Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

Editorial fala em apagar incêndio, manchete atiça o fogo

Por Luiz Weis em 14/07/2006 | comentários

Os jornais americanos fazem praça da existência de um fosso intransponível entre a página de editoriais e todas as outras.


O fosso é para impedir que a voz dos donos ecoe no noticiário – nas pautas, na apuração, na edição e na apresentação das matérias. Em suma, o que entra e como entra é de responsabilidade exclusiva dos executivos da redação.


Nem sempre o fosso é tão fundo como dizem, mas que existe, existe. O caso do Wall Street Journal é de livro de texto.


Os seus editoriais de apoio fervoroso ao governo Bush e as suas reportagens investigativas sobre as maracutaias do bushismo, os desastres da guerra no Iraque e as ilegalidades da Casa Branca em nome da guerra ao terror parecem pertencer a galáxias diferentes.


Ainda há pouco, o jornal, no mesmo dia que o New York Times e o Los Angeles Times, revelou que o governo espionava criminosamente zilhões de transações financeiras internacionais, a pretexto de rastrear o dinheiro da Al Qaeda.


Assim que Bush disse que a publicação equivalia a um ato de traição ao país, o Wall Street Journal saiu com um editorial – em apoio ao presidente e desancando a sua própria matéria.


Quem dera as redações brasileiras terem a independência de suas congêneres americanas em relação aos controladores das empresas jornalísticas.


Mas, uma vez na vida – no caso, hoje – vem a tentação de dizer quem dera se a posição de um jornal diante de um assunto pautasse o tratamento que lhe fosse dado nas páginas noticiosas.


O jornal é O Estado de S.Paulo. O assunto, os ataques do PCC e suas repercussões políticas.


Diz o Estadão no fecho do editorial “União contra o terror”: “O importante, hoje, é […] apagar o incêndio em curso. Para tal, a prioridade é a cessação da troca de estocadas entre o presidente candidato, o ex-governador candidato e o governador que o substitui.”


Faltou combinar com os russos, como se diz. Pois a manchete do jornal é nada menos que “Lembo: ‘Lula está desequilibrado’”.


Dentro, a frase se repete no título de uma entrevista de página inteira com o governador.


Lembo é um governador que conta os dias para sair. “Hoje, quinta-feira, faltam 171 dias! Amanhã, sexta, serão 170”, exultou. “Graaaaças a Deus!”


Lembo é também um desbocado. Na Folha ele disse mais ou menos o mesmo. Disse também – e o jornal gravou: “Só malandro quer ser [governador].”


A primeira vez que Lembo virou notícia – quando, sentindo-se só e abandonado por tucanos e pefelistas na primeira ofensiva do PCC – foi por ter desancado a “elite branca”.


Os petistas adoraram.


Depois, fez a maior festa para Lula no Palácio dos Bandeirantes.


Os petistas adoraram mais ainda.


Mas não é para levar o homem a sério – e fui o primeiro a dizê-lo, quando a esquerda babava ovo diante de sua entrevista a Mônica Bergamo, da Folha. [Ver “O governador é um artista”, 18 de maio.]


Sendo, porém, governador de um Estado em transe, ouvi-lo é preciso. O que não é preciso é dar tudo o que ele diz, ainda por cima numa página inteira e com direito a manchete.


Primeiro, porque muito do que diz não tem a menor importância.


Em maio, ressentido com o PSDB e com o PFL de que é membro desde criancinha, falou abobrinhas sobre a tal elite branca para se vingar da cupinchada. Agora, ressentido com Lula, que um dia antes ironizara as suas declarações delirantemente otimistas sobre a situação em São Paulo, resolveu chamá-lo de “desequilibrado”.


Segundo, porque dar em manchete o insulto – este sim, sintoma de desequilíbrio – é fazer exatamente o contrário do que o jornal prega em editorial na mesma edição – o fim do tiroteio entre os políticos. “Esquecer a disputa eleitoral” são as palavras finais do texto.


Deixem-me explicar melhor. Pelo que escrevi acima sobre a imprensa americana, obviamente defendo para a mídia brasileira a mesma autonomia da redação em face das opiniões dos donos.


Mas, neste caso excepcional, antes prevalecesse a página de editoriais. Choca o contraste entre a sensatez da posição expressa no comentário e a insensatez, para não dizer sensacionalismo, da manchete.


Manchete certa é a da Folha: “Ataques deixam 2 milhões a pé”. Ela põe a vida real, o interesse do leitor, acima do blablablá eleitoreiro – no caso, as alegações de tucanos e pefelistas segundo as quais o PT pode ter parte com o terrorismo do PCC, para, afinal, tirar votos de Alckmin em outubro.


Sobre isso, a propósito, o melhor do dia está nas colunas de Dora Kramer, no Estado, e de Merval Pereira, no Globo, embora a partir de ângulos diferentes.


Dora: “O bate-boca entre políticos do governo e oposição seria apenas ridículo não fosse antes uma dramática expressão da impotência do país frente ao crime organizado. Trocam acusações que já frequentam o delírio e apontam soluções inúteis porque ninguém – candidatos, partido, sociedade, tem a mais pálida idéia do que fazer.”


Merval: “Não deve ser entendido como um simples escorregão de linguagem o comentário do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, de que não se surpreenderia se o PT estivesse por trás dos ataques terroristas que mais uma vez atingiram São Paulo. […] Por mais que se considere inadequada a insinuação, ela faz parte de uma estratégia política do PFL para radicalizar a campanha eleitoral contra Lula, um trabalho de ‘desconstrução’ de sua imagem política…”


O Globo, aliás, reduziu às suas merecidas proporções o que chamou de “PT e PSDB em guerra”. De quebra, saiu com um furo.


O repórter Alan Gripp apurou junto ao Ministério Público, em Brasília, que a ordem para os ataques passou por advogados. É a manchete do jornal.


***


Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 17/07/2006 Joca Oeiras Mendes de Almeida

    Só complementando e aliás, não faço questãoi alguma da publicação. Gostari a de saber se hás algum E-mail do amigo em que eu possa postar toda esta história. è possível? beijos e abraços do Joca Oeiras, o anjo andarilho

  2. Comentou em 17/07/2006 Joca Oeiras Mendes de Almeida

    Querido Luiz Weis

    Nâo sei como posso fazê-lo mas gostaria de poder enviar-lhe um E-mail circunstanciado falando de uma luta que nós, da Fundação Nogueira Tapety,www.fnt.org.br, entidade de reconhecida utilidade pública, estamos encaminhando desde os Sertões de dentro do Piauí. Acabo de escrever um artigo para este observatório e talvez ele, caso seja realmente publicado, possa me ajudar a eslarecer o assunto que gostaria de expor ao amigo. Mas além disto eu gostaria muito de poder dialogar, mostrando fotos e outros documentos, sobre este monumento histórico, hoje esquecido (e sujeito, inclusive, à ação de incendiários como ocorreu no último sábado) o prédio que abrigou uma modernissima Fábrica de Manteiga inaugurada em 1897 com máquinas as mais modernas trazidas da Suiça em carros de boi , a parte terrestre, naturalmente. Gostaria de poder contar toda esta história, com relatos e fotos interessantíssimas quase tanto qwuanto esta história aventuresca

  3. Comentou em 16/07/2006 fernando yassu

    Fabio Silva, diretor-executivo de quê? Conheço alguns do PCC que…
    Hora, voce está de brincadeira, né, com o seu comentário, com sua profissão ou com as suas amizades. Voce pode até odiar o PT, mas esse seu comentário, como o do Jorge Borhausen, Serra, Alckmin… só se do outro tiver um idiota. Seja mais honesto ou use um argumento melhor…

  4. Comentou em 16/07/2006 dioniso artuffo

    A maioria dos comentários refere-se às declarações do sr. Bornhausen e outros integrantes do PFL com o apoio logístico do PSDB.
    No entanto a matéria exposta trata do fosso que separa os proprietários e controladores dos meios de comunicação e os executivos das redações. Fosso necessário, segundo o autor, para que fique preservada a independência da ‘redação’.
    Concluo que o brasileiro ainda não consegue entender o que lê e que as divergências ideológicas são capazes de levar as pessoas à insanidade intelectual e política.
    Deveria também se estabelecer um fosso entre as mal-intenciondas paixões das quadrilhas políticas e a liberdade de expressão de seus militantes para que estes não ficassem repetindo tantas opiniões grosseiras e desprovidas de bom senso.

  5. Comentou em 15/07/2006 Guilherme Buratto

    Não dá para levar a sério o comentário do deputado peefelista. Dizer que o PT está associado aos ataques é de uma irresponsabilidade sem tamanho. Não levem a sério! Os jornalões deveriam dar menos ênfase à esse comentário infeliz e destacar com mais propriedade o problema enfrentado por todos nós. Os políticos deveriam tratar a violência com mais propostas para solucioná-la e menos politicagem. Bom, mas isso é querer demais.

  6. Comentou em 15/07/2006 Ivan Moraes

    Eu estou achando esquisitissima uma coisinha como outras tantas que permanece nao falada e de fato, infalavel: a media brasileira tem certeza absoluta que politicos brasileiros precisam de ajuda pra arrazar o Brasil. E essa eh so mais uma triste prova que a media brasileira ja nao tem sequer vaga nocao do que eh o Brasil.

  7. Comentou em 15/07/2006 Mary Machado

    Se o Bruno Maranhão não estivesse em pessoa no quebra-quebra do Congresso, de onde saiu preso, todos os petistas teriam dito que pensar em relação entre membros do PT e aquela baderna seria insanidade, com o que a maior parte da imprensa ‘isenta’ concordaria plenamente. Mas mesmo que nenhum só dirigente do PT, tivesse sido flargrado, em carne e osso, no tumulto, muitos teriam feito esta relação. Confesso que diante das ações do PCC, não pude deixar de associar seus métodos com os de certa militância política. Vejam, eu fiz tal associação antes de qualquer manifestação de políticos do PFL e do PSDB. Como eu, acredito que muitos o fizeram. Nessas horas eu penso que, diante de certas evidências, tanto a política como a imprensa, embora relevantes, não tem um poder tão extremo a ponto de manipular as consciências.

  8. Comentou em 15/07/2006 Lavínia M. Pinheiro

    Ai, eu já não tenho mais paciência pra esse mito petista de que o PT é o único partido de esquerda no páreo e está em luta contra as elites. Se o PT faz um governo como este e é chamado de ‘esquerda’, pq o PSDB, que sempre foi de esquerda, ficou estigmatizado como de direita. Estou cansada do petismo, dando as cartas, dizendo quem é mocinho e quem é bandido, rotulando adversários e, com isso, se achando no direito de fazer tudo o que sempre condenou e mais um pouco. Digo, mais um pouco não, mas muita coisa mais!

  9. Comentou em 15/07/2006 Maria do Carmo

    Ligação PT x PCC – Dolares de Cuba – Conta de Lula no exterior…
    Ninguem merece uma imprensa que repercute tanta asneira. É de dar nojo.

  10. Comentou em 15/07/2006 Eliana Angelo

    Caro Sr. Weis
    Quando uma figura, sinistra e irresponsável, como Bornhausen encontra eco no que diz – e Serra, Alckmin e parte da imprensa, representada pelos ‘jornalões’ paulistas, ecoaram – é preciso ligar o sinal de alerta. O jogo por aí é sujo.
    No período da ditadura, quando bancas de jornais foram queimadas, bomba no Riocentro etc. havia quem fazia o trabalho sujo . Culpa ?… dos subversivos, comunistas. Agora,depois de 10 anos de torturas, maus-tratos aos presos e principalmente, acordos espúrios, serviçais da ditadura’descobrem ‘que a culpa dos ataques covardes …é do PT. Conveniente não? A eficiência tucana estava gestando essa barbárie e quer colocar a bomba no colo do outro?
    Nazistas no mundo inteiro são calados, censurados. Em São Paulo funcionam de ‘ porta-voz’ e tem a mídia à disposição. A população que se dane. É o jogo dessa gente.
    Há tempos, um determinado tipo de paulista, anda querendo tirar, do armário, uma certa ‘ camisa verde’ – que não é a do Palmeiras. É triste a lembrança, e sabemos no que deu. Será a imprensa a porta-estandarte desse ressurgir, dos ‘ Camisa Verde’? A Opus Dei já se instalou. As denúncias, nesse sentido, não são de hoje.
    São Paulo é maior que toda essa irresponsabilidade e não merece isso dos que se propõem a governá-lo e governar o Brasil.

  11. Comentou em 15/07/2006 willyan wallace

    ‘ -Eu não tô nem ai! Eu não tô nem aqui!’ ‘Não esta acontecendo nada de mais.’ ‘ – Esse crime é Federal ou Estadual, porque se for municipal, eu não sei do que se trata.’ ‘ Veja bem, o quadrado da hipotenusa, influi no dado estatístico que o combate ao crime esta sendo combatido e, essas vítimas, na verdade, são vítimas da violência, que é um problema universal e sendo assim divino, portanto, a culpa e do Espirito Santo, que é um Estado mais violento!’ O culpado dessas explicações acima não são aqueles que falam, mas sim aqueles que as aceitam de forma passiva. Não espere entrar para estatística nem para discursos vazios, conscientize-se e diga não na hora de votar. Cobre e crie grupos de debate e implementações. Se nós não retomarmos os rumos de nossa sociedade, não serão esse políticos com caráter duvidosos e intenções sombrias que o farão. Todos são farinha do mesmo saco e a culpa é nossa, nós os colocamos lá e pior, aceitamos suas bravatas. Se incomode, se coce, porque você esta aqui e la também.

  12. Comentou em 15/07/2006 Haroldo Mourão Cunha

    Luiz, eu postei alguns comentários, aqui e em outros sitios, escrevendo justamente isso, quando da publicação da entrvista do Lembo. Somente um desiquilibrado petista, e pelo que vi e li têm alguns (Esclareço que sou petista, certo?), daria crédito às palavras do governador substituto, não acreditei um só minuto em suas crises existênciais. Ele é um conservador, e morrerá conservador. Pertence a elite que criticou de forma veemente, embora estrategicamente delineada. Foi um jogo de cena, digna do Lima Duarte! Embora estivesse falando a verdade, não era com sinceridade as suas palavras. Eram desabafos de um sujeito sem rumo nem prumo, jogado às feras pelos seus pares de anos e anos, ponto final.

  13. Comentou em 14/07/2006 Paulo Cezar Soares Soares

    A declaração do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, demonstra como a oposição pretende disputar a eleição. Em momentos difíceis, como o PSDB e o PFL estão vivendo, com tudo indicando que será quase impossível vencer a eleição, apelam. Mostram com toda a clareza que não possuem ética.

  14. Comentou em 14/07/2006 ANDRÉ FERNANDES

    PRIMEIRO, A TENTATIVA DE LIGAR O CRIME ORGANIZADO AO PT É VELHA, OU OS PAULISTAS ESQUECEM DO ARRASTÃO EM NA PRAIA AS VESPERAS DE UMA ELEIÇÃO PARAA PREFEITURA?
    NAQUELA OCASIÃO O MEDO ERA QUE ELA CHEGASSE, AGORA COMO ESTÃO ATRAS E PODEM PERDER POR CONTA DA INCOMPETÊNCIA DELES, ACUSAM OS OUTROS DE ESTAREM POR TRAS DE ATAQUES DESTES FACÍNORAS.
    QUANTO ÀS FRONTEIRAS O BRASIL TEM QUILÔMETROS DE FRONTEIRAS SECAS FORA AS MARÍTIMA E A FLUVIAL, O QUE SE SUGERE, QUE SE CONSTRUA UM MURO NA PARTE SECA, MINEMOS AS NOSSAS PRAIAS E MABAIAS E QUE REPRESEMOS TODOS OS RIOS, OU ALGU/EM AINDA ACREDITA NESSA DE QUE TUDO ENTRA PELA PONTE DA AMIZADE???? eSQUECI, VAMOS COMEÇAR A ABATER TODO HELICÓPTERO OU AVIÃO QUE POUSE EM SÃO PAULO TAMBÉM..
    ORA COMO NINGUÉM ABE O QUE FAZER, O PRESIDENTE NÃO VAI DECRETAR INTERVENÇÃO, E O GOVERNADOR NÃO PODE PEDIR AJUDA, ESPALHASSE ESSA BOBAGEM DE QUE O PT É O CULPADO E ASSIM DESVIASSE DA VERDADEIRA DISCUSSÃO.

  15. Comentou em 14/07/2006 jose carlos lima lima

    Os midiocratas, em sua luta contra os democratas, deitam e rolam exercitando sua campanha suja. Parece um carnaval de porcos. Nem argumentos eles têm para justificar e defender suas posições políticas racistas. No entanto estão aí, sedentos para terem, de volta a rapadura. Jorge Apagão, ACM, Alckmínimo com o seu Estado-mínimo na saúde, segurança, etc. Que tal, agora uma CPI para apurar o crime orgnizado em SP. É claro que Alckmínimo, o engavetador de CPIs, não vai querer. Afinal de contas eles têm, ao seu lado, o TSE para lhes dar mais de 3 minutos diários de lambuja na TV. Têm a imprensa para publicar somente o que eles querem e assim, por exemplo, esconder sob o tapete a lista de Furnas, os 100 bilhões furtados na privataria de FHC. Sob a midiocracia os decrépitos coronéis da mídia, tendo à frente César Maia, deitam e rolam apostando na ignôrancia do povo. Imaginam que, usando a mídia de forma criminosa, retornarão ao poder. Pensam que o México é aqui.

  16. Comentou em 14/07/2006 Fabrício Santos Leite

    ‘ Considerei absurdo a colocação do presidente do PFL de ligar o PT com a violência em São Paulo. Trata-se de uma declaração radical, irresponsável, racista de um dirigente. Vivemos em um país democrático, não é necessário radicalizar uma situação tão complexa como a que vive São Paulo só para obter ganho eleitoreiro.’

  17. Comentou em 14/07/2006 Luís Fernando

    Sr. Euclídes, as observações do leitor Fábio não são tão bobas assim: basta ver as notícias da Folha em 14/07/06, onde o Serra vai além dos comentários do Jorge Bornhausen – franco aliado do governo militar na época ditadura. Nítida é a perfídia do PSDB e, especialmente, do PFL, de tentar distorcer os fator e provocar confusão no eleitorado.

  18. Comentou em 14/07/2006 Ricardo B

    O PCC é um problema que o Governo Paulista tem que resolver e é muito sério, o Governo Federal ao invés de querer mandar tropas para São Paulo, deveria usar esse contigente que é iferecido com tanta presteza em ano eleitoral e que coincidentemete o maior concorrente é ex-Governador do Estado em que se instaura a crise, poderia muitobem usar esse contigente para evitar que Diversas Armas de Gosso Calibre, Fuzis, granadas, Armas automaticas e até com mira laser entrassem no país pelas Fronteiras sem controle.
    Politicagem barata, solução mesmo, para nís é rezar.

  19. Comentou em 14/07/2006 Euclides Rodrigues de Moraes

    Sr. Fábio,
    Além de suas afirmações serem bobas, não se tira algo de quem não tem, pelo que sei o Sr. Alckmin, não tem votos suficientes, para barar a vitória de Lula, nem no primeiro turno, como alguém faria movimento para retirar votos dele, algo assim só faria sentido, se fosse, justamente ao contrário.

  20. Comentou em 14/07/2006 Luís Renato Silva Taveira

    Pior que a existência de quadrilhas é a incompetência do governo paulista para sufocá-las.
    Pior que a incompetência do governo paulista é a tentativa de mascarar suas responsabilidades, inventando teorias conspiratórias.
    Pior que as teorias conspiratórias é a existência de pessoas que nelas acreditam.

  21. Comentou em 14/07/2006 André Lux

    Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre as posições políticas e ideológicas do senhor Weis, bastou ver a maneira sectária e pejorativa como se refere aos ‘petistas’ em seu texto. Essa cegueira ideológica impede que o ‘jornalista’ entenda que qualquer pessoa de esquerda que se preze só podia mesmo exultar as declarações do sr. Lembo, não porque favoreceriam o PT, mas sim porque foram proferidos por cacique do PFL, legítimo representante do que há de mais nefasto e atrasado em nossa sociedade – seria algo semelhante a ver um membro do partido nazista condenando as práticas de Hitler, em 1942.

    Infelzmente, enquanto o Brasil tiver jornalistas sem coragem ou escrúpulos de assumir em público suas ideologias, continuaremos tendo que ler esse tipo de aberração escrita acima, onde um sujeito traveste-se de imparcial para defender algo que simplesmente não existe – o tal ‘fosso’ entre editoriais e notícias. Na verdade, o jornalismo tupiniquim está tão desvirtuado dos preceitos básicos da profissão que o que mais vemos hoje em dia são sabujos defendendo a ‘liberdade de imprensa’ e a sua suposta imparcialidade e isonomia, enquanto o espaço reservado para as notícias é usurpado pelo panfletarismo mais canhestro e óbvio. Chomsky tinha razão.

    Não é de se estranhar, portanto, que a credibilidade da imprensa está cada vez menor, como estão comprovando as últimas pesquisas. Lamentável.

  22. Comentou em 14/07/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Seu texto sufere duas perguntas bastante importante e imperinentes:-
    1º O Estadão é lido e levado a sério?
    2º Ler o Estadão e levá-lo a sério modifica a dinâmica social que gestou e tem conservado a violência econômica, política e policial imposta à uma parcela populacional que agora resolveu mostrar que existe e sabe responder no mesmo nível de civilidade?

    O jornalismo brasileiro sofre da mesma miopia social. Vê as conseqüencias mas não enxerga causas, ajuda a criar as causas na medida em que legitima ou apenas ignora a violência econômica, política e social que uma parcela da população é submetida.

    A formula empregada pelos jornais brasileiros não funciona mais. Tratar de NEGÓCIOS para os empresários, VIOLÊNCIA para os pobres, FUTEBOL para os torcedores e CULTURA para os refinados e POLÍTICA para satisfazer e alimentar as guerras políticas é nadar na superficie da sociedade paulista. Acreditar nesta formula jornalisca é preservar as coisas tal como estão, muito embora elas estejam ficando pior a cada ano.

    Quais os NEGÓCIOS ajudariam a minimizar o impacto da criminalidade como fonte de renda para uma parcela da população que depende dela? Que VIOLÊNCIA tem sido praticada através do desperdício dos dinheiros públicos em concorrências desleais, salários gordos e aposentadorias gratiticantes? Que CULTURA está sendo gestada à margem da sociedade culta?

  23. Comentou em 14/07/2006 fabio silva

    po, ta na cara que o PCC é do PT só não enxerga quem não quer, se um realmente não pertence ou é aliado do outro então porque os lideres do PCC, pediram para seus detentos, amigos, familiares, irmãos votarem no PT? ta na cara também que esses ataques são para enfraquecer o Alckmim e tirar votos dele. po só correr atrás das informações conversar com alguns irmãos do PCC, que conheço alguns, e as pessoas ião ficar sabendo que um é aliado do outro só não ve quem não quer.

  24. Comentou em 14/07/2006 Luis Nascimento

    Me parece muito estranho primeiro defender a independencia das redações e logo em seguida ser contra a mesma por defender opiniões contrárias a sua. OU se defende essa independência total ou não. Não importa qual opinião a redação tenha!

  25. Comentou em 14/07/2006 naldo Valença

    Infelismente Imprensa tem partido.

  26. Comentou em 14/07/2006 Jesse Fernandes

    O senhor foi muito feliz nessa análise, mais uma vez. Entendo que o clima, entre os candidatos é muito quente, e compete a imprensa manter a sernidade e a sanidade para tratar de problemas graves, senão gravíssimos, e ela (a imprensa) não deveria ter ou manter o mesmo tom da campanha, que afinal, também é uma guerra. É uma pena que o blog do senhor não tenha tanta visibilidade ainda. Boa sorte e continue iluminandos os trabalho do jornalismo tupiniquim.

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