUI !! REFERENDO DA PENA DE MORTE JÁ !!

  6. Comentou em 08/01/2006 Carlos Eduardo Ramalho

    Fiquei abismado com tal matéria e da maneira pura e crua com qual foi tratada, mas o q me chama a atenção é a conspiração política por trás disso tudo, não só nesse caso, como em muito outros. Já é uma lastima ter como governadora uma Rosinha Garotinho e ainda ter q aguentar o ex-governador marido dessa senhora e será q ainda vamos ter q aguentar mais essa turma toda??? Livra-me Oh! Deus desse terrivel pesadelo.

  7. Comentou em 07/01/2006 Carlos Margarido

    O meu caso eh um exemplo sincero de como a mídia naum se interessa (ou tvz naum possa) contar a verdade muitas vezes, especialmente quando eh o dela q tah na reta. Eu ajudei uma porrada de gente com as minhas idéias nos últimos anos, tive algumas idéias roubadas e agora o governo quer me convencer de que estou louco. Eu estou tentando contar essa história a um ano e ninguém me escuta. Se tiver um mínimo de interesse pelo meu caso vc pode me mandar um e-mail, mas eu duvido q vc fará isso. Eu já ajudei o Ig antes, mas sinceramente naum vejo luz no final do túnel ou ele tentando me ajudar.

  8. Comentou em 07/01/2006 Cesar Francisco

    É Um absurdo esta Policia do Rio, que não investiga primeiro um fato antes de tomar as suas conclusões. Duas namoradas sendo que uma presa injustamente que Polícia e esta e que Midia, mais incompetente ainda. Que isto sirva para que tanto os Policias de forma em geral investiguem mais e esta midia aprenda a noticiar e investigar um fato.

  9. Comentou em 07/01/2006 to maluco

    Nossas autoridades brincam com nosso dinheiro, as instituições e nossa paciência. Ate quando isso vai durar?
    Depois querem reclamar de possível fatos, estigmatizando como ‘apologia ao crime’! Acorda País.

  10. Comentou em 07/01/2006 Marcus Fabiano Alves da Silva

    Apenas um comentário a fazer!!!!

    Indignação!!!!!!!!!!

    Estive no Rio em 24/12/2004 parado em um sinal, fui atingido por um veículo, qual não foi minha surpresa em constar no boletim de ocorrência que eu bati na pessoa irresponsável que estava no outro carro, simples, o namorado da mesma é policial, coincidência? Acharam que eu nunca mais voltaria ao Rio, ledo engano, tenho a ocorrência, fora a omissão de socorro, passaram várias viaturas e nenhuma, nenhuma mesmo se dispos a prestar socorro, graças a Deus tenho as duas ocorrências em mão e testemunhas, senão estaria perdido, porque soube que a pessoa que bateu no carro em que eu estava não quis me denunciar…. PODE??????

  11. Comentou em 07/01/2006 Nelson Santos

    Muito pertinente a análise do articulista. Não é de de hoje que assistimos erros grosseiros da polícia carioca – o que deve ocorrer em outras polícias. A imagem que fica é a de total despreparo dos políciais e da própria cúpula. Os cidadãos do Rio merecem uma política de segurança decente e funcionários minimamente preparados para o exercício dessa função tão importante.

  12. Comentou em 07/01/2006 Alfredo dos Santos

    A grande mídia, nesse caso e em muitos outros, está completamente desinformada (posto que repassa as informações das ‘autoridades’) porque perdeu o hábito de pesquisar para informar. Isso é fruto do mal ensino nas ‘Faculdades’ de jornalismo ou ‘Comunicações’. Por isso, sempre defendi: fora com os ‘jornalistas’! Viva os repórteres!

  13. Comentou em 07/01/2006 rp pp

    Policia , politicos , e Papai noel nem as criancinhas acreditam mais

  14. Comentou em 07/01/2006 hermival rego dos santos

    a midia que vende
    também se vende
    a imprensa possui donos
    o crime possui socios
    a politica é criminosa
    e o criminoso é uma marionete
    dos donos do poder
    politica,crimes,poder é o brasil

  15. Comentou em 07/01/2006 Eduardo Soares

    Fiquei muito feliz com este comentário. Parece que algumas pessoas pensam igual a mim. Lembro-me de um festival de música que aconteceu há muitos anos atrás em que Caetano Veloso pergunta indignado ao público: ‘E é essa juventude que quer mudar o país ?’ Eu pergunto: é essa mídia que quer criticar o governo? Apesar de discordar em vários pontos com Lula, nesse eu concordo. Nossa imprensa, generalizamente falando, só quer vender. Imploram aos deuses por escândalos e tecem comentários sem nenhuma responsabilidade. Tolos e iguais a ela, são aqueles que ainda acreditam nela.

  16. Comentou em 07/01/2006 Maurício Pereira de Oliveira

    Mais uma vez confirma-se a impressão de que a tão propalada ‘cobertura imparcial da imprensa’ não é nem tão imparcial, nem tão inteligente ou corajosa como deveria ser. Pelo menos dos setores que tem maior visibilidade da grande massa popular. Nesse episódio de cobertura das investigações do crime do ônibus 350 e em muitos outros anteriores como no do ônibus 274 onde uma passageira foi morta após uma trágica e atabalhoada ação da Polícia Militar há alguns anos e no homicídio do casal de americanos que residiam na Barra da Tijuca, só para citar dois exemplos gritantes, a cobertura da imprensa deixou muito a desejar quando nas entevistas coletivas dadas pelas autoridades competentes (ou devemos dizer incompetentes?) limitou-se a seguir a ‘receita do bolo’ e a só fazer as perguntas ‘padrão’ quase que como querendo evitar tocar nos assuntos polêmicos e nos visíveis erros das ações policiais (visíveis até mesmo para leigos no assunto, mas que possuem mais de 1g de neurônios ativos). Aceitaram mansamente as versões apresentadas, com poucos questionamentos e quase todos tão inocentes que parece até que os jornalistas encarregados eram inocentes crianças do ensino fundamental. Será que tais atos aconteceram porque a tal autoridade competente nestes dois casos era o Sr. Antony Garotinho , pessoa de evidentes pretensões eleitorais ?

  17. Comentou em 07/01/2006 Pe Carlos Ferreira da Silva

    Tenha a santa paciencia! A mídia no Brasil sempre esteve nas mãos da Elite. A PM está a serviço de quem?

  18. Comentou em 07/01/2006 Pedro Penna

    Importante texto escrito por Mauro Malin demonstra a incompetência da mídia em verificar a veracidade das informações que a própria propaga. O problema descrito é ético e técnico. Primeiramente a mídia está se preocupando em somente repassar informações e esquecendo de seu conteúdo. Segundo. A mídia está se preocupando mais com audiência com qualidade. Estas são as origens do problema. E as causas vemos por ai. Pessoas inocentes acusadas de crimes bárbaros, falta da concessão do contraditório (pela imprensa) aos acusados e etc… Acreditar 100% na polícia de qualquer estado brasileiro é sim uma ingenuidade. A imprensa tem que saber que a polícia é comandada por políticos (poder executivo) e que muitas vezes o interesse é superior à verdade. A imprensa é a primeira a sempre denunciar os problemas alheios (esperamos que assim continue), contudo, deve se voltar para seus próprios problemas, como a formação de seus profissionais e direcionar sempre por uma atitude ética, de pelo menos verificar a veracidade das informações repassadas por qualquer funcionário público. O papel tudo aceita. A credibilidade tem que ser priorizada, sob pena do constante descrédito das fatos anunciados pela imprensa. Esperamos que estes problemas sejam resolvidos. A população brasileira agredece.

  19. Comentou em 07/01/2006 Antonio Carlos da Silva

    Parabens pela matéria, muito bem!
    Gostaria de ver alguma matéria tambem sobre as mazelas da mídia paulista, eu fico preocupado com a blindagem que fazem para alguns partidos políticos, que por sua vez tem resposta pra tudo e fica só nisso. Ex: DASLU…,ETC

  20. Comentou em 07/01/2006 REINALDO SOUZA

    Sr. Mauro, sem conveniências, por favor. A polícia do Rio de Janeiro faz um trabalho que é exemplar para o mundo inteiro. Compara por exemplo a estrutura da polícia de Minas Gerais com a do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro é o único estado que tem mais de 80 delegacias informatizadas, câmeras em tempo real, temos muitos carros fazendo ronda, tem estado aí que protege os policiais bandidos. Esse excesso de informação para esse caso é bem rídiculo se comparado com a corrupção da polícia de Campinas, no Estado de São Paulo.

  21. Comentou em 07/01/2006 Clovis Nascimento

    Acredito que a mídia não somente neste caso mas em outros tantos, tem se portado de maneira totalmente partidária, fornecendo informações ja sabidamente enganosas, em função de seus próprios interesses.

  22. Comentou em 07/01/2006 Sandra Reis

    A mídia considera-se tonta?E os leitores mais informados, mais esclarecidos, tendo que acreditar nesta história toda.Com certeza
    este ônibus será mais um dentro das estatísticas de criminalidade do país.Por outro lado fico ‘orgulhosa’por nossos advogados serem tão competentes,e estarem lendo seus livros acadêmicos tão caros, pois
    ultimamente o que assistimos na mídia são eles dando declarações sobre seus mirabolantes argumentos para libertar seus
    indefesos clientes.Até a pobre Sabrina, pedirá uma indenização ao Estado.Uma única pergunta me atormenta, a mídia sabe sobre as pessoas que morreram no ônibus?Com certeza
    não, pois hoje o ibope é ser marginal condenado, e namoradas ultrajadas.

  23. Comentou em 07/01/2006 clarisssa thomaz

    ooolllkjhihuggghjkm

  24. Comentou em 07/01/2006 thomaz caspari

    O que me intriga em toda esta história é que rapidamente foram encontrados os causadores do incêndio e até a menor que testemunhou o acontecido, tudo estava quase que resolvido até que apareceram indícios de que tudo aconteceu porque um dos traficantes tenha sido extorquido por policiais, coisa não incomum na relação lei e crime no Rio e em geral (menos visivel)… de repente silenciaram-se as noticias, parece que a polícia se sentiu despida, não se escutava mais nada a não ser estas confusões de namorada etc. Quem manda mesmo não são os traficantes mas as autoridades que aproveitam deste negócio sujo e encobrem os que sabem disto e vivem desta caixa 2, aí está a solução do problema… O tráfico só existe porque as autoridades ate o menor dos policiais vivem com isto, todos ganhando bem e a corrupção se desenvolvendo, e o pobre, trabalhador, eleitor e pagador de imposto e roubado e amedrontado mal informado, este é que sofre com esta máfia, como limpar esta cocheira de Áugias? Proposiçõe são bem-vindas. Que tal se aqueles que ainda são honestos denunciassem aquilo que sabem? Senão os próximos queimados seremos nós ou nossos familiares.

  25. Comentou em 07/01/2006 Sandoval L

  26. Comentou em 07/01/2006 Pierre Juan carcamo

    Desculpem pela minha opinião, mais ultimamente, ou seja, faz 10 15 anos o que nós ouvintes temos que ouvir dos chamados JORNALISTAS da nossa MÍDIA são muitos absurdos, ainda resguardados pela asociação que os protege, quero dizer, que estes jovens denominados de Jornalistas são todos falsos, podem ate ter diploma, mais são PÉSSIMOS, todos eles, vou tirar o CHAPÉU para o RATINHO, Silvio Santos. São programas cafajestes, mas são originais e verdadeiros mais que as notícias que estes denominados jornalistas de Cartão de faculdades possuem e que somente fazem mais para aparecer, são os fofoqueiros de turno e cozinheiros tambem, porque somente fazem e ler e dar a receita, do bolo, já que eles nunca fizerom isto, parecem com Galvão Bueno transmitindo um jogo do Brasil contra qualquer time, ele torce mais que o torcedor, que pesimismo das redes de TVs, procurem profissionais bons, mas são caros e não o tipo que representa o bonitão (nha), desejamos notícias com qualidade já que as TVS são caras e a energia tambem para assistir noticias de pessima qualidade com pseudos jornalistas PÉSSIMOS a maioria, favor respeitem ao assitente, do outro lado da tela, porque os ouvidos nossos não são PENICO.

  27. Comentou em 07/01/2006 giovanni jorge de carvalho

    Estou pasmo, não com os problemas do Rio, mas em ouvir um comentário tão bem feito e descomprometido com as forças que regem nosso dia-a-dia … Na verdade um pensamento tão isento de [….] jamais seria exibido no horário nobre da Globo, nem em outras emissoras, estou pasmo por ser privilegiado em poder ler isto, pensei que jamais o faria… A verdade é que a mídia, entenda-se : mundo global …, é uma grande máquina, manobrada por escritórios centrais, manobrados por um ou outro [….] chefe de redação , que se submete ao diretor de nao sei o que, que se submete ao anunciante disto ou daquilo, e assim vai…. ninguem lá esta preocupado com a veracidade da informação mas com o resultado que a mensagem vai realizar junto à massa… pois não somos cidadaos, somos consumidores em massa!!!! Obrigado

  28. Comentou em 07/01/2006 Edson Pessoa

    Os veículos de comunicação no Brasil, principalmente a partir das denúncias que explodiram o nosso cenário político, extrapolaram na busca do sensacionalismo e otimização de negócios, em detrimento da qualidade das matérias publicadas. Análises tendenciosas, fontes duvidosas, conclusões precipitadas, etc provocaram nos leitores incredulidade e insatisfação. Agora, depois de tantas críticas, sentimos que procuram o ‘norte’ e tomara que se ajustem, pois assumem papel relevante em qualquer sociedade.

  29. Comentou em 07/01/2006 Urariano Mota

    Arretado, Mauro. Dá-lhe! Textos assim deixam a esperança de que é possível escrever com dignidade e inteligência como jornalista.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem