Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

É isso aí: um brinquedo

Por Luiz Weis em 10/01/2007 | comentários

Vale por um bifão o comentário do diretor de programação da MTV, Zico Goes, ao revelar à Folha que a emissora recebeu mais de 50 mil mensagens de protesto contra a apresentadora Daniela Cicarelli depois do bloqueio do YouTube:

Isso é mais uma gritaria juvenil porque um brinquedo foi tirado do que um sentimento contra a censura‘.

A palavra-chave, naturalmente, é ‘brinquedo’.

Vai um abismo entre o uso da web como divertimento, sob qualquer de suas múltiplas formas, ao gosto de cada qual, mas quase sempre com doses cavalares de narcisismo, e como instrumento de democratização da informação e do debate público sobre questões de interesse coletivo.

O abismo é conceitual e quantitativo. Para cada upload que se enquadre nessa segunda categoria, há ‘inhentos’ da outra.

Tudo bem. A vida é assim. Mais de meio século atrás, quando a televisão começou a ser nos Estados Unidos o que viria a ser no mundo inteiro, não faltou quem dissesse que o novo meio daria um impulso colossal à educação do povo americano, levando milhões de jovens e adultos a bater às portas das escolas superiores para saber mais.

Bobagem, comentou o sociólogo Seymour Martin Lipset, especialista em comunicação de massa. A preferência geral será pela Columbia Broadcasting System, a CBS, nunca pela Universidade Columbia.

Então que se divirtam. Mas não venham mistificar as coisas. Nem dar ao que fazem uma grandeza revolucionária. Aliás, o desonesto perfeito é aquele que, antes de enganar os outros, se engana a si mesmo – o que parece ser o caso dos que atribuem às novas mídias atributos que rebaixariam definitivamente para a terceira divisão a velha mídia impressa – vide a revista Time que escolheu o internauta da segunda geração (o da tal web 2.0) a Pessoa do Ano de 2006.

P.S. Diversos leitores observaram que Daniela e o seu namorado não têm autoridade moral para pedir a supressão das cenas de sua transa no YouTube porque fizeram o que fizeram em público. Alguns chegaram a sugerir que eles é que deveriam ter sido processados na Espanha por atentado ao pudor.

O ponto me parece outro: com moral ou sem, trata-se do direito que os assiste de invocar o princípio da invasão de privacidade e do fato de um juiz ter lhes dado ganho de causa.

Houve também quem argumentasse que se está diante de um caso típico de conflito de direitos: o direito à privacidade e o direito à informação. Penso que não é bem assim. A única situação em que cabe considerar informativas as imagens de um casal transando é uma aula de educação sexual.

***

Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 13/01/2007 Paulo Costa

    Em outros países, quando um assim chamado ‘famoso’ é apanhado em alguma conduta imprópria, em geral pede desculpas ao público, é alvo de piadas durante uma semana, e depois a coisa cai no esquecimento. Mas no Brasil não. Aqui nós estamos na terra dos poderosos. Uma atrizete de televisão e seu playboy de ocasião se julgam ‘poderosos’ o suficiente para apagar da mente do público as besteiras que andaram fazendo. Um ‘poderoso’ advogado vê nisso uma ótima chance de achacar um site internacional. Um ‘poderoso’ juiz acha que pode censurar milhões de pessoas. Um ‘poderoso’ executivo de televisão se dá ao desfrute de achincalhar com o público que assiste ao seu canal. E por aí vai, numa cadeia abaixo de ‘poderosismo’, chegando aos ‘poderosinhos’ donos da opinião pública, como o Sr. Weis,que acham que a patuléia não tem o direito de se manifestar. O problema é que o ‘brinquedinho’ a que o sr. se refere, permite a manifestação e mobilização em questão de horas, de milhares de pessoas. Foi isso que por exemplo, impediu recentemente o obsceno aumento auto-concedido por deputados. Isto está deixando os donos do poder apavorados. Onde já se viu o público ter uma opinião espontânea que não possa ser manipulada? Não é atoa que começam a pipocar projetos de lei tentando controlar e restringir o acesso à Internet, o que merecidamente nos colocará ao lado dos paises mais atrasados

  2. Comentou em 13/01/2007 elenara iabel

    vou copiar e colar na minha pagina. respeitado os direitos, é claro.
    sabe, eu anda cada vez mais de saco cheio dessa noss justiça… tenho certeza de que se fosse eu e meu amado amante os protagonistas e vítimas desse redevu, hehehe, já teríamos que ter vendido os filhos para pagar os danos que um juiz desses inventaria que a gente causou… meu marido é advogado, ele fica espantado com a quantidade de guris e gurias que saem das faculdades e viram juízes, sem a menor experiencia de forum, audiencias, enfim, e estão aí julgando a minha, a sua, as nossas vidas em sociedade… mas, peraí? que sociedade? quem é essa dama? é muita hipocrisia… inda bem que existe a rede mundial de computadores, anarquica, caotica, democratica, igualitária… mas, atenção, eles não querem deixar barato. querem enquadrar, determinar, coagir…

    valeu!!!!

  3. Comentou em 13/01/2007 JOSE ORAIR Silva

    A espertíssima e bela Cicarelli está brincando com todo mundo e auferindo espetaculares dividendos que haverão de se materializar nos seus próximos cachês e contratos… Enquanto isso, nós todos, de forma inocente e gratuita, estamos reproduzindo a onda…

  4. Comentou em 12/01/2007 Paulo Gonçalves Filho

    Você já ouviu dizer que pode-se aprender brincando? Pois é. É melhor brincar e aprender ouvindo e dizendo a verdade, do que passar seriedade contando meias verdades; Isto para mim é manipulação, tentativa de enganar usando a imprensa para vender opinião e não notícia ou informação. A TV foi e é manipulada, os jornais são manipulados, e todos eles vendem tudo como informação da mais séria ordem. Acho que precisamos aprender a ouvir e a falar para não sermos dependentes de alguns. Enfim o que me parece é que o choro dos jornalistas, coincide com a perda de poder que eles sempre tiveram. Vamos todos nos acostumar com o que está acontecendo de novidade, e como sempre, teremos que depurar o resultado para aproveitar melhor o novo brinquedo.

  5. Comentou em 12/01/2007 Hélcio Lunes

    Vou comentar apenas o seu PS, que é a única coisa relevante de seu post. O resto é ideologia barata. Ninguem aguenta mais essa conversa de debate público. As pessoas querem competencia dos governos que escolheram, honestidade e transparencia. Eles são pagos para governar. Essa coisa de orçamento participativo, audiência pública, é coisa de desocupado.
    Bom, mas o ponto é o seguinte, e é bastante simples: alguem que faz sexo numa praia pública, na vista de todos, sem nenhuma preocupação com a privacidade dos outros, pode clamar por privacidade? Se não estou enganado, privacidade vem de privado, e pelo que me consta, a praia é um local público, os envolvidos são pessoas públcas, maiores de idade, aparentemente no gozo de suas faculdades mentais, então como falar em violação de privacidade?

  6. Comentou em 12/01/2007 Nilton Andrade Bergamini

    Sr. Weis, concordo que o vídeo da cicarelli possa ser um brinquedo, uma tarda de vouyer ou qualquer outra coisa, mas o buraco é mais embaixo.
    O youtube é mais que nada uma potencial ferramenta política e democrática, o brinquedo ao qual o senhor Zico Goes se refere levou várias pessoas a se conscientizar a rspeito de nada mais do que as eleições prsidenciais. Esse ‘brinquedo’ é uma ferramenta que funciona muito melhor que qualquer mídia, e digo isso com mais absoluta certeza, pois não depende da opinião nem da concessão de ninguém para expor idéias e denúncias.
    Quanto a comparação com a TV, digo-te que foi infeliz, pois a web não se resume à um meio de comunicação, é muito mais que isso. Vejo que para alguns é realmente muito dificil de entender, porque simplismente a internet é uma ‘coisa’ ainda sem definição exata e está longe de ter chegado ao seu potencial.
    Ah, e a televisão só não chegou ao seu potencial educacional (principalmente nos continentes americanos) porque na maioria dos casos as emissoras preferem assim, ao contrário da internet, que não tem um diretor (mas vários), sequer um MARINHO para mandar e desmandar.

  7. Comentou em 12/01/2007 Marcelo Costa

    Estou estranhando o SILÊNCIO SEPUCRAL do observatório para o caso do nobre ex-ministro de FHC. O paladino da ética e da verdade da CPI das Ambulâncias. Imaginem se o sujeito fosse ministro do Lula, tendo seu nome envolvido e participado de uma QUDRILHA pelo MP. E agora, seu Dines? Outro dia foi o sujeito que presidia um instituto que promove a ética, hoje, o grande baluarte da moralidade está sendo ACUSADO, não condenado. No entanto, o pessoal do governo Lula foi ACUSADO e CONDENADO pela mídia conservadora, que infelizmente este observatório faz parte. Onde está o destaque para a notícia? Estão com vergonha? Agora só falta pegar o outro, o que fazia dupla com o moralista da CPI das Ambulâncias. Não vai demorar. Risos

  8. Comentou em 12/01/2007 Claudio silva

    Se considerarmos que o programa que ela apresenta na MTV […] isso se chama exibicionismo… coisa muito comum nesse pessoal da midia televisiva… é um troca troca de casal a toda hora, verdadeira sodoma e gomorra.

  9. Comentou em 12/01/2007 Fábio José de Mello

    Pois é. O brinquedo fez a MTV soltar uma nota eximindo-se de culpa. Sábado haverá uma manifestação na porta da emissora. Esse brinquedinho ainda vai sair caro para as grandes corporações de mídia.

  10. Comentou em 12/01/2007 Diego Menegaci

    Pois bem, a CBS nos EUA é de fato mais interessante que a Universidade Columbia. Aqui no Brasil acontece da mesma forma, basta identificar quais são as preferências.
    A internet surgiu com o mesmo comentário e alarde de quando a TV foi expandida. E hoje temos o resultado. Parafraseando José Simão, ‘youtube no orkut dos outros é refresco’.

    O fato é que não aprendemos a ver televisão, e não sabemos utilizar a internet. Visto a quem damos importância a cada dia.

    Que venha a Tevê Digital!!!!!!!

  11. Comentou em 12/01/2007 Pedro Afonso

    Considerando o texto anterior e mais este, recheado de intolerânica e incompreensão com a dimensão da internet, penso que o ano de 2007 não vai ser muito feliz para o articulista. Entender que a internet é apenas um ‘brinquedo’ e mais ainda que a retirada deste ‘brinquedo’ não é censura foi uma das mais infelizes colocações que já pude ler neste OI. O affair Cicarelli já foi exaustivamente discutido no seu viés de privacidade e o nobre jornalista pós-graduado ainda não entendeu que uma praia pública não é o local correto para intimidades. O viés de descompasso legal entre o que seja justiça (instituição e não apenas código legal) e Justiça (o que a sociedade exige por meio de seus legisladores, a lei) também já foi demonstrado ao jornalista, visto que a decisão do juiz Zuanazzi NÃO tem amparo legal, fato aceito por ele mesmo, e que havia se baseado numa INTERPRETAÇÃO de um jurista português! Agora o presente artigo vem inovar no que seja CENSURA e minimizar a revolta de milhões que tiveram seus reais direitos suprimidos a uma simples ‘ gritaria juvenil’. Faça-me o favor, quanta bobagem! Sr. Luiz Weis a internet está aí, tem força política e, não se preocupe, ela não vai substituir a mídia tradicional, como a Tv não acabou com o rádio ou com o jornal. Por estes 2 artigos, acho mais sensato desconsiderar as suas opiniões sobre algo que você não faz a menor idéia do que seja.

  12. Comentou em 11/01/2007 Paulo Bandarra

    Pois a falta de carater da moça é tanta, que tem coragem de dar entrevista negando que a ação tenha a sua assinatura junto!

    São estas pessoas que a mídia paga caro para ser exemplo para os nossos filhos? A apresentadora não é privada mas uma pessoas pública com vida pública como qualquer uma desta qualidade.

    Não existem ‘cenas íntimas’ em público. Se são feitas em público, deixaram de ter este carater. Cenas ‘íntimas’ são somente aquelas realizadas na intimidade. Por isto que se deve escolher bem os parceiros, com toda a liberdade, para não ser comida em público para aparecer. Uma pessoa pública, que vive entrando na casa de todo o mundo, dizendo o que quer e bem entende, dando conselhos e e regras, não pode desejar que a sua vida pública seja editada pelo judiciário! O que pode ou não pode ser divulgado. As pessoas tem sim o direito de sabem o que esta pessoa pública anda fazendo por aí para avaliar se merece a sua confiança e a perda de tempo para assistir a mesma. Tem direito de saber quem é, se pode entrar nas suas casas pela mídia!

  13. Comentou em 11/01/2007 Thales Carvalho

    Ai, ai, mais uma vez… Senhor Weis, se o senhor não quiser ver o video, simplesmente NÃO VEJA! A internet não é como a televisão que impõe sua vontade a seu telespectador. Quer um exemplo? Eu não vi nem pretendo ver o vídeo do Saddam sendo executado, simplesmente porque não quero! Agora, só porque você não viu e nem pretender ver o video você acha que pode impor seu gosto a milhões de outras pessoas? Tenha dó!

    Mais uma vez repito o que disse no seu artigo anterior: Agora entendo como pessoas conseguem ter a ideia de criar o ‘Conselho Nacional dos Jornalistas’… Subdesenvolvimento não é apenas algo financeiro, mas também das idéias!

  14. Comentou em 11/01/2007 Patrícia Valiño

    Bem, quanto à ‘gritaria juvenil’ não dá pra discordar totalmente, afinal trata-se do diretor da MTV, um canal que lida primariamente com jovens. Não é difícil de imaginar as maravilhas de cartas que ele recebeu. Mas o fato é que o youtube não é só entretenimento, ele é um serviço gratuito de distribuição de conteúdo audioivisual pela internet. Antes dele, era necessário que um site mantivesse uma estrutura caríssima de streamimg para poder distribuir esse tipo de conteúdo. Agora qualquer um pode distribuir o que produz, e anexar uma janelinha em seu site com apenas um link, e sem propagandas intrusivas. Um negócio muito bem bolado mesmo. Mas o ridículo da coisa toda é que, pra começo de conversa, aquilo lá parece armado sim. Que ela queira armar isso pra aparecer tudo bem, mas depois usar a justiça pra mandar tirar… Fora isso, ficou óbvio que o Juiz não sabia do estava falando, prncipalmente quando ele revogou a ordem e pediu um relatório das empresas explicando os motivos de não ser possível bloquear apenas o vídeo e não o site inteiro. E por último, o fato de que os verdadeiros responsáveis pelos problemas de Cicareli são os ‘postadores’.Eu já disse antes que é perfeitamente possível rastrear essas pessoas. Oras, a RIAA rastreou e processou com sucesso vários usuários de redes P2P que compartilhavam seus MP3. Então pra q ir em cima do youtube? Talvez por mais publicidade.

  15. Comentou em 11/01/2007 MªCatarina E.S.Lima

    Faço minhas as palavras do Sr. Eduardo Guimarães…quem quer privacidade busca pro ela e não se expõe ao ridiculo…se a moça em questão queria privacidade fosse para um quarto…e não desrreipetasse as pessoas que estavam no local e nos usuários da net que acabamos sendo atingidos!

  16. Comentou em 11/01/2007 Carlos José Ianuzzi

    O OI publicou um outro artigo intitulado ‘Justiça não sabe direito o que é a Internet’, de Maurício Cardoso em 9/1/2007, que está no link

    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=415CIR002.

    O seu conteúdo pode ser aplicado como uma luva ao Luiz Weis, que deveria com humildade pesquisar a Net com mais minúcia, algumas dezenas ou centenas de sites, ver suas conexões culturais, sociológicas, políticas, econômicas, etc., enfim, aprender a conhecer o imenso universo da WEB. Fazer comparações da Internet com a Televisão e outras mídias é de arrepiar, mostra desconhecimento e desinformação. Agora, se insistir nesses argumentos, o articulista irá cair na mesma vala de mediocridade em que se enfurnou o Juiz censor, o que será muito ruim para um jornalista com o currículo que tem. Sr. Luiz Weis, leia com calma, sem stress os outros comentários. E não se esqueça de que a Cicarelli fez as cenas para ser filmada e fotografada em lugar público. Foi uma armação premeditada. E conseguiu tudo o que queria, uma exposição nacional e internacional. Mas daí ter defensores até aqui no OI, já é demais!!!!

  17. Comentou em 11/01/2007 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Discordo. Não lhe ocorreu que o referido diretor da MTV adota uma perspectiva um tanto aristocrática um tanto militarizada? Durante o Regime Militar as pessoas ‘comuns’ não podiam se manifestar porque eram consideradas ‘infantis’. Agora quando os brasileiros em geral podem se manifestar suas manifestações são consideradas ‘uma gritaria juvenil porque um brinquedo foi tirado’. O processo de desqualificação da crítica é evidente. Os ditatores de antanho certamente devem se orgulhar muito dos neoprotoditadores midiáticos. Como diria o Boris Casoy, isto é uma VERGONHA :O)

  18. Comentou em 10/01/2007 Luis Neubern

    Não acho boa a comparação entre internet e televisão. Uma não tem nada a haver com a outa. Para dar um exemplo o mais banal possível, qual canal de televisão, estrangeiro ou brasileiro, me possibilita, por exemplo, o acesso e manipulação de dados de uma Wikipedia? Certamente nenhum. Acredito que alguns jornalistas, juízes e outros, ainda, não entenderam o que a internet realmente representa. Quem cria os trilhos e as estações não são mais os barões da comunicação. Os videos de Saddam e Cicarelli são exemplares. Enganar o povo, agora, ficou bem mais difícel.

  19. Comentou em 10/01/2007 Apolonio Silva

    Caro Weis, o senhor deveria esquecer este assunto. Foi dar aquele ‘bicudão’, tinha chovido na grama e você caiu de ‘glúteos’ (não vou dizer bunda pra não dar motivo para censura…). Agora quer consertar. Seu artigo não é uma apologia à lei e a ordem. É contra a liberdade de expressão. Releia atentamente. O senhor parabeniza um juiz PELA atitude esdrúxula … Mas no texto o senhor confunde liberdade de expressão, com decência e outros assuntos… agora sugere que o que não for ‘informativo’ é objeto de censura. Quem define o que é informativo é o Weis. Vixe! Agora te cuidem ‘Caras’, ‘Amiga’, ‘Contigo’ porque o Weis ao asumir o pudê vai fechar todas as revistinhas de patricinhas. As dos Mauricinhos também, quêissaqui é país sério. Tem um desses colunistas que diz ‘Eu aumento mas não invento’. O lema de Weis parece ser ‘Eu invento e depois me lamento’.
    Ou ‘Eu invento e depois eu remendo’. O do juis deve ser esse também.

  20. Comentou em 10/01/2007 Eduardo Guimarães

    Acho que está havendo uma interpretação truncada do direito à privacidade. Antes de ser respeitada, a privacidade precisa ser buscada. Se quero ter privacidade para andar nu, faço isso dentro de casa ou em qualquer lugar em que não possa ser visto. Se ando nu por uma praia, estou abdicando de minha privacidade e, portanto, não posso exigir das pessoas que tampem os olhos quando eu passar.

  21. Comentou em 10/01/2007 Marcelo Soares

    Weis, concordo apenas ‘até ali’ com o teu comentário. O problema é quando se joga fora o bebê com a água da bacia. O vídeo da Cicarelli é perfeitamente dispensável, não faz falta nenhuma. Se a idéia da Justiça era tirar todas as cópias DESSE vídeo do ar a pedido dos personagens, azar. Não entro nesse mérito. O problema pra mim ocorre no momento em que pra tirar do ar o namoro da Cicarelli também se tira do ar o enforcamento do Saddam Hussein – que demonstrou nos últimos dias várias possibilidades do meio eletrônico para ‘coisas sérias’. Na área do entretenimento, do ‘brinquedo’, a decisão atabalhoada também ocultou ‘inhentos’ vídeos feitos e distribuídos de boa-fé por outros que não tinham absolutamente nada a ver com o problema da modelo. Pra mim, é muito claro que a questão é essa.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem